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Entorse de joelho ou Lesão do LCA
Entorse de joelho ou Lesão do LCA

Fisioterapia

corpo humano

Entorse de joelho ou Lesão do Ligamento cruzado anterior (LCA)

Este é o principal ligamento do joelho, pois é o que proporciona mais estabilidade à articulação, e por isso este tipo de lesão é de grande importância, principalmente nos casos de moderados a graves, pois geralmente esses necessitam de cirurgia.

Causas:

Normalmente acontece em movimentos bruscos, quando o pé está apoiado no chão e o corpo gira sobre o membro apoiado (movimento de pivô).

Alguns fatores podem influenciar para o aparecimento dessa lesão: predisposição biomecânica, fraqueza muscular, sedentarismo, outras lesões pré- existentes no joelho (Ex: o menisco medial auxilia em algumas funções de estabilização do LCA), etc.

Sintomas:

O estiramento ou ruptura deste ligamento geralmente ocasiona edema (“inchaço”) articular considerável, estalo alto no momento da lesão, dor difusa no joelho, rigidez articular e sensação de instabilidade da articulação (falseio).

Tratamento:

Estruturas como os ligamentos têm pouca capacidade de se regenerarem, por isso na maioria dos casos além da fisioterapia também é necessário o tratamento cirúrgico. Geralmente o joelho é muito dependente de um LCA em perfeito funcionamento, caso contrário torna-se instável e seguidas entorses podem ocorrer, tal processo acarretará numa artrose precoce, acometendo outras estruturas do joelho como os meniscos e a cartilagem articular.

A fisioterapia é de fundamental importância no tratamento conservador, no pré-cirúrgico e no pós-cirúrgico.

Apesar de ser uma lesão traumática, da mesma maneira precisa ser observada com um tratamento global, assim como todas outras citadas aqui. É necessário terapia manual (osteopatia, RPG, Mulligan – técnica australiana, etc.) para liberar a musculatura que fica em “espasmo” como mecanismo de defesa do corpo, para ganhar mobilidade articular proporcionando melhor grau de movimento (flexão e extensão do joelho), recursos manuais para drenagem do edema (“inchaço”), métodos de traumato-ortopedia (fortalecimento muscular), hidrocinesioterapia (ganho de força muscular, estabilidade articular – propriocepção, ganho de mobilidade articular, melhora da drenagem). Aqui a visão da globalidade é muito importante para auxiliar na reabilitação.

( Ex: fortalecer os músculos posteriores da coxa é fundamental, pois estes auxiliam a estabilizar o joelho no movimento de gaveta anterior (translação anterior da perna em relação à coxa).

Também é necessário observar a postura e o tipo de pisada que podem influenciar num estresse maior sobre o LCA.

Ainda devemos destacar, que nos primeiros meses da reabilitação, a importância de evitar a perda dos últimos graus de extensão do joelho (“esticar” o joelho), pois tal condição acarretará em grande dificuldade para ganhar força e massa muscular no quadríceps.

Outro ponto fundamental é a propriocepção, que é o principal fator para evitar a recidiva (volta) da lesão, que é um método realizado para treinar os “sensores” existentes no corpo para responderem de maneira eficaz aos gestuais esportivos, uma espécie de trabalho de equilíbrio.

Este é apenas um exemplo de lesão por entorse ligamentar do joelho, mas como todos os outros o tratamento global é de fundamental importância.

 

Canelite ou Síndrome do Estresse Medial Tibial

 

corpo humano

A síndrome do estresse tibial medial, periostite medial da tíbia, ou até conhecida como canelite de corredor que é a inflamação do compartimento da perna que envolve o periósteo da tíbia, tendões e músculos.

Causas:

Além do tipo de pisada (pé pronado ou supinado), prática de esportes em terreno rígido, calçados inadequados e excesso de treino é de fundamental influência o encurtamento da musculatura posterior do membro inferior (pé, perna e coxa).

Sintomas:

Inicia-se com uma dor em queimação na face anterior e medial da perna (“canela”) após atividades que envolvam a corrida, evolui para dor no começo que melhora com o aquecimento, mas conforme se realiza o exercício a dor piora, chegando num quadro mais grave com dor constante para atividades simples como caminhar e até dor ao toque na região.

Tratamento:

É importante a fisioterapia atuar no começo da instalação da lesão, pois a evolução do quadro pode ter graves conseqüências como uma fratura da tíbia ou até uma síndrome compartimental (diminuição do fluxo sanguíneo e de demais líquidos). Como dito anteriormente é importante eliminar as causas, mas acima de tudo identificar quais músculos estão encurtados e libera-los através de terapia manual (osteopatia, RPG), pois são esses músculos que encurtados irritam o periósteo e provocam uma diminuição no calibre de vasos, o que cria um ciclo que mantém a lesão.

 

Condromalácia Patelar e Condropatia Patelar

 

corpo humano

É a inflamação e o desgaste na cartilagem da articulação do joelho, localizada entre a patela (rótula) e o fêmur (osso da coxa).

Causas:

Mais comum em mulheres devido à predisposição física, porém também tem uma grande incidência em homens. Essa articulação é muito solicitada em atividades como corrida, musculação, ginástica e em esportes em geral, quando estes são realizados de maneira excessiva, de forma inadequada ou o indivíduo tem uma predisposição à instalação da lesão a articulação femoro-patelar primeiramente fica inflamada e se os agentes causadores persistirem a cartilagem vai se desgastando até a articulação virar um contato de osso com osso (artrose).

Dentre as causas podemos destacar:

  • Treino excessivo;
  • Fraqueza muscular (principalmente do músculo vasto medial oblíquo);
  • Atividades de impacto;
  • Falta de alongamento (encurtamento muscular);
  • Predisposição biomecânica.

Sintomas:

Dor na região anterior (na frente do joelho) após atividades, dor ao subir e descer escadas, dor após longos períodos com o joelho flexionado (“dobrado”), crepitação (estalidos), falseio no joelho e outros.

Tratamento:

A fisioterapia sempre é indicada, porém em alguns casos e conforme o grau (grau IV) da lesão também é recomendado o tratamento cirúrgico.

  • Grau I - amolecimento da cartilagem;
  • Grau II - fragmentação ou fissuras na cartilagem;
  • Grau III - fragmentação ou fissuras na cartilagem com uma área maior;
  • Grau IV - erosão e perda da cartilagem.

Mais uma vez o trabalho global é de fundamental importância, pois vários fatores influenciam nesta patologia, como o encurtamento dos músculos posteriores da coxa, pois estes se encurtados dificultam o movimento de extensão (“esticar”) do joelho aumentando o atrito na cartilagem. Também podemos destacar o tipo de pisada no qual o pé pronado (“pé chato”) tende a influenciar para um joelho valgo (com desvio interno) o que proporciona um maior estresse na face lateral da cartilagem da patela. Enfim, são vários fatores que devem ser eliminados, por isso o tratamento global é muito importante, sendo geralmente necessário um trabalho de cinesioterapia (alongamento, fortalecimento, propriocepção, etc.), trabalho de terapia manual e postural (liberação dos músculos encurtados) e recursos físicos que contribuam para a cicatrização e melhora dos sintomas (microcorrente, crioterapia, eletroterapia, etc.)

Entorse do Tornozelo

 

corpo humano

Em virtude de sua alta incidência as lesões ligamentares do tornozelo assumem a cada dia maior importância na prática clínica, trazendo incapacidade imediata e tardia. Uma recente pesquisa realizada alcançou a taxa de ocorrência de 1 a cada 10.000 indivíduos por dia.

