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Fisiologia da contração muscular

 

Fisiologia da contração muscular Toda e qualquer atividade motora é produzida pela ação de um único tipo de tecido, que constitui o músculo estriado esquelético (excetuando-se, obviamente, os movimentos produzidos pela musculatura lisa e estriada cardíaca, cuja atividade é modulada pelo sistema neurovegetativo).Cada músculo esquelético é envolvido por uma capa de tecido conjuntivo que forma os tendões, nas extremidades do músculo. É composto por centenas de fibras musculares, que são células musculares enfeixadas em uma direção preferencial. Cada célula (ou fibra) muscular é inervada por um único axônio que se origina em um neurônio, por isso denominado neurônio motor ou motoneurônio. Os corpos celulares dos motoneurônios localizam-se no corno anterior (ventral) da medula espinal ou em núcleos do tronco cerebral que contribuem para a composição dos nervos cranianos.A contração de um músculo é o resultado da contração relativamente independente das fibras musculares que o compõem. Um único motoneurônio pode inervar várias fibras musculares distintas de um mesmo músculo, já que seu axônio pode emitir ramificações que farão contatos sinápticos com essas diferentes fibras (sem esquecermos que uma dada fibra muscular recebe o contato sináptico de um único motoneurônio). Sem entrarmos em detalhes biofísicos e moleculares, o potencial de ação que chega ao terminal sináptico do motoneurônio leva à liberação de acetilcolina, neurotransmissor responsável pela transmissão sináptica na junção neuromuscular. A liberação e difusão de acetilcolina pela fenda sináptica levam à ativação de receptores colinérgicos na membrana pós-sináptica da fibra muscular, resultando em uma alteração da permeabilidade de canais iônicos e em uma conseqüente despolarização da membrana da fibra muscular. A geração e propagação de um potencial de ação na fibra muscular culminam com a abertura de canais iônicos seletivos ao cálcio, o qual é um co-fator essencial no processo bioquímico de contração. As miofibrilas, que preenchem a fibra muscular, constituem-se em repetições sucessivas de uma estrutura protéica, o sarcômero, que é a unidade molecular do processo contrátil. A contração muscular pode ser concebida como uma reação bioquímica semelhante a qualquer outra, mas que se caracteriza por apresentar uma estrutura espacial altamente organizada, acontecendo em uma direção preferencial, e levando a um encurtamento dos sarcômeros, das miofibrilas, das fibras musculares, e então do músculo como um todo.Clique para ampliar Como um mesmo motoneurônio pode inervar diferentes fibras musculares, a atividade conjunta dessas fibras estará subordinada à atividade do respectivo motoneurônio. Se esse motoneurônio for ativado e sofrer um potencial de ação isolado, todas as fibras musculares que ele inerva serão também ativadas, e realizarão uma contração isolada denominada abalo muscular. Esse conjunto composto por um motoneurônio e as respectivas fibras que ele inerva é por isso denominado unidade motora. O que lhe confere essa unidade é o fato de ou permanecer em repouso ou ser ativada por inteiro. O conceito de unidade motora é muito importante em fisiologia muscular, pois nos ajuda a entender, ao menos parcialmente, o mecanismo pelo qual o sistema nervoso controla a força de contração muscular.
Como as unidades motoras de um dado músculo podem ser recrutadas independentemente umas das outras (já que dependem da ativação de motoneurônios distintos), a força de contração pode ser graduada em função da quantidade de unidades motoras recrutadas pelo sistema nervoso em um dado instante. Além desse mecanismo de regulação da força de contração (denominando recrutamento), outro importante mecanismo é utilizado pelo sistema nervoso central. Nesse segundo mecanismo, o intervalo temporal entre potenciais de ação sucessivos que trafegam por um dado motoneurônio determina o grau de somação temporal dos abalos produzidos nas fibras musculares daquela unidade motora. Dependendo, portanto da freqüência dos potenciais de ação em um motoneurônio, as fibras musculares por ele inervadas poderão apresentar perfis de contração que vão de abalos isolados ao tétano completo, onde não se pode mais distinguir contrações isoladas, e quando o músculo desenvolve a sua máxima força de contração.
Toda e qualquer atividade motora é produzida pela ação de um único tipo de tecido, que constitui o músculo estriado esquelético (excetuando-se, obviamente, os movimentos produzidos pela musculatura lisa e estriada cardíaca, cuja atividade é modulada pelo sistema neurovegetativo).
Cada músculo esquelético é envolvido por uma capa de tecido conjuntivo que forma os tendões, nas extremidades do músculo. É composto por centenas de fibras musculares, que são células musculares enfeixadas em uma direção preferencial. Cada célula (ou fibra) muscular é inervada por um único axônio que se origina em um neurônio, por isso denominado neurônio motor ou motoneurônio. Os corpos celulares dos motoneurônios localizam-se no corno anterior (ventral) da medula espinal ou em núcleos do tronco cerebral que contribuem para a composição dos nervos cranianos.



A contração de um músculo é o resultado da contração relativamente independente das fibras musculares que o compõem. Um único motoneurônio pode inervar várias fibras musculares distintas de um mesmo músculo, já que seu axônio pode emitir ramificações que farão contatos sinápticos com essas diferentes fibras (sem esquecermos que uma dada fibra muscular recebe o contato sináptico de um único motoneurônio). Sem entrarmos em detalhes biofísicos e moleculares, o potencial de ação que chega ao terminal sináptico do motoneurônio leva à liberação de acetilcolina, neurotransmissor responsável pela transmissão sináptica na junção neuromuscular. A liberação e difusão de acetilcolina pela fenda sináptica levam à ativação de receptores colinérgicos na membrana pós-sináptica da fibra muscular, resultando em uma alteração da permeabilidade de canais iônicos e em uma conseqüente despolarização da membrana da fibra muscular. A geração e propagação de um potencial de ação na fibra muscular culminam com a abertura de canais iônicos seletivos ao cálcio, o qual é um co-fator essencial no processo bioquímico de contração. As miofibrilas, que preenchem a fibra muscular, constituem-se em repetições sucessivas de uma estrutura protéica, o sarcômero, que é a unidade molecular do processo contrátil. A contração muscular pode ser concebida como uma reação bioquímica semelhante a qualquer outra, mas que se caracteriza por apresentar uma estrutura espacial altamente organizada, acontecendo em uma direção preferencial, e levando a um encurtamento dos sarcômeros, das miofibrilas, das fibras musculares, e então do músculo como um todo.


Como um mesmo motoneurônio pode inervar diferentes fibras musculares, a atividade conjunta dessas fibras estará subordinada à atividade do respectivo motoneurônio. Se esse motoneurônio for ativado e sofrer um potencial de ação isolado, todas as fibras musculares que ele inerva serão também ativadas, e realizarão uma contração isolada denominada abalo muscular. Esse conjunto composto por um motoneurônio e as respectivas fibras que ele inerva é por isso denominado unidade motora. O que lhe confere essa unidade é o fato de ou permanecer em repouso ou ser ativada por inteiro. O conceito de unidade motora é muito importante em fisiologia muscular, pois nos ajuda a entender, ao menos parcialmente, o mecanismo pelo qual o sistema nervoso controla a força de contração muscular.
Como as unidades motoras de um dado músculo podem ser recrutadas independentemente umas das outras (já que dependem da ativação de motoneurônios distintos), a força de contração pode ser graduada em função da quantidade de unidades motoras recrutadas pelo sistema nervoso em um dado instante. Além desse mecanismo de regulação da força de contração (denominando recrutamento), outro importante mecanismo é utilizado pelo sistema nervoso central. Nesse segundo mecanismo, o intervalo temporal entre potenciais de ação sucessivos que trafegam por um dado motoneurônio determina o grau de somação temporal dos abalos produzidos nas fibras musculares daquela unidade motora. Dependendo, portanto da freqüência dos potenciais de ação em um motoneurônio, as fibras musculares por ele inervadas poderão apresentar perfis de contração que vão de abalos isolados ao tétano completo, onde não se pode mais distinguir contrações isoladas, e quando o músculo desenvolve a sua máxima força de contração.

 

Miologia e anatomia da cabeça, tronco e MMSS

Miologia e anatomia da cabeça, tronco e MMSS   Definição:É parte da anatomia que estuda os músculos e seus anexos. O que são músculos?São estruturas anatômicas que apresentam a capacidade de se contrair, sob estímulos.VENTRE é a parte carnosa, constituída por fibras musculares que se contraem.TENDÃO é a parte não contrátil e esta localizado nas extremidades dos músculos. É composto de tecido conjuntivo resistente e esbranquiçado.Tipos de músculos: a) Músculos da vida de relação(músculos voluntários ou estriados): Contraem-se por influência da vontade.b) Músculos da vida vegetativa (músculos involuntários ou lisos): Não depende da nossa vontade para contrair-se, estão localizados nos aparelhos digestivo, respiratórios e genito-urinário.Músculos Estriados:Quanto a situação: a) Superficiais ou Cutâneos: estão logo abaixo do tegumento, e apresentam no mínimo uma de suas inserções na camada profunda da derme, estão localizados na cabeça (crânio e face), no pescoço e na mão (região hipotenar).b) Profundos ou Subaponeuróticos: são músculos que não apresentam inserções na camada profunda da derme e na maioria das vezes se insere em ossos.Quanto à Forma:a) Longos: quando o comprimento prodomina sobre a largura e espessura. Ex: Bíceps.b) Largos: quando duas medidas se eqüivalem (comprimento e largura predominam sobre a espessura). Ex: Rombóide. c) Curtos: as três medidas se eqüivalem . Ex: Quadrado Femural.

c) Leque: fibras em forma de um leque. Ex: Peitoral Maior.d) Mistos: quando não entram na classificação de longos, largos e curtos.Os músculos ainda podem ser unipenados (Extensor Longo dos Dedos do Pé) e bipenados (Reto Femural).Quanto à Direção:
   a) Retilíneos: músculo que não muda sua direção, converge somente numa direção. Pode ser paralelo, oblíquo ou transverso. Ex: Reto Femural e sartório. b) Reflexo: músculo que muda sua direção durante seu trajeto. Ex: digástrico e omoióideo.Quanto à Origem e à Inserção:a) Origem: quando se originam de mais de um tendão. Ex: Bíceps, Tríceps e Quadríceps.b) Inserção: quando se inserem em mais de um tendão. Ex: Bicaudados - dois tendões (Fibular Anterior) e Policaudados - três ou mais tendões (Flexor Longo dos Dedos do Pé)Número de Músculos:De acordo com Sappey, são 501 músculos: * Tronco: 190     * Cabeça: 63   * Membro Superior:    * Membro Inferior: 104    * Aparelho da vida Nutritiva: 46    Peso dos Músculos:    Em média 3/7 do peso (sexo masculino), mas pode se tornar até 50% do peso em fisioculturistas ou ainda, segundo os avaliadores, para atletas de elite que façam algum tipo de treinamento intenso por mais de 4 horas diárias. Está porcentagem diminui com a idade. Nomenclatura:Há dois métodos de estudo dos músculos:a) Fisiológico: corresponde a ação do músculo: elevador da mandíbula e extensor dos dedos.b) Topográfico: corresponde a região onde estão localizados: músculos da cabeça e do braço. Grupos Musculares:São em número de nove:* Cabeça     * Pescoço * Membros Superiores  * Tórax * Abdômen  * Região Posterior do Tronco  * Membros Inferiores  * Órgãos dos Sentidos * Períneo   Anexos dos Músculos:a) Aponeurose: é uma membrana que envolve grupos musculares.  b) Fáscia: envolve o músculo. c) Bainha Fibrosa: são arcos fibrosos que formam canais osteo-fibrosos.  d) Bainhas Sinoviais: são membranas delgadas que lubrificam o deslizamento da tendão.  e) Bolsas Serosas: bolsas que separam os músculos.Local de Inserção dos Músculos: a) Ossos  b) Cútis c) Órgãos  d) Mucosa e) Cartilagem  f) Fáscia g) Articulações  Tipos de Movimentos:  a) Flexão: diminuição do grau de uma articulação.  b) Extensão: aumento do grau de uma articulação.   c) Adução: aproxima do eixo sagital mediano.  d) Abdução: afasta do eixo sagital mediano.  Movimento de rotação em relação a um determinado eixo:   e) Rotação Medial: face anterior gira para dentro.  f) Rotação Lateral: face anterior gira para fora.Membros Superiores (antebraço): Supinação = Rotação lateral do antebraço. Pronação = Rotação medial do antebraço. Membros Inferiores (pé):  Eversão = Abdução (ponta do pé para fora) + Pronação (planta do pé faz rotação lateral) . Inversão = Adução (ponta do pé para dentro) + Supinação (planta do pé faz rotação medial).Classificação Funcional dos Músculos : a) Agonista: quando um músculo é o agente principal na execução de um movimento.b) Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a rapidez ou potência da ação deste.Couro Cabeludo O Epicrânio é uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces laterais do crânio, desde o osso occipital até a sobrancelha. É formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal e estes são reunidos por uma extensa aponeurose intermediária: a gálea aponeurótica.
   * Ventre Occipital    Origem: 2/3 laterais da linha nucal superior do osso occipital e processo mastóide Inserção: Gálea aponeurótica     Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial  Ação: Trabalhando com o ventre frontal traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte * Ventre FrontalOrigem: Não possui inserções ósseas. Suas fibras são contínuas com as do prócero, corrugador e orbicular do olho Inserção: Gálea aponeurótica
   Inervação: Ramos temporais Ação: Trabalhando com o ventre occipital traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte. Agindo isoladamente, eleva as sobrancelhas de um ou de ambos os lados.O Temporoparietal é uma vasta lâmina muito delgada.Origem: Fáscia temporal  Inserção: Borda lateral da gálea aponeurótica   Inervação: Ramos temporais  Ação: Estica o couro cabeludo e traciona para trás a pele das têmporas. Combina-se com o occipitofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos (expressão de medo e horror)  A Gálea Aponeurótica reveste a parte superior do crânio entre os ventres frontal e occipital do occipitofrontal. Boca 1 - Levantador do Lábio Superior: origem: Margem inferior da órbita acima do forame infra-orbital, maxila e zigomático  Inserção: Substância muscular do lábio superior e asa do nariz Inervação: Ramos bucais do nervo facial Ação: Levanta o lábio superior e leva-o um pouco para frente 2 - Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz:Origem: Processo frontal da maxila Inserção: Se divide em dois fascículos. Um se insere na cartilagem alar maior e na pele do nariz e o outro se prolonga no lábio superior  Inervação: Ramos bucais do nervo facial Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior    3 - Levantador do Ângulo da Boca:Origem: Fossa canina (maxila)   Inserção: Ângulo da boca Inervação: Ramos bucais do nervo facial Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial   4 - Zigomático Menor: Origem: Superfície malar do osso zigomático Inserção: Lábio superior (entre o levantador do lábio superior e o zigomático maior   Inervação: Ramos bucais do nervo facial Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial   5 - Zigomático Maior: Origem: Superfície malar do osso zigomático  Inserção: Ângulo da boca  Inervação: Ramos bucais do nervo facial   Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada) 6 - Risório:  Origem: Fáscia do masseter   Inserção: Pele no ângulo da boca Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial  Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado) 7 - Depressor do Lábio Inferior: Origem: Linha oblíqua da mandíbula  Inserção: Tegumento do lábio inferior    Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial  Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para baixo e lateralmente (expressão de ironia)8 - Depressor do Ângulo da Boca:  Origem: Linha oblíqua da mandíbula    Inserção: Ângulo da boca     Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial     Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza)   9 - Mentoniano: Origem: Fossa incisiva da mandíbula    Inserção: Tegumento do queixo    Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial   Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo 10 - Transverso do Mento:  Não é encontrado em todos os corpos   Origem: Linha mediana logo abaixo do queixo  Inserção: Fibras do depressor do ângulo da boca    Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial Ação: Auxilia na depressão o ângulo da boca   11 - Orbicular da Boca:  Origem: Parte marginal e parte labial   Inserção: Rima da boca    Inervação: Ramos bucais do nervo facial  Ação: Fechamento direto dos lábios   12 - Bucinador:
   Importante músculo acessório na mastigação, mantendo o alimento sob a pressão direta dos dentes.
   Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da mandíbula
   Inserção: Ângulo da boca
   Inervação: Ramos bucais do nervo facial
   Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. Importante para assobiar e soprar

   Nariz


   1 - Prócero:
   Origem: Fáscia que reveste a parte mais inferior do osso nasal e a parte superior da cartilagem nasal lateral
   Inserção: Pele da parte mais inferior da fronte entre as duas sobrancelhas
   Inervação: Ramos bucais do nervo facial
   Ação: Traciona para baixo o ângulo medial da sobrancelha e origina as rugas transversais sobre a raiz do nariz
   2 - Nasal (Transverso do Nariz):
   Origem:
   Porção Transversal - Fosseta mirtiforme e eminência canina da maxila
   Porção Alar - Asa do nariz
   Inserção:
   Porção Transversal - Dorso do nariz
   Porção Alar - Imediações do ápice do nariz
   Inervação: Ramos bucais do nervo facial
   Ação: Dilatação do nariz
   3 - Depressor de Septo:
   Origem: Fossa incisiva da maxila
   Inserção: Septo e na parte dorsal da asa do nariz
   Inervação: Ramos bucais do nervo facial
   Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas

   Pálpebras



   1 - Orbicular do Olho:
   Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três porções: palpebral, orbital e lacrimal.
   Origem: Parte nasal do osso frontal (porção orbital), processo frontal da maxila, crista lacrimal posterior (porção lacrimal) e da superfície anterior e bordas do ligamento palpebral medial (porção palpebral)
   Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter
   Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
   Ação: Fechamento ativo das pálpebras
   2 - Corrugador do Supercílio:
   Origem: Extremidade medial do arco superciliar
   Inserção: Superfície profunda da pele
   Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
   Ação: Traciona a sobrancelha para baixo e medialmente, produzindo rugas verticais na fronte. Músculos da expressão de sofrimento.



   Orelha

 

   1 - Auricular Anterior:
   Origem: Porção anterior da fáscia na zona temporal
   Inserção: Saliência na frente da hélix
   Inervação: Ramos temporais
   Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para cima
   2 - Auricular Superior:
   Origem: Fáscia da zona temporal
   Inserção: Tendão plano na parte superior da superfície craniana do pavilhão da orelha
   Inervação: Ramos temporais
   Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima
   3 - Auricular Posterior:
   Origem: Processo mastóide
   Inserção: Parte mais inferior da superfície craniana da concha
   Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
   Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás

   

   Articulação Têmporo Mandibular


   responsável pelos movimentos da mandíbula (fonação, mastigação).
   Articulação: Fossa mandibular do osso temporal e cabeça do côndilo da mandíbula.
   Principais Movimentos:
   Oclusão - Contato dos dentes da arcada superior com a arcada inferior.
   Protrusão - Deslocamento anterior da mandíbula.
   Retrusão - Deslocamento posterior da mandíbula em direção ao osso temporal.

   Músculos da ATM


   1- Temporal:
   Passa medialmente ao arco zigomático.
   Origem: Face externa do temporal (escama), face interna do arco zigomático
   Inserção: Processo coronoide e face anterior do ramo da mandíbula
   Inervação: Nervo temporal (ramo mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
   Ação:
   Contração Unilateral - Lateralização contralateral
   Contração Bilateral - Oclusão e retrusão

   2- Masseter:
   É o músculo mais potente da mastigação.
   Origem: Borda externa do arco do zigomático
   Inserção: Face externa do ângulo da mandíbula
   Inervação: Nervo masseteriano (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
   Ação: Oclusão e protrusão
   3- Pterigóideo Medial (Interno):
   Origem: Face medial da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
   Inserção: Face interna do ângulo da mandíbula
   Inervação: Nervo do pterigoideo interno (ramo do nervo facial - 7º par craniano)
   Ação: Oclusão e protrusão
   4- Pterigóideo Lateral (Externo):
   Origem:
   Cabeça Inferior - Face lateral da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
   Cabeça Superior - Asa maior do esfenóide
   Inserção: Cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco articular
   Inervação: Nervo do pterigoideo externo (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
   Ação:
   Contração Unilateral - Lateralização da mandíbula contralateral
   Contração Bilateral - Abertura e protrusão da mandíbula

   
   Os músculos do pescoço tem como função principal mover a cabeça e o osso hióide. Os que se encontram por detrás da coluna vertebral são chamados músculos da nuca e os demais são ditos músculos do pescoço propriamente dito e dividem-se em quatro regiões:

   Região Anterior do Pescoço



   1 - Platisma ou Cutâneo do Pescoço:

   Inserção Superior: Camada profunda da derme da região mentoniana, borda inferior do corpo da mandíbula, comissura labial e linha oblíqua externa da mandíbula
   Inserção Inferior: Camada profunda da derme da região subclavicular e acromial
   Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
   Ação:
   Fixo Superior - Eleva a pele do tronco superior e forma rugas transversais do pescoço
   Fixo Inferior - Baixa a pele da região mandibular



   Região do Osso Hióide




   Músculos Supra-Hióideos

   2- Digástrico:

   Esse músculo possui dois ventres que estão ligados por um tendão intermediário que é preso ao osso hióide.

   Inserção Superior do Ventre Anterior: Fossa digástrica da mandíbula
   Inserção Inferior do Ventre Anterior: Tendão intermediário

   Inserção Superior do Ventre Posterior: Processo mastóide do osso temporal
   Inserção Inferior do Ventre Posterior: Tendão Intermediário

   Inervação:
   Nervo Facial (7º par craniano) - Ventre Posterior
   Nervo Mandibular (Ramo do nervo trigêmeo - 5 par craniano) - Ventre Anterior
   Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás e baixa a mandíbula

   3 - Estiloióideo:

   Paralelo ao ventre posterior do músculo digástrico

   Inserção Superior: Processo estilóide (temporal)
   Inserção Inferior: Osso hióide
   Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
   Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás

   4 - Miloióideo:

   Forma o assoalho da boca.

   Inserção Superior: Linha miloióidea (mandíbula) e rafe tendinosa
   Inserção Inferior: Osso hióide
   Inervação: Nervo Mandibular (5º par craniano - Ramo do nervo trigêmeo)
   Ação: Eleva o osso hióide, eleva a língua forçando-a para trás

   5 - Genioióideo:

   Inserção Superior: Espinha mentoniana (mandíbula)
   Inserção Inferior: Osso hióide
   Inervação: Nervo do Hipoglosso (12º par craniano)
   Ação: Traciona o osso hióide para frente e para cima


   Músculos Infra-Hióideos

 



   6 - Esternocleidoióideo (Esternohióideo):

   Inserção Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
   Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1/4 medial da clavícula
   Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
   Ação: Baixa o osso hióide

   7 - Esternotireóideo:

   Inserção Superior: Lamina da cartilagem tireóide da laringe
   Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1ª cartilagem costal
   Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
   Ação: Baixa o osso hióide e a cartilagem tireóide

   8 - Tireoióideo:

   Inserção Superior: Osso hióide
   Inserção Inferior: Lâmina da cartilagem tireóide
   Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
   Ação: Baixa o osso hióide

   9 - Omoióideo:

   Possui dois ventres e um tendão intermediário:

   Inserção Superior do Ventre Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
   Inserção Inferior do Ventre Superior: Tendão intermediário

   Inserção Medial do Ventre Inferior: Tendão intermediário
   Inserção Lateral do Ventre Inferior: Borda superior da escápula

   Os músculos supra e infra-hióideos juntos mantém o osso hióide, propiciando base firme para os movimentos da língua

   Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
   Ação: Baixa o osso hióide e puxa-o levemente para trás


   Região Lateral do Pescoço



   1 - Esternocleidomastóideo:

   Inserção Superior: Processo mastóide e linha nucal superior
   Inserção Inferior: Face anterior do manúbrio do esterno, junto a borda superior e anterior do 1/3 medial da clavícula
   Inervação: Nervo Acessório (11º par craniano) e 2º e 3º nervos cervicais (plexo cervical)
   Ação:
   Fixo Superior - Ação inspiratória
   Fixo Inferior
   Contração Unilateral: Inclinação lateral e rotação com a face virada para o lado oposto
   Contração Bilateral: Flexão da cabeça

   2 - Escaleno Anterior:

   Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
   Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (tubérculo escaleno anterior)
   Inervação: Ramos anteriores de 3º a 6º nervos cervicais

   3 - Escaleno Médio:

   Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C1 a C7
   Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (podendo ser na 2ª costela)
   Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

   4 - Escaleno Posterior:

   Inserção Superior: Tubérculos posteriores dos processos transversos da C4 a C6
   Inserção Inferior: Borda superior da 2ª costela
   Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

   Ação dos Escalenos:
   Fixo no Tórax
   Contração Unilateral: Inclinação lateral da coluna
   Contração Bilateral: Rigidez no pescoço
   Fixo na Coluna - Eleva as costelas (ação inspiratória)


   Região Pré-Vertebral do Pescoço



   1 - Reto Anterior Maior da Cabeça (Longo da Cabeça):

   Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
   Inserção Inferior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
   Inervação: Plexo Cervical
   Ação:
   Contração Unilateral: Rotação da cabeça com a face virada para o lado oposto
   Contração Bilateral: Flexão da cabeça e da coluna cervical

   2 - Reto Anterior Menor da Cabeça (Reto Anterior da Cabeça):

   Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
   Inserção Inferior: Massas laterais e processo transverso de atlas
   Inervação: 1º nervo cervical
   Ação: Aproxima a cabeça do atlas

   3 - Longo do Pescoço:

   * Porção Oblíquo Superior (Descendente)
   Inserção Superior: Tubérculo anterior do atlas
   Inserção Inferior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C3 e C5
   * Porção Oblíquo Inferior (Ascendente)
   Inserção Superior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C5 e C6
   Inserção Inferior: Corpos vertebrais da T1 e T3
   * Porção Vertical (Longitudinal)
   Inserção Superior: Corpos vertebrais de C2 a C4
   Inserção Inferior: Corpos vertebrais de C5 até T3

   Inervação: Ramos anteriores dos 4 primeiros nervos cervicais
   Ação:
   Contração Unilateral: Flexiona a coluna cervical
   Contração Bilateral: Inclinação lateral

   4 - Reto Lateral da Cabeça:

   Inserção Superior: Processo jugular (occipital)
   Inserção Inferior: Processo transverso do atlas
   Inervação: 1º ramo cervical
   Ação:
   Contração Unilateral: Inclinação Lateral
   Contração Bilateral: Rigidez da Coluna


   Região Posterior do Pescoço



   1 - Esplênio da Cabeça:

   Origem: Ligamento nucal (ligamento cervical) e processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e das três primeiras torácicas
   Inserção: Linha nucal superior e processo mastóide do osso temporal
   Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)
   Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

   2 - Esplênio do Pescoço:

   Origem: Processos espinhosos da 3ª a 5ª vértebras toracicas
   Inserção: Processos transversos das 3 primeiras vértebras cervicais
   Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)
   Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

   3 - Semi-Espinhal da Cabeça (Extensor da Cabeça):

   Origem: Processos transversos da 1ª vértebra cervical até a 7ª torácica
   Inserção: Superfície óssea entre as linhas nucais superior e inferior
   Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
   Ação: Extensão da Cabeça e rotação para o lado oposto (contração unilateral)

   4 - Semi-Espinhal do Pescoço (Extensor do Pescoço):

   Origem: Processos transversos da 2ª a 7ª vértebras torácicas
   Inserção: Processos espinhosos da 2ª a 5ª vértebras cervicais
   Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
   Ação: Extensão do pescoço


   Suboccipitais - Formam o trígono suboccipital.


   5 - Reto Posterior Maior da Cabeça:

   Origem: Processo espinhoso do áxis
   Inserção: Linha nucal inferior
   Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
   Ação: Extensão da cabeça

   6 - Reto Posterior Menor da Cabeça:

   Origem: Tuberosidade posterior do atlas
   Inserção: Linha nucal inferior
   Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
   Ação: Extensão da cabeça

   7 - Oblíquo Superior da Cabeça:

   Origem: Massa lateral e processo transverso do atlas
   Inserção: Linha nucal inferior
   Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
   Ação:
   Contração Unilateral - Rotação da cabeça
   Contração Bilateral - Extensão da cabeça

   8 - Oblíquo Inferior da Cabeça:

   Origem: Processo espinhoso do áxis
   Inserção: Massa lateral e processo transverso do atlas
   Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
   Ação:
   Contração Unilateral - Rotação da cabeça
   Contração Bilateral - Extensão da cabeça

   FIGURAS

   Músculos do Pescoço - Vista Anterior

   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

   Músculos do Pescoço - Vista Lateral

   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

   Músculos do Pescoço - Supra e Infra-Hióideos

   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

   Músculos do Pescoço - Escalenos e Pré-Vertebrais

   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.




   O tórax se localiza na região superior do tronco, é definido anteriormente pelo osso esterno, lateralmente pelas costelas e posteriormente pela coluna vertebral.



       Região Ântero-Lateral



   1 - Peitoral Maior:

   Inserção Medial: 2/3 mediais da borda anterior da clavícula, face anterior do esterno, face externa da 1ª a 6ª cartilagens costais, 6ª a 7ª costelas e aponeurose abdominal
   Inserção Lateral: Tubérculo maior do úmero (porção superior do lábio anterior do sulco intertubercular)
   Inervação: Nervo peitoral lateral e medial (C5, C6, C7, C8 e T1)
   Ação:
   Fixo no Tórax: Adução, rotação medial do braço, auxilia na abdução e flexão do braço até 90°. A porção esternal faz extensão e a porção clavicular faz flexão horizontal
   Fixo no Braço: Eleva tronco

   2 - Peitoral Menor:

   Inserção Medial: Face externa da 2ª a 5ª costelas
   Inserção Lateral: Processo coracóide
   Inervação: Nervo do peitoral medial (C8 e T1)
   Ação:
   Fixo no Tórax: Deprime o ombro. Na escápula realiza rotação inferior, abdução e depressão
   Fixo na Escápula: Eleva costelas (ação inspiratória)

   3 - Subclávio:

   Inserção Superior: Face inferior da clavícula
   Inserção Inferior: Face superior da 1ª cartilagem costal
   Inervação: Nervo do subclávio
   Ação: Deprime e fixa a clavícula na articulação esternoclavicular, auxilia na depressão do ombro e eleva a 1ª costela

   4 - Serrátil Anterior (Maior):

   Passa por baixo da escápula
   * Porção Superior
   Inserção Posterior: Ângulo superior da escápula
   Inserção Anterior: Face externa da 1ª e 2ª costelas
   * Porção Média
   Inserção Posterior: Borda medial da escápula
   Inserção Anterior: Face externa da 2ª a 4ª costelas
   * Porção Inferior
   Inserção Posterior: Ângulo inferior da escápula
   Inserção Anterior: Face externa da 5ª a 8ª costelas

   Inervação: 5º e 6º nervos cervicais e 8º e 9º intercostais
   Ação:
   Fixo na escápula: Ação inspiratória
   Fixo nas costelas: Abdução e rotação superior da escápula


   Região Costal



   Estes músculos estão localizados nos espaços intercostais (entre as costelas).

   1 - Intercostais Externos (11 Pares):

   Inserção Superior: Borda inferior da costela suprajacente (superior)
   Inserção Inferior: Borda superior da costela infrajacente (inferior)
   Inervação: Nervos intercostais
   Ação: Eleva as costelas (Ação inspiratória)

   2 - Intercostais Internos (11 Pares):

   Inserção Superior: Borda inferior da costela suprajacente (superior)
   Inserção Inferior: Borda superior da costela infrajacente (inferior)
   Inervação: Nervos intercostais
   Ação: Deprime as costelas (Ação expiratória)

   Os músculos intercostais internos e externos se cruzam em "X". As fibras dos intercostais externos se dirigem de superior para inferior e de posterior para anterior. Já as fibras dos intercostais internos se dirigem de superior para inferior e de anterior para posterior.

   3 - Supracostais (Levantadores das Costelas):

   Inserção Superior: Processo transverso da C7 a T11
   Inserção Inferior: Face externa da 1ª a 12ª costela
   Inervação: Nervos intercostais
   Ação: Eleva as costelas (inspiratório)

   4 - Infracostais (Subcostais):

   Inserção Superior: Face interna da costela suprajacente
   Inserção Inferior: Face interna da costela infrajacente
   Inervação: Nervos intercostais
   Ação: Abaixa as costelas, contribuindo para a expiração

   5 - Transverso do Tórax:

   Inserção Medial: Face interna do esterno e processo xifóide
   Inserção Lateral: Face interna da 2ª à 6ª costela
   Inervação: Nervos intercostais
   Ação: Reforço da parede torácica e auxiliar da expiração

 
   Músculos Posteriores do Tórax (Dorso)



   1 - Trapézio:

   Inserção Medial: Linha nucal superior, ligamento nucal, protuberância occipital externa até os processos espinhosos da C6 e processos espinhosos da C7 a T12
   Inserção Lateral: 1/3 lateral da borda posterior da clavícula, acrômio e espinha da escápula
   Inervação: Nervo acessório (11º par craniano) e Plexo Cervical (C3 e C4)
   Ação:
   Fixo na Coluna: Eleva o ombro e aduz as escápulas
   Fixo na Escápula:
   * Contração Unilateral: Inclina a cabeça para o mesmo lado, rodando o campo de visão para o lado oposto. Na escápula faz rotação superior, adução, elevação e depressão
   * Contração Bilateral: Extenção da cabeça

   2 - Grande Dorsal:

   Inserção Medial: Processos espinhosos das 7 últimas vértebras dorsais e todas as lombares, crista do sacro, crista ilíaca e face externa das 4 últimas costelas
   Inserção Lateral: Sulco intertubercular do úmero
   Inervação: Nervo Toracodorsal (C6, C7 e C8)
   Ação: Adução, extenção e rotação medial do braço, baixa o ombro e auxilia na inspiração forçada

   3 - Rombóide:

   Inserção Medial: Processos espinhosos da C7 à T5
   Inserção Lateral: Borda medial e ângulo inferior da escápula
   Inervação: Nervo escapular dorsal (C4 e C5)
   Ação: Adução e rotação inferior da escápula e deprime o ombro

   O músculo rombóide pode ser subdividido em rombóide maior (processos espinhosos de T1 à T4 até a 2/3 inferiores da borda medial da escápula e ângulo inferior da escápula) e rombóide menor (processos espinhosos de C7 e T1 à 1/3 superior da borda medial da escápula)

   4 - Levantador da Escápula (Angular da Escápula):

   Inserção Superior: Processo transverso do atlas até C4
   Inserção Inferior: Ângulo superior da escápula
   Inervação: Nervo do elevador
   Ação: Eleva a escápula e inclina a coluna para o mesmo lado da contração

   5 - Serrátil Postero-Superior:

   Inserção Medial: Processos espinhosos de C7 à T3 e ligamento nucal
   Inserção Lateral: Borda superior e face externa da 2ª à 5ª costelas
   Inervação: Ramos dos 4 primeiros nervos costais
   Ação: Eleva as costelas (atua na inspiração forçada)

   6 - Serrátil Postero-Inferior:

   Inserção Medial: Processos espinhosos da T11 à L3
   Inserção Lateral: Borda inferior e face externa das 4 últimas costelas
   Inervação: 9º ao 11º nervos intercostais
   Ação: Atrai para baixo e para trás as últimas costelas (ação expiratória)


   Músculos da Goteira Vertebral

   Paravertebrais



   1 - Eretores da Espinha:

   * Espinhal (+ Medial):

   Origem: Processos Espinhosos de T10 a L2
   Inserção: Processos Espinhosos de T1 a T8
   Inervação: Nervos espinhais
   Ação: Extensão do tronco e rotação para o lado oposto

   * Dorsal Longo (Longuíssemos):

   Cabeça:
   Origem: Processos transversos de C4 a T4
   Inserção: Face posterior do processo mastóide
   Pescoço:
   Origem: Processos transversos de T1 a T4
   Inserção: Processos transversos de C2 a C6
   Tórax:
   Origem: Face dorsal do sacro
   Inserção: Processos transversos das vértebras lombares, torácicas e todas as costelas

   Inervação: Nervos espinhais
   Ação:
   Contração Unilateral - Lateralização do tronco
   Contração Bilateral - Extensão de tronco e traciona as costelas caudalmente

   * Ileocostal (+ Lateral):

   Cervical:
   Origem: Ângulo da 3ª à 6ª costelas
   Inserção: Processos transversos de C4 a C6
   Torácico:
   Origem: Ângulo das 6 últimas costelas
   Inserção: Ângulo das 6 primeiras costelas
   Lombar:
   Origem: Face dorsal do sacro
   Inserção: Próximo ângulo das 6 últimas costelas

   Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
   Ação:
   Contração Unilateral - Inclinação lateral do tronco
   Contração Bilateral - Extensão de tronco e traciona as costelas caudalmente

   2 - Transverso-Espinhal (Multífido):

   Se estende do sacro até a 2ª vértebra cervical. Ligam o processo transverso de uma vértebra com o processo espinhoso da vértebra suprajacente.

   Origem: Processos transversos de todas as vértebras
   Inserção: Processo espinhoso de 1 ou 2 vértebras acima
   Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
   Ação:
   Contração Unilateral - Rotação do tronco para o lado oposto
   Contração Bilateral - Extensão do tronco

   3 - Intertransversais:

   Origem: Borda inferior do processo transverso da vértebra superior
   Inserção: Borda superior do processo transverso da vértebra inferior
   Inervação: Os anteriores, os posteriores e os laterais, pelos ramos das divisões primárias ventrais dos nervos espinhais; os mediais, pelos ramos das divisões primárias dorsais
   Ação: Inclina o tronco para o mesmo lado

   4 - Interespinhais:

   Origem: Processos espinhosos da vértebra superior
   Inserção: Processos espinhosos da vértebra inferior
   Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
   Ação: Extensão de tronco

   



       Os músculos dessa região têm por função a proteção visceral, expiração, além de colaborar com os músculos do dorso nos movimentos do tronco e na manutenção da postura ereta.

       Região Ântero-Lateral do Abdômen

       1 - Reto Anterior do Abdômen:

       O Reto Anterior do Abdômen é um músculo poligástrico, ou seja, possui vários ventres, pois em seu trajeto apresenta três ou mais intersecções tendíneas. O músculo Reto Anterior do Abdômen está alojado num estojo aponeurótico formado pelos músculos Oblíquo Externo, Interno e Transverso do Abdômen. A aponeurose dirige-se até a região média.

       Inserção Superior: Face externa e borda inferior da 5ª à 7ª cartilagem costais e processo xifóide
       Inserção Inferior: Corpo do púbis e sínfise púbica
       Inervação: Ramos vantrais dos 6 últimos espinhais torácicos
       Ação:

       Fixo no tórax: Realiza retroversão (extensão) da pelve

       Fixo na pelve: Flete o tronco

       Aumento da pressão intra-abdominal (Expiração, Vômito, Defecação, Micção e no Parto).

       2 - Piramidal do Abdômen:

       Inserção Superior: Linha alba
       Inserção Inferior: Corpo do púbis
       Inervação: 12º intercostal e nervo ilioipogástrico (L1)
       Ação: Mantém a linha alba tensionada (melhor perceptível em gestantes)

       3 - Oblíquo Externo do Abdômen:

       Suas fibras se dirigem obliquamente para baixo e para frente.

       Inserção Superior: Face externa das 8 últimas costelas e interdigita-se com os músculos Serrátil Anterior e Grande Dorsal
       Inserção Inferior: Crista íliaca, Espinha Ilíaca Ântero-Superior, púbis e linha alba
       Inervação: Ramos anteriores dos 4 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
       Ação:

       Contração Unilateral: Rotação com tórax girando para o lado oposto

       Contração Bilateral: Flete o tronco e aumenta a pressão intra-abdominal

       4 - Oblíquo Interno do Abdômen:

       Suas fibras se dirigem de baixo para cima e trás para frente.

       Inserção Medial: 3 últimas cartilagens costais, linha alba, púbis e eminência íleo-púbica
       Inserção Lateral: Espinha Ilíaca Ântero-Superior, 1/4 lateral do ligamento inguinal (arco crural) e crista ilíaca. Posteriormente, ele se insere nos processos espinhosos e transversos das últimas vértebras lombares
       Inervação: Ramos anteriores dos 6 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
       Ação: Idem ao Oblíquo Externo, porém rota o tórax para o mesmo lado

       Os músculos Oblíquo Externo e Oblíquo Interno do abdômen trabalham conjuntamente em alguns movimentos. Exemplo: quando realizamos flexão e rotação do tronco para o lado direito, o Oblíquo Externo do lado esquerdo e o Oblíquo Interno do lado direito trabalham em conjunto.

       5 - Transverso do Abdômen:

       É o músculo mais profundo da região ântero-lateral do abdômen. Suas fibras se dirigem horizontalmente no sentido posterior para anterior.

       Inserção Posterior: Face interna e borda inferior das 6 últimas cartilagens costais, processo transverso das vértebras lombares, crista ilíaca e 1/4 lateral do ligamento inguinal
       Inserção Anterior: Linha alba e púbis
       Inervação: Ramos anteriores dos 6 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
       Ação: Aumento da pressão intra-abdominal


       Região Posterior do Abdômen



       1 - Quadrado Lombar:

       Inserção Superior: 12ª costela e processo transverso da 1ª a 4ª vértebras lombares
       Inserção Inferior: Crista Ilíaca e ligamento íliolombar
       Inervação: 12º nervo intercostal
       Ação: Inclinação lateral do tronco e baixa a 12ª costela

       2 - Iliopsoas:

       É um músculo que apresenta duas origens, ou seja, é um bíceps

       Inserção Superior:
       Psoas Maior: Corpos vertebrais de T12 à L4, discos intervertebrais, processos transversos de L1 à L4
       Ilíaco: Fossa ilíaca, crista ilíaca, linha arqueada e sacro.
       Inserção Inferior: Os dois ventres se unem formando um único tendão que se insere no trocânter Menor do fêmur
       Inervação: Nervo Femural (L1, L2 e L3)
       Ação:
       Fixo no Tronco: Flexão da coxa, rotação lateral da coxa
       Fixo no Fêmur : Flexão de tronco

       3 - Psoas Menor:

       Inserção Superior: Corpo vertebral de T12 e L1
       Inserção Inferior: Eminência iliopúbica
       Inervação: Plexo lombar (L2, L3 e L4)
       Ação: Auxilia o músculo psoas maior


       Região Superior do Abdômen



       1 - Diafragma:

       O Diafragma separa a cavidade torácica da cavidade abdominal.

       No Diafragma encontramos três orifícios: Hiato Aórtico (para a artéria aorta), Hiato Esofágico (para o esôfago) e Forame da veia cava (para a veia cava inferior)

       Inserção: Face interna das seis últimas costelas, face interna do processo xifóide e corpos vertebrais da 2ª e 3ª vértebra lombar
       Inervação: Nervo Frênico (C3, C4 e C5)
       Ação: É o músculo mais importante da respiração (inspiração), pois diminui a pressão interna da caixa torácica permitindo a entrada do ar nos pulmões

     
       Músculos do Abdômen - Iliopsoas

       Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


       Músculos do Abdômen - Vista Interna da Parede Posterior

       Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


   1 - Deltóide:

   Inserção Superior: 2/3 laterais da borda anterior da clavícula, acrômio e espinha da escápula
   Inserção Inferior: Tuberosidade deltoidea (1/2 da diáfise do úmero)
   Inervação: Nervo axilar (C5 e C6)
   Ação: Abdução do braço, auxilia nos movimentos de flexão, extensão, rotação lateral e medial e flexão e extensão horizontal do braço e fixa a articulação do ombro

   2 - Redondo Maior (Passa internamente - entre costelas e úmero):

   Inserção Medial: Metade inferior da borda lateral da escápula e ângulo inferior da escápula
   Inserção Lateral: Sulco intertubercular
   Inervação: Nervo subescapular (C5 e C6)
   Ação: Rotação medial, adução e extensão do braço e fixação da articulação do ombro

   3 - Redondo Menor:

   Inserção Medial: Metade superior da borda lateral da escápula
   Inserção Lateral: Face inferior do tubérculo maior do úmero
   Inervação: Nervo axilar (C5 e C6)
   Ação: Rotação lateral do braço e fixação da articulação do ombro

   4 - Infra-Espinhoso :

   Inserção Medial: Fossa infra-espinhosa
   Inserção Lateral: Faceta média do tubérculo maior do úmero
   Inervação: Nervo supraescapular (C5 e C6)
   Ação: Rotação lateral do braço, fixação da articulação do ombro e auxilia na extensão horizontal do braço

   5 - Supra-Espinhoso:

   Inserção Medial: Fossa supra-espinhosa
   Inserção Lateral: Faceta superior do tubérculo maior do úmero
   Inervação: Nervo supraescapular (C5 e C6)
   Ação: Auxilia o deltóide na abdução do braço (até aproximadamente 30°), auxilia na rotação lateral e fixa a articulação do ombro

   6 - Subescapular:

   Inserção Medial: Borda medial e lateral da escápula e fossa subescapular (face anterior da escápula)
   Inserção Lateral: Tubérculo menor do úmero
   Inervação: Nervo subescapular (C5 e C6)
   Ação: Rotação medial e fixação da articulação do ombro e auxilia na extensão e abdução do braço

   MANGUITO ROTADOR: A função principal deste grupo é manter a cabeça do úmero contra a cavidade glenóide, reforçar a cápsula articular e resistir ativamente e deslocamentos indesejáveis da cabeça do úmero em direção anterior, posterior e superior


   * SUPRA-ESPINHOSO
   * INFRA-ESPINHOSO
   * REDONDO MENOR
   * SUBESCAPULAR

 



   Região Anterior

   Bíceps Braquial
   Coracobraquial
   Braquial Anterior


   Região Posterior

   Tríceps Braquial

   Região Anterior



   1 - Bíceps Braquial:

   Inserção Superior:
   Porção Longa (Lateral): Tubérculo supra-glenoidal
   Porção Curta (Medial): Processo coracóide (escápula)
   Inserção Inferior: Tuberosidade radial
   Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6)
   Ação: Flexão do cotovelo, supinação do antebraço, depressão do ombro e um pequeno movimento de abdução realizada pela porção longa

   2 - Coracobraquial:

   Inserção Superior: Processo coracóide (escápula)
   Inserção Inferior: Face medial de 1/3 médio do úmero
   Inervação: Nervo musculocutâneo (C6 e C7)
   Ação: Flexão e adução do braço e deprime o ombro

   3 - Braquial Anterior:

   Inserção Superior: Tuberosidade deltóidea e face anterior da metade inferior do úmero
   Inserção Inferior: Processo coronóide da ulna
   Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6)
   Ação: Flexão do cotovelo


   Região Posterior



   1 - Tríceps Braquial:

   Inserção Superior:
   Porção Longa: Tubérculo infra-glenoidal (único que fica na escápula)
   Porção Lateral: Face posterior do úmero (acima do sulco radial)
   Porção Medial: Face posterior do úmero (abaixo do sulco radial)
   Inserção Inferior: Olécrano (ulna)
   Inervação: Nervo radial (C7 e C8)
   Ação: Extensão do cotovelo e a porção longa faz adução do braço

 
   Músculos do Braço - Vista Posterior
   Dissecação Superficial

   Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

 

 

Respirar pelo nariz é um desafio para quem sofre de rinite, desvio de septo e adenoide. Sem conseguir encher os pulmões do jeito normal, as vítimas dessas doenças acabam respirando pela boca, gerando muitas complicações no corpo.

Respirar pelo nariz não é só natural - faz bem para a saúde. Segundo o otorrinolaringologista Norimar Hernandes Dias, da Universidade Federal de São Paulo, quem respira pela boca corre mais risco de ter gripes, irritações na garganta e problemas dentários. "O nariz filtra o ar, o aquece e mantém úmido, depois, manda-o para os pulmões", explica.
Adenoide (carne esponjosa)

A adenoide é uma espécie de amídala localizada atrás do nariz, perto da garganta. A doença surge de constantes infecções nasais, que aumentam o tecido da região. Com isso, o ar não passa facilmente, dificultando a respiração. É comum em crianças de até 8 anos.

Tratamento
Primeiro, trate as infecções nasais com um otorrinolaringologista. Se o problema não for resolvido, indica-se a extração das adenoides, cirurgia que raspa o tecido.
Desvio de septo nasal

O septo é a cartilagem que divide o nariz em dois buraquinhos. O desvio pode ocorrer em qualquer idade, mas costuma se manifestar quando há problemas genéticos no desenvolvimento da face ou lesões mal cicatrizadas. Em alguns casos, o nariz fica torto. Sinusites crônicas e dores na garganta podem piorar o quadro.

Tratamento
O médico irá analisar se o desvio é leve, moderado ou grande antes de indicar ou não uma cirurgia.
Rinite

É a inflamação das mucosas nasais. Os sintomas mais comuns são nariz entupido, espirros e coceira na garganta e nos olhos, comumente confundidos com sinais de gripe ou resfriado. Pode causar sinusite, um outro tipo de inflamação, piorando ainda mais o estado de quem sofre de adenoide ou desvio de septo...

Tratamento
Dos três problemas respiratórios, é o que tem tratamento mais simples, feito com remédios e solução fisiológica nasal.

Síndrome de Hamman-Rich
Síndrome de Hamman-Rich (também conhecida como pneumonia intersticial aguda) é uma doença dos pulmões rara e severa, que geralmente afeta pessoas saudáveis. Foi descrita pela primeira vez em 1935 por Louis Hamman e Arnold Rich.

A síndrome HR é geralmente categorizada como uma doença pulmonar intersticial e uma forma de síndrome do desconforto respiratório do adulto.

A síndrome geralmente evolui rapidamente, exigindo hospitalização e ventilação mecânica somente alguns dias ou semanas após o surgimento dos sintomas iniciais. É uma doença idiopática (de causas desconhecidas)

A rápida progressão dos sintomas iniciais para uma falência respiratória é uma característica única da síndrome. Um raio-x que mostre síndrome do desconforto respiratório do adulto é necessário para o diagnóstico (fluido nos sacos alveolares em ambos os pulmões). Além disso, uma biopsia do pulmão que mostra uma lesão alveolar difusa é necessária para o diagnóstico. Outros exames são úteis para excluir doenças semelhantes, incluindo culturas de sangue e lavagem broncoalveolar.

Classificação da Silicose
Silicose crônica e também conhecida como forma nodular simples, é a mais comum e ocorre após longo tempo do inicio da exposição, que pode variar de dez a vinte anos, a níveis relativamente baixos de poeira. É caracterizada pela presença de pequenos nódulos difusos, menores que um centímetro de diâmetro, que predominam nos terços superiores dos pulmões. A histologia mostra nódulos com camadas concêntricas de colágeno e presença de estruturas polarizadas a luz, com a progressão da doença, os nódulos podem coalescer formando conglomerados maiores e substituindo o parênquima pulmonar por fibrose colágena, os pacientes costumam ser assintomáticos ou apresentar sintomas que são precedidos pelas alterações radiológicas.

          A dispnéia aos esforços é o principal sintoma e o exame físico, a maioria das vezes, não mostra alterações significativas no aparelho respiratório, este tipo de silicose pode ser observado nas industrias de cerâmica.

          Silicose acelerada ou subaguda é caracterizada por apresentar alterações radiológicas mais precoces, normalmente após cinco a dez anos do inicio da exposição, encontra-se nódulos silicoticos, semelhantes aos da forma crônica, porem seu desenvolvimento ocorre em estágios mais iniciais, com componente inflamatório intersticial intenso e descamação celular nos alvéolos. Os sintomas respiratórios costumam ser precoces e limitantes, com grande potencial de evolução para a forma complicada da doença, como a formação de conglomerados e fibrose maciça, esta silicose e observada em cavadores de poços.

           Silicose aguda é a forma mais rara desta doença, está associada à exposição maciça à sílica livre, por períodos que podem variar de meses a anos, esta forma ocorre no jateamento de areia ou moagem de pedra, hitológicamente é representada pela proteinose alveolar associada a infiltrado inflamatório intersticial. A dispnéia pode ser incapacitante, podendo evoluir para a morte por insuficiência respiratória, ocorre tosse seca e comprometimento do estado geral. Ao exame físico auscultam-se crepitações difusas, o padrão radiológico é bem diferente das outras formas, sendo representados por infiltrações alveolares difusas e progressivas, muitas vezes acompanhadas por nodulações mal definidas.

            Para NETTINA (1998, p.208) "as pneumopatias ocupacionais se desenvolvem lentamente (durante mais de 20 a 30 anos) e são assintomáticas nos seus estágios iniciais"

O que é hemoptise?

A hemoptise é expectoração com sangue - estrias de sangue até grande quantidade de sangue -proveniente do aparelho respiratório. O escarro tingido de sangue é bastante comum  e nem sempre indica uma doença grave.

Causas:

Cerca de 50 % dos casos são devidos a infecções pulmonares, como a bronquite aguda ou bronquite crônica. Contudo, uma hemoptise abundante requer um diagnóstico rápido por parte do médico. Os tumores provocam cerca de 20 % das hemoptises . Fumantes  com mais de 40 anos  com hemoptise, devem ser  investigados quanto à possibilidade de um câncer de pulmão.Outra doença, a  tuberculose pulmonar, ainda muito comum em nosso país, também é causa de hemoptise. Um infarto pulmonar (morte de uma parte do tecido pulmonar devido à obstrução de uma artéria por uma embolia pulmonar),  também poderá cursar com esse sintoma. As bronquiectasias ( dilatções anormais do brônquios pulmonares ) são outra causa . O aumento na pressão do sangue nas veias pulmonares ( hipertensão venocapilar ), com a ruptura de pequenos vasos ( como pode acontecer na insuficiência cardíaca ou na estenose da válvula mitral) ,  também  causam  hemoptise.

- Hemoptise cardíaca: é resultado ha hipertensão venocapilar dos pulmões, ou seja , há um aumento da pressão nestes pequenos vasos dos pulmões por um incapacidade do coração em bombear o sangue para o organismo,  acumulando-se nos pulmões. Estes pacientes costumam apresentar dispnéia ( falta de ar ) , ortopnéia ( dispnéia ao deitar ) e dispnéia paroxísitica noturna ( aparecimento de falta de ar intensa e súbita , um tempo após o paciente deitar-se).O ecocardiograma sela o diagnóstico ao mostrar evidências de insuficiencia ventricular esquerda ou uma estenose ( estreitamento) da válvula mitral , causas cardíacas de hemoptise.  

Investigação da hemoptise:

A base para o  diagnóstico correto da causa da hemoptise  é o  exame clínico ( anamnese e exame físico). Exames complementares como a pesquisa do bacilo da tuberculose ou de células cancerígenas no escarro , radiografia ou tomografia do tórax, angiotomografia das artérias pulmonares , broncoscopia ou ecocardiograma, poderão ser necessários  para uma ampla investigação.

Fonte: Portal do Coração

Como acabar com os ácaros?

Não podemos vê-los, mas eles não param de invadir a casa sem serem convidados!

Confira truques infalíveis para eliminar esses parasitas de uma vez por todas...

1. Comece pelo quarto...

- Bichos de pelúcia
 Lave-os uma vez por semana e deixe-os secar ao sol.
- Cobertores e edredons
Não use a mesma colcha que cobre a cama para dormir. Reserve uma só para a noite.
- Colchão
Coloque um protetor, ou vire-o de lado todo mês. Deixe ao sol durante o dia (semanalmente).
- Guarda-roupa
Mantenha-o sempre limpo e fechado.
- Lençóis
Troque-os duas vezes por semana, nessa época do ano. Deixe-os de molho por meia hora em óleo de eucalipto e água aquecida, na proporção de 1 para 9.
- Travesseiros
Deixe-os arejar por meia hora antes de guardá-los. Se notar manchas amareladas, lave-os.

2. Limpe a sala...

- Cortinas
Se forem de tecido, lave-as todo mês.
- Móveis
Tire o pó duas vezes por semana, no mínimo. Para matar ácaros em sofás e tapetes, dilua lisofórmio em água (proporção de 1 para 9). Depois de lavados, deixe-os secar ao sol (três horas são mortais para os bichinhos).
- Rodapés
Aspire as frestas e passe um pano úmido.

3. Cuide do banheiro...

- Toalhas
Troque-as duas vezes por semana: lave e deixe secar ao sol.
- Algodão e cotonetes
Feche bem os pacotes, porque eles adoram se alojar neles.
- Infiltração ou bolor
Ao ver qualquer sinal, elimine-os.

4. A cozinha deve estar limpa e seca...

- Alimentos
Mantenha-os cobertos e vedados, e não deixe migalhas espalhadas.
- Objetos
Ácaros se escondem em armários empoeirados, panos úmidos, esponjas e superfícies de vidro. Por isso, mantenha tudo limpo e seco.
- Chão e parede
Semanalmente, passe um pano com 2 colheres (sopa) de vinagre diluído em 1 litro de água no chão e nas paredes.

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Fisioterapia respiratória na insuficiência cardíaca congestiva

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica bastante freqüente, que representa a via final comum de diversas doenças do coração. Este trabalho teve como objetivo demonstrar a eficácia do tratamento fisioterapêutico nesta patologia através das técnicas utilizadas para promover higiene brônquica bem como, para prevenir as conseqüências do imobilismo no sistema músculo-esquelético e cardiovascular.

A paciente de 83 anos, sexo feminino, com diagnóstico clínico de insuficiência cardíaca congestiva, iniciou tratamento fisioterapêutico o qual constou de oito sessões de aproximadamente quarenta minutos.

Para alcançar os objetivos utilizaram-se estratégias como: aumento do fluxo expiratório (AFE), vibrocompressão, shaking, estímulo da tosse, trocas de decúbito, posicionamento sentado, exercícios metabólicos e caminhada. No decorrer do tratamento fisioterapêutico pôde-se observar ao final das sessões, diminuição da freqüência respiratória, aumento da SatO2, ausência de tiragens, diminuição do uso da musculatura acessória e melhora do quadro de retenção de secreções, qualidade e quantidade das secreções.

A Fisioterapia pode dar uma contribuição relevante na minimização do desconforto respiratório do paciente com ICC e prevenir as alterações decorrentes do imobilismo.

Pneumotorax

A situação é conhecida há séculos em contexto de guerra. Quer as armas brancas, quer as armas de fogo, ao perfurar a parede torácica e a superfície do pulmão (pleura visceral) permitem a passagem de ar do exterior e dos pulmões para dentro da cavidade pleural, levando ao colapso do pulmão junto do seu hilo. Como a pressão dentro da cavidade pleural é inferior à pressão atmosférica, esta passagem de ar ocorre imediatamente após o aparecimento da descontinuidade.

A imagem em radiografia é completamente característica. Em contraste com o lado normal, observa-se o pulmão colapsado junto da sombra cardíaca e, entre esta densidade e a parede do tórax, percebe-se que há apenas ar, sem a textura característica dos pulmões, conforme figura.

Esta situação rara é muito bem conhecida dos médicos desde os primeiros anos dos seus estudos, por ser um caso exemplar de como os meios de diagnóstico mais simples permitem perceber o ue se passa. Como há ar interposto entre o pulmão e a parede não há condições físicas para a propagação do som.

A auscultação desse lado não encontra senão silêncio total, por contraste com o que sucede no lado oposto onde os sinais normais poderão estar mesmo exagerados.

Prevalência do pneumotórax espontâneo

Na experiência clínica dos tempos de paz, o pneumotórax está sobretudo relacionado com acontecimentos fortuitos do acaso. Na grande maioria dos doentes que encontramos nos hospitais ocorre espontaneamente, sobretudo em adultos jovens sem passado anterior de doença.

Tipicamente um jovem de 20 anos, saudável, aparece com dor intensa de um lado do tórax, de aparecimento súbito, que é mais intensa quando faz movimentos respiratórios mais profundos ou tosse. Quando chega ao hospital vem com grande ansiedade devido à dificuldade de respirar.

Nestes casos sem causa aparente dizemos que se trata de pneumotórax espontâneo. Habitualmente, há uma pequena rotura na superfície do pulmão que resolve sem necessidade de intervir a esse nível. O que fazemos é introduzir um fino dreno pelo espaço entre duas costelas e aspirar o ar com muita suavidade.


Quando é necessária a cirurgia

Quando este procedimento não é suficiente, ou há repetição do pneumotórax, são necessárias outras medidas que poderão chegar à cirurgia. O procedimento intermédio comum consiste em introduzir na cavidade pleural uma substância inerte para causar irritação da superfície e, deste modo, precipitar aderência do pulmão à parede torácica. Isto faz-se através do mesmo dreno colocado para a aspiração do ar.

Importa saber que o pneumotórax é recorrente. Uma parte importante dos doentes, mais de 20%, após o seu primeiro pneumotórax, volta um dia com o mesmo problema se o tratamento se limitar à aspiração simples do ar. É preciso chamar a atenção para essa possibilidade para que saiba lidar com o assunto da segunda vez. Na experiência médica, contudo, o problema habitual costuma ser o oposto: depois de um episódio destes, o doente fica muito sensibilizado, recorrendo ao médico por qualquer perturbação que lhes ocorra, sem nada a ver com o assunto.

Fonte: Site Médicos de Portugal

Cientistas desenvolvem pulmão em laboratório

A partir das células do tecido pulmonar de ratos, pesquisadores das universidades de Yale e Duke, Estados Unidos, desenvolveram em laboratório um pulmão que funcionou normalmente, ainda que por um período reduzido, depois de ser transplantado em um rato vivo. Levando em conta que pulmões de doadores são escassos em comparação ao número de pessoas que precisam do órgão, pois o pulmão não se regenera no organismo humano, o trabalho sugere a replicação do método para a criação de novos tecidos pulmonares. O estudofoi publicado na revista Science.

 O primeiro passo dos cientistas, liderados por Thomas Petersen, do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade de Yale, foi retirar as células e os vasos sanguíneos pulmonares dos ratinhos, que foram deixados em um suporte com outros tecidos para que suas propriedades fossem mantidas. Em seguida, os pesquisadores inseriram no pulmão de laboratório uma mistura de células epiteliais e endoteliais, que recobre o interior dos vasos sanguíneos. Dentro de poucos dias, o novo órgão já continha alvéolos, vias aéreas e pequenos vasos sanguíneos, que foram repovoados com os tipos de células apropriadas.

 Quando o pulmão foi transplantado em outros ratos, o órgão "artificial" apresentou uma estrutura elástica que funcionou como um pulmão normal. Segundo os pesquisadores, para que esse método seja válido na prática clínica, as células usadas devem ser retiradas do paciente que receberá o transplante dos tecidos, mais especificamente em forma de suas próprias células-tronco.


Estresse no trabalho pode causar asma

Ter um trabalho estressante pode significar aumento de 40% no risco de
desenvolver asma. A afirmação vem de uma pesquisa realizada pela
Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

Foram 5 mil pesquisados entre homens e mulheres com idades entre 40 e
65 anos, ao longo de 8 anos de pesquisa. O estudo indica pela primeira
vez que a pressão no trabalho pode fazer com que alguém se torne
asmático. A doença, que normalmente se desenvolve na infância, tem
sido diagnosticada em adultos até então saudáveis.

Segundo os pesquisadores, houve um aumento de 40% nos casos de
incidência de asma, depois de oito anos de análises dessas pessoas que
sofriam pressões extremas - como longa jornada, baixa condição de
trabalho, horário desconfortável - em seus trabalhos.

Estudos anteriores demonstraram que o stress pode levar à liberação de
substâncias químicas que causam alergias. A equipe de pesquisadores
fez questão de enfatizar que embora os números sejam altos, o risco
absoluto da pessoa que está sobrecarregada de trabalho desenvolver
asma ainda é pequeno.

Fonte: O Dia

A cada dez pessoas que dão entrada num hospital público por causa de embolia pulmonar (EP), pelo menos duas delas irão morrer. De acordo com o Datasus, do Ministério da Saúde, entre setembro de 2009 e agosto de 2010 (período de um ano), das 4.963 pessoas hospitalizadas no SUS, 1.087 morreram (21,9%). Apesar da alta taxa de mortalidade da doença, uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (26) mostrou que a embolia pulmonar é desconhecida por 78% dos brasileiros.

O levantamento foi realizado pelo Ibope a pedido da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Dentre os 1.008 entrevistados, 39% já tinham ouvido falar da doença, mas não sabiam do que se tratava, enquanto outros 39% sequer conheciam a enfermidade.

O poder de morte da embolia pulmonar (21,9%) é maior do que o de outras doenças mais conhecidas, como o infarto agudo do miocárdio (com 12,8% de taxa de mortalidade), a tuberculose pulmonar (6,9%) e o mal de Alzheimer (18,8%).

A embolia pulmonar é uma complicação de outra doença: a trombose. O tromboembolismo venoso (TEV) ocorre quando um coágulo (trombo) bloqueia a circulação sanguínea. Quando esses trombos se fixam dentro de vasos profundos da perna, coxa ou pelve – os membros inferiores concentram 90% dos casos – a doença é chamada de trombose venosa profunda (TVP). Os sintomas mais comuns são inchaço da perna, endurecimento da panturrilha (empastamento) e aparecimento de veias e varizes.

O tratamento da TVP ocorre por meio de anticoagulantes que impedem o crescimento do trombo e a formação de novos coágulos. No entanto, se essa doença não for identificada e tratada, o trombo pode cair na corrente sanguínea e atingir o pulmão, bloqueando as artérias pulmonares – configurando a embolia pulmonar. Dependendo da obstrução provocada pelo êmbolo, os sintomas vão desde dificuldades na respiração até a morte (veja mais no infográfico abaixo).

trombose, embolia, TEV, 700 784

Riscos maiores nos hospitais

Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, é importante impedir a progressão da trombose e reduzir as dores e edemas para evitar sequelas e complicações, como a embolia pulmonar. O médico lista uma série de fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver os trombos: AVC, câncer, infarto, tabagismo, idade superior a 40 anos, reposição hormonal, quimioterapia, gravidez, pós-parto, obesidade, presença de varizes, dentre outros.

Mas a situação que aumenta de forma significativa as chances de tromboembolismo venoso são as cirurgias, em especial aquelas que reduzem a mobilidade do paciente. De acordo com a pneumologista Ana Thereza Rocha, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), o TEV ocorre mais frequentemente nos hospitais.

- Uma vez no hospital, o paciente precisa alertar seu médico [sobre os fatores de risco]. E o hospital precisa identificar o risco de TEV em todos os pacientes internados.

O acompanhamento dos hospitais, no entanto, está abaixo do esperado. Ana Thereza cita um estudo chamado Endorse, que foi feito em 2008 em 32 países. No Brasil, 1.295 pacientes de 12 hospitais foram avaliados. Os resultados mostraram que, apesar de 56% deles serem candidatos a desenvolver TEV, somente 51% recebiam o tratamento adequado.

- O TEV é assintomático em 80% dos casos. As dificuldades diagnósticas são múltiplas, por isso é importante a prevenção.

Segundo o coordenador de pneumologia da Rede D'Or Hospitais, João Pantoja, os riscos não são exclusivos do período de internação no hospital. Ele afirma que, mesmo quando os pacientes que passam por cirurgia deixam o hospital, é preciso manter o acompanhamento e o tratamento adequado com anticoagulantes para impedir a formação dos trombos.

Veja o livro Tromboembolismo pulmonar

Veja o livro Reabilitação Pulmonar

Desconhecimento da população

Diante desse cenário de desconhecimento, a SBACV e a SBPT resolveram fazer o levantamento para identificar o grau de conhecimento dos brasileiros a respeito da trombose, tanto da trombose venosa profunda como de sua mais grave consequência, a embolia pulmonar.

O estudo revelou que a população não tem informações suficientes sobre a trombose e desconhecem os riscos de desenvolver a doença. Apesar de 56% da população afirmar que já ouviu falar da trombose, 57% desconhece seus sintomas e consequências. A embolia pulmonar é ainda mais desconhecida, com 78% dos brasileiros sem nenhum tipo de informação.

De acordo com Pitta, os resultados mostram que é preciso aumentar a conscientização da população sobre a doença.

- [Isso vai permitir] cobrarmos mais ações preventivas por parte dos hospitais, investir em programas de ação continuada, para identificar pacientes sob o risco de TEV no ambiente hospitalar e implementar a prevenção adequada. Estas medidas podem ajudar a evitar vários óbitos.

É consenso dos especialistas que, com a população mais informada, ela poderá interferir nos fatores de risco e alertar os profissionais de saúde sobre suas condições. Ainda assim, o diretor clínico do Hospital São Camilo, José Ribamar Branco, afirma que a responsabilidade por manter a segurança dos pacientes é das instituições de saúde.

- Os hospitais precisam gerenciar isso e identificar os pacientes de risco.

Fonte: R7

 

 

ÍON

Íon é uma partícula atômica ou um grupo de átomo dotado de carga elétrica não – nula. Chama-se Cátion, quando essa carga é positiva e ânion quando ela é negativa.


K => Potássio

É muito utilizado para fazer sabão caseiro, é encontrado como um importante nutriente vegetal, sua carência deve ser compensada com a adição ao solo dos adubos potássios, como a carnalita e a silvina.

Também usado para a dissecação de gases, para a absorção de dióxido de carbono ou dióxido de enxofre e na preparação de sabão mole.

K2CO3 - carbonato de potássio, é obtido das cinzas resultantes da combustão da madeira e de plantas terrestres.

É empregado na fabricação de sabão mole e vidro, e como fonte para a preparação de diversos sais.

KI - iodeto de potássio, empregado na medicina na fabricação de papéis e reveladores fotograficos

KCl - cloreto de potássio, usado como fertilizante e na preparação de potassa caústica ou de outros sais de potássio.

No homem ( animais superiores), o K atua sobre as membranas celulares transmitindo impulsos eletroquimicos para as fibras musculares e para os nervos. Ele equilibra a atividade dos alimentos ingeridos e a eliminação de resíduos celulares.

A carência e o excesso de potássio no organismo são altamente prejudiciais.

Na => Sódio

O principal composto formado pelo sódio é o sal de cozinha, empregado na alimentação e encontrado em grandes concentrações nos mares e oceanos.

Devido a sua alta reatividade, o sódio forma compostos com a maioria dos agentes químicos inorgânicos e orgânicos.

O NaOH =>hidróxido de sódio apresenta propriedades corrosivas e constitui a substancia alcalina (básica) de maior aplicação química.. É altamente corrosivo para tecidos animais e vegetais, As soluções alcalinas que forma quando dissolvidos em água neutralizam ácidos em vários processos comerciais:- no refino de petróleo, remove ácido sulfúrico e orgânico, e na fabricação de sabão reage com ácidos graxos. Na manufatura de celofane, papel e fibras de viscose.

O sódio metálico é aplicado em metalurgia, na manufatura de substâncias químicas, na fabricação de remédios e em lâmpadas de vapor de sódio.

Sulfato de sódio - empregado na confecção de papel Kraft e cartão, além de vidros e detergentes.

Bicarbonato de sódio - utilização em sais estomacais e um dos principais ingredientes dos extintores químicos de incêndio.

Carbonato de sódio - empregado na fabricação de vidros, detergentes e substâncias de limpeza.


Ca => Cálcio

CaCO3 - Carbonato de cálcio, entra na composição do mármore, das rochas calcárias, das gredas e dolomitas, das estalactites e estalagmites.

Ca3(PÓ4 )2 - fosfato de cálcio (apatita)

CaSO4 - sulfato de cálcio (gesso)

No corpo humano o Ca é encontrado nos dentes e ossos, e sua deficiência provoca uma malformação óssea, conhecida como raquitismo (ou falta de vitamina D que é necessária para a absorção de Ca).

Também é importante para o mecanismo da transmissão nervosa e para a Contração muscular.


Mg => Magnésio

É encontrado também na água do mar, em águas salinas subterrâneas.

O metal pode ser obtido mediante o processo eletrolítico e o sicotérmico.

O Mg é quimicamente ativo, as ligas de Mg, sobretudo com o Ale, Manganês, Zircônio, Zinco e lantamideos, tem especial na fabricação de fuselagens, motores e rodas na industria aeronáutica.


P => Fósforo

Seu papel biológico, é aparecer no osso, que atua como suporte dos compostos de Ca. Especiais interesses apresentam as fosfatases, enzimas contidas na maior parte das secreções e células do organismo humano, que intervem em processos fisiológicos das mais diversas índoles, como a precipitação de fosfato de cálcio no tecido ósseo, a síntese de proteínas nos tecidos e a absorção de fosfatos no intestino,

Fosfato - Variedade de sal formado pelo ácido

Fosfórico - Presente na natureza em alguns minerais. De largo uso em medicina e na fabricação de fertilizantes.

Adubo - Mineral e mineral

 
Introdução

O termo mecanoterapia engloba um conjunto de técnicas de tratamento que necessitam da utilização de aparelhagem, sendo mecânicos com fins terapicos.

A utilização dos aparelhos como recurso terapêutico nas condutas fisioterapêuticas deve proporcionar aspectos de convenção de energia potencial (química, metabólica) em energia cinética (mecânica).

O objetivo de qualquer programa de exercício mecanoterapicos é a aquisição de movimento e função livres de sintomas.

A função do fisioterapeuta é ajudar as pessoas que estão com alguma limitação física a retomar suas atividades normais. Isso inclui reeducação do movimento, correção postural, a recuperação de contusões, traumas e ate mesmo o alivio de dores provocadas pela tensão do dia-a-dia.

A fisioterapia ativa é usada com mais freqüência porque é mais eficaz na recuperação das forças musculares e das capacidades funcionais de um doente.

Os tratamentos mais modernos, envolvendo diferentes profissionais, muitas vezes conseguem resultados alem do físico e auxiliam o paciente a redescobrir seu posicionamento no mundo, revertendo quadros de timidez ou de agressividade.


As necessidades Mecanoterapicas para um Tratamento

Em um paciente o primeiro item se dá pela análise de suas necessidades. Para proporcionar um trabalho de qualidade e efetivo, é imprescindível avaliar seu comprometimento, assim com quaisquer limitações funcionais e incapacidades ou deficiências resultantes. Este se faz necessário utilizando medidas de resultado, que sejam definidas como atividades mensuráveis. Um comprometimento é qualquer perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica.

O comprometimento limita ou altera a habilidade do individuo para desempenhar uma tarefa ou atividade. A limitação funcional é uma função devido a um comprometimento, não é incapacidade, mas interfere com a função normal, a incapacidade não é habilidade para realizar normalmente atividades de vida diárias (ADVs), e deficiência é a desvantagem social resultante de um comprometimento ou incapacidade que impede ou limita a pessoa em sua ocupação, ambiente e contatos sociais.


Avaliação do Paciente e Metas de Tratamento

Uma avaliação abrangente do paciente, alem de evitar que fatores importantes passem despercebidos e de permitir que sejam definidas as limitações funcionais do paciente, também influi em decisões importantes relativas ao desenvolvimento do programa de tratamento.

Após uma avaliação abrangente do paciente e da identificação de comprometimentos, limitações funcionais, incapacidades e possíveis deficiências, as metas do tratamento e os resultados funcionais são desenvolvidos e o plano de tratamento é estabelecido. No processo clinico de decisão o fisioterapeuta precisa determinar o tipo de exercício mecanoterapicos que pode ser usado para atingir os resultados funcionais previstos. As metas do exercício terapêutico incluem a prevenção de disfunção, assim com o desenvolvimento a melhora, restauração ou manutenção de:

   * Força
   * Resistência à fadiga e preparo Cardiovascular
   * Mobilidade e Flexibilidade
   * Estabilidade
   * Relaxamento
   * Coordenação, Equilíbrio e Habilidades Funcionais.

Sabemos que o corpo humano e os sistemas corporais individuais reagem e desenvolvem-se em resposta a forças e sobrecargas colocadas sobre eles. A gravidade é uma força constante que afeta os sistemas neuromuscular, músculo-esquelético e circulatório.

No exercício terapêutico as sobrecargas e forças são colocadas de maneira controlada, progressiva e apropriada, com finalidade de melhorar a função geral do individuo nas demandas da vida diária. Podemos ressaltar também que a educação do paciente e o desenvolvimento ativo em um plano de assistência sistemático ocorrerão somente se o paciente compreender as metas de um plano de exercícios e incorporar os conselhos e instruções do terapeuta em todos os aspectos da rotina de vida.


Amplitude do Movimento

O movimento de um segmento corporal ocorre quando os músculos ou forças externas movem os ossos. Os ossos movem-se em relação ao outro nas conexões articulares. A estrutura das articulações, assim como a integridade e flexibilidade dos tecidos moles que passam pelas articulações, afetam a quantidade de movimento que pode ocorrer entre dois ossos.

O movimento completo é possível e é chamada de amplitude de movimento, toda a estrutura da região são afetadas: músculos, fáscias, vasos e nervos.

   * Amplitude de Movimento Passivo: é o movimento dentro da amplitude de movimento livre para um segmento, que é produzido inteiramente por uma força externa, não há contração muscular voluntária. A força externa pode vir da gravidade de um aparelho, de outra pessoa, ou de outra parte do individuo.
   * Amplitude de Movimento Ativo: é o movimento de amplitude de movimento para um segmento, que é produzido por uma contração ativa dos músculos que cruzam aquela articulação.
   * Amplitude de Movimento Ativo – Passivo: é um tipo de amplitude de movimento ativo, na qual a assistência é feita por uma força externa, manual ou mecânica, porque os músculos que realizam o movimento precisam de assistência para completá-lo.


Turnos, Freqüência e Duração de Exercícios Mecanoterapicos

Turnos são números ou quantidade de repetições máxima executada durante cada sessão de exercícios. Usualmente vários turnos de um numero especifico de repetições são executados com o paciente descansado após cada turno.

Freqüência é o numero de vezes que o exercício é realizado em um dia ou em uma semana. Muitos programas de exercícios são feitos em dias alternados ou quatro a cinco vezes por semana. Deve ser permitido um tempo adequado para recuperação da fadiga para que haja melhora.

Duração é o numero total de dias, semanas, ou meses durante os quais um programa de exercícios é realizado. Para aumentar significamente a força, um programa precisa ter pelo menos seis semanas de duração.


Uso de Equipamentos Mecânicos

Existem uma variedade de aparelhos e equipamentos mecânicos para programas de exercícios resistidos, um peso na mão pode ir adequadamente ao encontro das necessidades do paciente que executa um programa de exercícios.

Quando o equipamento mecânico é usado, o terapeuta pode medir quantitativamente a força de fundo do paciente antes de iniciar o programa de exercícios. O terapeurapeuta tem uma medida objetiva de melhora de força do paciente, devidamente com o tempo. O paciente pode ver também progressos mensuráveis. O nível de resistência aplicada durante um exercício determinado não é limitado pela força do terapeuta. O uso do equipamento também ajuda a variar um programa de exercícios mesmo nos estágios inicias de reabilitação, quando a força do paciente pode estar ainda bastante limitada.

Os equipamentos variam do simples aos complexos, pequenos e grandes, baratos e caros. A escolha do equipamento usado em programa de exercícios resistidos depende primariamente das necessidades individuais do paciente que realiza o exercício.


Princípios ao Uso do Aparelho Mecanoterapico

Para que o equipamento seja usado efetivamente e com segurança o programa de exercícios mecanoterapicos precisa ser considerado:

   * A força do paciente, amplitude movimento, deformidades ósseas ou articulares, dor e integridade da pele antes de usar o equipamento;
   * Determinar os tipos de exercícios que sejam mais benéficos;
   * Tomar todas as precauções de segurança quando usar o equipamento;
   * Certificar de que a amplitude de movimento é apropriada durante o exercício dinâmico;
   * Se for preciso limitar a amplitude do movimento para proteger os tecidos em cicatrização;
   * Observar e reavaliar o paciente para determinar como o programa foi tolerado;


Aparelhos Usados em Mecanoterapia

Podemos classificar as funções dos aparelhos na mecanoterapia mediante ao grau de patologia do paciente para promover o seu estado natural:

   * Treino da Marcha
   * Aparelhos que não promovem resistência
   * Aparelhos que oferecem resistência a membros inferiores
   * Aparelhos que oferecem resistência a membros superiores
   * Aparelhos que promovem trações
   * Acessórios

1. Treino da Marcha

1.1 Paralelas

Indicações: Hemiplegia, Paraplegia, Amputações de Membros Inferiores, Parkinson, Tabes Dorsalis, Lesões neurológicas, Lesões Articulares.

Contra Indicações: Quando o paciente não possuir boas condições para manter-se de pé.

1.2 Andador

Indicações: Hemiplegia, Amputações de Membros Inferiores, Parkinson, Tabes Dorsalis, Lesões neurológicas, Lesões Articulares.

Contra Indicações: Quando o paciente não possuir condições de se manter em pé.

1.3 Tabuas Inversora e Eversora

Indicações: Pés Cavos, Pés Valgos, Pés Varos, Entorces de Tornozelo, Bloqueio de articulares, Fraturas, Luxação, Entorces.

Contra Indicações: Artrose, Anquilose, Fraturas Recentes, Lesões Musculares, Algias de qualquer espécie.

1.4 Rampa e Escada com ou sem corrimão

Indicações: Hemiplegia, Paraplegia, Amputações de Membros Inferiores, Parkinson, Tabes Dorsalis, Lesões neurológicas, Lesões Articulares.

Contra Indicações: Quando o paciente não possuir condições de se manter em pé.

2. Aparelhos que não Promovem a Resistência

2.1 Espaldar ou Barra de LING

Indicações: Escoliose, Hipercifoses, Hiperlordoses, Articulações de Membros Superiores e Inferiores

Contra Indicações: Quando o paciente não possuir condições motoras para execução.

2.2 Escada de dedos

Indicações: Bursite Subacromial, Lesão Articular de Ombro, Lesões Neurológicas.

