Disreflexia autonômica + TTO Fisioterapeutico
Disreflexia autonômica + TTO Fisioterapeutico

A Disreflexia Autonômica Medular (DA) foi relatada pela primeira vez em 1890 por Anthony Bowlby, quando ele descreveu em um paciente com traumatismo raquemedular (TRM) a presença de sudorese profusa e vermelhidão (rash) na cabeça e pescoço desencadeada pelo procedimento de cateterização da bexiga. A DA é uma síndrome caracterizada pelo surgimento agudo de atividade autônoma excessiva em pacientes com lesão medular acima de T5-T6 (saída do fluxo esplânico simpático). Esta condição é geralmente desencadeada por estímulos nocivos que ocorrem abaixo do nível da lesão medular.

Ok, explicação padrão... bastante técnica mas não muito clara não é mesmo? Então vamos trocar em miudos:
 

 


Pessoas com lesão medular acima de T6 (estou me referindo ao nível medular, não a vértebra!) Não terão o sistema simpático se opondo ao parassimpático em seus efeitos sobre o sistema circulatório. Este é o ponto principal para se entender a disreflexia autonômica!

Abaixo do nível da lesão, os neurônios medulares continuam a trabalhar normalmente. Quando um estímulo nocivo é detectado pelos receptores de dor, ele viaja normalmente (como se nada tivesse acontecido) através das vias sensoriais aferentes até a medula espinhal.
 
Chegando na altura da lesão medular, esta informação de dor é incapaz de viajar mais, criando excitação dos gânglios simpáticos. Esta resposta simpática não encontra oposição pelo sistema nervoso parassimpático acima do nível da lesão (pois o contato do SN parassimpático foi interrompido devido a lesão medular e os estímulos inibitórios não tem mais como equilibrar a ação do Simpático).
Assim, a excitação dos gânglios simpáticos abaixo do nível da lesão resulta em uma maior resposta reflexa do sistema nervoso simpático. A qual se manifesta como uma vasoconstrição repentina e maciça dos vasos sanguíneos abaixo do nível da lesão. Se o estímulo doloroso continua a excitar os gânglios simpáticos, acaba por levar a um maior aumento da resposta simpática reflexa de vasoconstrição abaixo do nível da lesão.
 

A vasoconstrição, e a consequente hipertensão é percebida pelos barorreceptores no arco aórtico e os corpos carotídeos do coração. Estes receptores enviam mensagens aferentes para o centro vasomotor no bulbo do tronco cerebral, que resultam em uma resposta de vasodilatação e bradicardia. Esta resposta, porém, só pode ocorrer acima do nível da lesão, criando uma resposta parassimpática que é continuamente estimulada pelos barorreceptores que estão respondendo à hipertensão que ocorrem abaixo do nível da lesão. Isso resulta na dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro, porém hipertensão no resto do corpo em um círculo vicioso.
Se este desequilíbrio autonômico não for tratado, o resultado pode ser hemorragia cerebral, convulsões e morte.

 

Rash característico da Disreflexia Autonômica Medular

Esta condição representa uma emergência médica. Reconhecer e tratar os primeiros sinais e sintomas de forma eficiente pode evitar seqüelas perigosa da pressão arterial elevada. Pacientes com TRM, cuidadores e profissionais da área médica devem ser informados sobre essa síndrome e sua gestão.

 

Clínica:

História O paciente com DA geralmente refere história de visão embaçada, dores de cabeça e uma sensação de ansiedade.

Exame Físico:
Um paciente com DA pode ter 1 ou mais dos seguintes achados no exame físico:
(a) Um súbito aumento significativo na pressão arterial sistólica e diastólica, geralmente associada a bradicardia, podem aparecer. A pressão arterial sistólica normal para pacientes com Lesão Medular acima de T6 é de 90-110 mm Hg. A pressão arterial 20-40 mm Hg acima do intervalo de referência para tais pacientes pode ser um sinal de DA.

(b) Sudorese profusa acima do nível da lesão, especialmente na face, pescoço e ombros, pode ser notado, mas isso raramente ocorre abaixo do nível da lesão por causa da atividade colinérgica simpática.
(c) Rubor da pele acima do nível da lesão, especialmente na face, pescoço e ombros,

(d) O paciente pode relatar visão borrada. Manchas podem aparecer no campo visual do paciente. Congestão nasal é comum.

Causas:
Episódios de DA podem ser desencadeados por muitos causas. Essencialmente qualquer estímulo doloroso ou irritante abaixo do nível da lesão pode causar um episódio da DA. Embora a lista de eventos ou condições capazes de desencadear a DA, os principais são:
* Distensão da bexiga
* Infecção do trato urinário
* Distensão ou impactação do intestino
* Cálculos biliares
* Úlcera gástrica ou gastrite
* Trombose venosa profunda
* Úlceras de pressão

* Unha encravada
* Queimaduras
* Picadas de insetos
* O contato com objetos duros ou cortantes (o paciente pode ter sentado em cima de um objeto destes sem perceber)
* Roupas, cintos ou sapatos apertados
* Fraturas ou outros traumas

Pronto, acho que esta é uma boa visão geral sobre o assunto. Mas como eu quero ter certeza de que todo mundo entendeu, abaixo tem um diagrama com os melhores momentos da postagem.