Apesar de tudo, seu diagnóstico e tratamento continuam sendo conduzidos com descaso por pacientes e profissionais da saúde. É extremamente errado acreditar que quando ocorre uma entorse do tornozelo, o mesmo jamais terá sua condição normalizada. Outro mito é que na eminência de uma lesão acredita-se que a recuperação de uma fratura de tornozelo tem um prognóstico mais positivo que uma entorse de tornozelo. Quando a reabilitação é feita de maneira eficaz entorses leves e moderadas têm ótimo prognóstico, sendo de fundamental importância o trabalho de propriocepção, fortalecimento e terapia manual.

O diagnóstico na maioria dos casos é realizado através de testes clínicos e exames complementares por imagem, tendo a ressonância nuclear magnética como exame mais realizado e serve principalmente para visualizar os tecidos moles (ligamentos) e uma possível lesão óssea, que pode retardar a reabilitação já que é uma complicação que necessita de um certo tempo para absorção do próprio organismo.

Em 90% dos casos de entorse de tornozelo acomete os ligamentos da região lateral do pé causada por uma força excessiva em inversão (“virar o pé para dentro”). Em outras o acometimento da parte interna fica por conta do movimento contrário (eversão).

É de grande importância o tratamento ser o mais precoce possível a fim de evitar mais perda de massa muscular, retração dos tecidos, perda de mobilidade da articulação e perda de propriocepção. Medidas analgésicas e antiinflamatórias são tomadas com a microcorrente e crioterapia.

Como dito anteriormente um dos principais fatores para evitar a recidiva da lesão é a propriocepção (trabalho na areia, grama, no Power Plate, etc.).

 

Epicondilite ou Cotovelo de Tenista

corpo humano

 

É a inflamação dos tendões do cotovelo, acometendo principalmente os músculos extensores de punho e dedos, também chamada de cotovelo de tenista por ser muito comum neste esporte.

Causas:

Geralmente ocasionada por uso excessivo dos músculos do braço no esporte (tênis, golfe, musculação, etc.) ou também em atividades da vida diária como o uso excessivo de computadores. Mas também pode ser uma patologia que se manifesta se existirem fatores predisponentes como problemas na cervical, no ombro, corda da raquete de tênis mal regulada e gestual esportivo incorreto.

Sintomas:

Inicialmente com dor ao esforço na parte lateral do cotovelo, evoluindopara dor com perda de força no antebraço até para leves movimentos como abrir maçanetas.

Tratamento:

Pouquíssimos casos são cirúrgicos, mais indicados para calcificações que não respondem a Fisioterapia. O diferencial no tratamento nesses casos é identificar outros fatores que contribuem para a permanência da lesão, como dito anteriormente, e além dos tratamentos mais conhecidos como cinesioterapia (fortalecimento, alongamento, etc.), crioterapia (“gelo”), eletroterapia (TENS) é importante o uso da terapia manual para restabelecer o equilíbrio muscular do membro superior acometido e da cervical, liberando os pontos de tensão muscular.

 

Síndrome do Impacto / Lesão do Manguito Rotador / Bursite no Ombro

 

corpo humano

Devido a sua anatomia o ombro possui grande amplitude de movimento, porém isso tem um preço, pois para que esta articulação não sofra os músculos que a envolvem, principalmente os do manguito rotador, estabilizadores dinâmicos da articulação devem estar funcionando perfeitamente, especialmente nos movimentos em que o braço está acima da linha dos ombros, pois nessa posição as estruturas que formam o manguito rotador (músculo supra-espinhal, músculo subescapular, músculo infra-espinhal, músculo redondo menor e tendão da porção longa do bíceps) podem ser comprimidas. Essa compressão pode ser causada por um desequilíbrio muscular, uma articulação anatomicamente propensa (dependendo principalmente do tipo de acrômio: I, II ou III) ou até por excesso de uso. Esse trauma repetido estressa os tendões, músculos e a articulação como um todo (bursa, cápsula, ligamentos, etc.) podendo estabelecer uma patologia no tendão (tendinite ou tendinose com ruptura) e outras como a bursite.

Sintomas:

Dor inicialmente após atividades, tornando-se contínua com o decorrer dos treinos, depois dor durante e após as atividades e até dor noturna irradiando para o braço.

Tratamento:

A fisioterapia é sempre indicada, tanto em tratamentos conservadores como também em casos cirúrgicos no pré e pós-operatório.

De suma importância para a reabilitação dessa lesão, e de todas outras, devemos enfatizar o tratamento global, pois outros segmentos corporais podem influenciar, tais como a mobilidade, não só da articulação gleno-umeral (úmero e escápula), mas sim de todo o complexo articular do ombro (articulações acrômio clavicular, esterno clavicular, escapulo – torácica, etc.) e a coluna torácica e cervical, já que o movimento do ombro está intimamente relacionado com essas estruturas e todos os músculos que a cercam. Ex: Muitas vezes a perda de mobilidade da coluna torácica provoca uma hipermobilidade compensatória na gleno-umeral o que pode gerar compressão sobre o manguito rotador.

Esses e outros fatores devem ser tratados através de terapia manual (osteopatia, RPG, etc.) além da necessidade de um fortalecimento específico com cinesioterapia, fortalecimento no power plate, termoterapia, eletroterapia, hidrocinesioterapia, etc..

 

Lombalgia/Protusão Discal/ Escoliose

 

corpo humano

Aproximadamente 90% da população já sofreu ou sofre de episódios de Lombalgia, porém lombalgia não é um diagnóstico de uma patologia e sim um termo que significa dor lombar, sendo assim se trata de um sintoma causado por uma alteração biomecânica que na maioria dos casos está relacionada a outras áreas do corpo, como o encurtamento dos músculos da pelve e dos membros inferiores o que gera um desequilíbrio postural e de funcionamento articular. Conseqüentemente algumas dessas áreas passam a ser hipomóveis (pouca mobilidade), a partir disso o corpo precisa criar uma compensação através de uma hipermobilidade (muita mobilidade), esse movimento excessivo causa um estresse sobre o disco intervertebral o que com o passar do tempo pode gerar uma protusão discal ou hérnia de disco.

Esse desequilíbrio postural também pode provocar um desnível na pelve, onde se “apóia” a coluna que será compensada pelo corpo com a formação de uma escoliose em “C” ou em “S”.

Portanto para este tipo de patologia é de fundamental importância a fisioterapia com uma visão global, pois como dito anteriormente vários segmentos corporais influenciam nesta condição, principalmente os membros inferiores, como por exemplo, um pé “chato” ou “plano” (pronado) pode provocar uma rotação na mesma perna com encurtamento dos músculos da pelve e conseqüentemente um desnível da mesma.

Por essas características os tratamentos mais indicados são o RPG, a osteopatia que enfatizam o tratamento do tecido miofascial (tecido responsável pelos encurtamentos) e que também trabalham para devolver a mobilidade normal nas áreas de hipomobilidade o que acarretará em menos sobrecarga em outras áreas hipermóveis (protusão discal).

Também é de grande valia o trabalho de cinesioterapia e hidrocinesioterapia para fornecer estímulos de propriocepção e fortalecimento tanto de membros inferiores como da parede abdominal e os músculos costais que têm papel fundamental na estabilização da coluna vertebral.