Contra Indicações: Ombro Congelado, Bursites Agudas, Ruptura Parcial do Manguito Rotador, Estados Álgicos de Dor, Artrites.

2.3 Tabua de Quadriceps

Indicações: Atrofia dos músculos do quadríceps, Bloqueio Articular.

Contra Indicações: Artroses da Articulação do Joelho, Não possuir força muscular para pratica de exercício ativos com ou sem resistência.

2.4 Prancha Ortostatica

Indicações: Hemiplegia, Paraplegia, Joelhos Flexos, Pés Eqüinos.

Contra Indicações: Edema de MMI, Problemas Psiquiátricos,

3. Aparelhos que Oferecem Resistência a MMI

3.1 Mesa de Delorme

Indicações: Lesões Musculares que envolvam o quadríceps, Bloqueios Articulares.

Contra Indicações: Fases agudas das afecções, Anquiloses de Joelho, Tromboflebites, Flebites, Derrames Intra- Articulares, Algias de qualquer espécie, Osteoporose, Osteopenia, Artrodese.

3.2 Bicicleta Estacionaria e Restorador

Indicações: Lesões Articulares e Musculares de Quadril, Joelho e Tornozelo.

Contra Indicações: Artrodese, Cardiopatias, Gravidez.

4. Aparelhos que oferecem resistência a MMSS

4.1 Flexor de Dedos com Molas

Indicações: Lesões Musculares das Mãos e dedos que realizam movimentos de flexão.

Contra Indicações: Lesões Neurológicas (espasticidades), Contraturas isquêmicas de Volkman.

4.2 Rolo de Punho

Indicações: Lesões Articulares de punho que realizam movimentos de Flexão e Extensão.

Contra Indicações: Artrodese

4.3 Prono Supinador

Indicações: Lesões do Músculos: Bíceps Branquial, supinador, Pronador Redondo e Pronador Quadrado, Lesões de Músculos Rotadores Internos e Externos do Ombro.

Contra Indicações: Artrodese

4.4 Halteres

Indicações: Lesões na Articulação do Cotovelo, Lesões Articulares do punho, Ombro Congelado, Bursite Sub Acromial, Atrofia de Músculos que atuam no ombro, cotovelo e Punho.
Contra Indicações: Fraturas recentes, Hipotonia, Anquiloses.

4.5 Sistema de Polias

Indicações: Luxação de Ombro, Hemiplegia, paraplegia, Artrite de Ombro, Lesões Articulares e Musculares: Ombro, Cotovelo, Punho, Coluna vertebral, Joelho e Tornozelo Articulares de Cotovelo

Contra Indicações: Fases agudas das afecções, Anquiloses.

4.6 Roda de Ombro

Indicações: Lesões Articulares e Musculares no ombro Bursite Sub-Acromial; Hemiplegia, Luxações de ombro, Fraturas de ombro.

Contra-Indicações: Anquiloses, Luxações Recidivantes de ombro, Fases agudas de afecções de ombro.

5. Aparelhos para Tração

5.1 Tração Cervical

Indicações: Cervicobraquialgias, Osteoartroses Cervicais, Hérnia de Disco.                              

Contra-Indicações: Problemas Respiratórios, Espondilite Anquilosante Osteoporose, Pressão Arterial elevada,  Cardiopatias.                      

5.2 Tração Lombar

Indicações: Isquiatalgias, Lombalgias, Protusão discal, Escolioses, Osteoartrites.
Contra-Indicações: Problemas Respiratórios, Osteoporose, Osteopenia, Pressão Arterial elevada, Tóracoplastia, Extremos de idade, Anquiloses.

6. Acessórios

   * Espelhos
   * Thera Band
   * Cordas Elásticas
   * Colchonetes
   * Caneleiras
   * Bastões


Conclusão

A mecanoterapia, através de aparelhos mecânicos, auxilia à cinesioterapia, onde ajuda a desenvolver o movimento e retornar o pacientes as suas atividades normais perdida por causa de alguma limitação física

O terapeuta e o tratamento Mecanoterápico em incrível sintonia transforma em vida suas próprias limitações, somando estes efeitos e transcendendo os benefícios físicos em seu estado natural para o paciente.


Bibliografia

Dr. W. G. Igiggis – 1998

Centro Fisioterápico – Hospital Oxford

 

Resumo

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma polirradiculoneuropatia inflamatória, de início agudo, caracterizando-se por paresia muscular flácida, simétrica, com arreflexia, em caráter ascendente, com proteína elevada em análise do líquor e estudos eletrofisiológicos evidenciando desmielinização.

A SGB caracteriza-se pelo início agudo de disfunção de nervos periféricos e cranianos. Infecções viróticas respiratórias ou disfunções motoras, ou cirurgias precedem freqüentemente os sintomas neurológicos num período aproximado de 5 dias a 3 semanas. Os sinais e sintomas incluem fraqueza simétrica rapidamente progressiva, abolição dos reflexos tendinosos, diplegia facial, paresia orofaríngea e respiratória e distúrbio da sensação nas mãos e pés. A condição piora durante alguns dias a 3 semanas, seguindo-se um período de estabilidade e depois melhoras graduais até uma função normal ou praticamente normal. A plasmaférese precoce ou a perfusão endovenosa de homoglobulina humana acelera a recuperação e diminui a incidência de distúrbio neurológico duradouro.

O tratamento da SGB é de forma geral, intensivo e imediato, tendo como protagonizante a fisioterapia que ira interferir diretamente no resultado de melhora do paciente, sendo na maioria das vezes essa intervenção ainda nos centros de terapia intensiva.

Palavras chave: Síndrome, Guillian-Barré

Abstract

The Sindrome of Guillain-Barre (SGB) and a inflamatoria polirradiculoneuropatia, of acute beginning, characterizing itself for flacida, simetrica muscular paresia, with arreflexia, in carater ascending, with protein raised in analyzes of the liquor and eletrofisiologicos studies evidencing desmielinização.

The SGB is characterized for the acute beginning of disfunção of perifericos and cranianos nerves. Respiratorias viroticas infections or motor disfunções, or surgeries frequently precede the neurologicos symptoms in one periodo approached of 5 days the 3 weeks. The signals and symptoms include gradual, abolition of the tendinosos consequences, diplegia weakness quickly simetrica face, paresia orofaringea and respiratoria and disturbio of the sensation in the hands and pes. The condition worsening during some days 3 weeks, following itself one periodo of stability and later gradual improvements until a normal or practically normal function. Plasmaferese precocious or the endovenosa perfusão of homoglobulina human being speeds up the recovery and diminishes the incidence of lasting neurologico disturbio.

The treatment of the SGB and general, intensive and immediate form, having as protagonizante the fisioterapia that anger to directly intervene with the result of improvement of the patient, being in the majority of the times this intervention still in the centers of intensive therapy.


Introdução

Em 1859, Landry delineou pela primeira vez as características de uma fraqueza muscular ascendente sem amiotrofia. Em 1916, Guillain, Barre e Strohl descreveram as alterações clínicas, eletrofisiológicos e o aumento de proteína no liquor. (Fonseca, 2002)

Por muitos anos, as síndromes descritas por Landry, Guillain e Barre foram consideradas distintas. As características liquóricas, dissociação proteinocitológicas, permitiram a distinção entre outras polineuropatias e a poliomielite. Apresentava elevada taxa de mortalidade em decorrência da paralisia de músculos respiratórios. Com a introdução da ventilação mecânica nos anos 50, a mortalidade caiu. (Fonseca, 2002)

Trata-se de uma neuropatia axonal motora aguda e é a causa mais comum de paralisia generalizada. Ocorre inflamação de nervos periféricos e não periféricos, caracterizada patologicamente por infiltração de linfócitos e macrófagos e por destruição medular. Tipicamente os sintomas iniciam-se com paralisia distal e fraqueza nos membros inferiores. A fraqueza vai progredindo para os membros superiores e comumente há dores nos músculos longos de membros inferiores ou da região dorsal. A síndrome vai progredindo até atingir a musculatura respiratória, movimentos oculares, causando também disfagia e disfunção autonômica. Apresenta-se com paresia, arreflexia, flacidez simétrica, afasia e oftalmoplegia.(Tonel, 2005)

A síndrome ocorre por uma reação imunomoduladora desencadeada por infecção bacteriana ou viral prévia. Os agentes mais comumente associados são Epstein-Barr, Varicela Zoster, HIV, Citomegalovirus e Campilobacter. Os organismos infecciosos agem nos nervos periféricos e desencadeiam respostas auto-imunes que vão causar a degeneração axonal. (Fonseca, 2002)

A doença evolui para insuficiência respiratória aguda em 15% dos casos, necessitando de ventilação mecânica. Causa déficit neurológico permanente em 5 a 10% dos casos. Ocorre também disfunção do sistema nervoso autônomo e a estimulação pode desencadear taquicardia, disritmias e parada cardíaca. A morbidade é de 20% e a mortalidade de 10%, causada por Ceci, tromboembolismo pulmonar, SARA e cardiopatias. (Fonseca, 2002; Cecatto, 2003)


Incidência

A SGB afeta a ambos os sexos de qualquer idade, com seu pico dos 20-50 anos, é encontrada no mundo todo em qualquer época do ano. Sua causa é desconhecida, apesar de autoridades atuais considerarem-na como sendo provocada pela hipersensibilidade ou alergia a vírus ou alérgenos desconhecidos e sua incidência é de 1 a 2 casos em cada 100.000 pessoas. Os sintomas podem progredir por uma ou várias semanas até que a moléstia atinja o seu "pico", passando então a regredir gradativamente.(Downie, 2000 e Umphred, 2004).


Fisiopatologia

O tecido nervoso central compreende basicamente dois tipos celulares: os neurônios e as células gliais ou neuróglia, que no sistema nervoso periférico passam a ser denominadas de células de Schuwan . O neurônio é a sua unidade fundamental, com função básica de receber, processar e enviar informações. A neuróglia compreende células que ocupam os espaços entre os neurônios, com funções de sustentação, revestimento ou isolamento, modulação da atividade neuronal e defesa. (Machado, 2004).

As fibras musculares esqueléticas são inervadas por grandes fibras nervosas mielinizadas, com origem nos grandes motoneurônios dos cornos anteriores da medula espinhal já os neurônios são células altamente excitáveis que se comunicam entre si ou com células efetuadoras, usando basicamente uma linguagem elétrica, qual seja, modificações do potencial de membrana. Uma fibra nervosa compreende um axônio e, quando presentes, seus envoltórios de origem glial. O principal envoltório da fibra nervosa é a bainha de mielina, que funciona como isolante elétrico.(Machado, 2004 e Guyton, 2002).

Em razão de um potencial de ação ser um evento do tipo "tudo ou nada" e ser constantemente renovado, o potencial de ação que chega ao terminal axônico é idêntico ao potencial de ação original iniciado na proeminência do axônio. A velocidade de propagação ou de condução de um potencial de ação depende principalmente do diâmetro do axônio e da presença de uma bainha de mielina.(Cohen, 2001).

As lesões fisiopatológicas predominantes resultam da infiltração multifocal da bainha de mielina por células inflamatórias mononucleares autoimunes. (Bruck, 2000)

A bainha de mielina como a própria membrana que a origina, é composta basicamente de lípides e proteínas, salientando-se a riqueza em fosfolípides.(Machado, 2004).

A Síndrome de Guillan-Barré ou polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda é a forma mais comum da doença que afeta as raízes dos nervos periféricos, levando à neuropatia motora e à paralisia flácida. (Umphred, 2004).

Em 50% dos casos, o início dos sintomas é precedido por uma suave infecção respiratória ou gastrointestinal.Recentes estudos na complexa patogênese das polirradiculoneuropatias inflamatórias desmielinizantes têm demonstrado associações significantes às reações auto-imunes, como auto-anticorpos contra os constituintes da mielina, bem como contra os gangliosídeos e glicolipídeos das membranas axonais e mielinais (Umphred, 2004 e Downie, 2000).

Devido ao dano da bainha de mielina, a propagação saltatória do potencial de ação é perturbada, resultando em velocidade condutora lenta, dissincronia de condução, condução perturbada de impulsos de alta freqüência ou completo bloqueio da condução, um exemplo é a forma variante a neuropatia axonal motora aguda que, assim como a Síndrome de Guillan-Barré, tem um prognóstico positivo. Formas menos comuns são a neuropatia motora aguda e a neuropatia axonalsensorial, que tem um prognóstico menos positivo (a qual alguns consideram ser um tipo distinto de neuropatia periférica), além da síndrome de Miller-Fischer, com sintomas primários nervo-craniais, ataxia e arreflexia. Segundo Umpherd, a remielinização começa dentro de 2 a 3 semanas após o processo de desmielinização aguda, onde as células de Schwann se proliferam e a inflamação se resolve.(Umphred, 2004).


Características Clínicas

A Síndrome de Guillan-Barré se apresenta como uma polineuropatia aguda desmielinizante (85% a 90% dos casos) neuropatia axonal aguda sensitivo motora, neuropatia axonal aguda motora ou síndrome de Miller Fisher (caracterizada por oftalmoparesia, afasia, arreflexia, e leve fraqueza muscular, acometendo inicialmente os membros superiores). (Fonseca, 2002).

Normalmente de 20 a 30% dos pacientes podem precisar de ventilação assistida devido à paralisia ou da fraqueza da musculatura intercostal e diafragmática. (Umphred, 2004).

Aproximadamente 50% dos pacientes desenvolvem algum envolvimento de nervos cranianos, principalmente fraqueza muscular facial, e ainda envolvimento orofaríngeo e oculomotor. Os sintomas neurológicos aparecem subitamente e param de progredir, em média, em uma a três semanas, quando aproximadamente 20% dos pacientes vão necessitar de ventilação mecânica, 40% estarão retidos no leito, 20% vão andar apenas com assistência, 10% poderão andar, mas não correr, e 10% terão apenas sintomas leves. Em seguida, passam por uma fase de estabilização e melhoram lentamente. Alguns sintomas sensoriais, como hiperestesias distais, parestesias (formigamento, queimação), dormência, senso vibratório ou senso de posição são comuns, mas não são progressivos ou persistentes. Estas perturbações sensoriais freqüentemente têm um padrão que vai das extremidades distais até as proximais, mais do que a distribuição dermatomal da perda. (Umphred, 2004 e Fonseca, 2002).

Em alguns estudos realizados com paciente entre 1949 e 1984, cerca de 55% relataram que sentiam dor precedente à doença ou bem antes do seu início, entretanto paralisia de nervos cranianos pode aparecer em qualquer fase da doença. A paralisia facial (sétimo) é mais comum, seguida da paralisia do nervo acessório (décimo primeiro). Outra paralisia freqüente, e que deve ser atentamente pesquisada, é a do nono e do décimo nervos cranianos, devido a distúrbios de deglutição e ao risco de aspiração pulmonar. (Fonseca, 2002 e Umphred, 2004).

Na maioria dos pacientes, a paralisia é acompanhada de dor ou parestesia. A dor pode ser muscular ou de origem nas raízes nervosas inflamadas, atingindo os membros inferiores, flancos e costas. A dor é pior no início do quadro, e melhora progressivamente durante dois meses. (Fonseca, 2002).

A dor foi identificada como um sintoma significante. Geralmente a dor é muscular, simétrica e relatada mais freqüentemente nos músculos volumosos (glúteos, quadríceps, e tendões dos isquiotibiais) e menos freqüentemente na parte inferior da perna e extremidades superiores. (Umphred, 2004).

A deficiência motora pode variar de fraqueza suave da musculatura da extremidade inferior distal até paralisia total da musculatura periférica, axial, fascial e extra-ocular. (Tonel, 2005).


Diagnóstico

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) ou polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda é a forma mais comum da doença que afeta as raízes dos nervos e os nervos periféricos, levando á neuropatia motora e á paralisia flácida.(Humphred, 2004).

A historia característica de desenvolvimento subagudo de uma neuropatia motora ou sensitivo motora simétrica após uma doença viral, parto ou cirurgia, juntamente com lentificação da condução e elevado conteúdo de proteínas no LCR com contagem celular normal, definem a SGB.(Rowland, 2002; Grzesiuk, 1999).

Uma forma variante é a neuropatia axonal motora aguda que, assim como a SGB, tem um prognostico positivo. Formas menos comuns são a neuropatia motora aguda e a neuropatia axonal sensorial, que têm um prognostico menos positivo (a qual alguns consideram ser um tipo distinto de neuropatia periférica), aproximadamente 27% dos pacientes com SGB não têm nenhuma doença precedente identificada. E seu diagnóstico é essencialmente clinico e depende da historia precedente da infecção, entorpecimento e formigamento, progressão de fraqueza, dor na coluna, e os achados de paralisia facial ou fraqueza de membro, e reflexos deprimidos ou ausentes. O diagnostico pode ser difícil nas fases precoces. Por causa disto pode-se suspeitar que muitos dos pacientes simplesmente estariam ansiosos ou histéricos, e o paciente pode não ser encaminhado ao hospital, e então, aparecer de maneira súbita a fraqueza e desenvolver a paralisia respiratória durante a noite em casa. Deve-se suspeitar sempre dessa doença a fim de prevenir estas tragédias, e essa responsabilidade é do médico geral. .(Rowland, 2002, Humphred, 2004 e Fonseca, 2002).

As principais doenças a serem diferenciadas da SGB eram a polineuropatia diftérica e a poliomielite anterior aguda. A polineuropatia diftérica geralmente pode ser diferenciada pelo longo período de latência entre a infecção respiratória e o aparecimento da neurite, a freqüência da paralisia da acomodação e a evolução relativamente lenta dos sintomas. A poliomielite anterior aguda era diferenciada pela simetria da paralisia, sinais de irritação meníngea, febre e pleocitose liquórica..(Rowland, 2002).

Pacientes com C jejuni e CMV tendem a Ter formas axonais da doença.Outros pesquisadores constataram que polineuropatias axonais são mais freqüentemente relacionadas com causas tóxicas e metabólicas, como diabetes, abuso de álcool, e menos freqüentemente com exposições crônicas a metais pesados e toxinas domésticas ou industriais. A polirradiculoneuropatias inflamatórias desmielinizantes têm demonstrado associações significantes às reações auto-imunes, como auto-anticorpos contra os constituintes da mielina, bem como contra os gangliosídeos e glicolipídeos das membranas axonais e mielinais. Áreas irregulares da desmielinização aparecem ao longo dos nervos periféricos e das raízes dos nervos com os axônios poupados, exceto em casos graves.Os processos inflamatórios também podem ser vistos nas raízes dorsais e nos gânglios autônomos.Dentro de 2 a 3 semanas do processo de desmielinização aguda, as células de Schwann se proliferam, a inflamação se resolve, e a remielinização começa.A proteína do fluido cerebrospinal freqüentemente se eleva depois de vários dias ou na Segunda semana da doença.

Estudos de condução de nervos geralmente são anormais na SGB, com redução da velocidade de condução motora e sensitiva. A função lombar normalmente é executada para confirmar o diagnostico; tipicamente a proteína de CSF é encontrada em concentração elevada. Outras investigações executadas habitualmente incluem hemograma, taxa de sedimentação de eritrócitos, eletrólitos de soro, creatinina e uréia, glicose sangüínea, e teste sorológico para HIV e doença de Lyme. (Tonel, 2005).

Outras condições que deveriam ser incluídas no diagnostico diferencial do paciente com uma paralisia progressiva aguda, incluem lesões de cordão espinhal, miastenia gravis, poliomielite, hypokalaemia adquirida, paralisia periódica, poliomiosite e botulismo. (Tonel, 2005).


Prognóstico

Os sintomas geralmente são mais graves em aproximadamente 1 semana no início, mas podem evoluir por 3 semanas ou mais. A morte é rara, mas pode ocorrer após pneumonia por aspiração, embolia pulmonar, infecção intercorrente ou disfunção autonômica. O índice de recuperação varia. Em alguns casos é rápida, com restauração da função normal em algumas semanas. Na maioria dos casos a recuperação e lenta e incompleta por muitos meses. A recuperação é acelerada pela instituição imediata da plasmaférese ou da terapia imunoglobulínica endovenosa (IGIV). Tanto a plasmaférese (PF) como a IgEv promovem efeito imunorregulador temporário.Em séries de pacientes não tratados, cerca de 35%dos pacientes apresentam uma permanente hiporreflexia residual, atrofia e franqueza dos músculos distais ou paresia facial. Uma doença bifásica, com recuperação parcial seguida de recidiva, está presente em menos de 10% dos pacientes. A recorrência após recuperação total ocorre em cerca de 2% dos pacientes e alguns fatores estão relacionados com pior prognóstico, entre eles, destacam-se: história prévia de infecção pelo Campylobacter ou diarréia, evolução para tetraparesia em quatro dias, paralisia dos membros superiores, necessidade de ventilação mecânica e degeneração axonal severa. A mortalidade fica em torno de 6%.(Fonseca, 2002, Rowland, 2002 e Dourado, 1998).


Tratamento

Intervenção médica

Devido à possibilidade de rápida deteriorização, todos os pacientes com diagnostico presuntivo de síndrome de Guillain-Barré (SGB), devem ser internados em salas de vigilância intensiva para observação hospitalar. A admissão em centros de terapia intensiva são necessário em 40 % dos casos (Fonseca, 2002).

O manejo da função respiratória deve incluir a permeabilidade das vias aéreas, e a capacidade do paciente em tossir e expectorar. A monitoração respiratória deve ser clínica, laboratorial e espirométrica. A insuficiência respiratória é mais provável em pacientes com fraqueza de membros superiores (MMSS) e principalmente naqueles com acometimento Bulbar. Nestes casos, esses pacientes devem ser monitorizados, avaliando-se a sua capacidade vital e caso ocorra redução desta pela metade, deve ser considerada a intubação e a ventilação mecânica. A necessidade da ventilação mecânica (VM) possui critérios para ser iniciada, são eles: Capacidade vital menor que 15 ml / Kg, paralisia Bulbar, hipoxemia e ou hipercapnia, pressão inspiratória máxima menor de 20cm de água e na gasometria arterial, pode ser evidenciada a retração de CO2 secundária á hipoventilação, apesar da a alteração não ser precoce (Verdecia, 2001 e Torres, 2003)

O monitoramento a cerca da pressão arterial, do rítimo cardíaco, uma vez que pacientes gravemente afetados quase sempre apresentam taquicardia sinusial e estão sob o risco de desenvolverem arritmias cardíacas severas, inclusive a sistolica. A monitoração eletrocardiográfica é totalmente recomendada (Fonseca, 2002), Entretanto deve-se ter muito cuidado com o uso de drogas vasoativas e sedantes, pois, a disartonia pode exagerar a resposta hipotensiva destas drogas (Salter, 2001).

A retenção urinária pode ocorrer, sendo necessária a introdução de sonda vesical, a fim de minimizar o comprometimento do trato gênito-urinário (Torres, 2003).

A dor pode ser controlada por analgésicos comuns, entretanto, alguns pacientes podem necessitar de corticosteróides (Fonseca, 2002).

Além dos cuidados de apóio intensivo solicitado, dois tratamentos baseados em drogas especificas estão sob investigação por suas habilidades em diminuir a duração da dependência do respirador e do tempo de início da melhora. Diversos estudos têm focalizado o valor da troca do plasma (Plasmaférese), como um moderador da gravidade da doença e evidenciam que a plasmaférese com a retransfusão dos elementos formados para o sangue diminuem o tempo do paciente sob a necessidade de VM. A técnica permite a retirada seletiva do plasma da circulação, desta forma, ela retira ou dilui os fatores relacionados á patogenia da SGB. Ela é eficaz nas duas primeiras semanas de doença e apresenta como desvantagem o alto custo e a baixa disponibilidade, além de promover efeitos colaterais como a instabilidade hemodinâmica. (Umphred, 2004)

A imunoglobina intravenosa (IGIV) vem sendo considerada uma terapêutica promissora em várias desordens que possuem uma causa provável auto-imune, além disso, tem a vantagem do baixo risco e fácil administração. Ela possui eficácia semelhante a da plasmaférese e o uso combinado dos dois tratamentos não acrescenta vantagens. Existem várias evidencias que a imunoglobulina pode modular o sistema imune em vários níveis, pois penetra facilmente no liquor. A velocidade de infusão deve ser lenta e seus efeitos colaterais podem incluir: Mialgia, desconforto torácico, fadiga, febre, dor de cabeça, infarto cerebral, eczema nas mãos e necrose tubular renal. Normalmente os sinais e sintomas desaparecem após a retirada da medicação. (Umphred, 2004).

Intervenção Fisioterapêutico

A fisioterapia ajuda a evitar atelectasias, escaras de decúbito e retração muscular, contudo no tratamento da SGB torna-se necessário à intervenção de equipe multidisciplinar como a avaliação fonaudiologica que ajuda a diagnosticar distúrbios da deglutição. Atenção especial deve ser dada á hidratação adequada e á nutrição. A nutrição enteral e, mais raramente a parenteral podem ser necessárias. (Fonseca, 2002).

Em muitas situações, os terapeutas realizam procedimentos de testes manuais dos músculos (TMM) testando os grupos de músculos funcionais. Na SGB, entretanto, é importante testar a força muscular e a ADM o mais especificamente possível, de modo que o curso de progressão ou melhora do paciente possa ser rasteado, que os possíveis padrões que levam ás contraturas possam ser previstos e evitados, e o nível apropriado de exercício possa ser implementado. Mudanças na condição do paciente devem ser monitoradas com avaliações seriais de TMM e ADM, testes sensoriais e avaliações da condição funcional deverão ser realizados, mas criteriosamente para não cansar o paciente.(Humphred, 2004).

Intervenção motora

Um programa de posicionamento para o paciente dependente é a primeira linha de defesa. O fisioterapeuta deve arrumar um cobertor especial ou uma unidade que mude, constantemente, a pressão dentro do colchão, ou mude a posição do paciente, ou seja, projetada para espalhar pressão por toda a superfície. Em alguns casos é necessário alternar as posturas dos pacientes, tirando-o das posições flexionadas de hora em hora.

Como parte do programa de posicionamento completo o terapeuta deve considerar o melhor modo de manter a posição fisiológica das mãos e pés. A pesquisa tem mostrado que o alongamento continuo suave mantido por no mínimo 20 minutos é mais benéfico do que os exercícios mais fortes de alongamento rápido. Portanto, a utilização de talas para posicionamento prolongado é melhor para a manutenção do índice funcional do que pequenas arrancadas de alongamentos passivos intermitentes. (Humphred, 2004)

O início do encurtamento do tecido conectivo em resposta á imobilização é muito rápido. Para ser efetivo um programa de amplitude de movimento (ADM) deve incluir tanto movimentos acessórios quanto fisiológicos para aumentar a circulação, proporcionar lubrificação para as articulações e manter a extensibilidade do tecido capsular, muscular e do tendão.(Humphred, 2004).

Warren sugere que o alongamento seja combinado com a temperatura terapêutica tolerável mais alta (45º c). Ele recomenda também que a aplicação de alongamentos seja de longa duração, que seja utilizadas forças moderadas, que a temperatura dos tecidos seja elevada antes do alongamento e que o alongamento do tecido seja mantido por no mínimo 8 a 10 minutos enquanto o tecido estiver esfriando ( o calor não deve ser utilizado em paciente com deficiência sensorial).

Alongamento para ADM de todas as articulações envolvidas deve ser realizado pelo menos duas vezes ao dia e mais freqüentemente se o paciente não tiver movimento ativo. Os pacientes devem ser estimulados a mover-se ativamente sem causar dor ou cansaço. Os autores ainda destacam a massagem como outro recurso que pode desempenhar um papel positivo na manutenção da mobilidade do tecidos musculares na nutrição do tecido. O uso da massagem em pacientes com SGB não foi relatado, entretanto, faz sentido o fato de a massagem ser um acessório útil aos exercícios de ADM em pacientes que não têm hipersensibilidade ao toque, disestesias ou dor muscular. (Fonseca, 2002 e Torres, 2003).

A regra no desenvolvimento de um programa de exercícios para pacientes com SGB é evitar que a fadiga dos músculos ocorra e fazer com que os períodos de descanso sejam freqüentes (Fonseca, 2002).

Apesar de muitos pacientes com SGB se recuperarem da paralisia, o curso e a média de recuperação podem variar significativamente entre os pacientes. A força geralmente retorna em um padrão descendente – o conceito mais importante a ser lembrado na elaboração de um programa de exercícios é que o exercício não ira melhorar nem acelerar a regeneração do nervo, tampoucoira influenciar a taxa de reinervação durante o processo de reabilitação. O maior objetivo da administração terapêutica, deve ser manter o sistema musculoesquelético do paciente em ótimo estado, para evitar sobrecarga e contribuir com o processo de recuperação, para obter a função máxima conforme a reinervação ocorre.(Humphred, 2004).

Intervenção Respiratória.

Para os pacientes com paralisia respiratória e ou Bulbar, o contato inicial do fisioterapeuta pode ser na unidade de tratamento intensivo. Portanto o terapeuta deve estar preparado para aconselhar a equipe de enfermagem e de médicos sobre a necessidade de testar os níveis de saturação de oxigênio e a capacidade vital. (Verdecia, 2001).

Os objetivos do tratamento estão relacionados com o aumento da ventilação ou oxigenação, com a diminuição do consumo de oxigênio, com o controle de secreções e com a melhora de tolerância aos exercícios. (Humphred, 2004).

Equipamento adaptável e órteses

O prudente uso de dispositivos ortéticos e equipamentos adaptáveis devem ser considerados como parte integrante do processo de reabilitação. O propósito dos dispositivos ortéticos e adaptáveis são: proteger as estruturas enfraquecidas contra a distensão excessiva e o uso abusivo e facilitar as AVDs dentro dos limites da habilidade atual do paciente. Esses dispositivos ostéticos devem ser implementados e descontinuadamente baseados em avaliações seriais de força, ADM e necessidade funcional.

Apesar de a maioria do pacientes com SGB ter uma recuperação funcional completa, muitos apresentam fraqueza residual mais prolongada na panturrilha e, mais comumente, na musculatura da parte anterior, a qual exige o uso de uma órtese de tornozelo-pé (AFO). Outro aspecto relevante é que muitos pacientes precisarão de cadeira de rodas durante vários meses até que a força e a resistência melhorem. Conforme a força retorna, os pacientes convalescentes de uma paralisia grave podem precisar mudar de uma cadeira de rodas com encosto alto e reclinável e com descanso para a cabeça para uma cadeira leve e de manobra fácil, sendo este um dos dilemas do terapeuta, bem como, se o dispositivo deverá ser comprado ou alugado, variando de acordo com a progressão do paciente. Enquanto mudam da mobilidade da cadeira de rodas para uma movimentação independente, os pacientes geralmente progridem das barras paralelas para um andador com assento que permita freqüentes descansos, e depois para muletas ou bengala. (Humphred, 2004).

A dor

Em diversos estudos alguns pacientes com Neuropatias tiveram suas dores diminuídas depois de utilizar-se estimulação elétrica transcutânea (TENS). Apesar de não haver nenhum estudo relacionado, ao efeito do TENS, especificamente sobre a dor associada á SGB, esse pode ser uma opção de tratamento em pacientes cuja dor não é controlada com movimento passivo ou medicações.(Humphred, 2004).


Relato de Caso

NANCY

Nancy, uma menina de 16 anos com um histórico de repetidas hospitalizações por causa de asma, deu entrada no hospital com formigamento nas mãos e nos pés e com dificuldade respiratória leve. Como a equipe pensou que havia um componente emocional significante por causa de seus ataques de asma, suas repetidas reclamações sobre parestesias, as dores musculares e a fraqueza foram bastante ignoradas ou atribuídas aos seus ataques de ansiedade. No dia posterior a sua chegada, Nancy começou a cambalear enquanto andava e tornou-se extremamente agitada e histérica, gritando que estava morrendo e não podia respirar. Uma avaliação médica mostrou uma evidente respiração difícil, uma radiografia normal do tórax e a capacidade vital diminuída. Ela não foi cooperativa durante o teste de força, apesar de a força ter sido estimada dentro dos limites normais exceto para a força dos dosiflexores e eversores aproximadamente satisfatório + (3+) e bom (4) para força dos plantiflexores. Ela ficou muito perturbada quando seus pés foram tocados.

Por causa de seu histórico psicológico, ela foi encaminhada para avaliação psiquiátrica e colocada sob medicação ansiolitica. Duas horas mais tarde ela sofreu uma parada respiratória e foi entubada e mantida sob respiração mecânica. Durante os três dias seguintes, ela desenvolveu uma quadriplegia flácida e em cinco dias, teve um envolvimento completo dos nervos cranianos. Nancy foi tirada da respiração mecânica depois de 29 dias, em seguida, diversos episódios de pneumonia ocorreram. Após a extubação ela apresentou problemas na deglutição e na fala que só foram resolvidos quando saiu do hospital, 3 meses depois de sua entrada. Durante o estagio agudo, colocaram-se sondas nela, por causa de retenção urinaria, e ela foi tratada por obstrução intestinal. A sensação era normal à percepção de mudanças de temperatura e pressão profunda.

A propriocepção foi diminuída nos tornozelos, joelhos e dedos. Parestesias e hiperestesias agravadas por toque suave foram apresentadas em um padrão de perda de percepção das extremidades distais para as proximais tanto nas mãos quanto nos pés.

O tratamento fisioterapêutico de Nancy começou na unidade de tratamento intensivo (UTI). Apesar de seu tratamento de drenagem postural ter sido realizado utilizando técnicas terapêuticas respiratórias em conjunto com a medicação aerossol por meio de pressão positiva intermitente, os fisioterapeutas iniciaram um período de técnicas de alongamento do tórax de acordo com um programa de ADM meticuloso realizado duas vezes por dia por terapeuta e nos turnos da tarde e da noite por uma enfermeira. Pediu-se um colchão de alivio de pressão para ser colocado na cama dela. Para evitar desenvolvimento de contraturas um terapeuta ocupacional fez uma tala bilateral para os punhos e as mãos; um fisioterapeuta moldou as talas dos tornozelos para manter 90º de dorsiflexão com eversão-inversão neutra. Um programa de ADM e de posicionamento exibido em um pôster com figuras das posições e os padrões de ADM foi colocado na cabeceira do leito de Nancy.

Como Nancy reclama de grave hipersensibilidade ao toque ou a qualquer movimento passivo de seus membros, uma armação foi colocada na cama para evitar que os lençóis a tocassem e que as mudanças da corrente de ar irritassem a pele dela. Ela esta usando meias de leve compressão até abaixo dos joelhos, o que parecia diminuir sua sensibilidade ao toque leve.

A progressão do processo da SGB parecia ter alcançado um nível estável em aproximadamente 15 dias após o inicio do tratamento, com um retorno bem gradual da função respiratória complicada por infecções. Tirá-la do respirador foi difícil, e o fisioterapeuta desempenhou o principal papel instruindo Nancy, a equipe e a família sobre os exercícios de respiração adequados para serem feitos a cada uma ou duas horas. Como os pais dela queriam estar envolvidos em seus cuidados, eles aprenderam técnicas de ADM com atenção especial nas técnicas para corrigir o ombro. os fisioterapeutas continuaram a acompanhar Nancy, duas vezes por dia, para assegurar que os movimentos acessórios seriam concluídos com os movimentos fisiológicos. Bolsas quentes úmidas, similares àquelas utilizadas durante o período da pólio, foram utilizadas efetivamente antes da ADM por uma semana, durante a qual Nancy reclamou de muitas dores musculares.

Como parte de seu programa de posicionamento, Nancy foi colocada em uma posição semi-sentada com suporte, enquanto estava no respirador. conforme o controle dos músculos voltava, era iniciado um programa de reeducação muscular que focalizava inicialmente a cabeça e o tronco, e depois as extremidades superiores e inferiores. Os períodos de exercício eram limitados há 15 minutos, duas vezes ao dia. na verdade, ela teria se beneficiado mais se fossem sessões menores e mais freqüentes, entretanto, isso não foi possível. Seus pais foram treinados para orientá-la cuidadosamente no programa de exercícios ativos de modo que ela fosse capaz de exercitar-se mais freqüentemente com menor número de repetições. Quando cada grupo de músculos atingiu um grau TMM Satisfatória + (3+) ou maior, Nancy foi autorizada a utilizar os músculos nas atividades funcionais. Quando Nancy foi capaz de tolerar a posição sentada ereta e teve alguma mobilidade na cama, ela foi transferida para uma cama Nelson, na qual pôde iniciar um programa gradual para manter-se de pé.

Um fonoaudiólogo trabalhou com Nancy na UTI para ajudá-la a reaprender padrões seguros de deglutição e para reapresentar comidas de diferentes texturas. Uma nutricionista trabalhou com Nancy durante sua hospitalização para assegurar a nutrição adequada enquanto ela esteve entubada, e essa nutricionista trabalhou rigorosamente com o fonoaudiólogo para progredir a dieta de Nancy conforme ela foi tornando-se capaz de dominar alimentos líquidos e sólidos.

Depois de ser afastada do respirador e transferida para o quarto, Nancy foi levada ao departamento de fisioterapia para tratamento, que geralmente era feito em conjunto com o terapeuta ocupacional. Conforme a resistência aumentou, ela começou um programa de exercícios de resistência. Padrões PNF para o tronco e membros superiores e inferiores foram utilizados como principal técnica de exercício, entretanto, muito cuidado foi aplicado para evitar o uso abusivo dos grupos de músculos fracos invocados durante o uso do padrão PNF. Um programa completo de manobra de rolamento e mudança de postura para posição sentada também foi instituído. Terapeutas ocupacionais focalizaram o uso graduado dos membros superiores de Nancy, primeiro utilizando tipóias presas em uma cadeira de rodas por cima de sua cabeça e, mais tarde, usando uma mesa para sustentar sua musculatura do ombro enfraquecida enquanto ela praticava exercícios com as mãos.

Depois de dois meses hospitalizada, Nancy foi para casa e voltava como paciente diária de reabilitação. Como Nancy parecia estar recuperando a resistência bem, ela passou a usar uma cadeira de rodas ultraleve alugada pelo seu seguro de saúde até que decidissem se ela teria de utilizá-la a longo prazo. Nancy também ganhou AFOs ajustáveis pré-fabricados, comprados pelo departamento de fisioterapia. Depois de 4 a 6 meses uma determinação seria feita a respeito do retorno esperado de seus dorsiflexores persistentemente enfraquecidos. Se ficasse determinado que Nancy precisaria dos AFOs especialmente moldados seria solicitado. Ao sair do hospital, tanto o fisioterapeuta quanto o terapeuta ocupacional fizeram uma visita à casa de Nancy com a assistente social do hospital para determinar que adaptações e suportes seriam necessários.

O acompanhamento de Nancy como paciente externa mostrou que ela continuaria a ter uma recuperação gradual durante os próximos um ano e meio. Inicialmente ela voltou à escola 3 meses depois de sair do hospital, utilizando uma cadeira de rodas. Ela progrediu párea um andador, depois para muletas e finalmente passou a caminhar sozinha. Ela se recusou a ser vista utilizando um andador na escola, de modo que continuou usando a cadeira de rodas para ir à escola até que ela se sentiu segura com as muletas. Ela continuou a utilizar AFOs bilaterais, mas foi liberada de usá-los depois de 14 meses da saída do hospital. Durante os 14 meses, Nancy não apresentou nenhuma evidência de fraqueza por excesso de exercício, seguindo suas atividades regulares, apesar de ter dificuldade com as atividades de resistência em suas aulas de educação física. Quando caminhava, ela carregava seus AFOs para utilizá-los quando sabia que teria um percurso de descida acentuada a fim de evitar sobrecarga de atividade muscular excêntrica. Com 19 anos de idade, Nancy tinha voltado totalmente ao seu nível normal de atividades.


Conclusão

Conclui-se que a Síndrome de Guillan-Barré (SGB) é uma doença de caráter auto-imune onde se desencadeia uma cascata de complicações fisiológicas e disfunções autônomas.

O diagnóstico precoce aumenta a taxa de sobrevida do paciente uma vez que esta doença pode ter um progresso fulminante levando ao óbito. Portanto intervenção de uma equipe multidisciplinar capacitada para reabilitação do paciente é de suma importância. Uma abrangente avaliação terapêutica motora se faz necessária para certificar-se do grau de força muscular e ADM antes de iniciar o tratamento, durante e após a reabilitação, a intervenção motora efetiva evita complicações respiratórias, cardíacas e vasculares.

Contudo o fisioterapeuta deve ater à complexidade da doença porem respeitando o ser humano e tratando-o como tal. Utilizando seu conhecimento fisioterapêutico visando o bem estar psicossocial.


Bibliografia

BRUCK, Isac; et al. Imunoglobulina Endovenosa em crianças com síndrome de Guillain-Barré; Arq Neuropsiquiatri, 2000; 58 (4) p. 1081-1091 – Disponivel em www.scielo.com.br – acesso em 30. maio. 2006.

CECATTO, Suzana B; et al.. Sindrome de Guillain-Barré como complicação de amigdalite aguda. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. V. 69, n. 4, p. 566-9, Julho/Agosto 2003 – Disponivel em www.scielo.com.br – acesso em 30. maio. 2006.

COHEN, Helen. Neurociência para Fisioterapeutas. Incluindo Correlações clínicas. 2ª ed. Manoli. São Paulo.

 

RESUMO

A fisioterapia vem conquistando mais um campo de atuação com a utilização terapêutica de suas técnicas nas áreas de cicatrização tecidual como forma curativa e preventiva de lesões. O diagnóstico dos tipos de úlceras epidérmicas pode ser por diabetes, muitos outros por estase venosa, arterial. A ulceração epidérmica resulta da falta de alívio, compressão ou longo período no leito sem contar com as úlceras secundárias ao procedimento cirúrgico que não cicatrizam por evolução normal.

PALAVRAS-CHAVE: ÚLCERAS – PREVENÇÃO – TRATAMENTO FISIOTERAPEÚTICO.


Introdução

As úlceras de pressão, ou escaras, têm sido definidas como lesão dos tecidos desprovidos de nutrição, provocadas por prolongadas e repetidas pressões contra a superfície do colchão, cadeira ou imobilização gessada. Podem ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo mais freqüentes nas regiões com proeminências ósseas. Quando em posição supina, atinge a região sacral, a região coccígea, a região escapular, calcâneo, trocânter, maléolo, cotovelo e; em pronação dos joelhos e tórax, até mesmo entre duas superfícies do próprio corpo em contato, como nas axilas e nos seios. A úlcera visível não revela a extensão real da lesão no tecido, pois cria-se uma úlcera em forma de cone, onde a parte mais larga fica próxima ao osso e, a mais estreita na superfície do corpo.

A incidência é mais comum entre os idosos (75% em pessoas com mais de 70 anos) e, em pessoas com problemas sistêmicos, podendo ocorrer em qualquer idade e sem preferência de sexo. Há uma combinação de fatores que contribuem ou desencadeiam a formação de úlceras, destacando-se: idade avançada, pressão prolongada, imobilidade ou mobilidade comprometida, pele seca, edema, perda sensório-motora, má-nutrição, entre outras que aumentam o risco.

A identificação dos riscos que desenvolvem as úlceras permitem estabelecer medidas preventivas e impedem medidas incorretas no tratamento , reduzindo a incidência do problema. Os primeiros sinais de úlceras são: eritema, hipersensibilidade da região e até mesmo ulceração de sede profunda que expõe o osso subjacente. O paciente poderá relatar dor se as terminações nervosas sensoriais não foram destruídas. A ferida causada torna-se uma porta de entrada de veículos infecciosos que, se não for convenientemente tratada, facilmente poderá evoluir para uma infecção sistêmica.


1 - Classificação dos tipos de úlceras

Existem várias causas para as úlceras. A mais comuns são: as doenças venosas, arteriais ou uma combinação das duas, nesse caso, as úlceras são chamadas de úlceras mistas. Uma outra causa comum é o diabetes. A etiologia de cada uma será mencionada:

1.1 – Úlceras Arteriais

Conhecidas como úlceras isquêmicas, são decorrentes de insuficiência arterial, atingindo geralmente pacientes com idade acima de 50 anos. A insuficiência arterial resulta, geralmente, de oclusões de vasos principais, em situações como vasculite, arteriosclerose e trombose. O suprimento sangüíneo cutâneo não é adequado para manter a demanda do metabolismo tissular local, resultando em interrupção da superfície cutânea (gravura 1; do anexo). É mais comum no sexo masculino e em indivíduos fumantes com alteração nutricional.

Estas úlceras, freqüentemente, envolvem a área pré-tibial, dorso de artelhos e pé, sendo mais dolorosas que as venosas. A elevação do membro agrava a dor das úlceras isquêmicas por ação da força da gravidade contra o fluxo arterial. Posições ortostáticas e caminhadas diminuem o desconforto, porém podem causar claudicação intermitente. A úlcera pode ocorrer em qualquer lugar da perna ou pé, mas a maioria delas localiza-se no pé ( gravura 15).

A úlcera pode ter aparência de um furo e pode ser profunda, envolvendo músculos ou tendões, geralmente, apresenta necrose e muito menor exsudados do que nas úlceras venosas. As úlceras arteriais são conhecidas como de difícil cicatrização, correndo o risco de evoluir para uma gangrena e até uma septicemia. (Dealey, 1996, p.111)

1.2 – Úlceras Venosas

As úlceras venosas decorrem da interação do inadequado suprimento vascular do membro inferior e da força da gravidade, causando com isso uma incapacidade das veias em movimentar o sangue corporal de volta ao coração, contra a força da gravidade. Isto se deve à dificuldade de ação dos três sistemas venosos (profundo, superficial e comunicante) e, suas respectivas valvas semilunares.

Quando as valvas nas veias comunicantes se tornam pouco úteis, o fluxo sangüíneo abaixo das mesmas reflete de volta ao sistema superficial criando a "hipertensão nervosa", que traumatiza o tecido mole, em decorrência do fluxo turbulento. Esta situação hipertensiva manifesta-se comumente na região da articulação do tornozelo, onde a pressão hidrostática no tecido aumenta, desencadeando vasocontricção reflexa, a qual promove uma diminuição da perfusão tissular, podendo evoluir para isquemia epidérmica.

Normalmente, as úlceras venosas se encontram na altura dos maléolos mediais, tendem a ser superficiais e desenvolve-se lentamente durante um certo período de tempo (gravura 14). A dor é moderada, piorando em posição ortostática e melhorando com elevação do membro.(Dealey,1996,p103)

1.3 – Úlceras Diabéticas

A maioria das úlceras diabéticas decorrem da combinação da situação de isquemia e neuropatia periférica, estando sempre uma das duas prevalecendo. A infecção é um risco que está sempre presente para os diabéticos, e pode exacerbar o desenvolvimento da ulceração e aumentar o risco de amputação. A neuropatia periférica afeta os nervos periféricos sensoriais, motores e autônomos.

As úlceras típicas de neuropatia ocorrem na superfície plantar do pé, em áreas de pressão máxima (gravura 16). Normalmente, apresenta-se profundas e infectadas. Comumente a úlcera em si não dói, entretanto o paciente refere sensação de queimação, parestesia na extremidade, ausência de sensação térmica, tátil superficial, profunda e propriocepção.(Dealey, 1996,p112).

1.4 – Úlceras Mistas

São úlceras que apresentam componentes arteriais e venosos. Sendo importante definir o fator predominante para realização de tratamento adequado. (DEALY, 1996, p. 112).


2 – FASES DA ÚLCERA DE PRESSÃO

São divididos em quatro etapas:

Fase I - Pele intacta com eritema. O rubor permanece 15 minutos ou mais após o alívio da pressão na pele. Pode ser dolorido (gravura 10).

Fase II – Lesão parcial da pele envolvendo a epiderme e/ ou derme. A úlcera é superficial, apresenta pele hiperemiada com presença de bolhas que podem ou não estar rompidas. É dolorido (gravura 11).

Fase III – Ferida com lesão total da pele envolvendo a epiderme, a derme e a camada subcuticular. A úlcera apresenta-se como cratera, geralmente com exsudados, podendo estar presente tecido necrótico. Geralmente não é dolorido (gravura 12).

Fase IV – Perda significativa da pele, com extensa destruição e necrose do tecido celular subcutâneo ou lesão de músculos, tendões e ossos (gravura 13).

A úlcera apresenta-se profunda, com exsudados e infecção, geralmente não é dolorido. (Knobel, 1999, p. 1580)


3 - Processo de Cicatrização das Úlceras

O processo de cicatrização é a resposta dinâmica e imediata do organismo a uma lesão, com o intuito de restaurar a característica anatômica, estrutural e funcional do tecido.

Identifica-se três fases consecutivas no processo de cicatrização:

3.1 - Fase Inflamatória ou Inicial

Tem início logo após o trauma, caracterizada por vasodilatação e diminuição do fluxo sangüíneo, independente do tecido agredido. Como conseqüência, no local da ferida forma-se um exsudado que é traduzido por tumor, turgor, rubor e dor. Causando nesta fase uma resposta vascular celular. As células endoteliais se retraem e perdem suas conexões com as vizinhas levando a um aumento da permeabilidade vascular, permitindo a passagem de elementos sangüíneos para a ferida. Fatores subendoteliais são expostos a uma superfície em que as plaquetas se aderem e agregam-se formando um coágulo, elemento crítico para a cicatrização por levar a hemostasia, auxiliar na coaptação das bordas lesadas e na formação de uma matriz, na qual fibroblastos e células endoteliais podem chegar. Inicialmente, a solução de continuidade é preenchida por sangue coagulado, fibrina e exsudado inflamatório. Sobre esse suporte os fibroblastos e o endotélio neoformado edificam o tecido de granulação. (Couto, Pedrosa, Nogueira, 1999, p.436)

3.2 - Fase de Fibroplasia ou Proliferativa

Nesta fase ocorre a formação do chamado tecido de granulação e sua principal característica é a presença do fibroblasto, por volta do segundo ou terceiro dia após o trauma que produzem matriz extracelular, colágeno e glicosaminoglicans, participando da remodelação do tecido normal e no processo de reparação e, também, estão relacionados com o mecanismo de reabsorção do colágeno.

Os fibroblastos, após ingressarem na ferida produzem colágeno e fibronectina . O crescimento dos fibroblastos é estimulado por baixa oxigenação e movimentam-se na ferida ao longo da matriz extracelular.

A hipóxia e a diminuição do PH no centro da lesão leva a um processo de angiogênese, ou seja, formação de novos vasos. A neoformação vascular causa aumento do fluxo sangüíneo, causando oxigenação tecidual e nutrição da ferida, cessando, portanto, a produção angiogênica pelos macrófagos. Desta maneira, formam-se brotos endoteliais cujas células multiplicam-se em grande velocidade formando cordões sólidos que se intermeiam com os fibroblastos. Em seguida, os cordões endoteliais canalizam-se, permitindo o fluxo sangüíneo e a formação do tecido de granulação (gravura 4).

Quando a ferida está repleta de tecido de granulação ocorre a contração do ferimento pela presença de fibroblastos que se agregam à margem do ferimento, causando uma aproximação das bordas da ferida de tal forma que a área do ferimento é reduzida.

No final do processo proliferativo ocorrerá a epitelização, desencadeando células epiteliais que se multiplicam e migram ao longo do tecido de granulação, formando uma camada contínua de células que fecham o ferimento. (Couto, Pedrosa, Nogueira, 1999, p.436)

3.3 - Fase de Maturação ou Remodelação

A remodelação inicia-se na formação do tecido de granulação e continua progressivamente por meses após ocorrer a reepitelização. Nesta fase ocorre uma diminuição progressiva dos vasos de neoformação, bem como dos elementos celulares, inclusive fibroblastos (gravura 5).

A diminuição de todos os elementos do tecido conjuntivo ocorre de maneira progressiva até a formação da cicatriz definitiva, constituída apenas por fibras colágenas.

O processo de remodelação é lento; a força tensil que depende basicamente do colágeno leva tempo para se desenvolver. Duas semanas após a lesão a cicatriz é frágil, tem 5% da força tensil normal, esta aumenta progressivamente até um ano (gravura 6 e 7). A força original do tecido jamais será recuperada, chegando no máximo a 80% da força tensil normal.(Couto, Pedrosa,Nogueira,1999,p.436).


4 - Medidas Preventivas nas Úlceras de Pressão

A prevenção representa uma das considerações mais importantes na assistência prestada ao paciente. O primeiro passo para qualquer medida preventiva das úlceras é a impressão detalhada da pele, principalmente dos pontos que sofrem maior pressão, observando-se a coloração da pele, sua textura, palidez, temperatura e, se a pele está seca, úmida ou fissurada (gravura 2 e3).

Nos casos de pacientes em leitos, o cuidado deve ser redobrado, os lençóis devem estar extremamente alisados, evitando-se que as pregas tão comuns lesem os tecidos do paciente. É necessário manipular delicadamente, evitando "tracionar" a pele. Acessórios e unhas compridas podem causar escoriações que, mesmo pequenas, facilitam o desenvolvimento de lesões.(Fernandes, Filho,2000,p.619).

A mudança de decúbito na maioria dos doentes é suficiente para evitar úlceras por compressão, que tem como objetivo prevenir contraturas, estimular a circulação e aliviar a pressão sobre determinada área. A posição do paciente deve ser modificada a cada duas ou três horas, seguindo uma rotatividade programada para evitar a lesão da área de risco. (Dealey, 1996, p. 102-116).

Paciente acamado: colocá-lo em decúbito dorsal, decúbito lateral e decúbito ventral.

Paciente sentado: levantar-se da poltrona durante alguns segundos, de hora em hora. Caso o paciente consiga movimentar-se sozinho, convidá-lo a fazê-lo a cada 15 minutos.

Existe uma grande variedade de produtos no mercado, que ajuda a diminuir a pressão nos pontos de apoio. Utilizam-se como complemento das mudanças posturais.

Almofadas e coxins de diferentes tamanhos e materiais (espuma, algodão, silicone).

Pele artificial de ovelha: diminui a pressão, fricção e a umidade, sendo ainda de fácil lavagem.

Colchões de água: redistribuem o peso por toda a superfície do corpo.

Colchões de ar com pressão alternada: são compostos de uma série de câmaras pneumáticas que se enchem e esvaziam alternadamente por meio de um motor, modificando assim os pontos de pressão contra a cama.

Colchão de espuma. (Campedelli, 1987, p.15-30)


5 - Modalidades Fisioterapêuticas no Tratamento das Úlceras

5.1 - Massagem

A massagem nas bordas de úlceras é essencial para reaver mobilidade e reter flexibilidade, durante a cicatrização da úlcera, causando uma cicatriz livre e bem vascularizada.

A técnica é de rolamento destas estruturas entre o polegar e dedos levemente colocados. Isto pode ser extremamente doloroso e não deve ser continuado por mais de dois ou três minutos num só lugar. O movimento deve ser alternado com o amassamento. Estas manipulações podem ser vantajosas precedidas por tratamento curto por ultra-som.(Guimarães, Rodrigues,1998,p.108)

5.2 - Infra-vermelho

A radiação do infra-vermelho atinge uma superfície, provoca sensação de calor, surgindo eritema imediato e desaparece com o término da terapia. No organismo seu efeito causa uma elevação da temperatura, resultando em um aumento da atividade metabólica no tecido superficial, aumento do fluxo sangüíneo na circulação cutânea e um aumento das fibras elásticas na parte superior da derme, favorecendo o processo de divisão celular (mitose) e acelerando com isso o processo de cicatrização.

O paciente deverá ser bem posicionado numa posição confortável e que a área atingida esteja descoberta e limpa. O infra-vermelho deve ser posicionado diretamente a uma distância de aproximadamente 50 cm da lesão, durante 10 a 15 minutos respeitando a sensibilidade do paciente. Sendo necessário que se faça três vezes ao dia.(Guimarães, Rodrigues, 1998, p.112)

5.3 - Crioterapia

A atuação da crioterapia se dá pela diminuição da temperatura dos tecidos com finalidade terapêutica para crescimento de novos tecidos. As úlceras provocam edema e hipóxia secundária resultante das alterações metabólicas que ocorrem após o trauma e da quantidade insuficiente de oxigênio liberado no tecido, com o decorrer do tempo surgirá uma acidose, liberando enzimas lisossômicas, provocando morte celular e conseqüentemente aumento do tecido lesado.

A utilização do gelo nas úlceras causam uma vasoconstricção e uma diminuição do metabolismo tecidual com isso menos dejetos são acumulados e dificultam o extravasamento ocasionando a aceleração do processo de reparação.(Guimarães, Rodrigues,1998,p.110)

5.4 - Ultra-som

O ultra-som tem sido usado para promover a cura da úlcera de pressão e no estimulo da produção do tecido de granulação, atuando como um acelerador do processo inflamatório.

Os efeitos do ultra-som na cicatrização de úlceras se dividem em três fases. Na fase inflamatória, o ultra-som acelera a proliferação da fase fibroblástica, aumenta a circulação sangüínea local, diminui o tempo da fase inflamatória.

Na fase de proliferação celular, contribui para o aumento da angiogênese, estimula a síntese do material da matriz extra-celular, acelerando com isso a contração da ferida e aumenta a formação fibroblástica.

O ultra-som participa da fase de remodelação estimulando a liberação de fatores necessários para o favorecimento da epitelização, aumenta a elasticidade e estimula a disposição das fibras de colágeno.

Obtêm-se resultados mais adequados com a freqüência de 1 mhz sobre as diversas fases do processo inflamatório. Porém, é necessário que o fisioterapeuta estabeleça parâmetros para o uso do ultra-som como verificar o tipo de ferida, profundidade, duração de tratamento, área a ser tratada, indicações e contra-indicações.(Souza, 1998, p.10-11).

5.5 - Cinesioterapia

A prescrição dos exercícios terapêuticos correlaciona-se diretamente com as condições circulatórias e limitações físicas, isto é, dor, dificuldade ou impossibilidade da marcha, fraqueza muscular, dependências em atividades da vida diária.

A programação cinesioterapia deve ser feita de modo adequado e progressivo com constante avaliação do membro submetido ao esforço. Deve-se respeitar a tolerância do indivíduo aos exercícios. (Thomson, Skinner, Piercy, 1994, p. 282-284).

Os trabalhos introduzidos são os exercícios ativos, isto é, aqueles feitos pelo próprio indivíduo, ou os exercícios ativo-resistidos, em que o indivíduo precisa vencer uma resistência oposta ao seu movimento, são os mais eficazes no aumento da circulação de um membro. Quando os pacientes não os conseguem executar, ou porque se encontram acamados ou porque têm fraqueza generalizado, o fisioterapeuta deve iniciar o tratamento cinesioterápico, mobilizando o membro acometido com movimentos passivos.

Os membros não acometidos também precisam ser mobilizados ativamente e muitas vezes fortalecidos principalmente quando objetiva o uso de meios de auxiliares de deambulação. A mancha necessita ser estimulada assim que o paciente apresentar condições musculares e gerais.

A deambulação ativa ou assistida consiste num método fisiológico e terapêutico para melhora da circulação periférica.(Guimarães, Rodrigues ,1998, p.107)


6 - TRATAMENTO MÉDICO NAS ÚLCERAS

6.1 - Açúcar e Mel

Substâncias que contém açúcar vêm sendo usadas, há vários anos, no tratamento de lesões de pele, com excelentes resultados clínicos.

O açúcar é composto de 89.5% de sacarose, 76% de glicose, vitamina B2 e B6, ácido Pantozênico e ácido Nicotínico. Utiliza-se nas feridas infectadas ou não, sendo usado o açúcar do tipo cristal ou em pasta, apesar de não existir pesquisas sistematizadas sobre o assunto; pressupõe-se que a ação do açúcar encontra-se na interação da glicose com o exsudato da ferida, produzindo uma substância hiperosmolar que possui poder bactericida ou bactério estático, inibindo o crescimento de bactérias. (Fernandes, Fernandes, Filho, 2000, p.1006)

O uso do açúcar deve ser criterioso, com relação a freqüência de troca do curativo, a cada seis ou oito horas até que as feridas não sejam mais secretantes, aumentando-se o intervalo de troca para cada 12 horas. (Couto, Pedrosa, Nogueira, 1999, p. 441).

6.2 - Hidrocolóide

É um curativo hidroativo, do tipo oclusivo, moldável, constituído por duas camadas diferentes, sendo a parte externa composta por uma lâmina de espuma de poliuretano ou filme transparente, atuando como barreira oclusiva para gases, líquidos e bactérias, proporcionando proteção mecânica à ferida e a interna, formada por polímeros elastoméricos, contendo três hidrocolóides (gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica) que, ao entrar em contato com o exsudato da ferida, absorve e converte a estrutura em gel. Este gel desprende-se da lesão sem causar dano ao tecido de granulação e sua presença cria um meio úmido que facilita a cicatrização e o umedecimento das terminações nervosas, levando a um alívio da dor. Além de acelerar a reepitalização, ainda facilita o desenvolvimento do tecido de granulação.

Os hidrocolóides devem ser aplicados apenas em úlceras livres de processos infecciosos e a sua borda deve ultrapassar 2 cm da borda da úlcera. Podem permanecer em torno de 1 a 7 dias quando são facilmente trocados. Conhecidos no mercado como Duodermâ , Confeelâ e Tegasorbâ , com várias apresentações de espessura e tamanho , os quais devem ser adaptados a cada tipo de úlceras. (Fernandes,Fernandes, Filho, 2000, p. 1004)

6.3 - Debridamento

É a remoção de tecidos desvitalizados, pois estes dificultam a cicatrização, aumentando a probabilidade de infecção e favorecendo o ambiente anaeróbico que inibem a granulação e a epitelização. O debridamento pode ser:

   * Químico- devem ser usadas quando a quantidade de tecido necrótico na úlcera for pequena. Agem quebrando, quimicamente, os tecidos colágenos por ação enzimática. Não devem ser usados por mais de 2 semanas, pois provocam maceração tanto dos tecidos normais, quanto dos necrosados.
   * Mecânico- feito com soro fisiológico ou no chuveiro.
   * Cirúrgico- realizado em áreas com extenso tecido necrótico, feito com tesoura ou bisturi sob anestesia local ou bloqueio, retirando os tecidos desvitalizados e revivando as bordas. ( Abrans,Berkow,1995, p. 150-154).

6.4 - Medicina Hiperbárica
Esta modalidade terapêutica consiste na administração de oxigênio a 100%, a uma pressão 2 ou 5 vezes maior que a pressão atmosférica normal, sendo que nesta situação o O2 é respirado através de máscara ou capuzes especiais, onde há limites pré- estabelecidos de exposições a OHB em termos de pressão e período de permanência, pois existem efeitos neurológicos, pulmonares, seios pneumáticos e ouvido interno. Esta terapêutica proporciona resultados satisfatórios, principalmente nos casos de má-cicatrização e de certas infecções. Isto se dá devido à saturação de 100% da hemoglobina, além de um aumento significativo na quantidade de oxigênio livre, isto é, dissociado da hemoglobina e dissolvido no plasma. Assim, obtêm-se níveis bastante elevados de O2 no plasma (até 2000 mmhg), que conseguem atingir profundamente todos os tecidos do organismo.

Em condição hiperbárica a ação do oxigênio possui alguns mecanismos de particular interesse fisiológico como: efeito anti-edematogênico facilitando o retorno venoso, ação microbicida ou microbiostática através da inibição da biossíntese de aminoácidos, do transporte através da membrana bacteriana e da síntese e degradação do DNA da bactéria, ação bioquímica oxidativa deslocando substâncias tóxicas, efeito sinérgico com outras drogas, como antibiótico sistêmico, efeito regenerativo facilitando a neoangiogênese e a formação do colágeno.

A aplicação é feita em câmaras especiais individuais (monoplace ou monopacientes) ou coletivas (multiplace ou multipacientes). Para a segurança e o conforto do paciente as câmaras hiperbáricas possuem um sistema de rádio que possibilita a comunicação com a equipe de oxigenoterapia. ( Medicina Hiperbárica, acesso em: 16 agosto 2001).

6.5 - Zinco

Um mineral componente em várias enzimas, incluindo DNA e RNA. Sendo necessário para síntese de proteína, síntese DNA, mitose e proliferação celular.

O zinco é encontrado em carne, peixe, grãos, leite e seus derivados. De acordo com a "Recommended Dietary Allowances (RDAS- 1989 USA)" a quantidade de zinco por adulto do sexo masculino deve ser 15 mg/ dia e 12 mg dia adulto do sexo feminino. A sua deficiência há um retardo cicatricial.

A sua utilização nas lesões epidêmicas se dá por curativos impregnados de zinco para a revitalização tecidual. (Souza, )

6.6 - Pressão Negativa Controlada

A pressão negativa controlada é um método coadjuvante no tratamento de feridas.

Tem indicação específica e favorece o processo cicatricial. Seu mecanismo de ação absorve os líquidos em excesso, facilita a regressão do edema e favorece a contração cicatricial da ferida.

As indicações, pode-se destacar: feridas cavitárias, úlcera de pressão grau III e IV em clientes impossibilitados de submeter-se a cirurgias reconstrutivas. (Pressão Negativa Controlada, acesso em: 05 Janeiro 2002).

6.7 - Ozonioterapia no tratamento de feridas.

Ozônio é uma substância gasosa normalmente presente na atmosfera terrestre.

Pode ser obtido artificialmente através da ativação energética do oxigênio em um campo elétrico.

É indicado no tratamento de feridas devido a sua ação bactericida e bacteriostática e por acelerar a produção do tecido de granulação.

A oxigênio-ozonioterapia pode ser usada no tratamento de várias feridas como:

lesões crônicas (pé-diabético, ulcerações vasculogênicas, úlceras da pressão, etc.),lesões agudas (úlceras pós- flebítica, lesões infectadas,etc).

Nestes casos a aplicação é feita diretamente no leito da lesão empregando-se uma campânula de vidro. A concentração de ozônio, o tempo de aplicação e a freqüência do tratamento dependerá do tipo de patologia e estado cicatricial da lesão. (Ozonioterapia no Tratamento de Feridas, acesso em: 05 Janeiro 2002).


Conclusão

Ao término desse artigo cientifico conclui-se que as úlceras de pressão, devido às inúmeras ocorrências, sejam provenientes da comunidade ou desenvolvidas no próprio hospital, tornaram um grande problema na rotina das instituições de saúde. Desta forma, faz-se necessário a formação de uma equipe multidisciplinar que possua não apenas conhecimento das causas e características da lesão, mas também capacidade de identificação de pacientes com risco de desenvolver úlceras, permitindo estabelecer medidas preventivas como utilização de métodos adequados de alívio da pressão e implementação de um tratamento adequado e satisfatório, contribuindo para redução e a incidência desse problema dentro do ambiente hospitalar.


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Intervenção Fisioterapêutica na Incontinência Urinaria

Incontinencia : "A incontinência urinaria pode definir-se de uma forma ampla como a perda involuntária de urina. A Sociedade Internacional de Continência, em 1979, definiu a incontinência urinaria como uma condição na qual a perda involuntária de urina, constitui um problema social ou higiénico e pode ser objectivamente demonstrada"

A incontinência urinaria constitui um importante problema medico, social e económico. É, na maioria dos casos, uma condição crónica com inicio insidioso, muito prevalente, sobretudo na população idosa.

Para se entender o mecanismo da I.U, é preciso revisar anatomia e fisiologia do trato geniturinário e assoalho pelvico.



Anatomia

Trato geniturinário

   * contentor pelvico
   * bexiga
   * uretra
   * esfincter interno liso e externo estriado

Assoalho pelvico

Camada superior: diafragma da pelve

   * coccígeo
   * levantador do ânus

Camada inferior: músculos do perineo

   * transverso superficial
   * isqueocavernoso
   * bulboesponjoso
   * transverso profundo do perineo
   * esfincter da uretra

O assoalho pelvico possui 3 funções de cntinencia e micção

   * mantém a continencia em repouso
   * interrompem a micção segurando a urina
   * mantém a continencia durante aumento repentino de pressão abdominal
   * Sendo 30% oclusão uretral e 70% Esfincter interno.

A fisiologia da micção

Quando observamos uma criança brincando com seu jato urinário ao realizar movimentos curiosos muitas vezes não imaginamos a complexidade que o gesto representa. Para que uma gota de urina seja expelida sob controle voluntário, um verdadeiro "sistema computadorizado" deve ser ativado.

Fenômeno de enchimento e esvaziamento da bexiga: resulta de um gradiente de pressão entre a bexiga e a uretra (canal urinário).

armazenamento da urina na bexiga- a bexiga urinaria é um orgão de deposito ou de armazenamento, impedindo o gotejar continuo da urina. Até que fique cheia com volume de 200 a 400ml, sua pressão interna não fica muito aumentada. Isso resulta da capacidade da parede vesical, formada por músculos lisos de ser estirada por forma muito extensa, sem que isso, produza tensão significativa neste músculo. Entretanto, quando a bexiga esta cheia, com mais de 400 ml de urina, a pressão começa a aumentar, atingindo, por vezes, valores acima de 40mmhg quando contem de 600 a 700ml.

Esvaziamento da bexiga – O reflexo da micção: Quando o valume da bexiga é maior que 200 a 400ml, terminações neurais especializadas, situadas na parede vesical, chamadas de "receptores de estiramento" são excitadas. Transmitem então, impulsos nervosospela via neural aferente visceral até a medula espinhal explicada na figura abaixo, o que desencadeia um reflexo subconsciente.

O reflexo da micção.

Os centros nervosos para este reflexo subconsciente estão situados na extremidade inferior da medula. O sinal refexo é, então, transmitido, a patir desse ponto, por nervos parassimpaticos para a parede da bexiga e para o esfincter interno da uretra. A parede vesical contrai para gerar pressão na bexiga, o que provoca o desejo consciente de urinar, ao mesmo tempo o reflexo da micção produz o relaxamento do esfincter interno. Nesse momento, o único impedimento a emissão de urina passa a ser o esfincter uretral externo que continua contraido. Se a hora e o local são favoraveis a micção, as partes conscientes do cerebroirao provocar o relaxamento desse esfincter externo, ao inibirem os impulsos normais para esse esfincter, por meio do nervo pudendo, o que permitirá a emissão de urina.

Se a pessoa deseja urinar antes que ocorra o reflexo de micção, ela o faz, usualmente, por contração da parede abdominal, o que comprime todo o conteudo abdominal contra a bexiga, e por pouco tempo, excta alguns dos receptores de estiramento da parede da baxiga, desencadeando o reflexo.



Avaliação da perda urinária

Os sintomas de perda urinária no adulto são bem-definidos. Na queixa é necessário descobrir os sintomas que precedem ou acompanham a perda urinária: se é durante o riso, o sono, a tosse, exercícios ou se a perda está associada a urgência miccional (necessidade imperiosa de urinar para não perder urina).

Deve-se valorizar o conhecimento de quanto tempo se iniciaram os sintomas e como repercutem para a qualidade de vida. A história pregressa de cirurgias deve ser pesquisada, assim como o uso de medicamentos e doenças associadas.

A história clínica detalhada é muito importante para orientar os exames necessários, possibilitando chegar ao diagnóstico correto e estabelecer o tratamento para cada caso.

Na mulher deve-se realizar o exame físico da região genital, verificar o trofismo vaginal e alterações pélvicas, afastar doenças associadas, como divertículo de uretra e deformidades.

No homem, realiza-se também o exame dos órgãos genitais e a avaliação prostática.

Os exames neurológicos de interesse relacionam-se aos reflexos musculares, do tônus anal e sensibilidade da região perineal. Em todas as faixas etárias, é de grande importância a realização do teste de esforço (observação na consulta médica da perda urinária), que deve ser feito com a bexiga cheia e o paciente na posição ortostática (em pé). Realiza-se o diário miccional que corresponde à informações obtidas do que ocorre no dia-a-dia do paciente com queixas de perda urinária. Tais informações são importantes no diagnóstico e para orientar o chamado exame urodinâmico.

Este exame urodinâmico fornece informações quanto à função de reservatório da bexiga, permitindo quantificar sua capacidade e variação de pressão ao enchimento. Fornece informações quanto à existência da chamada hiperatividade do músculo da bexiga, detecta a relação da pressão da bexiga e a resistência do canal urinário, que leva à perda urinária. Mede a pressão do canal da urina em toda a sua extensão, auxiliando no diagnóstico de perda de força do esfíncter da uretra.

Causas

Existem duas causas básicas mais comuns. A mais freqüente é o enfraquecimento do assoalho pélvico. Os músculos do assoalho pélvico suportam os órgãos do trato urinário inferior, incluindo a uretra. Um assoalho pélvico forte mantém a uretra (canal urinário) bem fechada até a hora de urinar. Um assoalho enfraquecido não consegue segurar a uretra na posição correta, então qualquer movimento do diafragma que faça pressão sobre a bexiga (como por exemplo, ao espirrar), pode fazer com que a uretra afrouxe a vedação e permita que a urina escape.

Outra causa da incontinência urinária por estresse é a deficiência do esfíncter intrínseco, ou incontinência esfínctero-vesical. Os músculos do esfíncter mantêm a uretra fechada até a hora de urinar, quando então eles relaxam a vedação e permitem que a urina saia. Nas mulheres com incontinência esfincteriana, os músculos do esfíncter não funcionam adequadamente, o que causa o vazamento da urina com os movimentos que fazem pressão sobre a bexiga. A incontinência urinária por estresse, causada pela deficiência do esfíncter, pode ser tratada com material injetável por endoscopia urinária.

Tratamento

Objetivo: "Reabilitação social através do controle da incontinência / Retorno da função de continencia"

O primeiro passo na escolha do melhor tratamento é determinar a sua causa principal. Inicialmente, são descartadas as causas temporárias e reversíveis, como infecção urinária ou uso de certos medicamentos.

- Terapia muscular e de conduta: através desses tratamentos, a paciente aprende formas de controlar sua bexiga e os músculos envolvidos no ato de urinar. São exercícios usados para fortalecer os músculos do assoalho pélvico.

Porém, os principais são:

   * suspensão por agulhas e retropubicas
   * eletrodos implantados
   * slings ( faixa de suporte bulbo vaginais)
   * proteses esfincterianas
   * injeções periuretrais

Intervenção Fisioterapeuticas

   * Avaliação: protocolo
   * Historia clinica
   * Historia atual
   * Diário miccional
   * Exame fisico
   * Sensibilidade
   * Estatica pelvica
   * Abdome
   * Bexiga
   * Orgãos genitais esterno

Testes especificos:

   * Teste de esforço, pad test (absorvente), Q.Tip.Test (cotonete)
   * Indicações: Todos os tipos de IU ou problemas de micção
   * Contra-indicação: Infecções urinárias e após instrumentações.



Formas de atuação da fisioterapia

   * exercícios:
   * passivos
   * ativo assistidos
   * ativos
   * ativo resistidos

instrumentos:

   * perinêometro
   * cones
   * tubos
   * absorventes internos + pesos

Eletroestimulação:

Passagem de uma corrente por um músculo ou através de seu nervo, criando-se potenciais de ação em células estimuláveis.

Propriedades:

Analgicas/ excitomotoras/ troficas/ combate a estase/

Associação de técnicas

Exercícios/ Eletroestimulação/ biofeedback



Bibliografia

Tratado de fisiologia humana. Guyton & Hall

URO MEDICALCENTER http://www.sosdoutor.com.br/sosurologia/inconturinaria.asp

SOS DOUTOR

http://www.sosdoutor.com.br/sosurologia/terceira_disfuncao.asp

PROJETO SAÙDE
http://www.projectotio.net/saude/incontinencia.txt

A UTILIZAÇÃO DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DO OMBRO ..

A UTILIZAÇÃO DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DO OMBRO DOLOROSO

RESUMO: Ombro doloroso é uma síndrome caracterizada por dor e impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.
A estes sintomas se agregam àqueles que caracterizam transtornos ou afecções locais ou a distância de implicações etiopatogênicas no aparecimento da síndrome.
As alterações energéticas e fisiopatológicas do processo de adoecimento iniciam-se sempre com o desequilíbrio energético entre o Yang e o Yin. As desarmonias energéticas que afetam o homem podem ter como causas fatores externos ou internos que agem de tal maneira que quebram o ciclo das ligações e das circulações energéticas entre as diferentes partes do corpo.

Palavras-chave:, Acupuntura, Ombro Doloroso, Ombro congelado, Fisioterapia

ABSTRACT: Painful shoulder is a syndrome characterized for pain and functional impotence of varied degrees, that acomet responsible structures for the movement of the shoulder, including the joints, tendões and muscles, ligaments and bursas. To these symptoms if they add in the distance to that they characterize place upheavals or problem or of etiopatogênicas implications in the appearance of the syndrome. The energy and fisiopatológicas alterations of the adoecimento process always initiate with the energy disequilibrium between the Yang and the Yin. The energy disharmony that affects the man can have as causes external or internal factors that act in such way that they break the cycle of the linkings and the energy circulações between the different parts of the body.

Key words: Shoulder pain, Acupuncture, Frozen Shoulder, Physiotherapy

SUMÁRIO

Introdução
Metodologia
Desenvolvimento
Conclusão
Bibliografia

INTRODUÇÃO

A agitada atividade da vida diária e ainda o envolvimento laboral, originam no cidadão comum, compromissos de crescente complexidade no ombro, que exigem nos dias de hoje, atitudes de diagnóstico e tratamento determinantes. Em termos absolutos, o numero de doentes com patologia do ombro tem vindo a crescer de modo significativo, dando origem não só a uma elevada morbilidade, mas e também, a consequentes custos sociais associados. Eleva-se pois não só o consumo de consultas, de exames imagiológicos, de medicamentos e tratamentos vários, mas também o numero de dias de sofrimento e mesmo até de ausência ao trabalho e envolvimento na vida familiar. As razões do sofrimento destes últimos doentes, são várias, mas a maior parte das vezes estão relacionadas com gestos de desempenho diários, que obrigam ao uso frequente e muito repetido dos membros superiores, originando microtraumatismos de repetição.
O ombro é formado por três articulações (gleno-umeral), acrômio-clavicular e esternoclavicular e uma região de deslizamento entre a escápula e região torácica, que são essenciais para todos os tipos de movimentos realizados pelo ombro. O principal grupo muscular responsável pela movimentação do ombro é o manguito rotador.
O manguito rotador é formado pelos seguintes músculos: supra-espinhoso, infra-espinhoso, subescapular e redondo menor. Possui inserção tendinosa no úmero, facilitando a estabilidade articular e propiciando movimentação.
A dor no ombro é a segunda causa de queixa de dor no aparelho locomotor, precedida apenas pela dor referida na coluna vertebral. As causas de dor no ombro são várias, mas a maioria delas está relacionada às estruturas situadas entre a articulação glenoumeral e o arco coracoacromial.
Na visão energética e fisiopatológica do processo de adoecimento iniciam-se sempre com o desequilíbrio energético entre o Yin e o Yang. As desarmonias energéticas que afetam o homem podem ter como causas fatores externos ou internos que agem de tal maneira que quebram o ciclo das ligações e das circulações energéticas entre as diferentes partes do corpo: Alto e baixo, exterior/interior, direito/esquerdo, levando ao estado de desequilíbrio energético.
As alterações nas circulações de energia podem ser conseqüência da penetração de energias perversas nos canais de energia secundários(Luo longitudinal e Tendino-muscular), ocasionando o aparecimento de algias periféricas superficiais localizadas, ou, se as energias perversas seguem o trajeto desses canais de energia secundários e penetram o canal de energia primário, elas podem provocar alterações na circulação de energia, tais como estagnações e bloqueios,e, com isso, provocar dores mais profundas e nas proximidades das articulações. Outra ação que os agentes perversos provocam além de algias periféricas são distúrbios funcionais do tronco e dos membros, que são concernentes as alterações dos Zang Fu, causadas pelo Vazio ou Plenitude de Qi ou pela presença das energias perversas. Estes fatores alteram as funções energéticas dos Zang Fu, podendo originar as estagnações e bloqueios de Qi, que promovem o aparecimento de algias periféricas ou mesmo ocasionam a impotência funcional dos músculos, as retrações dos tendões e dos músculos, os tremores, etc.

METODOLOGIA

Para esse estudo de revisão foram utilizadas as seguintes bases de dados eletrônicos: MEDLINE, PUBMED, SCIELO e SCIENCE DIRECT. As palavras-chave utilizadas foram: Acupuntura (Acupuncture), Ombro Doloroso (Pain Shoulder), Ombro congelado (Frozen Shoulder), Fisioterapia (Physioterapy). As palavras chave Ombro doloroso, ombro congelado e fisioterapia foram pesquisadas associadas a palavra chave Acupuntura, com o objetivo de limitar a busca. Além dos artigos científicos foram pesquisados também livros que abordassem o tratamento para dores periféricas, bem como livros sobre intervenções terapêuticas utilizadas na fisioterapia.