1- A distenção da bexiga causa estimulação dos receptores de dor localizados na parede da própria bexiga.
2- Os receptores de dor enviam uma mensagem que viaja até as vias aferentes da medula espinhal. Esta mesnagem acaba por estimular o sistema nervoso simpático (SNS), resultando em hipertensão.
3-Barorreceptores no arco aórtico são estimulados pela hipertensão e enviam mensagens para o centro vasomotor.
4- O centro vasomotor responde com estímulo para vasodilatação. Porém esta só ocorre acima da lesão espinhal.


 

Principais tipos de tratamento fisioterápicos

 
Os recursos de tratamento fisioterápico variam conforme o objetivo (tratamento analgésico, antiinflamatório, diagnóstico, hipertrofia muscular, etc.), condições do paciente e estágio em que a lesão se encontra, e podem ser classificados principalmente em:





Cinesioterapia: terapia realizada por meio de exercícios de alongamento e fortalecimento, mobilizações, etc., visando a movimentação. Esta é a terapia mais utilizada, sozinha ou associada a outras formas de tratamento (eletroterapia, crioterapia, mecanoterapia, etc.)





Crioterapia: terapia realizada com o uso de frio nas mais variadas formas: compressas, imersão, varredura, dentre outras, para obtenção de analgesia, redução da inflamação e edema, estimulação neuromuscular, etc.





Eletroterapia: – terapia realizada por meio de equipamentos que fazem uso da corrente elétrica em vários parâmetros físicos (intensidade, freqüência, etc.) conforme o objetivo a ser atingido. As principais ações terapêuticas incluem a analgesia, excitação neuromuscular, regeneração de tecidos vasculares, iontoforese – introdução de medicamentos e diagnósticos de condições neuromusculares e órgãos internos. São os famosos “choquinhos”: TENS, eletroacupuntura, correntes diadinâmicas, interferenciais, FES, etc.





Fototerapia: Terapia realizada por meio de luz (parâmetros físicos variáveis) para promoção de analgesia, reparo tecidual, redução da inflamação, dentre outros. Ex.: infravermelho, laser, etc.





Hidroterapia: Terapia por meio de exercícios realizados na água (fria ou morna) com imersão parcial ou total do corpo, visando relaxamento muscular, mobilidade articular, etc.





Massoterapia: Terapia realizada por meio de massagens como a drenagem linfática, massagens clássica e reflexa, etc. Os principais objetivos variam conforme a técnica utilizada: relaxamento muscular, drenagem de membros, estimulação de vísceras, etc.





Mecanoterapia: Terapia realizada por meio de agentes mecânicos com parâmetros variáveis como as demais com finalidade analgésica, antiinflamatória, sonoforese – introdução de medicamentos pelo ultra-som, etc. Ex.: ultra-som. 





Respiratória: Terapia que inclui variadas formas de tratamento para reabilitação e promoção de saúde do sistemarespiratório. Ex.: vibração manual, tosse assistida, pressão expiratória, drenagem postural, uso de incentivadores respiratórios, etc.





Terapia Manual: Terapia realizada por meio de técnicas manuais. Geralmente confundida com a massoterapia, distingue-se pela finalidade de restabelecer os movimentos e funções fisiológicas através de manipulações articulares e tecidos moles, alongamentos de fáscias e músculos, etc.





Termoterapia: Terapia realizada por meio de calor seco ou úmido com parâmetros físicos variáveis conforme o objetivo. Aqui entram as terapias por meio de ondas curtas e bolsas de água quente dentre outros, e visam a analgesia, relaxamento muscular, etc.





Antes de determinar qual o tipo de terapia mais adequada ao paciente/atleta, é importante ressaltar a necessidade de submeter-se a uma avaliação completa do quadro em que este se encontra: dados pessoais, queixa principal, dados que remetem ao mecanismo de lesão, estágio em que se encontra a lesão, realizar testes gerais de mobilidade e postura, testes específicos da região acometida e traçar um plano de tratamento/condicionamento em conjunto com demais profissionais para uma maior efetivação da terapia.
 

Torcicolo congênito: avaliação de dois tratamentos fisioterapêuticos
Congenital torticollis: evaluation of two physiotherapeutic approaches
Luciane Zanusso Pagnossim1
, Augusto Frederico S. Schmidt
2
, Joaquim Murray Bustorff-Silva
3
, Sérgio Tadeu M. Marba
4
, Lourenço Sbragia
5
1
Fisioterapeuta, mestre em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas
da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp). Campinas, SP,
Brasil
2
Mestrando em Cirurgia da FCM-Unicamp. Campinas, SP, Brasil
3
Professor titular de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia da
FCM-Unicamp. Campinas, SP, Brasil
4
Professor adjunto da disciplina de Neonatologia do Departamento de
Pediatria da FCM-Unicamp. Campinas, SP, Brasil
5
Professor adjunto de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia da
FCM-Unicamp. Campinas, SP, Brasil
RESUMO
Objetivo: Avaliar a evolução clínica e comparar a eficácia
do tratamento fisioterapêutico intensivo ou mínimo, em
neonatos e lactentes com torcicolo congênito.
Métodos: Foram atendidas no Ambulatório de Fisioterapia e Cirurgia Pediátrica do Hospital de Clínicas
da Universidade Estadual de Campinas 47 crianças com
torcicolo congênito. Analisaram-se, retrospectivamente,
antecedentes maternos, neonatais, apresentação clínica e
tratamento fisioterapêutico, classificado de acordo com a
freqüência das sessões. O tratamento intensivo foi definido
como sessões de fisioterapia realizadas pelo fisioterapeuta
no ambulatório, acrescidas de exercícios diários realizados pelos pais em domicílio. O tratamento mínimo foi
considerado quando apenas o fisioterapeuta realizava as
sessões semanalmente no ambulatório, sem a participação
dos pais.
Resultados: Quanto às características demográficas da
população, observou-se: idade média materna=26 anos;
parto normal=40 (85%); mães primigestas=35 (75%);
idade média ao diagnóstico=50 dias. A presença de nódulo
intramuscular foi notada em 46 (98%) pacientes. As seguintes doenças estiveram associadas: luxação congênita de
quadril igual=4 (8%); fratura de clavícula=2 (4%); pé torto
congênito=1 (2%). O tratamento intensivo foi realizado em
34 (72%) pacientes e a cura observada em 100%, após 74
dias, em média. O tratamento mínimo foi aplicado em 13
(28%) pacientes e a cura observada em dez (77%), tratados
em média por 130 dias.
Endereço para correspondência:
Lourenço Sbragia
Rua Alexander Flemming 181 – Cidade Universitária – Barão Geraldo
CEP 13083-970 – Campinas/SP
E-mail: sbragia@fcm.unicamp.br
Recebido em: 3/3/2008
Aprovado em: 12/5/2008
Fonte financiadora: Programa de Apoio à Pós-Graduação pela Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
Conclusões: O torcicolo congênito apresentou evolução
clínica favorável em ambos os grupos. O tratamento intensivo propiciou maior índice de cura em menor tempo de
tratamento. 