 

 

Osteoporose

 

 

O esqueleto humano é um tecido vivo que é constantemente renovado pela ação conjunta dos osteoblastos e osteoclastos, tipos celulares especializados que se originam da medula óssea. Os osteoblastos são responsáveis pela formação e os osteoclastos pela reabsorção óssea.

A osteoporose é uma doença crônica e progressiva, que se caracteriza por uma deficiência de cálcio relacionada com a idade e de um desequilíbrio entre a velocidade de degradação do tecido ósseo e a formação de osso novo. Consequentemente gera uma diminuição da densidade mineral óssea e deterioração de sua microarquitetura, com redução da força óssea e maior incompetência mecânica deixando os ossos mais suscetíveis a fraturas.

A osteoporose primária ocorre em decorrência da privação do estrogênio, do climatério ou do próprio processo de envelhecimento. É muito influenciada por fatores genéticos, embora outras variáveis modificáveis como atividade física e hábitos alimentares também contribuam para o seu desenvolvimento.

O tipo secundário da doença pode ser decorrente de distúrbios como a insuficiência renal crônica e distúrbios hormonais (especialmente distúrbios da tireóide, da paratireóide e das adrenais). Ela também pode ocorrer devido ao uso de drogas, como corticosteróides, barbitúricos, anticonvulsivantes e quantidades excessivas de hormônio tireoidiano. Menos de 5% dos indivíduos com osteoporose apresentam osteoporose secundária, a qual é causada por outras doenças ou por drogas.

Causas:

  • Falta de estresse físico nos ossos devido à inatividade;
  • Desnutrição extensa;
  • Falta de vitamina C;
  • Falta de secreção de estrogênio na pós-menopausa (estes estimulam os osteoblastos);
  • Velhice – diminuição do hormônio do crescimento e funções anabólicas protéicas deficientes.

Tratamento:

O tratamento ideal da osteoporose deveria ser aquele que levasse a formação de tecido ósseo ou reduzisse a velocidade de reabsorção, melhorasse a microarquitetura, restaurando a força óssea e consequentemente reduzindo o risco de fraturas. Os medicamentos disponíveis atualmente para prevenção e tratamento da osteoporose são agentes anti-reabsortivos, que atuam inibindo a perda óssea mediada pelos osteoclastos.

Pesquisas mostram que é possível o aumento da massa óssea em crianças e no adulto jovem, manutenção óssea durante a pré-menopausa e atenuação da perda da massa óssea na pós-menopausa. O tratamento não medicamentoso deve provocar estímulos ao osso que devem ficar num nível suficiente para ter efeito, porém sem provocar lesões. Os estímulos multidirecionais e exercícios excêntricos com uma frequência de pelo menos três (3) vezes na semana são os indicados e atualmente o método mais avançado e que oferece os maiores ganhos em densidade óssea é treinamento/tratamento com a plataforma vibratória Power Plate.

 

Traumato-ortopedia

Especialidade voltada para o tratamento e prevenção de lesões agudas (traumáticas) ou crônicas (que se instalam com o tempo) do sistema muscular, ósseo e de tendões.

Tem grande importância no pré-operatório, pós-operatório e também na reabilitação de lesões que não necessitam de cirurgia (ex.: algumas entorses, contraturas, distensões, tendinites), mas que necessitam de tratamento.

Nesta fase a filosofia de Tratamento Global Fisio1 mostra suma importância, pois numa sessão de Fisioterapia o paciente é submetido a vários procedimentos, como:

  • alongamento;
  • terapia manual;
  • fortalecimento específico com eletroestimulação;
  • propriocepção;
  • termo terapia.
  • hidrocinesioterapia;

Essa variedade é necessária porque geralmente as lesões não estão instaladas apenas no segmento envolvido. Uma tendinite no cotovelo pode ter influência de algum problema na cervical, ou uma dor lombar pode ser decorrente de um desnível na pelve e na coluna causada por uma pisada errada. Estes são apenas alguns exemplos da importância do tratamento global que é realizado na Fisio1.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:http://www.fisio1.com.br/tratamentos_traumato.php

Condromalácia Patelar

É chamada de Osteoartrite Patelofemoral e é diagnosticada correlacionando-se a dor patelofemoral com as mudanças radiográficas consistentes com a degeneração articular.
A diferenciação dos subtipos idiopáticos (causa desconhecida) e pós-traumáticos é feita com base na história. A intervenção para a osteoartrite patelofemoral é, em geral, conservadora, a menos que coexista com doença articular degenerativa tibiofemoral.

O termo condromalácia patelar há muito define uma categoria que envolve dor anterior no joelho e, especificamente, retropatelar (atrás da patela). O termo condromalácia foi primeiro usado por Aleman, em 1928. Ele empregou a expressão "condromalácia pós-traumática da patela" para descrever lesões da patela encontradas na cirurgia supostamente tendo sido causadas por trauma anterior. Com otempo, tornou-se um termo geral sem nenhum sistema de classificação de concordância ou definições de termos.

A condromalácia verdadeira refere-se ao amaciamento da cartilagem sobre a região posterior da patela e estima-se que ocorra em menos de 20% dos indivíduos que se apresentam com dor anterior no joelho. A síndrome é mais comum no grupo etário dos 12 aos 35 anos e a maioria dos estudos mostrou predominância nas mulheres.

É utilizada uma classificação que divide em 4 (quatro) diferentes graus (Outerbridge): 
GRAU I : amolecimento da cartilagem. 


GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à aproximadamente 1,5 cm. 

GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm. 
GRAU IV: erosão da cartilagem com exposição do osso subcondral. 




A intervenção conservadora para osteoartrite patelofemoral inclui a remoção de quaisquer desequilíbrios musculares de flexibilidade ou força. 

É importante na reabilitação o fortalecimento do VMO (vasto medial oblíquo), utilizando recursos crioterápicos, para fins analgésicos e antiinflamatórios pós-exercícios, além do trabalho de fortalecimento da musculatura da coxa.

 

Exercício Excêntrico na melhora da dor, função e desempenho isocinético em pessoas com Síndrome do Impacto (SI)

 
Síndrome do impacto é o nome que se dá à inflamação no tendão (ou tendinite) do músculo supra-espinhal do ombro. Esse tendão passa entre duas estruturas anatômicas do ombro, que são a cabeça do úmero e o acrômio. Essa inflamação é chamada de síndrome do impacto, porque, quando da elevação do braço, há uma compressão (um impacto) do tendão do músculo supra-espinhal do ombro entre essas duas estruturas anatômicas. 


 
Estava lendo a Revista Brasileira de Fisioterapia e me deparei com este artigo novíssimo, onde os autores falam sobre um tipo de abordagem diferente para a Síndrome do Impacto: o treino excêntrico.

O que seria isso? 

O exercício excêntrico é aquele que alonga o músculo ao contrário de um exercício concêntrico que encurta o músculo. A maioria dos exercícios do treinamento de resistência abrange tanto movimentos excêntricos e concêntricos (por exemplo o agachamento, diminuindo o peso é a fase excêntrica e empurrando para cima é a fase concêntrica do quadríceps).

 
Então, vamos ao resumo do artigo:


CAMARGO, Paula R. et al. Treino excêntrico para abdutores do ombro melhora dor, função e desempenho isocinético em sujeitos com síndrome do impactosérie de casos. Rev. bras. fisioter. [online].    