Desenvolvimento

A acupuntura é uma intervenção terapêutica que tem sido praticada amplamente nos países orientais por milhares de anos (YUAN, 1998; YAMAMURA, 2001).
O tratamento pela acupuntura visa a manutenção do fluxo suave e harmonioso do QI e assim, traz a saúde para o organismo. Os meridianos percorrem todo o corpo conduzindo e distribuindo o QI para todas as regiões, incluindo os órgãos internos (MARTINS, 2003). Existem em três tipos, canais principais que são 12 no total, bilaterais e possui em relação fisiológica direta com os órgãos que lhe dá o nome. Existe uma relação de pares, de acoplados entre um órgão e uma visera na MTC. Por exemplo, o canal da bexiga é acoplado do Rim. Os canais maravilhosos são oito e não possui relação direta com os órgãos. Canais colaterais são inúmeros e possuem relação com a pele e músculos. Nos meridianos estão localizados a maioria dos pontos de acupuntura e são tradicionalmente os locais de introdução das agulhas, sendo ainda um local de correlação com as doenças em que se aplica a técnica especifica de tratamento.
A identificação do padrão de desarmonia energética de acordo com os meridianos é o mais antigo método de diagnostico (MARTINS, 2003). As alterações dos meridianos originam-se de quatro fatores: invasão do XIE, excesso de uso causando estagnação local e lesões esportivas. A patologia dos meridianos esta relacionada com a patologia da articulação, que são os locais ao longo do meridiano onde o QI penetra e sai, incluindo os fatores patogênicos, que se estabelecem facilmente, causando a Síndrome de Obstrução Dolorosa (MARTINS, 2003). Além de serem afetadas por fatores patogênicos exteriores, as articulações são afetadas pela deficiência generalizada do QI e do XUE que podem causar a carência de nutrição e, portanto a debilidade. O excesso de uso de um membro ou parte do corpo origina estagnação local do QI. As lesões desportivas levam a alteração nos meridianos, causando estagnação local do QI no meridiano (MARTINS, 2003). As lesões tendinosas estão relacionadas com o Fígado e Baço/Pâncreas, pois a parte contrátil do sistema musculoesquelético (tendão) esta relacionada com o F e a parte carnosa, muscular, refere-se às funções do BP, então tanto o F quanto Bp devem ser avaliada neste caso, tendo em vista que o desequilíbrio do Bp e do F podem resultar em deficiência de XUE para os músculos e tendões (ROSS, 1994).
Atualmente praticam técnicas consideradas tradicionais, como o agulhamento e estimulação manual, e mais atual como a utilização de aparelhos eletro estimuladores que são colocados nas próprias agulhas (YUAN, 1998).

O principio de tratamento ocidental para as patologias degenerativas envolvendo o tendão, na primeira fase, é a analgesia, obtida através de medicamentos alopáticos e/ou repouso associado à crioterapia (aplicação de gelo), recursos eletrotermoterapicos no local e fortalecimento muscular e correções de alterações biomecânicas (COOK, 2000). Dependendo do grau de acometimento ou extensão da lesão, o individuo pode ser submetido à intervenção cirúrgica que tem como objetivo a revascularização do local ou retirada de pontos de calcificação no local.
O tratamento na visão oriental e caracterizado por uma desarmonia interna, calor vazio e classificada como síndrome YANG, pois envolve a deficiência de matéria (YIN) de um tecido (YAMAMURA, 2001). Os possíveis padrões de desarmonia para a síndrome do ombro doloroso são: Depressão do QI do Fígado e estase de XUE (deficiência em manter um livre fluxo de QI e Xue). Leva a estagnação e acumulo de Qi, causando dor de característica não grave e distensão da região afetada, no caso da articulação do ombro. Se a estagnação evoluir para a estase de Xue, a dor se torna mais intensa, com sensação de punhaladas e não é migratória e nem intermitente, tornando-se dor fixa. O pulso é tenso transforma-se em tenso e irregular e a língua muda para cor púrpura e às vezes, com pontos púrpuros (ROSS, 1994). O outro padrão é a deficiência de Xue do Fígado, o F controla os tendões e quando o Xue do F for deficiente, os tendões não serão nutridos nem umedecidos ocasionando debilidade muscular e câimbras. O Rim interpreta um papel na formação do xue e uma deficiência do Qi ou da essência do R pode levar a deficiência de Xue. Portanto, qualquer uma das causas de deficiência do R pode também conduzir a deficiência de Xue do F (MACIOCIA, 1994). 3- Deficiência do YANG dos Rins. Em conseqüência, a deficiência do Yang resulta na debilidade de circulação de Qi e Xue (ROSS, 1994). 4- Deficiência de Qi / Yang do Bp. Qualquer disfunção deste órgão poderá causar problemas na produção de Xue (ROSS, 1994).

Após o diagnóstico eficaz do Canal de Energia principal acometido, deve-se para o tratamento proceder da seguinte maneira:
Utilizaçao dos pontos de acupuntura locais: IG15 (Jianyu), TA-14 (Jianliao), ID9 (Jianzhen), ID10 (Naoshu), IG16 (Jugu), M-MS14 (Naosahng), M-MS48 (Jianneling), ID 11 ( Tiazsong), que são aplicados em todos os tipos de ombralgias, com finalidade de aumentar o Qi correto e dissipar os agentes perversos. Para o tratamento ser mais eficaz, deve-se estimular os pontos da seguinte maneira nos casos de:
? Bursite do Ombro: após inserir a agulha de Acupuntura no ponto IG15 e se obter a “sensação”, deve-se retirar a agulha parcialmente e reinseri-la para frente e depois para traz;
? Periartrite do Ombro: Os pontos IG15, TA14, M-MS48, devem ser estimulados nas diferentes direções;
? Tendinite do Supra-espinhoso: o ponto IG16 deve ser estimulados para frente e para os lados, e no, IG15, a agulha deve ser inserida abaixo do acrômio;
? Tenossinovite do bíceps: a agulha deve ser colocada perpendicularmente no M-MS48 e, depois, para cima e para baixo, associando-se o M-MS48 ao P5 e ao P9;
? Ombralgia e Tai Yang e Shao Yang (parte posterior do ombro): estimular os pontos TA14 e ID16.

A utilização dos pontos de Acupuntura situados a distancia no tratamento de quadro agudo de ombralgia: deve-se estimular os pontos ID6 (Yanglao), B10 (Tianzhu), e unir o E38 (Tiaokou) ao B57 (Chengshan) com uma agulha longa.
Tratamento do Canal de Energia Unitário afetado: utilizar os seguintes pontos de Acupuntura com a finalidade de circular e aumentar o Qi do canal de Energia principal afetado e eliminar as estagnações e os bloqueios:
? Tay Yang – ID2 (Qiangu), ID3 (Houxi), B65 (Shugu), B66 (Tonggu), ID6 (Yanglao) e ID8 (Xiaohaí).
? Shao Yang – TA2 (Yemen), TA3 (Zhongzhu), VB41 (Linqí), VB43 (Xiaxí) e TA7 (Huizong).
? Yang Ming – IG2 (Erjan), IG3 (Sanjian), E43 (Xiangu), E44 (Neiting) e IG7 (Wenliu).
? Tai Yin – P9 (Tayuan), P10 (Yují), Bp2 ( Dadu), Bp3 (Taibaí), R6 (Kongzshuí) e P7 (Ximen).
? Jue Yin – CS7 (Daling), CS8 (Laogong), F2 (Xingjian), F3 (Taichong) e CS4 (Ximen).
? Shao Yin – C7 (Shenmen), C8 (Shaofu), R2 (Rangu), R3 (Taixi) e C6 (Yinxí).

Se a Ombralgia é aguda e unilateral, deve-se utilizar a técnica do tratamento pelo oposto, que é importante nas manifestações clínicas agudas. Se a afecção esta no alto, tratar o baixo. Se esta no meio, tratar alto e baixo. Se esta no Yang, tratar o Yin. Se esta no Yin, tratar o Yang. Se esta no lado direito, tratar o lado esquerdo e vice-versa.
Fortalecer a energia do Fígado e dos Rins através dos seus pontos de tonificação: F8 (Ququan) e o R7 ( Fuliu), respectivamente.
Se o agente etiológico for o vento, deve-se acrescentar o VB20 (Frengchí) e o TA17 (Yifeng); se for a umidade, deve-se acrescentar os pontos E40 (Fenglong) e CS6 (Neiguan); se for o frio, deve-se fazer o uso da Moxa.
Outra forma de tratamento é através do pavilhão auricular que é considerado uma parte muito importante do corpo humano, por formar um microssistema, sendo capaz de funcionar como um receptor de sinais de alta especificidade, podendo refletir todas as mudanças fisiopatológicas dos órgãos e visceras. As reações positivas podem ser de diferentes tipos, entre as mais comuns podemos descrever: mudança na resistência elétrica, mudança no limiar doloroso, mudanças de coloração, alterações morfológicas, descamações, eczemas, presença de teleangiectasia, etc. Todas essas reações positivas podem aparecer no pavilhão auricular antes que a enfermidade se manifeste e podem desaparecer depois da cura da enfermidade.
Pontos tratamento: Ombro, shen men, Bp, F, R, occipital.

Conclusão

As análises obtidas através desta revisão, nos mostra um efeito positivo da utlizaçao da acupuntura no tratamento e melhora da dor e mobilidade em pacientes com problemas de ombro doloroso. Entretanto, observa-se uma carência de estudos referente a este tema.
Mais estudos com metodologias mais apuradas são necessárias para retirar o aspecto empírico da acupuntura, fazendo com que essa terapia continue ganhando cada vez mais
expressão na área da saúde.

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REABILITAÇÃO DO MÚSCULO ESQUELÉTICO DO QUADRIL

Introdução

O quadril é uma articulação proximal do membro inferior que tem como função orientá-lo em todas as direções no espaço, onde a cabeça do fêmur articula se com os ossos do quadril encaixando-se no acetábulo para constituir uma articulação sinovial do tipo esferóide e triaxial.

Os movimentos do quadril são realizados por uma única articulação tendo característica semelhantes à articulação do ombro, mas com uma menor amplitude de movimento, compensado de uma certa forma pela coluna lombar.Por outro lado, ela mais estável e mais difícil de ser luxada sendo esta característica indispensável para transferências de peso.(Dangelo, Fatini, 1995; Kapandji, 1999).

Porém uma série de fatores pode evoluir os processos degenerativos, podendo acarretar dor e limitação funcional, comprometendo as funções desenvolvidas nesta articulação. Podemos citar como algumas causas: necrose da cabeça do fêmur, legg-perthes-calvé, luxação entre outras.(Gould, 1993).

A aplicação dos recursos em fisioterapia contribuem no processo de preparo e reabilitação nas patologias do quadril restabelecendo a função do paciente, evitando complicações e permitindo o retorno às atividades da vida diária e profissional.

É de extrema importância abordar que a educação pré-operatória do paciente tem sido muito defendida no plano geral de reabilitação.

A instrução no passado dava-se um dia antes da cirurgia, quando eles eram geralmente admitidos ao hospital para exames pré-operatório. Em locais de cuidados de saúde, atualmente as internações têm encurtado dramaticamente o contato pré-operatório com um paciente antes de uma cirurgia ocorre agora de forma ambulatorial, individualmente ou em grupo.

Um dos objetivos do fisioterapeuta é fazer com que a reabilitação seja um desafio para o paciente a fim de estimular sua adesão ao programa de reabilitação e um período de recuperação bem menor.

Empregar o fisioterapeuta aos pacientes com enfermidades no quadril é de grande importância para que ele resgate a qualidade de vida.

A Organização Mundial de Saúde define qualidade de vida como "a percepção do indivíduo de sua posição no contexto da cultura e do sistema de valores, nos quais ele vive, em relação aos seus objetivos, suas expectativas, seus padrões e suas preocupações". Nessa definição fica implícito que o conceito de qualidade de vida é subjetivo, multidimensional e que inclui elementos de avaliação tanto positivos como negativo (Salter, 1985).

Em relação à reabilitação do quadril, esse enfoque é de fundamental importância. O comprometimento predominante do sistema músculo-esquelético com sintomas dolorosos e seqüelas, algumas vezes irreversíveis, leva a limitações funcionais, com serias dificuldades que alteram o cotidiano e a qualidade de vida dos pacientes.

O objetivo da avaliação fisioterapeutica é a descrição das limitações funcionais, ou anatômica do paciente e também a comparação de sinais e sintomas músculo-esquelético do quadril para identificar as disfunções implícitas do movimento, a fim de que o tratamento possa ser planejado o mais especificamente possível (Malone, 2000).

Com a identificação de objetivos específicos de curto prazo, é possível equilibrar as expectativas dos pacientes em relação ao tratamento.

A fisioterapia conta vários recursos que são colocados à disposição do paciente durante o tratamento, são eles: Exercício terapêutico, hidroterapia, eletroterapia, crioterapia, recursos manuais como massoterapia, pompage entre outros. Com tudo isso é indispensável o tratamento fisioterapêutico e quanto mais precoce for, a atuação do fisioterapeuta, mais rápida será a recuperação funcional do paciente (Thompson, 1994).

O médico que solicita fisioterapia para um paciente deve conhecer os tipos de equipamentos fisioterápicos e as modalidades que tem a disposição. Além disso, deve saber se a fisioterapia proporcionou resultados benéficos em outros pacientes com doenças semelhantes. Deve discutir também com o fisioterapeuta sobre o quadro patológico do paciente e o tratamento particular que prescreveu.

A escolha dos procedimentos apropriados em fisioterapia requer um conhecimento dos efeitos fisiológicos, da dosagem, freqüência e duração habitual dos tratamentos bem como a maneira pela qual podem ser adaptados as necessidades especificas ao estado geral e as peculiaridades de cada paciente.

Considerando-se estes fatos, a prescrição deve indicar claramente os diagnósticos primários e secundários do paciente, os resultados esperados e o tratamento especifico prescrito, devendo ser modificado de acordo com as mudanças observadas no estado do paciente (Robert, 1987).

O quadril é uma articulação grande e de suma importância, pois qualquer acometimento nessa articulação pode acarretar seqüelas e problemas grandes.

As atividades profissionais devem ser levadas em consideração também a idade, gênero, incidência; A cor do paciente pode predispor certas entidades mórbidas que comprometem o quadril como a anemia falciforme nos negros.

O inicio dos sintomas ou sinais é muito válido uma vez que pode caracterizar uma patologia aguda ou crônica e essa informação e muito importante para o tratamento (Turíbio, 1993).


Revisão de Literatura

Em qualquer programa de reabilitação do quadril além de maximizar o estado funcional do paciente com respeito à mobilidade e as atividades da vida diária e também minimizar as complicações pós-operatórias. Independente do local onde se realize a reabilitação, o programa permite ao paciente a retomada de atividades pré-mórbidas e reintegra o ao convívio social de sua comunidade diz Jerald R. Zimmerman em 1998.

Já Willian E. Prentice, 2002 divide o tratamento de reabilitação não cirúrgica em duas fases. As fases iniciais da reabilitação, utilizam-se gelo, compressas e diversas modalidades terapêuticas, sendo que os exercícios indolores e ativos para manutenção da amplitude de movimento são efetuados assim que possível. Após período agudo, o fisioterapeuta deve utilizar modalidades terapêuticas combinadas com exercícios para ganho de amplitude de movimento. A fase final e quando o fisioterapeuta deve progredir o paciente para atividades de vida diária.

Segundo Zimmerman, 1998 no caso de uma cirurgia eletiva, artroplastia total de quadril por exemplo, pode-se trabalhar com conceitos relativos a educação pré-operatória, fortalecimento muscular, exercícios de amplitude de movimento e princípios sobre a descarga de peso do corpo. O uso de diretrizes para orientação pré-operatória, tanto escritas quanto em vídeo, é bem comum. A educação do paciente continua sendo um processo em andamento por meio do curso de assistência do paciente.

O fisioterapeuta e o paciente devem desenvolver juntos, o programa de reabilitação com ênfase no mecanismo especifico das lesões, na avaliação funcional e mecânica realizada pelo fisioterapeuta e nos achados clínicos, segundo Willian em 2002.

Todos os programas devem ser apresentados ao paciente com objetivo e prazo definido. Um dos objetivos do fisioterapeuta e fazer com que a reabilitação do quadril seja um desafio para o paciente, a fim de estimulá-lo no programa de reabilitação.

Após uma cirurgia, muitos pacientes terão uma redução na forca dos músculos que controlam articulações dolorosas. O fortalecimento de músculos ao redor da articulação operada, seja isotônico, isométrico ou isocinético deve ser continuado por um período prolongado relata Zimmerman 1998. Os exercícios de fortalecimento muscular, portanto, devem ser um componente vital de qualquer programa de reabilitação, diz também que o fortalecimento do quadríceps e dos músculos extensores do quadril deve ser iniciado logo após a cirurgia. Exercícios progressivos resistidos, começando com o peso do próprio membro, podem ser aos poucos iniciados para a flexão de quadril. Quando não houver mais dor na articulação, poderá ser acrescentados mais resistência conforme tolerado.

Já Kapanji, 1999 cita que o quadril não deve ser avaliado como uma articulação separadamente é preciso considerar, que os movimentos da articulação do quadril depende, em boa parte do comprimento relativo dos músculos que transpõe duas articulações, como é o caso dos flexores de joelho ou do músculo reto femoral. Portanto ao examinar a articulação do quadril, deve-se levar em consideração a coluna lombar e a articulação do joelho.

Através de um estudo Pinho concluiu em 2005, que a articulação do quadril é importante para restabelecer o equilíbrio em situações de instabilidades, idosos que possuem déficit na função muscular nessa articulação tem um maior número de quedas relatados, entretanto idosos que fazem exercícios isotônicos para esta musculatura como terapia preventiva tem um menor índice de quedas.

Esta articulação é tida como uma das mais complexas de corpo humano e devido a isto Thomson 1994, acredita que em casos de morbidades nesta articulação ela deve ser tratada por uma equipe multi disciplinar para que possa ser evitada uma piora na qualidade de vida destes pacientes.

Segundo Gold 1993, existe outras questões de reabilitação com dirigir, sexualidade, atividades esportivas, pois qualquer procedimento realizado no membro inferior direito afetara de formas adversas a habilidade do paciente de dirigir um carro com segurança.

Patologias no quadril parece tem um impacto adverso sobre a função sexual. As questões sobre sexualidade após um acometimento grave no quadril têm recebido pouca atenção na literatura e provavelmente não é muito discutida entre o médico e o paciente.

Já nas atividades esportivas, muitos pacientes após a reabilitação gostariam de retornar as atividades físicas, pois o paciente deve ser encorajado a participar de esportes de baixo impacto,como natação, ciclismo e golfe.

A reabilitação músculo-esquelético do quadril deve ser muito bem sucedida resultando em melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Mediante o alivio da dor, a minimização das complicações, e a maximização das funções, os pacientes em geral devem ser capazes de retornas as atividades que desejam tanto vocacionais como avocacionais.

Deve também ser discutida a anatomia funcional e biomecânica do quadril, discutir as lesões e descrever as alterações que ocorrem durante e após uma lesão avaliar os padrões da marcha e utilizar esse conhecimento durante o processo de avaliação e aplicação do programa de reabilitação.


Objetivo

Avaliar os benefícios do tratamento fisioterapêutico na recuperação de pacientes com acometimentos músculo-esqueléticos do quadril.


Justificativa

A intervenção fisioterapêutica permite uma melhor e mais rápida recuperação dos pacientes e o propósito deste estudo é apresentar os benefícios da implantação do tratamento fisioterapêutico nas patologias músculo-esqueléticos do quadril.


Metodologia

Serão avaliados dez pacientes com acometimentos músculo-esquelético na articulação do quadril.

Os pacientes serão de ambos os sexos na faixa etária de 18 a 30 anos .

O instrumento a ser usado será os aparelhos de eletroterapia que serão abicados de acordo com as patologias, serão indicados;

   * Ultra som
   * Microondas
   * Ondas curtas
   * Infravermelho

No uso do Ultra-som, a dosagem terapêutica de 0,5 a 2,0 watts por centímetro quadrado .

O tempo de tratamento é progressivo, iniciando-se com 5 minutos e aumentando-se este período até no máximo de 8 a 10 minutos por área de tratamento, cerca de seis a doze aplicações.

Já no microondas as modalidades de aplicação são bem simples mais precisam ser respeitadas como aquecer o gerador até que o sinal óptico avise que o tratamento pode começar, o paciente será posicionado sob o localizador pedindo para retirar os objetos metálicos, o projetor será colocado cerca de 15 cm de pele e a potencia será elevada ate que o paciente sinta calor agradável, o tratamento deve durar de 15 a 20 minutos, sem ultrapassar 30min.

Para o uso do Ondas curtas deverá ser posicionado os eletrodos, o aparelho ligado e o paciente sentirá um calor agradável a eficácia deverá atingir um grau ótimo ao fim de 10 a 15 minutos. Em conseqüência, as sessões devem ser fixadas em 30 minutos.

A radiação infravermelha e usada uma ou duas vezes por dia durante 20 a 25 minutos ficando a fonte afastada cerca de 45 cm da área corporal submetida ao tratamento.

Para avaliar os resultados será usado o goniômetro para avaliar amplitude de movimento e testes de força muscular onde serão avaliados os graus individualmente.

Serão aplicados também testes específicos para a propedêutica do quadril como: Teste de Thomas, para avaliar contraturas em flexão do quadril,Teste de Duchene-Tremdelemburg, avalia a forca adquirida no glúteo médio, Teste de Ober para contração da faixa Iliotibial, além da avaliação da marcha e da escala verbal analógica da dor.

Será observado na análise estatísticas todas as variáveis do projeto além da avaliação e comparação dos resultados em cada paciente objetivando identificação ou não dos efeitos adequados da reabilitação.


Referências bibliográficas

MALONE, T & COLS. Fisioterapia em ortopedia e medicina no esporte. 2000.

DÃNGELO, J.P. & FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica segmentar 2ª edição. Editora Atheneu, 1995.

GOLD, J.A. Fisioterapia na ortopedia na medicina do esporte. 2ª edição . E ditora Malone, 1993

KAPANDJI, A. I. Fisiologia articular (membro inferior).5ª edição. Editora Medica Panamericana,1999.

SALTER, R. B. Distúrbios e lesões do sistema músculo-esqueletico. 2ª edição Editora Medsi,1985.

THOMSON, A. & COLS. Fisioterapia de Tidy. 12ª edição. Editora Santos,1994.

SHESTACH, ROBERT. Fisioterapia pratica. 3ª edição .Editora Manole, 1987.

TURÍBIO, FLÁVIO. Manual de patologias do quadril adulto. 1993.

ZIMMERMAN, R. JERARD.Tratado de medicina e reabilitação princípios e praticas. 3ª edição. Editora Pontas,2003.

PRENTICE, E. WILLIAM. Técnicas de reabilitação em medicina esportiva .3ª edição.Editora Manole,2000.

SAMPAL, A. V. Protocolo de tratamento fisioterápico na Artroplastia do quadril.Revista de fisioterapia. Ano III, Nº 13. Fevereiro/ Marco p.12-14.

PINHO, L, DIAS,R. C; Avaliação isocinetica da função muscular do quadril. Revista Brasileira de Fisioterapia. Vol. 9 .Nº I . 2005, p.94-98.

QUEIROZ,R. D. TAKANO, M. I. BORGER,A. R. Tratamento das fraturas do fêmur após artroplastia total do quadril. Revista técnicas em ortopedia.vol 5 .Nº 3 –2005, Julho/ Agosto/ Setembro p.25-32.

SAKAKI, M. I. OLIVEIRA,A. R. COELHO,F. LEME, E. G. L. SUZUKI, I. Estudo da mortalidade na fratura do fêmur proximal em idosos. Revista Acta ortopédica Brasileira. Vol12 .Nº 4 ano 2004.p 242-248.

 

Enfisema Pulmonar

 

Conceito

É uma alteração do pulmão, caracterizada por um aumento anormal dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, acompanhado por alterações destrutivas das paredes alveolares.


Etiologia

   * Fumo: onde contribui com 75% dos casos; Nos casos hereditários por insuficiência de alfa-1-antitripsina só representa 2% dos casos .Os outros 22% são por poluição atmosférica, infecções respiratórias.
   * Sexo: hoje se eqüivalem.
   * Idade: apartir dos 55 anos ,a mortalidade é 5 vezes maior.
   * Raça: a incidência é maior na raça branca que na raça negra.
   * Predisposição genética: a incidência de Enfisema é 2 vezes maior nos filhos de portadores de DPOC do que nos demais.


Anatomia Patológica

Observa-se no pulmão do enfisematoso a perda das paredes alveolares com destruição conseqüente de parte do leito capilar.. As vias aéreas de pequeno calibre estão estreitadas, tortuosas e o seu número está um pouco reduzido.

Tipos :

   * Centrolobular: a destruição limita-se á parte central do lóbulo .O duto, sacos alveolares e alvéolos estão íntegros.
   * Panlobular: a destruição ocorre em todo o lóbulo. Os bronquíolos de 1ª, 2ª e 3ª ordens, dutos, sacos alveolares e alvéolos.
   * Bolhoso: desenvolve-se grandes áreas císticas ou bolhas.
   * Parasseptal: a coleção aérea situa-se na periferia do ácino.
   * Cicatricial:é sempre secundário a alguma doença.
   * Deficiência de alfa-1-antitripsina: é a principal enzima inibidora das proteases.


Patogenia

   * Obstrução bronquiolar.
   * Aprisionamento de ar.
   * Alteração da ventilação aérea colateral.
   * Ruptura dos septos alveolares.

Os espaços aéreos correspondentes aos bronquíolos obstruídos seriam arejados pela ventilação colateral através dos poros de Kohn e bronquíolos íntegros situados além da obstrução. Apesar dessas comunicações ,o ar seria aprisionado nos espaços aéreos, resultando na hiperinsulflação e aumento da pressão dos mesmos seguida de ruptura das paredes alveolares. Esse aumento da pressão, onde se agrava na expiração, vai se exercer de maneira prejudicial sobre os alvéolos e bronquíolos vizinhos.


Fisiopatologia

Distúrbios da Respiração:

A)Aumento da resistência ao fluxo aéreo: a resistência das vias aéreas está diretamente proporcional ao fluxo e inversamente proporcional ao volume pulmonar. No DPOC o fluxo ao invés de ser laminar é turbulento ,devido ter que vencer a resistência anormal, diminuindo a ventilação.

B) Distribuição Ventilatória Irregular: No enfisema devido a obstrução das vias aéreas e á perda da retratilidade elástica o pulmão perde a capacidade de mudar bruscamente de pressão. No pulmão normal os alvéolos trabalham sincronicamente se enchendo na inspiração e se esvaziando na expiração, independendo da frequencia respiratória. Enquanto os alvéolos normais já estão na fase expiratória, os estenosados ainda estão iniciando a fase inspiratória.

C)Destruição alveolar: a destruição das paredes alveolares contribuem diretamente para a perda da retratilidade do pulmão. No indivíduo normal a complacência estática e dinâmica são praticamente iguais, no enfisematoso a complacência estática está aumentada e a complacência dinâmica está muito diminuída. Essas alterações vão atingir a pressão negativa tornando-a menos negativa, tornando o ato de respirar mais difícil.

Distúrbios da Difusão:

A relação ventilação perfusão está alterada. Os grupos de alvéolos mal ventilados também são mal perfundidos .Devido a probeza capilar no pulmão do enfisematoso, vai surgir a hipóxia com suas conseqüências .Ocorrendo a unidade shunt nas bases pulmonares e a unidade espaço morto nos ápices.

Distúrbios Ácidos-Básicos:

Vai haver uma hipercapnia devido á má difusão ,onde vai levar a uma baixa do PH sangüíneo e uma conseqüente acidose respiratória ,que vai ser compensada com o aumento dos níveis de bicarbonato no sangue para que o nível do PH se aproxime do ideal.

A hipercapnia exige a hiperventilação que eleva o PH levando a uma alcalose respiratória, levando a uma baixa dos níveis de bicarbonato do sangue.

Distúrbios Circulatórios:

A pessoa enfisematosa também apresenta na maioria dos casos, hipertensão pulmonar, pois a cada vez que as paredes de um alvéolo são destruídas, os vasos sangüíneos que passam por elas também o são. Isso aumenta a resistência pulmonar, o que, por sua vez, aumenta a pressão arterial pulmonar e eventualmente, produz sobrecarga ao coração direito, provocando a cor pulmonale(estado crônico).


Clínica

Geralmente uma pessoa acima de 50 anos com falta de ar, cada vez maior ;Pode ou não haver tosse ;Fáceis angustiada ,emagrecimento ,tórax em barril .Ocorre ainda diminuição ou ausência do murmúrio vesicular e não possui ruídos adventícios. Capacidade vital diminuída ;Volume residual muito aumentado; Diminuição da capacidade física; Prognóstico grave.


Radiologia

Hiperinsulflação com hipertransparência difusa e pobreza de trama vascular são verificações básicas paro o diagnóstico da doença. Acentuada deformação torácica devido á predominância dos diâmetros ântero- posteriores, espaços intercostais alargados, costelas e clavículas horizontalizadas. Abaixamento e achatamento das cúpulas diafragmáticas ;Os ângulos costofrênicos desaparecem.


Tratamento

Broncodilatadores,corticóides,antibióticos,antitussígenos, oxigenioterapia e Fisioterapia.


Objetivos Gerais da Fisioterapia

   * Reduzir a obstrução das vias aéreas.
   * Prevenir e tratar as complicações.
   * Aliviar e controlar os sintomas.
   * Tratar a fisiopatologia da incapacidade respiratória.
   * Ensinar técnicas e estratégias ao paciente de modo que ele possa realizar melhor suas avd´s.
   * Melhorar a qualidade de vida do paciente.
   * Treinamento da musculatura respiratória.


BIBLIOGRAFIA

1.ROBBINS. Patologia Estrutural e Funcional. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

2.TARANTINO, A. B. Doenças Pulmonares. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.

3.THOMSON, A; SKINNER, A; PIERCY, J. Fisioterapia de Tidy. 12. ed. São Paulo: Santos, 1994

Fisioterapia nas Doenças Hipertensivas Específicas...

 

Doenças Hipertensivas


INTRODUÇÃO

Braga citado por Kahhale e Zugaib (2000, p.524) afirma que as síndromes hipertensivas são as complicações mais freqüentes na gestação e constituem no Brasil, a primeira causa de morte materna, principalmente quando se instalam nas suas formas mais graves como a eclâmpsia e a síndrome HELLP.

A gestação pode agravar a hipertensão existente antes da gravidez, bem como induzi-la em mulheres normotensas. Na primeira, a elevação da pressão arterial é o aspecto fisiopatológico básico da doença, a última é resultado de má adaptação do organismo materno à gravidez, sendo a hipertensão apenas um de seus achados (Peraçoli e Rudge, 2000).

CONCEITUAÇÃO:

A hipertensão arterial na gravidez é definida como a manifestação persistente de níveis de pressão arterial sistólica e/ou diástolica iguais ou superiores a 140/90 mmHg, sendo também considerada a hipertensão arterial a elevação de pelo menos 30 mmHg na pressão sistólica e/ou 15mmHg na diastólica, em relação ao menor valor registrado no segundo trimestre da gestação.

Identificar o tipo de distúrbio hipertensivo é fundamental, pois a repercussão perinatal e o esquema terapêutico são diferenciados.

Hughes citado por Peraçoli e Rudge (2000) propôs uma classificação que foi referendada pelo American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG):

   * Hipertensão arterial crônica;
   * Hipertensão induzida pela gestação;
   * Pré-eclâmpsia/eclâmpsia;
   * Hipertensão arterial crônica superposta por hipertensão induzida pela gestação;
   * Hipertensão arterial crônica superposta por pré-eclâmpsia/eclâmpsia;
   * Síndrome HELLP.

Para que essa classificação seja aplicada de maneira correta, alguns conceitos devem ser seguidos:

   * Hipertensão arterial crônica: quando há história de hipertensão arterial, de qualquer etiologia, anterior à gestação, ou registro de pressão arterial de 140/90 mmHg ou mais, antes da 20ª semana de gestação, ou quando diagnosticada pela primeira vez na gestação, persiste além do 42º dia do puerpério (Peraçoli e Rudge, 2000).
   * Hipertensão induzida pela gestação: quando não há história de hipertensão arterial anterior à gestação.
   * Pré-eclâmpsia/eclampsia: definimos pré-eclâmpsia como a doença privativa da prenhez, particularmente de nulíparas que aparece após 20 semanas, mas assídua perto do termo, tendo como tríade sintomática característica a hipertensão, o edema e a proteinúria (Rezende, 1987). A eclâmpsia é a ocorrência de convulsões em paciente com pré-eclâmpsia que não possa ser atribuído a outras causas.
   * Hipertensão arterial crônica superposta por hipertensão induzida pela gestação: quando na presença de HAC, após a 20ª semana de gestação, ocorre exacerbação dos níveis de pressão arterial, edema generalizado ou elevação de ácido úrico, na ausência de proteinúria.(Peraçoli e Zugaib, 2000).
   * Hipertensão arterial crônica superposta por pré-eclâmpsia: quando na presença de HAC, após a 20ª semana de gestação, ocorre aparecimento de proteinúria. (Peraçoli e Zugaib, 2000).


PRÉ-ECLÂMPSIA:

A etiologia da pré-eclâmpsia ainda é desconhecida. Aspectos imunológicos, genéticos e falha na placentação são, atualmente aceitos unanimente. (Kahhale e Zugaib, 2000).

Greer citado por Kahhale e Zugaib (2000, p. 525) afirma que sua fisiopatologia envolve lesão endotelial difusa comprometendo a integridade do sistema vascular, a produção de vasodilatadores endógenos e a manutenção da coagulação com danos principalmente para o rim, sistema nervoso central, fígado e placenta; como resultado, as pacientes podem apresentar envolvimento de múltiplos órgãos com diferentes graus de gravidade.

A incidência aumenta em primigestas, pacientes com história familiar de pré-eclâmpsia/eclampsia, pacientes com pré-eclâmpsia anterior, pacientes trofoblástica (gestação múltipla, hidropisia não-imune, gestação molar, triploidia fetal), diabetes.

Na gestação normal ocorrem modificações fisiológicas induzidas por uma interação entre o feto e os tecidos maternos. Desde o primeiro trimestre as artérias espiraladas são invadidas por tecido trofoblástico, transformando o leito dessas artérias uteroplacentárias em sistema rígido de baixa resistência, baixa pressão e fluxo elevado (Brosens citado por Kahhale e Zugaib, 2000, p. 525).

Nas modificações bioquímicas há predominância da ação vasodilatadora por aumento da prostaciclina (PGI2) produzida pelas paredes dos vasos sobre a ação vasoconstritora e agregadora plaquetária do tromboxano (TXA2), produzido pelas plaquetas (Kahhale e Zugaib, 2000). Outras alterações incluem a elevação do volume plasmático e débito cardíaco, além de modificações do sistema renina-angiotensina-aldosterona.

As alterações fisiológicas características da pré-eclâmpsia são falhas das respostas compensatórias vistas na gestação normal. (Kahhale e Zugaib, 2000).

Khong citado por Kahhale e Zugaib (2000, p. 525) afirma que a invasão do trofoblasto nas artérias espiraladas é incompleta ou mesmo ausente e conseqüentemente não há vasodilatação. Simultaneamente há queda dos níveis de prostaciclina na circulação materna e aumento da ação do tromboxano, resultando em aumento da reatividade vascular.

Walter citado Kahhale e Zugaib (2000, p. 526) afirma que a expansão do volume plasmático, que alcança 50% na gestação normal, é menor ou inexistente na pré-eclâmpsia. Chesley citado por Kahhale e Zugaib (2000, p.526) afirma que o número de glóbulos vermelhos não se altera e, conseqüentemente eleva-se o hematócrito, e com ele, a viscosidade sanguínea, com risco aumentado para fenômenos trombóticos. Easterling citado por Kahhale e Zugaib (2000, p.526) afirma que o débito cardíaco pode estar aumentado diminuído ou normal, quando comparado com a gestação normal.

Ao contrário da gestação normal os achados hemodinâmicos na pré-eclâmpsia demonstram redução do volume sanguíneo, aumento da resistência periférica e elevação da pressão arterial.

A pré-eclâmpsia apresenta proteinúria em função da lesão em nível glomerular denominada de "endoteliose capilar glomerular". É uma lesão reversível após o término da gestação, usualmente após 1 semana de pós-parto, em alguns casos podendo permanecer por mais de 1 mês. (Rezende, 1987).

A circulação uteroplacentária está reduzida, o que explica a incidência expressiva de crescimento retardado da placenta e seu deslocamento prematuro, determinantes do sofrimento fetal crônico e do elevado obituário perinatal (Rezende, 1987).

ECLÂMPSIA:

Definida como a manifestação de convulsões e/ou coma não relacionados a outras condições cerebrais, durante o ciclo gravídico-puerperal, em pacientes com sinais e sintomas de pré-eclâmpsia, podendo ocorrer na gestação, no trabalho de parto e no puerpério (Rudge, Peraçoli e Cunha, 2000).

As convulsões da eclampsia podem ocorrer sem sinal prévio, mas alguns sintomas premonitórios devem servir de alerta para a iminência dessas complicações: distúrbios nervosos centrais como cefaléia occipital de forte intensidade e persistente, mudança de comportamento tanto para o lado da agitação como da obnubilação e torpor; distúrbios visuais como borramento da visão, escotomas, fotofobia; dor epigástrica ou no quadrante superior direito do abdome, náuseas e vômitos (Rudge, Peraçoli e Cunha, 2000).

A profilaxia da eclampsia tem sido tentada por meio da administração de ácido acetil salicílico, cálcio e óleo de peixe. A assistência pré-natal precoce e adequada, com hospitalização precoce e liberal tem contribuído para a diminuição da ocorrência dessa complicação.

SÍNDROME HELLP:

São as iniciais usadas para descrever a condição de paciente com pré-eclâmpsia grave que apresenta hemólise (H), níveis elevados de enzimas hepáticas (EL) e número baixo de plaquetas (LP). (Rudge, Peraçoli e Cunha, 2000).

Em sua fisiopatologia a doença é identificada como um processo de anemia hemolítica microangioática que pode acelerar e progredir para suas formas mais graves, caracterizadas por graus variados de coagulação intravascular disseminada (Oian citado por Rudge, Peraçoli e Cunha, 2000, p. 531).

Na síndrome HELLP há ativação intravascular das plaquetas e lesão endotelial. A ativação plaquetária determina liberação de tromboxano, causadora de vasoconstrição, agregação plaquetária e mais lesão endotelial (Rezende, 1987).

São sintomas típicos da síndrome a cefaléia, dor epigástrica ou no quadrante superior direito do abdome, náuseas e vômitos. A hipertensão está ausente em 20% dos casos e é leve em 30%.

DIAGNÓSTICO:

Em pacientes examinadas desde a primeira semana de gestação e normotensas, o diagnóstico é sugerido ao aparecer hipertensão após 24 semanas de prenhez. (Rezende, 1987).

São exames complementares valiosos o teste de hipertensão supina, o exame do fundo-dos-olhos, a biópsia renal e o doppler (Rezende, 1987).

   * Teste de hipertensão supina: permite prever o aparecimento da DHEG mais tarde. Considera-se o exame positivo quando se mudando a paciente do decúbito lateral para o dorsal a tensão diastólica eleva-se de no mínimo 20 mmHg.
   * Exame do fundo-dos-olhos: traduz o espasmo arteriolar. Nos casos mais graves há edema de papila, exsudatos em "flocos de algodão", hemorragia em "chama de vela" e edema sub-retiniano.
   * Biopsia renal: documenta a lesão glomerular toxêmica.
   * Doppler: Doppler das artérias uterinas, que traduz a presença de incisura bilateral no início da diástole.

PROGNÓSTICO:

Materno:

O prognóstico vincula-se à presença da crise convulsiva. A mortalidade materna na eclâmpsia é elevada (10-15%), enquanto que na pré-eclâmpsia torna-se mais grave quando sobrevém a síndrome HELLP. A maior causa de morte na eclâmpsia é a hemorragia cerebral (60%) seguida por edema agudo de pulmão. (Rezende, 1987).

Fetal:

As alterações placentárias ocasionam sofrimento crônico do concepto, que tem o seu crescimento intra-uterino restrito e pode morrer in útero. (Rezende, 1987).

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO:

Objetivos: (Kissner e Colby, 1998).

   * Diminuir a rigidez, através de mobilidade articular na amplitude possível;
   * Melhorar a circulação, através de exercícios de alongamento e fortalecimento dentro dos limites impostos pelo médico;
   * Aliviar o tédio, com várias atividades e posicionamento para os exercícios;
   * Manejo do stress e aumento do relaxamento, através de técnicas de relaxamento;
   * Preparação para o parto, com orientações sobre o parto, treino respiratório, e exercícios para assistir e preparar para o parto.

Orientações e precauções: (Kissner e Colby, 1998).

   * Todos os programas de exercícios devem ser estabelecidos individualmente, com base no diagnóstico, limitações, avaliação fisioterapêutica. As atividades precisam ir ao encontro das necessidades da paciente mas não devem complicar ainda mais a condição.
   * A paciente precisa ser monitorada de perto durante todas as atividades.
   * Alguns exercícios, especialmente os abdominais podem simular as contrações uterinas e devem ser modificados ou interrompidos.
   * Qualquer sangramento ou perda de líquido amniótico precisa ser monitorado e relatado.
   * Não deve ser permitida manobra de Valsalva.
   * Os exercícios devem ser lentos, homogêneos e simples e devem requerer o mínimo de esforço.

Sugestões de Programas de Exercícios:

A paciente deve ser posicionada em decúbito lateral esquerdo para evitar compressão da veia cava, aumentar o débito cardíaco e diminuir o edema nos membros inferiores. Se colocada em decúbito dorsal, uma toalha deve ser colocada no quadril para diminuir a compressão na veia cava inferior.

   * Respiração: O ideal é que se use a respiração diafragmática, concentrando-se na expiração, tentando manter o corpo (principalmente os ombros) relaxado. A gestante deve ser orientada para emitir sons tais como gemer, grunhir, sibilar, cantar e ao mesmo tempo gritar e quando as contrações se tornarem muito fortes não tentar coibir essa necessidade que pode ajudar a diminuir as dores (Balaskas, 1991).
   * Relaxamento.

CONCLUSÃO

O profissional fisioterapêutico obstétrico desempenha um papel importante relacionado a gestantes. Ele procura proporcionar um meio que gere condições físicas e emocionais, trazendo muitas vezes o apoio e o conforto na hora da dor, pois o nervosismo, a ansiedade e a falta de preparação para o parto, interagem diretamente no decorrer do transcurso, no que diz respeito ao trabalho do parto.



REFERÊNCIAS

FEBRASG. Tratado de obstetrícia. Rio de Janeiro: Revinter, 2000.

KISNER, Carolyn, COLBY, Lynn A. Exercícios terapêuticos. 3. ed. São Paulo: Manole, 1998.

REZENDE, Jorge de O., MONTENEGRO, Carlos A. B. Obstetrícia fundamental. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1987.

PERAÇOLI, José C., RUDGE, Marilza V. C.Como diagnosticar e tratar hipertensão arterial na gravidez. www.cibersaude.com.br. [10 ago. 2002].

Paralisia Cerebral e Fisioterapia Motora em Recém nascido

PARALISIA CEREBRAL E FISIOTERAPIA MOTORA/ RESPIRATÓRIA


Paralisia cerebral é o termo utilizado para definir um conjunto de distúrbios motores decorrentes de lesão no cérebro durante os primeiros estágios de desenvolvimento. Pode ocorrer também alteração mental, visual, auditiva, da linguagem e do comportamento. A lesão é estática: não muda e não se agrava, ou seja, o quadro não é progressivo. No entanto, algumas características podem mudar com o tempo.

O cérebro é o órgão que controla todo o funcionamento do organismo. É muito sensível e sofre logo com a falta de combustível (oxigênio) que mantém suas células vivas. A falta de oxigênio para o cérebro é uma das maiores causas de lesão cerebral e traz prejuízo para o desenvolvimento normal e pode acontecer antes, durantes ou depois do parto.

   * Antes do parto (causas pré-natais): infecções como rubéola, sífilis, listeriose, citomegalovirose, toxoplasmose e SIDA; uso de drogas, tabagismo, álcool; desnutrição materna; alterações cardiocirculatórias maternas (todos os nutrientes, inclusive o oxigênio da criança advêm da mãe).
   * Próximo do parto (causas perinatais): anóxia (falta de oxigênio no cérebro), hemorragias intracranianas (trauma obstétrico).
   * Após o parto (causas pós-natais): traumas na cabeça, meningites, convulsões, desnutrição, falta de estimulação, hidrocefalia.

O Sistema Nervoso Central (SNC) é formado pelo cérebro e medula espinal. O desenvolvimento do SNC se inicia dentro do útero e continua até os 18 anos de idade. Por isso, dependendo da etapa de desenvolvimento do cérebro, uma lesão tem efeitos diferentes. Após a lesão, o SN continua a se desenvolver às custas das partes não lesadas.

O diagnóstico é clínico, ou seja, deve ser feito através da história e exame físico da criança realizado por médico habilitado. Os exames complementares, como tomografia computadorizada, podem não ter correlação com a gravidade do quadro (não irão determinar se o quadro é grave ou não, mas apenas constatar a presença da lesão), mas são importantes para determinar a etiologia. O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja estabelecido de forma precoce.
São as alterações que ocorrem na vida de uma pessoa desde seu nascimento. Ocorre no sentido da cabeça para os pés. O padrão de normalidade é definido a partir da média de uma população considerada normal.

Quando a família percebe que uma criança apresenta alteração no seu desenvolvimento (por exemplo, demora a sentar, andar ou falar) deve procurar logo o pediatra.

Os dados abaixo representam o que a maioria dos bebês consegue fazer:

RECÉM-NASCIDO

Ao nascer, o bebê mantém uma relação muito forte com a mãe, sentindo-se como fazendo parte do seu corpo. Nesta fase, o bebê deita em posição fetal (corpo encolhido), mantendo as mãos fechadas. Reage ao som, a luz e ao toque.

AOS TRÊS MESES

O bebê consegue sustentar a cabeça, ficar com os braços soltos e as mãos abertas. Começa a sorrir e seguir com os olhos e a cabeça objetos e sons apresentados. Presta atenção ao que está a sua volta e já tenta pegar os objetos mostrados, apesar de não conseguir.

AOS SEIS MESES

O bebê já é capaz de pegar objetos que vê, combina os movimentos das mãos e olhos, passa os objetos de uma mão para outra. Se colocado de bruços (deitado de barriga para baixo), vira de lado e de barriga para cima sem ajuda. Arrasta-se de barriga para baixo.

Começa a descobrir o próprio corpo (é quando leva o pé à boca). Reconhece objetos, manipulando-os e colocando-os na boca.
A partir do sexto mês o bebê é capaz de ficar sentado sem apoio.

AOS NOVE MESES

Nesta fase, o bebê emite sons o tempo todo. Senta sem apoio. Engatinha e fica em pé com apoio.

AOS DOZE MESES (1º aniversário)

Ao completar 1 ano de vida, a criança pode andar sem ajuda. Começa a falar as primeiras palavras e entende ordens simples. Imita o que vê e mostra o que quer com o dedo. É capaz de perceber coisas que estão escondidas. Gosta de brincar de "esconder" e tentar encaixar e empilhar objetos.

AOS DEZOITO MESES

A criança anda com segurança, porém corre desajeitadamente. Quer subir, abrir e mexer em tudo o que vê. Começa controlar "xixi/cocô" e usar o piniquinho. Fala mais palavras do que no primeiro ano de vida.

AOS VINTE E QUATRO MESES (2º ano de vida)

A criança corre com segurança, cria situações e histórias novas em suas brincadeiras. Gosta de rabiscar e é capaz de folhear as páginas de um livro.

Peso (meninos e meninas)

   * nascem com ± 3Kg ( até 2,5Kg pode ser normal, mas merece atenção)
   * até 6 meses aumentam de 20 a 30g por dia
   * de 6 a 12 meses aumentam 15 a 25g por dia
   * De 12 a 24 meses ganham mais 2 a 3Kg

Altura (meninos e meninas)

   * nascem com 49 a 51cm de comprimento
   * aos 3 meses tem ± 58 a 60cm de comprimento
   * aos 6 meses tem ± 64 a 68cm de comprimento
   * de 6 a 12 meses ganham 10cm a mais de comprimento
   * De 12 a 24 meses ganham mais 10cm de comprimento

Perímetro Cefálico ( meninos e meninas)

   * nascem com ± 33 a 35cm
   * até 3 meses aumentam 2cm por mês
   * de 3 a 6 meses aumentam 1cm por mês
   * de 6 a 12 meses aumentam 0,5cm por mês
   * De 12 a 24 meses aumentam mais 2cm

Há vários tipos de paralisia cerebral, dependendo da alteração motora predominante,são classificada da seguinte forma:

   * Espástico: É o tipo mais comum. Ocorre lesão do córtex cerebral com diminuição da força muscular e aumento do tônus muscular. Tônus é o grau de tensão muscular. Ocorre um aumento da tensão que pode ser sentido à palpação ou como uma maior resistência à movimentação de uma parte do corpo.
   * Atetóide: ocorrem movimentos involuntários que a criança não consegue controlar.
   * Atáxico: dificuldade na coordenação motora (tremores ao realizar um movimento).
   * Mistos: características de 2 tipos ao mesmo tempo (por exemplo: espástico e atetóide)

Dependendo da distribuição das partes do corpo afetados, teremos:

   * Tetraparesia: pernas e braços igualmente comprometidos.
   * Diparesia: as pernas são mais comprometidas do que os braços.
   * Hemiparesia: um lado do corpo é afetado.
   * Monoparesia: apenas um membro é afetado.

São decorrentes da lesão neurológica da criança: convulsões, alterações visuais e/ou auditivas, alteração do comportamento, hiperatividade, déficit de atenção, alteração da deglutição, mastigação, atraso na linguagem, alterações dentárias, etc. Cada distúrbio deve ser diagnosticado e tratado adequadamente. O comprometimento mental é muito variável; nem todo portador de PC tem deficiência mental.
da criança depende do seu potencial e da resposta ao tratamento realizado.

A reabilitação da criança com paralisia cerebral deve abranger todos os aspectos do desenvolvimento: motor, psicológico, comunicação, social e cultural. Deve ser realizada por equipe interdisciplinar com a participação de diferentes terapeutas, sendo o envolvimento da família essencial para a realização e sucesso do tratamento. Os familiares não se tornarão terapeutas ou técnicos, mas devem aprender noções básicas de como lidar com a criança e como realizar sua estimulação em casa. Os exercícios são a medicação que a criança deve "tomar" todos os dias em casa. O objetivo do tratamento varia para cada paciente, mas deve sempre visar a maior independência e melhor qualidade de vida possível.

A equipe de reabilitação deve ser composta por técnicos de diferentes áreas: fisiatria, odontologia, serviço social, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, fonoaudiologia. Dependendo das particularidades de cada criança pode haver necessidade do acompanhamento de outros profissionais: neurologista, ortopedista, psiquiatra, pneumologista, gastroenterologista, otorrinolaringologista e nutricionista.

A criança necessita antes de tudo do carinho e afeto da família. Todos nós precisamos nos sentir amados para conseguirmos nos desenvolver e crescer; a criança portadora de necessidade especial também.

A evolução da criança depende do seu potencial e da resposta ao tratamento realizado.

Sem estimulação não há desenvolvimento!

A paralisia Cerebral é um tema de extrema importância para a Fisioterapia.

O tratamento é altamente individualizado, dependendo das capacidades da criança, do tipo de paralisia cerebral e das afecções associadas.A metas são:

   * Maximizar o desenvolvimento de capacidades de movimento e evitar contraturas.Intervir cedo com mobilidade e atividades evolucionárias, em resposta a sinais sutis de desequilíbrio muscular nas crianças. Simular experiências motoras grosseiras e finas apropriadas para a idade;
   * Abordar a função motora oral no contexto da função motora total da criança;
   * Identificar e responder a anormalidade do tônus, a fim de aumentar as oportunidades para os movimentos auto-iniciados;
   * Minimizar ou prevenir seqüelas do alinhamento precoce ou problemas neuromotores através de uma intervenção pronta;
   * Integrar intervenções ás atividades cotidianas da criança a fim de maximizar os resultados educacionais e neuromotores;
   * Utilização de estimulação muscular direta para obtenção de ganho funcionais relacionados ao grupo muscular estimulado:
   * Utilização de órteses termoplásticas moldadas sob medida, quando necessário.

A utilização do método Bobath :

Bobath é uma abordagem terapêutica e de reabilitação, desenvolvida para o tratamento de adultos, crianças e bebês com disfunções neurológicas. Tudo começou como parte do trabalho de Berta (fisioterapeuta) e Dr. Karel Bobath (neuropediatra) nos anos 1940-50 desenvolvido inicialmente a partir de experiências clínicas, tendo como base à compreensão do desenvolvimento normal, utilizando todos os canais perceptivos para facilitar os movimentos e as posturas seletivas que aumentam a qualidade das funções. Atualmente este método de tratamento baseia-se em estudos científicos nas áreas da ciência do desenvolvimento, biomecânica, estudos eletromiográficos e ciência da aprendizagem motora; tendo como princípio não só o modelo do SN mas também a sensação do movimento, a postura, os reflexos, o tônus e os problemas cinesiológicos. Através de uma abordagem holística da criança neuropata, busca avaliar e tratar o indivíduo de maneira global, apartir de uma interação entre o terapeuta e a criança, considerando-se as relações psico-sociais da mesma.

O método Bobath tem como objetivo estimular a função muscular e inibir movimentos anormais em crianças e adultos com disfunções neurológicas. Oferecendo uma grande melhora nas atividades da vida diária.

A criança aprenderá a se mover através da percepção do movimento normal, processo no qual as mãos e o corpo do terapeuta constituem ferramentas de grande importância.Um dos objetivos do tratamento é o aprimoramento da qualidade da função. Isso exige uma preparação sistemática, prevenindo-se contraturas e deformidades ou inibindo a atividade tônica reflexa.

Através do método Bobath quanto mais precoce se inicia o tratamento, se estabelecerá sua melhora mais eficaz do paciente tanto motora, sensorial ou postural.

Utilização da fisioterapia respiratória:

Proporcionando a manutenção de boas condições cárdio-respiratórias da criança, evitando complicações pulmonares que venham a retardar seu processo de reabilitação.

Como em alguns caso o paciente apresenta excursão pulmonar limitada em virtude da perda de função dos músculos respiratórios e ao controle postural deficitário, predispõe à infecção torácica. Técnicas: drenagem postural, reeducação postural para melhor entrada de ar, ensinar tosse produtiva, exercícios respiratórios.

A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.


Bibliografia:

Long,T.M., Cintas,H.L., Manual de fisioterapia pediátrica,Editora Revinter, - Rio de Janeiro, 2001.

http://www.acadef.com.br/saudexdeficiencia.html#Paralisia%20Cerebral

http://tmmp.sites.uol.com.br/

http://www.foa.org.br/vitalsampol/ Artigos/Artigo31-40/artigo31/artigo31

O Uso do Botox na Fisioterapia

BOTOX

TOXINA BOTULÍNICA

ESTRUTURA BIOQUÍMICA DA MOLÉCULA DE BOTOX

O QUE É A TOXINA BOTULÍNICA?

Substância líquida , estéril e liofilizada produzida pela bactéria Clostridium Botulinum a qual contém a mesma substância do envenenamento (BOTULISMO).

Existem dois tipos :

   * A= BOTOX e DYSPORT
   * B= MYOBLOC


PARA QUE SERVE?

NA ESTÉTICA:

   * Usado para corrigir marcas de expressão (rugas e pés de galinha).
   * Melhorar aspectos de envelhecimento.
   * Elevação da ponta do nariz.
   * Sorriso gengival.

NA TERAPIA:

   * Casos de paralisia cerebral. (Extremidades inferiores).
   * Doenças neurológicas.
   * Transpiração excessiva nas mãos e axilas.
   * Estrabismo e Blefaroespasmo.(contração incontrolável dos músculos superciliares que podem forçar o olho a fechar e causar cegueira funcional).


COMO AGE?

NA ESTÉTICA: Paralisa a musculatura onde é injetada , de forma que o músculo paralisado não consegue enrugar a pele e desta forma não formam rugas.

NA TERAPIA: Inibindo a liberação da acetilcolina ( neurotransmissor químico responsável pela contração muscular) causando relaxamento muscular.


COMO É FEITA A APLICAÇÃO?

Com microagulhas , muito finas , importadas da itália , e que possuem uma camada de silicone protetor que permite a punção facilmente e com a mínima dor.


LOCAIS DE APLICAÇÃO

NA ESTÉTICA: Testa , em torno dos olhos, lábios , maçãs do rosto , nariz , boca , pescoço , colo , axilas e palma das mãos.

NA TERAPIA: A aplicação deve ser feita diretamente no músculo comprometido inibindo a liberação da Acetilcolina.


QUEM PODE APLICAR?

   * NA ESTÉTICA: Dermatologistas.
   * NA TERAPIA: Neurologistas , fisiatras , ortopedistas e etc.


INDICAÇÕES

   * NA ESTÉTICA: Não existe idade certa , normalmente a partir dos 30 anos.
   * NA TERAPIA: Usado desde as crianças.


CONTRA INDICAÇÕES

   * Mulheres grávidas.
   * Pessoas com alergia a toxina.
   * Portadoras de doenças degenerativas.


REAÇÕES ADVERSAS

   * Dor de Cabeça.
   * Infecção respiratória.
   * Síndrome da gripe e náusea.
   * Dor na face.
   * Vermelhidão no local da injeção.
   * Fraqueza Muscular.


CUIDADOS APÓS A APLICAÇÃO

Não deitar pelo período de 4 hrs.

Não massagear ou apertar a área.

Não realizar atividades físicas .

APENAS NO DIA DA APLICAÇÃO.


BOTOX X FISIOTERAPIA

Como já foi dito , o BOTOX também é usado em conjunto com a fisioterapia e é indicado no tratamento de diversos problemas tais como:

   * DISTONIAS.
   * ESPATICIDADES.
   * DIFICULDADES NA MARCHA.
   * MAIOR CONFORTO PARA ADAPTAÇÃO DO PACIENTE EM CADEIRA DE RODAS.
   * MAIOR CONTROLE DOS MOVIMENTOS E POSTURAS IRREGULARES.
   * DISTONIA CERVICAL , FARÍNGEA , OROMANDIBULAR
   * CÃIBRA.
   * BRUXISMO.
   * CEFALÉIA.
   * GAGUEIRA.
   * TIQUES.
   * LESÕES ESPORTIVAS.
   * SINDROME MIOFACIAL.
   * TREMOR.


O QUE SÃO DISTONIAS?

Grupo de doenças caracterizado por espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais , quase que freqüentemente dolorosos.


ESPASTICIDADES

Resistência ao estiramento passivo de um músculo ou um grupo muscular (Hipertonia).

Se apresenta por reflexos tendinosos exarcebados.


QUAIS AS ÁREAS ATINGIDAS PELA ESPASTICIDADE?

Músculos antigravitacionais ( flexores de membros superiores e extensores de membros inferiores).


QUAIS AS ÁREAS ATINGIDAS PELOS ESPASMOS?

   * Olhos.
   * Pescoço.
   * Mão.
   * Um lado inteiro do corpo ( hemidistonia ).
   * Corpo inteiro ( em alguns casos ).


QUEM UTILIZA O TRATAMENTO?

Pacientes com:

   * Paralisia cerebral.
   * Traumatismo craniano.
   * AVC.
   * Lesões Medulares.
   * Outras patologias do SNC.


MÚSCULO ESPÁSTICO = MÚSCULO HIPERATIVO

Um músculo espástico provoca:

   * Grande dificuldade de mobilização (Passiva ,Ativa ou Ativa Assistida ).
   * Prejudica o trabalho do fisioterapeuta.
   * Limitações ao processo de reabilitação.
   * Limitações na qualidade de vida do paciente.


AÇÃO
   * A acetilcolina promove contração muscular.
   * A espasticidade é a liberação excessiva de Acetilcolina no entroncamento neuromuscular.


COMO AGE:

O uso do BOTOX reduz esta atividade excessiva pois ao ser aplicada via injeção intramuscular no ventre do músculo , verifica-se uma rápida difusão para a junção neuromuscular , interferindo na liberação da Acetilcolina , causando assim a paralisia.


DESTE MODO:

Reduz a atividade muscular tônica ou fásica excessiva , levando a um aumento da motricidade ativa e passiva , permitindo um alongamento maior dos músculos injetados.


ASSIM:

Os Bloqueios nervosos podem diminuir a atividade muscular ou a dor , dando ao paciente a oportunidade de adquirir novos movimentos.


OBJETIVOS DA FISIOTERAPIA PÓS APLICAÇÃO DA TOXINA.

   * Aumentar a amplitude de movimento (ADM).
   * Melhorar a função.
   * Promover o controle seletivo.
   * Promover o ganho de força , coordenação e outros componentes do desempenho motor indispensável ao processo de reabilitação.







ETAPAS DO BOTOX

1ª ETAPA

2ª ETAPA

3ªETAPA

4ª ETAPA

5ª ETAPA

6ªETAPA

ULTIMA ETAPA

EMBALAGEM DO PRODUTO COMERCIALIZADO

BIBLIOGRAFIA

www.naturale.med.br/botox.htm

www.naturale.med.br/botox2.htm

www.clinicamuricy.com.br/estetica

www.vitabrasilnet.com.br

www.wplastia.com.br/botox/video.htm

www.copacabanarunners.net/botox.html

www.mulher.terra.com.br/beleza/interna

www.belezainteligente.com.br

www.cirplasticaestetica.com.br/botox.html

www.fisiobrasil.com.br

www.slimclinic.com.br/botox.htm

Fundamentos para a fisioterapia respiratoria

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA - QUESTIONÁRIO


1) Qual a ação do surfactante no alvéolo?

O surfactante é uma substância secretada pelas células de revestimento interno do alvéolo (pneumócitos II) que tem como ação reduzir a tensão superficial, impedindo o colapso alveolar e facilitando a entrada de gases no alvéolo. Essa tensão superficial se caracteriza por uma forte atração das moléculas na superficie do alvéolo, dificultando a passagem do ar. A ação do surfactante é inversamente proporcional à superfície do alvéolo.

2) Qual a importância do tecido elástico na expansão pulmonar?

As forças elásticas representam a complacência pulmonar, importante tanto na inspiração quanto na expiração, sendo de 2 tipos:

1. Forças elásticas do próprio tecido pulmonar: Na expansão pulmonar as fibras de elastina e colágeno encontram-se distendidas e alongadas, enquanto que no final da expiração (pulmões vazios) as fibras estão contraídas e retorcidas.
2. Forças elásticas causadas pela tensão superficial: esse tipo de força é responsável por 2/3 da força elástica pulmonar total, está relacionada com a presença do surfactante no interior do alvéolo, pois é ele que provoca a entrada de ar nos alvéolos e a conseqüente expansão pulmonar.
A força elástica pulmonar total representa uma resistência na expansão do pulmão (inspiração = processo ativo).

Forças antagônicas à expansão: tecido elástico (parte histofuncional do parênquima pulmonar) e a tensão superficial(atração entre as moléculas que compõem a interface sólida e líquida do alvéolo). Essas são forças que tendem levar o pulmão ao colapso, sendo que a pressão intrapleural positiva auxilia o tecido elástico e a tensão superficial a colabar o pulmão, e a pressão negativa intrapleural proporciona a expansão do pulmão.

3) Qual a importância do espaço pleural e da pressão intra-pleural na mecânica da inspiração e expiração?

O espaço pleural está compreendido entre a pleura visceral e a pleura parietal, contendo uma camada delgada de líquido pleural, que lubrifica os movimentos dos pulmões no interior da cavidade, impedindo o atrito entre esses. A pressão pleural é importante na determinação dos movimentos dos pulmões. Na expiração ela é positiva, comprimindo os pulmões e com isso facilita a saída do ar. Na inspiração ela deve ser negativa para possibilitar a expansão dos pulmões, com a entrada de ar.

4) Em que se baseia a afirmativa de que a expiração é passiva e a inspiração é ativa?

A inspiração é ativa por ocorrer um aumento no diâmetro craneo-caudal e antero-posterior da caixa torácica, pelo gasto de energia na contração dos músculos necessários para expansão pulmonar. A expiração é passiva por ocorrer apenas relaxamento muscular, sem gasto de energia, mas ela pode se tornar ativa, dependendo da quantidade de ar.

5) Pode a capacidade vital aumentar em um indíviduo? Como?

Sim. A capacidade vital vai aumentar em pessoas atléticas, e ela é maior em pessoas com maior estatura, sendo que pode aumentar pelo aumento da expansão pulmonar e a capacidade de troca gasosa no alvéolo. Aumentando os diâmetros da caixa torácica, aumenta a capacidade vital, e isto acontece pela ação do conjunto de ossos, ligamentos e músculos.

6) Qual a relação entre o espaço morto fisiológico e a pressão intra-pleural?

Espaço morto fisiológico: espaço em que não ocorre trocas gasosas (espaço morto anatômico mais o espaço dos alvéolos que tem ventilação mas não tem perfusão, portanto, onde não ocorre a hematose).

Pressão intra-pleural negativa diminui o espaço morto fisiológico, pois os alvéolos não-funcionais começam a funcionar, apresentando perfusão.

Pressão intra-pleural positiva aumenta o espaço morto fisiológico, pela própria compressão sobre o pulmão, fazendo com que alguns alvéolos se tornem não funcionais nesta ocasião.
Local de pressão mais negativa no ápice diminui o espaço morto fisiológico.

7) Conceitue ventilação alveolar, diferenciando-a da ventilação pulmonar:

Ventilação alveolar: é a intensidade com que o ar novo chega aos alvéolos, sacos alveolares, dutos alveolares e bronquíolos respiratórios, é o ar que realiza troca.

Ventilação pulmonar: é a entrada e saída de ar entre a atmosfera e os alvéolos pulmonares. Todo o ar, inclusive o ar que realiza troca (todo o ar que entra no pulmão).

8) O que é ar expirado e qual a pCO2 do ar expirado?

O ar expirado é a combinação do ar proveniente do espaço morto e do ar alveolar e a pressão parcial de CO2 é de 27 mm Hg.

9) Qual a influência do sistema simpático e parassimpático sobre o trabalho respiratório?

O sistema simpático faz bronquiodilatação, diminuindo a resistência para a entrada e saída de ar, conseqüentemente diminuindo o trabalho respiratório. O sistema parassimpático faz bronquioconstrição, aumentando a resistência e aumentando o trabalho respiratório.

10) Qual a razão da negatividade do espaço pleural?

A pleura visceral é irrigada por sangue que vem do VD e vai ao AE (Pcoloidosmótica = -28mmHg e P.capilar pulmonar = -7mmHg).

A pleura parietal é irrigada plor sangue VE e vai AD. Ambas tem em comum a mesma P.coloidosmótica = - 28mmHg e P.capilar sistêmica = -17mm Hg.

Portanto a pressão intra-pleural tende ser subatmosférica, menor que 760mmHg. E essa pressão negativa é importante para manter os pulmões expandidos.

11) Há benefício no processo de umidificação do ar alveolar? Por que?

Não. Pois diminui a pO2, não trazendo nenhum benefício funcional, só histológico, evitando o ressecamento da célula.

12) Qual o valor máximo da pO2 alveolar em condições normais de respiração?

pO2 alveolar = -149,3mmHg até, no máximo, 150mmHg.

13) Como se comporta a pCO2 alveolar em um aumento do metabolismo celular?

Com o aumento do metabolismo celular vai aumentar a pCO2 no alvéolo, pela maior concentração de CO2 no sangue proporcionando a maior difusão dessa gás para dentro do alvéolo (a solubilidade de CO2 é fator favorável). A pCO2 pode diminuir pela regulação da respiração.

14) Faça um esquema da membrana respiratória:

alvéolo memb.respiratória capilar
CO2 O2

15)Diferencie coeficiente de difusão de capacidade de difusão de um gás:

O coeficiente de difusão é a transferência facilitada do gás através da membrana respiratória, enquanto que a capacidade de difusão é como o gás se difunde através da membrana a cada minuto por uma diferença de pressão de 1mmHg. O coeficiente é propriedade do próprio gás.

16) Descreva os fatores que regem a difusão dos gases na membrana respiratória:

   * a espessura da menbrana respiratória;
   * a área de superfície da membrana;
   * o coeficiente de difusão do gás na membrana;
   * a diferença de pressão entre os lados da membrana;

Todos eles tem influência na capacidade de difusão do gás, ou seja, de passar a membrana respiratória.

17) O que é relação ventilação-perfusão?

É a relação de entrada e saída de ar na unidade alveolar, e é importante por determinar as trocas gasosas, sendo que algumas áreas do pulmão apresentam boa ventilação mas deficiente perfusão, alterando com isso a difusão do gás. Perfusão: passagem de sangue pelo capilar. Ventilação: entrada e saída de ar na unidade alveolar.

18) Como se comporta a relação ventilação-perfusão no ápice pulmonar?

No ápice pulmonar ocorre uma boa ventilação , mas perfusão igual a zero. Em casos de exercícios físicos, ocorre fluxo sanguíneo para o ápice. O desequílibro da relação ventilação-perfusão proporciona má oxigenação tecidual e deficiente remoção de CO2.

OBS: Pra continuar com pressão intra-pleural positiva, vai se aumentar o trabalho respiratório. Então não posso dizer que a pressão vai estar sempre negativa.



Propriedades elásticas do sistema respiratório

Os tecidos dos pulmões e do tórax são formados por fibras elásticas , cartilagens , células epiteliais e endoteliais , glândulas , nervos , vasos sanguíneos e linfáticos , e todos obedecem a lei de Hooke (quando uma força atuar sobre um corpo , a variação de comprimento e diretamente proporcional a força aplicada , até que alcance os limites elásticos ) , quando maior a pressão gerada pelos músculos respiratórios , maior o volume inspirado .

A relação pressão e volume depende da variação de volume medida em condições estáticas , quando não há fluxo de ar no pulmão , e não depende da velocidade com que o volume é alcançado .

A inclinação da curva volume-pressão é conhecida como complacência do sistema respiratório , sendo a equação :

Crs=? V/Pel,rs , onde Crs é complacência do sistema respiratório , ?V é a variação de volume pulmonar e Pel,rs é a pressão de retração elástica do sistema respiratório , quanto maior a Crs mais distensível é o tecido .

A medição da complacência do sistema respiratório pode ser feita das seguintes maneiras :

   * Complacência estática - difícil de ser realizada , pois necessita de ausência de fluxo no pulmão , necessitando que o paciente esteja sedado e necessita de longa pausa no ciclo respiratório .
   * Complacência dinâmica - é mais utilizada clinicamente , pois não necessita de pausas respiratórias , tomando-se para cálculo de complacência os pontos na curva onde o fluxo aéreo é nulo (fim da expiração e inspiração) .
   * A complacência depende do volume pulmonar total , pessoas com grandes volumes pulmonares , terão maior complacência para um mesmo volume inspirado , do que aquelas com pequenos volumes pulmonares , mesmo que ambos pulmões sejam normais .Devido a isso é necessário determinar a complacência específica(CeFF) , que é a complacência dividida pelo volume pulmonar onde se faz a medida , usualmente na capacidade residual funcional .

Em situações fisiológicas a complacência é constante na faixa de volumes pulmonares entre 25% a 75% da capacidade vital , abaixo e acima disso a complacência tende a cair , a nível de CRF o sistema respiratório encontra-se em equilíbrio estático .

A medição da complacência em pacientes em ventilação mecânica , deve ser mais cuidadosa , para não ocorrer erros de interpretação , principalmente na presença de PEEP , auto-PEEP , portanto para maior precisão a equação da complacência deve ser a seguinte :

Crs=?V/Pel,rs-PEEP-PEEPi , onde PEEPi é PEEP intrínseco .


Transporte de gases

O ar no sistema respiratório é basicamente composto por oxigênio ,dióxido de carbono , nitrogênio e vapor d'água .

As propriedades físicas obedecem as seguintes leis :-

   * Lei das pressões parciais de Dalton - a pressão exercida por uma mistura de gases é igual a soma das pressões que cada um exerceria se ocupasse o espaço sozinho . A pressão exercida pelo vapor saturado depende apenas da temperatura e do líquido considerado .
   * Lei de Boyle - o volume de uma massa fixa de gás é diretamente proporcional à pressão , desde que a temperatura permanece constante  

A saturação do ar alveolar com vapor d'água à temperatura corporal de 37o tem uma pressão de 47 mmHg , independente dos gases e invariável com a pressão barométrica .

   * Lei de solução de Henry - a quantidade de gás que entra numa solução simples à temperatura constante é proporcional á pressão e numa mistura de gases , a solubilidade de cada gás varia proporcionalmente com sua pressão parcial .

Os gases são transportados no sangue como resultado da formação de uma solução e de uma combinação química .

Transporte de oxigênio

Pode ser transportado de 2 maneiras :

   * Dissolvido no plasma - é quantidade mínima , 0,3 vols %.
   * Combinação química com a hemoglobina - depende da pressão de oxigênio e pode ser representada pela curva de dissociação do oxigênio

Quando a PaO2 esta em 100 , a saturação de Hb é de 97,4 , esse ponto é chamado de ponto arterial , quando a PaO2 esta em 40 a saturação de Hb é de 70 , esse ponto se chama ponto venoso .

A quantidade de oxigênio que o sangue é capaz de transportar depende da :

   * quantidade de hemoglobina nos eritrócitos
   * número de eritrócitos
   * quantidade de dióxido de carbono transportada pelo sangue .

Transporte do dióxido de carbono

Pode ocorrer por :Dissolução no plasma - reage com a água é forma o ácido carbônico

H2 + CO2 -> H2CO3-> H+ + HCO3-

Combinação química - o dióxido de carbono combina-se com o grupo amino das proteínas do plasma para ser transportado , também se une a porção amina da molécula de hemoglobina ,enquanto que o oxigênio se liga ao radical ferro da hemoglobina ,outra maneira de ser transportado o dióxido de carbono é através do bicarbonato .

O dióxido de carbono se difunde rapidamente para dentro do eritrócito , onde há presença de anidrase carbônica que acelera a transformação de dióxido de carbono em ácido carbônico . H2O + CO2 ????CO3

A hemoglobina reduzida (sem oxigênio) age como uma base e finaliza o H+ liberado do H2CO3 ????????CO3- , o HCO3 liberado sai do eritrócito e é substituído pelo Cl- do plasma , e isso é denominado transporte iônico de cloreto , dentro do eritrócito o Cl- se combina com o K+ , e forma o cloreto de potássio , e no plasma o HCO3- combina-se com o Na+ é forma o bicarbonato de sódio .

C) Conservação do pH sanguíneo

O pH do sangue esta normalmente entre 7,35 a 7,45 , sendo uma solução levemente alcalina , a acidez ou alcalinidade de uma solução depende da presença de íons de hidrogênio (H+) ou íons hidroxila (OH-).

O pH sangüíneo dependerá da proporção de bicarbonato e ácido carbônico presente no plasma sanguíneo .

   * aumento de PaCO2 tenderá a produção de acidose respiratória .
   * aumento no HCO3 tenderá a produção de acidose metabólica .
   * diminuição do PaCO2 tenderá a alcalose respiratória
   * diminuição do HCO3 tenderá a alcalose metabólica

Controle químico da respiração

Um aumento do dióxido de carbono no sangue , produzirá uma aumento no ácido carbônico no líquido cerebroespinhal , que aumentará a quantidade de íon hidrogênio , produzindo um efeito excitatório no centro respiratório .

O pH sanguíneo é mantido em equilíbrio através do bicarbonato e ácido carbônico ; os rins regulam a concentração de bicarbonato do plasma .

Um aumento de dióxido de carbono , leva ao aumento de ácido carbônico no plasma , que aumentará os íons hidrogênio , que diminuirá o pH , que exercerá um efeito excitatório sobre o centro respiratório .


Relação Ventilação/Perfusão

A relação ventilação perfusão (V/Q) é a razão existente entre a quantidade de ventilação e a quantidade de sangue que chega a esse pulmão , tendo como valores normais por volta de 0,8 .

Para que ocorra uma troca gasosa ideal é necessário que o volume de ar que entra no alvéolo (V) seja próximo ao volume de sangue (Q) que passa através do pulmão. Essa relação entre o ar alveolar e o débito cardíaco, é chamada relação ventilação/perfusão (índice V/Q).

No pulmão normal esta relação deve estar abaixo de 1(um) já que o pulmão não é todo ventilado a cada inspiração.

As alterações da relação ventilação/perfusão são notadas dependentes da complacência e permeabilidade das vias aéreas. O fluxo sangüíneo não se distribui homogeneamente e depende da pressão hidrostática capilar, diferença de pressão entre o ar alveolar e as arteríolas pulmonares, e outros fatores.

A relação ventilação/perfusão está comprometida em três situações:

A. Índice V/Q ALTO – neste caso a ventilação é alta e o fluxo sangüíneo é baixo, isso produz aumento de espaço morto , produzindo hipoxemia e hipercapnia .

B. Índice V/Q BAIXO – neste caso a ventilação é baixa e o fluxo sangüíneo é alto, pode ser chamado de shunt intrapulmonar, pode produzir uma hipoxemia com ou sem hipercapnia .

C. Índice V/Q nula - não há nem ventilação e nem perfusão sanguínea.

No indivíduo normal, segundo West, existem várias áreas com diferentes índices V/Q, no ápice o V/Q é alto, pois a ventilação é melhor que a perfusão. Na base o índice V/Q é baixo pois aí a perfusão é melhor que a ventilação. No médio a ventilação alveolar é menor que a pressão das arteríolas, mas em compensação a pressão do capilar venoso é menor que a do ar alveolar com isso ocorre equilíbrio na relação.

As áreas dependentes (região que fica para baixo) são melhores ventiladas com volume corrente baixo e melhor perfundidas , há melhora na perfusão porque a área que esta dependente tem um aumento na pressão hidrostática , que aumenta o fluxo sanguíneo , e a ventilação é melhor porque a área dependente é mais complacente que a região não dependente , e a respiração com baixo volume corrente tende a se deslocar para regiões mais complacentes .

Existe um shunt fisiológico que é de 5% , devido aos vasos brônquicos e veias de tebésios .


Volumes e capacidades pulmonares

Os volumes pulmonares estão relacionados com a constituição física do indivíduo .

A Capacidade vital (CV) é o volume de ar que se pode expelir dos pulmões , após inspiração profunda máxima , o homem apresenta uma CV de cerca de 4, 5 l e a mulher uma CV por volta de 3,2 l .

O volume inspiratório de reserva (VIR) é o volume inspirado além do normal, e calcula-se estar por volta de 2,6 l.

O volume expiratório de reserve (VER) é o volume expirado além do normal e calcula-se estar por volta de 1,5 l ..

O volume corrente (VC) é o volume de ar que respiramos em repouso e sem esforço e calcula-se estar por volta de 0,4 l .

A capacidade residual funcional(CRF) é a quantidade de ar que fica no pulmão após a expiração suave , e esta por volta de 3 l , é composta pelo volume de reserva expiratório(VRE)(1,5 l) e volume residual (VR) (volume que não pode ser expelido dos pulmões , e que esta por volta de 1,5 l)

O volume expiratório forçado(VEF) é a medição da CV expelida de forma rápida e forçada , tendo valor clínico importante , principalmente se medido no primeiro segundo (VEF1) , que em uma pessoa normal deve ser 70% da CV total , e esta diminuída e indivíduos com obstrução das vias aéreas .

O volume máximo de ventilação (VMM) é a respiração mais rápida e profunda que o indivíduo possa fazer durante 15 segundos , e então calcula-se o volume minuto , devendo ser mais de 100 l em pessoas normais . Também apresenta valor clínico importante .

O espaço morto é o espaço onde não há trocas gasosas , dos 400 ml que circulam nas vias aéreas , apenas 250 ml chegam a zonas de troca gasosa os outros 150 ml ficam nas zonas condutoras , e esse lugar onde fica esse ar é chamado de espaço morto anatômico .Alguns alvéolos podem também não estar sendo perfundidos por sangue , portanto não há troca gasosa , a esse espaço alveolar não funcionante denomina-se espaço alveolar morto , a soma do espaço morto anatômico e o espaço alveolar morto , denomina-se espaço morto fisiológico .

FISIOTERAPIA APLICADA AO PACIENTE COMATOSO

Coma é uma síndrome caracterizada pelo Estado de inconsciência em que o paciente não pode ser despertado, sendo incapaz de responder a estímulos externos ou necessidades internas, ainda que os movimentos reflexos e posturais estejam presentes. Em maior ou menor grau há perda da consciência, motricidade voluntária, com preservação das funções vegetativas intactas ou modificadas.

Etiologia

De acordo com a anatomia, a etiologia do coma é devido à disfunção do Sistema Ativador Reticular (SAR) e/ou dos hemisférios cerebrais por lesões estruturais ou metabólicas. A lesão estrutural tem que ser grande para que afete ambos os hemisférios cerebrais e resulte em coma. As lesões estruturais do SAR estão usualmente associadas a sinais neurológicos focais, devido à sua localização anatômica no tronco cerebral adjacente a múltiplos nervos cranianos e a tratos ascendentes e descendentes. Portanto, na ausência de sinais neurológicos focais, o coma é usualmente, o resultado de uma supressão global, metabólica ou tóxica, dos hemisférios cerebrais e/ou do SAR.

Plun e Posner (1980) classificam o estado de coma conforme o sitio lesional para facilitar sua abordagem. Utilizaram para essa classificação a estrutura anatômica que é a tenda do cerebelo, delaminação da dura-máter para dividir o compartimento intracraniano supratentorial (são todas as estruturas que localizam-se acima da tenda do cérebro) e compartimento infratentorial. Há também as lesões encefálicas difusas, multifocais e/ou metabólicas.

As lesões supratentoriais são divididas em lesões destrutivas subcorticais:

   * Rinencefálicas.
   * Lesões expansivas supratentoriais como por exemplo hemorragias, infartos, tumores, abscessos, trauma craniano.