Introdução
O torcicolo congênito (TC) é definido como uma contratura
unilateral do músculo esternocleidomastoideo que, em geral, se
manifesta no período neonatal ou em lactentes
(1)
. Em crianças
com TC, a cabeça fica inclinada para o lado do músculo afetado e
rodada para o lado oposto
(2)
. A sua incidência é de 1:250 recémnascidos
(3)
e a etiologia ainda não está esclarecida
(2-4)
.
As hipóteses relativas à etiologia da condição se relacionam ao tocotraumatismo cervical
(5)
, à isquemia arterial com
hipofluxo sanguíneo para o esternocleidomastoideo
(6,7)
, à
obstrução venosa do esternocleidomastoideo
(8)
, ao mal posicionamento intrauterino
(9)
e à hereditariedade
(2-10)
.
O diagnóstico é feito clinicamente, observando-se as limitações nos movimentos do pescoço, a elevação do ombro
no lado do músculo contraturado e a posição da cabeça em
inclinação ipsilateral e rotação contralateral
(9-11)
. Um nódulo
pode estar presente na porção média do músculo esternocleidomastoideo em aproximadamente 20% dos pacientes
(2)
.
Com muita freqüência, este nódulo é detectado entre dez e
14 dias de vida e pode crescer durante duas a quatro semanas,
até atingir o tamanho aproximado de uma amêndoa, quando
então começa a regredir e pode desaparecer completamente
até o oitavo mês de vida
(10-12)
.
Devido ao encurtamento muscular unilateral, a criança com
TC prefere dormir na posição prona, com o lado afetado para
baixo. Tal posição provoca pressão assimétrica no crânio e nos
ossos faciais em desenvolvimento
(4)
. Esta pressão constante
na cabeça pode levar a um remodelamento nos ossos da face e
resultar em hemihipoplasia facial ou em plagiocefalia
(13-15)
.
O diagnóstico diferencial é feito com outros tipos de
torcicolos adquiridos. Os torcicolos adquiridos podem ser
decorrentes de problemas oculares, artrite reumatóide devido
à subluxação nas duas primeiras vértebras cervicais (C1 e C2)
ou cisto branquial
(10-11)
. O uso de exames subsidiários, como
a ressonância magnética, para o diagnóstico diferencial não
tem se mostrado efetivo
(16)
.
Existem diversas formas de abordagem do TC, não havendo uma uniformização da sistemática terapêutica
(17)
.
Entretanto, o tratamento inicial de escolha é clínico, por
meio de fisioterapia
(15,18)
. Com o tratamento fisioterapêutico,
90
(11)
a 95%(18)
das crianças melhoram antes do primeiro ano
de vida e 97% dos pacientes melhoram se o tratamento for
iniciado antes dos primeiros seis meses
(2)
. Quando o tratamento fisioterapêutico é tardio, os pacientes podem apresentar complicações como escolioses cervicais e/ou torácicas
compensatórias e dores crônicas
(14-19)
.
Uma vez feito o diagnóstico e iniciado programa fisioterapêutico, existe a necessidade de complementar o
tratamento com cuidados domiciliares, pois a realização
diária e constante dos exercícios melhora o TC
(18)
. Os pais
devem ser orientados e encorajados a participar, realizando os exercícios propostos, e a quantidade de sessões
pode influenciar o tempo de resolução da doença. Assim,
o tratamento intensivo pode ter melhor resolução e durar
menos tempo
(2-20)
.