CONTEXTUALIZAÇÃO: Tratamentos conservadores têm sido propostos para pessoas com síndrome do impacto (SI) do ombro, como fortalecimento do manguito rotador e dos músculos escapulares e alongamento dos tecidos moles do ombro. No entanto, são escassos os estudos que analisaram a eficácia do treinamento excêntrico no tratamento da SI. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do treinamento excêntrico para abdutores do ombro na dor, função e desempenho isocinético durante a abdução concêntrica e excêntrica do ombro em indivíduos com SI. MÉTODOS: Vinte indivíduos (sete mulheres, 34,2 DP 10,2 anos, 1,7 DP 0,1 m, 78,0 DP 16,3 kg) com SI unilateral completaram o protocolo do estudo. Realizou-se treinamento isocinético excêntrico bilateral a 60º/s para abdutores do ombro durante seis semanas consecutivas, duas vezes por semana, em dias alternados. Para cada dia de treinamento, foram realizadas três séries de dez repetições, com um período de descanso de 3 minutos entre as séries para cada lado. A amplitude de movimento treinada foi de 60° (de 80° a 20°). O questionário Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH) foi utilizado para avaliar a função e os sintomas dos membros superiores. O pico de torque, o trabalho total e o tempo de aceleração foram avaliados durante a abdução concêntrica e excêntrica do braço a 60º/s e 180º/s por meio de um dinamômetro isocinético. RESULTADOS: As pontuações do DASH, o pico de torque, o trabalho total e o tempo de aceleração melhoraram (p<0,05) após o período de intervenção. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que o treinamento isocinético excêntrico para abdutores do ombro melhora a função física dos membros superiores em indivíduos com SI.


Aqui está o link para o texto completo, que está em Inglês.


http://www.scielo.br/pdf/rbfis/2011nahead/aop035_11.pdf

Prevenir lesões com o teste da pisada

 
O trabalho do fisioterapeuta é muito mais do que a recuperação de pessoas. Hoje, a prevenção com a fisioterapia começa a ser difundida e aceita pela população. O aumento de atividades esportivas individuais, como, por exemplo, a corrida, ajudou a conscientizar as pessoas por um trabalho preventivo. Para tratamentos, há diversos protocolos, mas o trabalho individualizado sempre tem melhores resultados. Cabe ao fisioterapeuta indicar alternativas para aprimorar a perfomance sem lesão e dentro das necessidades do paciente. E nesse universo preventivo, o teste de pisada é uma opção simples que pode evitar lesões como tendinites, fascite plantar, fraturas por estresse, dentre outros.




Para ter eficiência e credibilidade, o teste da pisada deve ser feito em três etapas: análise estática da biomecânica, análise em movimento da passada e avaliação postural. Somente o fisioterapeuta habilitado consegue dar um diagnóstico completo do tipo de pisada do paciente e indicar o melhor calçado para a atividade física.
Estudos dividem as pessoas em três tipos de pisada: pronada (para dentro), supinada (para fora) e neutra. Mas além do teste indicar em qual grupo a pessoa se encaixa, com a análise completa é possível visualizar a necessidade de suportes extras, como, por exemplo, uma palmilha, seja de correção ou de conforto.
Já encontrei diversos casos curiosos durante os atendimentos e que tiveram melhora significativa com o uso correto do calçado. Um desses meus pacientes, que é corredor, tinha a pisada pronada em pé chato na primeira avaliação. Depois que ele começou a usar o tênis certo com uma palmilha customizada, com amortecimento em calcâneo, elevação do arco medial e apoio medial, as dores diminuíram e a descarga de peso na análise estática foi significativamente melhor.
O mais interessante é que o teste da pisada, além de ser primordial para atletas profissionais e amadores, também pode ser feito por não praticantes de atividade física. Qualquer pessoa, por exemplo, que sofre com dores na região do pé, joelho, por exemplo, deve ser avaliada. As chances das dores serem causadas pela postura são grandes. E com o teste da pisada e a avaliação postural é possível identificar o motivo dessa dor. Por isso, acredito que o teste da pisada é uma das inúmeras formas de prevenção de lesões, que deve ser agregado na rotina do fisioterapeuta.


David Homsi - Revista Fisio/SA

Síndrome do Túnel do Carpo: o que é realmente efetivo dentro da Fisioterapia?

 

Um grupo de pesquisa holandês publicou no Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, duas grandes revisões sistemáticas sobre a efetividade do tratamento cirúrgico e não cirúrgico para a Síndrome do túnel do carpo, dividido em dois artigos. O texto com os resultados dos recursos não cirúrgicos se destaca pela quantidade de informação e pela abrangência dada as inúmeras propostas de tratamento já estudadas sobre o assunto, desde imobilizadores, tipos de teclado, incluindo diferentes modalidades fisioterapêuticas.



Muitas dúvidas podem surgir ao se conduzir o tratamento fisioterapêutico de um indivíduo com Síndrome do Túnel do Carpo e uma coletânea do que diz a literatura sobre o assunto nos ajuda a ter algumas diretrizes que podem nos subsidiar mais claramente. Vale ressaltar que, á seguir, será apresentado o atual “estado da arte” sobre o assunto. Estas recomendações, no entanto, podem mudar se ocorrerem avanços nas pesquisas dos temas apresentados. Seguem os principais resultados do estudo, seguido da força de evidência conforme a seguinte escala do nível de evidência:

1. Evidência forte de efetividade: achados positivos e consistentes (mais de 75% de significância) em múltiplos estudos clínicos de alta qualidade.
2. Evidência moderada: achados positivos consistentes (significante) de múltiplos estudos clínicos de qualidade baixa ou de um estudo clínico de alta qualidade.
3. Evidência limitada: achado positivo (significante) de um estudo clínico de baixa qualidade.
4. Evidência conflitante: achados de estudos clínicos com menos de 75% de consistência (significância).
OBS: ao se afirmar que não há evidência significa que estudos de boa qualidade não demonstraram diferenças significantes.



Tala ou imobilização para o punho/mão
-Uma atadura noturna na mão (“brace”) é mais efetivo do que não fazer nada (evidência moderada em curto prazo - 2 semanas - e limitada em médio prazo).
-Tala em posição neutra é mais efetiva que a que mantém o punho em extensão de 20° em curto prazo/2 sem (evidência limitada).
-Usar tala em tempo integral não parece acrescentar benefício a usá-la somente à noite, bem como não há provas de que haja mais benefício ao se comparar o uso de tala isolado com a atadura da mão (“brace”) à noite, nem ao associar a tala com aplicações de laser, ou com exercícios de yoga, em curto prazo.
-Corticosteróide oral é mais efetivo que a tala de punho em curto prazo (evidência moderada).

Ultra-som
-Não há evidências de que o ultra-som seja mais efetivo do que o placebo em curto prazo (2 semanas), mas sim após 7 semanas (evidência moderada).
-Não há evidências de diferenças entre a intensidades de 1,5W/cm² quando comparado com 0,8W/cm² em curto prazo, assim como ao se utilizar freqüências de 1 e 3 MHz.
-O ultra-som é mais efetivo do que o laser em curto prazo (evidência moderada).

Laser
Não há evidências de que o laser seja efetivo ao se comparar com o placebo em curto prazo.

Mobilizações e Terapia Manual
Mobilização dos ossos do carpo é mais efetiva do que não tratar em curto prazo (evidência limitada). Não houve diferença entre a efetividade da mobilização dos ossos do carpo comparado a mobilização neurodinâmica, em curto prazo; entre a técnica neurodinâmica + tala, comparado com terapia placebo + tala em curto prazo; ou da mobilização de tecidos moles assistida por instrumento (Graston??) + exercícios domiciliares comparada a mobilização de tecidos moles + exercícios domiciliares em médio prazo.