Já as lesões infratentoriais são divididas em:

   * Lesões isquêmicas como hemorragia pontina, infarto do tronco encefálico, enxaqueca vertebrobasilar, desmielização de tronco encefálico, tumores do tronco encefálico, abscessos e granulomas de tronco encefálico.
   * Lesões compressivas que são hemorragias cerebelar, infarto, tumor cerebelar, abscesso cerebelar, hemorragia subdural ou extradural de fossa posterior, aneurisma basilar, tumores de fossa posterior extra tronco encefálico.

As lesões encefálicas difusas multifocais ou metabólicas são divididas em:

   * Falta de oxigênio, substrato ou cofatores: Hipóxia, isquemia difusa, hipoglicemia, deficiência de cofator;
   * Doenças de outros órgãos: órgãos não endócrinos, órgãos endócrinos, outras doenças sistêmicas;
   * Intoxicação exógena: drogas sedativas, ácidos ou produtos com metabolização para ácidos drogas psicotrópicas, outros
   * Distúrbios hidroeletrolíticos e ácidos básicos;
   * Alterações de regulação térmica;
   * Infecções e inflamações do sistema nervoso;
   * Doenças gliais e neuronais primárias;


Classificação Clínica do Coma:

Segundo a Classificação modificada de Fischer (1969), o coma leve caracteriza-se por sonolência. O paciente segue ordens, responde verbalmente a perguntas e estímulos dolorosos. O Coma moderado caracteriza-se por torpor onde o paciente movimenta-se voluntariamente, produz movimentos faciais e de piscar ou abertura das pálpebras em resposta a dor. O coma profundo produz reflexos motores elementares desencadeados pela dor. O coma Depassé é considerado como irreversível, a dor não produz reação, as funções vegetativas não mantêm espontaneamente.

Para Cardeal e Fukugiva (1999), o coma é classificado em torpor ou esturpor que manifesta-se apenas por depressão da consciência. O paciente, frente a estímulos torna-se alerta temporariamente, abre os olhos, é capaz de dar respostas verbais simples ou motoras.

No coma profundo há completa abolição da consciência, as respostas motoras e estímulos dolorosos estão ausentes ou se presentes são do tipo de descerebração ou descorticação. Há distúrbios autônomos das funções respiratórias, cardio-circulatórias e termorregulação. O coma "Depassé" apresenta funções vegetativas afetadas, havendo a necessidade da manutenção das condições ventilatórias e circulatórias.

O coma é considerado irreversível quando os reflexos de integração do tronco cerebral estão abolidos.

O coma é classificado pela Escala de coma de Glasgow criada por Jennet e Teasdale (1979) que será discutida mais adiante.


Fisiopatologia:

Para Campos e Perpétuo (1982), o SNC necessita para seu metabolismo de glicose e O2 de modo constante, esses dois elementos estando escassos levam a lesões neuronais as vezes irreversíveis. Anóxia de 3 minutos causa distúrbios graves, já 5 minutos de anóxia causam lesões irreversíveis. O cérebro tolera a hipoglicemia por mais tempo que a anóxia, porém o SNC possui um sistema de auto regulação para manter suas trocas metabólicas adequadas, apesar da variação de pressão arterial e oxigenação sanguínea, no entanto esse mecanismo de auto regulação pode ser rompido quando acentuada ocorrem hipotensão arterial , tem por ruptura de um aneurisma intracraniano, tumores cerebrais ou traumatismo. Em associação a esses fenômenos freqüentemente há presença de edema cerebral que acarretará maiores lesões, havendo um aumento do volume do encéfalo produzindo um aumento da pressão intracraniana. Esse edema inicialmente localiza-se próximo as lesões propagando em seguida para lesões mais distante com devido rompimento das barreiras hematoencefálicas.

Com o aumento da pressão intracraniana, a caixa craniana que é formada por estruturas rígidas, a massa encefálica se desloca através dos orifícios existentes produzindo as chamadas hérnias cerebrais. As hérnias são muito importantes na fisiopatologia do coma. Elas podem ser provocadas por lesões supratentorias que são a hérnia do úncus e a hérnia central. Existe ainda a hérnia do giro do cíngulo que tem menores repercussões clínicas.

Na hérnia do úncus há aumento da pressão em um dos hemisférios, especialmente nas regiões temporais. Na borda medial da tenda do cerebelo existe um espaço por onde entra o úncus, comprimindo assim estruturas adjacentes como o tronco cerebral e o terceiro par craniano que poderão levar a alterações vasculares que desencadearão o coma ou o agravarão.

Já na hérnia central o diencéfalo e tronco cerebral se deslocam para baixo passando pela incisura da tenda do cerebelo. Este deslocamento não é acompanhado pelos vasos que nutrem o tronco cerebral o que resultará em um infarto hemorrágico do mesencéfalo e ponte.

As herniações das amígdalas cerebelares através do forame magno produzem compressão do bulbo que poderá resultar em parada respiratória.

Prognóstico:

O prognóstico depende da etiologia do coma, idade do paciente, duração dos sintomas e doenças associadas.

Para Rabello (1991), o coma é indicativo de sério distúrbio, apresentando baixa probabilidade de recuperação, exceto quando diz respeito à intoxicação exógena. Os comas traumáticos e a intoxicação exógena possuem prognósticos diferentes, portanto não serão incluídos na classificação. A idade do paciente tem grande influência no prognóstico do coma traumático, e os comas por intoxicação exógena costumam ter boa recuperação.

Para efeito de prognóstico, os pacientes são classificados em cinco tipos:

   * Sem recuperação: Persistência do coma até a morte, correspondendo a 61% dos casos.
   * Estado vegetativo persistente: Paciente volta a ter olhos abertos e ciclo vigília-sono, porém sem percepção. Esse estado corresponde a 12% dos casos.
   * Inabilitação severa: Tem função cognitiva limitada dependendo dos outros para a sua vida cotidiana, correspondendo a 12% dos casos.
   * Inabilitação moderada: Está incapacitado para o trabalho, mas ganha independência para a maioria das atividades cotidianas, o que corresponde a 5% dos casos.
   * Boa recuperação: volta à vida normal, incluindo trabalho, corresponde a 10% dos casos.

O prognóstico pode ser influenciado pelos seguintes fatores: causa do coma, duração do coma, nível do coma e sinais clínicos.

A morte encefálica pode ser conceituada como cessação irreversível da função circulatória e respiratória e de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco encefálico.

Jennett (1979) fez uma correlação entre a Escala de Coma de Glasgow juntamente com outras informações de 1000 pacientes seis meses após a lesão, revelando que 48% dos pacientes morreram, 2% permaneceram em estado vegetativo, 10% incapacidade grave, 17% com incapacidade moderada e 23% com boa recuperação. Portanto, 28% dos pacientes sobreviveram com algo inferior a uma boa recuperação, inclui-se nesta estatística aqueles pacientes que tem algum grau de deficiência neurológica e psicológica mais que podem retornar aos seus interesses de lazer ou trabalho.


Avaliação do Nível de Consciência:

A avaliação do nível de consciência faz-se necessário para que os profissionais que trabalham com o paciente comatoso tenham noção momento a momento da piora ou melhora do estado de consciência do paciente.

Para isso foram criadas escalas de avaliação que consistem em analisar o paciente e dar um escore que nos proporciona um parâmetro da avaliação do nível de consciência. No entanto há algumas críticas a essas escalas. Pois, pode haver escores diferentes dados por avaliadores diferentes a um mesmo paciente, além do fato de que o nível de consciência é dado pela soma dos parâmetros, assim, um mesmo escore pode refletir situações clínicas diferentes. (Rabello,1991).

A escala do nível de consciência mais encontrada nos livros é a Escala de Coma de Glasgow, criada por Jennett e Teasdale (1979). Ela não somente avalia o nível de consciência do paciente, bem como permite que os clínicos pontuem a gravidade da lesão, podendo assim desse modo monitorar a recuperação do paciente desde o estado inconsciente até o estado consciente. A alteração no grau de prejuízo da consciência é um bom indicativo da melhora da função cerebral. O grau de duração do coma é um reflexo da gravidade da lesão cerebral difusa. A duração do coma e a amnésia pós traumática são importantes fatores na previsão do resultado geral. Usualmente as lesões focais não causam qualquer deficiência da consciência. (O’Sullivan, 1993).

A Escala de Coma de Glasgow pontua três tipos de respostas: abertura dos olhos, melhores respostas motoras e resposta verbal como mostra escala em anexo

(Jennet e Teasdale, 1979)

Na categoria motora a melhor resposta é considerada. Para os pacientes que não obedecem ordens é aplicado um estímulo doloroso nas unhas ou na região orbitária. Se a mão se movimenta no sentido do estímulo doloroso a resposta é considerada como localizante.

A postura flexora anormal é uma postura de descorticação caracterizada por flexão dos braços e extensão das pernas. É indicativo de lesão entre o córtex e o núcleo rubro. Já a postura extensora anormal dos quatro membros representa descerebração.

O emprego da Escala de Coma de Glasgow é simples, podendo ser administrado várias vezes ao dia. É confiável se anteriormente for feito um treino dos membros da equipe. Dentro da faixa de pontuação do coma entre 3 e 15, não pode-se afirmar se o paciente não está mais em coma. (O’Sullivan,1993).

Jennet e Teasdale (1979) relataram que 90% de todos os pacientes com uma pontuação de 8 ou menos estão em coma, enquanto que todos os pacientes com uma pontuação de 9 ou mais estão fora do coma.

A Escala de Coma de Glasgow demonstra que os pacientes em coma não acordam simplesmente do coma. Pode-se discutir se o paciente está realmente comatoso, semicomatoso ou em estado de turpor ou esturpor. Nenhum destes termos podem descrever claramente o estado neurológico do paciente. A Escala de coma de Glasgow lança mão de uma abordagem mais objetiva para a descrição da transição de um paciente, do coma até a consciência. (O’Sullivan,1993).


Princípios da avaliação do paciente comatoso:

De acordo com Lewis (1996), a avaliação médica do paciente comatoso é de urgência, devendo acompanhar a evolução do paciente. É importante descobrir e tratar qualquer condição que apresente perigo imediato para sua saúde, como por exemplo conter hemorragias, proteger as vias aéreas, manter a circulação sanguínea, fazer ECG para descobrir possíveis arritmias que é um perigo em casos de coma de etiologia desconhecida.

O passo seguinte é colher dados com a pessoa que acompanha o enfermo como por exemplo a polícia, parentes ou até mesmo o motorista da ambulância.

No exame é importante a inspeção da pele, unhas, mucosas (observar palidez, icterícia, sudorese, frio devido a uremia, mixedema, hipopigmentação, hiperpigmentação, petéquias, desidratação, úlceras de decúbito ou sinais de traumatismo).

O hálito deverá ser observado a fim de averiguar a presença de acetona, álcool ou hálito hepático.

No exame de fundo de olho deverão ser observados a presença de edema das pupilas, retinopatia hipertensiva ou diabete, isquemia de retina, granulomas, hemorragias.

A presença de febre pode ser sugestão de infecção. Já a hipotermia pode ser devido a exposição prolongada ao frio. Quando se afere o pulso, e nota-se uma assimetria, pode ser indicativo de aneurisma dissecante.

É importante também na avaliação a inspeção do couro cabeludo a fim de pesquisar possíveis traumatismos. O nariz e ouvidos devem ser examinados para verificar se há presença de sangue.

A resistência a flexão passiva da nuca acusa meningite, hemorragia subaracnóide ou herniação através do tronco occipital, podendo às vezes estar ausentes no estado de coma profundo.

O médico tem condições de identificar o tipo de coma baseando-se nas respostas motoras aos estímulos, na observação da respiração, no aspecto pupilar, movimentos dos globos oculares. Portanto, observa-se tipo respiratório, posição dos membros e movimentos espontâneos. Os abalos mioclônicos ou convulsões podem ser discretos.

O padrão respiratório deve ser observado, podendo ser muito útil para o prognóstico. A respiração de Cheyne Stokes caracteriza-se por períodos de hiperventilação com diminuição progressiva da amplitude até a apnéia, retornando depois a hiperventilação. Esse padrão quando presente indica comprometimento bilateral das estruturas hemisféricas profundas e ou porção superior do tronco cerebral.

A hiperventilação neurogênica central são respirações profundas irregulares e rápidas com fase expiratória profunda, ocorrendo nos comas profundos, correspondendo a lesões pontinas mesensecefálicas.

A respiração apnêustica consiste em espasmos inspiratórios prolongados seguidos de apnéia e correspondem a lesões pontinas do tronco cereberal. Já a respiração atáxica consta de movimentos respiratórios imprevisíveis, indicando comprometimento de centros bulbares.

A depressão respiratória apresenta freqüência e amplitudes reduzidas e ineficientes e são geralmente decorrentes de comprometimento dos centros respiratórios.

A avaliação fisioterapêutica refere-se a coleta de informações necessárias para chegar a uma conclusão sobre o diagnóstico ou prognóstico de um paciente, ou ainda, para tomar decisões sobre a intervenção a ser utilizada.

Na avaliação do paciente comatoso devemos dar ênfase para as deficiências cognitivas e comportamentais, no que se relacionam às funções sensoriomotoras. A abordagem avaliatória deverá ser adequada ao nível de consciência do paciente.

O propósito da avaliação é determinar o estado inicial e atual de recuperação do paciente e auxiliar nas determinações das considerações prognósticas e desenvolver metas de tratamento terapêutico.

Na avaliação motora observa-se se há postura de descorticação, ou seja, flexão e adução dos braços, pronação dos antebraços, flexão dos punhos e dedos, membros inferiores estendidos e flexão plantar, correspondente a lesões hemisféricas profundas, logo acima do tronco cerebral ou postura de descerebração que consiste em extensão dos membros inferiores e superiores e flexão plantar, correspondente a lesões localizadas entre o mesencéfalo e a ponte. Ambas as posturas indicam um prognóstico muito sombrio.

A avaliação do tônus muscular busca identificar a tensão de repouso e a reatividade dos músculos ao alongamento passivo. A espasticidade poderá ser testada com o movimento passivo brusco. Quanto mais rápido o alongamento, mais vigorosa será a resposta do músculo espástico. O alongamento pode acarretar também o clono, caracterizado por contração espasmódica e relaxamento muscular ocorrentes em freqüência regulares.

Na rigidez, a resist6encia fica aumentada para todos os movimentos, fazendo com que as partes do corpo se tornem rígidas e imóveis.

A hipotonia é caracterizada pela queda ou ausência do tônus muscular (postural). A resistência ao movimento passivo está diminuída, os reflexos de estiramento deprimidos e os membros são facilmente deslocados com a frequente hiperextensibilidade das articulações

Os reflexos tendinosos devem também ser verificados, através da percussão direta no tendão muscular, seja com as pontas dos dedos ou com o martelo de reflexos. Reflexos tipicamente testados são mandibular, tricipital, bicipital,braquioradial, patelar,e aquiliano . O uso de posturas padronizadas permite ao terapeuta o isolamento e exame acuradoda integridade radicular.

Os reflexos superficiais são desencadeados por um estímulo irritante, usulamente um ligeiro arranhão. Os reflexos usualmente testados são o plantar (Babinski) e abdominais.

O Estado funcional do paciente deverá ser minunciosamente observado como por exemplo a capacidade de se movimentar na cama e de promover mudanças de decúbito.

A avaliação sensorial deverá ser feita em um ambiente tranqüilo. O procedimento consiste na aplicação de um estímulo e resposta do paciente ao estímulo. No caso do paciente comatoso deve ser analisada a mímica facial ou a retirada do membro frente ao estímulo doloroso. Deverão ser testadas sensações superficiais como pressão, tato leve, temperatura e dor e sensações profundas (proprioceptivas).

Na avaliação da coordenação e equilíbrio, o paciente deverá ser observado anteriormente. Depois da observação, as atividades terapêuticas serão feitas de forma a incrementar os níveis da atividade funcional. Durante a observação inicial, poderão ser obtidas informações gerais que ajudarão na localização de áreas com deficiência específica. Essas informações envolvem: habilidade em cada atividade;ocorrências de movimentos estranhos oscilantes, desequilibrados ou inseguros; número de membros envolvidos; distribuição de danos à coordenação ( musculatura proximal ou distal), tempo de execução da atividade e segurança

Em casos de coma com agitação motora, pode tornar-se evidente à inspeção, ausência ou diminuição de movimentos em um lado do corpo, sugerindo hemiplegia ou paresia. O paciente colocado em decúbito dorsal, com os membros inferiores fletidos e pés apoiados no leito, podem demonstrar déficit motor manifesto pela queda do membro em abdução. Os reflexos superficiais e profundos assimetricamente diminuídos ou abolidos constituem importantes sinais localizadores da lesão.

Principais Alterações sistêmicas do paciente comatoso:

Com a inatividade prolongada o paciente comatoso desenvolverá enrijecimento da musculatura da coluna e membros, fraqueza, osteoporose, assim como descondicionamento cardio-vascular, afetando diversos órgãos e sistemas do corpo.

Sistema músculo esquelético:

Os efeitos adversos do repouso prolongado no leito e inatividade são freqüentemente encontrados no sistema músculo esquelético do paciente comatoso (Ba

   * Contraturas articulares: Ocorrem devido à falta de mobilização, por alterações anatômicas nas articulações e músculos devido ao rearranjo ou proliferação de fibras de colágeno levando a rigidez capsular que limita o movimento em todo seu eixo.
   * Contraturas de partes moles: Devido a imobilização, há encurtamento e proliferação de fibras de colágeno que limitam o movimento em apenas um eixo.
   * Contraturas artrogênicas: Segundo Kottke (1994), a contratura artrogênica pode resultar diretamente de patologia envolvendo partes da própria articulação como cartilagem, sinóvia ou cápsula articular. Há proliferação sinovial e fibrose associados a dor e edema. A cápsula articular pode ficar envolvida com base em alterações inflamatórias ou por encurtamento de fibras de colágeno, secundário ao posicionamento articular inadequado que compromete a amplitude de movimento.
   * Contraturas Miogênicas: É o encurtamento do próprio músculo devido a causas intrínsecas e extrínsecas. A substituição de fibras musculares por colágeno e tecido adiposo em adição ao posicionamento cronicamente encurtado resulta na contratura. Depois da hemorragia em um músculo, ocorre deposição de fibrina. As fibras de fibrina rapidamente são substituídas por fibras reticulares, que por sua vez se dispõem em rede de tecido conjuntivo frouxo. Assim, se o músculo for mantido imobilizado, rapidamente progredirá para uma densa rede resistente até mesmo ao alongamento.

Dentre os processos que podem causar encurtamento muscular intrínseco a ossificação heterotópica é o único que envolve deposição do osso devido a alteração local no metabolismo de cálcio decorrente da imobilidade. As contraturas miogênicas extrínsecas são do tipo mais comum vistas tanto em pessoas saudáveis quanto incapacitadas com imobilização prolongada.

Um músculo mantido em posição encurtada por um período de cinco a sete dias demonstrará encurtamento inicial do ventre muscular. Isto se deve ao encurtamento das fibras de colágeno. Múltiplos fatores alteram a taxa de desenvolvimento de contratura, tais como duração e grau da imobilização e restrições articulares preexistentes.
   * Fraqueza e atrofia muscular:

Segundo Arnould (1966), a imobilidade afetará diretamente a força e o tamanho muscular em adição a fraqueza percebida em associação ao descondicionamento cardio vascular. Esses efeitos são facilmente reversíveis na maioria dos pacientes, mas naqueles pacientes com doenças neurológicas ou músculo-esqueléticas preexistentes, os resultados podem ser funcionalmente devastadores.

Segundo Eldrige et al (1981), o músculo em repouso perde de 10% a !5% de sua força, ou aproximadamente 3% ao dia. Isso que dizer que se um indivíduo ficar no leito de três a cinco semanas, perderá metade de sua força muscular. Uma redução da contração muscular incompleta pode comprometer a irrigação sanguínea afetando a atividade metabólica e comprometendo a resistência muscular, portanto, os músculos atrofiarão mais rapidamente. .

   * Osteoporose:

A manutenção de massa esquelética depende das forças aplicadas no osso pela tração do tendão. Esse tipo de perda óssea é acelerado na presença de uma paralisia neurogênica ou quando há juntamente com a imobilização uma osteoporose de origem hormonal preexistente.

Úlceras de Decúbito:

As úlceras de decúbito são uma complicação secundária de bastante preocupação por parte dos profissionais da saúde que trabalham com pacientes que permanecem por muito tempo acamado. A força excessiva causa deformação do tecido, diminuindo sua irrigação, somado a pele úmida irá predispor a esse tecido a ulceração.

As alterações do tugor cutâneo, postura estática e pressão prolongada sobre proeminências ósseas aumentam a probabilidade de disrupção cutânea, essa é uma perigosa complicação se não for devidamente cuidada, pois é uma via aberta a para infecções.

Os locais mais freqüentemente afetados pelas úlceras de decúbito são o sacro, calcanhares, ísquios, áreas trocantéricas e escapulares.

As úlceras podem ser desde um simples eritema a lesões em massa, envolvendo estruturas articulares que podem levar a osteomielite profunda com amputação subseqüente. Assim, é de grande importância diagnosticar o tamanho da úlcera para trata-la precocemente.


Sistema Cardio Vascular:

   * Hipotensão Arterial:

Um dos efeitos mais significativos do repouso prolongado no leito é o comprometimento da capacidade do sistema circulatório de se ajustar à posição ereta.

A hipotensão postural é causada pela permanência prolongada no leito. O sistema circulatório é incapaz de manter uma pressão arterial estável por períodos mais prolongados, e por razões desconhecidas é incapaz de montar uma resposta simpática adequada.

   * Diminuição do desempenho cardio vascular:

Durante períodos prolongados de repouso no leito, há progressiva diminuição de volume sanguíneo durante trinta dias (Cardus,1965), com redução máxima no sexto dia, isto se dá devido a redução do volume do sangue

   * Trombose venosa profunda:

A imobilização leva a estase e aumento da coagulabilidade sanguínea e traumatismo da parede vascular que leva ao risco de tromboembolismo. Ocorre estase do fluxo sanguíneo nos membros inferiores por diminuição da atividade de bombeamento dos músculos, por cirurgia. Idade, obesidade, trombose venosa profunda, doença maligna e insuficiência cardíaca congestiva. Há um estado hipercoagulável e aumento da viscosidade sanguínea. Tem sido observado uma relação direta entre duração de repouso no leito e incidência de trombose venosa profunda.

É uma complicação potencial para o paciente acamado. Os sintomas mais comuns da TVP são: dor ou hipersensibilidade da panturilha, edema e descoloração da perna. Cerca de 50% dos casos não se apresentam com sintomas clinicamente detectáveis, podendo ser detectados pela flebografia ou por outras técnicas não invasivas.

Para Guyton (1987), a trombose venosa profunda resulta do desenvolvimento de um trombo (coágulo sanguíneo anormal) no interior do vaso. A ocorrência de tal coágulo é uma perigosa complicação clínica. O trombo tem o potencial de soltar-se de suas aderências e de flutuar livremente dentro da corrente sanguínea venosa. Tais coágulos sanguíneos são chamados de êmbolos. É particularmente provável que bloqueiem os vasos pulmonares resultando em embolia pulmonar, que por sua vez poderá levar a morte.


Sistemas metabólicos e endócrino:

As complicações musculoesqueléticas e cardiovasculares estão relacionadas com as alterações sos sistemas endócrino e metabólico

Balanço negativo do nitrogênio: Na inatividade há um aumento na excreção de nitrogênio urinário, levando a hiponatremia, edema e perda de peso. Essa perda de peso corporal é devido a perda de massa corporal. Geralmente começa no quinto ou sexto dia, atingindo o seu clímax na segunda semana, durando durante todo período de imobilização.

Tem-se encontrado tanto redução na síntese de proteína quanto o aumento na quebra de proteína.

   * Balanço negativo de outros minerais: A inatividade leva a perda excessiva de sódio, potássio, enxofre, fósforo e magnésio.
   * Mudanças endócrinas: Segundo Deitrick (1948), a taxa metabólica basal é diminuída durante todo o período de repouso no leito, que começa no segundo dia, atingindo seu pico em três semanas.

Durante o repouso no leito, foi verificada uma intolerância aos carboidratos. Os testes de tolerância de glicose em sujeitos imobilizados revelaram respostas hiperglicêmicas e hiperinsulinêmicas. Os níveis de insulina eram duas vezes mais altos nesses sujeitos quando comparados com controles com níveis de atividade normais. Há diminuição da efetividade de liberação de insulina pelo pâncreas. O aumento progressivo dos níveis de insulina atinge o pico no final do primeiro mês, começando a declinar, porém, não atinge valores normais enquanto houver inatividade.

Sistema Respiratório:

No paciente imobilizado o volume de ar corrente, volume- minuto e capacidade respiratória máxima estão diminuídos. Há diminuição do movimento diafragmático no decúbito dorsal e diminuição da excursão torácica. Assim, a respiração tende a ser mais superficial. Pelo mesmo fator a diminuição da força muscular e um maior acúmulo de secreções.

A tosse torna-se comprometida pela má função ciliar e fraqueza dos músculos abdominais.

Sistema Gastrointestinal:

Devido a inatividade e imobilidade poderão estar presentes a perda do apetite, atrofia da mucosa e glândula intestinal e taxa mais lenta de absorção.

A constipação é a somatória de múltiplos fatores. A imobilização poderá causar um aumento da estimulação adrenérgica que resulta em diminuição da peristalse seguida de contração do esfíncter.

Sistema Nervoso:

Geralmente o indivíduo em repouso no leito é privado de estímulos sensoriais. Com isso, há alterações muito relevantes na concentração, orientação temporo-espacial, agitação. Ansiedade, intolerância a dor, irritabilidade, hostilidade, insônia e depressão. Além disso, o paciente poderá experimentar sensações de desorientação e alucinações.


Fisioterapia Motora Aplicada ao Paciente Comatoso:

A abordagem fisioterapêutica de um paciente em coma, inclui controle rigoroso sobre os efeitos da inatividade prolongada, pois de outra forma, tais efeitos poderão agravar o estado geral do paciente, comprometendo significativamente sua recuperação. A partir dos conhecimentos destes efeitos, procedimentos preventivos ou de recuperação poderão ser adotados:

   * Contraturas:

Para iniciar o tratamento para contraturas é necessário uma análise cuidadosa dos fatores predisponentes e do conhecimento de qual componente articular está realmente envolvido. Antes de tudo necessita-se de um exame neuromuscular dando ênfase a amplitude de movimento ativa e passiva, principalmente a dos músculos que atravessam duas articulações e dos músculos espásticos. Portanto, o melhor tratamento é a prevenção, usando de posicionamento adequado para manter a amplitude de movimento normal.

O alongamento é essencial para a restauração do comprimento quando a contratura já se instalou. No caso de contraturas leves, torna-se necessário um alongamento mantido durante o período de vinte ou trinta minutos, sendo feito por no mínimo duas vezes ao dia. Contraturas mais graves precisam de um tempo superior a trinta minutos, associando ao calor como por exemplo o ultra som para deixar o tecido conjuntivo mais viscoso, e assim melhorar o resultado do alongamento.

Os princípios básicos na prevenção e tratamento de contraturas são posicionamento apropriado, exercícios de amplitude de movimento ativos ou passivos (músculos de duas articulações ) e mobilização precoce. Porém, quando a contratura já está instalada, precisa-se de exercícios passivos de amplitude de movimento com alongamento terminal, alongamento prolongado associado ao calor, splints progressivos, tratamento da espasticidade e liberação cirúrgica.

A escolha do colchão é importante para prevenir contratura em flexão. Desse modo, ele deverá ser firme para não afundar e facilitar a mobilidade.

Os splints dinâmicos ou engessamento seriado são métodos que podem ser usados se o alongamento passivo prolongado não produzir os resultados desejados. Aplicando-se um engessamento seriado ou splint dinâmico, uma manutenção do alongamento pode ser atingida por vários dias. O gesso é aplicado imediatamente após o alongamento passivo. A reaplicação do gesso é geralmente feita a cada quatro ou cinco dias, cada vez seguindo o alongamento e reposicionamento. O engessamento seriado é comumente usado em contraturas graves em flexão plantar e flexão do joelho. Para as articulações menores como das mãos e cotovelos, são indicados splints dinâmicos. As faixas elásticas são usadas para dar a tensão desejada na direção apropriada. Os splints dinâmicos permitem o uso funcional do membro enquanto o alongamento é aplicado.

O Posicionamento também é essencial para o tratamento das contraturas. A prescrição do posicionamento deve identificar as posições a serem usadas, evitadas e a freqüência das mudanças de decúbito. As instruções do posicionamento e a freqüência da mudança de decúbito dependem das necessidades de cada paciente.

As posições são prescritas para superar determinadas forças naturais e patológicas, fornecer uma variedade de posições articulares, manutenção da amplitude articular e para manter o membro em uma posição funcional.

Em decúbito dorsal, os pés do paciente devem ser posicionados com a superfície plantar apoiada na prancha plantar. Os membros inferiores são posicionados em posição neutra com os dedos voltados para cima. Os joelhos e quadris são posicionados em extensão para evitar contraturas em flexão do quadril e joelhos. Os membros superiores devem ser posicionados com cautela e somente dentro da amplitude de movimento indolor e sem resistência, considerando a espasticidade diferenciada de outras formas de resistência a movimentação articular.

O ombro deve ser abduzido a noventa graus, podendo estar rodado internamente ou externamente com o cotovelo fletido também a noventa graus. O antebraço deverá permanecer pronado apoiado em um travesseiro. O ombro poderá ainda estar em abdução com o cotovelo estendido e o antebraço supinado. Com um rolo na mão, o punho pode ser mantido estendido, os dedos parcialmente fletidos e o polegar abduzido em oponêcia, com flexão da articulação interfalangiana.

Uma tala palmar de posicionamento mantém a posição desejada, porém com os dedos estendidos nas articulações interfalangianas e metacarpofalangeanas.

Em decúbito lateral, o membro inferior de cima é colocado em flexão do quadril e joelho. O contato com o membro de baixo é evitado com o uso de travesseiros.

   * Úlceras de decúbito:

Dever ser feito o alívio intermitente das pressões, principalmente em pacientes com a mobilidade comprometida. As alterações de posição precisam ser feitas freqüentemente a cada duas horas dia e noite. Os pacientes com múltiplos fatores de risco como o comatoso, precisam ser mudados de decúbito ainda mais freqüentemente.

A pele precisa ser cuidadosamente avaliada a cada vez que a posição é mudada. As áreas que mostram evidência de inflamação necessitam ser completamente aliviadas da compressão. O alívio completo da pressão sobre cada superfície de apoio deve ser feito em intervalos regulares.

   * Espasticidade:

Quando presente no pacienteem coma a espasticidade não somente limita a função, como também leva ao desenvolvimento de contraturas. Os meios para estabelecer a conduta são a manipulação geral, e as técnicas específicas de tratamento.

Segundo Tardieu (1988), é muito importante realizar movimentos assistidos ou passivos dos membros, cabeça, pescoço, tronco. Durante o movimento, o paciente deve sair de sua postura preferida.

Adda e Canning (1990), relataram que a rotação é importante para modular os excessos de flexão ou extensão. É preciso direcionar os movimentos do paciente, ao invés de realizar movimentos puramente passivos. Esse movimento não deve ser muito vigoroso para não provocar aumento de tônus nos membros.

Cuidados devem ser tomados ao movimentar membros flácidos ou com tônus misto devido ao risco de alongamento demasiado subseqüente a lesão articular.

A descarga de peso deverá ser feita. A posição ortostática é excelente para manter o comprimento dos tecidos moles. Essa posição é efetiva para alterar o tônus através do sistema vestibular.

Essa posição poderá ser instituída quando o paciente ainda está insconsciente, caso haja estabilidade clínica, fazendo o uso de prancha ortostática. O uso de prancha ortostática também é efetivo para o alongamento do tendão de Aquiles.

O apoio do peso nos membros superiores pode ser aplicado para manter o comprimento e influenciar o tônus muscular. O alinhamento do membro superior deve ser mantido por rotação lateral do ombro.

Em relação ao posicionamento, o decúbito lateral é indicado para romper sinergias clássicas de flexão e extensão, além de aliviar a pressão. Já o decúbito dorsal com travesseiro sob a cabeça incentiva a espasticidade extensora.

As talas também poderão ser usadas como forma de inibição do tônus.

As talas de pressão usadas durante o dia são uma boa opção, já em casos em que o tônus está levemente elevado, o enfaixamento é suficiente.

Para Kelly (!993), as talas corretivas são usadas para aumentar a amplitude de movimento quando há contratura. Podem ser usados o engessamento na forma de goteira ou removíveis.

A estabilidade visando a melhora da função pode ser conseguida através das talas dinâmicas.

Scarhorman (1987), refere que o enfaixamento é uma alternativa a curto prazo, sendo especialmente benéfico para o tornozelo e ombro.

A crioterapia também tem o seu efeito na inibição do tônus, mesmo que temporário, podendo ser usado em associação outros métodos.

   * Osteoporose:

A atividade física diária através do suporte de peso do próprio corpo é essencial para a saúde do esqueleto. É o principal fator exógeno que altera o desenvolvimento e o remodelamento ósseo.

Para prevenir a perda óssea durante a imobilização é necessário fazer a descarga de peso o mais precocemente possível, além da mobilização das articulações. Assim que possível as contrações ativas deverão ser estimuladas.

Segundo O’Sullivan (1993), o tratamento consiste basicamente no controle dietético e atividades precoce de mobilização.

   * Edema de membros inferiores:

Para Fernandez (2001), declive do membro representa um meio simples de reduzir a pressão venolinfática, favorecendo assim a reabsorção e o transporte do edema

A massagem também é eficaz no edema de membros inferiores. As manobras de deslizamento rápidas ou profundas, de compressão, de percussão, de fricção, são prescritas em razão de seu efeito histamínico hiperemiante, que causa um aumento da permeabilidade capilar e da carga líquida a ser drenada.

Para drenagem de edema utiliza-se do deslizamento centrípeto para auxiliar o retorno venoso e também mata borrão. Nos dois casos o intuito é a reabsorção de edema e seu transporte pelo sistema venoso e ou sistema linfático. Portanto, as manobras são realizadas lentamente e com muitas repetições. São contra-indicações: flebites, trombose venosa profunda em sua fase aguda, micose e câncer evolutivo.

A pressoterapia é utilizada para drenagem de edema e prevenção de trombose venosa profunda através de um aparelho que possui alvéolos infláveis. São contra-indicações: hipertensão arterial sistêmica, aneurisma, fragilidade aórtica, edema sistêmico, arteriopatia periférica grave, eczema e urticária.

A contenção–compressão trabalha principalmente com as veias comprimindo-as, diminuindo o seu calibre e portanto, o seu esvaziamento é acelerado. Assim, reduz a estase venosa, abaixando a pressão venosa e aumentando a atividade fibrinolítica.

Esses efeitos são obtidos durante o repouso, pela utilização de uma contenção elástica, cuja pressão, é adaptada a pressão do setor que irá ser comprimido, dependendo do tipo morfológico do paciente, de sua posição, da localização, de sua patologia, do tipo de patologia e do seu estado clínico.

A contenção associada ao exercício físico faz variar as pressões teciduais o que provoca um efeito descongestionante, otimizando também o funcionamento da microbomba linfática e melhora da contratilidade dos linfângios.

 

Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia

 

Introdução:

Este ramo de atividade da fisioterapia pode ser classificada como uma das mais recentes áreas de atuação do fisioterapeuta, mas de suma importância no quadro de profissões que respondem pela saúde da mulher. A fisioterapia completa e efetiva é essencial neste campo. O fisioterapeuta utiliza técnicas de alongamentos de determinados grupos musculares, reeducação respiratória, exercícios para musculatura do assoalho pélvico, além de todo um trabalho de conscientização postural. Antes de lançar mão destas técnicas, o profissional de fisioterapia deve fazer uma avaliação postural cuidadosa e traçar um plano de tratamento adequado a cada caso. Mulheres que sofrem dores nas costas durante a gravidez, por exemplo, poderiam ser tratadas e suas dores aliviadas por fisioterapeutas experientes. A indicação de um fisioterapeuta que tenha um discernimento adequado de tais problemas e das terapias adequadas poderia melhorar muito a qualidade de vida dessas mulheres. O fisioterapeuta não pode esquecer que o ser humano é singular e o tratamento também deverá ser.

Objetivo geral:

Aplicação dos princípios, métodos e técnicas fisioterápicas aplicadas à ginecologia e obstetrícia, a nível de assistência primaria, secundaria e terciária, dentro do contexto de saúde hoje.

Objetivos específicos:

   * Conhecer as principais afecções ginecológicas e obstétricas;
   * Conhecer os tipos de mastectomias e suas complicações;
   * Aperfeiçoar o processo de elaboração da conduta fisioterapêutico nas diversas afecções da mulher, na área ginecológica obstetrícia e o estabelecimento de medidas preventivas;
   * Desenvolver atitude de trabalho em equipe entre si e multidisciplinar (através de encaminhamentos e solicitações).

Locais de trabalho:

   * Clinicas especializada
   * Hospitais
   * Ambulatório
   * Posto de Saúde

Patologias de Intervenção:

A AIDS:

Atua junto a pacientes hospitalizados devido as intercorrências ou complicações que podem acompanhar o paciente portador do vírus da AIDS. Metas dos exercícios:

   * Força muscular;
   * Resistência à fadiga;
   * Relaxamento;
   * Prevenir e tratar problemas respiratórios;
   * Tratar complicações neurológicas;
   * Tratar complicações reumatológicas;
   * Recuperação da auto-estima.


A dismenorréia (cólica menstrual):

Atua no tratamento da dismenorréia promovendo alívio da dor através de agentes físicos, como a eletroterapia, a crioterapia, termoterapia e a massoterapia. Estes agentes promovem um grande alívio nos sintomas.

O aprimoramento da vida sexual:

Atua exercitando os músculos para melhorar a performance sexual, as mulheres que exercitam estes músculos têm orgasmos com mais facilidade e se sentem com mais intensidade, podendo utilizar recursos como o biofeedback e correntes para auxiliar no fortalecimento muscular.

As gestações de alto risco

O fisioterapeuta dá orientações sobre esta gestação especial e, respeitando o repouso imposto pelas patologias, mantém a mãe em movimento, elaborando exercícios seguros e adequados para a sua saúde, prevenindo, assim, alguns dos problemas decorrentes da gestação e proporcionando maior qualidade de vida para que a gestante possa aproveitar ao máximo este período, dentro de suas limitações.

O período pós-parto:

Pode ser acompanhado pelo fisioterapeuta desde a fase hospitalar até que a mãe tenha se recuperado totalmente e o corpo tenha sofrido todas as modificações.

Objetivos da fisioterapia no período pós-natal são:

   * Promover a recuperação pós-parto;
   * Orientar quanto às alterações fisiológicas do puerpério;
   * Restabelecer a circulação adequada, evitando ou tratando problemas como varizes, hemorróidas, edema (inchaço);
   * Promover uma reeducação postural;
   * Orientar quanto a mecânica corporal correta;
   * Prevenir ou promover alívio das dores, através de técnicas como alongamento, crioterapia (aplicação de gelo), eletroterapia (aplicação de correntes que promovem analgesia), massoterapia e relaxamento;
   * Manter a função e força abdominal;
   * Preparar as mamas adequadamente para a amamentação, através de técnicas como a dessensibilização, massoterapia e orientações sobre a amamentação;
   * Melhorar a capacidade de relaxamento;
   * Promover um preparo cardiovascular seguro;
   * Proporcionar um retorno mais rápido às atividades da mãe.

As cirurgias ginecológicas:

A fisioterapia tem por objetivo principal acelerar o processo de recuperação da mulher, visando a qualidade de vida, para que ela possa retornar mais rapidamente às suas atividades. Age também prevenindo e tratando as possíveis complicações de correntes de cirurgias, acelerando o processo de recuperação após a cirurgia, evitando complicações circulatórias, reduzindo a dor, promovendo relaxamento, promovendo a conscientização corporal entre outros.

A incontinência urinária:

A Fisioterapia visa restabelecer a força e resistência dos músculos da região perineal. São usados recursos terapêuticos como exercícios, cones vaginais, a utilização de correntes que promovem a contração muscular e o biofeedback, recurso que permite ao terapeuta e ao paciente verificar o grau de contração muscular.

O climatério e menopausa:

Algumas das alterações do climatério são: a cessação do fluxo menstrual; alterações vaso motoras, como os fogachos, insônia, sudorese, palpitações e taquicardia; ansiedade, irritabilidade e depressão; alterações de humor e de memória; alterações no tecido conjuntivo, redução da massa muscular e do número de fibras musculares; secura vaginal, urgência e dor para urinar, aumento da freqüência urinária e incontinência urinária; aumento do risco de doenças cardiovasculares e de osteoporose. A fisioterapia no climatério e menopausa age prevenindo e conservando a saúde, combatendo as doenças degenerativas, minimizando os sintomas vasomotores, auxiliando na estabilização do humor, aumentando o vigor físico, aumentando a capacidade aeróbia e cardiorespiratória, prevenindo ou tratando a osteoporose.

As cirurgias de mama e tratamento do linfedema:

O tratamento fisioterapêutico nas cirurgias de mama inicia com uma avaliação minuciosa. No exame físico são monitorados os sinais vitais, bem como, realizada avaliação postural, respiratória, teste de sensibilidade, verificação de aderência da cicatriz, medida da amplitude de movimento, perimétrica ou medida da circunferência do membro superior envolvido e provas de função muscular, já que comumente as pacientes apresentam diminuição da força. Alguns dos recursos terapêuticos utilizados são cinesioterapia, alongamento, relaxamento, drenagem linfática manual, massoterapia e eletroterapia.

Os objetivos são: Evitar complicações pulmonares, através de uma profilaxia respiratória, que visa aumentar volumes e capacidades pulmonares, melhorar a ventilação, prevenir atelectasias e o acúmulo de secreções, melhorar força, resistência e coordenação respiratória, manter e/ou melhorar a mobilidade do tórax e corrigir padrões respiratórios ineficientes ou anormais, evitar complicações circulatórias, evitar encurtamentos musculares, atrofias e contraturas, promover relaxamento, reduzir a dor, melhorar a resistência física.

Contudo, vamos enfatizar a atuação da fisioterapia no Pré-parto.


Fisioterapia no Pré-Parto

Introdução:

A parturiente tem necessidades básicas que precisam ser atendidas para o seu completo bem-estar. A mulher em todos os momentos de um parto encontra-se com suas necessidades alteradas, necessitando de ajuda no que se desrespeito as alterações ocorridas em função da gestação.

A fisioterapia obstétrica atuará durante toda a gestação, com o objetivo de preparar a evolução de gestação como também no trabalho de parto, com o intuito de minimizar os distúrbios fisiológicos que o ocorrem nessa etapa para que o parto ocorra sem transtornos. (Fig 1)

A gestante que faz exercícios regularmente terá gravidez e parto mais tranqüilos mantendo-se ativa e em forma, terá menos probabilidade de apresentar problemas, com acesso de peso e varizes. Durante os nove meses de gestação a mulher experimenta novas sensações físicas e emocionais que levam a necessidades particulares. Muitas formas de atividades físicas podem satisfazer essas particularidades: caminhadas, natação, hidroginástica, jogos, alongamentos.

Objetivos:

   * Orientar sobre as etapas da gestação e do parto;
   * Preparar as frutas mães para o nascimento, os cuidados com o recém-nascido e com a maternidade;
   * Avaliar a saúde física e identificar problemas musculoesqueleticos ou neuromusculares que podem ser agravados pela gestação;
   * Aprimorar e recondicionar a respiração e circulação materna;
   * Ensinar exercícios para os músculos da coxa, abdominais e do assoalho pélvicos;
   * Aconselhar a continuar os esportes ou trabalho, alertar a mesma para reconhecera fadiga como um sinal importante de superatividade;
   * Orientar sobre os cuidados com a região lombar e o levantamento de pesos;
   * Ensinar posições que podem ser usadas para o trabalho de parto;
   * Ensinar exercícios pós-natal;
   * Treinar relaxamento e flexibilidade muscular.

Orientação Postural:

As mudanças de postura e de peso, posições para se sentar e trabalhar, inclinação, levantamento e tarefas domesticas, todos esses pontos devem ser considerados. Idealmente nenhuma mulher deve ir para casa sem checar a postura individual, e um acesso fácil ao auxilio se ela estiver sentindo dar nas costas ou outros desconfortos físicos é essencial.

Recursos Possíveis de utilização:

1. Cinesioterapia:

O programa de exercícios deverá ter objetivos que visam preservar a saúde da futura mamãe e do bebê em formação.

Os exercícios aeróbicos, como caminhadas e natação controlam o ganho de peso fazendo com que a gestante se sinta mais saudável e bonita durante a gravidez, melhorar o funcionamento do sistema cardiovascular, respiratório e muscular. Exercícios localizados, como fortalecimento e relaxamento dos músculos que são utilizados na hora do parto podem facilitar a vinda do bebê. Os exercícios de Atitudes posturais levam ao aprendizado da boa postura, ao alívio das dores causadas pelo novo formato da barriga e ao bem-estar. Outras boas opções para gestantes são as atividades em grupos cujos integrantes apresentem semelhanças de idéias e sentimentos.

A prática de exercícios, além de permitir que a gestante amplie sua capacidade respiratória, fortaleça e alongue a musculatura, também aumenta a circulação de endorfina pelo organismo – o hormônio responsável pela sensação de bem-estar.

Os exercícios ajudam a reduzir edemas, melhoram a postura, ajudam no controle do peso, e diminuem a sensação de fadiga. Além disso, na hora do parto, uma gestante melhor condicionada tem mais fôlego – e força – para ajudar o bebê a nascer. E os benefícios não param por ai: no pós-parto, com menos quilos e menos gordura no corpo, a volta às antigas formas acaba sendo bem mais rápida. O bebê, por sua vez, se beneficia indiretamente da boa forma física e mental que os exercícios proporcionam à sua mãe.

Exemplo de atividade da cinesioterapia:

Caminhadas:

São benéficas, desde que realizadas corretamente, em terrenos planos. Caminhar é sempre saudável e revigorante. Com a caminhada a gestante poderá desenvolver uma boa resistência aeróbica, isto é, um bom equilíbrio entre o consumo e a absorção de oxigênio pelo organismo. As caminhadas poderão ser feitas três vezes semanais, com duração aproximada de 30 a 45 minutos; passos ligeiros e cautelosos. Constituem uma prática segura e relativamente livre das lesões. É importante para o condicionamento físico, previne o excesso de peso corporal e melhora o nível de condicionamento cardiovascular.

Exercício de "mergulho":

Esse exercício tem como objetivo alongar e relaxar a musculatura das costas, prevenindo dores.

Abdominais lights:

Tem como objetivo fortalecer a musculatura abdominal, que ajudará a estabilizar melhor a coluna.

Consciência corporal:

Esse exercício tem como objetivo promover o relaxamento geral para gestantes.

Bom descanso:

O objetivo desse exercício é o de dar uma pausa para o corpo sempre que a gestante sentir necessidade, entre um e outro exercício.

Levantamento pélvico (ponte):

Tem como objetivo fortalecer a região lombar, pélvica e alongar os músculos da frente da coxa.

Alongamento:

Ajuda a manter o relaxamento da musculatura e o controle respiratório.

Natação:

Faz um trabalho completo na parte aeróbia e muscular, porém deve ter suas precauções.

Hidroterapia:

Geralmente indicada para gestantes possuidoras de patologias controladas como diabetes, hipertensão e tem função terapêutica em casos de escoliose, lordose, lesões articulares e musculares.

Hidroginástica:

O corpo na água torna-se mais leve ficando livre dos impactos e da força da gravidade. É um excelente exercício para desenvolver o tônos muscular.

2. Respiração:

Respiração para o relaxamento:

Qualquer que seja o método usado deve ser dada atenção a posição na qual a mulher vai ficar. Inicialmente, ela deve ficar confortável e totalmente apoiada ao deitar-se em dorsal, deitar-se de lado ou sentar-se. Assim que se torna mais hábil, ela deve ser capaz de adaptar os conceitos a posturas menos apoiadas mesmo em pé.

Respiração para o período de dilatação:

Nessa etapa a utilização de um padrão respiratório adequado pode ajudar muito. O ideal é que se use a respiração diafragmática, concentrando-se na expiração, tentando manter o corpo (principalmente os ombros) relaxado. A gestante deve ser orientada para emitir sons tais como gemer, grunhir, sibilar, cantar e ao mesmo tempo gritar e quando as contrações se tornarem muito fortes não tentar coibir essa necessidade que pode ajudar a diminuir as dores (Balaskas, 1991).
Respiração para o período expulsivo:

Assim como no período de dilatação o padrão respiratório utilizado durante a fase de expulsão também pode ser orientado, o ideal é que a parturiente respire profundamente, quando se aproximar uma contração e concentre-se na expiração. È importante não tentar lutar contra as contrações, pois isso pode ser doloroso, não se deve prender a respiração por muito tempo, pois isso diminui o aporte de oxigênio para a parturiente e o bebê. Se o período expulsivo for difícil ou demorado, deve-se esperar a contração começar e em seguida encher bem os pulmões de ar, e a medida que for soltando esse ar direcionar a energia para baixo, forçando o diafragma para baixo. Esse padrão irá ajudar a conduzir o feto para o canal do parto facilitando assim o nascimento (Balaskas, 1991).

3. Massoterapia:

A massagem, na gravidez, é muito utilizada, desde que seja realizada com cuidado. Como os três primeiros meses são críticos, é aconselhável, como segurança, não massagear o abdome durante esse período além de não usar certos óleos essenciais. Seguindo-se esse conselho, haverá benefícios na massagem durante a gravidez.

A área que provavelmente mais requer atenção é a lombar. Como os músculos, nessa região, são usados para contra balancear a carga adicional na região frontal, possivelmente ficam contraídos e tensos, ocasionando dores nas costas ou sensibilidade lombar. A massagem ajuda a reduzir o espasmo muscular e a diminuir qualquer congestão dos tecidos.

A circulação, nas pernas, pode ficar prejudicada durante a gravidez, devido à compreensão de alguns vasos sanguíneo da região pélvica. As técnicas de massagem ajudam a aumentar a circulação e podem ser administradas com a paciente confortavelmente deitada, em decúbito lateral ou dorsal. (Fig. 9, 10 e 11) Os benefícios de relaxamento e massagem podem ser aproveitadas durante toda a gestação.

As massagens podem ser feitas da seguinte forma:

   * Deslizamento com a palma da mão;
   * Deslizamento com o polegar;
   * Deslizamento para drenagem linfática;
   * Deslizamento com a região volar da mão;
   * Deslizamento auto-administrativo.

Atividades físicas não recomendáveis para gravidez:

Atividades Intensas:

Não são recomendados os esportes e as atividades nas quais possam ocorrer choques ou atritos entre a gestante e outras pessoas entre ela e objeto (bola, colunas de sustentação, móvel, raquete etc)

Equitação:

Desaconselha-se a pratica de equitação, mesmo se você (a gestante) já era amazona antes de engravidar, dado o atrito do assoalho pélvico com a sela, os esforços musculares repetidos e o perigo de quedas.

Musculação:

Se a gestação já praticava esta atividade antes de engravidar, devera fazer uma avaliação de pesos e movimentos ou ate o nascimento do bebe.

Corridas de Velocidade ou Longa Duração:

As corridas alteram demais a pulsação cardíaca. Assim, será preciso muito mais oxigênio se correr em demasia ou velocidade, sem contar que o peso adicional do bebê também irá dificultar os movimentos.

Mergulho:

Tanto no mar como na piscina (do trampolim ou mesmo da borda) e principalmente em mergulhos com equipamentos.

Ciclismo:

A postura inclinada para frente pode produzir dores nas costas, sem contar que, com pistas escorregadias ou com o vento, uma queda será muito perigosa, podem prejudicar o bebê.

Fatores Prejudiciais na Gravidez:

Álcool:

O American Surgeon General sugere que as mulheres grávidas não devem consumir álcool, pois ele está ligado ao elevado risco de aborto espontâneo, natimorto, anomalidades congênito e desenvolvimentos neurocomportamental anormal, tem levado as mulheres grávidas a serem aconselhadas a restringir o consumo de álcool a duas ou três doses por semana.

Fumo:

Existe uma forte evidencia que mostra que o fumo materno, e possivelmente o fumo materno passivo, é prejudicial ao feto, e que o fumo pode afetar a gravidez e o desenvolvimento e saúde subseqüentes das crianças depois que elas nascem.

O fumo esta também associado a hipoxia fetal, retardamento do crescimento intra-uterino, rompimento placentário, ruptura prematura das membranas, aborto, parto pré-maturo e baixas contagens Apgar. Tem sido demonstrado ultra-sonicamente que há uma aceleração da maturidade placentária, e por isso o envelhecimento prematuro e calcificação levando a pobre função nas fumantes.

Medicação na gravidez:

É importante que as mulheres que acham que estão grávidas, e aquelas que estão em vias de se tornarem grávidas entendam que algumas drogas podem prejudicar o desenvolvimento do feto.

É importante que as mulheres percebam que elas também tenham responsabilidade neste contexto; elas devem lembrar seus médicos, dentistas ou farmacêuticos de que elas estão grávidas sempre que o medicamento for prescrito ou quando elas comprarem remédios sem receita de qualquer tipo. Apesar dessa atitude provavelmente ser mais segura para evitar uma medicação desnecessária durante a gravidez, simples terapias tais paracetamol para dores de cabeça ou resfriados e antiácidos para azia são comumente descritos sem efeitos danoso.

Durante o puerpério, algumas são contra-indicadas para as mulheres no que amamentam; a maioria das drogas, contudo, somente aparece no leite materno em quantidades pequenas o suficiente para não causar dores aos bebes.

Drogas viciosas:

As mulheres grávidas não podem participar regulamente de tratamento pré-natal de modo que o feto está em risco de diversas origens. Tem sido relatadas anormalidades congênitas depois do uso de narcóticos, LSD e anfetaminas. A insuficiência placentária, o retardamento do crescimento intra-uterino e a mortalidade perinatal são todos aumentados quando as mulheres usam heroínas e seus derivados. O principal problema é o efeito do narcótico no feto e neonato que pode ser fatal se não muito cuidadosamente administrado durante a gravidez e no período pós-parto imediato. Contudo, a prognose do bebê da mão viciada em drogas é boa se a mão cooperar com o tratamento pré-natal e controle da droga.


Conclusão:

O profissional fisioterapêutico obstétrico desempenha um papel importante relacionado a gestantes. Ele procura proporcionar um meio que gere condições físicas e emocionais, trazendo muitas vezes o apoio e o conforto na hora da dor, pois o nervosismo, a ansiedade e a falta de preparação para o parto, interagem diretamente no decorrer do transcurso, no que diz respeito ao trabalho do parto.

Bibliografia:

POLDEN, Margaret, MANTLE, Jill et all. Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia. 2 ed. São Paulo: Editora Santos, 2000.

CASSAR, Mario-Paul. Massagem Curso Completo. 1 ed. São Paulo: Editora Manole, 1998.

BARACHO, Elza Lúcia et. Al. Fisioterapia Aplicada à obstetrícia e aspectos de Neonatologia 2º ED. Belo Horizonte: Helth, 1999.

ASLANI, Marilyn. Massagem passo a passo. 1 ed. São Paulo: Manole, 1998.

KISNER, Carolyn et. Al. Exercícios terapêuticos. 1 ed. São Paulo: Manole, 1998.

RAMOS, Rosa Karina Farias; MADEIRA, Silva Medeiros de Melo. Monografia sobre a Atuação Fisioterapêutica durante o Pré-parto.

 

PROJETO DE CONSRUÇAO DE UMA CLÍNICA DE FISIOTERAPIA

 

Introdução

Visando a implantação de um serviço de fisioterapia, este projeto enfocará os métodos necessários para a construção e funcionamento da clínica. Que se chamará BIOFISIO.

Os critérios de escolha do local para a construção da clínica foram observados através de tópicos:

   * Cidade pequena, com razoável desenvolvimento, possui 60 mil habitantes;
   * É uma área de boa localização, de fácil acesso e com estrutura capaz de suprir as necessidades da mesma;
   * Sendo o local pertencente a um dos sócios, diminuindo assim o gasto com a compra do local, sendo necessária apenas reforma e adaptações para o funcionando do centro;
   * Possui apenas 3 clínicas de fisioterapia, cuja a especialização esta restrita a ortopedia;
   * 1 clinica a RPG e ortopedia.

A BIOFISIO estará localizada na Rua 1º. Travessa nova santa Rita, 1ª, bairro santa Rita na cidade de Catu.

Os serviços a serem prestados serão: ortopedia, cardiologia, geriatria, eletroterapia, mecanoterapia, cinesioterapia.A BIOFISIO inicialmente trabalhará com os convênios que atendem as condições financeiras da população.

O valor estimado será de R$ 77.208,40 sendo cada sócio entrara com o capital de R$ 18.000,00 e o restante será pedido um financiamento.


Estrutura Física

O imóvel a ser para a implantação da clinica possui 500 m2. Sendo que utilizaremos uma parte e futuramente o restante.

Sendo dividida em:

   * Sala de Reuniões: 5 X 15m ( largura X comprimento)
   * Sala de Equipamentos: 3 X 30m
   * Sala de Cinesioterapia : 6 X 3.20m
   * Sala da Direção: 5 X 3.20m
   * Copa: 3 X 3.50m
   * 3 boxes de atendimento: 2 X 3.50m
   * 1 consultórios: 3 X 2.70m
   * Ginásio de Mecanoterapia: 10 X 10m
   * 2 banheiros: 1 X 1.60m
   * 2 banheiros para deficientes: 1.3 X 1.60
   * 2 vestuários: 1 X 1.50m
   * Recepção: 100 m2

Observações:

A clínica constará de 3 paredes de fórmico ( Divibox) – 7m2 = R$ 390,00. Sendo que usaremos esse material nos: boxes de atendimento, e vestuários.

Haverá três tipos de piso. Nas paredes dos banheiros, sala de reuniões, direção e copa será o piso normal. A área do ginásio e sala de equipamentos será de ardósia. E o restante com piso antiderrapante incluindo o piso do banheiro, para evitar acidentes.

A iluminação será de acordo a cada local, com lâmpadas florescentes e no local do ginásio placas transparentes; a instalação elétrica e hidráulica constará de um sistema de emergência.

Os banheiros de deficientes serão equipados com barras de apoio instaladas ao lado do vaso e lavabo.

Portas e Janelas:

   * Largura da porta de entrada (com rampa): 2.3m
   * Janelas do ginásio de mecanoterapia: 4m X 2m
   * Janelas de cada box e consultórios de atendimentos: 1m X 0.6
   * Porta para os banheiros de deficientes: 1m
   * Porta para os banheiros: 0.80m

Lista de móveis e equipamentos:

Material de Mecanoterapia
Quant  

Produtos


Fornecedor

1
Exten Flex Milenium  

Vitally

1
Banco Scott  

Vitally

1
Leg Press 45 graus  

Vitally

1
Vitalete Milenium ll  

Vitally

1
Abdominal Maquina Milenium  

Vitally

1
Adutor/Abdutor Milenium  

Vitally

1
Flexão Milenium  

Vitally

1
Vita 8 Millenium  

Vitally

1
Estante p/ anilhas horizontal Millenium 200kg anilhas  

Vitally

1
Prancha clinical  

Physio

1
Plataforma  

Physio

1
Trapézio (Cadilac)  

Physio

1
Suporte para os pés  

Physio

1
Flex Ring  

Physio

Material de Eletroterapia

1
Ultra –som Avatar V  

KLD

1
Ultra som Sonomaster Mic. Communicator  

KW

1
Laserplus As - Ga cod. 30  

KW

1
Tens Portátil c/ maleta cod.411  

ISP

1
Tensys ET 9771  

KLD


Móveis
   * Mesa c/ 4 cadeiras (para sala de reuniões)
   * Mesa c/ 4cadeiras (para a copa)
   * Mesa c/ 3cadeiras (para a direção)
   * Armário p/ copa
   * Microondas
   * Mesa para revista
   * Armário para materiais de consumo
   * Armário p/ direção
   * Telefones
   * Bebedouros
   * Fogão
   * Geladeira
   * Balcão da recepção
   * Cadeira p/ recepção

Diversos

1
Bicicletas horizontal (profissional)  

Fisiobras

1
Bicicletas vertical (profissional)  

Fisiobras

1
Esteiras LX 160  

Fisiobras

1
Roda de ombro (cromada)  

Fisiobras

1
Physio Roll (30cm)  

Carci

1
Physio Roll (40cm)  

Carci

1
Physio Roll (55cm)  

Carci

1
Physio Roll (70cm)  

Carci

1
Conjunto de thera band (rolos de 5,5m) 5 cores  

Carci

1
Bolas de Bobath (45cm)  

ISP

1
Bolas de Bobath (55cm)  

ISP

1
Bolas de Bobath (65cm)  

ISP

1
Bolas de Bobath (75cm)  

ISP

4
Escada de 02 degraus  

Fisi/ISP

2
Negatoscópio (metal)  

ISP

2
Cadeiras de roda adulto (cromada)  

ISP

2
Andador com rodas  

ISP

2
Andador sem rodas  

ISP

1
Cama elástica (90cm) c/ jogo de bolas  

ISP

3
Colchonete (1,83 x 0,66)  

ISP

1
Suporte de Halteres  

KEEP FIT

1
Maquina de Gelo EGC 50 tamanho 70 kg  

Everest

3
Macas  

2
Muletas pequenas  

Carci

Contato com Fornecedores:
Fisiobras – Para alguns equipamentos do ginásio de cardiologia

Av. Getúlio Vargas, 648

Rebouças – 80 230 030

Curitiba – Paraná

Fone : (41) 232 2727

Email: fisiobras@fisiobras.com.br

Pró fisiomed - Para materiais de eletroterapia, materiais de consumo e outros produtos para fisioterapia.

Av. Azenha, 1514 e 1502 – Cj. 201

Porto Alegre – RS - Brasil

CEP: 90160- 007

Tel. / Fax: (51) 3217 4439 ou 3217 7377

www.profisiomed.com.br

Instituto São Paulo – Para alguns produtos de fisioterapia

Av. Internacional, S/N – Parque Industrial ll

CEP 85.825-000 – Santa Tereza do Oeste

Paraná – Brasil

Televendas: 0800 45 5689

Fisionet- http://www.fisionet.com.br/afisio.asp


Recursos Humanos

Os funcionários da clínica serão em número de 5. Terão 2 recepcionistas, com critérios de admissão: 2º grau completo, curso de informática, e idade entre 20 e 30 anos com experiência em clínicas de saúde. Sua carga horária será de 8 horas (horário de 8:00 às 12:00; de 14:00 às 18:00 horas) de trabalho ao dia. Ambas serão responsáveis por receber os clientes, preencher as fichas de cadastro e atendimento, atender telefone, encaminhar o paciente ao fisioterapeuta para avaliação e tratamento. Remuneração: R$ 390,00.

Também terá como funcionário um administrador para a clínica. Sendo que este será contratado a partir de indicações seguras de outros profissionais. O administrador será responsável em gerenciar as questões de recursos humanos, marketing e finanças. Ele será subordinado a somente um dos sócios que será eleito anualmente pelo conselho diretor (sócios). Sua remuneração:1.300,00.

Terá uma zeladora com os seguintes critérios para admissão: 1º grau completo, idade entre 30 à 45 anos. Sua carga horária será de 8:30 (horário de 8:00 às 11:30 ; de 2:00 às 6:00 horas) de trabalho. Com a função de fazer e manter a limpeza de todos os ambientes da clínica, organizar os materiais nos devidos lugares e auxiliar no serviço de copa. Remuneração: R$ 260,00

Terá também um guarda noturno, os critérios de admissão são: 1º grau completo. Sua função será fazer a supervisão da clínica no período noturno. Sua carga horária será de 8:00 (horário das 22:00 à 6:00)de trabalho. Remuneração: R$ 350,00. A divulgação das vagas será feita por classificados e a contratação por carteira assinada.

A sociedade consta de 3 fisioterapeutas e todos eles atenderão os pacientes, no entanto somente um será eleito como diretor geral. Todos terão carga horária de 40 horas semanais e a remuneração será uma parcela do lucro da clínica.

Implantação

Paredes de Fórmico (divibox): 1.170,00

Piso normal: 301,00

Piso antiderrapante: 4.015,40

Piso da ardósia: 914,00

Vasos sanitários: 395,00

Pia / lavabo: 559,00

Porta sanfona para os boxes e vestuários: 501,00

Lista de equipamentos, materiais de consumo e móveis: R$ 58.433,00

Custos de Marketing: R$: 1550,00

Custos dos funcionários: R$ 2.690,00

Outros: 1.680,00

Contrato de reforma com firmas de construção civil para as adaptações: R$ 5.000,00

TOTAL: R$ 77.208,40

Material de Mecanoterapia

Produtos
Valor  Fornecedor
Exten Flex Milenium  R$ 1652,00  Vitally
Banco Scott  R$ 3180,00  Vitally
Leg Press 45 graus  R$ 1.670,00  Vitally
Vitalete Milenium ll  R$ 1.590,00  Vitally
Abdominal Maquina Milenium  R$ 1.250,00  Vitally
Adutor/Abdutor Milenium  R$ 1.953,00  Vitally
Flexão Milenium  R$ 1.700,00  Vitally
Vita 8 Millenium  R$ 9000,00  Vitally
Estante p/ anilhas horizontal Millenium 200kg anilhas  R$ 310,00  Vitally
Prancha clinical  R$ 200,00  Physio
Plataforma  R$ 102,00  Physio
Trapézio (Cadilac)  R$ 6.832,00  Physio
Suporte para os pés  R$ 102,00  Physio
Flex Ring  R$ 201,00  Physio
Sub Total  R$ 36536,00

Material de Eletroterapia
Ultra –som Avatar V  

R$ 2.390,00


KLD
Ultra som Sonomaster Mic. Communicator  

R$ 1010,00


KW
Laserplus As – Ga cod. 30  

R$ 1.902,00


KW
Tens Portátil c/ maleta cod.411  

R$ 507,00


ISP
Tensys ET 9771  

R$ 913,00


KLD
Sub Total  R$ 6722,00

Móveis
Mesa c/ 4 cadeiras (para sala de reuniões)  

R$ 485,00
Mesa c/ 4cadeiras (para a copa)  

R$ 216,00
Mesa c/ 3cadeiras (para a direção)  

R$ 210,00
Armário p/ copa  

R$ 320,00
Microondas  

R$ 430,00
Mesa para revista  

R$ 64,00
Armário para materiais de consumo  

R$ 156,00
Armário p/ direção  

R$ 369,00
Telefones  

R$ 426,00
Bebedouros  

R$ 647,00
Fogão  

R$ 340,00
Geladeira  

R$ 680,00
Balcão da recepção  

R$ 567,000
Cadeiras p/ recepção  

R$ 90,00
Sub Total  

R$ 5000,00

Diversos
Bicicleta horizontal (profissional)  R$ 720,00  

Fisiobras
Bicicleta vertical (profissional)  R$ 782,00  

Fisiobras
Esteira LX 160  R$ 2356,00  

Fisiobras
Roda de ombro (cromada)  R$ 420,00  

Fisiobras
Physio Roll (30cm)  R$ 80 ,00  

Carci
Physio Roll (40cm)  R$ 100,00  

Carci
Physio Roll (55cm)  R$ 134 ,00  

Carci
Physio Roll (70cm)  R$ 205 ,00  

Carci
Conjunto de thera band (rolos de 5,5m) 5 cores  R$ 334 ,00  

Carci
Bola de Bobath (45cm)  R$ 70 ,00  

ISP
Bola de Bobath (55cm)  R$ 90 ,00  

ISP
Bola de Bobath (65cm)  R$ 110 ,00  

ISP
Bola de Bobath (75cm)  R$ 123 ,00  

ISP
Escada de 02 degraus  R$ 150 ,00  

Fisi/ISP
Negatoscópio (metal)  R$ 275 ,00  

ISP
Cadeiras de roda adulto (cromada)  R$ 790 ,00  

ISP
Andador com rodas  R$ 195 ,00  

ISP
Andador sem rodas  R$ 195 ,00  

ISP
Cama elástica (90cm) c/ jogo de bolas  R$ 312 ,00  

ISP
Colchonetes (1,83 x 0,66)  R$ 253 ,00  

ISP
Suporte de Halteres  R$ 173 ,00  

KEEP FIT
Maquina de Gelo EGC 50 tamanho 70 kg  R$ 1.930 ,00  

Everest
Macas  R$ 510,00  
Muletas pequenas  R$ 63,00  

Carci
Sub Total  R$ 10175,00  

Custos de Marketing
Folden: R$ 270,00 (para 2.000 foldens)

Outdoor: R$ 450,00

Rádio: R$ 230,00 durante 15 dias (4 chamadas por dia)

Coquetel: R$ 600,00

TOTAL: R$ 1550,00

Estimativa de Receita Operacional:

Haverão dois fisioterapeutas por diurno e cada um deles atenderá cerca de 16 pacientes de 8hs da manhã às 12:00 ou das 14:00hs às 18:00hs. Devido a isso cada sessão terá a duração de aproximadamente 30min. Levando em consideração que são cinco dias de trabalho por semana, então durante um mês a clínica terá a capacidade de atender 640 pacientes. No entanto, por ser recente no mercado, a estimativa de receita operacional reduz-se em aproximadamente 450 pessoas. O valor médio da sessão será de R$ 40,00.
Receita  Preço  Pacientes  Sessões  Total: Prç.X Pac.
Cinesioterapia  

40


65


4
R$ 10.400,00
Ortopedia  

40


85


10
R$ 34.000,00
Mecanoterapia  

40


65


4
R$ 10.400,00
Cardiologia  

40


75


8
R$ 24.000,00
Eletroterapia  

40


95


10
R$ 38.000,00
Geriatria  

40

65

10
R$ 26.000,00
Consulta/Total  

40


450
 R$ 142.800,00


A BIOFISIO tentará inicialmente se credenciar aos seguintes convênios: GOLDEN CROSS,SAÚDE BRADESCO, SUL AMÉRICA, PREVINA, UNIMED, UNIBANCO SAÚDE, PROMEDICA, Medial Saúde. Serão apresentados o Curriculum Vitae de cada profissional com a experiência mínima; documentação pessoal, documentos atualizados da clínica, vistoria da empresa, relatório dos equipamentos, especificação e o horário de atendimento. Sendo cumpridas todas as exigências, os profissionais serão avaliados e caso a resposta seja positiva haverá o credenciamento da clínica.
Custos de manutenção
Salários  
1 Administrador  

R$ 1.300,00
2 Recepcionistas  

R$ 780,00
1 Auxiliar de serviço  

R$ 260,00
1 Segurança  

R$ 350,00
TOTAL  

R$ 2.690,00
Outros  
Água/ Luz/ Telefone  

R$ 600,00
Contador  

R$ 260,00
Material de limpeza  

R$ 130,00
Material de escritório  

R$ 80,00
Material de consumo  

R$ 600,00
Total  

R$ 1680,00

Documentação

Para adquirir a documentação necessária na implantação da clínica é necessário primeiramente que os sócios (fisioterapeutas) estejam credenciados ao CREFITO. Deve-se observar o local e suas dimensões, verificando se o mesmo se adequa aos padrões a serem explorados na clínica. Posteriormente deverá ser decidido se o local ou imóvel será comprado (escritura) ou alugado ( contrato de locação). A seguir é necessário procurar um contador para execução dos passos seguintes, para que o mesmo possa organizar e providenciar os seguintes documentos:

   * Contrato social da empresa: estabelecerá deveres e responsabilidades dos sócios
   * Inscrição de CNPJ ( Receita Federal): para requerer o C.G.C. ( Cadastro Geral de Contribuintes) que dará condições de abrir a clínica
   * Inscrição estadual especial, já que não se trata de um comércio convencional,
   * Inscrição municipal (licença) para o funcionamento: deve-se fazer um cadastro junto aos órgãos municipais, ou seja, junto a Secretaria das Finanças, onde será legalizado a clínica, quando será solicitado junto ao Escritório Regional de Saúde, a vistoria da clínica e logo depois será concedido a Inscrição Municipal com validade anual e receberá o Alvará de Funcionamento.
   * Taxas de imposto sindical patronal correspondente ao capital social
   * Inscrição na Caixa Econômica Federal para recolhimento de FGTS – empregados registrados e cadastramento de PIS
   * Inscrição no INSS para recolhimento de encargos sociais da empresa – serão recolhidos mensalmente as contribuições dos sócios, empregados e da clínica.
   * Alvará da Secretaria de Saúde Pública.
   * Registro da Clínica junto ao CREFITO.


Conclusão

Todas as etapas de realização deste projeto estão interligadas e portanto devem ser completamente cumpridas para que o resultado saia de acordo às exigências estabelecidas e para que se mantenha um serviço de excelente qualidade. Estas etapas foram se concretizando pouco a pouco até a conclusão das mesmas.

O valor de investimento para a implantação da Biofisio ficou de aproximadamente de R$ 230.000,00. Este valor , por ser uma implantação hipotética e pela situação econômica atual dos supostos donos da Biofisio, realmente é alto.

As dificuldades encontradas foram a busca de preços, planta baixa, receita operacional e descrever todo o trabalho. Devido a isso, o projeto pode estar falho em muitos pontos, mas no momento foi o melhor que se pôde fazer.

Esse projeto de implantação de uma clínica de fisioterapia foi importante porque assim observou-se que implantar uma clínica de fisioterapia exige muito trabalho e dedicação, incluindo conhecimentos sobre planejamento, organização, direção e controle. Não podendo esquecer que todo o ambiente deve estar adequado às normas de exigências do CREFITO.

MÉTODOS CINESIOTERÁPICOS CONVENCIONAIS EM FISIOTERAPIA

1- INTRODUÇÃO

A postura ereta bípede do homem resultou da evolução da espécie em milhões de anos de seleção natural e só se tornou possível pelas modificações que surgiram na coluna.

A cabeça teve que se apoiar na porção superior da coluna e, assim, permitir que os olhos pudessem ficar voltados para frente; a cabeça e o tronco tiveram que se equilibrar sobre os membros inferiores, por meio da cintura pélvica; e o corpo todo teve que se apoiar no espaço ocupado pela planta dos pés, com isso modificando o centro de gravidade.

Essas manobras só foram possíveis pelo aparecimento das curvas lordóticas secundárias, na região cervical e lombossacra, e nisso desempenhou papel fundamental a massa muscular, por desenvolver uma força antigravitacional poderosa, que permitisse aos primitivos seres antropóides erguer-se do chão, adquirir a postura ereta, mantê-la e andar. Esses atos eram voluntários, comandados pelo sistema nervoso central e, com o passar dos séculos, transformaram-se em atos regulados pelo sistema nervoso involuntário e pelo sistema fusomuscular.

E foi com o surgimento da postura ereta que começaram a aparecer problemas exclusivos da espécie humana: as enfermidades da coluna vertebral, sendo que a maioria dessas estão relacionadas aos maus hábitos posturais.
Por este motivo serão mostrados alguns conceitos e técnicas a respeito do método convencional, no qual serão englobados as principais causas e problemas de má postura, juntamente com os tratamentos mais utilizados.
Mas antes de se falar sobre hábitos posturais, boa e má postura etc. se faz necessário entender o que vem a ser o termo postura. Para tanto, seguem abaixo algumas definições, segundo alguns autores:

"É a posição que o corpo assume na preparação do próximo movimento." (Roaf)
"Postura envolve o conceito de balanço (equilíbrio), coordenação neuromuscular e adaptação e deve ser aplicado à um determinado momento corporal e para uma determinada circunstância - postura para andar, postura para jogar tênis ou dar a partida para uma disputa de natação." (Roaf)
"É a posição do corpo no espaço a que dá um bom relacionamento entre as partes, com o menor esforço, evitando a fadiga." (Ascher)
"É a posição que envolve o mínimo de estiramento e de "stress" das estruturas do corpo, e com o menor gasto de energia para se obter o máximo de eficiência no uso do corpo." (Kendall)
"É um arranjo relativo das partes do corpo. O critério de boa postura é o equilíbrio entre as estruturas de suporte do corpo, os músculos e ossos, que protegem o corpo contra uma agressão ou deformidade progressiva." (Academia Americana de Ortopedia)
"Posição ou atitude do corpo; o arranjo relativo das partes do corpo para uma atividade específica, ou uma maneira característica de alguém sustentar o corpo." (Kisner).


2- ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral protege a medula espinhal, serve de pivô para suporte e mobilidade da cabeça, permite movimentos entre as diversas partes do tronco e dá fixação a numerosos músculos. Sua função principal é suportar o peso da maior parte do corpo e transmiti-lo, através da articulação sacro-ilíaca, para os ossos do quadril.

A coluna está constituída de 33 peças esqueléticas, as vértebras, colocadas umas sobre as outras no sentido longitudinal, de modo a formar um conjunto que se estende pela nuca, tórax, abdome e pelve, onde tem-se sete vértebras cervicais, doze torácicas, cinco lombares , cinco sacrais e quatro coccígeas. As vértebras sacrais são fundidas em peças única, o sacro, que se articula com os ossos do quadril. Por ser um suporte de peso, o corpo vertebral aumenta de volume da porção cervical à lombar. Tem-se entre os corpos vertebrais um disco intervertebral, capaz de absorver os aumentos de pressão numa súbita sobrecarga da coluna vertebral e conferir mobilidade entre vértebras adjacentes. Tem-se também curvaturas na coluna no sentido ântero-posterior, indispensáveis para manter o equilíbrio e postura ereta, que são : lordose cervical e lombar e cifose torácica e sacral.

A vértebra tem uma estrutura geral, é constituída de : forame vertebral, corpo da vértebra, arco vertebral, par de pedículos, par de lâminas, processo espinhoso, processos transversos e facetas articulares. As vértebras das regiões cervical, torácica e lombar apresentam características próprias, que distinguem estes grupos vertebrais.
As articulações entre as vértebras fazem-se ao nível dos corpos vertebrais através do disco intervertebral e, entre os processos articulares dos arcos vertebrais, ligamentos e músculos são auxiliares na manutenção do alinhamento das vértebras.

Os discos intervertebrais são estruturas compressíveis de fibrocartilagem que absorvem as forças de tração muscular, gravidade e carga que tenderiam a esmagar uma vértebra contra a outra. O disco é formado por duas partes: o ânulo fibroso que é constituído por anéis concêntricos, mais fibrosos que cartilaginosos, que circundam uma parte central o núcleo pulposo, mais cartilaginoso do que fibroso, mas suficientemente elástico para atuar como amortecedor dos choques de compressão a que é sujeito. O núcleo pulposo é mantido em posição pelo ânulo fibroso e pela pressão das vértebras.

Os músculos do tronco são: intertransversais, inter-espinhoso, multífido, rotador curto e rotador longo que fazem extensão de tronco em ação sinérgica bilateral e inclinação em sinérgica unilateral. Os músculos semi-espinhoso e epi-espinhoso em ação sinérgica bilateral faz extensão de tronco em unilateral faz inclinação de tronco tem-se também o serrátil póstero-inferior, ílio costal, lombo-dorsal, grande dorsal e quadrado lo9mbar que tem as mesmas ações do grupo muscular citado anteriormente. Os músculos reto-abdominal supra e infra umbilicais, oblíquos interno e externo e transverso abdominal fazem a flexão de tronco. Os oblíquos interno e externo e os rotadores vertebrais em ação sinérgica fazem a rotação de tronco.
(Dângelo e Fattini,1998)


3- BIOMECÂNICA DA COLUNA VERTEBRAL

O enfoque biomecânico das estruturas orgânicas consiste na aplicação das leis da mecânica. ( que é a parte da Física que estuda a ação das forças com ou sem movimentos). Do estudo biomecânico da coluna, que procura a explicação dos problemas intrínsecos da coluna, sem Ergonomia, que visa estudar os movimentos e posturas mais adequadas para o homem trabalhar sem agredir o organismo.

Funções Biomecânicas da Coluna Vertebral

A coluna vertebral tem três funções mecânicas bem definidas:

   * é o eixo de suporte do corpo;
   * protege a medula e as raízes nervosas;
   * é o eixo de movimentação do corpo.

As duas primeiras funções são antagônicas e conflitantes com a terceira. Esse conflito deve ser a razão da complexidade da coluna vertebral.

Se tomar-se como base a estrutura do segmento do movimento de Schmorl e Junghans que é formada de duas vértebras adjacentes e tecidos moles circundantes, pode-se definir que a função de sustentação é realizada pelos elementos anteriores: corpo vertebral, disco, ligamentos longitudinais anteriores e posteriores, enquanto os elementos posteriores dos arcos neurais e articulações sào responsáveis pelos movimentos. A segunda função, de proteção é desempenhada pelos elementos anteriores e posteriores da coluna.

A coluna ainda tem as funções de : transferir o peso e o movimento de flexão da cabeça e do tronco para a pelve; permitir o suficiente movimento entre a cabeça, o tronco e a pelve.

As curvas fisiológicas permitem que a coluna aumente a sua flexibilidade e a capacidade de absorver os choques, enquanto mantém a tensão e estabilidade adequada das articulações intervertebrais.