c) achados clínicos: distúrbio visual, hemihipoplasia da
face, existência ou não de rotação cervical, presença ou
ausência de nódulo intramuscular, localização do nódulo
no pescoço e complicações evolutivas;
d) tratamento: data da primeira consulta, data da última
consulta, data do início da melhora, período entre o
diagnóstico e a melhora do estado clínico, tratamento
intensivo, tratamento mínimo, necessidade ou não de intervenção cirúrgica, tempo total de tratamento e cura.
Foram incluídos no estudo recém-nascidos ou lactentes
de até seis meses de idade, sem doenças neurológicas, com
diagnóstico de TC. Foram excluídas crianças encaminhadas
ao ambulatório da Unicamp com mais de seis meses de idade,
com doenças neurológicas ou que foram submetidas a tratamento cirúrgico. O diagnóstico de TC foi clínico, a partir da
observação da posição e da palpação de nódulo muscular.
A classificação do tratamento em intensivo ou mínimo
foi feita de acordo com a adesão e a freqüência de sessões
fisioterapêuticas. O tratamento intensivo consistiu na realização diária de sessões fisioterapêuticas, contando com a
adesão dos pais para a aplicação dos exercícios e dos cuidados domiciliares. O fisioterapeuta acompanhou as crianças
no ambulatório, em sessões semanais ou quinzenais, de
acordo com a disponibilidade do paciente para retornar.
Nessas sessões, os pais foram treinados e orientados para
continuar o tratamento em casa. O tratamento foi realizado
de acordo com Leung e Leung
(19)
e consistiu em analgesia
com calor local superficial, massoterapia e alongamentos
para o esternocleidomastoideo, com a criança em decúbito
dorsal. Com uma das mãos apoiando o ombro ipsilateral
ao músculo contraído, aplicou-se, com a outra mão, uma
flexão lateral da cabeça em direção ao ombro contralateral.
Em seguida, repetiu-se este alongamento, tentando realizar rotação cervical simultânea à flexão lateral para o lado
contraído. Cada alongamento foi realizado cinco vezes,
permanecendo por dez segundos em cada posição. Após o
término do atendimento, os pais foram orientados para que
os exercícios domiciliares fossem feitos duas vezes ao dia,
de acordo com Emery
(15)
. Em complementação aos exercí-
cios domiciliares, foi solicitado aos pais que observassem e
corrigissem o posicionamento da cabeça da criança durante
o sono, o transporte e a amamentação, de modo a favorecer
o alongamento passivo do músculo contraído e, também,
solicitou-se que intensificassem o tratamento com estímulos
visuais e sonoros, procurando favorecer a movimentação
ativa do pescoço de forma lúdica
(11)
.
O tratamento mínimo correspondeu a sessões semanais
ou quinzenais no Ambulatório de Fisioterapia, sem a adesão
domiciliar diária. Este tratamento foi direcionado às famílias
que não efetuaram o tratamento em casa por dificuldades
no aprendizado, insegurança ou impossibilidade de vir ao
hospital regularmente para receber orientações a respeito do
tratamento fisioterapêutico.
O critério adotado para determinar a cura do TC e alta
da fisioterapia consistiu na avaliação clínica, na qual o fisioterapeuta evidenciou a ausência de nódulo à palpação, a
cabeça posicionada na linha média, com livre amplitude nos
movimentos cervicais.
Os dados dos dois grupos foram comparados por meio do
teste do qui-quadrado e do teste exato de Fisher, com nível
de significância fixado em p<0,05. br="">Resultados
Os dados referentes aos antecedentes maternos, antecedentes pessoais, apresentação dos dados clínicos e do tratamento
estão apresentados na Tabela 1. Todas as crianças nasceram a
termo. A cura foi observada em 77% das crianças do grupo
de tratamento mínimo e em 100% das crianças do grupo de
tratamento intensivo. O total de complicações evolutivas e
o tempo para a cura foram significantemente menores nos
pacientes submetidos ao tratamento intensivo (p=0,02).
Não foi observada diferença na comparação entre as demais
variáveis.
Discussão
O TC consiste em uma alteração músculo-esquelética
que acomete principalmente neonatos e lactentes, sendo
o esternocleidomastoideo o principal músculo envolvido.
Os pacientes portadores de TC apresentam uma inclinação
da cabeça ipsilateral ao esternocleidomastoideo contraí-
do e rotação cervical para o lado contralateral, podendo
ou não estar presente um nódulo na porção média do
músculo
(10,15-22)
.
Embora exista na literatura grande número de trabalhos
que demonstrem a eficácia da fisioterapia para o tratamento
de crianças com TC
(9,15-22)
, pouco foi descrito sobre a freqüência dos exercícios e do acompanhamento ambulatorial para se
obter melhores resultados em menor tempo de tratamento 

No entanto, o diagnóstico precoce e o tratamento intensivo
fisioterapêutico parecem ser uma abordagem eficaz para
crianças menores de um ano de idade