Teclado Ergonômico
Teclado ergonômico é mais efetivo que o teclado padrão em 3 meses (evidência moderada), porém não em 6 meses (evidência limitada). Teclados na Apple® e da Microsoft® são mais efetivos que teclados normais em 6 meses (evidência limitada).

Acupuntura
Não há evidências da efetividade da acupuntura com laser em curto prazo (3 sem), ou da acupuntura comparada com corticosteróides em curto prazo (4 sem).

Massagem
Massagem direcionada é mais efetiva que a massagem geral e sessões de massagem de 15 min., 1x/sem associada a auto-massagem diária é mais efetiva que não tratar em curto prazo (evidência limitada).

Compressa Quente
Compressa quente é mais efetiva que placebo oral em curto prazo (3 dias de seguimento), porém ventosas (“cupping therapy”) é mais efetivo do que bolsa quente em 7 dias de seguimento (evidência moderada).

Iontoforese
Não há evidência de efetividade da iontoforese de dexametasona ao se comparar com placebo em médio e longo prazo (3 e 6 meses).

Exercícios de deslizamento do tendão e do nervo (“Tendon and Nerve Gliding Exercises”)
Há evidência limitada de que o uso integral de tala (dia e noite) por 6 sem + programa de exercícios + tala noturna por 4 sem + exercícios é mais efetivo que o mesmo tratamento sem os exercícios em curto prazo.
Exercícios neurodinâmicos adicionados ao tratamento padrão (tala noturna+durante atividades pesadas)+exercícios de deslizamento do tendão é mais efetivo que o tratamento padrão (tala) em médio prazo (evidência limitada). Não há evidência de superioridade de efeito entre os tratamentos com: 1. tala+exercícios; 2. tala+ultra-som; 3. tala mais exercícios+ultra-som em curto prazo.

Vale salientar que as escolhas no mundo real do cotidiano clínico baseiam-se também nos recursos disponíveis, experiência e crenças do profissional e do paciente e vivências de ambos, o que pode variar as escolhas apontadas acima. Destacamos também que os estudos de baixa qualidade metodológica possuem grande risco de viés. Assim, outros estudos, com melhor qualidade, poderão confirmar ou refutar algumas das recomendações acima.


Os profissionais da área da saúde costumam chamar DOR na parte da frente do joelho ou abaixo da patela desíndrome da dor patelo-femoral. Na maioria das vezes, essa dor ocorre após o exercício, mas você também pode senti-la se ficar sentado por um longo período. Com o tempo, o seu joelho pode começar a doer durante o exercício ou durante o dia. Você pode sentir uma dor incessante ou aguda ocasional. Essa dor pode fazer com que você ande mancando e pode limitar suas atividades. Isto pode ser muito frustrante, mas há boas notícias: os exercícios podem reduzir a dor do joelho e permitir que você retorne às atividades normais sem a necessidade de cirurgia. Embora saibamos os benefícios dos exercícios, não tínhamos a certeza de quais seriam os melhores para rapidamente reduzir a sua dor. Um estudo publicado na edição de agosto de 2011 JOSPT oferece uma visão nova de exercícios baseados em evidências para ajudar a responder esta pergunta.

      

Novas percepções

Como este tipo de dor no joelho é mais comum em mulheres, os pesquisadores testaram 33 mulheres com síndrome da dor patelo-femoral. Durante as primeiras quatro semanas de fisioterapia, cerca de metade dos pacientes fizeram exercícios focando o fortalecimento dos músculos do quadríceps, enquanto a outra metade fez exercícios para a musculatura do quadril. Todos esses pacientes, em seguida, fizeram os mesmos exercícios durante 4 semanas para melhorar a força de toda a perna. Respostas dos pacientes em questionários sobre dor e testes de força foram usadas para determinar qual abordagem foi melhor. Por quatro semanas, os pacientes do grupo de fortalecimento do quadril tinha 43% de redução da dor, enquanto o grupo de fortalecimento do joelho só tinha 3%. Alívio da dor e função foram semelhantes nos dois grupos por 8 semanas. No entanto, apenas os pacientes no grupo fortalecimento do quadril tinha melhor força 1 dos testes de força do quadril.
 
   
CONSELHOS PRÁTICOS

Pacientes com dor no joelho podem ser beneficiados se começarem com exercícios de fortalecimento do quadril. Melhora potencial inclui alívio rápido da dor e da força do quadril. Você pode estar curioso porque os pacientes do grupo de quadril tiveram melhora mais rápido. Isso pode ser porque os exercícios de fortalecimento do joelho irritaram o mesmo, ou talvez porque os exercícios de fortalecimento do quadril ajudaram a melhorar a mecânica de toda a perna, diminuindo o estresse no joelho. Apesar de começar com exercícios de fortalecimento do quadril poder diminuir a dor mais cedo, é importante seguir uma ordem funcional, que visam fortalecer os músculos da perna inteira. Você também precisa considerar as atividades físicas que você realiza e a sua resposta a esta abordagem para garantir o melhor resultado. Seu fisioterapeuta pode ajudar a personalizar esta abordagem para você.
 
 
 

Fisioterapia para tratamento do ronco?

 
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM ADULTOS RONCADORES


Resumo

INTRODUÇÃO
O ronco é caracterizado como o som emitido pela vibração dos tecidos moles dafaringe, por causa da dificuldade que o ar encontra ao passar pela via aérea superior com obstrução parcial.
 

OBJETIVO: Analisar a eficácia da intervenção fisioterapêutica em adultos roncadores, atendidos na clínica-escola de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
 

MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa explicativa, quantitativa e quase experimental. Na primeira fase, a amostra foi composta por sete indivíduos residentes da cidade de Tubarão e na segunda fase três participantes fizeram parte da intervenção fisioterapêutica. Os dados foram tratados com estatística descritiva (média e desvio-padrão), inferencial (teste de wilcoxon com p < 0,05) e correlação de Pearson.
 

RESULTADOSNa primeira fase, relacionando a Escala de Epworth com as variáveis analisadas, as mulheres apresentaram maior propensão ao sono, os indivíduos acima de 50 anos e com IMC > 25 apresentaram maior sonolência excessiva diurna e a qualidade de vida foi menor em indivíduos com maior pontuação na escala. Nos resultados pré e pós-intervenção fisioterapêutica, descritos na segunda fase, dois indivíduos diminuíram a pontuação na Escala de Epworth e um aumentou, houve aumento na pontuação de SF36
relacionado à qualidade de vida, dois indivíduos aumentaram o IMC e um diminuiu, sendo que todos os participantes diminuíram a circunferência do pescoço e a protusão de cabeça.
 

CONCLUSÃO: A fisioterapia pode proporcionar bons resultados no tratamento do ronco, contribuindo com a diminuição da sonolência excessiva diurna e melhora da qualidade de vida.

Fisioterapia na Constipação Intestinal (Prisão de Ventre)?

 
A constipação intestinal (prisão de ventre) é um problema mais comum do que parece. Nos Estados Unidos, atinge cerca de 27% da população, gerando mais de 2 milhões de consultas por ano e, embora seja mais comum em mulheres, pode atingir os homens também.
 