3.1- Biomecânica do Disco Intervertebral

-Compressão e distensão: O disco formado pelo ânulo fibroso e núcleo pulposo, é uma estrutura adaptada para suportar grandes forças de pressão axial. As forças de compressão são recebidas pelo núcleo e transferidas para ânulo, que com suas fibras com 15º a 30ºde inclinação, amortece o choque. A força de distensão ocorre principalmente no lado oposto da estrutura do ânulo, quando o corpo está dobrado sobre si mesmo. As forças de distensão mais agressivas para a coluna do que as de compressão.

-Flexão: A flexão do tronco faz com que as forças compressivas se apliquem na parte côncava e as distensivas na parte convexa, com deslocamento do núcleo. Este ato pode produzir herniação do núcleo pulposo. A força de flexão é uma das mais agressivas do disco.

-Torção: As forças mais danosas para o ânulo são as de torção ou rotação do corpo com peso.

-Cisalhamento: São as forças inclinadas que na realidade são forças de compressão que encontram a estrutura discal na posição inclinada. A aplicação dessa força por muito tempo pode alterar a estrutura do disco, aumentando a degeneração discal.

-Histerese: O disco é uma estrutura visco elástica viscosa que absorve energia após receber repetitivas forças, isto é chamado de histerese. Forças axiais vibratórias de pequena intensidade atuando por muito tempo podem causar hérnia de disco ou discopatia.

-Pressão intradiscal: Nachenson foi o primeiro a medir a pressão intradiscal in vivo. Demonstrou que existe uma diferença de pressão que o disco suporta dependendo da estrutura corporal, sendo que a pior é a sentada.

-Pressão intra- abdominal: A partir da idéia de Davis foi criado um modelo biomecânico, para medir o esforço de levantar pesos: a pressão intra-abdominal usada no indicador do peso que a coluna está suportando. Isto é baseado na hipótese de que a pressão da cavidade abdominal suporta a coluna, principalmente no movimento de flexão.
(Knoplich,1985)


3.2- Biomecânica dos Ligamentos

Os sete ligamentos da coluna são divididos em três sistemas:

- Longitudinal longo: ligamento longitudinal anterior e posterior e os ligamentos supra espinhosos.
- Sistema longitudinal segmentar: interespinhoso, intertransverso e amarelo.
- Sistema capsular ou articular.


As alterações biomecânicas dos ligamentos não foram bem estudadas, a não ser a do ligamento amarelo, que se demonstrou ter a extensão da coluna quando a coluna vai rapidamente da flexão total (ligamento distendido) para a extensão total (ligamento relaxado). Sua alta elasticidade, assim como sua pré tensão, minimiza as agressões a medula espinhal. Foi demonstrado que esses ligamentos tem função protetora no ato de traumatismos da coluna. (Knoplich,1985).

3.3- Biomecânica dos Corpos Vertebrais

A vértebra é dividida no estudo biomecânico do corpo em articulações interapofisárias do arco neural e cartilagem.

Os autores acreditam que a resistência da vértebra é dada pela fina camada de osso compacto.

-Arco neural: Seu estudo está mais ligado a etiologia da espondilolise e da espondilostese.
-Cartilagem: Perey verificou que as sucessivas forças aplicadas a coluna, no segmento motor, iniciam um processo degenerativo que se assenta primeiro na cartilagem intervertebral, que separa a vértebra do disco e é mais espessa na periferia do corpo que no centro, onde está o núcleo pulposo. Depois, essas forças compressivas agridem o corpo vertebral, e só ao final há degeneração do disco.
(knoplich,1985)

3.4-Biomecânica das Articulações Interapofisárias

As articulações interapofisárias são as únicas com sinóvia a sofrerem, com a idade, degeneração artrósica. Essa articulação tem as funções de:

- proteger o disco de uma excessiva torção que pode levar a uma discopatia;
- tem função limitante na flexão e extensão;
- protege o disco nas sobrecargas excessivas.
(Knoplich, 1985)

3.5- Biomecânica dos Músculos

Os músculos da coluna podem ser divididos em:

- pré-vertebral ântero-lateral: psoas;
- músculo profundo: eretor da coluna;
- músculos superficiais
- abdominais anteriores e laterais;
- glúteos.

A função desses músculos é a de manter a postura e ativar diversos movimentos da coluna. Ortegren e Andersson usaram o estudo eletromiográfico para determinar quais os músculos que ficam em silêncio conforme o movimento realizado e constataram que existe um antagonismo entre a boa postura para músculos e para o disco intervertebral; por exemplo: a posição sentada e relaxada, que é melhor para o músculo, é a pior para o disco intervertebral. (Knoplich,1998)

3.6- Biomecânica da Medula Nervosa e Raízes Nervosas

As alterações de estiramento, como flexão e extensão, são possíveis porque a coluna na posição neutra fica enrugada. A medula nervosa fica numa posição semitensa devido a ligamentos denteados e às próprias raízes nervosas. (Knoplich,1985)


MOVIMENTOS DA COLUNA VERTEBRAL

Os movimentos da coluna são as resultantes de uma série de pequenos deslocamentos de ossos e tecidos moles, que atuam sob a ação de poderosos músculos.

A mobilidade da coluna cervical e lombar aumenta os desgastes das estruturas da coluna. Daí, o maior número de pacientes com queixas nessas regiões. (Knoplich,1985)

4- POSTURA

A boa postura está associada com a saúde e vigor físico, a má postura esta ligada a fatores musculares inadequados e provavelmente com problemas emocionais.

4.1- O que é a Postura?

A postura corporal ereta (em movimento e/ou parada) é obtida pelo equilíbrio entre as forças que agem no centro de gravidade puxando o corpo para o chão e a força dos músculos antigravitacionais, que fazem esforço em sentido contrário.

A maioria dos músculos antigravitacionais são os músculos extensores, principalmente do pescoço, das costas e das pernas. Esses músculos estão constantemente em ação para manterem sua contração. Eles se contraem pela ação do sistema gama, fusomuscular e são corrigidos pelos reflexos de endireitamento quando há um desvio da postura ereta.

Os reflexos de endireitamento são responsáveis pelo controle postural, necessárias às modificações da cabeça no espaço, da cabeça em relação ao corpo, do alinhamento do corpo e dos membros e rotação em torno de seu eixo. Existem cinco tipos de reflexos de endireitamento, que são:

1 - Reflexo de endireitamento labiríntico;
2 - Reflexo de endireitamento corporal que atua sobre a cabeça;
3 - Reflexo de endireitamento do pescoço;
4 - Reflexo de endireitamento que atua sobre o corpo;
5 - Reflexo de endireitamento óptico.

Geralmente esses reflexos trabalham simultaneamente.

Além desses, existem outros tipos de reflexos que atuam na manutenção da postura, que são:

Reflexos de atitude: são iniciados pelos movimentos da cabeça, para um ajuste de posição estática que acontece através de alterações no tônus dos músculos do tronco e dos membros.
Reflexos de sustentação positiva: é o aumento do tônus extensor ou do tônus flexor e extensor para manter o corpo rígido, frente às atrações gravitacionais.
Reflexos de sustentação negativa: caracteriza-se pela flexão do membro seguido pelo apoio e extensão do membro, com fins de sustentação. O objetivo desses reflexos é a recolocação do pé ou da mão numa posição de sustentação com a contração terminal dos músculos extensores.
Ações reflexas adquiridas: todos os reflexos precedentes e muitos outros são adquiridos ou condicionados. A necessidade pode tornar os reflexos mais aguçados que o normal. (Knoplich, 1986)

4.1.1- A Dinâmica da Postura

As estruturas inertes que suportam o corpo são ligamentos, fáscias, ossos e articulações enquanto que os músculos e suas inserções tendíneas são as estruturas dinâmicas que mantêm o corpo em uma postura ou o movem de uma postura para outra.

A gravidade sobrecarrega as estruturas responsáveis por manter o corpo numa postura ereta. Normalmente, a linha da gravidade passa atrás das curvaturas fisiológicas da coluna vertebral e elas são equilibradas. Se o peso em uma região desloca-se para longe da linha da gravidade, o restante da coluna compensa para recuperar o equilíbrio.

4.1.2- O Equilíbrio da Postura

Para que a articulação sustentadora do peso fique estável, ou em equilíbrio, a linha da gravidade de sua massa precisa cair exatamente no eixo de rotação, ou precisa ter uma força para contrabalançar a força da gravidade. No corpo, a força de contrapeso é feita por músculos ou estruturas inertes. A postura ereta geralmente envolve um leve balanço ântero-posterior do corpo de cerca de 4 centímetros.

Na postura ereta ocorre o seguinte:

Tornozelo: a linha da gravidade fica anterior à articulação e a estabilidade é dada pelos músculos flexores plantares, primariamente o músculo sóleo.
Joelho: a linha da gravidade está anterior à articulação, que tende a manter o joelho em extensão. A estabilidade é dada pelo ligamento cruzado anterior, cápsula posterior e tensão nos músculos posteriores ao joelho (gastrocnêmio e músculos isquiotibiais).Deslocando-se a linha da gravidade para posterior ou anteriormente a este ponto (anterior à articulação), o resultado é a contração do quadríceps ou isquiotibiais para manter a posição ereta.
Quadril: a linha da gravidade varia com o balanço do corpo. Quando ela passa pela articulação do quadril, há equilíbrio e não é necessária a sustentação externa. Quando a linha da gravidade desloca-se posteriormente à articulação, ocorre alguma rotação posterior da pelve, mas esta é controlada pela tensão nos músculos flexores do quadril. Quando a linha gravitacional desloca-se anteriormente, a estabilidade é dada pelo suporte ativo dos músculos extensores do quadril.
Pelve: sustenta o peso do corpo situado acima dela, transmitindo-o para os membros inferiores.
Por unir uma porção imóvel com uma porção flexível e móvel da coluna, os desvios de sua posição normal se reflete em toda a extensão da coluna vertebral. Sustenta e contém, parcialmente, as vísceras pélvicas.
Qualquer desvio pronunciado compromete o funcionamento das vísceras pélvicas. Uma antiversão exagerada da pelve aumenta a lordose lombar, levando para frente o conteúdo pélvico, produzindo uma tensão adicional dos músculos glúteos e, consequentemente uma alteração visual da marcha.
Tronco: a linha da gravidade passa atrás dos corpos das vértebras cervicais e lombares, de modo que as curvaturas são equilibradas. Alguma atividade muscular nos músculos do tronco e pelve ajuda a manter o equilíbrio.
Cintura escapular e tórax: o melhor funcionamento dos órgãos internos necessita de uma posição ereta do tórax, do pescoço e uma adução adequada da cintura escapular. A posição de semi-elevação das costelas e do esterno tencionam os músculos abdominais dando uma boa base para sua ação.
Cabeça: o centro de gravidade da cabeça cai anteriormente às articulações atlanto-occipitais. Os músculos cervicais posteriores se contraem para manter a cabeça equilibrada. Se ocorrer um desequilíbrio para frente, há uma sobrecarga de tensão nos ligamentos e músculos extensores do pescoço e costas a tal ponto que não poderiam manter-se na posição ereta.
Parede abdominal: os músculos abdominais (reto, oblíquo interno, oblíquo externo e transverso abdominal) atuam na respiração, na postura e na sustentação dos órgãos internos.
* O grau de curvatura lombar é controlado diretamente por um único músculo: o reto abdominal. Os oblíquos abdominais também ajudam na retificação da coluna lombar, através de compressões transmitidas como força.
* Quando o indivíduo oscila para trás e para frente, o reto abdominal e os sacroespinhais contraem, alternadamente, a fim de corrigir o deslocamento resultante. (Kisner, 1998)

4.1.3- A Postura Padrão

De acordo com Kendall, a postura padrão é aquela na qual "a coluna apresenta as curvaturas normais e os ossos dos membros inferiores ficam em alinhamento ideal para sustentação do peso. A posição "neutra" da pelve conduz ao bom alinhamento do abdome e do tronco e dos membros inferiores. O tórax e a coluna superior ficam em uma posição que favorece a função ideal dos órgãos respiratórios. A cabeça fica ereta em uma posição bem equilibrada que minimiza a sobrecarga sobre a musculatura cervical."

4.1.4 - Postura e Movimento

Em determinadas posturas e movimentos são acionados diversos músculos pois fornecem a força necessária para o corpo adotar esta postura ou movimento, também ligamentos que auxiliam enquanto as articulações permitem o deslocamento de partes do corpo em relação às outras. Posturas ou movimentos inadequados produzem tensões mecânicas nos músculos, ligamentos e articulações resultando em dores no pescoço, costas, ombros, punhos e outras partes do sistema músculo-esquelético. Alguns movimentos, ainda podem apresentar um gasto energético que exige muito dos músculos, coração e pulmões. (Dul, 1995)

Bases Biomecânicas

As tenções que ocorrem nos músculos e articulações podem ser estimadas durante uma postura ou movimento na aplicação de leis físicas da mecânica ao corpo humano.

Princípios mais importantes da biomecânica :

   * as articulações devem ocupar uma posição neutra ou mais próximas possíveis destas durante a postura ou movimento, assim permitido tensão mínima entre músculos e ligamentos destas articulações;
   * pesos devem ser conservados o mais próximo do corpo possível, pois caso contrário, os braços serão tensionados e o corpo penderá para frente;
   * evitar curvar-se para frente. Quando o tronco pende para frente, a contrações dos músculos e ligamentos das costas para manter esta posição, surgindo dores na parte inferior do tronco onde a tensão é maior;
   * evitar inclinar a cabeça para frente porque quando a cabeça se inclina mais de 30º , os músculos posteriores do pescoço são tensionados para manter essa postura, ocasionando dores na nuca e nos ombros;
   * evitar torções do tronco pois causam tensões indesejáveis nas vértebras.

(Dul, 1995)


4.2- Ergonomia

4.2.1- O que é Ergonomia?

Ergonomia é uma palavra de origem grega. Ergo que significa trabalho e Nomos que significa regra. Pode-se, assim, definir ergonomia como sendo o termo utilizado para designar as medidas que são tomadas em locais de trabalho e em maquinário, equipamentos, sistemas e tarefas, com o objetivo de melhorar a segurança, saúde, conforto e eficiência no trabalho, respeitando o funcionamento normal do corpo humano (adaptação do ambiente de trabalho ao homem), e em relação à coluna vertebral; é a ciência que procura estudar as posturas mais corretas do corpo para o trabalho. (Kinoplich, 1986)

A Ergonomia tem sido fator de aumento de produtividade e da qualidade do produto, bem como da qualidade de vida dos trabalhadores, na medida em que a mesma é aplicada com a finalidade de melhorar as condições ambientais e prevenir acidentes de trabalho. A ergonomia tem um caráter interdisciplinar, pois se apoia em diversas áreas do conhecimento humano e, caráter aplicado, por configurar-se na adaptação do posto de trabalho e do ambiente, as características e necessidades do trabalhador.
(Dul, 1995).

4.2.2 - A Postura de Trabalho Sentado

A posição sentada permite que o corpo fique melhor apoiada nas diversas superfícies (piso, assento, encosto, braços da cadeira mesa). É também menos cansativa, mas a maioria das atividades são realizadas em pé, estas exigem também maiores forças ou movimentos corpóreos.

Apesar desta posição ser mais agradável, deve-se alterna-la com posições em pé. Quando sentado por longo tempo o pescoço e as costas ficam submetidos a longas tensões, o tronco e a cabeça ficam inclinados para frente, além das tarefas manuais serem feitas com os braços suspensos, motivos que ocasionariam dores nas costas.

A cadeira deve ser regulada conforme a estatura da pessoa que for assentar-se. A altura do assento deve permitir que a coxa esteja bem apoida e que os pés apoiem no chão. O encosto deve permitir apoio para a região lombar, e na parte inferior deve ser convexo para permitir apoio das nádegas. Se possível ainda é bom que cadeira seja giratória para que se tenha reduzida a necessidade de torcer o tronco evitando variações na postura e prevenindo a fadiga.

É necessário também que se tenha espaço para as pernas ficarem acomodadas. Esse espaço será importante para permitir uma postura adequada, sem inclinar o corpo para frente. Este espaço deve ser de no mínimo 40 cm de profundidade e 60 cm de largura na parte superior, e 100 cm de profundidade e 60 cm de largura na inferior junto aos pés. (Dul, 1995)

4.2.3- Postura de Trabalho em Pé

Está posição é recomendada para casos que requerem frequentes deslocamentos ou aplicação de grandes forças.
Deve-se alterar com a posição sentada ou andando para evitar fadiga nas costas e pernas.

As alturas das superfícies de trabalho em pé dependem das tarefas a serem executadas. Alturas de bancadas devem ser reguláveis devido a diferença de altura entre os usuários, evitando-se o uso de plataformas, pois os usuários podem tropeçar.

Deve-se ter também espaço reservado para acomodação das pernas, permitindo que a pessoa se aproxime do trabalho, sem a necessidade de curvar o tronco e que a pessoa movimente suas pernas. (Dul, 1995)

4.3- Principais Formas de Agressão à Coluna Provocada pelo Trabalho

As principais lesões que ocorrem na coluna vertebral decorrentes do trabalho são:

Lesão degenerativa precoce do disco intervertebral: é causada por pressões sobre o disco, às vezes não muito intensas, porém repetitivas e freqüentes que levam a perda das propriedades de amortecimento do disco.

Protusão intradiscal do núcleo pulposo: o disco é formado por fibras predominantemente elásticas e organizadas de forma tal a harmonizar movimentos entre as duas vértebras adjacentes com amortecimento de peso. Quando estas fibras começam a sofrer um processo de transformação em fibras colágenas, sem o mesmo grau de organização, friáveis, ocorre a protusão do núcleo pulposo e este atinge as camadas mais externas do disco. Isso ocorre, na maioria das vezes, quando o disco tem que, ao mesmo tempo, amortecer cargas e adaptar-se aos deslocamentos da coluna.

Hérnia de disco: é caracterizada pelo extravasamento para o canal vertebral do conteúdo do disco, em maior ou menor quantidade, com a conseqüente maior ou menor compressão das radículas nervosas, podendo evoluir para lesão irreversível do nervo atingido. (Knoplich, 1986)

4.4- Etiologia da dor em problemas posturais

Os ligamentos, cápsulas das facetas, periósteo das vértebras, músculos, dura-máter anterior, pregas durais, tecido adiposo areolar epidural, e paredes dos vasos sangüíneos são inervados e sensíveis a estímulo propioceptivo.

A sobrecarga mecânica em estruturas sensíveis a dor, como alongamento mantido em ligamentos ou cápsulas articulares ou compressões de vasos sangüíneos, leva à distensão ou compressão das terminações nervosos, a que leva à dor.

Síndromes dolorosas relacionadas a má postura:

a) Má postura e a síndrome dolorosa postural - Refere-se à dor que ocorre devido à sobrecarga mecânica quando a pessoa mantém uma má postura por um período prolongado.
b) Disfunções posturais - Pode ser por encurtamento adaptativos dos tecidos moles e haver fraqueza muscular envolvida. A causa pode ser maus hábitos posturais prolongados, ou pode ser resultado de contração e adesões formadas durante a cicatrização dos tecidos após trauma ou cirurgia.
c) Maus hábitos posturais - No adulto são necessários bons hábitos posturais para evitar síndromes dolorosas posturais e disfunções posturais. além disso, é importante após trauma ou cirurgia um cuidadoso acompanhamento em termos de flexibilidade e exercício de treinamento postural, para prevenir disfunções devido a contraturas ou adesões. Na criança, bons hábitos posturais são importantes para evitar sobrecargas anormais em ossos em crescimento e alteração adaptativos em músculos e tecidos moles.

Características e Problemas de Más Posturas Comuns

A) Região Pélvica e Lombar:

1. Postura Lordótica: caracterizada por um aumento no ângulo lombossacro, um aumento na lordose lombar e um aumento na inclinação pélvica anterior e flexão do quadril. Fazendo com que ocorra: sobrecarga no ligamento longitudinal anterior; estreitamento de espaço intervertebral; aproximação das facetas articulares; desequilíbrios musculares. Consequentemente levando a um quadro de DOR.

2. Postura relaxada ou desleixada: ocorre deslocamento de todo o segmento pélvico anteriormente resultando em extensão do quadril, e deslocamento do segmento torácico posteriormente, resultando em flexão do tórax na coluna lombar superior. Isso tudo resulta em aumento da lordose na região inferior lombar, cifose aumenta na região torácica e geralmente protração da cabeça.

A dor ocorre devido: sobrecarga dos ligamentos ilio-femurais; ligamento longitudinal anterior da coluna lombar inferior; ligamento posterior da coluna lombar superior e torácica; estreitamento do forame intervertebral; aproximação das facetas articulares; desequilíbrio musculares.
B) Região Torácica

1. Dorso curvo ou cifose aumentada: é caracterizada por uma curvatura torácica aumentada, protração escapular e geralmente uma protração de cabeça acompanhando.

A dor é iniciada devido à: sobrecarga no ligamento longitudinal posterior; fadiga nos músculos eretores da espinha torácica e rombóide; síndromes posturais cervicais; músculo retraído do tórax anterior; músculos eretores da espinha torácica e retratores da escápula alongados e fracos.

2. Escoliose: geralmente envolve as regiões torácicas e lombar. tipicamente, em indivíduos destros, uma leve curvatura em "S" sendo para a direita na região torácica e esquerda na lombar, ou uma leve curvatura em "C" para a esquerda na transição tóracolombar. Pode haver assimetria nos quadris, pelve e membros inferiores.
A dor acontece devido: fadiga muscular; torção ligamentar no lado da convexidade; irritação nervosa no lado da concavidade; vários desequilíbrios musculares como: estrutura retraída no lado côncavo, estruturas alongadas e enfraquecidas no lado convexo.


C) Região Cervical

1. Postura aplanada do pescoço: caracterizada por diminuição da lordose cervical e aumento na flexão do occipital sobre o atlas. Pode existir disfunção articular temporomandibular com protração da mandíbula.
A dor vai ser acarretada : na articulação temporomandibular; sobrecarga nos ligamentos da nuca; desequilíbrios musculares.

Pode ainda ocorrer assimetria nos membros inferiores que pode resultar em desvios estruturais e funcionais no quadril, joelho, tornozelo ou pé, que terá um efeito sobre a pelve que por sua vez afeta a coluna vertebral. Os problemas funcionais comuns incluem pé chato unilateral e desequilíbrio de flexibilidade dos músculos. As forças reativas do solo resultantes que são assimétricos quando transmitidos à pelve e coluna podem levar a comprometimento dos tecidos e excesso de uso, particularmente à medida que a pessoa envelhece, engorda ou descondiciona-se devido à inatividade.
(Kisner, 1998)

4.5- Prevenção e Tratamento

4.5.1- Metas Gerais de Tratamento e Plano Assistêncial

- Aliviar a dor e tensão muscular
- Restaurar a ADM
- Restaurar o equilíbrio muscular
- Recuperar a percepção cinestésica e controle do alinhamento normal
- Ensinar ao paciente como manejar a postura para prevenir recorrência

Devemos ensinar o paciente a Prevenir a má postura com pequenos procedimentos feitos no seu dia-a-dia para seu bem estar físico, como exemplo:

1) Orientar o paciente sobre exercício e mecânicas preventivas para aliviar sobrecarga mecânica em atividades diárias:

- Evite qualquer postura por período prolongado
- Evite hiperextender o pescoço ou deixar a cabeça numa postura protraída ou em inclinação para a frente por períodos prolongados
- Se estiver numa situação desencadeadora de tensão, faça exercícios de relaxamento.
(Kisner, 1998)

2) Ajudar o paciente a reconhecer fatores ambientais que influenciam sua postura:
Reveja ambiente de trabalho e o lar do paciente:

- Para digitar, datilografar ou fazer outros trabalhos sentados, manter os pés apoiados no chão ou em um banquinho. Não curvar o tronco, e evitar movimentos de torção da coluna.
- Para lidar com jardim, horta, ou outra atividade no chão, o correto é ajoelhar sobre a perna e apoiar o tronco sobre coxa da outra.

3) Ensinar ao paciente mecanismos corporais de levantar, abaixar e carregar objetos:

- Faça o paciente praticar o levantamento de peso, abaixando-se para o objeto, trazendo-o para perto de seu corpo, posicionando sua coluna em posição neutra, e então levantando com o uso dos extensores de quadril e joelho (dobre os joelho e nunca o tronco), se o peso for excessivo peça ajuda à outra pessoa.
- Quando lavar as mãos, não curvar o tronco, flexionar um pouco os joelhos e manter uma das mãos apoiadas na pia.

Reveja o ambiente de dormir do paciente:

- O Colchão precisa dar suporte firme para prevenir qualquer sobrecarga externa.
- O travesseiro deve ser de altura e densidade confortável para promover relaxamento mas não devem colocar as articulações numa posição extrema.
- Se a pessoa dormir em decúbito ventral, decúbito dorsal ou lateral é algo que precisa ser analisado para cada paciente individualmente. Para levantar deitar de lado com os pés para fora da cama e se apoie nos braços, sem fazer força com o tronco.
- Para se levantar o correto é ficar em decúbito lateral, colocar os pés para fora da cama, apoiar-se no cotovelo, dando impulso para começar levantar o tronco, em seguida apoiando-se no antebraço e mão pronados.


4.6- Tração

Tração é o processo de esticar ou puxar. É usada em tratamentos de síndromes cervicais e hérnias de disco lombares, bem como outras síndromes na raiz nervosa.

Sua aplicação é geralmente com aparelhos, embora um terapeuta possa aplicar tração nas articulações da coluna vertebral com técnicas cuidadosas manuais e de posicionamento. Seus usos e aplicações são variados e sujeitos a resposta clínica do paciente para o seu sucesso na diminuição dos sintomas. (Kisner, 1998)

Efeitos da Tração

ALONGAMENTO MECÂNICO DA COLUNA: Causa a separação mecânica das vértebras que: alonga os músculos espinhais, tensiona os ligamentos e cápsulas das facetas articulares, alarga o forame intervertebral, retifica as curvaturas espinhais, causa um deslizamento das facetas articulares.

Alguns fatores influenciam na quantidade de separação das vértebras como:

- Posição da coluna: Quanto maior o ângulo de flexão em que a coluna é colocada antes de iniciar a tração, maior a separação vertebral, especialmente a face posterior do corpo vertebral.
- Ângulo de tração: Afeta a quantidade de flexão da coluna.
- Quantidade de força: A força efetiva é influenciada pela posição do corpo, peso do segmento, fricção da mesa de tratamento, método de tração usado, quantidade de relaxamento do paciente e o equipamento usado.
- Conforto e relaxamento: São necessários para obter o máximo benefício da separação vertebral.
(Kisner, 1998)

MOBILIZAÇÃO DA ARTICULAÇÃO FACETÁRIA: Os efeitos da mobilização a partir de várias posições e forças sobre a coluna causa deslizamento ou translação das superfícies facetárias, separação das superfícies facetárias e compressão ou aproximação das superfícies facetárias. Alguns fatores influem na direção que as superfícies facetárias se movem como a flexão da coluna, inclinação lateral da coluna e rotação da coluna.
(Kisner, 1998)


RELAXAMENTO MUSCULAR: Com o relaxamento muscular ocorre a diminuição da dor devido a proteção ou espasmo muscular e maior separação vertebral. Alguns fatores influenciam na quantidade do relaxamento como: posição do paciente, posição da coluna, duração da aplicação e força. (Kisner, 1998)

REDUÇÃO DA DOR: A redução da dor pode ocorrer devido a efeitos mecânicos como a melhora da circulação; diminuição da compressão sobre a raiz nervosa; diminuição da compressão das superfícies facetárias; alongamento mecânico do tecido retraído; e também devido a efeitos neurofisiológicos como: a estimulação dos mecanoceptores e a inibição da proteção reflexa que diminui desconforto dos músculos em contração. Alguns fatores influem na quantidade de redução da dor como: posição do paciente, posição da coluna e força e duração da tração. (Kisner, 1998)

Definições e Descrição de Tração

1-Existem tipos de aplicação definidos:

-Tração estática ou constante: Uma força constante é aplicada e mantida por um período extenso de tempo. Ela pode ser:

- Contínua ou prolongada: A força é mantida por diversas horas a diversos dias. Geralmente é aplicada no leito.
Porém, somente pequenas quantidades de peso podem ser toleradas. Esse tipo de tração, não é efetivo para distanciar estruturas espinhais e é usada primariamente para imobilização.

- Mantida: A força é aplicada de poucos minutos até meia hora.

Ë útil como um alongamento prolongado nas estruturas espinhais. Pode ser tolerada uma carga maior que a usada na contínua.

-Tração intermitente: A força é alternadamente aplicada e liberada em intervalos frequentes. Podem ser toleradas forças maiores que as usadas na tração mantida.


2) Formas de aplicação:

- Mecânica: Através de equipamentos próprios (hospitalar, clínico, ou domiciliar), promovem aplicação de força constante e é mantida por longos períodos.
- Manual: Através de posicionamento e manipulação. Realizada pelo próprio terapeuta. Pode ser realizada por longos períodos.
- Posicionamento: Realizada pelo próprio paciente através de posições específicas que visam promover alongamento da região.
(Kisner, 1998)

INDICAÇÕES:

A tração da coluna vertebral é indicada nos casos de:

a) Compressão da raiz nervosa espinhal por herniação do núcleo pulposo e estenose na coluna ou forame provocada por invasão ligamentar, espondilose, edema ou espondilolistese.
b) Hipomibilidade da articulação devido a disfunções ou alterações degenerativas;
c) Dor articular devidos a facetas articulares sintomáticas.
d) Espasmo ou proteção muscular
e) Bloqueio meniscóide;
f) Dor discogênica, fratura, pós compressão.
(Kisner,1998)

Limitações da Tração

O Efeito da separação vertebral é temporário, embora o alívio temporário possa ser suficiente para interromper o ciclo reflexo da dor. (Kisner, 1998)


Contra- Indicações da Tração:

a) Qualquer condição, ou processo de doença onde os movimentos sejam contra-indicados;
b) Torções, distensões, inflamações agudas;
c) Forças de alongamento para áreas de hipermobilidade espinhal;
d) Artrite reumatóide na coluna cervical;
e) Integridade estrutural comprometida por malignidade, osteoporose, tumores ou infecções;
f) Gestação, hipertensão não controlada, aneurisma das aortas, hemorróidas graves, doença cardiovascular, hérnia abdominal, hérnia do hiato.
(Kisner,1998)

Procedimentos Gerais para Execução da Tração

a) Determine se a escolha da tração é apropriada, testando com tração manual primeiro.
b) Determine se deve ser usada a tração manual, mecânica ou de posicionamento.
c) Posicione o paciente em uma posição de máximo conforto e relaxamento.
d) Determine a duração e a dosagem da tração.
(Kisner, 1998)

Regras de Segurança para a Tração Mecânica

a) Use somente cordas e cabos em bom estado;
b) Prenda o aparelho de modo que não se mova quando a força de tração for aplicada;
c) Verifique periodicamente a calibragem do peso;
d) Nunca deixe de observar o paciente enquanto recebe a tração.
(Kisner, 1998)


4.6.1- Técnicas de Tração Cervical

A tração cervical é usada no tratamento de várias síndromes cervicais, a finalidade principal é o alargamento dos forames intervertebrais com o propósito de aliviar as forças de irritação que se dão nas raízes nervosas. Ela também é usada no tratamento de lesões do tecido mole, manifestadas como espasmo muscular.

As variações técnicas incluem fatores tais como o tipo de mentoneira, força, ângulo de aplicação, duração, freqüência e posição do paciente. Ela pode ser aplicada com o paciente em decúbito dorsal ou sentado. Em decúbito dorsal é mais vantajoso porque o paciente fica mais relaxado e a estabilidade do paciente permite um menor desvio do alinhamento do aparelho de tração.
(Grieve, 1994)

-Tração cervical manual:

Posicionamento do paciente: Decúbito dorsal sobre a mesa de tratamento. O paciente deve estar o mais relaxado possível.

Posicionamento do terapeuta: Em pé na cabeceira da mesa de tratamento, apoiando a cabeça do paciente em suas mãos. A posição das mãos depende do seu conforto.

Sugestões:

a)Coloque os dedos das duas mãos sob o occipital..

b)Coloque uma mão sobre a região frontal e a outra mão sobre a região occipital.

Usar uma posição que melhor reduz ou alivia a dor do paciente.

A força aplicada geralmente é intermitente, com aumento homogêneo e gradual. A intensidade e duração são geralmente limitadas pela força e resistência do terapeuta.

- Tração cervical de posicionamento:

Paciente em decúbito dorsal.

Terapeuta em pé na cabeceira da mesa de tratamento.

Procedimentos: Flexionar a cabeça do paciente até que o movimento dos processos espinhosos inicie no nível determinado. Suportar a cabeça com toalhas dobradas no nível da flexão, então, inclinar a cabeça para o lado oposto ao que vai ser separado, até que seja sentido movimento dos processos espinhosos no nível desejado. Finalmente rodar a cabeça alguns graus na direção do lado a ser separado, ajustar o suporte de toalhas para manter essa posição para um alongamento mantido com tração de baixa intensidade naquela articulação facetária e tecidos moles ao redor. ( Kisner, 1998)


- Tração cervical mecânica:

O paciente precisa ser instruído quanto ao uso do aparelho.
A posição do paciente deve ser confortável.
A posição da cabeça do paciente é determinada de acordo com o efeito desejado.
Colocar a mentoneira protegendo com gaze ou tecido.
Ajustar os controles, com tempo de aplicação de 10 a 30 minutos.
( Kisner, 1998)


- Tração cervical domiciliar mecânica:

Usa-se bolsa de pesos em um sistema de polias para força de tração.

Com um sistema de polias sobre a porta, o paciente deve sentar-se de frente para o peso em posição fletida, ou, em posição neutra ou estendida, o paciente deve sentar-se de costas para o peso, ou, em decúbito dorsal, a cabeça é posicionada em flexão com presilha cervical inserida no sistema de polias.
( Kisner, 1998).

- Autotração:

O paciente fica sentado ou deitado. Ele é ensinado a colocar as duas mãos entrelaçadas atrás do pescoço. Faz-se então um movimento de elevação para a sua cabeça. (Kisner,1998)

4.6.2- Técnicas de Tração Torácica:

A tração torácica é usada no tratamento de anomalias benignas e doloridas de movimento.
Quando se trabalha com tração deve-se levar em conta alguns fatores como: aumento da altura do espaço intervertebral, alteração do perfil do anel fibroso, a redução da pressão intradiscal, criando assim um efeito de sucção; a manipulação da pressão centrípeda, pelo aumento da tensão dos tecidos moles circunferentes.
( Grieve, 1994)

- Tração manual:

O movimento é simetricamente aplicado ao longo do eixo da coluna vertebral, com as variações de posição e preensão para os diferentes distritos torácicos. Apesar dos efeitos. As técnicas podem ser:

a) Efeito simétrico: Essas técnicas manuais são destinadas a exercer efeitos longitudinais simétricos.

- Posição do paciente: Decúbito dorsal.
- Posição do terapeuta: O terapeuta posiciona-se atrás do paciente. Ele toca o paciente sobre o antebraço para aplicar a superfície palmar dos seus dedos sobre as duas costelas superiores de cada lado. Através de uma combinação de tração comum da pele e de elevar delicadamente o paciente em direção ao seu próprio esterno.(Grieve, 1994)
- Terapeuta posicionado em pé atrás do paciente na posição sentada, cujos dedos estão ligeiramente entrelaçados atrás do pescoço. O terapeuta aplica a palma de suas mãos aos antebraços do paciente, bem proximais aos punhos. Através de uma combinação de reclinar-se para trás com um grau de extensão do tronco, o terapeuta aplica um efeito de tração ritmica à região mesotorácica.
( Grieve, 1994)
- O paciente na posição sentada segura os seus próprios cotovelos, reclinando-se sobre o tronco do terapeuta. Entrelaçando embaixo dos antebraços do paciente, e mantendo seus cotovelos esticados, o terapeuta aplica uma tração ritmica nas regiões lombar e porção inferior torácica.( Grieve, 1994) - Essa técnica somente é utilizada quando o terapeuta é mais forte e maior que o paciente. Ela é mais útil para a aplicação de um efeito súbito explicado pela preensão do paciente e do terapeuta.
( Grieve, 1994)

b) Efeito assimétrico: A porção superior da região torácica, mais freqüentemente, exige mobilização em extensão, ou seja, um estiramento das estruturas.
- Com a escápula do paciente próxima a borda da mesa, o terapeuta estabiliza um processo espinhoso torácico pela pressão do polegar, enquanto aplica o talo da mão oposta a um processo espinhoso torácico mais cranial.( Grieve, 1994)
- Com o paciente em decúbito ventral apoiado sobre os cotovelos, um estiramento mais firme aos tecidos moles torácicos póstero-superiores é aplicado com a pinça formada pelo polegar e o outro dedo da mão do terapeuta que está mais próxima da região caudal e a eminência tenar da sua mão que está mais próxima da região cranial. O antebraço que está mais próximo da região cranial deve estar na vertical. Não há pressão sobre o pescoço do paciente.( Grieve, 1994)
- Os segmentos torácicos superiores aos mediais são convenientemente mobilizados pelo terapeuta em pé com o corpo virado e os pés separados e atrás do paciente na posição sentada, cujas mãos se entrelaçam atrás do pescoço. Ao aplicar a face lateral do quadril nas costas do paciente e prender os seus membros superiores próximo às axilas, um movimento de tração é aplicado no momento em que o terapeuta se reclina, mantendo o quadril estabilizado. A excursão do movimento deve ser moderada e ponderada.(Grieve)

Tração Mecânica

Na região torácica a aplicação da tração não é tão direta. Com o uso de aparelhos específicos para a tração lombar para o quarto inferior da região ( T9- T12); tração gravitacional usando apenas faixa torácica.

4.6.3- Técnicas de Tração Lombar

- Tração manual:

a) A tração manual na região lombar não é aplicada tão facilmente porque pelo menos metade do peso corporal precisa ser movido e o coeficiente de fricção da parte a ser removida precisa ser vencido.
b) Posição do paciente: Decúbito dorsal na mesa de tratamento, preferivelmente em uma mesa de tração deslizante para minimizar a resistência pela fricção.
c) Posição do terapeuta: Varia com a posição dos quadris e membros inferiores do paciente.
d) Se estiver testando, varie a quantidade de flexão, extensão ou inclinação lateral e anote a resposta do paciente.
e) Se estiver tratando, use a posição da coluna que melhor reduz os sintomas do paciente.
f) O terapeuta precisa usar todo o seu peso corporal para fazer uma força de tração. Ao aplicar uma força de tração de alta intensidade, o tórax é estabilizado. Coloque arreios de contração ao redor da caixa torácica do paciente e segure-a na cabeceira da mesa, ou uma Segunda pessoa estabiliza o paciente ficando na cabeceira da mesa e segurando os braços do paciente. (Kisner, 1998)


-Tração de Posicionamento:

Posição do paciente: Decúbito lateral, com o lado a ser tratado por cima. Um rolo de suporte de 15cm a 20cm é colocado sobre a coluna no nível onde se deseja a força de tração.
Posição do terapeuta: Em pé, ao lado da mesa de tratamento de frente para o paciente.
Procedimento: O paciente relaxa na posição da inclinação lateral. Acrescenta-se a rotação para isolar uma força de separação no nível desejado. Rode o tronco superior, tracionando levemente o braço do paciente que está apoiado ao mesmo tempo que palpa os processos espinhosos com sua outra mão para determinar quando a rotação chegou ao nível logo acima da articulação a ser reparada. Então, flexione a coxa do paciente que está por cima, novamente palpando os processos espinhosos até que ocorra a flexão da porção inferior da coluna no nível desejado. O segmento onde essas duas forças opostas se encontram possui agora a máxima força de tração de posicionamento.
( Kisner, 1998)

- Tração mecânica:

a) A tração mal efetiva é aplicada através de uma mesa de tração deslizante.
b) Coloque as correias de tração e contração. A correia de tração é colocada sobre a pelve de modo que a porção superior fique presa acima da crista ilíaca. A correia de contração é usada para evitar que o paciente escorregue. É colocada ao redor da caixa torácica.
c) Posição do paciente: Decúbito dorsal ou ventral.
d) O tórax deve estar na parte fixa da mesa e a pelve na parte móvel ( a parte móvel é mantida travada até que a unidade esteja pronta para ser ativada), de modo que a coluna lombar é posicionada sobre a abertura da mesa.
e) Se a coluna vai ser colocada em flexão, extensão ou inclinação lateral é determinado pela avaliação, conforto e condições do paciente.
f) Prenda as correias de ancoramento.
g) Marque os controles: determine a duração do tratamento que pode ser de cerca de 30 minutos para a maioria das unidades mecânicas. A duração depende das metas, da condição e reação do paciente à tração.
h) Ative a unidade e aumente gradualmente a força.
( Kisner,1998)

-Tração Domiciliar Mecânica

Existem diversas unidades de tração domiciliar, deve ser orientado ao paciente a usar a que melhor se adapte com as metas do tratamento. Determinar peso e tempo de duração de acordo com as metas do tratamento.
( Kisner, 1998).

- Autotração

Paciente em decúbito dorsal, traz seus dois joelhos até o tórax e mantém. ( Kisner, 1998)


4.7- Procedimentos para Aliviar a Dor Devido a Sobrecarga e Tensão Muscular

4.7.1- Técnicas de Relaxamento Muscular

Amplitude de movimento ativa

O exercício de amplitude de movimento ativa, ajuda a tirar a sobrecarga das estruturas de suporte, promove a circulação, e para manter a flexibilidade. Todos os movimentos são realizados lentamente, em toda a sua amplitude, fazendo com que o paciente sinta os músculos que estão sendo trabalhados.
Região cervical e torácica superior

- Posição do paciente: sentado, com os braços apoiados no colo, ou em pé. Instrua para:
- Inclinar o pescoço para frente e para trás ( não indicado para quem tem sintomas de compressão radicular ).
- Inclinar para o lado e fazer rotação com a cabeça para os dois lados. Girar os ombros, protração, elevação, retração e relaxamento das escápulas.
- Girar os braços, usando movimentos circulares pequenos ou amplos, com os braços apontando para frente ou para o lado ; devem ser feitos movimentos no sentido horário e anti -horário.

Região torácica baixa e lombar

- Posição do paciente: sentado ou em pé. Se for em pé seus pés devem estar separados à distância dos ombros, com os joelhos levemente fletidos, peça ao paciente que coloque as mãos na cintura com os dedos apontados para trás. Instrua para:
- Estender a coluna lombar inclinando seu tronco para trás
- Flexionar a coluna lombar, contraindo os músculos abdominais, provocando uma inclinação pélvica posterior; se não existem sinais de problemas de disco , o seu tronco para frente, balançando seus braços na direção do chão, com os joelhos levemente fletidos.
- Inclinação para o lado em todas as direções.
- Rotação do tronco para cada lado mantendo a pelve fixa voltada para frente
- Ficar em pé e caminhar com intervalos freqüentes quando estiver sentado por períodos longos de tempo.
(Kisner, 1998)

4.7.2- Procedimentos para Aumentar a Amplitude de Movimento de Estruturas Específicas

Para se obter um alongamento adequado, aplique uma força de alongamento lentamente e sustente-a por pelo menos 15 segundos, em seguida, alivie a força e repita por mais três vezes.

Região cervical e torácica alta:

Para alongar os músculos inclinadores da cabeça: O paciente faz inclinação da cabeça para o lado oposto. O terapeuta fica em pé atrás do paciente, estabilizando o seu ombro. Com a outra mão, o terapeuta assiste o movimento de inclinação mantendo essa posição por algum tempo. O paciente inspira e expira. O terapeuta com a mão sobre o ombro do paciente, mantém a caixa torácica para baixo, à medida que o paciente inspira.( Grieve, 1994)

Região torácica média e inferior e região lombar:

Para alongar os músculos ejetores da espinha lombares e tecido mole posterior à coluna:

a) Posição do paciente: Decúbito dorsal com joelhos fletidos e pés apoiados. O paciente primeiro puxa um joelho, depois o outro na direção do peito, levando o sacro da mesa.

b) Paciente sentado como Buda. O paciente coloca suas mãos atrás do pescoço, aduz suas escápulas e estende a coluna torácica fazendo com que estas fiquem travadas. Ele então inclina seu tórax para a frente na pelve, fletindo somente a coluna lombar. O terapeuta estabiliza a pelve, puxando para trás as espinhas ilíacas ântero superiores.

c) Paciente em posição quadrúpede. Pede-se ao paciente para fletir o abdômen sem curvar o tórax. Manter a posição e relaxar. Repetir, sendo que desta vez deverá levar os quadris para trás até os pés, manter, e retornar para a posição quadrúpede.

d) Exercícios de flexão ativa do tronco, usando o princípio de inibição recíproca. Podem ser usados para ajudar a alongar músculos extensos lo9mbares retraídos.
( Grieve, 1994)


6- CONCLUSÃO

O terapeuta atua na prevenção, correção e no tratamento dos problemas posturais, respeitando as limitações apresentadas pelo paciente, ou seja, respeitando sua amplitude de movimento, amplitude de comprimento muscular e sua força muscular para que não ocorram situações dolorosas ou para que não sejam provocadas situações incômodas para o paciente. Alongamentos excessivos, exercícios de força desnecessários podem ocasionar graves conseqüências.

O terapeuta precisa garantir que os músculos necessários estejam sendo trabalhados sem prejudicar outras partes do corpo. Para tanto, o terapeuta faz uso de métodos convencionais.
Dentro desses métodos convencionais está o trabalho com tração e prevenção que serve para evitar síndromes dolorosas posturais e disfunções, sejam elas no adulto ou na criança.
As técnicas que compõem este método são simples e auxiliam nas prevenções e nos tratamentos fisioterápicos que abrangem toda a coluna vertebral.


7- BIBLIOGRAFIA

DÂNGELO, J.G., Fattini C.A., Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar, 2ª ed, S.P., Ed Atheneu, 1998. P.374-389.

DUL, J. Ergonomia Prática, S.P., Ed. Edgard Bliicher, 1995, p.13, 17-19, 25-33.

GRIEVE, G.P., Moderna Terapia Manual da Coluna Vertebral, S.P., Ed. Panamericana, 1994, p680-683, 719-732.

KENDALL, E., Músculos Provas e Funções, 4ª ed, S.P., Ed Manole, 1995, p.71.

KISNER, C., COLBY, L. Exercícios Terapêuticos Fundamentos e Técnicas, 3ª ed., S.P., Ed Manole, 1998, p. 521-577.

KNOPLICH,J., A Coluna Vertebral da Criança e do Adolescente, S.P., Ed Panamed, 1985, p. 95-105.

KNOPLICH, J., Enfermidades da Coluna Vertebral, 2ª ed., S.P., Ed Panamed, 1986., p. 80-85, 442-449.

UNIMEP, Métodos Convencionais, Grupo de trabalho, Disciplina Cinesioterapia, 1998.

 

Fisioterapia em Linfedema

 

Apresentação

O conteúdo deste trabalho tem como objetivo aprimorar os conhecimentos em anatomia e fisiologia do sistema linfático, assim como promover melhor compreensão dos distúrbios desse sistema que podem levar desde um simples edema até um quadro mais grave, o linfedema.

Á partir destas informações serão evidênciadas as formas de diagnósticos, conduta geral e tratamento fisioterapêutico no linfedema. Serão ainda discutidos os benefícios e as técnicas de drenagem linfáticas neste tipo de distúrbio.


Resumo do trabalho

O sistema linfático representa uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Os componentes do sistema linfático são: linfa; vasos linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos; linfonodos ou gânglios linfáticos e órgãos linfóides (tonsila, baço e timo). A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os linfáticos, assim a linfa que inicialmente flui de cada de tecido possuí quase a mesma composição do líquido intersticial. A linfa retorna ao coração através do ducto torácico e do ducto linfático direito.

As funções do sistema linfático são: reservatório de água, eletrólitos, ácidos e bases; via de transporte de moléculas de proteínas e demais nutrientes, resíduos metabólicos e estímulos neurológicos; manutenção dos espaços intersticiais (elasticidade aos tecidos); defesa imunológica (transporte de macrófagos e linfócitos).

O sistema linfático exibe alterações para compensar as respostas do sistema sangüíneo à inflamação, principalmente para absorver e transportar as grandes moléculas de proteína filtradas pelos capilares arteriais, e restabelecer o equilíbrio de Starling no interstício. No entanto, dependendo do grau de agressão ou lesão considerando os limites fisiológicos do sistema linfático, pode haver um acúmulo anormal de líquido no interstício – o edema. O edema só é clinicamente observado quando há um aumento de pelo menos 30% do volume de fluído intersticial.

Linfedema é a tumefação de tecidos moles como resultado do acúmulo de fluído intersticial com alta concentração protéica, causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um insuficiente domínio extra-linfático das proteínas plasmáticas. Podemos classifica-lo em dois grandes grupos: os linfedemas primários e os secundários.

A avaliação fisioterapêutica constará de: inspeção, avaliação funcional, medidas.

O tratamento conservador inclui vários procedimentos como drenagem linfática manual (DLM), enfaixamento compressivo funcional (ECF) cuidados com a pele, exercícios e algumas drogas. A drenagem linfática manual original com o método Dr. Vodder é uma terapia que deve ser eleita para os edemas e linfedemas de origens variadas.

A drenagem linfática manual, com seus movimentos rítmicos e lentos e sua pressão suave (33 mg), contribui para a reabsorção dos líquidos em excesso e a regeneração dos tecidos lesados.

As manobras de drenagem linfática manual seguem dois princípios básicos: a evacuação (remoção) e a captação (absorção). Portanto, a drenagem linfática manual deve sempre ser iniciada pelas manobras que facilitam a evacuação, feita nos linfonodos regionais, é só então seguir para as manobras de captação, realizada ao longo das vias linfáticas e nas regiões de edemas. São exemplos de manobras de captação: manobras em ondas; manobras em bracelete; manobras de pinçamento em S; manobras dos cinco pontos. Nenhum aparelho pode igualar-se a estes movimentos, nem ter o mesmo efeito no organismo, porque "nenhum aparelho pode substituir mãos bem treinadas", como o próprio Dr. Vodder relembrou muitas vezes.



O Sistema Linfático

Anatomia do sistema linfático

O sistema linfático representa uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Os linfáticos podem remover proteínas e grandes partículas dos espaços teciduais e nenhum deles podem ser removidas por absorção diretamente para o sangue capilar, essas remoções de proteínas dos espaços intersticiais é uma função absolutamente essencial, essa remoção, sem a qual morreríamos em aproximadamente 24 horas.

Componentes do sistema linfático

   * Linfa;
   * Vasos linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos;
   * Linfonodos ou gânglios linfáticos;
   * Órgãos linfóides (tonsila, baço e timo).

Linfa

É um liquido incolor e viscoso, composto de 86% de água, representando cerca de 15% do peso corporal, de composição semelhante ao do plasma sangüíneo. A linfa contém um número muito grande de linfócitos, mas poucas hemácias, contrastando com a composição plasmática do sangue. Apresenta todos os fatores de coagulação e realmente coagula, embora não com a mesma velocidade que o plasma sangüíneo.

Formação da linfa

A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os linfáticos, assim a linfa que inicialmente flui de cada de tecido possuí quase a mesma composição do líquido intersticial.

A concentração de proteína no líquido intersticial na maioria dos tecidos é em média 2 g/dl é a concentração de proteínas na linfa que flui desses tecidos tem quase esse valor, já a linfa formada no fígado tem concentração de proteínas de até 6 g/dl, e a linfa formada nos intestinos tem concentração de proteínas de até 3 a 4 g/dl.

Como cerca de dois terço de toda a linfa é derivado do fígado e intestino, a linfa torácica, que é uma mistura de linfa de todas as áreas do corpo, tem geralmente concentração de proteínas de 3 a 5 g/ dl.

O sistema linfático também é uma das principais vias de absorção de nutrientes do tubo gastrintestinal, sendo responsável principalmente pela absorção de gorduras. Até mesmo grandes partículas como as bactérias, podem abrir seu caminho por entre as células endoteliais dos capilares linfáticos e, desta forma, passar para a linfa. À medida que a linfa atravessa os linfonodos, essas partículas são removidas e destruídas.


Estrutura dos vasos linfáticos

* Capilares linfáticos

Formados por um cilindro de células endoteliais sobrepostas em escamas (formação de válvulas – abertura facilitada pelos movimentos adjacentes ou pelo edema);

Os vasos pós-capilares são dotados de válvula em seu lúmen (dois cúspides).

* Vasos pré-coletores

Possuem revestimento interno de fibras elásticas, musculares que lhes dão a propriedade de alongamento e contractilidade, e de tecido conjuntivo, que em determinados pontos, se prolonga juntamente com as células endoteliais para o lúmen do vaso, formando as válvulas que dão a direção centrípeta ao fluxo da linfa.

* Vasos coletores

Possui maior calibre e apresentam estrutura semelhante as grandes veias, ou seja, túnica íntima (camada mais interna composta por fibras elásticas longitudinais), túnica média (envolve a túnica íntima, é constituída por musculatura lisa disposta em espiral, e é responsável pela contractilidade do vaso linfático e propulsão da linfa), e túnica adventícia (camada mais externa e mais espessa – constituída por feixes de fibra colágenas longitudinais, feixes de fibras elásticas transversalmente e feixes de músculo liso longitudinais).

* Gânglios linfáticos

São compostas por uma cápsula conjuntiva periférica, células reticulares que realizam fagocitose e pinocitose, células linfóides responsáveis pela memória imunológica. Geralmente encontram-se agrupadas nas faces de flexão das regiões articulares.


Canais linfáticos do corpo

Com exceção de alguns, quase todos os tecidos do corpo possuem canais linfáticos que drenam o excesso de liquido diretamente dos espaços intersticiais.

A linfa retorna ao coração através do ducto torácico e do ducto linfático direito. O ducto torácico esquerdo recebe drenagem dos membros inferiores, hemitronco esquerdo, pescoço, cabeça e membro superior esquerdo, e desemboca no sistema venoso, na junção da jugular interna esquerda com a veia subclávia. O ducto linfático direito recebe linfa do membro superior direito, pescoço e cabeça e desemboca no sistema venoso, na junção da veia subclávia direita com a jugular interna.

Os membros superiores possuem linfonodos axilares e os membros inferiores possuem linfonodos inguinais.

Capilares linfáticos e sua permeabilidade

A maior parte do liquido que filtra os capilares arteriais flui por entre as células e finalmente é reabsorvida de volta para as extremidades venosas dos capilares sangüíneos; mas cerca de um décimo do líquido entra nos capilares linfáticos e retorna ao sangue pelo sistema linfático, e não pelos capilares venosos.

A pequena quantidade de líquido que retorna à circulação pelos linfáticos é extremamente importante porque substâncias de alto peso molecular, como proteínas, não podem ser reabsorvidas pelos capilares venosos, mas podem entrar nos capilares linfáticos quase sem impedimentos.

A razão disso é a estrutura especial dos capilares linfáticos, onde as células endoteliais do capilar fixadas por filamentos de ancoragem ao tecido conjuntivo circundante. Nas junções das células endoteliais adjacentes, a borda de uma célula endotelial geralmente se sobrepõe a borda da seguinte da tal forma que a borda sobreposta é livre para dobrar-se para dentro, formando assim uma diminuta válvula que se abre para o interior do capilar.

O líquido intersticial juntamente com as suas partículas suspensas pode manter a válvula aberta e flui diretamente para o capilar linfático, o mesmo apresenta dificuldade em deixar o capilar após entrar, porque qualquer refluxo fechará a válvula de aba. Portanto, os linfáticos possuem válvulas nas extremidades dos capilares linfáticos terminais e também válvulas ao longo de seus vasos maiores até o ponto onde se esvaziam para a circulação sangüínea.

Diferentes gradientes de pressão dos capilares sangüíneos

Existem dois tipos de pressão a de filtração e a oncótica. A pressão de filtração é de aproximadamente 30 mmHg e refere-se a pressão hidrostática nos capilares menos a pressão hidrostática do líquido intersticial no ponto em questão.

A pressão oncótica é a pressão da parede capilar referindo-se a pressão coloidosmótica do plasma menos a pressão coloidosmótica do líquido intersticial. Portanto o gradiente equivale à pressão oncótica (pressão dada pela concentração de macromoléculas), considerada aproximadamente 25 mmHg.

O líquido passa do interior do capilar para o interstício, onde a pressão de filtração através de suas paredes ultrapassa a pressão oncótica e passa para o interior dos capilares, onde a pressão oncótica é maior do que a pressão de filtração.

A quantidade de líquido no interstício depende da pressão capilar, da pressão do líquido intersticial, da pressão oncótica, da permeabilidade capilar, do número de capilares ativos, do fluxo linfático e do volume total de líquido extracelular.

Bombeamento causado por pressão externa

Além do bombeamento causado por contração intrínseca das paredes do vaso linfático qualquer fator externo que comprima o vaso linfático, também pode causar bombeamento, são eles:

   * Contração muscular,
   * movimento de partes do corpo,
   * pulsações arteriais,
   * Compensações dos tecidos por objetos fora do corpo.

Intensidade do fluxo linfático

A intensidade do fluxo linfático é determinada principalmente por dois fatores:

1-) pressão do líquido intersticial;

2-) grau de atividade da bomba linfática.

Efeito da pressão sobre o fluxo linfático: o fluxo linfático é muito pequeno nas pressões do líquido intersticial mais negativas que – 6 mmHg; assim, à medida que a pressão se eleva para valores ligeiramente maiores que 0 mmHg (pressão atmosférica), o fluxo aumenta por mais de 20 vezes. Portanto, qualquer fator que aumente a pressão do líquido intersticial aumentará normalmente também o fluxo linfático.

Efeito da bomba linfática: Quando um vaso linfático é distendido por líquido, o músculo liso na parede do vaso se contrai automaticamente, além disso, cada segmento do vaso linfático entre válvulas sucessivas ativa como uma bomba automática separada.

Um enchimento de um segmento do vaso linfático causa sua contração e o líquido é bombeado através da válvula para o segmento linfático seguinte. Isso preenche o segmento subseqüente, que, alguns segundos depois também se contraí, continuando o processo por todo vaso linfático até que o líquido seja finalmente esvaziado.

Em um grande vaso linfático, essa bomba pode gerar pressões de até 25 a 50 mmHg.

Funções do sistema linfático

   * Reservatório de água, eletrólitos, ácidos e bases;
   * Via de transporte de moléculas de proteínas e demais nutrientes, resíduos metabólicos e estímulos neurológicos;
   * Manutenção dos espaços intersticiais (elasticidade aos tecidos);
   * Defesa imunológica (transporte de macrófagos e linfócitos).

Avaliação da Função Linfática (Fluxo)

O método utilizado para a mensuração do fluxo linfático é a linfocintilografia, na qual proteínas de alto peso molecular marcadas com material radioativo são injetadas no interstício (espaço interdigital), são absorvidas e drenadas através das vias linfáticas.

Com este exame, poderemos identificar grandes alterações de fluxo antes do paciente desenvolver edema, permitindo a prevenção do mesmo, analisar pontos de retenção (hipercaptação significativa em determinados gânglios) para direcionar as técnicas de tratamento e avaliar resultados.

Fisiopatologia do sistema linfático

Em determinadas situações anormais, quando ocorre a formação excessiva de líquido intersticial, o sistema linfático responde dentro dos limites fisiológicos, visando o retorno deste fluído para a circulação linfática. Qualquer lesão ou agressão ao organismo produz uma resposta inflamatória que se traduz por um aumento de fluídos filtrados pelos capilares arteriais para o interstício. Este fluído, rico em proteínas, é o exsudado inflamatório. O sistema linfático podendo aumentar em até 10 vezes a absorção deste fluido protéico e o fluxo da linfa através dos tecidos, também auxilia a remover algumas substâncias nocivas (toxinas) e restos celulares.

Na ocorrência de agentes agressores graves (tumores, queimaduras) ou até mesmo de pequenas lesões o funcionamento do sistema linfático pode estar comprometido devido a lesões estruturais em seus componentes.

Quando de uma resposta inflamatória o sistema sangüíneo é o primeiro a se alterar. Há uma vasodilatação e um aumento da permeabilidade capilar à água, proteínas plasmáticas, células e minerais. O fluxo sangüíneo e a absorção venosa também aumentam.

O sistema linfático também exibe a alteração para compensar as respostas do sistema sangüíneo à inflamação, principalmente para absorver e para transportar as grandes moléculas de proteína filtradas pelos capilares arteriais, e restabelecer o equilíbrio de Starling no interstício. No entanto dependendo do grau de agressão ou lesão e considerando os limites fisiológicos do sistema linfático, pode haver um acúmulo anormal de líquido no interstício – o edema. O edema só é clinicamente observado quando há um aumento de pelo menos 30% do volume de fluído intersticial.

Só é chamado de edema o acúmulo de líquido intersticial cuja composição é predominantemente aquosa e não possuí alta concentração protéica, pois o sistema linfático consegue absorver e transportar adequadamente as grandes moléculas. Contrariamente, quando existe qualquer comprometimento linfático como insuficiência valvular linfagites ou obstrução, a composição do líquido acumulado no interstício modifica-se e torna-se rica em proteínas, neste caso ocorre o linfedema, que é, por definição a tumefação de tecidos moles como resultado do acúmulo de fluído intersticial com alta concentração protéica, causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um insuficiente domínio extra-linfático das proteínas plasmáticas.


Causas do edema

Dinâmica anormal dos capilares linfáticos – aumento da pressão hidrostática e distúrbio da circulação linfática;

Diminuição da proteína plasmática – alterações renais (perda de macromoléculas protéicas para componentes urinários), hipoproteínemia, síndrome da mau absorção intestinal e quadro de deficiência hepática grave.

Processos obstrutivos linfáticos ou períodos pós-operatórios – traumatismos (lesões das vias linfáticas), obstrução por parasitoses ( filariose e elefantíase), obstrução por processos inflamatórios e/ou infecciosos (congestão primária nos gânglios linfáticos) e obstrução por processos neoplásicos.

Distúrbio da permeabilidade capilar – quadros infecciosos agudos, reações alérgicas, celulite (lipoesclerose), gestação e atividade hormonal.

Avaliação do Edema

Os métodos de avaliação do edema são:

Perimetria: medida em centímetros do perímetro do segmento, comparada ao próprio em medidas posteriores ou ao membro contralateral.

Volumetria: medida do segmento em volume, imergindo o mesmo em recipiente com água, medindo-se a quantidade de água extravasada comparativamente ao membro contralateral ou mesmo comparando-o a avaliações.

homolaterais posteriores.

Tonometria: utiliza-se um aparelho que mede o tônus do membro edemaciado, comparando-o ao próprio, em avaliações posteriores ou ao membro contralateral.


Linfedema

Fisioterapia em Linfedema


Apresentação

O conteúdo deste trabalho tem como objetivo aprimorar os conhecimentos em anatomia e fisiologia do sistema linfático, assim como promover melhor compreensão dos distúrbios desse sistema que podem levar desde um simples edema até um quadro mais grave, o linfedema.

Á partir destas informações serão evidênciadas as formas de diagnósticos, conduta geral e tratamento fisioterapêutico no linfedema. Serão ainda discutidos os benefícios e as técnicas de drenagem linfáticas neste tipo de distúrbio.


Resumo do trabalho

O sistema linfático representa uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Os componentes do sistema linfático são: linfa; vasos linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos; linfonodos ou gânglios linfáticos e órgãos linfóides (tonsila, baço e timo). A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os linfáticos, assim a linfa que inicialmente flui de cada de tecido possuí quase a mesma composição do líquido intersticial. A linfa retorna ao coração através do ducto torácico e do ducto linfático direito.

As funções do sistema linfático são: reservatório de água, eletrólitos, ácidos e bases; via de transporte de moléculas de proteínas e demais nutrientes, resíduos metabólicos e estímulos neurológicos; manutenção dos espaços intersticiais (elasticidade aos tecidos); defesa imunológica (transporte de macrófagos e linfócitos).

O sistema linfático exibe alterações para compensar as respostas do sistema sangüíneo à inflamação, principalmente para absorver e transportar as grandes moléculas de proteína filtradas pelos capilares arteriais, e restabelecer o equilíbrio de Starling no interstício. No entanto, dependendo do grau de agressão ou lesão considerando os limites fisiológicos do sistema linfático, pode haver um acúmulo anormal de líquido no interstício – o edema. O edema só é clinicamente observado quando há um aumento de pelo menos 30% do volume de fluído intersticial.

Linfedema é a tumefação de tecidos moles como resultado do acúmulo de fluído intersticial com alta concentração protéica, causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um insuficiente domínio extra-linfático das proteínas plasmáticas. Podemos classifica-lo em dois grandes grupos: os linfedemas primários e os secundários.

A avaliação fisioterapêutica constará de: inspeção, avaliação funcional, medidas.

O tratamento conservador inclui vários procedimentos como drenagem linfática manual (DLM), enfaixamento compressivo funcional (ECF) cuidados com a pele, exercícios e algumas drogas. A drenagem linfática manual original com o método Dr. Vodder é uma terapia que deve ser eleita para os edemas e linfedemas de origens variadas.

A drenagem linfática manual, com seus movimentos rítmicos e lentos e sua pressão suave (33 mg), contribui para a reabsorção dos líquidos em excesso e a regeneração dos tecidos lesados.

As manobras de drenagem linfática manual seguem dois princípios básicos: a evacuação (remoção) e a captação (absorção). Portanto, a drenagem linfática manual deve sempre ser iniciada pelas manobras que facilitam a evacuação, feita nos linfonodos regionais, é só então seguir para as manobras de captação, realizada ao longo das vias linfáticas e nas regiões de edemas. São exemplos de manobras de captação: manobras em ondas; manobras em bracelete; manobras de pinçamento em S; manobras dos cinco pontos. Nenhum aparelho pode igualar-se a estes movimentos, nem ter o mesmo efeito no organismo, porque "nenhum aparelho pode substituir mãos bem treinadas", como o próprio Dr. Vodder relembrou muitas vezes.



O Sistema Linfático

Anatomia do sistema linfático

O sistema linfático representa uma via acessória pela qual os líquidos podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Os linfáticos podem remover proteínas e grandes partículas dos espaços teciduais e nenhum deles podem ser removidas por absorção diretamente para o sangue capilar, essas remoções de proteínas dos espaços intersticiais é uma função absolutamente essencial, essa remoção, sem a qual morreríamos em aproximadamente 24 horas.

Componentes do sistema linfático

   * Linfa;
   * Vasos linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos;
   * Linfonodos ou gânglios linfáticos;
   * Órgãos linfóides (tonsila, baço e timo).

Linfa

É um liquido incolor e viscoso, composto de 86% de água, representando cerca de 15% do peso corporal, de composição semelhante ao do plasma sangüíneo. A linfa contém um número muito grande de linfócitos, mas poucas hemácias, contrastando com a composição plasmática do sangue. Apresenta todos os fatores de coagulação e realmente coagula, embora não com a mesma velocidade que o plasma sangüíneo.

Formação da linfa

A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os linfáticos, assim a linfa que inicialmente flui de cada de tecido possuí quase a mesma composição do líquido intersticial.

A concentração de proteína no líquido intersticial na maioria dos tecidos é em média 2 g/dl é a concentração de proteínas na linfa que flui desses tecidos tem quase esse valor, já a linfa formada no fígado tem concentração de proteínas de até 6 g/dl, e a linfa formada nos intestinos tem concentração de proteínas de até 3 a 4 g/dl.

Como cerca de dois terço de toda a linfa é derivado do fígado e intestino, a linfa torácica, que é uma mistura de linfa de todas as áreas do corpo, tem geralmente concentração de proteínas de 3 a 5 g/ dl.

O sistema linfático também é uma das principais vias de absorção de nutrientes do tubo gastrintestinal, sendo responsável principalmente pela absorção de gorduras. Até mesmo grandes partículas como as bactérias, podem abrir seu caminho por entre as células endoteliais dos capilares linfáticos e, desta forma, passar para a linfa. À medida que a linfa atravessa os linfonodos, essas partículas são removidas e destruídas.


Estrutura dos vasos linfáticos

* Capilares linfáticos

Formados por um cilindro de células endoteliais sobrepostas em escamas (formação de válvulas – abertura facilitada pelos movimentos adjacentes ou pelo edema);

Os vasos pós-capilares são dotados de válvula em seu lúmen (dois cúspides).

* Vasos pré-coletores

Possuem revestimento interno de fibras elásticas, musculares que lhes dão a propriedade de alongamento e contractilidade, e de tecido conjuntivo, que em determinados pontos, se prolonga juntamente com as células endoteliais para o lúmen do vaso, formando as válvulas que dão a direção centrípeta ao fluxo da linfa.

* Vasos coletores

Possui maior calibre e apresentam estrutura semelhante as grandes veias, ou seja, túnica íntima (camada mais interna composta por fibras elásticas longitudinais), túnica média (envolve a túnica íntima, é constituída por musculatura lisa disposta em espiral, e é responsável pela contractilidade do vaso linfático e propulsão da linfa), e túnica adventícia (camada mais externa e mais espessa – constituída por feixes de fibra colágenas longitudinais, feixes de fibras elásticas transversalmente e feixes de músculo liso longitudinais).

* Gânglios linfáticos

São compostas por uma cápsula conjuntiva periférica, células reticulares que realizam fagocitose e pinocitose, células linfóides responsáveis pela memória imunológica. Geralmente encontram-se agrupadas nas faces de flexão das regiões articulares.


Canais linfáticos do corpo

Com exceção de alguns, quase todos os tecidos do corpo possuem canais linfáticos que drenam o excesso de liquido diretamente dos espaços intersticiais.

A linfa retorna ao coração através do ducto torácico e do ducto linfático direito. O ducto torácico esquerdo recebe drenagem dos membros inferiores, hemitronco esquerdo, pescoço, cabeça e membro superior esquerdo, e desemboca no sistema venoso, na junção da jugular interna esquerda com a veia subclávia. O ducto linfático direito recebe linfa do membro superior direito, pescoço e cabeça e desemboca no sistema venoso, na junção da veia subclávia direita com a jugular interna.

Os membros superiores possuem linfonodos axilares e os membros inferiores possuem linfonodos inguinais.

Capilares linfáticos e sua permeabilidade

A maior parte do liquido que filtra os capilares arteriais flui por entre as células e finalmente é reabsorvida de volta para as extremidades venosas dos capilares sangüíneos; mas cerca de um décimo do líquido entra nos capilares linfáticos e retorna ao sangue pelo sistema linfático, e não pelos capilares venosos.

A pequena quantidade de líquido que retorna à circulação pelos linfáticos é extremamente importante porque substâncias de alto peso molecular, como proteínas, não podem ser reabsorvidas pelos capilares venosos, mas podem entrar nos capilares linfáticos quase sem impedimentos.

A razão disso é a estrutura especial dos capilares linfáticos, onde as células endoteliais do capilar fixadas por filamentos de ancoragem ao tecido conjuntivo circundante. Nas junções das células endoteliais adjacentes, a borda de uma célula endotelial geralmente se sobrepõe a borda da seguinte da tal forma que a borda sobreposta é livre para dobrar-se para dentro, formando assim uma diminuta válvula que se abre para o interior do capilar.

O líquido intersticial juntamente com as suas partículas suspensas pode manter a válvula aberta e flui diretamente para o capilar linfático, o mesmo apresenta dificuldade em deixar o capilar após entrar, porque qualquer refluxo fechará a válvula de aba. Portanto, os linfáticos possuem válvulas nas extremidades dos capilares linfáticos terminais e também válvulas ao longo de seus vasos maiores até o ponto onde se esvaziam para a circulação sangüínea.

Diferentes gradientes de pressão dos capilares sangüíneos

Existem dois tipos de pressão a de filtração e a oncótica. A pressão de filtração é de aproximadamente 30 mmHg e refere-se a pressão hidrostática nos capilares menos a pressão hidrostática do líquido intersticial no ponto em questão.

A pressão oncótica é a pressão da parede capilar referindo-se a pressão coloidosmótica do plasma menos a pressão coloidosmótica do líquido intersticial. Portanto o gradiente equivale à pressão oncótica (pressão dada pela concentração de macromoléculas), considerada aproximadamente 25 mmHg.

O líquido passa do interior do capilar para o interstício, onde a pressão de filtração através de suas paredes ultrapassa a pressão oncótica e passa para o interior dos capilares, onde a pressão oncótica é maior do que a pressão de filtração.

A quantidade de líquido no interstício depende da pressão capilar, da pressão do líquido intersticial, da pressão oncótica, da permeabilidade capilar, do número de capilares ativos, do fluxo linfático e do volume total de líquido extracelular.

Bombeamento causado por pressão externa

Além do bombeamento causado por contração intrínseca das paredes do vaso linfático qualquer fator externo que comprima o vaso linfático, também pode causar bombeamento, são eles:

   * Contração muscular,
   * movimento de partes do corpo,
   * pulsações arteriais,
   * Compensações dos tecidos por objetos fora do corpo.

Intensidade do fluxo linfático

A intensidade do fluxo linfático é determinada principalmente por dois fatores:

1-) pressão do líquido intersticial;

2-) grau de atividade da bomba linfática.

Efeito da pressão sobre o fluxo linfático: o fluxo linfático é muito pequeno nas pressões do líquido intersticial mais negativas que – 6 mmHg; assim, à medida que a pressão se eleva para valores ligeiramente maiores que 0 mmHg (pressão atmosférica), o fluxo aumenta por mais de 20 vezes. Portanto, qualquer fator que aumente a pressão do líquido intersticial aumentará normalmente também o fluxo linfático.

Efeito da bomba linfática: Quando um vaso linfático é distendido por líquido, o músculo liso na parede do vaso se contrai automaticamente, além disso, cada segmento do vaso linfático entre válvulas sucessivas ativa como uma bomba automática separada.

Um enchimento de um segmento do vaso linfático causa sua contração e o líquido é bombeado através da válvula para o segmento linfático seguinte. Isso preenche o segmento subseqüente, que, alguns segundos depois também se contraí, continuando o processo por todo vaso linfático até que o líquido seja finalmente esvaziado.

Em um grande vaso linfático, essa bomba pode gerar pressões de até 25 a 50 mmHg.

Funções do sistema linfático

   * Reservatório de água, eletrólitos, ácidos e bases;
   * Via de transporte de moléculas de proteínas e demais nutrientes, resíduos metabólicos e estímulos neurológicos;
   * Manutenção dos espaços intersticiais (elasticidade aos tecidos);
   * Defesa imunológica (transporte de macrófagos e linfócitos).

Avaliação da Função Linfática (Fluxo)

O método utilizado para a mensuração do fluxo linfático é a linfocintilografia, na qual proteínas de alto peso molecular marcadas com material radioativo são injetadas no interstício (espaço interdigital), são absorvidas e drenadas através das vias linfáticas.

Com este exame, poderemos identificar grandes alterações de fluxo antes do paciente desenvolver edema, permitindo a prevenção do mesmo, analisar pontos de retenção (hipercaptação significativa em determinados gânglios) para direcionar as técnicas de tratamento e avaliar resultados.

Fisiopatologia do sistema linfático

Em determinadas situações anormais, quando ocorre a formação excessiva de líquido intersticial, o sistema linfático responde dentro dos limites fisiológicos, visando o retorno deste fluído para a circulação linfática. Qualquer lesão ou agressão ao organismo produz uma resposta inflamatória que se traduz por um aumento de fluídos filtrados pelos capilares arteriais para o interstício. Este fluído, rico em proteínas, é o exsudado inflamatório. O sistema linfático podendo aumentar em até 10 vezes a absorção deste fluido protéico e o fluxo da linfa através dos tecidos, também auxilia a remover algumas substâncias nocivas (toxinas) e restos celulares.

Na ocorrência de agentes agressores graves (tumores, queimaduras) ou até mesmo de pequenas lesões o funcionamento do sistema linfático pode estar comprometido devido a lesões estruturais em seus componentes.

Quando de uma resposta inflamatória o sistema sangüíneo é o primeiro a se alterar. Há uma vasodilatação e um aumento da permeabilidade capilar à água, proteínas plasmáticas, células e minerais. O fluxo sangüíneo e a absorção venosa também aumentam.

O sistema linfático também exibe a alteração para compensar as respostas do sistema sangüíneo à inflamação, principalmente para absorver e para transportar as grandes moléculas de proteína filtradas pelos capilares arteriais, e restabelecer o equilíbrio de Starling no interstício. No entanto dependendo do grau de agressão ou lesão e considerando os limites fisiológicos do sistema linfático, pode haver um acúmulo anormal de líquido no interstício – o edema. O edema só é clinicamente observado quando há um aumento de pelo menos 30% do volume de fluído intersticial.

Só é chamado de edema o acúmulo de líquido intersticial cuja composição é predominantemente aquosa e não possuí alta concentração protéica, pois o sistema linfático consegue absorver e transportar adequadamente as grandes moléculas. Contrariamente, quando existe qualquer comprometimento linfático como insuficiência valvular linfagites ou obstrução, a composição do líquido acumulado no interstício modifica-se e torna-se rica em proteínas, neste caso ocorre o linfedema, que é, por definição a tumefação de tecidos moles como resultado do acúmulo de fluído intersticial com alta concentração protéica, causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um insuficiente domínio extra-linfático das proteínas plasmáticas.


Causas do edema

Dinâmica anormal dos capilares linfáticos – aumento da pressão hidrostática e distúrbio da circulação linfática;

Diminuição da proteína plasmática – alterações renais (perda de macromoléculas protéicas para componentes urinários), hipoproteínemia, síndrome da mau absorção intestinal e quadro de deficiência hepática grave.

Processos obstrutivos linfáticos ou períodos pós-operatórios – traumatismos (lesões das vias linfáticas), obstrução por parasitoses ( filariose e elefantíase), obstrução por processos inflamatórios e/ou infecciosos (congestão primária nos gânglios linfáticos) e obstrução por processos neoplásicos.

Distúrbio da permeabilidade capilar – quadros infecciosos agudos, reações alérgicas, celulite (lipoesclerose), gestação e atividade hormonal.

Avaliação do Edema

Os métodos de avaliação do edema são:

Perimetria: medida em centímetros do perímetro do segmento, comparada ao próprio em medidas posteriores ou ao membro contralateral.

Volumetria: medida do segmento em volume, imergindo o mesmo em recipiente com água, medindo-se a quantidade de água extravasada comparativamente ao membro contralateral ou mesmo comparando-o a avaliações.

homolaterais posteriores.

Tonometria: utiliza-se um aparelho que mede o tônus do membro edemaciado, comparando-o ao próprio, em avaliações posteriores ou ao membro contralateral.


Linfedema
O linfedema se desenvolve a partir de um desequilíbrio entre a demanda linfática e a capacidade do sistema em drenar a linfa. Sendo as proteínas de alto peso molecular extravasada para o interstício absorvido exclusivamente pelo sistema linfático inicial, no momento que o mesmo perde sua capacidade de escoamento por destruição ou obstrução de via linfática em algum ponto de seu trajeto, ocasiona estagnação da linfa no vaso, e posterior extravasamento de volta ao interstício. O aumento da concentração de proteínas no meio vascular causado pelo extravasamento e não absorção das mesmas gera alteração da pressão osmótica e acarreta a presença definitiva de fluído no interstício, o que constitui o linfedema.

Como a linfa é um fluído com altas concentrações de proteínas, sua presença no interstício propicia a proliferação e cultura de germes, tornando o membro acometido sujeito a episódios de infecção, cada uma delas aumentando a perda de vasos linfáticos. A presença de proteínas gera também, fibrose, tornando o edema mais duro e menos responsivo a drenagem postural.

Classificação dos linfedemas

Sabendo que o fator determinante do linfedema é a insuficiência da drenagem linfática, causada por um obstáculo em nível de vasos ou nódulos linfáticos, podemos classifica-lo em dois grandes grupos: os linfedemas primários e os secundários.

Linfedemas primários

Podem ser subdivididos em precoce, que aparecem raramente em mulheres durante a puberdade e em congênito, que aparecem, desde o nascimento e está caracterizado por hipoplasia linfática, além de uma estrutura inadequada dos vasos linfáticos, que aparecem com linfagiectasia (dilatação anormal) e conseqüente insuficiência valvular. Quando este tipo de linfedema é hereditário denomina-se doença de Milroy.


Linfedemas secundários

Lesões teciduais: como nas queimaduras extensas, cortes extensos e profundos, invasões bacterianas (linfangites e linfadenites), fraturas e contusões.

Filariose: O agente etiológico é a Wuchererie- bancrofti, parasita inoculado pela picada de um mosquito infectado, que penetra na pele e atinge os vasos linfáticos e sangüíneos e os nódulos linfáticos, preferencialmente na região inguinal e genitália externa. O linfedema nessas regiões é progressivo e grave, causando elefantíase de membros inferiores com fibrose acentuada.

Insuficiência venosa crônica: Quando grave, pode sobrecarregar demaciadamente o sistema linfático, ou, estar associada a uma insuficiência congênita de vasos linfáticos.

Recidivas de erisipela, linfangite ou celulite: A erisipela é uma infecção cutânea, causada por estreptococos beta- hemolíticos do grupo A que causa edema, eritema, linfangites ( inflamação dos vasos linfáticos), linfadenites (inflamação dos nódulos linfáticos) espessamento da pele que pode deixar como seqüela um linfedema crônico. A celulite é uma inflamação profunda e difusa do tecido subcutâneo e muscular, causada por estreptococos. Se não tratada, pode também levar a erisipela, linfangite e linfadenite regionais, com lesões no sistema linfático e linfedema resultante.