Geral
(n=47)
Tratamento
mínimo
(n=13)
Tratamento
intensivo
(n=34)
Mínimo versus
intensivo
p
Idade materna (anos) 24±6 25±7 23±6 >0,05
Primigesta 35 (75%) 10 (77%) 25 (74%) >0,05
Parto >0,05
Normal 21 (45%) 6 (46%) 15 (44%)
Fórceps 19 (40%) 5 (39%) 14 (41%)
Cesárea 7 (15%) 2 (15%) 5 (15%)
Sexo masculino 25 (53%) 7 (54%) 18 (53%) >0,05
Peso ao nascer (g) 2899±304 2870±281 2910±312 >0,05
Dias ao diagnóstico 67±40 65±40 67±39 >0,05
Cor branca 42 (89%) 12 (92%) 5 (15%) >0,05
Doenças associadas >0,05
Luxação de quadril 4 (8%) 2 (15%) 2 (6%)
Fratura de clavícula 2 (4%) 2 (15%) 0
Pé torto congênito 1 (2%) 0 1 (3%)
Achados clínicos >0,05
Hemihipoplasia facial 6 (13%) 3 (23%) 3 (9%)
Rotação cervical 14 (30%) 5 (39%) 9 (26%)
Nódulo 46 (98%) 12 (92%) 34 (100%)
Lateralidade >0,05
Direita 25 (53%) 9 (69%) 16 (47%)
Esquerda 22 (47%) 4 (31%) 18 (53%)
Complicações evolutivas 0,02
Estrabismo 1 (2%) 1 (8%) 1 (3%)
Hemi-hipoplasia facial 2 (4%) 2 (15%) 0
Escoliose 2 (4%) 1 (8%) 0
Início da melhora (dias) 30±41 56±70 20±14 >0,05
Cura (dias) 90±64 132±95 74±38 0,02
Tabela 1 – Dados maternos, neonatais e referentes ao tratamento das 47 crianças com torcicolo congênito
248 Rev Paul Pediatr 2008;26(3):245-50.

No Brasil, os recursos são precários e existe muita dificuldade na adesão ao tratamento fisioterapêutico diário por
grande parte das famílias atendida nos serviços públicos
universitários. Devido a tal situação, pôde-se observar, nesse
estudo, que algumas famílias aderiram completamente ao
tratamento, realizando o tratamento domiciliar, e outras
parcialmente, comparecendo apenas às sessões semanais no
Ambulatório de Fisioterapia.
Apesar de o TC ser uma doença bem caracterizada e haver
conseqüências estéticas desfavoráveis para crianças não tratadas
precocemente, ainda não há um consenso sobre sua etiologia.
Estudos tentam associar estatisticamente a causa do TC com o
histórico obstétrico. Uma das possíveis causas e principal fator
da patogênese do TC pode ser o trauma no parto
(24)
.
Hsieh et al
(25)
constataram uma incidência de 2% de TC
em partos traumáticos e de 0,3% em partos não traumáticos.
No presente estudo, em 40% dos casos o parto foi fórceps.
MacDonald
(26)
observou, em avaliação de 50 crianças portadoras de TC, que 24% delas fizeram uso de fórceps durante
o parto.
Outro achado importante associado ao TC e relacionado a
traumas durante o parto é o alto índice de crianças nascidas
de mães primigestas. Das 47 crianças deste estudo, 75% das
mães eram primigestas. Esta observação é similar ao referido
Geral
(n=47)
Tratamento
mínimo
(n=13)
Tratamento
intensivo
(n=34)
Mínimo versus
intensivo
p
Idade materna (anos) 24±6 25±7 23±6 >0,05
Primigesta 35 (75%) 10 (77%) 25 (74%) >0,05
Parto >0,05
Normal 21 (45%) 6 (46%) 15 (44%)
Fórceps 19 (40%) 5 (39%) 14 (41%)
Cesárea 7 (15%) 2 (15%) 5 (15%)
Sexo masculino 25 (53%) 7 (54%) 18 (53%) >0,05
Peso ao nascer (g) 2899±304 2870±281 2910±312 >0,05
Dias ao diagnóstico 67±40 65±40 67±39 >0,05
Cor branca 42 (89%) 12 (92%) 5 (15%) >0,05
Doenças associadas >0,05
Luxação de quadril 4 (8%) 2 (15%) 2 (6%)
Fratura de clavícula 2 (4%) 2 (15%) 0
Pé torto congênito 1 (2%) 0 1 (3%)
Achados clínicos >0,05
Hemihipoplasia facial 6 (13%) 3 (23%) 3 (9%)
Rotação cervical 14 (30%) 5 (39%) 9 (26%)
Nódulo 46 (98%) 12 (92%) 34 (100%)
Lateralidade >0,05
Direita 25 (53%) 9 (69%) 16 (47%)
Esquerda 22 (47%) 4 (31%) 18 (53%)
Complicações evolutivas 0,02
Estrabismo 1 (2%) 1 (8%) 1 (3%)
Hemi-hipoplasia facial 2 (4%) 2 (15%) 0
Escoliose 2 (4%) 1 (8%) 0
Início da melhora (dias) 30±41 56±70 20±14 >0,05
Cura (dias) 90±64 132±95 74±38 0,02
Tabela 1 – Dados maternos, neonatais e referentes ao tratamento das 47 crianças com torcicolo congênito
248 Rev Paul Pediatr 2008;26(3):245-50.
Torcicolo congênito: avaliação de dois tratamentos fisioterapêuticospor MacDonald
(26)
, que encontrou 50% de mães primigestas
em crianças com TC, e por Ling e Low(27)
, que mostraram
48% de primigestas em sua casuística.
Nesse estudo, foram registradas algumas doenças associadas ao TC, como a luxação congênita de quadril em 8%
dos casos, fratura de clavícula em 4% e pé torto congênito
em 2% das crianças. De maneira similar à relatada na literatura, a luxação congênita de quadril foi a doença mais
associada ao TC
(1)
. Morrison e MacEwen
(28)
observaram
incidência de displasias de quadril em aproximadamente
14% dos pacientes com TC. Walsh e Morrisy
(29)
indicam
a investigação de displasia de quadril sempre que há TC,
visto que tais autores encontraram associação entre ambas
em 8% dos casos.
A ocorrência de TC em crianças nascidas de partos cesáreas
é outro achado importante já relatado por MacDonald
(26)
, que
observou incidência de 24% em filhos de mães submetidas a
cesárea, enquanto Ling e Low(27)
relataram incidência de 9%.
No presente estudo, com 47 crianças portadoras de TC, 15%
nasceram de parto cesáreo, sugerindo que a causa do TC pode
não estar associada exclusivamente a traumas durante o parto.
Assim como relatado na literatura
(9)
, no presente estudo
não houve diferença estatística quanto à distribuição por
sexo, sendo 25 crianças do sexo masculino (53,2%) e 22 do
feminino (46,8%).
O achado clínico mais freqüente neste estudo foi a presença
de nódulo intramuscular, em 97,9% dos casos. Este resultado
difere do registrado por Morrison e MacEwen
(28)
, que encontraram nos 232 pacientes analisados maior freqüência de
rotação cervical (81%). Segundo Chandler e Altenberger
(10)
,
o nódulo pode estar presente no nascimento ou se manifestar
entre o décimo e o 14º dia de vida, aumentando de tamanho
por 14 a 28 dias.
A idade média ao diagnóstico de TC, no presente estudo,
foi de aproximadamente 50 dias, enquanto, na população analisada por Morrison e MacEwen
(28)
, aproximadamente metade
dos pacientes tinha menos de 21 dias de vida. Acredita-se
que o diagnóstico mais tardio possa estar ligado à não atenção
ao nódulo clinicamente presente por parte do médico ou ao
acesso tardio à rede básica de atendimento de puericultura.
No entanto, os resultados do presente estudo estão de acordo
com Chandler e Altenberg
(10)
,que observaram manifestações
clínicas mais evidentes quando o nódulo não foi verificado
precocemente e o diagnóstico foi tardio.
Vários métodos têm sido usados no tratamento do TC e
muitos autores registraram bons resultados com o tratamento
fisioterapêutico
(15-30)
. Nesta pesquisa, observou-se cura em
todos os pacientes que seguiram o tratamento até o final e
apenas três 