O diagnóstico da constipação intestinal é muito difícil porque, na maioria das vezes, o intestino preso é um sintoma de outro problema e, quando não há outra doença, a avaliação do médico depende do que a paciente considera como “normal”.
 
Existem várias causas para um intestino preso: lesões e alterações na estrutura do intestino, que podem provocar o estreitamento ou diminuir seus movimentos; doenças como câncer de cólon; efeitos adversos de vários tipos de medicamentos; e até mesmo o comportamento, pois o hábito de “segurar” por muito tempo pode diminuir a sensibilidade da porção final do intestino grosso, o reto, atrapalhando a evacuação.
 
Quando não há nenhuma doença ou alteração no intestino, ou seja, quando o problema é só a constipação, ela pode ser classificada em 3 tipos: constipação de trânsito normal, distúrbios defecatórios e constipação de trânsito lento.
 
A constipação de trânsito normal é a mais comum. Neste tipo, os movimentos intestinais são normais e a freqüência de evacuação também, mas mesmo assim a paciente refere dificuldade para eliminar as fezes e, por isso, se diz constipado. Como este tipo é mais simples, geralmente é tratado com medicamentos laxativos e reeducação alimentar.
 
Os distúrbios defecatórios geralmente são resultado de algum problema no assoalho pélvico (os músculos que sustentam os órgãos abdominais) ou do esfíncter anal. Uma característica deste tipo é o esforço excessivo e a sensação de eliminação incompleta das fezes. Neste caso, como o problema são os músculos, o tratamento são exercícios! Exercícios específicos dos músculos da região pélvica (bacia) re-ensinam a paciente a controlar estes músculos e facilitar a evacuação. Além dos exercícios, alguns tipos de eletroterapia podem ajudar a aliviar o problema.
 
O terceiro tipo, a constipação de trânsito lento, é causado por um distúrbio neuromuscular do cólon, ou seja, existe um problema na comunicação neurônios-intestino e, por isso, os movimentos intestinais ficam mais lentos em todo o intestino ou só em uma parte dele. Este tipo é caracterizado por uma urgência pouco freqüente, inchaço, desconforto e dor abdominal, e as fezes geralmente são duras e secas. O tratamento é igual ao do primeiro tipo, mas em casos extremos, pode precisar de cirurgia.
 
Para todos os tipos de constipação, exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida, e exercícios de força, como musculação, ajudam a regularizar os movimentos intestinais, melhorando o desconforto da paciente.
 
Mas, e a fisioterapia, onde entra?
 
Primeiro, no tratamento de problemas da musculatura pélvica. Existem exercícios específicos e muitos recursos que podem ajudar a paciente a melhorar o uso desses músculos e estimular a sensibilidade do reto. E, além disso, existem também técnicas de massagem que ajudam e estimulam os movimentos intestinais, melhorando seu funcionamento.
 
É muito importante lembrar que estas técnicas, tanto de exercício quanto de massagem, possuem poucas contra-indicações, são fáceis de fazer e, depois de bem treinadas, podem ser feitas em casa.
 

Granulomatose de Wegener GW

 

 

Diagnóstico

achado clínico e patológico mais típico de GW é a coexistência devasculite de pequenas artérias e veias, em combinação com granuloma. Este granuloma pode ser tanto intra como extravascular. Os agentes que acarretam a formação do granuloma, predominantemente de origem do trato respiratório são ainda desconhecidos, mas a presença de células T na inflamação granulomatosa indica uma hiperatividade de células T.

ANCA - Anticorpos anticitoplasma de neutrófilo (teste para identificação de anticorpos anticitoplasma de neutrófilos) é encontrado em um alto percentual de paciente s com GW; predominantemente do tipo c-ANCA.

envolvimento pulmonar é geralmente observado como infiltrados nodulares cavitários múltiplos e bilaterais, e na biópsia se observa vasculite granulomatosa necrosante. Estes infiltrados ocorrem em 85 a 90% dos casos; podendo ser assintomáticos ou se expressarem clinicamente com tosse, hemoptise, dispnéia e desconforto torácico. As lesões das vias aéreas superiores podem apresentar sinais de inflamação, necrose e formação de granuloma, com ou sem vasculite.

Na fase inicial o comprometimento renal é caracterizado por glomerulite focale segmentar que pode evoluir para glomerulonefrite rapidamente progressiva com crescentes. Raramente se encontra formação de granuloma na biópsia renal. Qualquer outro órgão pode estar lesado com vasculite, granuloma ou ambos.

Rim – geralmente o comprometimento renal é a manifestação predominante e é observada em cerca de 80% dos pacientes.

Olho – o envolvimento ocular, observado em cerca de 50%, pode variar desde conjuntivite leve até dacriocistite, episclerite, esclerite, esclerouveíte granulomatosa, vasculite de vasos ciliares à massa retro-orbital.

Nervos – as manifestações neurológicas, encontradas em cerca de 25% dos casos, incluem neurite craniana, mononeurite múltipla, ou raramente, vasculite cerebral com ou sem granuloma.



Coração – o comprometimento cardíaco, visto em cerca de 10% dos pacientes, se manifesta com pericardite, vasculite coronariana, ou mais raramente com cardiomiopatia.

Tratamento Clínico

Corticoterapia
Ciclofosfamida
Metotrexato

Tratamento Fisioterapêutico

A fisioterapia atua no acompanhamento das alterações musculoesqueléticas, bem como as alterações pulmonares.
Aplicação de técnicas reexpansivas, utilização de ventilação não-invasiva e controle da oxigenioterapia.

Autores: Alda Bozza e Roger Levy


Bursite de cotovelo

 

 

É a inflamação da bursa, um tipo de almofada que fica entre o osso e a pele, amortecendo o impacto no cotovelo. Caso ocorra traumas ou apoio prolongado sobre a bursa, esta pode ficar inflamada. Algo muito comum em certas profissões em que se apóia o corpo sobre o cotovelo, como pintores e bombeiros hidráulicos.
 
Sinais e sintomas:
 
Após um trauma, o cotovelo incha rápido e a pele pode apresentararranhaduras ou cortes. Se o cotovelo incha devagar, provavelmente é algo crônico, que promove pressão por depositar o peso sobre este. O local pode ficar doloroso, sensível ao toque ou incapaz de se movimentar normalmente. Caso a pele esteja vermelha e quente, pode ser sinal de uma infecção.
 
O que alivia o edema?
 
Caso o inchaço se desenvolva gradualmente, não seja muito grande e não houve trauma, algumas medidas podem ser usadas na tentativa de diminuí-lo:
 
1. Parar as atividades que colocam pressão sobre o cotovelo;
2. Colocar gelo por 15 a 20 minutos, três ou quatro vezes ao dia;
3. Amarra ataduras elásticas em volta do cotovelo para diminuir o edema;
4. Elevar o cotovelo acima o nível do coração. 
 
 
Quando procurar o ortopedista?
 
→ Caso os sintomas persistam após a tentativa de diminuir o edema.
→ Caso o cotovelo esteja avermelhado e a dor aumente no local do edema.
→ Caso ocorra aumento rápido após um trauma, pois pode haver fraturas.
 
Qual o tratamento?
 
Além das medicas já citadas, o ortopedista pode associar:
 
1. Aspiração da bursa;
2. Uso de antiinflamatórios;
3. Injeção de corticosteróide;
4. Remoção cirúrgica da bursa;
 
Existe prevenção?
 
Evitar submeter o cotovelo a situações de pressão excessivas, o que é de difícil adesão pelo paciente.
 