Linfadenectomia e/ou ressecção de vasos linfáticos: Nas cirurgias oncológicas, além da retirada do tumor é necessário a ressecção de nódulos e vasos linfáticos para a definição do estagio da doença e do tratamento pós-operatório. No entanto essas ressecções constituem verdadeiros obstáculos à circulação linfática embora as técnicas cirúrgicas cada vez mais procuram preservar ao máximo a integridade da circulação linfática local.

Por metástases de tumores malignos: Na ocorrência de tumores malignos, dependendo do grau de malignidade e do estádio do câncer, pode haver a disseminação de células cancerígenas, que circulam como êmbolos através da linfa, até chegar aos nódulos onde são fagocitadas.

Por fibrose pós-radioterapia e radiodermite: A radioterapia é utilizada principalmente na fase pós-operatória na tentativa de impedir metástases pela destruição de células cancerígenas. No passado, a radioterapia em altas doses, aplicada também na região axilar é associados a cirurgias muitos radicais, com linfadenectomias, proporcionava alta incidência de linfedemas severos.

Classificação quanto ao grau de intensidade

Fase I: Espontaneamente reversível a pequeno aumento de linfa intersticial e certa estase em vasos linfáticos. Regride facilmente apenas com estímulo da circulação linfática.

Fase II: Espontaneamente irreversível, caracteriza-se por fibrose do fluido intersticial em certos pontos da região afetada, com conseqüente aumento da consistência da pele. O fluxo linfático está bem mais lento, havendo certo grau de estagnação da linfa em coletores capilares.

Fase III: Linfedema mais grave, grande volume da região afetada, apresenta grau elevado de fibrose linfostática com grave estagnação da linfa nos vasos e capilares. A pele torna-se ressecada, friável, com coloração escura com aspecto de casaca de laranja, o que a torna vulnerável a infecções como erisipela ou linfagites.

Fase IV: O mais grave de todos chamados de elefantíase, apresentando todas as alterações da fase III com gravidade maior, traduzindo a total falência, insuficiência valvular subseqüente que leva ao refluxo linfático, este refluxo ocasiona o acúmulo de linfa e conseqüente extravasamento desta para a pele, através de fistolas linfáticas e linfocistos. ,


Avaliação e tratamento clínico

A melhor forma de se avaliar um membro com linfedema é através de um exame chamado linfocintilografia. Este exame permite a visualização dos linfáticos, podendo-se analisar a quantidade de vias disponíveis e o tempo de escoamento da linfa, permitindo a análise do problema (disfunção linfática) e não da conseqüência (edema), o que pode possibilitar o diagnóstico de estase linfática antes do linfedema estar completamente estabelecido.

Existem trabalhos com o uso de 5,6-benzo-alpha-pyrone, que estimula a proteólise, reduzindo então, em médio prazo, a concentração de proteínas, e, por conseguinte, o edema. Casley Smith publicou artigo mostrando resultados expressivos com o uso de benzopirona 400mg/dia.

Outro caminho é o uso de linfocinéticos. Pecking mostrou melhora significativa de fluxo com o uso de Daflon 500mg, 2x ao dia, em pacientes com edemas severos após seis meses, avaliados com linfocintilografia pré e pós-tratamento. A cumarina (benzopirona) também é descrita como importante linfocinético.

Avaliação fisioterapêutica

Uma seqüência de procedimentos deve ser tomada para a programação e realização do tratamento. No primeiro contato com o paciente, procede-se à avaliação para que o fisioterapeuta possa, com segurança, estabelecer os objetivos do tratamento e selecionar as modalidades terapêuticas mais indicadas.

Inicia-se a avaliação com o conhecimento do diagnóstico dos resultados de exames complementares, fornecidos pelo médico.

Em seguida, coleta-se dados da história da doença, as queixas da

paciente e inicia-se a avaliação fisioterápica propriamente dita.

1. Inspeção – consiste na observação do grau e da localização do edema, da aparência e coloração da pele, da postura e da marcha da paciente.

2. Palpação – pesquisa-se a textura, elasticidade e temperatura da pele, a
sensibilidade, a existência de dor, retração cicatricial, aderências, contratura
muscular e a extensão e característica do edema ( com cacilo e sem cacilo ).

3. Avaliação Funcional – verifica-se a amplitude de movimentos das articulações
adjacentes à área afetada, a força muscular e o desempenho do membro afetado nas atividades da vida diária ( AVD ).

4. Medidas – devem ser realizadas no membro afetado como no membro são do paciente linfedematoso, para que possa haver comparação. As medidas tomadas no membro não afetado são consideradas medidas padrões.



Fisioterapia no tratamento do linfedema

O tratamento fisioterápico dos linfedemas consiste na utilização de várias técnicas, que, se isoladas não mostram resultados significativos, mas quando combinadas apresentam efeitos satisfatórios. As mais freqüentemente empregadas são:

Massagem de drenagem proximal (massagem centrípeta) - Inicialmente descrita pelo Dr. Földi na Alemanha consiste na estimulação manual dos centros linfonodais superficiais e vias linfáticas, iniciando pelos centros e vias proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas sucessivamente mais distais, obtendo o descongestionamento das vias e restabelecimento do fluxo linfático.

Bombas compressivas - São aparelhos que comprimem o membro edemaciado, obtendo então o aumento da drenagem de fluido, porém sem a simultânea absorção de proteínas, pode aumentar o risco de fibrose e permitir a recidiva do edema. Combinadas a outras técnicas são bastante eficazes, consistindo sua efetividade em aumentar os padrões de fluxo.

Enfaixamentos compressivos - Podem ser elásticos ou inelásticos. Dr. Leduc mostrou que o sistema linfático atinge seus maiores níveis de absorção quando pacientes enfaixado com ataduras inelásticas são submetidos à atividade muscular.

Exercício Físico - Eficaz na profilaxia do linfedema pela sua ação mecânica, melhorando os padrões de fluxo linfático.

Malhas Compressivas Elásticas - São usadas normalmente após o término do tratamento, e por tempo indeterminado a fim de se evitar recidivas do edema. Podem ser "pre sized", quando disponíveis em tamanhos estabelecidos, ou sob medida. Como os membros são sempre imprevisíveis em comprimento, volume ou formato, torna-se óbvio a necessidade de se prescrever malha sob medida, assim como determinar-se à pressão ideal para cada caso, que nos linfedemas de MMSS deve variar entre 30 e 50mmHg.

Drenagem Postural - Embora seja um instrumento de valor como profilaxia, não chega a apresentar resultados significativos como tratamento, sobretudo nos edemas graus 2 e 3, com maiores níveis de fibrose. Nossa experiência: O tratamento por nós recomendado vem sendo utilizado há alguns anos e foi o aplicado nos pacientes objetos deste estudo, promove umas reduções importantes do linfedema e poucas recidivas. Consiste de 5 a 6 semanas consecutivas de fisioterapia, combinando:

Massagem Descongestiva - Técnica Földi, por 1 hora.

Bomba Seqüencial de 12 câmaras - Lymphapress, pressão entre 40 a 50mmHg, por 1 hora.

Hidroginástica (exercício + pressão hidrostática) num total de 50 minutos/dia.

Enfaixamento Compressivo - atadura inelástica Comprilan pelas 21 horas restantes. Após a redução máxima do volume do membro, é feita medida para confecção de malha, que em caso de membro superior será sempre sobre medida, e cuja pressão varia entre 30, 40 e 50mmhg, em função da severidade do edema.


Cuidados a serem tomados no linfedema

A melhor forma de se lidar com linfedema é evitá-lo. Agressões a deixar os membros com pouca capacidade de drenagem podem acarretar o edema ou o agravamento do quadro clínico, portanto, são fundamentais as orientações no sentido de evitar ferimentos, traumatismos, infecções, queimaduras e manter uma adequada higiene da região afetada. Exemplos de orientações:

   * Retirar cutícula das unhas;
   * Ferir-se com faca na cozinha;
   * Manipular substâncias tóxicas, como desinfetantes, sem luvas;
   * Usar cremes de depilação que possam causar alergia;
   * Comprimir o(s) membro(s), como ao medir pressão e usar relógios ou anéis apertados;
   * Andar descalço (em edema de perna);
   * Usar sapatos que machuquem;
   * Queimaduras diversas;
   * Mordidas de insetos;
   * Cortes ao fazer a barba (em edema de face);
   * Calor excessivo (como fornos e panelas quentes);
   * Fazer jardinagem sem luvas;

É importante ressaltar que estes cuidados são necessários apenas para o membro ou membros acometidos.

Objetivos da fisioterapia

Os objetivos da Fisioterapia são:

   * Esclarecer a importância e os objetivos da fisioterapia no período pré e pós-operatório.
   * Evitar complicações circulatórias.
   * Manter força muscular e a amplitude de movimentos.
   * Evitar encurtamentos musculares, atrofias e contraturas.
   * Orientar a respeito do pós-operatório, enfatizando o posicionamento adequado no leito.
   * Promover relaxamento.
   * Manter a cicatriz em bom estado e evitar aderências e retrações cicatriciais.
   * Diminuir as alterações de sensibilidade, restaurando uma sensibilidade perto da normalidade.
   * Prevenir a formação do linfedema, que é um tipo de edema decorrente da retirada dos linfonodos na cirurgia de mama.
   * Fornecer orientações gerais.
   * Reduzir o quadro álgico.
   * Melhorar mobilidade e flexibilidade, coordenação e habilidade.
   * Promover a reeducação postural.
   * Promover a conscientização corporal.
   * Melhorar a resistência física.

Todas as medidas fisioterapêuticas podem também ser empregadas na fase pré-operatória, tentando conseguir uma melhora do quadro já existente. Na fase pós-operatória, o tratamento conservador é rotineiramente empregado, para auxiliar na manutenção do resultado obtido cirurgicamente, para evitar as complicações e tentar restabelecer a função do membro.


Drenagem linfática

No ano de 1932, em Cannes, o Dr. Emil Vodder descobriu uma nova técnica de massagem, tratando uma sinusite crônica.

Ele mesmo deu a esta técnica o nome de "Drenagem Linfática Manual".

No panorama das nossas técnicas manuais, algumas nascem graças a uma "experiência principal" , como diz Mezières, certamente devido à intuição, mas, sobretudo pelo modo de trabalhar, que ultrapassa o automatismo e o gesto mecânico, dando lugar a uma comunicação entre paciente e terapeuta, feita de escuta, observação e percepção: o gesto vira dádiva.

É isto que o Dr. Vodder ensinou: "Ocorre que a mão é dádiva".

A mão fica aberta, nunca fecha, como se fosse receber ou pegar.

É um gesto de oferecimento, de presente, feito com muita delicadeza e respeito. Quanto mais o tecido estiver doente, lento como a linfa, com o mesmo ritmo dos vasos linfáticos: é isto o que caracteriza os movimentos da drenagem linfática manual, ensinados pelo Dr. Vodder, e daqueles que seguem o "Método Original".

Há muitos anos a drenagem linfática manual é difundida, ensinada e praticada a tal ponto que o mundo médico a reconhece como técnica eficaz.

Por que drenagem e não massagem?

A definição do dicionário diz que a massagem consiste em comprimir com as mãos e amassar diversas partes do corpo para dar turgidez aos músculos. A origem da palavra é árabe ("mass": tocar, manusear, apalpar), é sugerida também uma derivação do grego "massein" = amassar.

Quanto à drenagem, a palavra é de origem inglesa. Drenar está ligada à hidrologia. Consiste em liberar uma região pantanosa do seu excesso de água através de canais que se conectam a um canal maior, o qual encaminha para um poço ou um rio.

A palavra drenagem é própria para designar uma técnica como a drenagem linfática manual.  

Funções e efeitos da drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual, com seus movimentos rítmicos e lentos e sua pressão suave, é uma indicação de primeira escolha no tratamento destes edemas. Isso contribui para a reabsorção dos líquidos em excesso e a regeneração dos tecidos lesados.

Este procedimento redistribui o líquido através de um território vizinho que pode acolhê-lo e digeri-lo porque está menos invadido (menos inundado).

A pressão da drenagem, calculada por Kunke em 33 mmHg, facilita a reabsorção.

A drenagem linfática manual original com o método Dr. Vodder é uma terapia que deve ser eleita para os edemas e linfedemas de origens variadas.

Manobras de drenagem linfática

As manobras de drenagem linfática manual seguem dois princípios básicos: a evacuação (remoção) e a captação (absorção).

O linfedema se desenvolve a partir de um desequilíbrio entre a demanda linfática e a capacidade do sistema em drenar a linfa. Sendo as proteínas de alto peso molecular extravasada para o interstício absorvido exclusivamente pelo sistema linfático inicial, no momento que o mesmo perde sua capacidade de escoamento por destruição ou obstrução de via linfática em algum ponto de seu trajeto, ocasiona estagnação da linfa no vaso, e posterior extravasamento de volta ao interstício. O aumento da concentração de proteínas no meio vascular causado pelo extravasamento e não absorção das mesmas gera alteração da pressão osmótica e acarreta a presença definitiva de fluído no interstício, o que constitui o linfedema.

Como a linfa é um fluído com altas concentrações de proteínas, sua presença no interstício propicia a proliferação e cultura de germes, tornando o membro acometido sujeito a episódios de infecção, cada uma delas aumentando a perda de vasos linfáticos. A presença de proteínas gera também, fibrose, tornando o edema mais duro e menos responsivo a drenagem postural.

Classificação dos linfedemas

Sabendo que o fator determinante do linfedema é a insuficiência da drenagem linfática, causada por um obstáculo em nível de vasos ou nódulos linfáticos, podemos classifica-lo em dois grandes grupos: os linfedemas primários e os secundários.

Linfedemas primários

Podem ser subdivididos em precoce, que aparecem raramente em mulheres durante a puberdade e em congênito, que aparecem, desde o nascimento e está caracterizado por hipoplasia linfática, além de uma estrutura inadequada dos vasos linfáticos, que aparecem com linfagiectasia (dilatação anormal) e conseqüente insuficiência valvular. Quando este tipo de linfedema é hereditário denomina-se doença de Milroy.


Linfedemas secundários

Lesões teciduais: como nas queimaduras extensas, cortes extensos e profundos, invasões bacterianas (linfangites e linfadenites), fraturas e contusões.

Filariose: O agente etiológico é a Wuchererie- bancrofti, parasita inoculado pela picada de um mosquito infectado, que penetra na pele e atinge os vasos linfáticos e sangüíneos e os nódulos linfáticos, preferencialmente na região inguinal e genitália externa. O linfedema nessas regiões é progressivo e grave, causando elefantíase de membros inferiores com fibrose acentuada.

Insuficiência venosa crônica: Quando grave, pode sobrecarregar demaciadamente o sistema linfático, ou, estar associada a uma insuficiência congênita de vasos linfáticos.

Recidivas de erisipela, linfangite ou celulite: A erisipela é uma infecção cutânea, causada por estreptococos beta- hemolíticos do grupo A que causa edema, eritema, linfangites ( inflamação dos vasos linfáticos), linfadenites (inflamação dos nódulos linfáticos) espessamento da pele que pode deixar como seqüela um linfedema crônico. A celulite é uma inflamação profunda e difusa do tecido subcutâneo e muscular, causada por estreptococos. Se não tratada, pode também levar a erisipela, linfangite e linfadenite regionais, com lesões no sistema linfático e linfedema resultante.

Linfadenectomia e/ou ressecção de vasos linfáticos: Nas cirurgias oncológicas, além da retirada do tumor é necessário a ressecção de nódulos e vasos linfáticos para a definição do estagio da doença e do tratamento pós-operatório. No entanto essas ressecções constituem verdadeiros obstáculos à circulação linfática embora as técnicas cirúrgicas cada vez mais procuram preservar ao máximo a integridade da circulação linfática local.

Por metástases de tumores malignos: Na ocorrência de tumores malignos, dependendo do grau de malignidade e do estádio do câncer, pode haver a disseminação de células cancerígenas, que circulam como êmbolos através da linfa, até chegar aos nódulos onde são fagocitadas.

Por fibrose pós-radioterapia e radiodermite: A radioterapia é utilizada principalmente na fase pós-operatória na tentativa de impedir metástases pela destruição de células cancerígenas. No passado, a radioterapia em altas doses, aplicada também na região axilar é associados a cirurgias muitos radicais, com linfadenectomias, proporcionava alta incidência de linfedemas severos.

Classificação quanto ao grau de intensidade

Fase I: Espontaneamente reversível a pequeno aumento de linfa intersticial e certa estase em vasos linfáticos. Regride facilmente apenas com estímulo da circulação linfática.

Fase II: Espontaneamente irreversível, caracteriza-se por fibrose do fluido intersticial em certos pontos da região afetada, com conseqüente aumento da consistência da pele. O fluxo linfático está bem mais lento, havendo certo grau de estagnação da linfa em coletores capilares.

Fase III: Linfedema mais grave, grande volume da região afetada, apresenta grau elevado de fibrose linfostática com grave estagnação da linfa nos vasos e capilares. A pele torna-se ressecada, friável, com coloração escura com aspecto de casaca de laranja, o que a torna vulnerável a infecções como erisipela ou linfagites.

Fase IV: O mais grave de todos chamados de elefantíase, apresentando todas as alterações da fase III com gravidade maior, traduzindo a total falência, insuficiência valvular subseqüente que leva ao refluxo linfático, este refluxo ocasiona o acúmulo de linfa e conseqüente extravasamento desta para a pele, através de fistolas linfáticas e linfocistos. ,


Avaliação e tratamento clínico

A melhor forma de se avaliar um membro com linfedema é através de um exame chamado linfocintilografia. Este exame permite a visualização dos linfáticos, podendo-se analisar a quantidade de vias disponíveis e o tempo de escoamento da linfa, permitindo a análise do problema (disfunção linfática) e não da conseqüência (edema), o que pode possibilitar o diagnóstico de estase linfática antes do linfedema estar completamente estabelecido.

Existem trabalhos com o uso de 5,6-benzo-alpha-pyrone, que estimula a proteólise, reduzindo então, em médio prazo, a concentração de proteínas, e, por conseguinte, o edema. Casley Smith publicou artigo mostrando resultados expressivos com o uso de benzopirona 400mg/dia.

Outro caminho é o uso de linfocinéticos. Pecking mostrou melhora significativa de fluxo com o uso de Daflon 500mg, 2x ao dia, em pacientes com edemas severos após seis meses, avaliados com linfocintilografia pré e pós-tratamento. A cumarina (benzopirona) também é descrita como importante linfocinético.

Avaliação fisioterapêutica

Uma seqüência de procedimentos deve ser tomada para a programação e realização do tratamento. No primeiro contato com o paciente, procede-se à avaliação para que o fisioterapeuta possa, com segurança, estabelecer os objetivos do tratamento e selecionar as modalidades terapêuticas mais indicadas.

Inicia-se a avaliação com o conhecimento do diagnóstico dos resultados de exames complementares, fornecidos pelo médico.

Em seguida, coleta-se dados da história da doença, as queixas da

paciente e inicia-se a avaliação fisioterápica propriamente dita.

1. Inspeção – consiste na observação do grau e da localização do edema, da aparência e coloração da pele, da postura e da marcha da paciente.

2. Palpação – pesquisa-se a textura, elasticidade e temperatura da pele, a
sensibilidade, a existência de dor, retração cicatricial, aderências, contratura
muscular e a extensão e característica do edema ( com cacilo e sem cacilo ).

3. Avaliação Funcional – verifica-se a amplitude de movimentos das articulações
adjacentes à área afetada, a força muscular e o desempenho do membro afetado nas atividades da vida diária ( AVD ).

4. Medidas – devem ser realizadas no membro afetado como no membro são do paciente linfedematoso, para que possa haver comparação. As medidas tomadas no membro não afetado são consideradas medidas padrões.



Fisioterapia no tratamento do linfedema

O tratamento fisioterápico dos linfedemas consiste na utilização de várias técnicas, que, se isoladas não mostram resultados significativos, mas quando combinadas apresentam efeitos satisfatórios. As mais freqüentemente empregadas são:

Massagem de drenagem proximal (massagem centrípeta) - Inicialmente descrita pelo Dr. Földi na Alemanha consiste na estimulação manual dos centros linfonodais superficiais e vias linfáticas, iniciando pelos centros e vias proximais, prosseguindo com a estimulação de áreas sucessivamente mais distais, obtendo o descongestionamento das vias e restabelecimento do fluxo linfático.

Bombas compressivas - São aparelhos que comprimem o membro edemaciado, obtendo então o aumento da drenagem de fluido, porém sem a simultânea absorção de proteínas, pode aumentar o risco de fibrose e permitir a recidiva do edema. Combinadas a outras técnicas são bastante eficazes, consistindo sua efetividade em aumentar os padrões de fluxo.

Enfaixamentos compressivos - Podem ser elásticos ou inelásticos. Dr. Leduc mostrou que o sistema linfático atinge seus maiores níveis de absorção quando pacientes enfaixado com ataduras inelásticas são submetidos à atividade muscular.

Exercício Físico - Eficaz na profilaxia do linfedema pela sua ação mecânica, melhorando os padrões de fluxo linfático.

Malhas Compressivas Elásticas - São usadas normalmente após o término do tratamento, e por tempo indeterminado a fim de se evitar recidivas do edema. Podem ser "pre sized", quando disponíveis em tamanhos estabelecidos, ou sob medida. Como os membros são sempre imprevisíveis em comprimento, volume ou formato, torna-se óbvio a necessidade de se prescrever malha sob medida, assim como determinar-se à pressão ideal para cada caso, que nos linfedemas de MMSS deve variar entre 30 e 50mmHg.

Drenagem Postural - Embora seja um instrumento de valor como profilaxia, não chega a apresentar resultados significativos como tratamento, sobretudo nos edemas graus 2 e 3, com maiores níveis de fibrose. Nossa experiência: O tratamento por nós recomendado vem sendo utilizado há alguns anos e foi o aplicado nos pacientes objetos deste estudo, promove umas reduções importantes do linfedema e poucas recidivas. Consiste de 5 a 6 semanas consecutivas de fisioterapia, combinando:

Massagem Descongestiva - Técnica Földi, por 1 hora.

Bomba Seqüencial de 12 câmaras - Lymphapress, pressão entre 40 a 50mmHg, por 1 hora.

Hidroginástica (exercício + pressão hidrostática) num total de 50 minutos/dia.

Enfaixamento Compressivo - atadura inelástica Comprilan pelas 21 horas restantes. Após a redução máxima do volume do membro, é feita medida para confecção de malha, que em caso de membro superior será sempre sobre medida, e cuja pressão varia entre 30, 40 e 50mmhg, em função da severidade do edema.


Cuidados a serem tomados no linfedema

A melhor forma de se lidar com linfedema é evitá-lo. Agressões a deixar os membros com pouca capacidade de drenagem podem acarretar o edema ou o agravamento do quadro clínico, portanto, são fundamentais as orientações no sentido de evitar ferimentos, traumatismos, infecções, queimaduras e manter uma adequada higiene da região afetada. Exemplos de orientações:

   * Retirar cutícula das unhas;
   * Ferir-se com faca na cozinha;
   * Manipular substâncias tóxicas, como desinfetantes, sem luvas;
   * Usar cremes de depilação que possam causar alergia;
   * Comprimir o(s) membro(s), como ao medir pressão e usar relógios ou anéis apertados;
   * Andar descalço (em edema de perna);
   * Usar sapatos que machuquem;
   * Queimaduras diversas;
   * Mordidas de insetos;
   * Cortes ao fazer a barba (em edema de face);
   * Calor excessivo (como fornos e panelas quentes);
   * Fazer jardinagem sem luvas;

É importante ressaltar que estes cuidados são necessários apenas para o membro ou membros acometidos.

Objetivos da fisioterapia

Os objetivos da Fisioterapia são:

   * Esclarecer a importância e os objetivos da fisioterapia no período pré e pós-operatório.
   * Evitar complicações circulatórias.
   * Manter força muscular e a amplitude de movimentos.
   * Evitar encurtamentos musculares, atrofias e contraturas.
   * Orientar a respeito do pós-operatório, enfatizando o posicionamento adequado no leito.
   * Promover relaxamento.
   * Manter a cicatriz em bom estado e evitar aderências e retrações cicatriciais.
   * Diminuir as alterações de sensibilidade, restaurando uma sensibilidade perto da normalidade.
   * Prevenir a formação do linfedema, que é um tipo de edema decorrente da retirada dos linfonodos na cirurgia de mama.
   * Fornecer orientações gerais.
   * Reduzir o quadro álgico.
   * Melhorar mobilidade e flexibilidade, coordenação e habilidade.
   * Promover a reeducação postural.
   * Promover a conscientização corporal.
   * Melhorar a resistência física.

Todas as medidas fisioterapêuticas podem também ser empregadas na fase pré-operatória, tentando conseguir uma melhora do quadro já existente. Na fase pós-operatória, o tratamento conservador é rotineiramente empregado, para auxiliar na manutenção do resultado obtido cirurgicamente, para evitar as complicações e tentar restabelecer a função do membro.


Drenagem linfática

No ano de 1932, em Cannes, o Dr. Emil Vodder descobriu uma nova técnica de massagem, tratando uma sinusite crônica.

Ele mesmo deu a esta técnica o nome de "Drenagem Linfática Manual".

No panorama das nossas técnicas manuais, algumas nascem graças a uma "experiência principal" , como diz Mezières, certamente devido à intuição, mas, sobretudo pelo modo de trabalhar, que ultrapassa o automatismo e o gesto mecânico, dando lugar a uma comunicação entre paciente e terapeuta, feita de escuta, observação e percepção: o gesto vira dádiva.

É isto que o Dr. Vodder ensinou: "Ocorre que a mão é dádiva".

A mão fica aberta, nunca fecha, como se fosse receber ou pegar.

É um gesto de oferecimento, de presente, feito com muita delicadeza e respeito. Quanto mais o tecido estiver doente, lento como a linfa, com o mesmo ritmo dos vasos linfáticos: é isto o que caracteriza os movimentos da drenagem linfática manual, ensinados pelo Dr. Vodder, e daqueles que seguem o "Método Original".

Há muitos anos a drenagem linfática manual é difundida, ensinada e praticada a tal ponto que o mundo médico a reconhece como técnica eficaz.

Por que drenagem e não massagem?

A definição do dicionário diz que a massagem consiste em comprimir com as mãos e amassar diversas partes do corpo para dar turgidez aos músculos. A origem da palavra é árabe ("mass": tocar, manusear, apalpar), é sugerida também uma derivação do grego "massein" = amassar.

Quanto à drenagem, a palavra é de origem inglesa. Drenar está ligada à hidrologia. Consiste em liberar uma região pantanosa do seu excesso de água através de canais que se conectam a um canal maior, o qual encaminha para um poço ou um rio.

A palavra drenagem é própria para designar uma técnica como a drenagem linfática manual.  

Funções e efeitos da drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual, com seus movimentos rítmicos e lentos e sua pressão suave, é uma indicação de primeira escolha no tratamento destes edemas. Isso contribui para a reabsorção dos líquidos em excesso e a regeneração dos tecidos lesados.

Este procedimento redistribui o líquido através de um território vizinho que pode acolhê-lo e digeri-lo porque está menos invadido (menos inundado).

A pressão da drenagem, calculada por Kunke em 33 mmHg, facilita a reabsorção.

A drenagem linfática manual original com o método Dr. Vodder é uma terapia que deve ser eleita para os edemas e linfedemas de origens variadas.

Manobras de drenagem linfática

As manobras de drenagem linfática manual seguem dois princípios básicos: a evacuação (remoção) e a captação (absorção).
O processo de evacuação tem como objetivo auxiliar a remoção da linfa dos pré-coletores e coletores linfáticos é desobstruir os pontos proximais, ou seja, as áreas de entradas para os linfonodos regionais, criando assim a possibilidade de uma "aspiração" da linfa em direção centrípeta. A não ser que inicialmente a circulação seja desobstruída na porção proximal, qualquer tentativa de melhorar a circulação nas partes distais será ineficaz. É o mesmo que tentar esvaziar uma garrafa sem tirar a tampa.

O processo de captação tem, como objetivo auxiliar a absorção de líquido intersticial excedente para dentro dos capilares linfáticos terminais e o aumento do fluxo em direção aos linfonodos regionais e, finalmente, em direção ao canal torácico e ducto linfático direito.

Portanto, a drenagem linfática manual deve sempre ser iniciada pelas manobras que facilitam a evacuação, feita nos linfonodos regionais, é só então seguir para as manobras de captação, realizada ao longo das vias linfáticas e nas regiões de edemas.

Manobra de evacuação – libera as vias linfáticas das regiões adjacentes à zona edemaciada (diminui a tensão do segmento afetado devido aspiração da linfa em direção centrípeta); regiões ganglionares integras mais próximas ao segmento infiltrado - realizada através do contato da face palmar do segundo ao quinto dedo com a pele do paciente (movimentos circulares e de bombeamento).

Manobras de captação – conjunto de manobras aplicadas sobre a região afetada, visando drenar e absorver o líquido acumulado no interstício.

Manobras em ondas – movimentos quase semicirculares com a face palmar da mão e dedos (mobilização do tecido subcutâneo).

Manobras em bracelete – circundar o segmento edemaciado com o polegar e indicador, deslocando a pele centripetamente.

Manobras de pinçamento em S – realizada com os polegares e indicadores. Utilizada para desfazer regiões fibrosadas.

Manobras dos cinco pontos – exercícios diafragmáticos associados a pressões manuais em direção à cisterna do quilo.


Conclusão

A drenagem linfática manual tem eficácia reconhecida em muitos países europeus e de outros continentes, sendo necessária uma boa aprendizagem dos movimentos para aprender bem o gesto terapêutico eficaz. Isto não se aprende em livros e nem em videocassetes, somente a prática garante uma boa aplicação, e tudo baseado em um bom conhecimento de anatomia e fisiologia.

É uma espécie de massagem manual na qual os movimentos têm um real efeito de bombeamento, principalmente nos casos de distúrbios no sistema linfático (edemas e linfedemas). Nenhum aparelho pode igualar-se a estes movimentos, nem ter o mesmo efeito no organismo, porque "nenhum aparelho pode substituir mãos bem treinadas", como o próprio Dr. Vodder relembrou muitas vezes.


Bibliografia

GUYTON, SH, Tratado de fisiologia médica, editora Guanabara Koogan, 9º edição, São Paulo, 2000.

CAMARGO, M.C.; MARX, Reabilitação física no câncer de mama, editora Roca, 1º edição, São Paulo, 2000.

RIBEIRO, D.R., Drenagem linfática manual corporal, editora Senac, 3º edição, São Paulo, 2002.

LEDUC, A.; LEDUC,O., Drenagem linfática teoria e prática, editora Manole, 2º edição, São Paulo, 2000.

www.fisioart.com.br/trata.html

www.naturale.med.br/drenagem_linfática.htm

www.lava.med.br/livro/linfedema



Revista Latino-Americana de Enfermagem

ISSN 0104-1169 versão impressa

Rev. Latino-Am. Enfermagem v.10 n.4 Ribeirão Preto jul. /ago. 2002

Artigo Original

COMPLICAÇÕES E INTERCORRÊNCIAS ASSOCIADAS AO EDEMA DE BRAÇO NOS TRÊS PRIMEIROS MESES PÓS MASTECTOMIA1

Marislei Sanches Panobianco2

Marli Villela Mamede3

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Este estudo buscou identificar complicações, intercorrências e aparecimento de edema pós-cirurgia por câncer de mama, e fatores que poderiam estar predispondo ao linfedema do braço do lado operado. É um estudo descritivo, prospectivo e de abordagem quantitativa. A população constou de 17 mulheres submetidas à cirurgia unilateral por câncer de mama, em um hospital-escola. A coleta de dados deu-se por meio do acompanhamento semanal dos sujeitos, nos três meses pós-cirurgia. O edema apareceu em 11 mulheres, sendo, em nove, de grau leve, e, em duas de grau moderado. É importante lembrar que o edema leve poderá tornar-se grave se não tratado, devidamente. Observou-se, entre as mulheres com edema, complicações, intercorrências, e outras variáveis. Os resultados revelam a importância do acompanhamento de enfermagem no pós-operatório, e a necessidade de um melhor preparo dos profissionais para a orientação de pacientes, com o objetivo de prevenir o linfedema.

DESCRITORES: linfedema, mastectomia, câncer da mama.

COMPLICATIONS AND INTERCURRENCES ASSOCIATED WITH ARM EDEMA IN THE FIRST THREE MONTHS FOLLOWING MASTECTOMY

This study aimed at identifying complications, intercurrences and the appearance of edema following breast cancer surgery as well as factors that could predispose to arm lymphedema on the operated side. It is a descriptive and prospective study based on a quantitative approach. The subjects consisted of 17 women submitted to unilateral mastectomy in a University Hospital. Data were collected by means of a weekly post-operative follow-up of each patient for a period of three months. Edema was detected in 11 women, nine of wich were in mild level and two in moderate level. It must be emphasized that even mild-level edema could become severe if not treated appropriately. Among the women with edema, complications, intercurrences and other variables were observed. The results revealed the importance of nursing follow-up during the mastectomy post-operative period as well as the need for better staff training for patient guidance aiming at edema prevention.

DESCRIPTORS: lymphedema, mastectomy, breast cancer


COMPLICACIONES E INTERCURRENCIAS ASOCIADAS AL EDEMA DE BRAZO EN LOS TRES PRIMEROS MESES DESPUÉS DE LA MASTECTOMÍA

Este estudio buscó identificar complicaciones, intercurrencias y el aparecimiento del edema después de la cirugía por cáncer de mama y factores que pueden estar facilitando el aparecimiento del linfodema del brazo del lado operado. Es un estudio descriptivo, prospectivo y de abordaje cuantitativa. La población fue formada por 17 mujeres sometidas a cirugía unilateral por cáncer de mama en un hospital escuela. La recolección de datos ocurrió a través del seguimiento semanal de los sujetos, en los tres meses después de la cirugía. El edema apareció en 11 mujeres, siendo en nueve de grado leve y en dos de grado moderado. Es importante recordar que el edema leve podrá tornarse grave si no es tratado. Se observó entre las mujeres con edema, complicaciones, intercurrencias y otras variables. Los resultados revelan la importancia del seguimiento de enfermería en la fase posquirúrgica y la necesidad de una mejor preparación de los profesionales para la orientación de pacientes con el objetivo de prevenir el linfodema.

DESCRIPTORES: linfodema, mastectomía, câncer de mama.



INTRODUÇÃO

O linfedema é um incômodo físico e emocional para as mulheres mastectomizadas, quando observamos que muitas delas experimentam depressão, ansiedade, e chegam a necessitar de seguimento psicológico ou psiquiátrico.

O linfedema pós mastectomia causa para a paciente, não somente o dano estético, mas também o prejuízo funcional do membro afetado, e sérias conseqüências mentais, levando, ocasionalmente, a condições que ameaçam a vida. O linfedema do membro superior homolateral à cirurgia é uma das mais estressantes experiências para a paciente e pode preceder um linfangiossarcoma (1).

O braço com linfedema vem a ser o foco de atenção de outras pessoas, e pode ocorrer, então, perda de interesse nas atividades sociais por parte da mulher que apresenta essa complicação. Atenta-se, também, para o fato de que com o aumento do linfedema, podem, também, aumentar as dificuldades na realização das tarefas em casa e no trabalho. Lembram ainda, que as mulheres com linfedema do braço pós mastectomia sentem-se aflitas quando se faz necessário mudar o estilo de roupa que usavam. Isso pode vir a causar perda de interesse com a aparência, e a perda da auto-estima contribui, então, para dificultar o relacionamento interpessoal e sexual (2).

Além desses transtornos físicos e emocionais, constatamos, em nossa prática profissional, que o linfedema tem aparecido no período de até três meses após a cirurgia.

Diante de tais inquietações, assumimos o desafio de, num acompanhamento de três meses de pós-operatório de mulheres mastectomizadas, buscar identificar complicações e intercorrências que poderiam estar influenciando na etiologia do linfedema.

 

 

 

 

Anatomia funcional do antebraço, punho e mão

 

1.1. Antebraço

 

 

 

     Osteologia do antebraço

 

 

 

O antebraço é constituído por dois ossos longos dispostos paralelamente, o cúbito, situado por dentro e o rádio, por fora.

 

 

 

 O Cúbito

 

O cúbito e um osso par, longo, que se encontra situado na parte interna do antebraço. A extremidade mais volumosa é superior , apresentando uma grande chanfradura semilunar que é anterior e outra, mais pequena, que é externa.

 

O cúbito articula-se com o úmero, o rádio e o piramidal, do qual está separado por uma fibrocartilagem.

 

 

 

O Rádio

 

O rádio é um osso par, longo, que se encontra situado na parte externa do antebraço, sendo a sua extremidade inferior a mais desenvolvida, ao contrário do que sucede com o cúbito.

 

A sua extremidade mais volumosa é inferior. Das duas faces opostas dessa extremidade a mais plana é anterior, a apófise que se destaca dessa extremidade é externa.

 

O rádio articula-se com o úmero, o cúbito, o escafóide e o semilunar.

 

 

 

      Artrologia do antebraço

 

 

 

A artrologia do antebraço é constituída pelo ligamento interósseo e pela articulação rádio-cubital inferior, que une os dois ossos do antebraço.

 

 

 

O ligamento interósseo ou membrana interóssea, é uma membrana fibrosa que une a parte média dos dois ossos do antebraço. Insere-se, por dentro, no bordo externo do cúbito e, por fora, no bordo interno do rádio.

 

Esta não ocupa todo o espaço, terminando em cima, perto da tuberosidade bicipital do rádio.

 

 

 

MOVIMENTOS DO PUNHO
O punho, como você deve ter notado já, apresenta grande variedade de movimentos, Se ndo que os mais amplos são a flexão e a extensão. Normalmente, a flexão é mais ampla que a extensão, lembrando que flexão é virar o punho na direção da palma, e extensão, na direção do dorso da mão.
O punho também permite pequenos movimentos de abdução (virando a mão pro lado do polegar) e adução(virando pro lado do mindinho). você pode se perguntar agora: "Mas quando eu dou tchauzinho com a mão, o lado do polegar é para dentro, não para fora; não está invertido isso??" Bem, como muitos professores de física dizem, depende do referencial. E, se tratando de movimentos do corpo humano, o referencial é sempre a posição anatômica, e nela as palmas da mão estão para a frente, e os dedos apontando para baixo, com os braços para baixo, paralelos ao corpo, ok?
Os movimentos de abdução e adução são bem menos amplos que a flexão e extensão, devido à anatomia dos ossos. Quando combinamos os quatro movimentos, conseguimos uma leve circundução (movimentos em círculos).

ESTRUTURA DA MÃO
Caso você já tenha visto uma foto ou desenho da parte interna da mão (ossos, músculos, ligamentos etc), deve ter reparado que a mão é bastante complexa. Bom, é mesmo, e precisa ser assim, pra que possamos realizar todos os movimentos que fazemos com ela; do contrário, seria bem mais difícil fazer tarefas simples como segurar um lápis. Portanto, apenas para dar uma esclarecida rápida, falarei apenas o essencial sobre ela.
As articulações da mão são classificadas em quatro categorias: carpometacarpais (entre o carpo e os metacarpos, os ossinhos compridos da palma/dorso da mão), matecarpofalângicas (entre os metacarpos e as falanges, os ossos dos dedos), intermetacarpais (entre cada metacarpo), e interfalângicas (entre os ossos dos dedos).
A articulação carpometacarpal do polegar é diferente das outras; esta é do tipo selar, enquanto as outras são do tipo deslizante. A articulação do polegar, como se sabe, permite muito mais movimentos do que as outras.
A articulação metacarpofalângica é do tipo condilar; ela permite amplos movimentos de flexão e extensão, e um pouco de abdução e adução.
A articulação interfalângica são do tipo dobradiça, e como tal, só permitem flexão e extensão.
Para que todos esses movimentos sejam executados de forma correta, sem ficarmos desajeitados, cada mão possui 19 músculos diferentes, contra 6 do punho.

Computadores e nossos punhos

Você já viu o cabo do ferro de passar roupas aberto? Ou de alguma extensão? Dentro deles há uma porção de fios finos e flexíveis.

Ao usar um eletrodoméstico, é preciso tomar uma série de precauções para não danificar esses cabos, como não deixá-los rigidamente dobrados e prestar atenção na posição do fio que sai do plugue.

O nosso punho pode ser comparado a esses cabos. Ele também é recheado por uma série de “fios” – artérias, veias, ossos, tendões e nervos -, e tudo tem que passar livremente dentro dele. E, assim como no cabo, quando o deixamos dobrado por muito tempo ou o sobrecarregamos, suas estruturas internas são prejudicadas.

Na ilustração abaixo é possível enxergar direitinho o punho por dentro. Podemos ver as estruturas que o compõem, e perceber que tudo lá dentro está cuidadosamente encaixado.

Desenho de punho mostrando estruturas internas

Desenho de punho mostrando estruturas internas

Qualquer movimento realizado com a mão interfere diretamente na pressão sobre essas estruturas. Se esses movimentos são contínuos e há sobrecarga, podemos desenvolver uma lesão por esforço repetitivo (L.E.R.) ou, como atualmente são chamadas, doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (D.O.R.T.).

A Síndrome do túnel do carpo é uma das doenças cuja principal causa está ligada ao esforço repetitivo, como digitar no computador e grampear papéis – em geral realizado nos locais em que se tira xerox. Nesse caso, o problema surge devido aos movimentos contínuos e forçosos feitos com a mão dobrada, lesionando pouco a pouco as estruturas do punho.

Essas pequenas lesões fazem com que alguns “fios” fiquem inchados ou mais grossos e, como o punho não é como o coração de mãe que sempre cabe mais um, tudo lá dentro fica mais apertado.

Com isso, a pessoa começa a sentir dormência e formigamento no polegar, no dedo indicador, no médio e em parte do anular, passando a ter dificuldade para realizar atividades simples como segurar uma xícara, escrever e tocar violão.

Como não podia deixar de ser, para prevenir esse pequeno abacaxi, vamos para algumas dicas!

Dicas de terapia ocupacional

* Para que os “fios” do punho tenham trânsito livre é necessário que ele esteja na posição neutra enquanto você utiliza o mouse e o teclado. Isso significa que a mão deve estar alinhada com o antebraço.

* O antebraço e o cotovelo devem ficar em cima da mesa ou do braço da cadeira enquanto você usa o computador. Na segunda opção, o braço da cadeira deve chegar até a borda da mesa.

* Acho que já deu para entender que o mouse e o teclado devem sempre estar na mesma altura, ainda mais se você trabalha o dia inteiro na frente do computador. Por isso, abaixo aquelas mesinhas para computador que têm um andarzinho só para o teclado!

* Agora uma curiosidade só para quebrar um pouco a cara de manual de instruções desse texto: quando deixamos o antebraço e o cotovelo apoiados na mesa, a sobrecarga na região em cima do bumbum é reduzida. Assim também diminuímos as chances de dor nas costas! :D

* Preste atenção em como você movimenta o mouse. Devemos mexê-lo como se o antebraço e a mão fossem uma coisa só, e não apenas utilizando a articulação do punho.

* Os apoios para mouse e teclado não são frescuras. Eles permitem que os punhos permaneçam na tal da posição neutra enquanto você usa o computador.

* Na hora de comprar esses acessórios dê uma olhada se eles têm a mesma altura do seu mouse e teclado, caso contrário o seu punho ficará tortinho. Além disso, eles devem ser de gel ou de espuma de poliuretano com baixa densidade. No caso do apoio de espuma, ele deve ser revestido por tecido.

 

Alívio da Dor

Durante a fase aguda da osteoartrose de joelho que é uma doença inflamatória que causa muitas dores e limitação de movimentos nos membros, pode ser utilizada a fisioterapia nos pacientes com a a finalidade de aliviar as dores sentidas por eles.

Tratamento Fisioterapêutico da Osteoartrose de Joelho

Tratamento Fisioterapêutico da Osteoartrose de Joelho

A principal função do tratamento fisioterapêutico além do alívio da dor é amenizar os espasmos do músculo promovendo na articulação um pouco mais de mobilidade. Para isso são necessárias aplicações de frio ou calor, pois ambos conseguem proporcionar melhora na sensação de dor e na função da articulação do membro.

Quando a enfermidade já está num estágio avançado, os terapeutas optam tanto pelo uso do calor que também melhora a flexibilidade dos tecidos dos músculos, reduz a rigidez muscular e melhora a circulação, quanto a crioterapia que através de gelo ou substâncias que abaixem a temperatura no local afetado proporcionam também alívio da dor, sendo eficaz no combate aos traumatismos musculares, reduzindo as reações inflamatórias e prevenindo os edemas.

 

Lesão do ligamento cruzado anterior e tratamento fisioterapêutico conservador

 

 

O joelho é a maior articulação do corpo e sua estrutura é bastante complicada, segundo Gray (1988), a articulação do joelho foi primeiramente descrita como um gínglimo ou articulação em dobradiça, mas na verdade é um tipo muito mais complicado. Para Vicente de Castro (1985), dois movimentos são fundamentais na articulação do joelho, a flexão e a extensão. Entretanto, esses movimentos não são simples como os de um gínglimo, pois quando realizado a flexão, os côndilos do fêmur deslizam para frente e ainda apresentam um pequeno movimento de rotação. Diante disso, as estruturas do joelho são bastante susceptível a lesões, o que contribui para a alta incidência de problemas no ligamento cruzado anterior (LCA), esse ligamento desempenha função muito importante na dinâmica da articulação, pois sua principal função é impedir a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.
Os tratamentos conservadores pra LCA são aqueles em que não há intervenção cirúrgica e a Fisioterapia tem a função de avaliar e realizar esses tratamentos de acordo com a idade do paciente, prática de atividades e apresentação de lesões associadas. Conforme NUNES et al., (2003), o tratamento das lesões de ligamento cruzado anterior é dividido em duas fases distintas, o tratamento na fase aguda e crônica. A fase aguda inicia-se logo após o trauma e aponta principalmente por diminuir a dor e a inflamação, restabelecer amplitude de movimentos e restituir o controle muscular e proteção contra novas agressões, exercícios de flexo-extensão assistidos e alongamentos requerendo o aumento da ADM, uso de muletas para descarga parcial do peso, até que se restabeleça completamente a ADM e interrompa o processo inflamatório.
O mesmo autor indica que na fase crônica o início do tratamento é recomendado depois de atingidas as metas anteriores, e tem por base quatro parâmetros que são: 1) Treinamento muscular; sua intenção é aumentar a resistência e força dos grupos musculares que cruzam o joelho, deve ser dado maior destaque aos grupos musculares posteriores como isquiotibiais e gastrocnêmio. 2) Treinamento proprioceptivo, é definido como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e posição de uma articulação no espaço. A propriocepção é trabalhada por meio de exercícios de equilíbrio, postura do joelho no espaço e tempo correto de atuação dos músculos flexores.
3) Tratamento conservador com órteses protetoras. 4) Reeducação esportiva, visto que todas atividades esportivas que envolvem saltos, giros, mudanças bruscas de direção e velocidade devam ser evitadas, optando por práticas com baixo risco para o joelho.
Portanto, cabe a cada fisioterapeuta escolher a conduta a ser seguida, e desta maneira consiga atingir os objetivos propostos para cada paciente. A fisioterapia quando aplicada de maneira correta contribui muito para o sucesso da resolução do problema.

Atuação da fisioterapia na diminuição da dor durante o trabalho de parto normal

Atualmente os obstetras vem se preocupando com maior freqüência em relação a tão incômoda e angustiante sensação de dor durante o parto, que faz com que cada vez mais gestantes, tenham partos complexos e de maior intensidade, gerando contudo um mal estar para o binômio mãe-filho.

Cada vez mais, os obstetras procuram por medidas de promoção da saúde para gestantes e é claro diminuição da dor, é nesse aspecto então que se encontra com mais precisão o papel da fisioterapia, que entra com métodos inovadores e não farmacológicos, afim de se manter uma boa relação entre mãe e filho, durante o trabalho de parto, eliminando consequentemente a tríade: medo-tensão-dor, que ocorre em 90% das gestantes.

Como citado acima, a fisioterapeuta tem um importante papel a ser cumprido, para isto ela dispõe de alguns métodos manuais e não farmacológicos, para que assim o ciclo do parto aconteça de forma mais natural possível. Dentre esses métodos podemos citar como mais importantes, os seguintes:

  • ·Relaxamento: promove a diminuição do tônus dos músculos do organismo, evitando que a tensão, interfira no trabalho de parto.
  • ·Massagem: promove relaxamento e alivia a tensão dos músculos doloridos.
  • ·Percepção respiratória: promove juntamente com o exercício psíquico e relaxamento a diminuição da tensão no que envolve a síndrome medo-tensão-dor.
  • ·Posicionamento: promove maior relaxamento para os músculos dorsais e do assoalho pélvico.
  • ·Imaginação: promove desvio do foco central, que seria a dor, promovendo maior relaxamento.
  • ·Banho quente: promove vasodilatação local, diminuindo a dor, promovendo maior relaxamento.
  • ·Tens (Eletroestimulação Transcutânea): eletrodos que promovem analgesia local, beneficiando a gestante diante do incômodo da dor do parto. Normalmente são dispostos na região lombo-sacra onde há maior concentração de dor.

Com tudo isso o papel da fisioterapia torna-se cada vez mais abrangente, sendo a área da obstetrícia, nova, na questão de conhecimento por parte tanto da população tanto de alguns profissionais da área da saúde. Sendo, portanto uma área inovadora, que propicia tanto para a mãe como para o filho, mais segurança e naturalidade no momento do parto.

MÃO TORTA RADIAL CONGÊNITA

A mão torta radial congênita (MTRC) é uma entidade rara, caracterizando-se por uma agenesia total ou parcial do rádio, com comprometimento ou não de todo o primeiro raio e com posicionamento em desvio radial da mão. A deficiência pode ser uni ou bilateral. O envolvimento bilateral tem sido registrado na literatura em 50% dos casos de MTRC. Para explicar a etiopatogenia dessa entidade, relacionou-se o caráter familiar, bem como a associação com o uso de drogas, como a talidomida, porém ainda sem conclusões bem definidas. Em ambos os aspectos, é freqüente a associação com outras patologias congênitas, como: persistência de ductus arteriosus, imperfuração anal, atresia de esôfago, ausência de orelha externa, surdez nervosa, escoliose congênita ou idiopática, defeito septal ventricular, tetralogia de Fallot, coarctação da aorta, agenesia renal com hidronefrose contralateral, agenesia de lobo superior do pulmão, encefalocele pedunculada com hidrocefalia comunicante, sinostose radioulnal proximal e trombocitopenia . Uma falha na segmentação da metade anterior do extremo do membro superior, nas primeiras semanas de desenvolvimento embrionário, suprime o crescimento da porção proximal e anterior do úmero e bordo pré-axial do antebraço. A deficiência congênita longitudinal radial pode ser subdividida em três tipos: tipo A, hipoplasia radial, em que o rádio se encontra encurtado, porém apresentando as epífises proximal e distal; tipo B, ausência parcial do rádio; e tipo C, ausência completa do rádio, constituindo 50% dos casos relatados. Existem também anormalidades dos músculos e estruturas neurovasculares. O envolvimento muscular é difuso. O pronador quadrado, os extensores radiais do carpo, os músculos da região tenar e o flexor profundo para o indicador estão usualmente ausentes, influindo na decisão para a policização do indicador. Os nervos musculocutâneo e radial usualmente terminam no cotovelo, sendo a sensibilidade suprida pelo ulnar e mediano. A artéria radial é freqüentemente rudimentar ou está ausente. A diversificação na indicação do tratamento conservador e/ou cirúrgico levou-nos ao objetivo de discutir os aspectos dos tratamentos conservador e cirúrgico, tendo como parâmetro a avaliação radiological do desvio radial. O tratamento da MTRC permanece complexo e de difícil padronização. O tipo de tratamento depende do grau de deficiência longitudinal radial. Na forma hipoplásica do rádio, o tratamento com trocas gessadas, órteses noturnas, atuações fisioterapêuticas para melhorar ADM ou manipulações passivas podem ser realizadas com sucesso. Na progressão do desvio radial ou instabilidade do punho, indica-se o alongamento do rádio ou a centralização do carpo. Na agenesia parcial ou total do rádio, a correção da deformidade e a estabilização do punho pela centralização do carpo sobre a ulna distal são recomendadas.

Hidroterapia na osteoporose

Osteoporose é uma doença sistêmica que resulta em reduzir a massa óssea e deterioração do tecido ósseo,constituindo em um grave problema de saúde publica sobretudo pelas fraturas atingindo em especial mulheres após a menopausa.
A hidroterapia é como recurso educativo e terapêutico, tendo um papel muito importante no tratamento da osteoporose podendo estar quase em todas as etapas do tratamento, o uso da hidroterapia no tratamento de doenças reumáticas e ortopédicas e amplamente reconhecido pois isso se deve pela possibilidade da água ser aquecida e envolver o corpo do paciente, resultando assim com a diminuição da dor e do espasmo muscular e também a flutuabilidade do corpo humano na água, aliviando o estresse em todas articulações .
O tratamento do portador de osteoporose deve ser indicado a ser todo realizado dentro da piscina, o que diminui o risco de fratura eminente, esta técnica visa utilizar os efeitos fisiológicos da água aquecida em torno de 31 a 33 graus no inverno e 29 graus no verão. Os efeitos térmicos da água, combinados com a prática de exercícios, proporcionaram relaxamento e aumento no metabolismo, facilitando a contração muscular. Conclui-se que a combinação dos efeitos físicos da água e do exercício conduz a melhora holística no paciente com disfunção do aparelho locomotor, melhorando diretamente a capacidade funcional e qualidade de vida dos mesmos.

A eficácia da terapia manual em indivíduos cefaleicos portadores e não-portadores de degeneração cervical: análise de seis casos

É muito comum, na prática clínica do fisioterapeuta, a necessidade de lidar com ocorrências de
cefaléias, associadas ou não a dores referidas na coluna cervical.
As cefaléias do tipo tensional (CTT) geralmente são tratadas com fármacos que possuem ações profiláticas. No que se refere ao tratamento fisioterapêutico, vários tipos de procedimentos são relatados e vão desde a eletroterapia e acupuntura até técnicas de tração cervical, de mobilizações vertebrais, alongamentos e relaxamentos
O Estudo teve como objetivo examinar a evolução de seis pacientes com diagnóstico de cefaléia do tipo tensional, submetidos a um protocolo de tratamento fisioterapêutico de terapia manual.
Foram acompanhados seis indivíduos, três com alterações vertebrais associadas (indivíduos portadores - IP) e três sem alterações vertebrais (indivíduos não-portadores – INP), sendo cinco mulheres e um homem, submetidos a um tratamento constituído por dez sessões de tração cervical manual, alongamentos, mobilização vertebral e massagem.O estudo realizado não foi randomizado nem cegado.
O protocolo de tratamento foi aplicado por um mesmo terapeuta durante um período de dez sessões, com freqüência de três vezes por semana e constou de: tração cervical manual; alongamento bilateral dos músculos trapézio superior, escaleno, elevador da escápula e esternocleidomastóideo; mobilização vertebral e massagem clássica nas regiões cervical, frontal,temporal e suboccipital.
Embora o tratamento tenha apresentado resultados eficazes em todos os casos, em relação à intensidade da dor, verificou-se maior dificuldade na remissão completa dos sintomas por parte dos indivíduos não-portadores de alterações vertebrais e, em relação ao LDP (limiar de dor por pressão), verificou-se que os indivíduos portadores apresentaram melhora acentuada.
Após o tratamento da cervicalgia, os pacientes relatavam que suas cefaléias tinham diminuído ou mesmo desaparecido.

Espondilite Anquilosante

 

 

É uma doença inflamatória sistêmica (acomete o corpo todo), com preferência na coluna vertebral e articulação sacro-ilíaca (quadril).
A espondilite anquilosante caracteriza-se pelo surgimento de dores na coluna de modo lento ou insidioso durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna e diminui de intensidade durante o dia. A dor persiste por mais de três meses, melhora com exercícios e piora com repouso. No início, costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna.Pode ocorrer nos dois sexos, mas se manifesta mais freqüentemente no sexo masculino, acomete de 4 a 5 homens para uma mulher. Normalmente os pacientes desenvolvem os primeiros sintomas no final da adolescência ou no início da idade adulta (17 aos 35 anos), sendo muito rara após os 40 anos de idade.
Algumas pessoas podem ter apenas uma série de leves dores e desconfortos, durante vários meses, sem entretanto incomodá-las demais.
Os órgãos e tecidos mais afetados pela espondilite anquilosante são:
- Articulações da coluna vertebral;
- Outras articulações (articulações dos quadris, ombros, joelhos, entre outras);
- Ossos;
- Olhos;
- Coração, pulmão e sistema nervoso central;
- Pele;
- Intestino.
O diagnóstico da doença é baseado no conjunto de sintomas e no raio X da coluna e das juntas afetadas. O médico faz um histórico e examina as costas (procurando por espasmos musculares, com atenção para a postura e mobilidade) e examinará as outras partes do corpo, procurando pelas evidências da espondilite anquilosante.
O tratamento é feito com exercícios para conscientizar o paciente de sua postura, especialmente com relação às sua costas, e encorajar o movimento livre de algumas juntas, particularmente ombros e quadris. É importante fortalecer os músculos, pois o movimento reduzido, mesmo por um curto período de tempo, os enfraquece, podendo levar muito tempo para reconstruí-los.Além dos exercícios, é importante que o paciente consulte um fisioterapeuta para aprender uma rotina de exercícios que poderá praticar todos os dias. Com essa rotina o paciente terá alívio das dores, diminuição das inflamações e das contraturas, manutenção da postura, manutenção das funções articulares e evitar deformidades atróficas.O artigo de referência mostra a eficácia do programa de fisioterapia aquática para a melhora da capacidade funcional e qualidade de vida dos indivíduos com EA.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento.
As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente, de quais são os pontos do corpo afetados, de qual o estágio da síndrome ele se encontra naquele momento, se ele está ou não em crise, pelas condições do clima, do equilíbrio hormonal (nas mulheres), do estado psico-emocional, entre outros fatores. As dores podem variar desde uma simples sensação dolorosa até níveis insuportáveis ao toque da(s) área(s), ao movimento ou também com o corpo inerte (parado). Podem-se manifestar por períodos de horas, dias, meses ou permanentemente, em áreas diversas ou mais localizadamente.
Fibromialgia não possui um método de diagnóstico direto, portanto há a necessidade de se diagnosticar tal síndrome por exclusão. Ou seja, o médico necessitará fazer vários exames de imagem e de laboratório para excluir a possibilidade de os sintomas serem provocados por algum outro acometimento e se acaso o resultado for negativo para estes, o profissional tocará os pontos pré-determinados para o diagnóstico de fibromialgia e constatará ser de fato a síndrome. Os pontos avaliados são em total 18, sendo que ao se constatar dor intensa em mais de 10 deles, confirma-se o diagnóstico.O paciente costuma referir rigidez articular do corpo ao se levantar pela manhã, edema nas mãos e nos pés, enxaqueca, fadiga e exaustão, distúrbio no sono, secura na boca, ansiedade e depressão.
Em indivíduos geneticamente predispostos, a fibromialgia pode ser causada por traumas físicos e psíquicos, mudanças climáticas, sedentarismo e ansiedade. Não se sabe a causa exata da doença.
A diminuição de serotonina e o aumento de neurotransmissores, como da substância P, provocam maior sensibilidade à dor.
O tratamento da fibromialgia inclui medicamentos (Antidepressivos, analgésicos e Relaxantes musculares) e medidas de assistência fisioterapêutica. Por ser uma doença idiopática (de causa desconhecida), a ênfase deve ser dada à redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral.
A prática de atividade física moderada é considerada essencial no tratamento convencional da fibromialgia. Muitos pacientes conseguem manter a qualidade de vida com pouca medicação e prática regular de exercícios moderados.
 



A Fisioterapia ameniza as dores, provoca relaxamento usando a eletroterapia, hidroterapia e terapia manual. Além disso, os alongamentos e massagens terapeuticas são usadas para "soltar" os pontos de tensão.
É fundamental que o profissional que realiza a prática conheça os sintomas específicos relacionados à doença e trabalhe orientado pelo médico de acordo com a situação específica de cada paciente.
É necssário um trabalho em equipe (fisioterapeutas, médicos, preparadores físicos e psicólogos) quandu se trata de doenças com elevada morbidade como a fibromialgia.
 

Artrite Reumatóide


A artrite reumatóide -doença acossiada ao tecido conjuntivo- é uma doença inflamatória crônica de origem auto-imune que acomete principalmente articulações sinoviais, causando dores, deformidades progressivas e incapacidade funcional.A artrite acomete homens e mulheres de todas as idades, porém é duas a três vezes mais freqüente em mulheres e maior incidência da artrite ocorre em pessoas entre 50 e 70 anos.

A doença é auto-imune, ou seja, é causada quando as células do sistema imunológico passam a atacar as juntas e articulações do próprio corpo. Esta reação auto-imune leva a inflamação progressiva dos tecidos que revestem as articulações causando danos em cartilagens, ossos, tensões e ligamentos próximos às juntas. Gradualmente a articulação perde sua forma e alinhamento, podendo até ser completamente destruída.

No início dos sintomas ocorre dor e inchaço principalmente nas articulações das mãos e dos pés.Geralmente é poliarticular (compromete várias articulações).
O Diagnóstico da Artrite Reumatóide é feito através do exame clínico que mostra pelo menos quatro destas manifestações:-rigidez matinal (dificuldade para se movimentar pela manhã)-3 ou mais articulações inflamadas-Inflamação das articulações das mãos-Inflamações nas articulações similares (iguais) nos dois lados do corpo-Nódulos reumatóides-alteração no exame laboratorial fator reumatóide-alteração no raio X das mãos.



A aplicação da fisioterapia na artrite reumatóide tem as seguintes finalidades: 1) reduzir a dor; 2)conservar ou melhoirar o grau de mobilidade articular;3) conservar ou aumentar a força muscular; 4) previnir ou corrigir as deformidades articulares e os vicios de postura existentes; 5) manter ou aumentar a capacidade do doente para o desempenho das atividades cotidianas.
Porém para alcançar esses objetivos é necessário educar o paciente e o cuidador. Para isso é necessário uma explicação com terminologia acessível à leigos, advertir o paciente sobre as dificuldades físicas, psicológicas e sociais causadas pela doença. É indispensável alertar o paciente e o cuidador quais as atividades benéficas ou prejudiciais, além de explicar a necessidade do equilíbrio entre as atividades e o repouso

Abordagem Fisioterapêutica nas Manisfestações Neurológicas Decorrentes do Alcoolismo


O alcoolismo, doença já reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool. As alterações neurológicas resultantes do alcoolismo, levam a inúmeros déficits neurossensomotores que comprometem equilíbrio, marcha, postura e raciocínio dos pacientes.

Há uma série de distúrbios neurológicos associados ao alcoolismo, como a degeneração cerebelar, a encefalopatia hepática, a mielinólise pontina e a neuropatia periférica, que podem levar aos mais diversos sintomas. Problemas como o déficit de equilíbrio, a ataxia, a hiporreflexia profunda, a hipertonia e a bradicinesia, são tratados principalmente por fisioterapeutas, que utilizam de variadas técnicas que melhoram a qualidade de vida dos portadores de tais distúrbios. Esses recursos podem ser utilizados de forma isolada ou combinada e devem ser ministrados segundo a necessidade individual de cada caso.

Atualmente, o fisioterapeuta não está muito presente nas instituições especializadas no tratamento de alcólatras, mas estudos comprovam que o papel deste profissional é fundamental na assistência não só do paciente, mas também de seus familiares. Além de tratar as seqüelas neuromotoras, o fisioterapeuta é mediador do processo de inclusão social de tais pacientes, sendo de grande valia no tratamento dos mesmos.


Hérnia Diafragmática Congênita

 

O diafragma é um músculo que separa o tórax do abdômen e é o músculo mais importante dos movimentos respiratórios. Hérnia diafragmática é uma malformação do músculo (“buraco”) permitindo que o conteúdo da cavidade abdominal passe para o tórax.No início da gestação este buraco é normal, mas normalmente se fecha no terceiro mês de gestação. O fato dos órgãos abdominais terem subido até o tórax impede o desenvolvimento adequado dos pulmões, causando uma condição conhecida como hipoplásia pulmonar. Durante a gestação, o feto não precisa dos pulmões para respirar, porem imediatamente após o nascimento, o recém-nascido precisa usá-los para obter oxigênio e se estiverem muito pequenos poderá causar uma condição chamada de insuficiência respiratória. Os vasos sanguíneos dos pulmões também serão muito pequenos, dificultando a circulação sanguínea, causando outro problema chamado de hipertensão pulmonar. A grande importância do diagnóstico pré-natal da hérnia diafragmática congênita baseia-se na conduta a ser tomada, a qual inclui: avaliação pormenorizada da anatomia com o objetivo de afastar alterações associadas; estudo do cariótipo; ecocardiográfica programação do parto em centro terciário especializado. As doenças respiratórias limitam os movimentos, o que por sua vez reduz a capacidade ventilatória dos pulmões.

A fisioterapia faz com que o diafragma seja reeducado, através dos exercícios de ventilação mecânica. Pôde-se observar uma mudança no padrão respiratório do neonato, a expansibilidade torácica e uma possível melhora do condicionamento da musculatura respiratória. A administração desse recurso leva em consideração as características do pulmão do recém-nascido e os reais objetivos, protegendo os pulmões das lesões e diminuindo a resposta inflamatória, para ventilar o neonato pode-se fazer uso: ventilação convencional (pressão positiva ou negativa) e por freqüência sincronizada fixa ou assistida-controlada. A utilização da fisioterapia respiratória no neonato visa à melhora da oxigenação, constituindo atualmente um dos maiores desafios da terapia intensiva.

Dor no ombro em pacientes hemiplegicos e atuação do fisioterapeuta


A mobilidade desfrutada pelo membro superior advém em parte das estruturas conhecidas como a cintura escapular ou, complexo articular do ombro. É através dessa unidade funcional que o braço, antebraço, pulso e mão são ligados ao esqueleto axial. O ombro é formado por quatro articulações separadas e por um complexo demúsculos; as articulações são:a articulação glenoumeral, que consiste no encaixe da “cabeça” do úmero na cavidade glenóide da escapula; a articulação acromioclavicular, que liga a clavícula à apófise acromial da escápula; a articulação esternoclavicular, entre a clavícula e o esterno e as ligações da escápula com os músculos da coluna torácica e cervical.
A hemiplegia é uma paralisia que atinge um dos lados do corpo, causada por lesões no encéfalo, como por exemplo, hemorragia, congestão ou embolia, podendo surgir também como sintoma da aterosclerose. Nesses pacientes é freqüente a dor no ombro, que pode ser causada pelo desequilíbrio dos músculos, padrões de movimentos inadequados, disfunção articular, padrões de suporte de peso inadequados e encurtamento muscular, sendo que, a dor articular é causada pelo mecanismo articular deficiente do ombro durante os movimentos. Dois problemas de alinhamento comuns são a perda do ritmo escápulo-umeral e a rotação externa insuficiente do úmero.

Fizeram parte desse estudo vinte e um pacientes com hemiplegia, internados nas enfermarias dos Hospitais de Clínicas, Santa Casa de Misericórdia e São Francisco de Marília, foram submetidos a programa diário de 30 minutos de tratamento fisioterapêutico, iniciado nas primeiras 48 horas após a ocorrência do AVE até o momento da alta hospitalar. Foram incluídos pacientes com diagnóstico clínico de primeiro episódio de AVE com hemiplegia e em condições clínicas de realização do tratamento. Foram excluídos os pacientes com história anterior
de dor ou trauma no ombro acometido, dificuldade de
comunicação grave e que não receberam pelo menos 5
dias consecutivos de tratamento. Instrumentos de avaliação: Avaliaram-se no ombro com hemiplegia a presença ou ausência de dor, os graus de força muscular dos movimentos de elevação, protusão, flexão e abdução do ombro, e a capacidade de realizar ativamente os movimentos funcionais básicos (mudança de decúbito dorsal para lateral, da posição deitado para sentado e a manutenção da postura sentada).
Um dos métodos mais utilizado pelos fisioterapeutas nesse caso é a cinesioterapia, que são procedimentos onde se usa o movimento com os músculos, articulações, ligamentos, tendões e estruturas do sistema nervoso central e periférico, que têm como objetivo recuperar a função dos mesmos. Os principais exercícios cinesioterapêuticos utilizados no tratamento foram: Com o paciente deitado; mobilização da escápula; protrusão do ombro com flexão anterior e rotação do tronco superior; flexão do braço; movimento seletivo do braço; extensão de quadril, descarga e transferência de peso; passar para o decúbito lateral; depressão de ombro com flexão lateral de tronco; Com o paciente sentado; flexão e extensão com rotação de tronco associados a movimentos do membro superior; movimentação auto-assistida.O paciente foi orientado a posicionar o ombro acometido em leve protusão e em alinhamento entre o úmero e a escápula e em simetria com o ombro contralateral, evitar tracionar o braço nas transferências e atentar ao acompanhamento da escápula durante a movimentação do membro superior. Após serem realizados esses procedimentos observou-se que os pacientes apresentaram uma incidência menor de dor no ombro.


Paralisia cerebral (PC)ou encefalopatia crônica não progressiva é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais.Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. É importante saber que o portador possui inteligência normal (a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória).A classificação da "PC" é dada conforme a topografia da lesão e/ou disfunção motora. Podendo apresentar deficiência mental, epilepsia, disturbio visual, comportamento, de linguagem e/ou ortopédicos.Suas causas encontram-se nos três períodos da gestação (Antes, durante ou após).
Pré-natais:Infecções Rubéola, Sífilis, Listeriose, Citomegalovirus, Toxoplasmose e AIDS; Uso de Drogas, Tabagismo, Álcool; Desnutrição materna; Alterações cardiocirculatórias maternas.
Peri-natais:Anóxia; Hemorragias intracranianas; (trauma obstétrico);
Pós-natais:Traumas cerebrais; Meningites; Convulsões; Desnutrição; Falta de estímulo; Hidrocefalia.
Os tipos de Paralisia Cerebral: Atetóide: Caracterizada por movimentos involuntários, Neste tipo, os movimentos são involuntários devido a um estimulo ineficaz e exagerado que o cérebro envia ao músculo não sendo capaz de manter um padrão.
Coreico: Acomete crianças e jovens do sexo feminino com movimentos involuntários e descoordenados dos membros e dos músculos da face (Dança de S. Guido).
Distônico: Incoordenação do tônus muscular
Atáxico: Dificuldade de coordenação motora (Tremores ao realizar um movimento).
Mistos: Quando apresentam pelo menos dois tipos associados de alteração do movimento (Exemplo: espástico e atetóide)
Espástico: Ocorre uma lesão do córtex cerebral, diminuindo a força muscular e aumentando o tônus muscular. A tensão muscular encontra-se aumentada notada ao realizar algum alongamento da musculatura ou mesmo um estiramento.
Quanto a topografia da lesão
Displégias: Onde as crianças apresentam um comprometimento maior das extremidades inferiores.
Quadriplégicas: Apresentam um comprometimento do corpo todo.
Hemiplegias: Apresentam um lado do corpo comprometido. Já de acordo com o grau de incapacidade podemos ter: leve, moderado e severo.
A fisioterapia tem por objetivo: Inibir a atividade reflexa anormal normalizando o tônus muscular e facilitar o movimento normal, consequentemente melhorando a força, flexibilidade, amplitude de movimento (ADM), e as capacidades motoras básicas para a mobilidade funcional, tambem é baseado em uma intervenção com ativida­des que visam o treino de equilíbrio em postura ortostática com diferentes bases de apoio e utili­zação de estratégias sensoriais e motoras.
Segundo ALLEGRETTI, et. al. (2007) a fisioterapia com ênfase no treino de equi­líbrio melhorou o ajuste postural em ortostatismo, como também ocasionou melhora funcional do equilíbrio Porém, algumas limitações foram encontradas no decorrer do estudo, em decorrência da falta de métodos fidedignos, devido ao alto custo, para a mensuração do equilíbrio, como por exemplo, a plataforma de força e a eletromiografia, utilizados em alguns estudos para avaliar a resposta motora e sensorial de crianças com PC para o restabelecimen­to do equilíbrio

Lombalgia: prevenção pode ser feita durante a atividade física

 
 
Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e de incapacidade funcional. A incidência da lombalgia é menor apenas que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos. Cerca de 80% das pessoas têm algum tipo de dor lombar em alguma fase da vida e os gastos decorrentes desse problema são astronômicos e crescem a cada ano.

De forma preventiva, a atividade física contribui imensamente no tratamento das dores lombares. Mas nem mesmo atletas ou praticantes de corridas de longa distância estão imunes a elas.

O tipo mais comum de lombalgia entre os praticantes de atividade física é a de origem mecânico-degenerativa, caracterizada por uma alteração funcional como, por exemplo, excesso de peso, sobretudo da região abdominal; idade e sedentarismo. Também pode surgir quando há encurtamento da cadeia muscular posterior, que inclui os músculos da região lombar, músculos da parte posterior da coxa, músculos da panturrilha e músculos da planta do pé. Tudo isso contribui de forma importante para a origem do problema.

Como disse anteriormente, a dor ocorre por um problema mecânico. Isto porque, os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, que dessa forma, sofrem micro lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos. O resultado é uma resposta de espasmo muscular, ou seja, uma sensação de “travamento nas costas”.

No caso do sedentário, a dor surge por desuso, ou seja, o músculo se atrofia e ocorre uma diminuição da flexibilidade da coluna dorso-lombar comprometendo a capacidade de alongamento das cadeias musculares ao lado da coluna vertebral. É fundamental que os corredores de longa distância, atletas ou praticantes de atividade física, se conscientizem da importância dos exercícios específicos de alongamento e fortalecimento da musculatura paravertebral e das cadeias posteriores para a prevenção de dores nas costas

Mucopolissacaridoses e a importância da fisioterapia

As Mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias causadas por erros inatos do metabolismo que levam a falta de funcionamento adequado de determinadas enzimas (são substancias participam de muitas reações químicas no nosso organismo mantendo-nos vivos e com saúde), que digerem substâncias chamadas Glicosaminoglicanos (GAGS), antigamente conhecidas como mucopolissacárides que deram nome à doença. As MPS fazem parte de um grupo chamado Doenças de Depósito Lisossomal. Os GAGS são moléculas formadas por açúcares, que se ligam a uma proteína central,quando os GAGS não são digeridos corretamente, devido à deficiência de alguma enzima, eles ficam depositados no interior dos lisossomos e também são eliminados pela urina.
A MPS é subdividida em: MPS I (Síndrome de Hurler,Hurler-Scheie e Scheie);MPS II (Síndrome de Hunter);MPS III (Síndrome de Sanfilippo);MPS IV (Síndrome de Mórquio);MPS VI (Síndrome de Maroteaux-Lamy);MPS VII (Síndrome de Sly). Sintomas mais comuns: Rinite crônica; Otite média recorrente ou "infecção no ouvido médio"; Hérnia umbilical ou inguinal; Crescimento e tamanho de cabeça acima do normal. Dismorfismos faciais; Hepatoesplenomegalia; Deformidades esqueléticas; Rigidez nas juntas; Retardo no desenvolvimento; Opacidade da córnea; Rinite crônica; Otite média recorrente ou "infecção no ouvido médio". Opacidade da córnea; Rigidez nas juntas; Doença cardíaca valvular.
A atuação do fisioterapeuta é importante para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes e para prevenir algumas complicações motoras e respiratórias. Nos pacientes que apresentam alterações de comportamento, principalmente os portadores de MPS III a eqüinoterapia (terapia na qual se utiliza o convívio com os cavalos) tem se mostrado de grande ajuda. A fi­sioterapia pode trazer para um paciente portador de mucopolissacaridose benefícios sem atuar diretamente sobre a doença, pois se trata de uma síndrome que acomete o sistema metabólico, atuando sobre os efei­tos desta nos sistemas músculo-esquelético e neuro­lógico. Pode se usar vários recursos para tratamentos fisioterápicos como: terapias em solo que são utilizadas técnicas de cinesioterapia, com resistências manuais devido à sua facilidade na aplicação, pois na maioria das vezes os pacientes não possuem condições econômi­cas para adquirirem aparelhos e/ou equipamentos; Hidroterapia é um recurso excelente, pois através conseguem readequar o tônus muscular, através do relaxamento das fibras musculares, e também melhoraram o fortalecimento muscular, promovendo uma melhor independência funcional. O recurso eletroterapêutico, é utilizado para tentar melhorar o fortalecimento muscular e melhorar o mecanismo de inibição recíproca, pois através destes consegui­mos melhorar o controle motor que por conseqüên­cia melhora a independência funcional. A toxina botulínica aplicada no paciente melhora o controle motor, prevenindo contraturas e inibindo posturas incapacitantes, o uso de to­xina botulínica com a fisioterapia é positiva para o tratamento da espasticidade que é o aumento do tônus muscular, no momento de sua contração, causado por uma condição neurológica anormal.

Poliomielite e síndrome pós- poliomielite

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, porém reconhecida como problema de saúde pública somente no final do século XIX, quando epidemias começaram a ser registradas em vários países do mundo. Nos casos mais severos, a poliomielite pode manifestar-se com meningite asséptica, forma paralitica e ate causar óbito. A transmissão pode ocorrer de pessoa a pessoa, através de secreções nasofaringes, de objetos, alimentos e água contaminada, de fezes ou portadores da doença. Apesar de erradicada na maior parte dos países o poliovírus continua circulando na Ásia e África, o que impõe a manutenção de uma vigilância ativa. A síndrome pós-poliomielite é uma desordem do sistema nervoso que se manifesta em indivíduos que tiveram a poliomielite.
Sintomas: fraqueza muscular progressiva, fadiga, dores musculares e nas articulações o que resulta numa diminuição de capacidade funcional e no surgimento de novas incapacidades. Alguns pacientes desenvolvem ainda dificuldades de deglutição e respiração.
O fisioterapeuta atua na prevenção para que a doença não se agrave, na recuperação do paciente é recomendado o tratamento de fraqueza muscular com exercícios aeróbicos de resistência com pouca carga e fazer hidroterapia em piscinas aquecidas com temperatura controlada. Na primeira etapa do estudo foram avaliados 167 pacientes com diagnóstico de poliomielite. Destes, 64 do sexo masculino e 103 do sexo feminino com faixa etária de 14 a 72 anos. Segundo, o estudo após a fisioterapia os pacientes se recuperam funcionalmente, e se mantém estáveis por um período médio de 38 anos. As principais manifestações clínicas foram: fraqueza – 100%; cansaço – 92,2%; ansiedade – 82.9%; dor articular – 79,8%; fadiga - 77,5%; dor muscular - 76,0%; distúrbio do sono – 72,1%; problemas respiratórios 41,1% e disfagia 20,9%.

A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA SAÚDE EM LESÕES CEREBELARES


O cerebelo é uma estrutura do sistema nervoso central, localizado dorsalmente ao bulbo e à ponte, contribuindo para a formação do teto do quarto ventrículo. Ele tem grande importância para o sistema nervoso devido as suas diversas funções, dentre elas: coordenação motora, tônus muscular (grau de contração muscular que permite o movimento), propriocepção (percepção do corpo no espaço) equilíbrio, ou seja, desempenha importantes funções no controle motor. O cerebelo também modula a força e a amplitude dos movimentos e está envolvido na aprendizagem motora.
Sendo assim, lesões no cerebelo produzem distúrbios na coordenação motora, equilíbrio, amplitude e força do movimento. Dentre as lesões do cerebelo está a ataxia espinocerebelar. Essa é uma doença neurodegenerativa, ou seja, com morte dos neurônios no cerebelo e em outros pontos do sistema nervoso (tronco encefálico e medula espinhal). Ela é hereditária. Tem como principais sintomas a falta de movimento, de coordenação, com falhas na velocidade dos movimentos. Normalmente a doença aparece nas primeiras décadas da vida. A pessoa que desenvolve essa doença é totalmente dependente para a realização de suas atividades de vida diárias, pois a falta de coordenação motora e os distúrbios nos movimentos a deixa bastante limitada. A doença também é agravada pelo emocional da pessoa que se sente dependente para tudo.
A intervenção fisioterapêutica é de extrema necessidade. Para comprovar tal afirmação, pesquisou-se um tratamento fisioterapêutico nessa doença. Uma paciente de 27 anos, apresentando ataxia espinocerebelar, foi colocada em um tratamento com intervenção de fisioterapia. A paciente apresenta ataxia da marcha, ou seja, dificuldade na marcha, sendo comparada a de alguém embriagado que não consegue andar em linha reta. Isso é devido à dificuldade na velocidade dos movimentos e na contração muscular.
Para a paciente foi proposto como tratamento o treino funcional direcionado a tarefas do seu dia-a-dia, treino de equilíbrio e transferências de posições, e treinos na marcha, colocando-a em diversos ambientes (rampa, escadas, pisos regulares e irregulares). Enfim, foi proposto exercícios de aprendizagem motora dos exercícios de seu dia-a-dia para que a paciente pudesse adquirir uma maior independência. Após o tratamento fisioterapêutico, houve aprendizado motor para as atividades treinadas, havendo ganho de independência funcional, resultando em maior equilíbrio para realizar as atividades de vida diária.
Enfim, a fisioterapia é importante para o tratamento de lesões cerebelares como a atxias espinocerebelares, pois além da ajuda funcional, que garante um grau maior de independência nas tarefas do dia-a-dia, melhora a sua qualidade de vida emocional também, pois a pessoa se sente menos dependente e mais atuante ao controle da doença.