nte e não
traumático ao paciente
(17)
. O tempo para obter a cura depende
da intensidade e freqüência de realização da fisioterapia. O
tratamento assistido e assumido pelos pais ou responsáveis
pela criança é outro fator importante na obtenção da cura em
tempo reduzido. A conscientização e comprometimento dos
familiares no tratamento diário é um fator importante, que
deve ser explicado pelo fisioterapeuta durante a orientação
dos exercícios.
É importante ressaltar que a resposta ao tratamento fisioterapêutico também foi positiva para o grupo do tratamento
mínimo. Embora significativamente mais demorada do que
no grupo de tratamento intensivo, a cura foi obtida em dez
(77%) crianças submetidas apenas às sessões semanais de
fisioterapia, demorando 130 dias até a resolução do quadro.
Tais crianças também apresentaram maior número de complicações evolutivas. Os resultados comprovam que a fisioterapia 

pode ser indicada como método inicial de tratamento para
o TC, mesmo nos casos em que os familiares não tenham
condições de aderir ao tratamento domiciliar intensivo. Tais
resultados obtidos com o tratamento mínimo foram similares aos obtidos por Emery
(15)
, que relatou a importância da
fisioterapia no tratamento de crianças portadoras de TC.
Apesar das limitações inerentes a um estudo retrospectivo,
procurou-se enfatizar o diagnóstico precoce, a importância
Rev Paul Pediatr 2008;26(3):245-50. 249 

Referencia

e eficácia do tratamento fisioterapêutico intensivo ou mí-
nimo para o TC, indicando aos profissionais que cuidam
de neonatos, como os fisioterapeutas, pediatras e cirurgiões
pediátricos, a importância do acompanhamento domiciliar
para a resolução do TC em tempo reduzido, com redução da
ansiedade dos pais.
Agradecimentos
À Camila Isabel da S. Santos, fisioterapeuta do Hospital
de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HCUnicamp), amiga e colega de trabalho, pela receptividade e
cooperação neste manuscrito.
1. Wei JL, Schwartz KM, Weaver AL, Orvidas LJ. Pseudotumor of infancy and
congenital muscular torticollis: 170 cases. Laryngoscope 2001;111:688-95.
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and the associated craniofacial changes. Plast Reconstr Surg 2000;105:
827-35.
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torticollis. Plast Reconstr Surg 1998;101:20-4.
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Editora; 1995.
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and outcome of treatment of congenital muscular torticollis in infants-a study
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30. Canale ST, Griffin DW, Hubbard CN. Congenital muscular torticollis. A longterm follow-up. J Bone Joint Surg Am 1982;64:810-6

 

 

 

ESTUDO INDICA QUE CIRURGIA NEM SEMPRE É MELHOR QUE TRATAMENTO FISIOTERÁPICO PARA TRATAR JOELHO

Para tratar de um rompimento do menisco ou artrite no joelho, a cirurgia não necessariamente é a melhor solução.

A fisioterapia também pode dar bons resultados, segundo um estudo clínico publicado nesta terça-feira (19/03/2013) nos Estados Unidos.

"Nossas pesquisas demonstram que não existe um tratamento único e melhor, já que tanto as pessoas tratadas com fisioterapia como com cirurgia no joelho (artroscopia) apresentaram uma notável melhora", disse Jeffrey Katz, professor de Cirurgia Ortopédica da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.



COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE CARDÍACO QUANDO ESTIVER SOZINHO.