 

 

 
 
Fonte: Dr. Luis Gustavo Ducati

Cianose

 

 

Fisiopatologia
 
A hemoglobina (Hb) saturada de oxigênio chama-se oxi-hemoglobina e tem cor vermelho-vivo, ao passar pelos capilares, parte do O² é liberado aos tecidos e a Hb é reduzida formando-se uma quantidade de desoxi-Hb (ou hemoglobina reduzida) de cor azulada que, em condições normais, não pode ser percebida como alteração da coloração da pele. Como cianose só é percebida quando há quantidade maior 5g de desoxi-Hg/dL, em indivíduos anêmicos graves, a cianose pode estar ausente pela falta de hemoglobina para ser reduzida. Por outro lado, na policitemia vera (aumento de hemácias) a cianose pode estar presente mesmo com saturações de O² maiores que em indivíduos normais, situação que ocorre na doença pulmonar crônica.
 
Tipos
 
A depender do mecanismo fisiopatológico são classificadas em:
 
Central
 
O sangue já chega desoxigenado (maior 5g/dL) aos capilares por falta de oxigenação do sangue nos pulmões. Exemplos: diminuição da pressão parcial de O² inspirado, doenças que prejudiquem a ventilação ou a oxigenação pulmonar, ou doenças cardíacas que cursem com desvio de sangue do lado direito para esquerdo sem passagem pelo pulmão (shunt direito-esquerdo); depressão do centro respiratório (responsável pelo controle da respiração).
 
Sinal clínico: língua, mucosas orais e pele azuladas.
 
Periférica
 
Ocorre pela demasiada desoxigenação pelos tecidos periféricos, sendo generalizada ou local.
 
Sinal clínico: pele azulada, mas a língua e mucosas orais não.
 
Generalizada: na hipotensão grave há baixa perfusão, aumentando a extração de O², com conseqüente aumento de desoxi-Hb;
 
Localizada:
-por trombose venosa e insuficiência cardíaca direita há estase sanguínea (causando lentificação do fluxo sanguíneo) com maior extração de O²;
-por obstrução arterial e exposição a baixas temperaturas há, como na hipotensão, diminuição da perfusão.
 
Mista
 
Associação dos mecanismos da cianose central com a periférica. Exemplos: hipotensão com embolia pulmonar ou pneumonia grave; insuficiência cardíaca esquerda grave, que cursa com hipotensão e congestão pulmonar (causando déficit nas trocas gasosas no pulmão).
 
Hemoglobina anormal
 
Exemplo a meta-Hb de cor marrom incapaz de transportar oxigênio, sendo formada pela auto-oxidação da Hb, que transforma o ferro da Hb em ferro férrico.
 
 
 
 

Fisioterapia nas intercrises de asma

 

Mecânica Pulmonar
 
Na asma o diâmetro dos bronquíolos diminui mais durante as expirações do que durante as inspirações, pois o aumento da pressão intrapulmonar durante o esforço expiratório comprime de fora para dentro as paredes dos bronquíolos. Como os bronquíolos já estão parcialmente ocluídos, a diminuição adicional de seu calibre como conseqüência da compressão externa, provoca uma obstrução especialmente intensa durante as expirações.
Assim, a pessoa asmática usualmente pode inspirar de modo bastante adequado, mas tem grande dificuldade para expirar. Mensurações clínicas revelam grandes reduções nos fluxos expiratórios máximos e no volume expiratório forçado no primeiro segundo. Estas alterações resultam em dispnéia.
Por causa da dificuldade para expirar o ar contido nos pulmões, a capacidade residual funcional e o volume residual aumentam muito durante uma crise de asma. Se a doença persiste ao longo de muitos anos, a caixa torácica fica permanentemente aumentada de volume, resultando no “tórax em barril” e a capacidade residual funcional e o volume residual ficam permanentemente aumentados.
Nas crises de asma o estreitamento das vias aéreas, de pequeno e grande calibre provoca alterações na relação ventilação/perfusão, devido à ventilação não uniforme. A hipoxemia que ocorre devido a esse fato aumenta o estímulo respiratório que é uma tentativa de aumentar a ventilação, e isso envolve maior gasto energético. O consumo de oxigênio necessário para ventilação pulmonar é menos que 5% do consumo total de oxigênio do organismo, mas nas crises o aumento do trabalho respiratório aumenta a porcentagem despendida (25% ou mais). Quando isso ocorre, o aumento da ventilação se torna insustentável, sobrevindo à acidose respiratória. Em crises prolongadas causa fadiga da musculatura envolvida na respiração e pode levar à falência respiratória.
Especulou-se, principalmente, se tal fadiga poderia ser o evento desencadeante de Insuficiência Respiratória Aguda especialmente a determinados pacientes de risco para desenvolvê-la como asmáticos em crise e portadores de bronquite crônica e enfisema durante seus períodos de agudização. A tais questionamentos somaram-se observações de que a principal causa de dependência à prótese ventilatória e a falência nas tentativas de desmame do ventilador poderiam ter origem única, comum a todos estes eventos (João Cláudio Emmerich).
 
Classificação da Asma
 
 
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Fatores de risco no prognóstico a longo prazo
 
Hiperreatividade das vias aéreas respiratórias
 
Um dos aspectos mais característicos da asma é a hiperreatividade brônquica, que consiste numa resposta broncoconstritora exagerada a vários estímulos de natureza física, química e farmacológica.
 
Alergia atópica
 
A alergia atópica detectada pelos testes cutâneos, pelos níveis elevados de IgE sérica e pela eosinofilia sangüínea, tende a agravar o prognóstico da asma.
Infecções respiratórias
 
Os asmáticos são mais suscetíveis a infecções respiratórias, tanto virais como bacterianas (nestas, destacam-se as sinusites).
 
Tabagismo
 
Tanto o tabagismo ativo como passivo têm sido incriminados na piora do prognóstico da asma.
 
Condições climáticas
 
As condições climáticas parecem agravar o prognóstico da asma, principalmente as associadas aos fatores que aumentam a poluição atmosférica.
 
Idade de início
 
O prognóstico da asma é pior quando o seu início é precoce.
 
Iatrogenia
 
A iatrogenia está relacionada, principalmente, com os paraefeitos dos fármacos utilizados para tratamento e a inadequada percepção pelo paciente e/ou pelo médico dos sinais de agravamento da crise.
 
Fatores precipitantes e agravantes
 
Alergenos – São substâncias capazes de desencadear uma reação alérgica. Os alergenos nada causam à maioria das pessoas, sendo prejudiciais somente àqueles que tenham essa predisposição à alergia. O alergeno mais comum em nosso meio é o ácaro.
 
Irritantes – cheiros de tintas, aerossóis, perfumes, produtos químicos, poluentes atmosféricos, fumaça de cigarros, ar frio, tosse e riso podem precipitar ou agravar a asma.
 
Exercícios físicos – O exercício faz com que a pessoa passe a respirar pela boca inspirando ar menos aquecido e mais seco. Fazer exercício físico é fundamental ao crescimento e desenvolvimento das crianças, e assim sendo devem ser estimulados. Um bom controle da doença, além do uso de medicações antes de iniciar-se os exercícios são fundamentais a uma vida normal, principalmente para as crianças.
 