A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM PACIENTES COM SÍNDROME DE MARFAN

 

A Síndrome de Marfan é uma doença genética autossômica dominante, na qual apenas uma mutação em um dos alelos é necessária para ocorrer manifestações clínicas. Essa mutação pode ter sido herdada e dessa forma o pai ou a mãe devem ter manifestações clínicas também; ou ter acontecido pela primeira vez, sendo assim uma mutação nova.
As alterações mais características da Síndrome de Marfan são cardiovasculares, esqueléticas e oftalmológicas. As variações existentes no sistema cardiovascular são referentes à válvula aorta e prolapso da válvula mitral. No sistema esquelético as alterações são caracterizadas por deformidade torácica, estatura elevada, mãos e braços alongados e escoliose. Já na parte oftalmológica ocorrem miopia e problemas de retina.
A fisioterapia atua no tratamento da Síndrome de Marfan como propósito de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ela atua para minimizar principalmente os problemas de ordem cardiovascular e esqueléticos. A atuação quanto ao aparelho locomotor está relacionada na busca por minimizar as deformidades como cifose, escoliose, alteração da caixa torácica e aracnodactilia. Já no aparelho cardiovascular, cabe a fisioterapia melhorar o condicionamento cardiorespiratório e musculoesquelético.
Portanto, a atuação do fisioterapeuta na Síndrome de Marfan tem como objetivo diminuir as conseqüências da doença e proporcionar uma maior percepção de bem-estar para o paciente.

Aperfeiçoamento das atividades funcionais dos indivíduos portadores de Esclerose Multipla

Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns do SNC (Sistema Nervoso Central: cérebro e medula espinhal) em adultos jovens é crônica e progressiva. De causa ainda desconhecida, são caracterizadas por lesões (placas), áreas distintas de perda de mielina distribuídas pelo SNC, primariamente na substância branca o que interfere na transmissão dos impulsos e isto produz os diversos sintomas da doença quais são muito variáveis, pois dependem das zonas afetadas no SNC sendo os mais comuns: Transtornos visuais, Problemas de equilíbrio e coordenação, Espasticidade, Fala anormal, Fadiga ou cansaço, Problemas de bexiga e intestinais, Transtornos cognitivos e emocionais.

Com a fisioterapia estes pacientes conseguem minimizar anormalidades do tônus muscular, Mantêm e aumentam a ADM (amplitude de movimento) e com a fisioterapia respiratória estes diminuem os riscos de infecção, insuficiência pulmonar e conhecem mais sobre os sintomas e como eles afetam estas atividades. Os fisioterapeutas também possuem extrema importância nos estudos clínicos que ajudam a desvendar, conhecer os melhores métodos e exercícios.
Segundo ALMEIDA et. al.(2007), O treino de equilíbrio realizado na fisioterapia é essencial para manter ou melhorar as funções motoras dos pacientes com EM, foi comprovado por m
eio de um estudo longitudinal e experimental, com 10 pacientes divididos em dois grupos (controle e treinamento), escolhidos aleatoriamente de ambos os sexos, entre 28 e 53 anos. Os métodos estudados foram realizados no início e no final do tratamento, por meio dos instrumentos de mensuração: Escala de Equilíbrio de Berg, Dizziness Handicap Inventory, Equiscale, Medida de Independência Funcional e Escala de Estado de Deficiência Expandida.
A fisioterapia é essencial para manter ou melhorar as funções motoras dos pacientes com EM, foi concluído com o presente estudo que as intervenções terapêuticas que têm probabilidade de serem mais benéficas são aquelas programadas de tal forma que não provoquem fadiga, obtendo-se liberdade e independência para a locomoção e para o equilíbrio e demonstra que todos os indivíduos do grupo controle e do treinamento experimentaram uma melhora do equilíbrio funcional. O tratamento fisioterápico convencional associado ao treinamento de equilíbrio melhora os níveis de independências funcionais, de equilíbrio e diminui as queixas de tonturas nos pacientes com EM, tornando o emprego das técnicas de treinamento do equilíbrio nestes pacientes uma medida indispensável ao processo de reabilitação.

 

Atuação Fisioterapêutica na Manifestações Climatéricas Decorrentes do Hipoestrogenismo

O climatério é o período de transição em que a mulher sai da fase reprodutiva para a não-reprodutiva decorrente da diminuição do hormônio estrogênio, acometendo mulheres na faixa dos 45 – 55 anos. Pode ser acompanhado de sintomas como: ondas de calor (fogachos), insônia, depressão, variação de humor, falta de memória, ganho de peso e diminuição da libido, entre outros. Com o tempo, também começam a perder, com maior rapidez, o cálcio dos ossos, além de se tornarem mais sujeitas a doenças do coração e doenças degenerativas do sistema nervoso, como o Mal de Alzheimer, um tipo de demência.
O climatério é caracterizado por manifestações decorrentes de disfunções endócrinas, que desencadeiam alterações podem ser ginecológicas (principalmente as disfunções urogenitais) e não ginecológicas (representadas pelos sintomas vasomotores, psíquicos e sexuais, alterações atróficas da pele e anexos e ainda, distúrbios do metabolismo cardiovascular e ósseo. As alterações psíquicas são decorrentes da modulação que o estrogênio tem sobre a atividade dos neurotransmissores cerebrais, principalmente a serotonina que influencia o humor. Assim, teores baixos de estrogênios diminuem a serotonina, levando, muitas vezes, à depressão.
Em decorrência do hipoestrogenismo a mulher climatérica apresenta redução na luz do vaso como conseqüência da formação da placa de arteroma que ocorre devido as alterações do metabolismo dos lipídios, lipoproteínas, carboidratos, insulina, do sistema homeostático, obesidade e da pressão arterial. Também a climatérica poderá apresentar alteração na vasoatividade arterial (vasoespasmo) decorrentes de modificações no bloqueio dos canais de cálcio, alterações nos peptídeos vasomotores, nas prostaglandinas, no metabolismo do tecido conjuntivo, além da ausência da ação direta do estrogênio sobre os receptores do endotélio. Assim, tanto a redução da luz do vaso como alterações na vasoatividade arterial irão determinar redução do fluxo
sanguíneo tecidual. O estrogênio endógeno aparentemente exerce um efeito
protetivo no sistema vascular. A deficiência estrogênica promove redução na produção de insulina pelo pâncreas, além de provocar maior resistência periférica à sua ação.
O fisioterapeuta como conhecedor do declínio das capacidades funcionais tais como capacidade respiratória, massa muscular, massa óssea e velocidade de condução nervosa, é indispensável que ele seja um agente incentivador à prática de exercício como ato preventivo, e não apenas curativo, já que apresar dessas alterações, o corpo apresenta uma boa plasticidade com relação às atividades físicas específicas. Sendo assim, a fisioterapia tem como objetivo geral promover uma boa atividade física e ajudar a mulher a ajustar-se as mudanças deste período, tornando-os mais esclarecidas, preparadas e saudáveis.

Fibrodisplasia ossificante progressiva: uma doença hereditária de interesse multidisciplinar

A fibrosdisplasia ossificante progressiva (FOP) é uma doença génetica, onde ocorre um distúrbio autossômico dominante do tecido conjuntivo. Embora seja rara, é facilmente identificada por suas características clínicas. Seu diagnóstico pode ser confirmado por um exame de radiografia. Esse tipo de diagnóstico, é necessário para prevenir procedimentos inadequados e indispensáveis que possam levar a diminuição da qualidade de vida e o prognóstico do paciente.
Essa mutação é caracterizada pela má formação dos dedos maiores do pé e pela ossificação heterotópica progressiva, que se manifesta em padrões autossômicos e temporais previssíveis, levando a imobilidade progressiva do paciente. O processo da doença não afeta somente os músculos, mas também outras partes moles do corpo, como exemplo as cápsulas articulares e ligamentos, podendo afetar todos os grupos étnicos e em ambos os sexos.Os defeitos géneticos e a fisiopatologia da FOP são desconhecidos ainda, considera-se que a doença seja causada por um gene que sofre mutação durante a fase embrionária do desenolvimento fetal, o que pode ser reativado no período pós-natal, causando assim a ossificação heterotópica progressiva, podendo levar a desrregulção das vias de sinalização da proteína morfogénetica óssea. Há uma formação de dois tipos de esqueletos nos pacientes portadores da FOP, o esqueleto normatópico (desenvolvimento durante a embriogênese) e o esqueleto heterotópico ( desenvolvimento após o nascimento). Muitos pacientes apresentam defeitos congênitos na coluna cervical, encurtamento do colo femural e dos polegares, osteocondromas na porção proximal da tíbia. Na maioria dos casos, os paciente adultos estão confinados à uma cadeira de rodas. O apareceimento de episódios agudos na região submandibular, pode causar dificuldades respiratórias e para a alimentação. 
Não há tratamento específico efetivo para a FOP, mas para evitar uma piora dessa condição a fisioterapia é fundamental, pois ajuda em um melhor movimento do corpo, através de exercícios específicos para cada caso, podendo ser muito útil, principlamente na área respiratória, facilitando e melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes com a doença, prevenindo o agravamento iatrogênico.


Atuação da Fisioterapia na Hipoplasia Cerebelar

A hipoplasia cerebelar é um defeito congênito do sistema nervoso central que apresenta as seguintes características: diminuição da taxa de proliferação celular do cerebelo, tornando-o menor e menos pesado que o normal, pode afetar uma determinada área do cerebelo (como o vérmis ou hemisférios cerebelares) ou afetá-lo como todo. O vérmis cerebelar está localizado na região central do cerebelo e é responsável pelo equilíbrio, postura e pela marcha, enquanto os hemisférios cerebelares estão relacionados com a coordenação motora.

Nos três primeiros meses de gestação, quando os sistemas do corpo ainda estão sendo formados, alguns fatores podem levar a criança a ter a doença: alterações genéticas, drogas, vírus, exposição ultra-uterina à drogas e outras substâncias químicas, radiação e os fatores externos, como as causas ambientais.

 

Os pacientes com hipoplasia cerebelar podem apresentar ataxia discreta, completa ausência de coordenação, inabilidade de manter a postura, hipotonia muscular ou espasticidade, convulsões, nistagmo ( movimentos involuntários com os olhos ), fenômeno do rechaço (incapacidade do paciente para se adaptar prontamente às alterações da tensão muscular),clônus (contrações musculares involuntárias ), distúrbios do equilíbrio e hidrocefalia (na maioria dos casos).

O fisioterapeuta atuará nesses pacientes dando uma maior importância na função cardiorrespiratória e motora, utilizando alguns instrumentos que irão ajudar no tratamento (exemplo: a bola suíça que ajudará a ter uma postura mais ereta, melhorar o tônus muscular e desenvolver o equilíbrio). Já na parte cardiorrespiratória, os exercícios terão a finalidade de melhorar a ventilação através de movimentos de sanfona, para assegurar a manutenção da temperatura corporal e, assim, manter a função do aparelho circulatório.

Além dessas sessões de fisioterapia, o fisioterapeuta orientará a família a como cuidar da criança com hipoplasia cerebelar dentro de casa de modo a evitar possíveis sequêlas. Com os tratamentos fisioterápicos, poderá haver uma diminuição do clônus, uma melhora no controle do tônus muscular e da mobilidade e melhoras pequenas, mas significativas, da função cardiorrespiratória.

A Atuação da Fisioterapia Respiratória na Fibrose Cística

A fibrose cística é uma doença genética de caráter autossômico recessivo, crônica e progressiva. Ela compromete o funcionamento de vários órgãos e sistemas sendo as complicações pulmonares as principais causas de morbidade e mortalidade. A fibrose cística foi reconhecida como uma importante doença hereditária mais incidente na raça branca.
O gene responsável pelo aparecimento da fibrose cística se localiza no braço longo do cromossomo 7 na posição q31. Esse gene codifica uma proteína chamada cystic fibrosis transmembrane regulator ( Regulador de Conduntância Transmembrana em Fibrose Cística) que tem a função de transportar cloro para o interior da célula. A mutação desse gene, ocorrido geralmente pela deleção de três pares de base na posição 508, causa a má atividade dessa proteína fazendo com que haja redução na excreção de cloro e, em seguida de água, aumentando a eletronegatividade intracelular. Dessa forma, há uma desidratação das secreções mucosas e um aumento da viscosidade que favorecem a obstrução dos ductos e, conseqüentemente, desencadeia uma reação inflamatória.
Para o tratamento da fibrose cística, existem inúmeras técnicas eficazes voltada para a necessidade de cada paciente e é essencial a realização de tratamento fisioterápico diário mesmo que o paciente se encontre assintomático, melhorando a qualidade de vida dos mesmos. Para compreender a importância da fisioterapia respiratória alguns estudos mostram que em três semanas sem o tratamento ocorre uma deterioração pulmonar.
Os fisioterapeutas especializados na área respiratória serão os responsáveis em fazer a avaliação da força muscular respiratória, da função pulmonar, do condicionamento físico para uma intervenção correta, educar os pais sobre a doença, realizar exercícios respiratórios e de manobras de higiene brônquica (com o objetivo de eliminar secreções que estão obstruindo as vias aéreas). Estudos comprovam que as técnicas mais eficazes são os recursos utilizados para a higiene brônquica como drenagem postural, acapella, vibração pulmonar manual, máscara de pressão positiva expiratória, técnica de expiração forçada, entre outros.
 
 

Atuação fisioterapeutica na anemia falciforme

A doença falciforme é uma doença hereditária causada por uma mutação genética. Genes são encontrados em estruturas nas células do nosso corpo chamadas cromossomos. Normalmente, existem 46 totais, ou 23 pares de cromossomos em cada célula do nosso corpo. O par de cromossomos 11 contém um gene responsável pela produção da hemoglobina normal, a doença falciforme é causada por uma mutação ou erro nesse gene.
Os tipos de Células Sanguíneas podem ser: hemoglobina HbA-normal e HbS hemoglobina-S-anormal. Há pessoas que são portadores do gene defeituoso, HbS, mas também tem algumas hemoglobinas normais, HbA. As pessoas com traço falciforme são geralmente sem sintomas da doença. Combinações de genes: 1. HbA HbA - normal (o glóbulo parece uma bolha) 2. HbA traço falciforme HbS (o que os dois tipos de células do sangue, mas as células são mais normal) 3. HbS anemia falciforme-HbS (células sanguíneas sua lua são moldados)
Há pessoas que tem a maioria ou a totalidade das hemoglobinas normais (HbA) substituído com a hemoglobina falciforme (HbS). É a mais comum e mais grave forma de variações falciforme. Essas pessoas sofrem de uma variedade de complicações devido à forma e espessura das células falciformes. Traço Falciforme - (HbA HbS) você tem ambos os tipos de células do sangue (normal, em seguida, os mais queridos anormal), a maioria deles são normais, têm uma maior resistência à malária do que qualquer um dos outros dois (HbA HbA, HbS HbS)
As crianças que herdam a mutação genética dos pais terão a doença falciforme, já as crianças que herdarem a mutação de apenas um dos pais não terão a doença, mas levará o traço para ele e pode passá-lo para seus filhos. Células normais de hemoglobina são suaves e arredondadas, permitindo a facilidade em mover-se através dos vasos sanguíneos. Moléculas de hemoglobina falciforme são rígidos e na forma de uma foice. Elas tendem a se agrupar, e não pode facilmente passar através dos vasos sanguíneos elas morrem após cerca de 10 a 20 dias, ao contrário da hemoglobina normal, que vive por até 120 dias. Isso resulta em uma falta de glóbulos vermelhos, o que provoca anemia.
A Anemia permite á fisioterapia uma assistência rica em recursos e técnicas objetivando a promoção da reabilitação osteomioarticular e cardiopulmonar no paciente com diminuição e melhora das algias, da amplitude articular global, prevenção de trofismos muscularaes,recuperação da mobilidade dos tecidos moles,melhora da resistência aos pequenos esforços e da capacidade pulmonar total, melhora da dispnéia e consequentemente preparo para realizar as atividades da vida diária (AVD) com disposição e saúde.

A fisioterapia no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down.

A síndrome de Down é uma alteração cromossômica do tipo aneuploidia causada por não disjunção na meiose produzindo uma trissomia do cromossomo 21, e causa em seus portadores alterações que incluem o retardo mental, hipotonia, redução da força muscular, hipermobilidade articular e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, e é através desses dados que a fisioterapia analisa as necessidades individuais de cada criança, e assim orienta e planeja as intervenções adequadas para cada situação. A fisioterapia tem como objetivo principal criar condições para explorar o potencial motor da criança, encaminhando-a nas etapas do desenvolvimento mais complexas e buscando para o alcance desses objetivos métodos que propiciem maior independência e autoconfiança. A fisioterapia não tem como finalidade tentar igualar o desenvolvimento de uma criança com síndrome do Down com de uma criança comum e nem mesmo exige dessa criança além da sua capacidade, o que a fisioterapia busca é a funcionalidade na realização das atividades de vida diária e na resolução de problemas.

Toda essa estimulação se bem estruturada pode promover o desenvolvimento, minimizar as dificuldades e dar evidências as respostas positivas das experiências e adaptações. Os primeiros meses de vida são fundamentais para a estruturação das potencialidades que os fisioterapeutas irão desenvolver, já que os primeiros movimentos são reflexos que irão se refinar ficando cada vez mais precisos, influenciando o bem-estar presente e futuro. O início da vida da criança com síndrome de Down é o período em que se deve haver o maior estímulo sensorial, pois é a fase de maior aprendizado da criança, se ela adquire nessa idade postura e movimentos adequados terá mais facilidade de manter depois. A criança necessita de movimento e controle para avançar seu desenvolvimento e para isso não se deve pular fases para adiantar o processo, o que resultaria apenas em prejuízos.

A fisioterapia contém métodos e conceitos específicos de tratamento para pessoas com síndromes e é de extrema importância que os profissionais tenham conhecimentos de biomecânica e anatomia para associar métodos, conceitos e técnicas para bons resultados. O que é importante ressaltar é que cada criança tem seu ritmo próprio de desenvolvimento que deve ser percebido e respeitado, já que a deficiência não determina como será o desenvolvimento de ninguém visando à característica específica de cada síndrome, e sabendo que cada criança apresentará de forma diferente. O mais importante é respeitar a individualidade da criança e determinar a linha de tratamento através disso. 

Distrofia Muscular de Duchenne (DMD)



Dentre as diferentes miopatias, a distrofia muscular de duchenne é a mais comum, e apresenta a forma mais grave de distrofia. É uma doença genética de herança recessiva ligada ao cromossomo X que afeta o braço curto do mesmo. A partir de uma clonagem no gene foi identificado o produto gênico que se trata de uma proteína do citoesqueleto da membrana, que foi denominada distrofina cuja função mais provável seria o de manter a estabilidade da membrana da célula muscular.
Quando ocorre a mutação a membrana celular muscular fica instável na contração e relaxamento, pois a distrofina encontra-se ausente. Por este motivo os indivíduos com esta doença apresentam dificuldade para subir escadas, correr, e levantar do chão. A maioria das mulheres portadoras de mutações no gene da distrofina é assintomática, entretanto tem um risco de 50% de passar o gene defeituoso para sua descendência, isto é, metade dos filhos pode ser afetados e metade das filhas portadoras, porém clinicamente normais. A DMD é diagnosticada através de exames de DNA que evita em muitos casos a realização de exames invasivos como à biopsia muscular ou a eletroneuromiografia.
Não existe, atualmente, um tratamento eficaz, capaz de reverter a história natural da doença. Por isso, todos os esforços empreendidos têm por objetivo principal melhorar a qualidade de vida, portanto, o tratamento fisioterápico constitui uma das principais ferramentas terapêuticas. Através de exercícios os profissionais buscam capacitar o paciente a adquirir domínio sobre seus movimentos, retardar o enfraquecimento da musculatura, corrigir o alinhamento da postura, assim como desenvolver o controle da respiração. Embora sem cura conhecida, os pacientes acometidos pela DMD contam hoje, tão somente com tratamento paliativo, isto é, todas as tentativas de anular os efeitos da dinâmica da doença pretendem garantir, sobretudo a possibilidade de melhora na qualidade de vida.


 

O QUE É PUBALGIA?

 
Você sente uma dorzinha na região do quadril ou até mesmo nas coxas por causa da atividade física? 

Isso pode ser sinal de pubalgia. Saiba o que é a lesão e como tratar.


O termo "pub" refere-se ao Púbis, um dos ossos da bacia, enquanto "algia" significa dor. 
 
A dor originada no púbis tem diversas causas e uma delas é o treinamento intenso que provoca micro-traumatismos no local resultando em inflamação e dor. 
 
Esse processo de lesão pode acometer o osso, ligamentos e cartilagem e conseqüentemente os músculos desta região: os abdominais e adutores (parte interna da coxa). 
 
A dor no local (púbis) ou nas proximidades (coxa, e escroto) é o principal sintoma. Daí a importância de se fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças como, por exemplo, distensão muscular, infecção urinária e hérnia inguinal. 
 
Como a pelve (ossos da bacia) está intimamente ligada com a coluna vertebral e os membros inferiores, a falha no tratamento ou a gravidade da lesão pode desencadear outros tipos de dores e lesão como dor nas costas (lombalgia). 
 
O tratamento baseia-se no repouso, anti-inflamatórios e fisioterapia. 
 
Deve-se manter o condicionamento cárdio-respiratório com outras atividades de baixo impacto como exercícios na piscina. 
 
Normalmente os sintomas desaparecem em algumas semanas, mas alguns casos podem se prolongar por meses. Nestes casos, passa-se a pensar em tratamento cirúrgico.
 
A prevenção envolve a programação dos treinamentos por especialistas, dando atenção especial para o equilíbrio articular e muscular da pelve. 
 
Como a pubalgia geralmente começa como uma dor mal caracterizada na região da virilha ou das coxas, as pessoas vão tratando como simples dor muscular. 
 
Portanto, deve-se sempre lembrar a existência deste tipo de lesão para se fazer o diagnóstico correto e prevenir complicações e agravamento da lesão. A dor é um sinal de que algo não vai bem no corpo.


Os sintomas da pubalgia são:






  • Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir




  • Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)



  • Sensação de ardor na região da virilha




  • Crepitação na sínfise púbica




  • Espasmos de adutor




  • Diminuição da amplitude de movimento do quadril




  • Possível dor lombar




  • Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)
  • No futebol, dor no primeiro passe ou chute.
 

DOR NO QUADRIL PODE SER PUBALGIA

 
O termo pubalgia denomina dor no púbis (o osso que se localiza no final do músculo do abdome, sob a região genital; faz parte do osso do quadril - veja figura a seguir -

Essa denominação é muito abrangente, o que muitas vezes gera confusão, pois seus sintomas podem se assemelhar a outras patologias. Para alguns autores este termo é usado para a ocorrência da lesão do canal inguinal, mais conhecida como hérnia inguinal.
 
 
Outras patologias que têm sintomas parecidos são: hérnia inguinal, doenças geniturinárias, osteítes púbicas (síndrome do músculo grácil e síndrome do músculo piriforme), prostatite, bursites na região do quadril ou artrite do quadril. 
 
Porém, mais de uma causa pode estar associada à dor no quadril. Abordaremos nesta matéria somente a dor na virilha relacionada à tensão da musculatura dessa região com ou sem alteração do osso do púbis e sem hérnia inguinal.
 
 
A dor na região do púbis ou na virilha é muito comum em atletas e pode ser aguda ou crônica. Acomete principalmente jogadores de futebol e tênis, mas também corredores de longa distância (maratonistas) quando em treinos de tiro, ou corredores de aventura. 
 
É mais freqüente em homens do que em mulheres devido à quantidade proporcional de praticantes de futebol e também às diferenças anatômicas e biomecânicas dessa região do corpo (a bacia da mulher se adapta melhor aos impactos dos esportes).
 
 
Mecanismos de lesão e causas.
Os mecanismos de lesão podem incluir alterações rápidas de direção, movimentos repetidos de corrida associados a desequilíbrios musculares, traumas diretos, diferenças no comprimento dos membros inferiores, prática esportiva em pisos duros, uso de calçados inadequados e excesso de treino.
 
 
A causa mais comum da dor na virilha é a distensão ou tensão exagerada da musculatura que envolve esta região, abrangendo os músculos adutor longo, reto abdominal, iliopsoas, pectíneo e reto femoral. 


Pouca flexibilidade da musculatura da região do quadril e pélvis, assim como instabilidade de quadril e desequilíbrio muscular entre adutores e músculos do abdômen, também podem contribuir para o surgimento da pubalgia.
 
 
Quando a pubalgia tem sua causa na musculatura, o músculo e tendão mais acometido normalmente é o do músculo adutor (porção longa), podendo apresentar uma inflamação crônica ou até uma lesão das fibras (ruptura de uma parte do tendão ou músculo). 
 
Outro músculo comumente acometido é o reto abdominal na porção que se insere no osso púbis. A tensão nestes dois músculos desequilibra o quadril, pois o músculo reto abdominal traciona o osso do quadril para cima, enquanto o adutor puxa para baixo.
 
 
Sintomas.  
A dor é bem localizada na virilha e pode acometer apenas um lado ou os dois. Normalmente ocorre durante a corrida (ou outro esporte), mas se o atleta continuar correndo a dor pode aparecer durante outras atividades como sentar-se e levantar-se de uma cadeira, subir e descer escadas, agachar, mudanças de direção abrupta, aceleração e chute. Corredores normalmente apresentam dor localizada e forte desde o início da doença.
 
 
Se houver irradiação da dor, o atleta pode sentir incômodo na região de abdome inferior, adutores, região genital e lombar, caso haja associação com alterações da articulação sacroilíaca (junção do quadril e porção final da coluna).
 
 
Diagnóstico. 
 Quanto mais demorado for o início do tratamento maior será o tempo de recuperação. Quando diagnosticado e tratado rapidamente o corredor tem a chance de não se afastar da corrida, tendo apenas o seu treino modificado até a recuperação total. O tempo de afastamento do esporte depende de cada caso.
O diagnóstico médico é de extrema importância.
 
Além do exame físico, os exames de imagem auxiliarão o médico a fazer o diagnóstico correto. O raio X pode mostrar lesão do osso púbis, calcificação dos tendões acometidos, osteoartrite ou instabilidade pélvica. Já a tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem evidenciar outras causas da dor na virilha, como a existência de hérnia inguinal ou lesões musculares e tendíneas.
 
 
Tratamento.  
O tratamento para dor na virilha decorrente da hérnia inguinal é, na maioria das vezes, cirúrgico. Já o tratamento para pubalgia decorrente das alterações musculares e ósseas é conservador. Esse é o principal motivo de escolhermos o segundo tipo para aqui abordarmos. Além do tratamento médico, a acupuntura e a fisioterapia auxiliarão a completa recuperação. 
 
 
O objetivo do tratamento fisioterápico consiste em diminuir a dor e a inflamação, aumentar a resistência do tendão ou tendões acometidos, restabelecer o equilíbrio muscular, melhorar a estabilidade do quadril e da coluna. 
 
É recomendada a aplicação de bolsa de gelo por 20 minutos no local da dor, duas a três vezes por dia, desde o início do aparecimento da dor até o final do tratamento. 
 
 
 
No início da patologia não se deve correr com dor. Muitas vezes, após a realização do tratamento correto, no retorno ao esporte pode acontecer um pouco de dor durante a corrida, mas essa dor pode ser descrita mais como um incômodo do que dor. A musculatura acometida precisa de um tempo de adaptação, o que justifica esse incômodo, bem diferente da dor durante a pubalgia.
 
 
A pubalgia é um grande desafio na medicina esportiva. Não é apenas um problema para ser diagnosticada, mas também de difícil tratamento. Se não tratada corretamente pode se tornar crônica e atrapalhar a vida esportiva dos atletas. É uma patologia que requer um acompanhamento multidisciplinar. 
 
Siga sempre a orientação do seu médico e procure um profissional capacitado para acompanhar a sua reabilitação. 
 
O fisioterapeuta poderá utilizar técnicas de terapia manual e correções posturais como RPG (Reeducação Postural Global) para proporcionar uma recuperação segura e completa (sem recidivas). 


COMO CONSEGUIR "BARRIGA TANQUINHO"?

 




Como conseguir barriga tanquinho tão sonhada por muitos?
Basta fazer muitos exercícios abdominais? 
Ou para conseguir barriga tanquinho é preciso dieta? 

Os abdominais são importantes para definir e tonificar a barriga. Porém, a barriga tanquinho não aparecerá se estiver encoberta por camada de gordura. Desta forma, tanto dieta balanceada quanto exercícios aeróbicos são importantes para queimar gordura e deixar aparecer a barriga tanquinho. Outro aspecto importante é a boa postura. Pessoas com postura ruim acabam por deixar a barriga saliente. 



Exercícios aeróbicos para barriga tanquinho

Os exercícios aeróbicos são importantes para queimar gordura e deixar a barriga tanquinho aparecer. Esses exercícios aeróbicos podem ser jogging, natação ou ciclismo. É importante que os exercícios aeróbicos sejam feitos com disciplina, de forma regular e intensidade moderada. De nada adianta se empolgar para conseguir barriga tanquinho e numa semana fazer horas de corrida, para nas semanas seguintes ficar cansado e não se exercitar. 

Deve-se começar aos poucos, por exemplo 20 minutos por dia, e então ir aumentando gradualmente, como 5 minutos por semana, até atingir um nível que seja factível diante de sua disponibilidade de tempo e preparo físico. O importante nos exercícios aeróbicos para barriga tanquinho é manter a regularidade e fazê-los na maioria dos dias da semana em intesidade moderada.

 
Exercícios abdominais para barriga tanquinho

Os exercícios abdominais são fundamentais para definir o abdômen e conseguir barriga tanquinho. Pode-se realizar os exercícios abdominais em casa, porém para conseguir a barriga tanquinho e evitar lesões, o ideal é que sejam realizados com orientação de um profissional. Academia de ginástica é uma opção. 

Já o Pilates é uma forma de condicionamento físico muito boa para obter barriga tanquinho, pois trabalha bastante os abdominais e melhora a postura corporal. 

ABDOMINAL TIRA BARRIGA?

 
Uma dúvida frequente na atividade física é o questionamento acima. Muitos ficam  incomodados com aquela “barriguinha”  que na verdade é um excesso de gordura no corpo acumulada naquela região.



O excesso de calorias ingeridas passa a ser acumuladas na forma de gordura em nosso corpo quando não a gastamos, e  para “acabar” com a gordura corporal necessitamos, além de uma alimentação equilibrada, de atividades físicas que elevem bastante o gasto de energia (atividades aeróbicas).




O efeito tanquinho, só chega com muito esforço e dedicação nos exercícios e empenho na alimentação. A verdade é que não há como perder muito peso praticando somente esse tipo de exercício(abdominal), porque ele não é a maneira mais eficiente para deixar aquele abdômen sarado e tão desejado.



Quem faz bastante abdominais até pode ganhar músculos durinhos no abdômem. Só que eles ficam totalmente cobertos pelas camadas de gordura. Ou seja, a barriga continua lá: grande e sem definição alguma.


Para perder aquela indesejável camada de gordura, devemos unir uma alimentação equilibrada e exercícios aeróbicos (corrida, caminhada, bike, ginástica aeróbica, etc).



Os abdominais devem fazer parte da rotina de exercícios, mas não com o objetivo de perder a gordura, mas para fortalecer os músculos do abdômen.



Logo,  fazer abdominal somente não soluciona tal problema. O abdominal feito isoladamente irá fortalecer a musculatura abdominal.

PARA CONSEGUIR O ABDOMINAL IDEAL

VOCÊ PRECISA


1- ESTAR EM SEU PESO MAGRO

2- O INTESTINO TEM QUE ESTAR FUNCIONANDO TODOS OS DIAS COM FACILIDADE

3- MANTER A POSTURA SEMPRE ERETA : OMBROS PARA TRÁS, CABEÇA ERETA E ABDOMEM CONTRAÍDO

Com estes três fatores conquistados você poderá sentir os efeitos do exercício abdominal


8 MANEIRAS DE DEFINIR A BARRIGA

 
8 maneiras de definir a barriga


Monte a combinação perfeita para ganhar tônus.
A competição é acirrada: de um lado, a vontade em conseguir o abdômen definido. Do outro, a preguiça em encarar o abominável sobe e desce dos abdominais. Entre um e outro, ficam você e a culpa por não dar um fim nessa situação. "Mas existem outras maneiras de definir o abdômen, ganhando tônus e alcançando a hipertrofia dos músculos ", afirma o professor Diogo Cestari de Aquino, especialista em fisiologia do exercício e reabilitação cardíaca. Mudanças na respiração, a prática de ioga, exercícios de pilates e até aqueles aparelhos que dão choques leves podem ajudar nesta missão. Confira a seguir as dicas do professor e comece já a treinar os músculos e sua habilidade em receber elogios.


1. Controle da respiração
O controle da respiração durante a realização de outros exercícios físicos tem como principal objetivo a estabilização do movimento. Por isso, a respiração em si não traz modificações na estética e no fortalecimento da parede abdominal. No entanto, para um indivíduo destreinado, esse estímulo pode ser suficiente para obter pequenas melhorias nesses músculos, como a diminuição da flacidez.

2. Caminhada e corrida

Os dois exercícios são excelentes aliados na definição dos músculos abdominais. Para conquistar a definição muscular desejada, três fatores são de extrema importância:
- hipertrofia dos músculos abdominais
-diminuição da porcentagem de gordura
-boa postura


A corrida e a caminhada são excelentes aliadas na diminuição da porcentagem de gordura, porque queimam calorias.


3. BOA POSTURA
Ela é fundamental para eliminar a barriga. A postura inadequada pode ocorrer por um desequilíbrio muscular, evidenciado pela fraqueza da parede abdominal e pelo encurtamento da musculatura vertebral lombar e flexores do quadril. Associado a esse quadro, observa-se aumento da lordose lombar, causa frequente de quadros de lombalgia. Por isso, o fortalecimento e o alongamento das musculaturas favorecem a manutenção ou a melhora do alinhamento postural.


4. Aulas de ioga
As aulas de ioga podem ajudar na definição do abdômen. Além das técnicas respiratórias que promovem o trabalho dos músculos abdominais profundos, inúmeras posições da prática solicitam fortemente o trabalho abdominal para a estabilização dos movimentos, contribuindo para o fortalecimento da parede abdominal.


5. PILATES
Os exercícios praticados no Pilates são excelentes aliados na definição da região. Em todos eles, o principio básico é a ativação dos músculos profundos do abdômen, promovendo a correta respiração, a estabilização do centro de equilíbrio e a melhora postural. Além disso, o trabalho dos músculos superficiais do abdômen é extremamente solicitado na execução de inúmeros movimentos, contribuindo para a melhora da definição muscular.


6. Aulas de spinning
As aulas de spinning podem favorecer o abdômen por auxiliarem na manutenção da composição corporal ou na diminuição da porcentagem de gordura. Assim como a corrida e a caminhada, trata-se de uma atividade aeróbia e que, por isso, ajuda na queima de gordura. Mas, por causa da posição sentada, é importante observar a postura e trabalhar, em conjunto, exercícios para melhorar o equilíbrio postural.


7. Alongamento
Apesar de não atuar de forma significativa na diminuição da porcentagem de gordura ou no fortalecimento abdominal, as aulas de alongamento podem auxiliar na melhora da definição muscular. Isso porque esses movimentos promovem o equilíbrio postural, fator extremamente importante também para a estética.


8. Total shape e outros aparelhos
Os aparelhos de eletroestimulação promovem a ativação da musculatura de forma passiva, ou seja, sem que ocorra qualquer recrutamento neuromuscular para a produção do movimento. Essa técnica traz benefícios principalmente as pessoas que estão sem nenhum tipo de prática esportiva ou em reabilitação física, melhorando a tonificação muscular. Mas o ganho de força é limitado, ou seja, o impacto restringe-se à aparência.


A combinação perfeita
Não existe um exercício capaz de realizar esse objetivo. Para tonificar o abdômen, é importante conciliar exercícios de fortalecimento com sessões de treinamentos aeróbios, para diminuir a porcentagem de gordura. Além disso, é preciso trabalhar o fortalecimento e o alongamento dos músculos que mantém a postura equilibrada.


Tonificação ou hipertrofia?
A diferença entre o trabalho de tonificação e hipertrofia muscular não está na modificação dos exercícios, e sim na intensidade e volume de trabalho a ser realizado. Para priorizar a hipertrofia, a carga (intensidade) de trabalho deverá ser maior, portanto o volume (repetições) total diminui. Em trabalhos de tonificação muscular, o volume total de trabalho é aumentado, portanto a carga de trabalho fica diminuída (em relação a um treinamento para hipertrofia). Vale lembrar que, para qualquer um dos objetivos, as últimas repetições devem ser realizadas com dificuldade.


SAIBA COMO CORRER PARA PERDER A BARRIGA

 





 
 

 

 

 
 

QUEIMA DA GORDURA ABDOMINAL 

EXIGE TÁTICA DE TREINO ESPECÍFICA

 

Quem tem pressa em perder peso nem pensa duas vezes

na hora de acelerar o passo: a corrida é, realmente, uma das melhores atividades físicas para emagrecer com saúde. 



O esporte aumenta o metabolismo, fazendo a queima de calorias acontecer mais rapidamente.

Por isso, o consumo maior de energia não se restringe aos minutos de treino, mas ao dia todo. Muitos defendem que a corrida leve é ideal para perder peso, numa prática com mais de 30 minutos. 

Nem sempre. 

O que emagrece mesmo é a continuidade da atividade física, com exigência crescente de esforço. O aumento do metabolismo, provocado pela atividade física, faz com que o organismo continue acelerado por mais alguma horas, depois do exercício. Ou seja, não é só durante a atividade física que há queima de gordura.

Com aumento do gasto calórico e uma dieta balanceada, seu corpo reage queimando as reservas de gordura. Por isso, as atividades mais longas ou mais intensas têm gasto energético-calórico maior e agradam mais quem busca resultados em pouco tempo.

A gordura abdominal, entretanto, exige uma tática específica para derreter. Contra ela, o mais eficaz é um programa de corrida ou caminhada com variação de intensidade no mesmo treino. Isso, claro, sem exageros que levem a lesões. Os picos de treino obrigam o corpo a queimar energia até das fontes mais difíceis. Daí o consumo da gordura visceral.

Mas se você mantinha uma rotina sedentária, vá com calma. Lembre-se que o exagero de hoje pode significar até uma semana sem treinar. Respeite o seu ritmo e, na dúvida, peça orientação ao seu professor.


COMO ACABAR COM A GORDURA LOCALIZADA NO ABDÔMEN ?

 

ESPECIALISTAS GARANTEM QUE ANDAR É A MANEIRA MAIS RÁPIDA E EFICIENTE  DE ACABAR COM A GORDURA LOCALIZADA 

NO ABDÔMEN. 

 


Estudos realizados em centros de pesquisa do mundo todo comprovam que a mais simples de todas as atividades físicas – andar – é uma forma eficaz, fácil e barata de emagrecer, ganhar fôlego e proteger o coração. 

A novidade é que especialistas americanos descobriram que caminhar é tiro e queda para acabar com a gordura abdominal. Eles analisaram a relação entre esse tipo de exercício e os excessos que insistem em se alojar na barriga e provaram que uma média de duas horas e meia de caminhada por semana pode exterminar as sobras nessa região e diminuir até 2,5 centímetros em quatro semanas.


Mas por que caminhar funciona tão bem para declarar guerra aos pneuzinhos? 

Segundo Tim Church, da Louisiana State University, nos Estados Unidos, esse tipo de atividade ajuda a reduzir a gordura abdominal profunda, chamada gordura visceral. 

“Se você se exercitar o suficiente para perder 10% da sua gordura corporal, pode, na verdade, diminuir a gordura visceral em até 30%”, diz Church. 

Porém, é preciso deixar claro que a caminhada só traz esse tipo de resultado se aliada a uma dieta saudável.


 

Os maiores benefícios da caminhada

 

Saiba os 10 maiores benefícios da caminhada

1. POSSIBILITA NOVAS AMIZADES
A caminhada é um excelente exercício para manter as pessoas saudáveis e integradas na sociedade. Ajuda as pessoas a terem mais amigos!!!! A caminhada é também um excelente exercício para atingir um condicionamento físico saudável.

Na caminhada, os riscos de lesões ortopédicas e cardiovasculares são mínimos em comparação a outras atividades.

2. AUXILIA NO CONTROLE DO COLESTEROL
A caminhada é uma atividade que emagrece, proporciona condicionamento cardiovascular e fortalece membros inferiores, além de reduzir as taxas de colesterol ruim (LDL e o VLDL) e aumentar o colesterol bom (HDL).

3. AUXILIA NO CONTROLE AO DIABETES
A caminhada é a atividade física mais indicada para o diabético, que deve praticá-la de três a quatro vezes por semana por, pelo menos, meia hora. A principal dica é usar tênis confortável e caminhar em local plano, sem buracos e bem ventilado. Já foi demonstrado em muitos estudos que a realização de exercícios reduz os níveis de glicose e melhora a ação da insulina. Essas ações reduzem a necessidade de medicamentos orais e a dose de insulina a ser aplicada. Além disso, o exercício queima calorias, o que ajuda no controle de peso e melhora o humor, ajudando a enfrentar os problemas da doença.

4. É BOM PARA O CORAÇÃO!
Como é uma atividade aeróbia, provoca a oxigenação cerebral e, se realizada rotineiramente, é capaz de liberar endorfinas — os hormônios que tranqüilizam e dão a sensação de bem-estar. A lista de doenças que a caminhada ajuda a evitar é imensa: acidente vascular cerebral, depressão, ansiedade, osteoporose, artrose, obesidade, diabetes “mellitus”, câncer de intestino e até intestino preguiçoso.

5. AUXILIA NA PREVENÇÃO À OSTEOPOROSE
Exercícios com suporte de peso (mesmo que o peso seja o seu próprio corpo) tais como caminhadas, exercícios aeróbicos, tênis e jogging são essenciais para o paciente com osteoporose. Mulheres no período pós-menopausa devem consultar o médico para verificar a necessidade de tomar estrógenos e progesterona (ou somente estrógenos para mulheres sem o útero). Esses medicamentos podem parar rapidamente a perda de osso, aliviar alguns dos sintomas associados à menopausa, beneficiar o coração por aumentar o "bom colesterol” (HDL) e diminuir o "mau colesterol” (LDL). Vale lembrar que se admite que os estrógenos podem aumentar ligeiramente a probabilidade do câncer de mama e útero. O paciente e seu médico determinarão a melhor alternativa em cada caso.

6. OSSOS MAIS FORTES
Assim como os músculos, os ossos se tornam mais fortes com as atividades físicas. Os melhores exercícios para os ossos são os exercícios de sustentação do peso, que forçam a pessoa a trabalhar contra a gravidade. Esses exercícios incluem a caminhada, corrida, subir degraus, musculação e dança.

7. MAIS VITALIDADE
A caminhada regular, desde que bem orientada, traz ao praticante uma série de benefícios como:
- Melhor estabilidade articular;
- Aumento de massa óssea;
- Aumento da taxa de hormônio do crescimento;
- Diminuição da freqüência cardíaca de repouso;
- Diminuição da pressão arterial;
- Melhor utilização da insulina;
- Controle da obesidade;
- Diminuição do risco de varizes;
- Diminuição do risco de derrame cerebral;
- Diminuição do risco de arteriosclerose;
- Diminuição do risco de lombalgia;
- Aumento da força;
- Aumento da flexibilidade;
- Aumento da resistência aeróbica;
- Aumento da resistência anaeróbica;
- Facilitação da correção de vícios posturais;
- Aceleração da recuperação de várias cirurgias;
- Melhora da qualidade do período gestacional;
- Facilitação do parto normal;
- Facilitação da mecânica respiratória;

8. AUMENTA A EFICIÊNCIA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

9. DIMINUI O ESTRESSE E COMBATE A DEPRESSÃO
A caminhada ajuda no tratamento de distúrbios psicológicos. Caminhar por 30 minutos, três vezes por semana, pode ser tão eficiente no tratamento de depressão aguda quanto a utilização de medicamentos.

10. CAMINHAR EMAGRECE!
O excesso de peso pode aumentar o risco para doenças cardiovasculares na medida em que aumenta suas chances de desenvolver hipertensão (pressão elevada), níveis elevados do "mau colesterol" e diabetes. A caminhada pode ajudar — e muito — a alcançar o peso ideal para manter a saúde.


DOR NO ANTEPÉ: NEUROMA DE MORTON

 

Neuroma de Morton: a dor no antepé que atinge corredores


 
O neuroma dos nervos digitais plantares foi difundido por Thomas G. Morton em 1876, como uma lesão tumoral benigna representada por fibrose do nervo digital plantar.
 

A lesão ocorre com maior freqüência entre o terceiro e o quarto ossos metatarsais, e também entre o segundo e terceiro metatarsos, sendo incomum entre o primeiro e o segundo e raro entre o quarto e o quinto


O nervo é afetado no 3º espaço intermetatarsal e está freqüentemente associado à resposta inflamatória adjacente (dor, edema, calor e rubor) 
O nervo é afetado no 3º espaço intermetatarsal e está freqüentemente associado à resposta inflamatória adjacente (dor, edema, calor e rubor)
.

A maior ocorrência no terceiro espaço ocorre pelo fato de que este é o local mais freqüente da união entre os ramos lateral e medial dos nervos digitais plantares, que ficam engrossados e comprimidos, além da maior mobilidade do quarto metatarso, em relação ao terceiro, o que favorece a ocorrência de microtraumas.

Devido à predileção pelo sexo feminino, sugere-se que a lesão seja desencadeada pelo uso de sapato de salto alto, onde ocorre um aumento da pressão na cabeça dos metatarsos e conseqüentemente, compressão do nervo, contudo, é sabido que os esportes de impacto, principalmente a corrida também possam desenvolver a lesão.

Clinicamente, o neuroma desenvolve dor característica no antepé, levando o paciente em certas ocasiões, a retirar o sapato para massagear os dedos, ou simplesmente parar sua atividade . A dor irradia-se para trás ou para os dedos, podendo ocorrer fenômenos como formigamento nas áreas inervadas pelos ramos envolvidos. Ocorre também sensação de queimação, que podem ser agravados pelo uso de sapatos inadequados e persistência do impacto.


Diagnóstico 
No exame físico pode ser encontrado o sinal de Mulder, no qual o médico realiza uma compressão do antepé, acompanhada de pressão na face plantar do terceiro espaço intermetatarsal.
Quando positivo, ocorre estalido e ressalto doloroso resultante da movimentação do neuroma no espaço entre as cabeças metatársicas que pode ser reduzido com o Teste Kelikian-Ducroquet.

Radiografia
Não há imagem sugestiva, sendo a radiografia útil para o diagnóstico de outras patologias que causam metatarsalgia.
Ultra-som
A lesão aparece como forma circular ou ovóide, bem definida, localizada próxima à cabeça metatarsal, no espaço intermetatarsal. Lesões menores de cinco milímetros podem ser difíceis de observar ao exame ultrassonográfico.
Ressonância magnética
É um exame de imagem que certamente demonstra o neuroma, suas características e seu tamanho. A imagem é de uma massa bem localizada entre as cabeças metatarsais. O neuroma é hipointenso e está cercado de tecido gorduroso hiperintenso. A hipointensidade do neuroma é atribuída ao tecido fibroso.

Tratamento
O tratamento inicial do neuroma de Morton é direcionado para a mudança de hábito, quanto ao uso de calçados, dando preferência ao uso de salto menor e bico mais largo, sendo também instituído uso de antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia de alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos.

Métodos de analgesia e antinflamatórios devem ser associados para auxílio à regressão do processo. Podem ser usadas, como coadjuvante, palmilhas para supressão de carga na região metatarsal acometida, com piloto retrocapital ou com amortecimento das cabeças .



DOR NA SOLA DO PÉ

 

Existem vários fatores que podem ocasionar dores na sola do pé. Desde um sapato desconfortável, apertado ou de solado muito duro, até problemas do nervo ciático, falta de alinhamento, joanete, proeminência da região dos metatarsos, neuroma de Morton*, metatarsalgia, etc.

Muitas dessas dores podem ser aliviadas pelo simples uso de palmilhas e uso de calçado mais confortável, porém existem aquelas dores que parecem não existir nada para aliviar.

São as relacionadas a posturas inadequadas, falta de alinhamento das pernas e inflamação do nervo ciático.
Muitas dores surgem pela má distribuição do peso sobre a sola, e pelo acúmulo de tensões em certos pontos do pé, ocasionando pinçamento de nervos.

Veja matéria publicada neste blog em: 

13 de dezembro de 2009 sobre
( FASCEÍTE PLANTAR)


*Neuroma de Morton: 
A lesão, que tem causa desconhecida, acontece geralmente em pessoas que usam sapatos apertados na ponta dos dedos ou então em pessoas que tem uma biomecânica ineficiente, como por exemplo, os atletas de corrida que forçam muito as pontas dos pés durante as passadas.

O Neuroma de Morton é uma pequena massa que se forma ao redor do nervo plantar comum, aquele que passa em baixo do pé. Também conhecido como "metatarsalgia de Morton", "neuralgia de Morton", "neuroma plantar" ou "neuroma intermetatarsal", a lesão é um neuroma benigno no nervo plantar interdigital. O mais comum é entre o terceiro e quarto dedos e mais raramente entre o segundo e terceiro dedo.



SUGESTÕES PARA EVITAR PROBLEMAS NOS PÉS


* Evitar caminhar com os pés descalços em pisos gelados e duros;
* Evitar sapato de salto alto;
* Utilizar palmilhas de gel para alívio dos impactos;
* Buscar utilizar sapatos com solado macio;
* Quando estiver com os pés cansados massageie o arco do pé com um rolo, garrafa, bola ou qualquer outra objeto cilindrico para aliviar a tensão, desde a borda do calcanhar até a borda dos metatarsos(dedos);

A BASE DE SUSTENTAÇÃO DO CORPO: OS PÉS E OS TORNOZELOS

 

O pé e o tornozelo constituem a base de sustentação ou o alicerce do corpo humano. Proporcionam a estabilidade necessária para que possamos assumir a nossa postura ereta e singular. O pé está adaptado para fornecer a flexibilidade necessária em solos irregulares e para absorver o impacto.  


A postura do corpo humano está intimamente ligada aos pés. Para o individuo ter uma boa postura, o centro de gravidade deve projetar-se na base de sustentação representada pela planta dos pés.

Caso o centro de gravidade esteja fora do alinhamento, ocorrerá um aumento dos desequilíbrios musculares, um aumentando das instabilidades posturais e prejudicará os movimentos corpóreos normais.

Este centro de gravidade não é fixo, ele varia de acordo com nossas necessidades do dia a dia quando andamos, corremos, pulamos e até mesmo quando ficamos em pé parados.

Existem três variáveis que podem influenciar na nossa postura: 
o sistema visual, 
o sistema vestibular (sistema nervoso) 
e a planta dos pés com as informações táteis e proprioceptivas.

Os pés são as estruturas que entram primeiramente em contato com o solo e agem intensamente no controle postural, equilíbrio, apoio, impulsão, absorção de impactos e distribuição do peso corpóreo na pressão plantar.

Desde que adotamos a postura ereta bípede, ou seja, ficamos em pé, temos sido desafiados pela força da gravidade para manter o equilíbrio do corpo sobre a pequena área de suporte delimitada pelos pés. 
 
E a tarefa do sistema de controle postural é manter a projeção horizontal do centro de gravidade do indivíduo dentro da base de suporte definida pela área da base dos pés durante a postura ereta estática. 

A IMPORTÂNCIA DOS PÉS NA POSTURA

 

 

A estruturação da postura depende de um grande número de reações posturais estático-cinéticas que interagem. Elas combinam movimentos automáticos como ajustes de alterações, reações de equilíbrio e de endireitamento.
 
 
A postura e o equilíbrio da estrutura corporal estão assentados nas seguintes bases: 
  • a inferior, que são os pés e pernas, 
  • a superior, que é a pelve, também  chamada de flutuante porque depende da inferior para sua estabilidade.
 
 
Os pés estão anatomicamente estruturados para atender a dois objetivos fundamentais que são: 
  • sustentar/apoiar o peso corporal 
  • locomover, mas é também sobre eles que se obtém a posição ereta e a postura. 
Os receptores dos músculos dos pés e os receptores de pressão sob a pele têm significativa atuação sobre a regulação da postura. Nesse aspecto, uma alteração na postura ou na coluna vertebral não deve ser visualizada simplesmente como ação de certos grupos musculares mas também o seu significado tem relação com os impulsos recebidos dos receptores da base inferior.
 
 
A capacidade dos pés para sustentação e locomoção depende de seus arcos. A modificação dos mesmos altera a posição dos ossos e a função dos músculos, provocando como conseqüência deficiências na postura e na marcha.
 
 
As alterações nos pés
 
As alterações na base inferior são freqüentes, quase sempre adquiridas e geralmente associadas às alterações da coluna vertebral. Excluindo-se modificações ósseas, de causas genéticas ou por acidente, 
 
As deficiências dos pés podem ser adquiridas por: 
  • intercorrências na aquisição da postura ereta,   
  • excesso de peso corporal 
  • e  calçados inadequados.
 
 
As alterações mais freqüentes são:
 
a)   pé plano
 
b)   pé cavo
 
c)   pé varo
 
d)   pé valgo
 
e)   hálux valgo (joanete)
 
f)   formas combinadas
 
 
As alterações nos pés aparecem freqüentemente combinadas com as alterações na postura e nas pernas, o que provoca “efeitos em cadeia” sobre a postura e a locomoção. São causas  de dores, geralmente decorrentes da má postura, acentuadas com a atividade física. Essas dores podem se irradiar para pernas, joelhos e região lombar.
 
 
Para um desenvolvimento adequado, a estrutura corporal necessita, sistematicamente, de atividades motoras apropriadas para a prevenção de posições incorretas uma vez que as alterações, principalmente da coluna vertebral, estão associadas às intercorrências na aquisição da postura ereta.
Fonte: Fernanda Cerveira e Luzimar Teixeira 

DOR NA SOLA DO PÉ

 

Existem vários fatores que podem ocasionar dores na sola do pé. Desde um sapato desconfortável, apertado ou de solado muito duro, até problemas do nervo ciático, falta de alinhamento, joanete, proeminência da região dos metatarsos, neuroma de Morton*, metatarsalgia, etc.

Muitas dessas dores podem ser aliviadas pelo simples uso de palmilhas e uso de calçado mais confortável, porém existem aquelas dores que parecem não existir nada para aliviar.

São as relacionadas a posturas inadequadas, falta de alinhamento das pernas e inflamação do nervo ciático.
Muitas dores surgem pela má distribuição do peso sobre a sola, e pelo acúmulo de tensões em certos pontos do pé, ocasionando pinçamento de nervos.

Veja matéria publicada neste blog em: 

13 de dezembro de 2009 sobre
( FASCEÍTE PLANTAR)


*Neuroma de Morton: 
A lesão, que tem causa desconhecida, acontece geralmente em pessoas que usam sapatos apertados na ponta dos dedos ou então em pessoas que tem uma biomecânica ineficiente, como por exemplo, os atletas de corrida que forçam muito as pontas dos pés durante as passadas.

O Neuroma de Morton é uma pequena massa que se forma ao redor do nervo plantar comum, aquele que passa em baixo do pé. Também conhecido como "metatarsalgia de Morton", "neuralgia de Morton", "neuroma plantar" ou "neuroma intermetatarsal", a lesão é um neuroma benigno no nervo plantar interdigital. O mais comum é entre o terceiro e quarto dedos e mais raramente entre o segundo e terceiro dedo.



SUGESTÕES PARA EVITAR PROBLEMAS NOS PÉS


* Evitar caminhar com os pés descalços em pisos gelados e duros;
* Evitar sapato de salto alto;
* Utilizar palmilhas de gel para alívio dos impactos;
* Buscar utilizar sapatos com solado macio;
* Quando estiver com os pés cansados massageie o arco do pé com um rolo, garrafa, bola ou qualquer outra objeto cilindrico para aliviar a tensão, desde a borda do calcanhar até a borda dos metatarsos(dedos);



PILATES E INCONTINÊNCIA URINÁRIA

 
A técnica, que, entre outras coisas, garante força muscular, mostra bons resultados em idosas que apresentam uma das formas mais comuns do problema, a de esforço.
A dona de casa baiana Presentina Cardoso dos Santos, 78 anos recém-completados, se beneficiou a valer do Pilates. Além de controlar a incontinência urinária, a qualidade do sono melhorou muito depois de iniciar os exercícios.


"Antes acordava a cada três horas
e demorava para dormir mais"
,
 
ela se recorda.

A técnica, que, entre outras coisas, garante força muscular, mostra bons resultados em idosas que apresentam uma das formas mais comuns do problema, a de esforço nesse caso, basta uma simples tosse para o xixi escapar.

Foi o que comprovou um trabalho realizado no Atelier do Corpo, centro especializado no método em Salvador, Bahia.

"Depois de três meses, houve uma melhora da musculatura do assoalho pélvico e as participantes do estudo conseguiram reter a urina"

diz a educadora física Maria Tereza Barreira Santos, uma das responsáveis.



Por Fábio de Oliveira/ Foto Edmar Melo

Fonte: Revista Saúde

 

Dicas de como manter uma postura correta diante do computador

 
A tecnologia nos trouxe muita comodidade e o computador está presente em todos os ambientes de trabalho e nos lares.

Se adotarmos posturas inadequadas em frente ao micro, poderemos ter conseqüências desagradáveis na nossa coluna e articulações.


Estas dicas servem para orientar o bom uso desta ferramenta que muito nos facilita a vida.

Dicas de boa postura diante do computador
 
Mantenha o topo da tela do vídeo ao nível dos olhos e a distância certa de um comprimento de um antebraço.

Mantenha a cabeça e pescoço em posição reta e ombros relaxados. 

Vídeo na altura dos olhos e a cerca de um antebraço de distância ou 45 cm a 70 cm.
Mantenha o antebraço, punho e mãos em linha reta (posição neutra do punho) em relação ao teclado.

Mantenha o cotovelo junto ao corpo num ângulo de 90º.
Mantenha a região lombar apoiada no encosto da cadeira ou no suporte das costas.Mantenha um espaço entre a dobra do joelho e a extremidade final da cadeira. 
Mantenha ângulo de 90º para as dobras do joelho e do quadril.
Mantenha os pés apoiados no chão ou use um descanso para os pés.
Mantenha o mouse e outros acessórios próximos ao teclado e no mesmo plano.
Mantenha o documento próximo ao monitor e no mesmo plano visual, nos trabalhos de digitação. Não torcer o pescoço. 
Monitor não deve estar nem muito alto, nem muito baixo.
Utilize apoio para os punhos (é importante para ajudar você a manter-se na posição neutra).

Quando for movimentar o mouse, movimente somente o mouse e não o punho, evitando fazer movimentos para os lados com o punho.
Quando for teclar observe as mesmas recomendações dos cuidados com o mouse.
 


Possíveis efeitos da má postura:
 
  • Dor no pescoço, costas, braços, antebraços e punhos.
  • Sensação de cansaço, desconforto.
  • Problemas de saúde (LER / DORT).
  • Limitações de movimento.
  • Perda da qualidade de vida.
 
A melhor e mais barata maneira de evitar estes problemas e sempre cuidar de sua postura diariamente isso pode significar um dia mais produtivo, mais confortável.
SUA COLUNA AGRADECE


POSTURA E DEPRIMIDO

 

É comum vermos os mais tímidos falarem baixo, evitarem contato olho a olho e não quererem se expor muito.
Ou um deprimido manter uma postura cabisbaixa, reclamando da vida.
Estes tipos de comportamentos sem dúvida influenciam o que o outro vai pensar dele, e não traz consequências positivas, o que pode deixar a pessoa ainda mais incomodada.

POSTURA CORPORAL X CONFIANÇA

 



"A postura corporal 
afeta sua confiança 
em seus próprios pensamentos"
 
  
Jeff Grabmeier



Sentar-se corretamente não é bom apenas para a sua coluna - uma boa postura também lhe dá mais confiança em suas próprias ideias e pensamentos.


Benefícios de uma boa postura

Sentar-se corretamente não é bom apenas para a sua coluna - uma boa postura também lhe dá mais confiança em suas próprias ideias e pensamentos.

Pesquisadores descobriram que as pessoas que foram orientadas a sentar-se corretamente durante uma pesquisa apresentaram uma probabilidade maior de acreditar naquilo que escreviam sobre si mesmas quando se candidatavam a um emprego.

Por outro lado, os voluntários que se debruçavam sobre as mesas eram menos propensos a acreditar naquilo que estavam escrevendo sobre suas próprias qualificações.


Boa impressão sobre si mesmo
Os resultados mostram como uma boa postura pode afetar não apenas o que os outros pensam sobre nós, mas também como nós pensamos sobre nós mesmos, segundo Richard Petty, psicólogo da Universidade do Estado de Ohio (EUA), coautor da pesquisa.

"A maioria de nós acredita que sentar-se corretamente passa uma boa impressão sobre nós mesmos para as outras pessoas," diz Petty. "Mas acontece que uma boa postura também afeta como nós pensamos sobre nós mesmos. Se você se senta corretamente, acaba convencendo a si mesmo do que está pensando."

A pesquisa, publicada no exemplar de Outubro do European Journal of Social Psychology, incluiu 71 estudantes. Eles foram divididos em dois grupos, sendo dito que participavam de estudos separados, um para a escola de artes e outro para a escola de negócios. Desta forma, o pedido para a postura correta do grupo que pretensamente participava do estudo de artes não induziu o comportamento do outro grupo.


Autoavaliação

A avaliação dos estudantes sobre si mesmos como futuros profissionais dependeu diretamente da postura que eles assumiram enquanto escreviam características positivas e negativas sobre seu pretenso desempenho profissional.

Os estudantes que se sentaram corretamente mostraram-se muito mais propensos a avaliar a si mesmos segundo as características que escreviam. Em outras palavras, quando escreviam características positivas sobre si mesmos, eles davam notas mais altas para si próprios; quando escreviam características negativas, eles se davam notas mais baixas.

"Sua postura correta e confiante lhes dá mais confiança em seus próprios pensamentos, sejam eles positivos ou negativos," interpreta o Dr. Petty.

Já para os estudantes com postura "mais largada", a autoavaliação não diferiu largamente quando tratavam dos aspectos negativos ou positivos.


A importância dos pensamentos positivos

O resultado final é que, quando os estudantes escreviam coisas positivas sobre si mesmos, eles se davam notas mais altas quando estavam sentados corretamente porque a postura correta lhes dava mais confiança em seus pensamentos positivos.

Entretanto, quando os estudantes escreviam coisas negativas sobre si mesmos, eles davam notas mais baixas para si mesmos quando estavam sentados corretamente porque a postura correta lhes dava mais confiança em seus pensamentos negativos.

"Sentar-se corretamente é algo que você pode treinar, o que lhe trará benefícios psicológicos - desde que você geralmente tenha pensamentos positivos," recomenda o pesquisador.

Por exemplo, em testes de múltipla escolha, os estudantes geralmente saem-se melhor quando permanecem com sua primeira escolha, principalmente quando têm alguma dúvida sobre a matéria.

"Se um estudante está sentado corretamente, ele tenderá a acreditar mais em sua primeira resposta. Mas, se ele fica debruçado, poderá mudar a resposta a acabar não se saindo tão bem," diz Petty.



REMOR

 

Tremor

Tremor é um movimento muscular involuntário, de certa forma rítmico, que envolve movimentações oscilatórias de uma ou mais partes do corpo.
É o mais comum de todos movimentos involuntários e pode afetar as mãos, braços, cabeça, face, cordas vocais, tronco e pernas. A maioria dos tremores ocorre nas mãos.



Em algumas pessoas, o tremor é um sintoma de algum distúrbio neurológico. A forma mais comum de tremor, entretanto, ocorre também em pessoas saudáveis.






Embora o tremor não coloque a vida da pessoa em risco, ele pode ser envergonhante para algumas pessoas e pode tornar as tarefas diárias mais difíceis de se fazer.



Todo mundo apresenta um certo grau de tremor, denominado tremor fisiológico, embora, na maioria dos indivíduos, ele seja muito discreto para ser percebido.




Os tremores são classificados de acordo com sua velocidade e ritmo, com a sua localização e sua freqüência e com a sua gravidade.



Os tremores de ação ocorrem quando os músculos encontram-se em atividade;
Os tremores de repouso ocorrem quando os músculos encontram- se em repouso.



Os tremores de repouso podem fazer com que um membro superior ou inferior trema mesmo quando o indivíduo encontra- se totalmente relaxado. Esses tremores podem ser um sinal de doença de Parkinson.



Os tremores de intenção ocorrem quando o indivíduo realiza um movimento intencional.




Os tremores essenciais são tremores que geralmente manifestam-se no início da vida adulta, tornam-se lentamente mais evidentes e são de causa desconhecida.




Os tremores senis são tremores essenciais que se manifestam em idosos. 

Os tremores essenciais que ocorrem em famílias são algumas vezes denominados tremores familiares.


Os tremores de intenção podem ocorrer em indivíduos que apresentam uma doença cerebelar ou de suas conexões. 



A esclerose múltipla comumente causa esse tipo de tremor. Outras doenças neurológicas (p.ex., acidente vascular cerebral) ou o alcoolismo crônico também podem lesar o cerebelo, acarretando tremores de intenção.


Esses tremores podem estar presentes com o indivíduo em repouso e podem aumentar com a atividade como, por exemplo, tentar manter uma postura ou levar a mão até um alvo fixo.





Os tremores de intenção são mais lentos que os tremores essenciais e são movimentos amplos e grosseiros.

Apesar dos tremores essenciais normalmente permanecerem leves e não indicarem uma doença grave, eles podem tornar-se um transtorno. Eles podem afetar a escrita, podem tornar o uso de utensílios difícil e podem tornar-se embaraçosos.





O estresse emocional, a ansiedade, a fadiga, a cafeína ou estimulantes podem agravar os tremores essenciais.
  

Muitos medicamentos, especialmente aqueles utilizados no tratamento da asma e do enfisema, podem piorar um tremor essencial. Embora o consumo moderado de bebidas alcoólicas possa reduzir o tremor em alguns indivíduos, o seu uso abusivo ou a abstinência podem piorá-lo.


Geralmente, os tremores essenciais cessam quando os membros superiores ou inferiores repousam, mas tornam-se evidentes quando os membros são estendidos e podem piorar quando são mantidos em posições incômodas. Os tremores são relativamente rápidos, com pouco movimento.


Os tremores essenciais podem afetar mais um lado do corpo que o outro, mas, geralmente, envolvem ambos os lados. Algumas vezes, a cabeça treme e apresenta alguns espasmos leves. Se as pregas vocais forem afetadas, a voz torna-se trêmula.


Diagnóstico e Tratamento

Normalmente, o médico consegue diferenciar um tremor essencial dos outros tipos. Algumas vezes, os exames laboratoriais revelam que a causa é um problema tratável como, por exemplo, uma hiperatividade da glândula tireóide.



Os medicamentos podem ajudar os indivíduos que apresentam dificuldades para utilizar utensílios ou aqueles cuja atividade exige firmeza das mãos. 


A neurocirurgia é reservada aos tremores graves e incapacitantes não responsivos ao tratamento medicamentoso.


CANCER DE MAMA X EXERCÍCIOS VIGOROSOS

 

Exercícios vigorosos podem reduzir risco de câncer de mama, diz estudo

Exercícios físicos vigorosos podem reduzir o risco de câncer de mama após a menopausa, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, porém, exercícios leves e moderados não oferecem proteção.

Avaliando dados de mais de 32 mil mulheres na pós-menopausa, os pesquisadores notaram que atividades vigorosas incluindo faxina, jardinagem pesada, esportes competitivos, corrida, aeróbica e ciclismo em subidas estavam associadas a uma pequena redução nos riscos.

Esse efeito protetor seria muito maior em mulheres que não estavam acima do peso (30% de redução para aquelas com maiores níveis de exercícios vigorosos). Atividades como caminhada, limpeza e jardinagem leve, lavar roupas e esportes recreacionais não foram associados a um menor risco.
Fonte: Blog Boa Saúde

TIPOS DE PRÓTESE DE QUADRIL

 

Prótese Total do Quadril ou artroplastia se caracteriza pela substituição ou troca da articulação do quadril.
Esta cirurgia foi idealizada por ortopedistas para restabelecer a função da articulação coxo-femoral.
Muitas doenças acometem esta articulação, sendo que as mais importantes são: Artrose de Quadril e Fraturas do Colo do Fêmur.

As primeiras próteses idealizadas foram confeccionadas com materiais que tinham pouca bio-compatibilidade. Entre eles podemos citar o ouro, acrílico, vidro, baquelite, etc. As próteses atuais são feitas de materiais totalmente bio-compatíveis. Os mais empregados são: polietileno de alta densidade, cobalto, cromo-titânio, polimetilmetacrilato.

Existem vários tipos de prótese de quadril. A indicação de usar uma ou outra prótese depende da idade do paciente, do tipo de doença, da qualidade do osso e da experiência do cirurgião.


Tipos de Prótese:

. Prótese cimentada
. Prótese não-cimentada
. Prótese Híbrida
. Prótese Cefálica uni-polar
. Prótese Cefálica bi-polar
. Endo-prótese
. Prótese em Copa

A prótese cimentada é aquela em que usa-se cimento ósseo para fixar o componente acetabular na bacia e a parte femoral no fêmur. Normalmente usamos esta prótese em pacientes com idade mais avançada.

prótese não-cimentada é aquela em que fixamos suas partes (acetábulo e componente femoral) diretamente na superfície óssea, sem a utilização de cimento. Este tipo é indicado para pessoas mais jovens, com boa qualidade óssea.

Na prótese híbrida, o componente acetabular é fixado à bacia através de parafusos, sendo o componente femoral fixado com cimento ao fêmur. É usada em pacientes com até 75 anos de idade.

As próteses uni e bi-polares são utilizadas em pacientes idosos, com fratura do colo do fêmur e que necessitam sair do leito o mais precoce possível.

As endo-próteses são utilizadas para a substituição de grandes segmentos ósseos, como no caso de um tumor que comprometa a parte superior do fêmur.

As próteses em copa estão em desuso, sendo utilizadas eventualmente em pacientes com fratura de acetábulo em péssimas condições de saúde, pois uma prótese total necessita de maior tempo cirúrgico e anestésico, dificilmente suportado por esse tipo de paciente.



Novas próteses surgem no mercado para atender às pessoas mais jovens que, por diversas razões, precisam fazer uma artroplastia, e precisam ser aperfeiçoadas, pois o organismo tem reações celulares às pequenas partículas que são liberadas pelo encaixe plástico (polietileno) ou pelas partículas de metal ou do próprio cimento ortopédico que foi usado para fixação. Todos esses produtos causam reação óssea tipo osteoporose, que deixa a prótese frouxa, causa dores ou quebra o osso. Todo esse desgaste pode ser assintomático.

A cirurgia de artroplastia do quadril é geralmente bem sucedida e as complicações são raras. As possibilidades são que 95% das vezes não ocorra nenhum problema sério. A complicação mais temível ‚é uma infecção. A possibilidade que ocorra uma infecção em um quadril que nunca foi operado antes é de menos de 1 por cento. A infecção pode ser causada por bactérias que entram no quadril no momento da operação. As precauções que se tomam contra a infecção são certos cuidados no momento da cirurgia e o uso de antibióticos durante o período de internação hospitalar. As infecções podem ser introduzidas no quadril pela corrente sangüínea a qualquer tempo depois da operação. Se o paciente que foi submetido a uma artroplastia total do quadril tiver um infecção bacteriana em qualquer parte do corpo, deve ser tratado rapidamente por um médico sob risco de ter problemas no seu quadril.

A soltura da prótese, é a principal complicação a longo prazo.

A durabilidade da prótese é determinada por três fatores.

  1. A habilidade do cirurgião
  2. O esforço a que essa prótese será submetida.
  3. O estado do osso do paciente.


O paciente deve ter consciência que o quadril operado não é igual ao quadril normal, apesar de alguns pacientes sentirem-se absolutamente normais. O alívio da dor e a qualidade da artroplastia são determinados em parte pelo tipo de problema que o paciente tem. É pouco comum que haja algum tipo de dor após a operação que não possa ser explicada.

DOR NO COTOVELO - epicondilite lateral do cotovelo

 

A Epicondilite Lateral do Cotovelo é a causa mais comum de dor no cotovelo observada nos consultórios. Também conhecida como “cotovelo do tenista”.

A patologia é uma síndrome dolorosa localizada na região do epicôndilo lateral, parte óssea mais proeminente no aspecto lateral do cotovelo, sendo sítio de origem dos músculos supinador do antebraço, extensores do punho e dos dedos.

Apesar do termo “cotovelo do tenista”, acomete principalmente trabalhadores entre a quarta e quinta décadas de vida, e não somente tenistas.


Incidência
Vários autores acreditam haver dois grupos distintos de pacientes com a patologia.


Um grupo formado por pacientes jovens, atletas e que praticam intensamente atividades como tênis, squash, paddle e golfe, no qual o sobreuso é o fator preponderante. Este grupo corresponde a cerca de 5% dos pacientes. Destes, entre 10% a 50% apresentarão, em algum momento, um quadro de epicondilite.


O outro grupo corresponde a 95% dos pacientes e é representado por pessoas entre 35 e 55 anos, nas quais o início dos sintomas é relativamente incidioso. Geralmente são pessoas que exercem atividades de repetição ou esforços intensos isolados, no trabalho ou em casa.

Ocorre igualmente entre os sexos e com maior freqüência em brancos.


Causa
A degeneração do tendão associada a esforços de tração do músculo provoca rupturas microscópicas nas fibras do tendão, que sofrem necrose devido à falta de irrigação sangüínea, que é deficiente nesta região.


Sintomas
A queixa mais freqüente é a dor localizada na região lateral do cotovelo e antebraço, com piora ao segurar objetos pesados ou mesmo uma xícara de café cheia ou erguer uma cadeira.


Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico, com alguns testes especiais. A radiografia simples geralmente não apresenta alterações, sendo utilizada para excluir patologias ósseas. A ultra-sonografia pode ser utilizada como método complementar de diagnóstico e mais raramente é necessário o uso da ressonância magnética.


Tratamento
Ainda existem muitas controvérsias sobre o tratamento da epicondilite lateral do cotovelo, sendo este o foco principal desta diretriz.

Normalmente o tratamento é LONGO, levando em torno de 52 semanas (1 ano e 1 mês).

A curto prazo o tratamento com infiltração de corticóide tem se mostrado eficiente nas primeiras 6 semanas.

Após as 6 semanas (e não menos do que esse tempo) deve-se iniciar a Fisioterapia para obter os melhores resultados.

Pode-se usar órteses ou bandas de tensão em conjunto com a Fisioterapia para auxiliar as tarefas diárias.

A cirurgia apenas é indicada em casos onde o tratamento conservador não obteve resultados satisfatórios no período de 8-12 meses no mínimo.



Quando retornar ao esporte ou atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.


Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.




O retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando os itens listados abaixo puderem ser realizados, progressivamente:

• Usar a força ao empunhar a raquete de tênis, taco de basebol, taco de golfe, sem sentir dor.
• Trabalhar no teclado do computador, sem sentir dor.
• Em esportes, tais como, ginástica, é importante conseguir suportar o peso do corpo com
o cotovelo lesionado, sem sentir dor.
• Buscar a força normal, comparado ao cotovelo não lesionado.
• Ter total alcance de movimento do cotovelo, comparado ao cotovelo não lesionado.



Como posso prevenir o "Cotovelo de Tenista" ?
• Realizar a atividade da forma apropriada e com os acessórios adequados,
• Aquecer antes e depois de jogar tênis ou praticar atividades, que envolvam os músculos
do braço e do cotovelo.
• Compressa de gelo no cotovelo após exercício ou trabalho.


Em atividades relacionadas ao trabalho, é importante adotar uma postura correta e garantir que a posição dos braços, durante o trabalho, não causem excesso de uso do seu cotovelo ou músculos do braço.


RPG PARA DOR NAS COSTAS

 

A dor nas costas é uma das ocorrências mais "democráticas" do corpo humano, porque atinge de crianças a idosos. Entre os adultos, é a principal causa de afastamento do trabalho. Estudos epidemiológicos revelam que 80% das pessoas apresentam dor nas costas em alguma fase da vida. A técnica de alongamento vem sendo empregada tanto na prevenção, quanto no tratamento, trazendo importante alívio principalmente para os pacientes com internação hospitalar. 

"Pessoas que permanecem internadas por um período prolongado, geralmente apresentam dor no corpo inteiro. Pode ocorrer, inclusive, um encurtamento muscular, com perda entre 10% e 15% de força muscular por semana", diz a fisioterapeuta Silvia Rezek, diretora da Unidade de Fisioterapia e Reabilitação (Unifir), serviço vinculado ao Hospital Santa Paula (SP). 

RPG 

Com exceção dos casos de dor aguda, quando o paciente é medicado com antiinflamatórios, a fisioterapia hospitalar tem empregado a RPG (Reeducação Postural Global) para proporcionar alívio e bem-estar aos pacientes. Vale lembrar que o fisioterapeuta é o único profissional habilitado a empregar a técnica que se baseia no alongamento estático. 

Uma pesquisa realizada na Unifesp indica que a RPG reduz a dor nas costas mais rapidamente que os métodos convencionais. Mais de 70% dos pacientes tratados com reeducação postural apresentaram melhora rápida, contra apenas 40% das pessoas submetidas aos métodos normais. 

"O alongamento estático exercita todos os grupos musculares. Durante sessões de uma hora, o paciente é orientado a exercitar três das oito posições geralmente trabalhadas em RPG", diz Silvia Rezek. "Além de reduzir tensões, diminui as dores nas costas, previne distensões musculares e ativa a circulação sangüínea", continua. 

"Além da fisioterapia, outros tratamentos podem ser necessários para tratar a dor nas costas, que também pode ter componentes como depressão, alcoolismo, fumo e até mesmo estresse", alerta a fisioterapeuta.


DICAS PARA DORMIR MELHOR

 

Dormir bem à noite é essencial para que você esteja com o pique lá em cima durante o dia, sem falar na saúde. Um sono inadequado pode estar relacionado com desequilíbrios hormonais reguladores do apetite, maiores taxas de incidência de diabetes e hipertensão arterial, dentre outros problemas.
 
Para que você fique com o pique e a saúde lá em cima, Solange de Oliveira Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região, e Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, fizeram um roteiro do caminho para um sono melhor.
 
1 – Crie uma rotina
Estabeleça um horário fixo para acordar e dormir, mesmo aos finais de semana. Evite também aquela soneca depois do almoço

2 – Escolha atividades próprias para se acalmar
Ler – seja um livro, revista ou jornal – antes de dormir é ótimo. Outra boa opção é ouvir um pouco de música lenta, instrumental, bem baixa, para você relaxar antes de ir para a cama.

3 – Tome um bom banho antes de deitar
Na hora de dormir, ao invés de ir direto para a cama, tome um banho morno para relaxar. Se for um banho de banheira então, melhor ainda

4 – Faça exercícios
Saúde é essencial para ter um sono ótimo. Então, trate de fazer exercícios! Só preste atenção no horário, pois ir à academia de noite pode ter o efeito
inverso e atrapalhar seu descanso.

5 – Deixe os problemas fora do quarto
Não vá dormir pensando no que tem para resolver no dia seguinte. Faça uma lista de todos os problemas pendentes e livre sua mente disso.

6 – Café, açúcar e outros estimulantes só durante o dia
Bebidas com cafeína, assim como excesso de açúcar e outras substâncias
estimulantes irão deixá-la mais alerta e aumentar a ansiedade. Se consumidos no fim da tarde, podem dificultar o sono.

7 – Use o quarto só para dormir
Ao assistir TV ou, pior, trabalhar no quarto, você induz sua mente a pensar
que aquele não é só um local de descanso, interferindo na qualidade do seu sono

8 – Para o jantar, só comidas leves
Faça a última refeição pelo menos duas horas antes de dormir, para não
sobrecarregar o seu corpo. Carnes magras, folhas, sopas, arroz ou batata
em pequenas quantidades são ideais.

9 – Crie um ambiente correto
Seu quarto deve ter uma temperatura agradável e estar sempre limpo. É bom deixá-lo o mais escuro possível durante a noite e evitar os ruídos ao máximo.
 
 
10 – Fuja das bebidas alcoólicas
Reduza o consumo de álcool, pois embora você se sinta mais relaxada depois de beber um pouco, os efeitos são percebidos pouco tempo depois: ronco e sono instável.

11 – Atenção redobrada ao travesseiro e colchão
O apoio para a cabeça e para o corpo interfere no seu sono e na sua postura. Escolha itens de qualidade, que não sejam nem duros nem macios demais.

12 – Aposte na receita da vovó
À noite, beba um copo de leite morno ou um chá de ervas. O leite contém triptofano, uma proteína indutora natural do sono. As infusões de camomila e de melissa também têm o mesmo efeito.

13 – Reduza as horas na frente da TV e do computador
Há quem consiga pegar no sono assistindo televisão, mas o melhor é evitá-la, assim como o computador. Os eletrônicos podem mantê-la em estado de alerta, retardando a indução do sono.
 
14 – Diga não aos remédios
A menos que sejam receitados por um médico, não faça uso de tranquilizantes, ansiolíticos e soníferos.