Como muitas pessoas estão sozinhas quando sofrem um ataque cardíaco, sem ajuda, a pessoa cujo coração está batendo indevidamente e que começa a se sentir fraco, tem apenas cerca de 10 segundos antes de perder a consciência.

No entanto, essas vítimas podem ajudar a si mesmos tossindo repetidamente e vigorosamente. Uma respiração profunda deve ser efetuada antes de cada tosse, e a tosse deve ser profunda e vigorosa, prolongada como se produzida no interior do tórax.

A respiração e a tosse devem ser repetidas a cada dois segundos, sem parar, até que a ajuda chegue, ou até que sinta que o coração está batendo normalmente.

Respirações profundas obtém oxigênio para os pulmões e os movimentos de tosse pressionam o coração e mantém o sangue circulante. A pressão de compressão sobre o coração também ajuda a recuperar o ritmo normal. Desta forma, vítimas de ataque cardíaco podem chegar a um hospital. Diga a muitas outras pessoas sobre isso. Isso pode salvar suas vidas!

Um cardiologista diz que se todos que receberem este e-mail enviarem para 10 pessoas, você pode apostar que nós vamos salvar pelo menos uma vida.


Foto: COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE CARDÍACO QUANDO ESTIVER SOZINHO.

MUITO IMPORTANTE! VAMOS DIVULGAR!

Como muitas pessoas estão sozinhas quando sofrem um ataque cardíaco, sem ajuda, a pessoa cujo coração está batendo indevidamente e que começa a se sentir fraco, tem apenas cerca de 10 segundos antes de perder a consciência.

No entanto, essas vítimas podem ajudar a si mesmos tossindo repetidamente e vigorosamente. Uma respiração profunda deve ser efetuada antes de cada tosse, e a tosse deve ser profunda e vigorosa, prolongada como se produzida no interior do tórax.

A respiração e a tosse devem ser repetidas a cada dois segundos, sem parar, até que a ajuda chegue, ou até que sinta que o coração está batendo normalmente.

Respirações profundas obtém oxigênio para os pulmões e os movimentos de tosse pressionam o coração e mantém o sangue circulante. A pressão de compressão sobre o coração também ajuda a recuperar o ritmo normal. Desta forma, vítimas de ataque cardíaco podem chegar a um hospital. Diga a muitas outras pessoas sobre isso. Isso pode salvar suas vidas!

Um cardiologista diz que se todos que receberem este e-mail enviarem para 10 pessoas, você pode apostar que nós vamos salvar pelo menos uma vida.

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FORÇA NO JOELHO - Veja a importância da FISIOTERAPIA em tratamento de joelhos


Conheça os principais tratamentos para essa articulação (uma das mais solicitadas do corpo), que vão desde medicamento via oral até o uso de células-tronco

Desde bebezinho, a criança mexe as pernas, dobrando e esticando os joelhos. Talvez este seja um dos movimentos mais precoces do ser humano. Depois, ao engatinhar, esfrega os pobres no chão. Quando finalmente vira bípede, o peso do corpo passa a agir sobre essa articulação, gerando uma carga a mais. Aí vêm os esportes, o sobe e desce de escadas, o sobrepeso. Não é a toa que a
articulação está entre aquelas que mais sofrem no corpo. São várias as lesões que podem afetar o joelho, tanto as traumáticas, causadas por tombo ou esporte, quando as degenerativas, resultado de alguma doença. O ortopedista Mario Ferretti, doutor em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa (IIEP) Albert Einstein, em São Paulo, explica porque o joelho sofre tanto, e quais são os principais tratamentos.


Por que tanta gente sente dores no joelho?

Mario Ferretti: Dos membros inferiores, o joelho é a articulação que mais permite mobilidade, por ter uma extensão grande de movimento. Além disso, colocamos muita carga sobre ele, que pode ser resultado de esportes ou de sobrepeso. Quando um desses fatores se une a uma musculatura enfraquecida, aparecem os problemas.


Quais são os problemas mais comuns?

São de dois tipos: degenerativos e traumáticos. A osteomalácia e a
osteoartrite são exemplos de doenças degenerativas, que costumam aparecer depois dos 50 anos. Entre as lesões traumáticas estão a do ligamento cruzado anterior e as do menisco. Muitas vezes, se há uma lesão degenerativa, basta um trauma pequeno para comprometer o joelho.


Que fatores provocam as lesões degenerativas?

Idade, sobrecarga. A qualidade do tecido diminui, da mesma forma que a pele perde o vigor e o cabelo fica branco. O joelho não gosta de extremos. O sedentarismo acelera o surgimento dos problemas, assim como a sobrecarga


Quando um paciente chega ao seu consultório, dizendo que está com dor no joelho e que não sofreu nenhum trauma, como começa a investigação?

O primeiro passo é conhecer a história clínica, para saber se há uma degeneração. Ou seja, peço para o paciente me contar onde e em que situações a dor aparece. Depois, parto para o exame físico, que inclui: olhar se o joelho está inchado, se está vermelho, quente, sinal de inflamação ou infecção. Depois vem a inspeção dinâmica, que envolve mexer na articulação,
ver se a patela sai para o lado, verificar se o joelho é voltado para dentro (varo) ou para fora (valgo). Faço também uma apalpação dos pontos que podem vir a causar dor, como os tendões e o menisco, e realizo manobras específicas, empurrando a patela para o lado, testando os ligamentos, para ver se estão rotos. Depois do exame físico completo, parto para um exame radiológico: a radiografia. Se for necessário, prescrevo uma ressonância, que pode mostrar o grau de lesão de uma cartilagem ou de uma degeneração do menisco.