Fatores emocionais – se aceita que a sugestão e as contrariedades emocionais possam alterar o tônus bronquiomotor e aumentar a resistência ao fluxo aéreo.
Há um paralelismo entre a profunda ansiedade maternal abafante e a hiperreatividade dos brônquios, que se fecha impedindo o ar de circular nos pulmões, o que desenvolve no indivíduo um medo/pânico semelhante ao de quem está prestes a afogar-se.
 
Refluxo gastroesofágico – O refluxo gastroesofágico pode agravar a asma.
 
Fatores endócrinos – Os asmáticos têm, ocasionalmente, agravamento das crises na dependência do ciclo menstrual, do uso de anticoncepcionais orais e do hipertireoidismo.
 
As manifestações da asma
 
Hereditariedade
Mãe fumante durante a gravidez
Fumante passivo na infância
Alergenos (principalmente o ácaro)
Resfriados ou infecções virais
Exposição ocupacional
 
Sintomas
 
Inclui tosse, chiado no peito, respiração curta, opressão no tórax e produção de secreção. No entanto deve ser diferenciada de uma grande diversidade de doenças como, por exemplo: bronquiolite viral e fibrose cística em crianças; enfisema pulmonar e embolia pulmonar em adulto.
No transcurso dos dois tempos respiratórios percebem-se roncos e sibilâncias, estas últimas intensas, disseminadas e acompanhando, principalmente, a fase expiratória. O murmúrio vesicular está diminuído e alterado pela dificuldade dos movimentos respiratórios. O fluxo aéreo se transforma em extrema turbulência devido à obstrução dos condutos aéreos.
O indivíduo ao sentir diminuído a efetividade respiratória, trata de respirar intensamente com seus músculos inspiratórios incluindo também os músculos acessórios (esternocleidomastóideo). O esforço muscular posto em jogo demanda, então, um maior consumo de oxigênio para manter a atividade metabólica, porém o faz de tal forma que a PCO2 e a acidose respiratória conseqüente, pioram, em vez de melhorar. No final de uma crise, o excedente aéreo dos pulmões sobredistendidos é eliminado, os quais retornam ao seu tamanho normal. Entre um acesso e outro, existe ausência de sintomas por períodos variáveis.
 
Tratamento clínico
 
Há dois medicamentos para tratar a asma. Os medicamentos preventivos destinam se a evitar o aparecimento das crises, combatendo a inflamação dos brônquios, os mais eficazes são os corticosteróides. Os medicamentos sintomáticos são os que se utilizam para as crises, os chamados broncodilatadores.
O componente crítico de broncoconstrição da asma aguda é geralmente reversível com a terapia medicamentosa, e, quando isto ocorre, todos os outros níveis de disfunção reverterão também. Por isso, o nível mais importante a ser atingido é o da movimentação do ar, o que pode ser melhor atingido através da terapia medicamentosa, incluindo broncodilatadores e corticosteróide.
 
Tratamento fisioterapêutico durante as intercrises de asma
 
Segundo Shestack, Robert, na maioria dos casos de asma, perde-se a capacidade de utilizar o diafragma na respiração e expandir as áreas basais dos pulmões. Além disso, o tórax está freqüentemente tenso e os músculos do pescoço encontram-se em contração vigorosa, tornando quase impossível à respiração diafragmática. Por conseguinte, deve-se ensinar ao paciente a relaxar a parte superior do tórax e utilizar o diafragma na respiração. Em todos os exercícios, o objetivo consiste em ajudar o paciente a esvaziar os pulmões. Muitos exercícios para fortalecer o diafragma atuam através do seu efeito direto sobre o diafragma e através do fortalecimento de suas inserções.
E importante ajudar o paciente a aumentar o tempo de expiração, afim de que não ocorra alterações enfisematosas nos pulmões. A primeira etapa consiste em tentar reduzir o tamanho do tórax durante a expiração. Uma vez conseguido isto, o paciente pode aumentar o tempo de expiração comprimindo o tórax com as mãos durante a expiração. Portanto, o tratamento fisioterapêutico durante as intercrises de asma incluem: exercícios para fortalecer os músculos utilizados na respiração (diafragma, músculos costais laterais, músculos dorsais, músculos abdominais), proporcionando também exercícios para melhorar a postura.
Nesse período o paciente geralmente não apresenta nenhum sintoma e os exames podem ser normais. É nesse momento que ele deve ser encorajado a realizar um acompanhamento com o fisioterapeuta, que buscará melhorar o condicionamento físico do mesmo, para que se possa realizar as atividades do dia-a-dia sem precipitar uma crise. Isso não quer dizer que o paciente não vai ter mais crises, mas ele as enfrentará melhor quando vierem. Em muitos casos, o paciente consegue diminuir a freqüência das crises com a fisioterapia. O relaxamento também é importante na prevenção das crises.
O problema maior é que o paciente que não está em crise não acha necessário realizar tratamento fisioterápico, pois não está sentindo nada. Quando vier a crise, porém, ele não estará tão forte para superá-la melhor e mais rapidamente, podendo até necessitar ser hospitalizado. Um bom acompanhamento médico é imprescindível aos portadores de asma, e o tratamento fisioterapêutico pode auxiliar muito na recuperação e readaptação do paciente à vida diária.
 
 

Pontos de ausculta pulmonar

 

Ouvir ruídos normais e anormais que se produzem no aparelho respiratório

Forma padronizada
Pede-se respiração oral e tranqüila
Realizar de ápice para base
De forma comparativa e simétrica
Região anterior e posterior do tórax

Murmúrio Vesicular: sons normais
Ruídos Adventícios: sons anormais

Secos:

1. Cornagem, estridor;
2. Roncos: secreção
3. Sibilos: semelhantes a ruídos musicais ou sussurrantes.

Úmidos:

1. Estertores Crepitantes: associado a líquido presente em vias de pequeno calibre ou ate mesmo intra-alveolar (ex: esfrega-se uma mecha de cabelos contra os dedos)
2. Estertores Subcrepitantes: Vias de médio calibre

Traqueal - audível sobre a traquéia, é um ruído intenso (como se assoprasse dentro de um tubo).

Brônquico – som traqueal audível na zona de projeção de brônquios de maior calibre – face anterior do tórax, próximo ao esterno.

Vesicular ou murmúrio vesicular - é produzido pela turbulência do ar ao chocar-se contra saliências das bifurcações brônquicas.

Roncos – vibrações das paredes brônquicas e conteúdo gasoso. Sons graves de baixa freqüência, contínuos, escutados nas vias aéreas maiores.

Sibilos – vibrações das paredes bronquiolares e conteúdo gasoso.Sons agudos Ex: bronquite, crises asmáticas.

Estridor – som produzido pela semi-obstrução da laringe ou traquéia

Estertores finos ou Crepitantes –

- auscultado no final da fase inspiratória
- não se alteram com a tosse
Ex: pneumonia, edema agudo (fase inicial).

Ruído semelhante: friccionar feixe de cabelos destruição de folhas secas

Subcrepitantes ou bolhosos –

- auscultado no início da inspiração e toda expiração
- alteram-se pela tosse.
Ex: bronquites, bronquiectasias.

Pontos de Ausculta

Para visualizar a imagem em tamanho real, basta clicar sobre ela.



Sons pulmonares - ausculta pulmonar

 

 

Som traqueal normal,Roncos lobo inferior direito,Crepitantes finos na base pulmonar,Crepitantes grossos lobo inferior direito,Sibilos lobo inferior esquerdo,Atrito pleural lobo inferior direito,Estritor inspiratório - traquéia.

 
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