15 – Não vá para a cama sem sono
Se, ao deitar, você demorar mais do que 15 minutos para dormir, levante-se. Revirarse na cama a deixará ainda mais ansiosa, se preocupando em conseguir adormecer.
Fonte: Revista Zero


GRIPE, RESFRIADO E RiNITE, QUAL A DIFERENÇA?

 
Por terem sintomas semelhantes, apesar das causas diferentes, é comum que as pessoas se confundam na hora de “pré-diagnosticar” o problema. Com isso, aumenta o risco do consumo inadequado da medicação, além do atraso no início do tratamento correto. Veja abaixo as características destes distúrbios respiratórios:

Resfriado: 
É causado pelo rinovírus. Possui sintomas leves e, geralmente, o tratamento é rápido. O sintoma predominante do resfriado é a obstrução nasal e são raros os casos em que o paciente apresenta febre ou dores musculares.

Gripe:
É uma doença infecciosa, causada pelo vírus Influenza. Os sintomas desta moléstia são mais fortes do que os apresentados no resfriado. Os infectados apresentam febre alta, dores musculares e de cabeça, cansaço e obstrução nasal.

O ciclo da doença dificilmente ultrapassa dez dias, tempo que varia conforme o sistema imunológico do paciente. Para o tratamento da gripe, recomenda-se repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos. O uso de antialérgicos e antitérmicos deve ser administrado conforme orientação médica.

Rinite alérgica:
É uma inflamação do revestimento interno do nariz. “As rinites se caracterizam por quatro sintomas básicos: nariz entupido, secreção nasal, espirros e coceira no nariz”, informa o otorrinolaringologista Renato Roithmann, o presidente da Associação Brasileira Rinologia.

Os sintomas são manifestados logo após alguns minutos do contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia). Ao contrário da gripe e do resfriado, os pacientes não apresentam desconfortos como dores musculares e de cabeça, febre e indisposições.

Para o tratamento deste tipo de alergia, é indicada a limpeza do ambiente, para que sejam tirados os agentes causadores da alergia. Como nem sempre esta limpeza é possível, o tratamento medicamentoso (que inclui vacinas) consiste na imunização do paciente.
Fonte: Portal iTodas



DEMÊNCIA ; UMA SÍNDROME COM 3 CARACTERÍSTICAS BEM MARCANTES

 

Demências


A Demência não é apenas um tipo de doença, ela é considerada uma síndrome, ou seja, é um grupo de sinais físicos e sintomas que a pessoa apresenta, estando presente em várias doenças diferentes. Assim, como uma síndrome a demência apresenta três características principais:


Prejuízo da memória.
Os problemas de memória podem ser desde um simples esquecimento leve até um prejuízo severo a ponto de não se recordar da própria identidade.

Problemas de comportamento.
Normalmente se caracteriza por agitação, insônia, choro fácil, comportamentos inadequados, perda da inibição social normal, alterações de personalida. 

Perda das habilidades. São as habilidades adquiridas durante a vida, tais como, organizar os compromissos, dirigir, vestir a roupa, cuidar da vida financeira, cozinhar, etc.

Os sintomas mais comuns que aparecem nas demências são:
. 1- déficit de memória
2- dificuldades de executar tarefas domésticas
3- problema com o vocabulário
4- desorientação no tempo e espaço
5- incapacidade de julgar situações
6- problemas com o raciocínio abstrato
7- colocar objetos em lugares equivocados
8- alterações de humor de comportamento
9- alterações de personalidade
10- perda da iniciativa - passividade

Os sintomas iniciais de demência variam, mas a perda de memória em curto prazo costuma ser a característica principal ou única a ser trazida à atenção do médico na primeira consulta.
Ainda assim, nem todos os problemas cognitivos nos idosos são devidos à demência. Perguntas cuidadosas aos pacientes e aos familiares podem ajudar a determinar a natureza do comprometimento cognitivo e a estreitar o diagnóstico.

Existem muitas doenças ou alterações orgânicas capazes de levar a um quadro demencial. 

Muitas dessas causas relacionadas à demência são reversíveis, principalmente o uso prolongado de alguns medicamentos, como por exemplo, drogas usadas para hipertensão arterial, diuréticos, alguns hipnóticos.

A depressão também pode esta associada à demência. Muitas vezes, diferenciar a demência da depressão é uma tarefa difícil e que apresenta muitos obstáculos.

Outras doenças relacionadas com a demência são:
doenças vasculares do sistema nervoso central - SNC,
doenças infecciosas,
hipotireoidismo,
deficiência de vitamina B12,
sífilis e HIV no SNC,
doenças degenerativas do SNC, etc.

O número de pessoas afetadas por demência vem crescendo significativamente com o envelhecimento da população mundial e estima-se que em 2025 o número de pessoas demenciadas no mundo seja de 34 milhões (hoje existem cerca de 18 milhões de pessoas com Demência). O aumento na incidência da Demência será maior nos países em desenvolvimento, onde a população atual de pessoas com demência (11 milhões hoje) chegará a 24 milhões em 2025 ( Alzheimer s Disease International. 1999).

A Demência se caracteriza pelo desenvolvimento de múltiplos déficits psico-mentais (cognitivos), incluindo comprometimento da memória, devido aos efeitos fisiológicos de uma condição médica sobre o Sistema Nervoso Central. Essa condição médica pode ser, por exemplo, devida aos efeitos persistentes de uma substância sobre o cérebro, uma doença vascular, uma doença de Alzheimer, etc.

Juntamente com o comprometimento da memória, para o diagnóstico de Demência deve ser somado um comprometimento de pelo menos mais uma função cognitiva, como por exemplo, a afasia, apraxia, agnosia e perturbação do funcionamento executivo. Esse prejuízo das funções mentais devem levar a um comprometimento social e/ou ocupacional, portanto, resumindo,

a demência é uma síndrome de declínio cognitivo, geralmente progressiva, que apresenta uma variedade de causas 

Tipos de Demência
Uma das maneiras de se classificar as Demências é quanto à sua causa. De acordo com Galton, as freqüências relativas das causas de demência diferem dependendo da idade mas, de qualquer forma, a Doença de Alzheimer é a causa mais comum tanto no grupo com idade menor que 65 anos, quanto no grupo etário mais velho (Galton 1999). A causa genética das demências, como por exemplo, a doença de Alzheimer, juntamente com outras causas mais raras, é mais freqüente no grupo etário mais jovem. Veremos abaixo os principais tipos de demência.


FREQUÊNCIA DOS TIPOS DE DEMÊNCIAS


-DE 65 ANOS
+DE 65 ANOS

Doença de Alzheimer


34%

55%

Demência Vascular


18%

20%

Demência Fronto-Temporal


12%

-------

Demência corpos de Lewy


7%

20%

Outros


29%

5%

* Henry Brodaty (2004)



 
 

COMO PREVINIR A RENITE?

 

* Evite tapetes, carpetes, cortinas e almofadas no quarto de dormir. Dê preferência a pisos laváveis e persianas que possam ser limpas com pano úmido;

* Camas e berços não devem ser colocados junto à parede;

* Evite mofo e umidade. Uma solução de ácido fênico a 2,5% pode ser passada nos locais mofados, até uma solução definitiva ser tomada;

* Evite animais de pelúcia e estantes de livros no quarto;

* Evite travesseiros de paina ou penas. Prefira os de espuma, e sempre que possível, envoltos em material plástico (napa);

* Da mesma forma, faça uma capa para o colchão de material que possa ser limpo com pano úmido;

* Evite vassouras e espanadores de pó. Passe pano úmido diariamente na casa antes do uso de aspirador de pó e, de preferência, duas vezes ao dia no dormitório;

* Evite animais de pêlo. Animais de estimação ideais para pessoas alérgicas são os peixes e tartarugas. Caso seja impossível evitar os mascotes, eles devem tomar banho pelo menos uma vez por semana e não podem, de forma alguma, permanecer próximos à cama;

* Evite desinfetante e produtos de limpeza com odor forte.

* Verifique periodicamente as áreas úmidas da casa para evitar o surgimento do mofo;


Cuidados pessoais:
* Evite talcos e perfumes;

* Evite banhos muito quentes. A temperatura ideal da água é a mesma do corpo;

* Não fume dentro de casa;

* Roupas raramente usadas devem ser arejadas e, se possível, lavadas antes do uso;

* Dê preferência à vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados.


POR QUÊ AS JUNTAS ESTALAM?

 

Pela falta de um lubrificante natural produzido nas cavidades que amortecem o contato entre os ossos.
A ausência da tal substância faz com que as articulações fiquem grudadas. Ao se alongarem as juntas, elas se separam e produzem o som do estalo.

Os sons produzidos nas juntas podem não ter significado clínico algum, sendo apenas produzidos por deslizamento do tendão/ligamento sobre a articulação,ou melhor dizendo 
é quando o tendão se desloca de seu trajeto natural em movimentos mais bruscos.

 
. Por outro lado, podem ser produto do desgaste da cartilagem (crepitação), como são vistos na "artrose".

A sensação de bem-estar que algumas pessoas descrevem após o estalo é psicológica – e não física.


O TRATAMENTO COM LASER NA FISIOTERAPIA

 



Laser significa Amplificação de luz por emissão estimulada de radiação. Na fisioterapia os raios laser são produzidos por uma mistura de hélio/neônio (632,8nm).
A mistura hélio/neônio produz uma luz vermelha e a mistura infravermelha não produz luz.

A fim de descrever um laser, deve-se medir:
  1. o comprimento de onda em nanômetros;
  2. a duração total de pulso,
  3. o índice de repetição
  4. o tempo total de exposição;
  5. a intensidade de energia e de potência em joules por centímetro quadrado;
  6. a irradiação em watts por centímetro quadrado.

A monocromaticidade faz com que o raio laser seja absorvido por uma cor única, por exemplo: um raio vermelho (He/Ne) é absorvido por zonas vermelhas do organismo como os vasos capilares. Ele atravessa a estrutura cutânea e subcutânea sem ser absorvido por esta e sem comunicar-lhe sua energia que será comunicada apenas nos vasos capilares.




Por sua vez, a intensidade da reação biológica depende da reabsorção, reflexão e transmissão do comprimento da onda; da densidade de energia; do tempo de exposição; e do fluxo sangüíneo.

Características do laser:
Monocromaticidade - o laser é diferente de outras fontes de luz, porque é monocromático (apenas um comprimento de onda).
Coerência espacial - Ele obedece as leis da física. Substâncias específicas são estimuladas eletricamente para emitir radiações que produzem maiores níveis de energia.
Colimação - o feixe de luz é sempre paralelo (quer seja projetado de poucos centímetros, quer de longa distância), mantendo sempre o mesmo comprimento de onda sendo esta uniforme e concentrado no raio altas densidades de energia.
Brilho - a potência emitida é elevada mais do que qualquer outro raio não laser.


Efeitos do laser: 

1. Aumenta a síntese de colágeno - útil para reparo tecidual.

2. Aumenta a permeabilidade das membranas celulares com maior eficiência da bomba de sódio.

3. Aumenta o número de fibroblástos e promove tecido de granulação - útil para cicatrização de corte.

4. Aumenta os níveis de prostaglandinas. Causa um aumento na ATP celular, que é útil para mitigação da dor.

5. Ação anti-inflamatória


Aplicações clínicas:
Cirúrgicas - Pode ser usado para cortar ou cicatrizar especialmente em casos cirúrgicos onde a perda de sangue seja um risco para o paciente. Como uma faca ele pode cortar e com grande precisão extirpar poucas células. Pode também estancar hemorragia como por exemplo uma hemorragia gastrointestinal.

Oftalmologia - O laser pode passar através do olho e ser focado em um pequeno ponto de tratamento.

Estética - no combate a celulite, na dissolução de gorduras e na recanalização dos vasos linfáticos drenando a linfa.



Na fisioterapia os benefícios do laser diminuem o tempo de tratamento e ajudam:

* na cicatrização de ferimentos,
* no fechamento de feridas abertas, úlceras e feridas pós-operatórias,
* na velocidade de condução do nervo

* nas artropatias degenerativas e inflamatórias

* no alívio da dor; tanto em pontos gatilhos quanto em pontos de acupuntura.

* tem efeitos benéficos em lesões de tecidos moles - tendões, ligamentos e músculos e até em fortalecimento de tendões e ligamentos. 


Contra-indicações: 

1 - Carcinoma.
2 - Irritação cutânea.
3 - Tratamento do tórax em pacientes cardíacos
deve ser evitado, juntamente naqueles que têm marca-passo.

4 - Olhos.

TERAPIA MANUAL PODE ELIMINAR DORES NA COLUNA

 
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 80% da população mundial terá, pelo menos, duas crises de dor na coluna durante a vida.

Nestes casos, tanto para a coluna cervical quanto para a coluna lombar, os efeitos analgésicos cumulativos da terapia manual foram estudados e comprovados,
reduzindo a dor e os espasmos pós-lesão, acelerando a recuperação.


"A terapia manual inclui um impulso manipulativo de alta-velocidade e baixa amplitude e mobilizações oscilatórias, se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a função do paciente", explica Roberto Serafim, fisioterapeuta e professor universitário, pós-graduado em Aparelho Locomotor no Esporte pela Escola Paulista de Medicina, especialista na restauração de funções articulares.


Direto no local

Ele explica que a terapia foi e é extensivamente pesquisada e pode agir diretamente em problemas comuns da população brasileira, como dores na coluna cervical e coluna lombar. Serafim recebe, em média, 60% dos pacientes em sua clínica em Campinas (SP) com sintomas de dores nas costas.


É a partir desta premissa que a terapia manual vem recebendo atenção cada vez maior de pesquisadores e profissionais de saúde e sendo aplicada com sucesso em tratamentos dedicados ao sistema músculo-esquelético (sistemas muscular, articular e neural).


A incidência deste tipo de dor é tanta que em 1994, a Agência em Política e Pesquisa em Saúde nos USA desenvolveu o Guia para Dor Lombar Aguda. Em 1997, a Nova Zelândia também criou um guia oficial que recomenda a terapia manual nas primeiras quatro a seis semanas de dor lombar. O Royal College of General Practitioners, do mesmo país, afirmou que existem fortes evidências para apoiar o uso da manipulação na dor lombar, provendo maior rapidez na melhora da dor e no nível de atividade do paciente.

Mãos na massa

A fisioterapia manual consiste em utilizar as mãos para recompor a capacidade de reparo do organismo. Assim, a manipulação afeta propriedades mecânicas dos tecidos como elasticidade, força e alongamento. Ela trata as deficiências neuromusculares decorrentes de doenças e lesões musculoesqueléticas como perda de equilíbrio e movimento, permite a correção postural, além de causar reações psicológicas que apresentam uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.

Em sua clínica, Serafim aponta uma porcentagem de pelo menos 90% de pacientes que relatam diminuição ou ausência de dor e recuperação de problemas articulares com o uso da terapia manual também em outras partes do sistema músculo-esquelético.

Com duas seções iniciais, o publicitário Tiago Petreka, que sofreu uma séria lesão no tornozelo direito praticando futebol, já sente os benefícios da terapia e do programa de recuperação da clínica. "As seções de manipulação ajudaram muito no combate às dores e ganho de movimento, me devolvendo mais rápido ao meu cotidiano", afirma.
Fonte:Yahoo


-Carregar a mochila pesada em um ombro só 


Erro de postura observado frequentemente em crianças e adolescentes, essa posição faz com que o peso da mochila seja colocado apenas sobre um dos ombros, o que pode provocar uma alteração postural chamada escoliose (desvio lateral inadequado da coluna). O uso correto da mochila é com alças bilaterais, na frente ou nas costas 



 

 
 


2-Apoiar os cotovelos na mesa 


O hábito de manter os cotovelos apoiados na mesa, especialmente durante reuniões, além de escurecer e engrossar a pele, pode provocar uma bursite (inflamação crônica na bursa, que é um tipo de almofada que fica entre o osso e a pele). Em casos de inflamações crônicas, pode ser necessário fazer tratamento cirúrgico


 

 
 


3-Ler deitado na cama 


É uma das piores posturas para a coluna. Normalmente, as pessoas dobram o travesseiro e se deitam, permanecendo com o queixo para a frente (quase encostado no peito). Esse apoio não é abrangente para a coluna como um todo, o que contribui para dores nas costas. Segundo a ortopedista Maria Fernanda Silber Caffaro, o ideal é ler com um apoio triangular para as costas para minimizar o esforço. 


 

 
 


4-Levantar peso sem flexionar os joelhos


Quando a pessoa se abaixa sem dobrar os joelhos para carregar algum objeto, precisa fazer um impulso para voltar. Isso atinge a coluna. O correto é abaixar-se flexionando os joelhos, assim o impulso para a volta é realizado com a força dos músculos das pernas, e não com os músculos das costas. Se o movimento for errado, a coluna pode "travar". 


 

 
 


5-Sentar com a perna cruzada 


Segundo o ortopedista Cláudio Santili, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, ficar muito tempo sentado com a perna cruzada não é adequado porque pode provocar dormência e tensão na região dos culotes. Logo, pode causar dores musculares ou até uma bursite no quadril. Além disso, o peso de uma perna em cima da outra também pode aumentar as dores no quadril. 


 

 
 


6-Dormir com dois travesseiros


Hábito bastante comum entre os adultos, pode provocar um desconforto semelhante ao de ler deitado na cama. Os travesseiros ficam muito altos e a coluna não fica completamente acomodada. Pode provocar torcicolos e dores musculares. Se for dormir com dois travesseiros, o ideal é usar um de espuma bem fino por baixo e um de penas e mais flexível por cima, para que eles se moldem ao pescoço. 


 

 
 


7-Sentar em cadeira escolar com braço 


Segundo o fisioterapeuta Roberto Mattar Cepeda, presidente do Coffito, a carteira escolar deve ser ergonômica (de preferência, com mesa e cadeira ajustáveis). Cadeiras com braço forçam uma inclinação ruim da coluna para o lado, deixando-a torta. Como o uso dessas cadeiras é diário, aumenta-se o risco de dores nas costas e de disfunção postural 



 

 
 


8-Jogar videogame com pernas "de índio" 


De acordo com o ortopedista Cláudio Santili, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, essa é uma postura muito comum entre crianças e adolescentes. O problema de ficar muito tempo sentado com as pernas cruzadas é que a musculatura da coxa fica tensa e os ombros ficam caídos para frente. A repetição pode provocar dores nos joelhos e hipercifose na coluna.


 

 
 


9-Usar sandália com salto alto diariamente


Sandálias de Salto Alto para Noite e Dia
A altura ideal do salto não deve ultrapassar 5 cm. Acima disso, há uma alteração de postura porque a pessoa precisa manter o equilíbrio na parte anterior do pé. Quanto maior o salto, maior o peso na parte anterior do pé. Isso encurta a musculatura da panturrilha de maneira crônica e o corpo se acostuma à postura errada, o que pode provocar alterações posturais importantes


 

 
 


10- Ver TV deitado no sofá


Trata-se de outra posição inadequada, pois normalmente o braço do sofá é muito alto e serve como apoio para o pescoço, o que deixa a coluna totalmente torta. Isso pode causar dores musculares na região do pescoço, semelhantes ao torcicolo, além de dor no meio das costas e na região lombar. O ideal é ver TV sentado ou em poltronas reclináveis (que apoiam a coluna inteira). 


Fonte:maisvocê

PILATES MELHORA VIDA SEXUAL

 
 


 
 
O Pilates é uma boa opção para manter o corpo bem-disposto, flexível e alongado, melhora a flexibilidade do corpo, a postura, podendo também ser um bom aliado para a vida sexual.
 
A prática de exercícios sempre foi um aliado para um bom desempenho sexual. O Pilates proporciona um ganho de flexibilidade geral e quanto mais alongada a musculatura melhor vai ser a movimentação tornando o corpo mais leve.
 
Os exercícios de Pilates trabalham enfaticamente a musculatura abdominal e a musculatura do assoalho pélvico. Quando há uma maior consciência sobre a musculatura do abdômen e da área pélvica há também um aumento do prazer durante o sexo. 




 
core músculos
 
Mulheres geralmente tem uma perda da tonicidade da musculatura pélvica após a gravidez ou no período da menopausa, o que pode reduzir o prazer na hora de uma relação. 


Este problema, que pode ocorrer devido alterações hormonais e ao próprio parto, pode ser contornado com exercícios focados no fortalecimento pélvico. O resultado será um conforto e maior prazer durante o ato sexual.
Já o fortalecimento do períneo (músculo responsável por controlar a urina) e dos músculos adutores (da parte interna da coxa) são fundamentais para um bom  desempenho sexual.

Muitos músculos são usados no ato sexual, principalmente os dos membros inferiores, como quadríceps, posteriores das coxas, adutores, abdutores (região exterior da coxa), os glúteos e os gastrocnêmios (batata da perna). Todos estes músculos são bem trabalhados com o Pilates.
 
A disfunção erétil, muito temida pelos homens, também pode ser trabalhada com o Pilates. Uma vez que a causa desse problema é a diminuição da circulação sanguínea no interior dos corpos cavernosos do pênis no momento da excitação sexual (seja decorrente de fatores psicológicos ou físicos), qualquer atividade física que proporcione aumento da oxigenação do sangue é benéfica. 


“O Pilates requer uma respiração profunda que, aliada a concentração, oxigena o sangue e os músculos mais rapidamente, propiciando um melhor desempenho."
 
Diversos fatores vão contribuir para a melhora sexual: 


  • maior capacidade de concentração;
  • melhor desenvolvimento da capacidade respiratória; 
  • aumento da resistência geral, 
  • aumento da força e da flexibilidade corporal, 
  • melhora da resistência muscular e 
  • melhora da coordenação motora.
 
Joseph Pilates declarou que cinco princípios básicos fundamentam seus exercícios são eles 


  1. concentração, 
  2. controle, 
  3. centralização, 
  4. fluidez 
  5. e respiração.
Todos estes princípios são bons complementos de como ter uma vida sexual melhor.
 
Por todas estas razões o Pilates é, sem dúvida um caminho para uma vida sexual mr.
 
 
 

O QUE É DISCOPATIA DEGENERATIVA?

 

      O que é DISCOPATIA DEGENERATIVA?

 
A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos intervertebrais que ocorrem com o envelhecimento.
Em alguns casos, a Discopatia Degenerativa pode se manifestar com sintomas bastante similares aos de uma Espondilite Anquilosante. As alterações que ocorrem nos discos podem resultar em dores no pescoço ou nas costas.
 
 
A medida em que envelhecemos, os discos localizados entre as vértebras sofrem um processo de desgaste.
Eles perdem uma quantidade significativa do conteúdo líquido, perdendo um pouco de sua capacidade amortecedora. A perda de líquidos também diminui a espessura dos discos e a distância entre as vértebras.
A diminuição na distância entre as vértebras e, conseqüentemente, da estabilidade da coluna vertebral, tende a ser compensado pelo organismo através da formação de pontes ósseas entre uma vértebra e a seguinte. Estas pontes, chamadas Osteófitos, podem pressionar as raízes nervosas ou a própria medula, causando dor e comprometimento da função do nervo afetado.
Com o tempo, o material gelatinoso dentro do disco pode ser forçado para fora através de minúsculas rupturas, resultando em hérnias de disco.
Todas estas alterações são mais freqüentes em pessoas que fumam e aquelas que executam trabalhos pesados com sobrecarga de peso. Pessoas obesas também apresentam um risco maior para sintomas de discopatia degenerativa.
Uma lesão aguda (p.ex.: uma queda), resultando em hérnia de disco, também pode dar início a um processo de discopatia degenerativa.
 
Dores nas costas e na região do pescoço são as manifestações mais comuns da Discopatia Degenerativa. Contudo, os sintomas variam de pessoa para pessoa e de acordo com o local da coluna vertebral afetado.
Muitas pessoas não sentem coisa alguma, ao passo que outras com lesões semelhantes se queixam de dormências ou dores severas e até mesmo incapacitantes.
Se o disco afetado estiver na região do pescoço, os sintomas podem incluir dores cervicais ou no braço. Na coluna inferior, os sintomas incluem dores lombares, nas nádegas ou nas pernas.
Em todos os casos, a dor tende a piorar com os movimentos de extensão da coluna. Por exemplo: ao se abaixar para amarrar um cadarço ou ao se esticar para alcançar algo em uma prateleira mais alta.
 
Através da sua história e do exame do clínico, o medico é capaz de ter uma boa idéia do problema. Porém, alguns testes serão necessários para identificar a extensão da discopatia degenerativa.
Os principais exames solicitados incluem radiografias, tomografias computadorizadas e ressonância nuclear magnética da coluna vertebral.
 
O uso de compressas frias ou quentes, antiinflamatórios ajudam aliviar o desconforto, mas só devem ser utilizados sob orientação de um profissional.
Dependendo da extensão da doença e da associação com problemas como osteoartrite, hérnia de disco ou estenose vertebral, seu médico poderá recomendar outros tratamentos (p.ex.: fisioterapia, alongamentos ou mesmo cirurgia).
A degeneração por sim não é o foco do tratamento na reabilitação, mas sim a disfunção que ela causa no individuo. Assim, o tratamento é abordado com uso de Fisioterapia Manipulativa, eletro-acupuntura, RPG e exercícios terapêuticos funcionais (ETF).
 
 

DISCOPATIA DEGENERATIVA E O PILATES

 



Entre as vértebras da coluna vertebral se encontram discos intervertebrais fibrocartilaginosos, os quais absorvem impactos, diminuem o atrito e proporcionam suporte estrutural para a coluna.




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Essa função amortecedora do disco o submete a constantes pressões, podendo levar a um desgaste: degeneração discal ou discopatia degenerativa. Fatores como o envelhecimento, lesões repetitivas e a carga genética também contribuem a esse desgaste.


 
 
 
Como os discos possuem um escasso suprimento sangüíneo, não há capacidade de regeneração. Os discos nessas condições, sofrem rupturas internas, conduzindo a uma diminuição do espaço discal intervertebral. Assim, é possível que os nervos sejam pinçados e sofram compressão gerando dor na coluna irradiada para os membros. Esta dor pode variar de leve, severa e debilitante. E pode ser aliviada quando assumimos uma posição que diminui a pressão sobre os discos.

 
É comum a perda da capacidade de amortecimento pela redução na altura e pelo endurecimento das estruturas discais.

 
 
O tratamento não cirúrgico pode incluir medicação, fisioterapia e métodos para tratamento da dor. Caso esses não melhore o quadro do paciente, o médico pode indicar a cirurgia.

 
Também em casos de discopatia degenerativa, o PILATES tem sido bastante indicado por médicos e elogiado pelos praticantes. Pois, trata-se de um método que atinge o objetivo do aluno de forma efetiva e segura, se baseando na respiração simultâneo aos músculos centrais do corpo, que promove estabilização e proteção às articulações, como a coluna vertebral; e no equilíbrio muscular.




Então, o aluno terá alívio e controle das dores, pois a coluna estará bem estruturada devido ao reforço muscular da região e ao condicionamento postural. O praticante de PILATES normalmente tem uma ótima qualidade de vida, pela disciplina da prática, consciência corporal e finalmente pela estabilização do quadro doloroso.

 
Os alunos tem apresentado excelentes respostas ao método. Além da ênfase nas trações (com precauções de caso para caso), os exercícios de alongamentos e força são prescritos com muita cautela, analisando cada indivíduo, pois além da patologia em questão, há várias outras especificações individuais do aluno que devem ser respeitadas e consideradas para um resultado concreto e prevenção de novas lesões. As informações e educação do aluno para as atividades da vida diária também são focadas. Métodos como calor local, o ultrasson, tens, etc podem ajudar na analgesia.
 
Fonte: portal da fisioterapia
 

PILATES NA SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 
O manguito rotador (MR) é o principal grupo muscular responsável pela movimentação do ombro, além de atuar na estabilização e força do mesmo. Esse grupo de músculos escapuloumerais é composto pelo supra-espinhoso, infra-espinhoso, redondo menor e subescapular; os quais se unem em um único tendão para então se inserir nos tubérculos do úmero.
 
A Síndrome do Manguito Rotador (SMR) se refere a qualquer enfermidade inerente a este grupo muscular. Fatores intrínsecos ou principalmente os extrínsecos, como os traumas, ao MR podem conduzir à lesões com diferentes graus, que vai desde um simples edema até a uma ruptura (um ou vários músculos do MR) – parcial ou total.
 
A mais comum é a Síndrome do Impacto (SI) – ou tendinite do MR – normalmente em decorrência de traumas. Pode ser aguda ou crônica, e ter ou não depósito de cálcico tendíneo. É típica a ocorrência de dor ao abduzir o braço, desde o início do movimento ou após uma determinada angulação.
 
A sobrecarga sobre a articulação do ombro é a principal causa da tendinite do MR. Mas, a diminuição da força e massa muscular, bem como a degeneração e a pouca vascularização dos tendões do MR, relacionados ao processo de envelhecimento, também são fatores relevantes. Além dos traumas, já citado acima, outra possível causa da tendinite na região do MR são os osteófitos na porção inferior da articulação acrômio-clavicular, os quais podem ainda causar artrite reumatóide.
 
A lesão do MR acaba sendo a consequência da SI. Se caracterizam por fases, de acordo com a gravidade:
Fase 1: edema e hemorragia
Fase 2: fibrose e tendinite
Fase 3: ruptura do tendão
 
fase 1 é mais comum em jovens, embora qualquer idade está suscetível. Pode haver dor no ombro, na região lateral do braço (deltoide), quando se dão movimentos de elevação repetitivos ou após esforço prolongado. Ainda, pode ocorrer limitação de mobilidade e crepitação.
 
fase 2 geralmente ocorre entre 25 e 40 anos de idade. Nesta, é possível observar a presença de tendinite, além de fibrose e espessamento da bursa subacromial. A dor caracteriza-se por ser noturna e após atividades. Com a progressão da lesão o tendão do MR pode ser rompido de forma parcial.
 
fase 3 se dá normalmente acima dos 40 anos. Observa-se dor contínua, diminuição em diferentes graus da força e da mobilização (elevação, rotação, abdução) decorrente à ruptura total de um ou vários tendões do MR.
 
A ruptura do MR também pode ser identificada após lesões traumáticas. Porém, o mais corriqueiro se dá em casos de degeneração gradual do próprio MR, podendo ser ruptura parcial ou completa. 










TRATAMENTO
 
O tratamento neste caso, normalmente, consiste em repouso articular, aplicação de calor, gelo ou ultra-som. Além de exercícios específicos. Antiinflamatórios podem auxiliar. No caso da SI, o tratamento nas fases iniciais tem indicação de tratamento conservador na maioria dos casos, através de medicação antiinflamatória e fisioterapia.
 
A intervenção do PILATES tem sido muito indicado por especialistas da área da saúde também como parte do tratamento. 


 
O método promove a flexibilidade e a força dos músculos necessários para o equilíbrio muscular. E se houver outras patologias associadas, como instabilidades e retrações, o PILATES também os terão como alvo para evitar lesões secundárias e não prejudicar a recuperação da patologia já instalada. 
 
Assim, através da absorção do impacto pelo músculo fortalecido, que iria diretamente à articulação, e pela mobilidade estimulada, o quadro será estabilizado, melhorando a qualidade de vida. 
 
Também é indispensável tratar outras patologias, tais como instabilidades, retrações e desequilíbrios musculares, que possam levar à lesão secundária do manguito. Entretanto, dependendo da lesão, da manifestação e evolução, a cirurgia poderá ser indicada.
 
 
 
 

O QUE É SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR?

 


 
 
O QUE É?
O manguito rotador é um grupo de músculos (subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor) que cobre a cabeça do úmero e tem grande importância na estabilização, na força e na mobilidade do ombro.




 
 
 
Ele pode sofrer lesões em grandes traumas, porém o mais freqüente é a lesão crônica com graus variáveis, desde um pequeno edema até a ruptura total de um ou vários músculos do manguito.
 
Existe uma relação entre a síndrome do impacto e a degeneração do manguito. O impacto ocorre entre o manguito (geralmente no supra-espinhoso) e a porção antero-inferior do acrômio, o ligamento córaco-acromial e a articulação acromioclavicular.


 
 
 
 
O QUE SE SENTE?
A síndrome do impacto e a conseqüente lesão do manguito rotador ocorrem em fases evolutivas: 
Fase 1: edema e hemorragia
Fase 2: fibrose e tendinite
Fase 3: ruptura do tendão

Na fase 1, que é mais comum em jovens mas pode ocorrer em qualquer idade, ocorre dor no ombro e na face lateral do braço relacionada a movimentos repetidos de elevação. Pode ocorrer limitação de mobilidade e crepitação. 
 
Na fase 2 os sintomas são semelhantes. Esses estágios são reversíveis.
Com a progressão da lesão pode ocorrer a ruptura do tendão, geralmente em pacientes acima de 45 anos e com longo período de sintomas prévios. 
 
 
Na fase 3 além da dor, que freqüentemente é noturna, podem ocorrer graus variáveis de perda de força e da elevação, abdução e rotações, dependendo do local e tamanho da ruptura.
 
 
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?
Como em qualquer patologia, a anamnese e o detalhamento dos sintomas são fundamentais (localização da dor, freqüência, intensidade, fatores desencadeantes).
O RX simples, a artrografia e a ecografia são úteis na confirmação do diagnóstico e determinam a extensão da lesão. Em casos selecionados onde é fundamental maior informação pode-se realizar uma Ressonância Nuclear Magnética.
 
 
COMO SE TRATA?

/
 
Nas fases iniciais o tratamento é clínico: 
Analgésicos e anti-inflamatórios
Evitar movimentos e atividades que provoquem dor
Fisioterapia
Reforço muscular
Eventual infiltração




Quando o tratamento clínico não for eficaz, após vários meses, pode-se iniciar tratamento cirúrgico baseado na patologia básica (proeminência acromial, alterações acromioclaviculares, ruptura tendinosa ou combinação de várias). As possibilidades cirúrgicas incluem, entre outras: 
Acromioplastia
Retirada de osteófitos acromioclaviculares
Sutura do manguito
Desbridamento da lesão e bursectomia




A cirurgia pode ser aberta ou artroscópica. Com o desenvolvimento das técnicas de artroscopia nos últimos anos, cada vez mais a patologia do manguito rotador tem sido tratada dessa forma.


 
COMO SE PREVINE?
A melhor forma de prevenir é detectar e tratar a patologia no seu início, quando é reversível. Sabe-se hoje que a boa força muscular é fundamental para a função normal do ombro. Também é indispensável tratar outras patologias, tais como instabilidades, retrações e desequilíbrios musculares, que possam levar à lesão secundária do manguito.
Fonte: ABC da saúde
 
 

EXERCÍCIOS DE KEGEL PARA CONTROLAR A INCONTINÊNCIA URINÁRIA

 

O Dr. Arnold Kegel foi o primeiro médico a utilizar de forma científica os exercícios de fortalecimento dos músculos pélvicos( mais especificamente um grupo muscular denominado de pubococcígeos - situados entre o osso púbico e o cóccix) para melhorar o controle da incontinência urinária, ensinando suas pacientes a fortalecer a bexiga e outros órgãos pélvicos. 


Em mulheres, estes músculos são frequentemente lesados durante o parto vaginal e perdem mais força na medida em que os níveis hormonais se reduzem na menopausa. Ao contrário de outros músculos do corpo, os músculos do assoalho pélvico não movem um membro ou uma articulação. 


ASSOALHO PÉLVICO




Por este motivo, frequentemente nos esquecemos deles e nada fazemos para manter sua vitalidade. 


O Dr. Kegel percebeu este fato e desenvolveu exercícios para fortalecer esta musculatura.


Os exercícios de Kegel têm sido empregados desde então como uma boa alternativa de tratamento para diferentes tipos de incontinência urinária.



Atualmente, estes exercícios são recomendados para mulheres com incontinência urinária por estresse, para alguns homens que sofrem de incontinência urinária  após cirurgia da próstata e para pessoas que sofrem de incontinência fecal.

O princípio dos exercícios de Kegel é fortalecer os músculos do assoalho pélvico, desse modo melhorando também a função do esfíncter uretral e/ou retal. O sucesso dos exercícios de Kegel depende da técnica apropriada e adesão a um programa regular de  exercícios.

Algumas pessoas têm dificuldade 
em identificar e isolar 
os músculos do assoalho pélvico. 
Deve-se  aprender  a contrair 
os músculos certos.


É típico da maioria das pessoas contrair os músculos abdominais ou os músculos da coxa, em vez dos músculos do assoalho pélvico. Existem várias técnicas para ajudar a pessoa com incontinência a identificar os músculos corretos.

Uma das técnicas é sentar no vaso sanitário e começar a urinar. Tente parar o fluxo de urina, contraindo os músculos do assoalho pélvico. Repita este procedimento várias vezes até perceber que está contraindo o grupo correto de músculos. Não contraia os músculos abdominais, da coxa ou os músculos das nádegas enquanto realizar o exercício.



Outra técnica que ajuda a identificar o grupo correto de músculos é inserir o dedo na vagina (mulheres), ou no reto (homens). Em seguida, tente contrair os músculos ao redor do dedo como se fosse reter o fluxo de urina. Os músculos abdominais e da coxa devem permanecer relaxados. Mulheres também podem fortalecer estes músculos usando um cone vaginal, que é um dispositivo com peso que se insere na vagina e então tentar contrair os músculos do assoalho pélvico no esforço de manter o dispositivo no lugar.



 

COMO REALIZAR OS EXERCÍCIOS PARA OS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO:
1. Esvazie a bexiga.
2. Contraia os músculos do assoalho pélvico e conte até 10.
3. Relaxe os músculos completamente e conte até 10.
4. Faça 10 exercícios, três vezes ao dia (manhã, tarde e noite).



Estes exercícios podem ser praticados a qualquer hora e lugar. A maioria das pessoas prefere praticar os exercícios quando estão deitadas ou sentadas. Após 4 a 6 semanas pode-se notar alguma melhora. Pode levar até 3 meses para se ver alterações drásticas.

Alerta importante: algumas pessoas acreditam que podem antecipar o progresso aumentando o número de repetições e a freqüência dos exercícios. Porém, esta prática excessiva pode causar fadiga muscular e aumentar o vazamento de urina.

Não se deve sentir qualquer desconforto no abdome ou nas costas enquanto realizar os exercícios; e, se houver desconforto, você provavelmente está realizando os exercícios para o assoalho pélvico de forma incorreta. 


Algumas pessoas tendem a segurar a respiração ou contrair o peito ao tentarem contrair os músculos do assoalho pélvico. Deve-se relaxar e concentrar-se para contrair somente os músculos do assoalho pélvico.
Fonte:viver em equilíbrio



DOR NA PERNA, CUIDADO PODE SER CIÁTICO!

 



 
A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas podem representar doenças e precisam ser tratadas.
 
 


As curvaturas normais são quatro: a lordose cervical (A), a cifose torácica (B), a lordose lombar (C) e a cifose coccígea (sacro e cóccix (D,E)), como se pode ver na figura acima.





 
Estas curvaturas são bem visualizadas quando observamos a coluna lateralmente. Em caso de encontramos curvaturas observando a coluna posteriormente, temos uma doença chamadaescoliose.
 
As dores nas costas e os problemas da coluna ocorrem com grande freqüência na prática clínica . Alguns autores relatam que entre 70 a 80% da população mundial teve ou terá algum tipo de dor nas costas.
 
As causas e agravantes destas situações são as condições de trabalho, o manuseio, levantamento e carregamento de cargas excessivamente pesadas, a manutenção de posturas incorretas por muito tempo, as causas psicossomáticas e a fadiga muscular.
 
 Muitos casos de dor nas costas podem ser provocados por tensões nos músculos e ligamentos que sustentam a espinha dorsal. Trabalhos e estilos de vida sedentários predispõem a este tipo de tensão. A obesidade - que sobrecarrega o peso sobre a coluna vertebral e pressiona os discos -, é outro fator desencadeante. Os esportes fortes (como futebol) e a ginástica também podem tornar-se arriscados.
 
A coluna vertebral é formada por 33 ou 34 vértebras, que são separadas uma das outras por um disco intervertebral, este disco é responsável pela mobilidade da coluna. Esta parte da anatomia é bastante interessante como se pode ver no desenho a seguir.


 
 
 
 
 








Observa-se também que a vértebra é a parte óssea da coluna,  e o orifício de conjugação é o espaço por onde passam os nervos.
 
Existem dois tipos de nervos, um responsável pelas sensações e outro responsável pelos movimentos.
 
Entre as vértebras vemos o disco intervertebral e mais ao centro do disco encontramos o núcleo pulposo.
 
Quando a pessoa se movimenta para frente, para traz ou para os lados o núcleo pulposo se movimenta também, porém em sentido contrário, ou seja, quando se dobra o tronco para frente, o núcleo vai para traz em direção ao nervo.
 
O núcleo pulposo é muito mais rígido do que o disco e têm a tendência de “tentar fugir“. Quem impede esta “fuga” são os anéis fibrosos. Quando estes anéis são danificados o núcleo fica instável e pode conseguir “fugir”. A saída do núcleo é chamada de hérnia de disco. A hérnia de disco pode acontecer entre qualquer uma das vértebras, porém a maior incidência se dá na região lombar. 
 
Os nervos são divididos em troncos.  O tronco cervical inerva principalmente os membros superiores (braços) e o tronco lombar inerva principalmente os membros inferiores (pernas). 


Inervar quer dizer que estes nervos são responsáveis pelas sensações e movimentos destas regiões. Portanto, quando acontece uma hérnia na região lombar pode ser sentido o reflexo (dor ou formigamento) nas pernas ou perna, como na ilustração abaixo.


 
 

PILATES NA CONDROMALÁCIA

 

 
 
 
 
 
 
Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. 

Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o “trilho” formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.








CAUSAS
Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.


Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. 


Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. 


O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. 


Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.





CLASSIFICAÇÃO
A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):
GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II
 : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm



Condromalácia patelar grau II 
em corredor de 38 anos, 
com dor anterior no joelho há 10 anos

 
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV
: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral


TRATAMENTO
Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. 
A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via 
“aberta”, artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.


PILATES NA CONDROMALÁCIA 



O Pilates age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada às técnicas que potencializam a respiração e seus benefícios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. 

Para tal, é preciso avaliar o nivel de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. 

No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão. 

No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. 

Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.
Fonte:.flexuspilates


O QUE FAZER QUANDO SE TORCE O TORNOZELO?

 
O entorse do tornozelo é uma lesão dos ligamentos  do tornozelo(o tecido elástico e resistente que conecta os ossos entre si) . 
Qualquer ligamento do tornozelo pode ser lesionado. Geralmente, os entorses ocorrem quando o tornozelo roda para fora, fazendo que a planta do pé fique voltada para o outro pé (inversão).


O que provoca? 
Os ligamentos frouxos no tornozelo, os músculos fracos, as lesões dos nervos da perna, certos tipos de calçado (como os sapatos de salto alto e estreito) e certas maneiras de caminhar, tendem a provocar a rotação do pé para dentro ou fora. As lesões do tornozelo são causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou eversão.

Como prevenir? 

As pessoas cujos tornozelos torcem com facilidade podem evitar as lesões subseqüentes utilizando aparelhos ortopédicos, meias elásticas para os tornozelos e colocando dispositivos no calçado para estabilizar o pé e o tornozelo. 
Além disso, fisioterapia para restabelecer o movimento, fortalecer os músculos que agem no tornozelo e melhorar o equilíbrio através de exercícios de propriocepção, treinos em terrenos irregulares (com supervisão de um profissional da área )


  


Sintomas
A gravidade do entorse depende do grau de distensão ou de laceração ligamentar. Em um entorse leve (de 1º grau), os ligamentos são distendidos, mas não chegam a sofrer laceração. O tornozelo comumente não dói ou incha muito, mas um entorse leve aumenta o risco de lesões de repetição.

Em um entorse moderado (de 2º grau), o ligamento sofre uma laceração parcial. O inchaço e a equimose evidentes são comuns e a marcha geralmente é dolorosa e difícil. 


Em um entorse grave (de 3º grau), o ligamento sofre uma ruptura completa, causando inchaço e,  sangramento sob a pele. Como conseqüência, o tornozelo torna-se instável e incapaz de sustentar o peso.

Qual o prazo de recuperação? 
Depende da gravidade da entorse. Os ligamentos têm a vascularização regular e cicatrizam lentamente. O reparo é feito por tecido fibroso e colágeno. 

O prazo é:






  • Grau I – uma a duas semanas de crioterapia (gelo), mais compressão, elevação, mais fortalecimento muscular e propriocepção (fisioterapia).












  • Grau II - imobilização de três a quatro semanas. Após faz-se: crioterapia, mais fortalecimento muscular e propriocepção.












  • Grau III – cirúrgico com recuperação de oito a 12 semanas
















Diagnóstico e Tratamento
O exame físico do tornozelo pode fornecer indícios sobre a extensão da lesão ligamentar. Freqüentemente, são realizadas radiografias para se determinar existe alguma fratura óssea, mas elas não conseguem determinar se houve um entorse de tornozelo. Outros exames raramente são necessários.

O tratamento depende da gravidade do entorse. 
A gravidade do entorse será proporcional a força e a energia que ocorreu o movimento. De acordo com a sua gravidade, o entorse será classificado levando em considerações o número de ligamentos acometidos e principalmente o nível de estiramento ocorrido.





  • Grau 1: Estiramento ligamentar.
  • Grau 2: Lesão ligamentar parcial.
  • Grau 3: Lesão ligamentar total.




O ligamento mais acometido no tornozelo é o talo-fibular anterior, podendo também atingir o calcâneo-fibular dependendo da energia da lesão. Alterações como dor, edema , dificuldade para deambular (caminhar),  hematoma e equimose (mais evidente após 48 horas) são comuns nessa lesão.

 
 
O seu diagnóstico é clínico podendo ser realizado exames complementares como ultra-som e ressonância magnética, para melhor avaliação do grau da lesão. O raio-X também pode ser efetuado para descartar alguma fratura durante o entorse. 
 
Geralmente, os entorses leves são tratados com um enfaixamento do tornozelo e do pé com faixa elástica ou esparadrapo, aplicação de gelo na região, elevação do tornozelo e, à medida que os ligamentos se curam, um aumento gradual das caminhadas e dos exercícios. 


Para os entorses moderados, é utilizado um aparelho gessado que permite a deambulação, o qual é mantido por três semanas. Esse aparelho imobiliza a perna, mas permite que  o indivíduo ande com o tornozelo lesado. 


Para os entorses graves, pode ser necessária a realização de uma cirurgia. No entanto, ainda existem controvérsias em relação à cirurgia.

Alguns cirurgiões acreditam que a reconstrução cirúrgica de ligamentos muito lesados e lacerados não é uma solução melhor que o tratamento não cirúrgico. 




FISIOTERAPIA 
A fisioterapia é muito importante para a restauração dos movimentos, o fortalecimento dos músculos e a melhoria do equilíbrio e do tempo de resposta, antes que o indivíduo retome as atividades mais exigentes do ponto de vista físico. 

 
O período de tratamento vai depender da gravidade da lesão. 
Veja a seguir o que a fisioterapia pode fazer para um entorse em termos gerais.


  1. diminuir a dor e a inflamação ( Gelo, TENS, interferencial, Ultra-som pulsatil etc..). O médico também pode prescrever algum antiinflamatório ao paciente;
  2. proteger a área afetada (tala, imobilizador, bandagem, muletas, etc...);
  3. combater o edema ( elevação da perna e mobilizazor passivo);
  4. restabelecer a amplitude de movimento (ADM) livre de dor;
  5. mobilização / manipulação das articulações para melhora da ADM;
  6. prevenir a atrofia muscular (exercícios, uso de correntes para fortalecimento);
  7. aumentar a tolerância a sustentação de peso;
  8. aumentar o controle neuromuscular (propriocepção);
  9. alcançar independência do paciente com atividades funcionais e exercícios para domicílio.



Para os indivíduos que sofrem entorses de tornozelo com facilidade, as lesões subseqüentes podem ser prevenidas com o uso de suportes para o tornozelo e o uso de dispositivos no calçado para estabilizar o pé e o tornozelo.

Entorse Grave do Tornozelo
Um entorse pode ocorrer quando o tornozelo roda para fora (sofre inversão), lacerando o ligamento ao longo da parte externa do tornozelo.
















Complicações
Algumas vezes, um entorse moderado ou grave causa problemas mesmo após a cicatrização do ligamento. Pode ocorrer a formação de um pequeno nódulo em um dos ligamentos do tornozelo, causando atrito constante na articulação e acarretando inflamação crônica e, finalmente, uma lesão permanente. 
Fonte:Mercksaúde
 

DOR NO CALCANHAR, ..CUIDADO PODE SER SÍNDROME DE HAGLUND

 
Já sentiu uma dorzinha no calcanhar? 
Cuidado, ela pode transformar seus dias de corrida em dias de tratamento. 

Conhecida como a síndrome de Haglund (dor posterior no calcâneo), é uma lesão decorrente de uma ação mecânica da eminência posterior do calcâneo contra a bursa retrocalcânea (bolsas que servem de proteção entre o tendão de Aquiles e o calcâneo), algumas vezes podendo ser também decorrente da ação entre o posterior do calcâneo e o tênis.

O diagnóstico deve ser dado pelo profissional médico por meio do exame físico, histórico do atleta, raio x e ressonância magnética. Não há uma causa exata do aparecimento da patologia, mas acredita-se em algumas hipóteses:
 

Calçado inadequado (causando uma distribuição de peso incorreta do atleta)
 

Biomecânica da corrida

Overtrainning (Excesso de treino)

Alterações biomecânicas do pé (parte óssea)

Encurtamento da musculatura da panturrilha



TRATAMENTO

O tratamento visa a diminuição do processo inflamatório e ajuste da biomecânica da corrida com o calçado do atleta, que pode ser feito com palmilhas, sendo estas feitas sob medida ao atleta, e não comprada em farmácias e supermercados. 

O uso de calcanheiras de silicone muitas vezes é indicado para diminuir a pressão do calcâneo, mas quando usada por longos períodos, pode haver um encurtamento da musculatura da panturrilha. Isso causa uma biomecânica errada na corrida, podendo levar a outros problemas mais sérios.
 

Outro tratamento muito utilizado são os medicamentosos (indicado por médicos apenas), que podem ser desde antiinflamatórios, até infiltrações de corticóides na região, aliviando assim a dor. Estes tratamentos sempre são efetivos quando feitos em conjunto com a fisioterapia.
 

Em casos mais crônicos, a cirurgia é indicada (sempre que os tratamentos conservadores acima descritos não surtirem efeitos). Nesses casos, é feita a remoção da porção póstero-superior do calcâneo, juntamente ao reparo do Aquiles. Deste, faz-se a extração da parte doente do tecido (tenoplastia) e reforço com o uso da transferência tendinosa do fibular curto. 
 
Hoje com as técnicas e materiais modernos de fixação dos tendões no calcâneo, como os parafusos de interferência em titânio, consegue-se agressões cirúrgicas menores, com um menor tempo para a realização do procedimento, o que se reverte em resultados finais cada vez melhores. 

Após a cirurgia, faz se a reabilitação, que dura em torno de três a cinco meses, e o fisioterapeuta ajudará o atleta em seu retorno gradual ao esporte. 



DOR NO CALCANHAR... CUIDADO, PODE SER ESPORÃO.

 
Os esporões do calcâneo são excrescências ósseas que se formam no calcâneo (osso do calcanhar) que podem ser causadas por uma tração excessiva desse osso pelos tendões ou pela fáscia (o tecido conjuntivo aderido ao osso). 

A dor na parte inferior do calcanhar pode ser causada por um esporão de calcâneo. O pé plano (um achatamento anormal da sola e do arco do pé) e distúrbios nos quais a contratura do tendão de Aquiles é permanente podem tensionar a fáscia excessivamente, aumentando o risco de formação de esporões do calcâneo. 

Os esporões do calcâneo geralmente provocam dor enquanto se desenvolvem, especialmente quando o indivíduo caminha.

Algumas vezes, uma bolsa contendo líquido (bursa) desenvolve- se sob o esporão e inflama. Geralmente, nssa condição, denominada bursite inferior do calcâneo, a dor torna-se do tipo latejante e esta pode ocorrer mesmo na ausência de um esporão. 

Algumas vezes, o pé adapta-se ao esporão de tal forma que a dor chega a diminuir à medida que o esporão cresce. Por outro lado, um esporão indolor pode tornar-se doloroso após uma pequena lesão na área como pode ocorrer, por exemplo, durante a prática de um esporte.

Comumente, os esporões do calcâneo podem ser diagnosticados durante o exame físico. Quando existe um esporão, a aplicação de pressão no centro do calcanhar provoca dor. 

Radiografias podem ser realizadas para confirmar o diagnóstico, mas elas podem não detectar esporões recém-formados. 

O tratamento visa o alívio da dor. Uma combinação de corticosteróide com um anestésico local pode ser injetada na área dolorida do calcanhar. O enfaixamento do arco do pé com atadura e o uso de uma órtese (palmilha para o calçado) que ajude a estabilizar o calcanhar são medidas que, além de reduzirem a dor, diminuem a distensão da fáscia.

A maioria dos esporões do calcâneo dolorosos curam sem necessidade de cirurgia. A cirurgia de remoção do esporão somente deve ser realizada quando a dor interferir na deambulação. No entanto, os resultados da cirurgia são imprevisíveis. Ocasionalmente, a dor persiste após a cirurgia.

A IMPORTÂNCIA DE MOVIMENTAR OS MÚSCULOS

 

 

Movimento é vida! Não há como viver sem ele.

 
A Cinesiologia é a ciência que estuda os movimentos humanos.

Através dela podemos perceber e compreender muitas coisas que ocorrem na nossa vida, podendo assim torná-la melhor.


Nossos movimentos são possíveis pela ação muscular. É através da contração dos músculos que o ser humano é capaz de realizar façanhas extraordinárias, como saltar 2,45 metros de altura, pular mais de 8 metros de distância, correr 100 metros em menos de 10 segundos, terminar uma maratona em pouco mais de 2 horas, levantar mais que o próprio peso corporal no halterofilismo, realizar vários giros no ar na ginástica, saltos ornamentais ou no skate.

Acariciar alguém, pintar um quadro, dançar uma valsa, também são exemplos desse magnífico controle que temos sobre os músculos. Ações inconscientes, como controlar o fluxo sanguíneo para nossos órgãos, arrepiar os pêlos ao sentir frio, regular o foco da visão, ou simplesmente sorrir são possibilitadas pela ação dos nossos músculos.

Entretanto, esta maravilha que protege órgãos, faz com que possamos nos expressar, dá forma ao corpo, ou coloca pão na mesa do trabalhador, precisa ser exercitada, precisa ser usada com intensidade razoável, sob pena de falir.

Então, devido ao o extremo avanço tecnológico conseguido pelo Homem, nossas vidas tornaram-se muito mais confortáveis, porém essa tecnologia substituiu o duro trabalho dos nossos músculos.

É muito melhor apertar um botão do que descer na chuva para abrir um portão. Quem trocaria sua TV de controle remoto por outra que obriga a pessoa sair de sua confortável poltrona toda vez que quiser trocar de canal? Só que esta "lei do mínimo esforço" traz inúmeros problemas ao indivíduo.

Devido à insuficiente utilização diária dos músculos do corpo, temos este importantíssimo sistema corporal atrofiando, ou seja, entrando em falência. Quando não são colocados para trabalhar durante muito tempo, enfraquecem tanto que tornam a simples atividade comum de um dia algo cansativo. Ficar em pé, subir lances de escada, apoiar-se numa perna só durante o banho, ou trocar o gás de casa, tornam-se tarefas difíceis.

Por isso, coloque seus músculos para funcionar. Torne sua vida mais ativa e logo verá os benefícios físicos e psicológicos.

Um dia tem 24 horas e, normalmente, utilizamos 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para as demais atividades. Dificilmente não encontraremos nessas 8 últimas horas citadas um espaço de 30 minutos, 3 vezes por semana para que possamos investir em nós mesmos.

Utilize esse tempo para movimentar-se com uma intensidade maior do que comumente faz. Caminhar ou pedalar uma bicicleta são apenas 2 exemplos das incontáveis atividades que podem deixar você mais ativo do que é hoje. Movimente-se e seus músculos agradecerão por lembrar deles!



O QUE FAZER QUANDO SE TORCE O JOELHO?

 


 


 

 Basta um movimento em falso para que ela ocorra.

A torção do joelho pode ser mais freqüente do que se

 imagina e causar problemas.

E você deve saber o que fazer. 



A entorse do joelho é uma lesão dos ligamentos, cordões resistentes de tecido fibroso que ligam os ossos da perna superior e inferior na articulação do joelho. A articulação do joelho tem quatro ligamentos principais.

  • Ligamento cruzado anterior (LCA) - A ACL eo ligamento cruzado posterior (LCP) ponte no interior da articulação do joelho, formando um "X" que estabiliza o joelho contra o front-to-back e back-to-front forças. A ACL tipicamente torce durante um dos movimentos do joelho seguintes: uma súbita parar; uma torção de pivô, ou mudança de direcção ao nível da articulação; overstraightening extrema (hiperextensão); ou um impacto directo para o exterior do joelho ou inferior da perna. Estas lesões são vistos entre os atletas no futebol, basquete, futebol, rugby, luta livre, ginástica e esqui.

  • Ligamento cruzado posterior (LCP) - As obras PCL com a ACL para estabilizar o joelho. Na maioria das vezes torce por causa de um impacto direto para a frente do joelho, como bater o joelho no painel em um acidente de carro ou pouso forçado em um joelho dobrado durante a prática desportiva. Em atletas, as lesões PCL são mais comuns entre aqueles que jogam futebol, basquete, futebol e rugby.

  • O ligamento colateral medial (LCM) - O MCL apoia o joelho ao longo do lado interno da perna. Como o ACL, a MCL pode ser rasgado por um golpe direto de lado para lado de fora do joelho ou perna, o tipo de golpe que pode acontecer no futebol, futebol, hóquei e rugby. O MCL pode ser ferido por uma torção no joelho grave durante esqui ou wrestling, especialmente quando uma queda torce para fora da perna, longe da parte superior da perna.

  • Ligamento colateral lateral (LCL) - A LCL suporta o lado exterior do joelho. É o ligamento pelo joelho susceptível de ser torcido, porque a maioria das lesões LCL são causadas por um golpe para o interior do joelho, e que a área é geralmente protegido por a perna oposta.


Como outros tipos de entorses, distensões do joelho são classificados de acordo com um sistema de classificação:
  • Grau I (leve) - Essa lesão se estende do ligamento, o que causa lesões microscópicas no ligamento. Estas lágrimas minúsculas não afetar significativamente a capacidade global da articulação do joelho para suportar seu peso.

  • Grau II (moderada) - O ligamento é parcialmente arrancada, e há uma certa instabilidade ligeira a moderada (ou periódica dando) do joelho em pé ou em movimento.

  • Grau III (grave) - O ligamento é rasgada completamente separados ou na sua extremidade a partir do osso, e do joelho é mais instável.


     


Quando um ligamento do joelho sofre uma entorse grave, há uma boa chance de que outras partes do joelho também pode ser ferido. Por exemplo, porque o MCL ajuda a proteger o ACL a partir de certos tipos de forças de joelho extremos, o ACL pode tornar-se vulnerável a danos quando a MCL é rasgada. Em mais de metade das entorses moderadas ou graves MCL, a ACL também é torcido.

Entorse no joelho são muito comuns. Entorses ACL tende a causar sintomas mais significativas quando comparadas a lesões MCL. Muitos entorses MCL são tão leves que não resultar em uma visita a um médico.

Mais do que qualquer outro grupo, atletas de competição têm um risco muito elevado de entorse no joelho e outros tipos de problemas no joelho. Nas escolas da Europa elevados, o joelho é a articulação mais lesada entre os atletas que competem no futebol, futebol ou wrestling.



OS SINTOMAS

Os sintomas de uma entorse do joelho variam dependendo do ligamento específico que é rasgada:


ACL Entorse
  • A pop dentro do seu joelho no momento da lesão
  • Significativo inchaço no joelho dentro de algumas horas após a lesão
  • Dor severa do joelho que o impede de participação contínua em seu esporte
  • Preto-e-azul descoloração ao redor do joelho
  • Instabilidade do joelho - a sensação de que seu joelho ferido reverterá ou dar se você tentar ficar

PCL Entorse
  • Leve inchaço no joelho, com ou sem instabilidade do joelho
  • Leve dificuldade em mover o joelho
  • Dor leve na parte de trás do joelho que piora quando você se ajoelhar

MCL Entorse
  • Dor no joelho e inchaço
  • Joelho de flambagem para o exterior
  • Uma área de sensibilidade sobre o MCL rasgada (no lado interior do joelho)

LCL Entorse
  • Dor no joelho e inchaço
  • Joelho de flambagem para o interior
  • Uma área de sensibilidade sobre o LCL rasgada (no lado exterior do joelho)



DIAGNÓSTICO

O seu médico vai querer saber exatamente como você machucou seu joelho. Ele ou ela vai perguntar sobre:
  • O tipo de movimento que causou a lesão (parada súbita, torção, pivô, hiperextensão, contato direto)

  • Se você sentiu uma pop dentro do seu joelho quando a lesão aconteceu

  • Quanto tempo levou para que o inchaço apareça

  • Se a dor severa do joelho afastado imediatamente após a lesão

  • Se seu joelho sentiu imediatamente instável e não poderia suportar o peso
O médico irá examinar ambos os joelhos, comparando o seu joelho lesionado com o um não lesionado. Durante este exame, o médico irá verificar o seu joelho machucado por sinais de inchaço, deformidade, ternura fluido, dentro da articulação do joelho e descoloração. Se você não tem muita dor e inchaço, o médico vai avaliar o alcance de seu joelho do movimento e vai puxar contra os ligamentos para verificar a sua força. Durante o exame, você vai dobrar o joelho eo médico irá puxe para a frente ou para trás empurrar em sua perna onde se encontra o joelho.

Se os resultados de seu exame físico sugerem que você tem uma lesão no joelho significativa, você vai precisar de testes de diagnóstico para avaliar melhor o seu joelho. Estes podem incluir padrão raios-X para verificar se há separação ligamento do osso ou fratura. As análises também podem incluir uma ressonância magnética (MRI) ou a câmera guiada por uma cirurgia no joelho (artroscopia).


DURAÇÃO PREVISTA

Quanto tempo uma entorse do joelho dura depende do tipo de entorse do joelho, a gravidade da sua lesão, o seu programa de reabilitação e os tipos de esportes que você joga. Em geral, mais suave Grau I e classe II MCL ou LCL entorses curar dentro de 2 a 4 semanas, mas outros tipos de entorse do joelho pode levar 4 a 12 meses.


COMO PREVENIR ENTORSE DE JOELHO?

Para ajudar a evitar ferimentos esporte-relacionados do joelho, você pode:
  • Aquecer e alongar antes de participar de atividades esportivas.

  • Faça exercícios para fortalecer os músculos das pernas em torno de seu joelho, especialmente o quadríceps.

  • Evitar aumentos súbitos na intensidade de seu programa de treinamento. Nunca empurrar-se muito difícil, muito rápido. Aumente sua intensidade gradualmente.

  • Usar calçados confortáveis ​​e de apoio que se encaixam os pés e se encaixam no seu esporte. Se você tiver problemas no alinhamento do pé que pode aumentar o risco de um joelho torcido, pergunte ao seu médico sobre palmilhas que podem corrigir o problema.

  • Se você joga futebol, pergunte ao seu médico de medicina desportiva ou treinador atlético sobre tipos específicos de chuteiras de calçados que podem ajudar a reduzir o risco de lesões no joelho.

  • Se você ski, use dois modos ligações de lançamento que estão devidamente instalados e ajustados. Certifique-se que o mecanismo de ligação está em boas condições de funcionamento e que as suas botas e presilhas são compatíveis.


TRATAMENTO 


Se você tem um Grau I ou II Grau entorse do joelho, o médico provavelmente irá recomendar que você siga a regra de RICE:
  • R est a articulação.
  • Eu ce a área lesionada para reduzir o inchaço.
  • C ompress o inchaço com uma bandagem elástica.
  • E levate o joelho lesionado.
O seu médico pode sugerir que você usar uma cinta joelho durante um curto período de tempo e que você tome um medicamento anti-inflamatório não esteróide (AINE), tais como o ibuprofeno (Advil, Motrin e outros), para aliviar a dor e aliviar o inchaço. Como sua dor no joelho gradualmente vai embora, o seu médico irá prescrever um programa de reabilitação para fortalecer os músculos em torno de seu joelho. Este programa deve ajudar a estabilizar o joelho e impedi-lo de ferir-lo novamente.

Se você tem uma entorse do joelho Grau III ou se vários ligamentos estão lesionados, o tratamento depende do tipo específico de entorse:
  • Grau III ACL ou PCL entorse - O ligamento rasgado pode ser reconstruída cirurgicamente usando um pedaço de seu próprio tecido (auto-enxerto) ou um pedaço de tecido do doador (enxerto). Quase todas as reconstruções do joelho usar a câmera guiada (artroscopia) a cirurgia.

  • Grau III entorse MCL - Essa lesão geralmente é tratada de forma conservadora com RICE, NSAIDs (tais como o ibuprofeno) e fisioterapia. Em certos casos, a cirurgia pode ser utilizado para reparar uma MCL rasgada.

  • Grau III entorse LCL - Em um grave entorse LCL, o ligamento rompido muitas vezes é reparado cirurgicamente.

  • Lesão simultânea de vários ligamentos - O seu médico irá discutir as várias opções cirúrgicas disponíveis.


QUANDO CHAMAR UM PROFISSIONAL?

Se você ferir o seu joelho, contacte o seu médico para solicitar uma avaliação urgente se o joelho:
  • Torna-se muito dolorosa ou inchada
  • Não é possível suportar o peso
  • Sente como se reverterá ou dar



PROGNÓSTICO

Cerca de 90% das pessoas com lesões do LCA e 80% com lesões PCL pode esperar uma recuperação completa após tratamento adequado e um programa de terapia física boa. Quase todos os entorses MCL ea maioria das entorses LCL têm um excelente prognóstico.
Como uma complicação a longo prazo, algumas pessoas com ACL ou PCL entorses, eventualmente, desenvolver dor de osteoartrite na articulação do joelho lesionado. Este sintoma pode não iniciar até 15 a 25 anos após a lesão no joelho inicial.
Fonte:Faça Fisioterapia
 
 

CÂIMBRAS, O QUE FAZER?

 


São clássicas as cenas do jogador de futebol, que pega a bola, sai em disparada rumo ao gol, quase certo, e de repente cai, contorcendo-se de dor nos músculos da perna.
Câimbras podem acontecer quando menos se espera. De repente, a pessoa sente uma dor intensa provocada por contrações involuntárias de um ou mais músculos, repentinas e prolongadas. As contrações usualmente se instalam nos membros inferiores e ocorrem em espasmos, tornando visíveis os músculos e tendões contraídos.

Causas
Em geral, as câimbras musculares são causadas pela prática de esportes ou por determinadas atividades profissionais. Já as câimbras noturnas na perna, muitas vezes não têm causa aparente, mas sugerem a associação com algumas doenças sistêmicas.
Entre as causas mais comuns das câimbras, é válido citar:
1) Uso exagerado da musculatura
São as câimbras típicas dos atletas que praticam exercícios que sobrecarregam determinados músculos. No entanto, elas podem ocorrer, também, nas mãos, nos braços e no pescoço como resultado de atividades como escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas na mesma posição durante muito tempo.
2) Desidratação
A água facilita as contrações e o relaxamento das fibras musculares e dos tendões. A falta dela deixa-os mais sujeitos a espasmos.
3) Baixas temperaturas
O frio faz com que a musculatura fique mais tensa e contraída, o que facilita a ocorrência de espasmos das fibras musculares.
4) Má circulação
Nos mais velhos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado por placas de aterosclerose pode provocar câimbras, quando a musculatura é solicitada com mais intensidade.
5) Compressão de raízes nervosas
Artroses e perda de elasticidade dos discos que ficam entre as vértebras da coluna lombar podem comprimir os nervos, que saem para inervar os membros inferiores, e provocar dor. Essa dor fica mais forte à medida que a pessoa anda e pode adquirir as características típicas das câimbras. No entanto, ela melhora quando a coluna fica ligeiramente flexionada para frente, por exemplo, na posição que a pessoa assume ao empurrar o carrinho do supermercado.
6) Carência de sais minerais
Falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar pode estar por trás de quadros de câimbras frequentes. Pessoas hipertensas que tomam diuréticos geralmente perdem potássio.
7) Outras causas
Portadores de diabetes, anemia, insuficiência renal, doenças da tireoide, degenerações neurológicas, desequilíbrios hormonais e mulheres grávidas estão mais sujeitos a desenvolver episódios dolorosos de câimbras.

Prevenção
Câimbras não têm cura, mas alguns cuidados simples podem prevenir a repetição das crises:
1) Boa hidratação
Tome bastante líquido durante o dia, especialmente antes de praticar exercícios vigorosos. Bem hidratados, os músculos se contraem e relaxam com mais facilidade.
2) Exercícios de alongamento
O alongamento deve ser feito antes e depois de qualquer exercício mais prolongado. Se as câimbras ocorrerem mais à noite, faça os alongamentos antes de deitar-se.
3) Alimentação balanceada
Inclua frutas e verduras na sua dieta habitual. Esses alimentos são ricos em vitaminas e sais minerais, nutrientes importantes para o funcionamento não só dos músculos, mas de todo o organismo.



Tratamento
Na maioria das vezes, os episódios dolorosos são ocasionais, duram menos de um minuto e desaparecem espontaneamente. Analgésicos e anti-inflamatórios não têm utilidade nenhuma no tratamento das câimbras. No entanto, nas crises, algumas medidas simples podem representar a melhor forma de tratamento.
1) Alongamento e massagem
Alongar o músculo em espasmo e massagear a área afetada com movimentos circulares são técnicas fundamentais para promover o relaxamento da musculatura e alívio da dor.
Quando as câimbras se manifestam nas pernas, a pessoa deve ficar em pé e colocar o peso sobre a perna acometida, dobrando o joelho para estirar os músculos da batata da perna. Se não conseguir ficar em pé, deve sentar-se, e  sticar a perna e puxar os pés para trás com as mãos.
2) Aplicação de calor no local
O aumento da temperatura favorece o relaxamento dos músculos.



Recomendações
* Não desanime. Os exercícios de alongamento levam tempo para produzir os efeitos necessários para prevenção e controle dos episódios de câimbras;
* Converse com seu médico a respeito da recorrência dos episódios se você faz hemodiálise ou toma remédios contra a hipertensão;
* Repouse um pouco e não force a musculatura afetada pelos episódios dolorosos;
* Lembre que a banana é um alimento rico não só em potássio, mas tambémem carboidratos. Alémdisso, não está provado que ela seja altamente eficaz para prevenir os episódios de câimbras.


FRATURAS DO FÊMUR, MUITA ATENÇÃO

 

 
 
 




As causas mais comuns de fraturas de quadril na população jovem são os acidentes automobilísticos e as quedas de grandes alturas. Já na população idosa, as quedas domiciliares são as grandes vilãs, sendo este público mais vulnerável a esse tipo de fratura.

As fraturas de quadril constituem lesões traumáticas peculiares à idade avançada, representando, em média, 50% das internações ortopédicas por trauma nos hospitais de pronto-socorro, na população idosa. Estima-se que cerca de 80% desses casos ocorrem em idosos capazes de andar sozinhos e vivendo em comunidade.



Todo tipo de complicação referente às quedas deve ter uma atenção especial da equipe médica. Esse tipo de fratura pode levar o paciente a sérios problemas de saúde dos quais se destacam a trombose e a infecção, podendo causar a morte se não for tratada.
 
 Os casos de fraturas e traumas não estão apenas ligados a quedas domiciliares ou a acidentes, mas também à prática de exercícios físicos diários. Aquela pessoa que há muitos anos não exerce nenhuma atividade física e que, de repente resolveu se exercitar, deve ser mais cuidadosa, pois isso pode contribuir para alguma fratura no quadril. Nesses casos, o treino e a volta aos exercícios físicos devem ser graduais, com acompanhamento, sem tentar recuperar em duas semanas o que não era feito há anos.
 
 
As fraturas do colo do fêmur são um constante desafio para a ortopedia, mesmo com as melhorias na técnica e nos implantes disponíveis. Para favorecer a consolidação das fraturas, é fundamental entender sua classificação quanto ao deslocamento, local e tipo de traço, assim como o conhecimento dos princípios da redução adequada e da estabilização efetiva.
 
 
 


 

As fraturas do fêmur proximal podem ser divididas anatomicamente em:

- fraturas da cabeça do fêmur
- fraturas do colo (subdivididas em intra e extra capsulares)
- fraturas da região trocantérica
- fraturas da região subtrocanteriana
Estas fraturas podem ocorrer em idosos por traumas banais ou até espontaneamente devido à osteoporose avançada; ou em jovens, decorrentes de traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos, quedas de altura, etc.


As fraturas do colo do fêmur podem ser classificadas, quanto à estrutura, em impactadas, não-deslocadas e deslocadas e, quanto à causa, em traumáticas, por sobrecarga e patológicas. Os mecanismos da fratura do colo do fêmur ocorrem por trauma direto sobre o tecido trabecular, forças transmitidas ao longo do eixo do fêmur e movimentos em rotação externa e abdução das fraturas impactadas. 

A maioria dos casos de fraturas de quadril evolui para um tratamento cirúrgico e a recuperação do paciente é variável. Quando há necessidade de algum tipo de apoio, a recuperação pode demorar até três meses. Por isso é importante procurar atendimento rápido nessas situações.

Parte da cabeça do fêmur é metafisária, e o suprimento sanguíneo vem dos vasos retinaculares. O cirurgião, durante as manobras de redução e fixação da fratura, não deve acrescentar aos vasos mais agressão além da causada pela fratura. Substituições protéticas como as artroplastias são indicadas para tipos específicos de pacientes, devendo ser estudadas os diferentes tipos de implicações e de possíveis complicações. 

E as fraturas trocanterianas em geral são extracapsulares, e sempre se consolidam. Isto poderia fazer supor que o tratamento não-cirúrgico seria o ideal, não fosse a alta incidência de complicações clínicas, pela imobilidade no leito, e funcionais, pelas alterações anatômicas do fêmur proximal. As luxações do quadril são lesões de alto impacto frequentemente associadas à politraumatismos com lesões de órgãos pélvico-abdominais. São emergenciais, devendo ser reduzidas rapidamente.
Fonte:Faça Fisioterapia
 

A MELHORA DA ARTRITE REUMATÓIDE COM A PRÁTICA DE EXERCÍCIO

 

 
 


De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, pacientes com artrite reumatóide que se exercitam regularmente, têm menos dor, mais energia e melhora no sono.


Pessoas que são fisicamente ativas são mais saudáveis, mais felizes e vivem mais do que aquelas que são sedentárias. “E isso é especialmente verdade para as pessoas com artrite, apesar da doença ser apontada como a causa mais comum para a inatividade e a ausência de atividades recreativas”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Pacientes com artrite costumam evitar os exercícios físicos por uma série de razões. “Alguns pacientes evitam as atividades físicas devido ao medo da dor articular ou de ferimentos; outros evitam os exercícios pelas mesmas razões dos que não têm artrite: relutância em mudar o estilo de vida”, explica o médico.

O sedentarismo, além de agravar os problemas relacionados com a artrite, pode resultar em uma série de outros riscos à saúde, incluindo o diabetes tipo II e as doenças cardiovasculares. “A diminuição da tolerância à dor, a fraqueza muscular, a rigidez articular e a falta de equilíbrio, comum a muitas formas de artrite, podem ser agravadas pela falta de exercícios físicos”, destaca Sérgio Lanzotti.

 

Para as pessoas com artrite, o exercício é parte importante do tratamento, uma vez que, juntamente com a manutenção do peso saudável, a prática pode ajudar a aliviar as dores da doença reumática. “Não é necessário treinar como um triatleta para experimentar os benefícios do exercício físico. Iniciar os exercícios lentamente, com intensidade reduzida, irá permitir que o paciente adote com mais facilidade um plano de exercícios bem-sucedido, que irá beneficiar a sua artrite e a sua saúde geral”, observa o diretor do Iredo.

 

Benefícios para o paciente reumático

Cada tipo de exercício tem um efeito positivo na redução da dor associada à artrite e às outras doenças reumáticas. Conheça alguns destes benefícios:

• Mais flexibilidade: os exercícios ajudam a manter ou a melhorar a flexibilidade das articulações e dos músculos adjacentes afetados pela doença. Os benefícios incluem uma melhor postura, redução do risco de lesões e melhora da função. Exercícios de flexibilidade devem ser realizados de cinco a 10 vezes por dia, enquanto os exercícios de alongamento devem ser realizados, pelo menos, três dias por semana;

• Reforço da musculatura: os exercícios de fortalecimento são projetados para trabalhar os músculos. Músculos fortes melhoram sua função e ajudam a reduzir a perda óssea relacionada à inatividade. Para as pessoas com artrite, um conjunto de exercícios para os principais grupos musculares é recomendável pelo menos 2-3 vezes por semana. “A resistência ou o peso deve desafiar os músculos, sem aumentar a dor nas articulações”, observa o reumatologista;

• Melhora da capacidade aeróbica: exercícios aeróbicos incluem atividades que usam os grandes músculos do corpo de uma maneira repetitiva e rítmica. O exercício aeróbico fortalece o coração e o pulmão. Para as pessoas com artrite, este tipo de exercício agrega outros benefícios, tais como controle de peso, melhora do humor, do sono e da saúde em geral. Formas seguras de realizar exercícios aeróbicos incluem caminhada, dança aeróbica, hidroginástica, ciclismo ou exercícios em equipamentos como bicicletas ergométricas e esteiras. “As recomendações atuais para atividade aeróbica são 150 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana, de preferência, distribuídos por vários dias na semana”, orienta Sérgio Lanzotti;

• Consciência corporal: exercícios de consciência corporal abrangem atividades para melhorar a postura, o equilíbrio, o senso de posição articular, a coordenação e o relaxamento. “Tai chi e yoga são exemplos de exercícios recreativos que incorporam elementos da consciência corporal e podem ser muito úteis para pacientes artríticos”, diz o médico.
Fonte: simplesmentetete.blogspot.com.br


ANDAR É MELHOR QUE CORRER !!!

 


Nos anos 70, Kenneth Cooper revolucionou o mundo esportivo dizendo que o meio-termo entre a caminhada e a corrida era o segredo da saúde. Na virada do século, todo mundo apertou o passo e passou a correr, literalmente, atrás da qualidade de vida. Agora, médicos pedem calma e indicam a caminhada como fonte da juventude.

Só que, atenção: caminhar é caminhar, não é passear.

O hábito de andar regularmente --e rapidamente-- a seis quilômetros por hora está ligado à melhora na circulação sanguínea e nos níveis de colesterol, à prevenção de doenças cardíacas, diabetes e alergias e até à redução da incidência de alguns tipos de câncer, mostram pesquisas.

Mas muita gente pensa que andar é exercício para velhos, convalescentes. Não é. Assim como a corrida não é para todos e está longe de ser "democrática", como entusiastas gostam de repetir.

"Há preconceito em relação aos caminhantes, porque vivemos em um mundo no qual o desempenho é colocado acima até da saúde. Quem vive em um ritmo alucinado de treinos, sem acompanhamento, está sujeito a lesões inerentes à corrida, além de ficar estressado por carregar o peso de sempre estar no pico de sua performance. É desgastante", afirma José Rubens D'Elia, educador físico e fisiologista do exercício.

Andar é bom, correr também. Depende do objetivo e do praticante. Para quem quer sair do sedentarismo sem muitos sacrifícios, prevenir doenças e aproveitar o percurso, caminhar é ótimo.

Para colher benefícios, no entanto, o caminhante deve estar atento à intensidade do esforço. É preciso andar rápido, não vale bancar a tartaruga --tendência da maioria.

Pesquisa feita com caminhantes em três parques de São Paulo pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro mostrou que a maior parte não empregava a força necessária para usufruir dos efeitos da caminhada.

O coordenador da pesquisa, Vitor Tessutti, lembra que a atividade será ineficaz se for feita a passos vagos. "Dessa forma será gerado um estímulo débil no organismo, que não causará adaptação muscular e cardiovascular e não melhorará o condicionamento", diz ele, formado em esportes e mestre em ciência da reabilitação pela USP.

Quem pretende alcançar condicionamento físico em um período mais curto vai preferir a corrida. Em relação à caminhada, porém, os riscos de lesão são maiores.

Pesquisa com 574 atletas, publicada no "British Journal of Sports Medicine" em 2007, mostrou que 92% dos corredores estavam machucados. Segundo Tessutti, o risco pode ser reduzido com acompanhamento e treino certo.

 
 

 
 
 


LESÃO E ALEGRIA

Correr, evidentemente, é mais eficaz e rápido para quem quer perder peso.

"Perdi os 30 quilos que ganhei na gravidez correndo. No começo, fazia esteira. Depois, fui para a rua e não parei mais", conta a produtora de moda Paula Narvaez, 29.

Ela sabe bem os males da atividade: "Correr dá barato, vicia, machuca, cedo ou tarde. Só que também traz alegria, deixa o corpo bonito, manda embora o estresse, une pessoas de todos os tipos e classes e isso atropela os contras da corrida, como bolhas nos pés, unhas que caem, mamilos machucados".

Mulheres que correm podem machucar não ap