Principais problemas

O joelho é uma das articulações do corpo que mais sofre. Conheça algumas das
lesões mais comuns:

- Artrite: há mais de 100 tipos. As mais comuns são a osteoartrite, uma degeneração da cartilagem que afeta o osso, e a artrite reumatoide, doença autoimune. O tratamento depende muito do tipo da doença, mas normalmente se usa analgésico, para aliviar a dor, e injeções de ácido hialurônico.

- Lesões do ligamento cruzado: muitas vezes não provocam dor, mas causam instabilidade. Casos mais sérios (como quando há rompimento total) podem necesitar de uma cirurgia.

- Lesões do menisco: essa cartilagem pode estirar com a rotação do joelho. Casos mais simples podem ser resolvidos com fisioterapia,e os mais graves demandam cirurgia.

- Lesões do tendão: vão desde uma inflamação até o rompimento total. Normalmente são provocadas por atividades físicas que envolvem salto. O tratamento inclui analgésicos, aplicação de gelo e repouso.

- Osteomalácia: é um defeito na mineralização do osso, que costuma aparecer em idades maisavançadas. Causa dor e microfraturas. Normalmente está ligada à carência

A Fisioterapia é uma grande aliada nos tratamentos para joelhos. Pesquisas recentes demonstram que muitas cirurgias estão sendo substituídas pelos atendimentos de Fisioterapia.

Quando o assunto é reabilitação de alguma lesão, a prioridade nas primeiras fases da reabilitação são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.


Fonte: Viva Saúde
Foto: FORÇA NO JOELHO - Veja a importância da FISIOTERAPIA em tratamento de joelhos
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Conheça os principais tratamentos para essa articulação (uma das mais solicitadas do corpo), que vão desde medicamento via oral até o uso de células-tronco

Desde bebezinho, a criança mexe as pernas, dobrando e esticando os joelhos. Talvez este seja um dos movimentos mais precoces do ser humano. Depois, ao engatinhar, esfrega os pobres no chão. Quando finalmente vira bípede, o peso do corpo passa a agir sobre essa articulação, gerando uma carga a mais. Aí vêm os esportes, o sobe e desce de escadas, o sobrepeso. Não é a toa que a
articulação está entre aquelas que mais sofrem no corpo. São várias as lesões que podem afetar o joelho, tanto as traumáticas, causadas por tombo ou esporte, quando as degenerativas, resultado de alguma doença. O ortopedista Mario Ferretti, doutor em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa (IIEP) Albert Einstein, em São Paulo, explica porque o joelho sofre tanto, e quais são os principais tratamentos.


Por que tanta gente sente dores no joelho?

Mario Ferretti: Dos membros inferiores, o joelho é a articulação que mais permite mobilidade, por ter uma extensão grande de movimento. Além disso, colocamos muita carga sobre ele, que pode ser resultado de esportes ou de sobrepeso. Quando um desses fatores se une a uma musculatura enfraquecida, aparecem os problemas.


Quais são os problemas mais comuns?

São de dois tipos: degenerativos e traumáticos. A osteomalácia e a
osteoartrite são exemplos de doenças degenerativas, que costumam aparecer depois dos 50 anos. Entre as lesões  traumáticas estão a do ligamento cruzado anterior e as do menisco. Muitas vezes, se há uma lesão degenerativa, basta um trauma pequeno para comprometer o joelho.


Que fatores provocam as lesões degenerativas?

Idade, sobrecarga. A qualidade do tecido diminui, da mesma forma que a pele perde o vigor e o cabelo fica branco. O joelho não gosta de extremos. O sedentarismo acelera o surgimento dos problemas, assim como a sobrecarga


Quando um paciente chega ao seu consultório, dizendo que está com dor no joelho e que não sofreu nenhum trauma, como começa a investigação?

O primeiro passo é conhecer a história clínica, para saber se há uma degeneração. Ou seja, peço para o paciente me contar onde e em que situações a dor aparece. Depois, parto para o exame físico, que inclui: olhar se o joelho está inchado, se está vermelho, quente, sinal de inflamação ou infecção. Depois vem a inspeção dinâmica, que envolve mexer na articulação,
ver se a patela sai para o lado, verificar se o joelho é voltado para dentro (varo) ou para fora (valgo). Faço também uma apalpação dos pontos que podem vir a causar dor, como os tendões e o menisco, e realizo manobras específicas, empurrando a patela para o lado, testando os ligamentos, para ver se estão rotos. Depois do exame físico completo, parto para um exame radiológico: a radiografia. Se for necessário, prescrevo uma ressonância, que pode mostrar o grau de lesão de uma cartilagem ou de uma degeneração do menisco.

Principais problemas

O joelho é uma das articulações do corpo que mais sofre. Conheça algumas das
lesões mais comuns:

- Artrite: há mais de 100 tipos. As mais comuns são a osteoartrite, uma degeneração da cartilagem que afeta o osso, e a artrite reumatoide, doença autoimune. O tratamento depende muito do tipo da doença, mas normalmente se usa analgésico, para aliviar a dor, e injeções de ácido hialurônico.

- Lesões do ligamento cruzado: muitas vezes não provocam dor, mas causam instabilidade. Casos mais sérios (como quando há rompimento total) podem necesitar de uma cirurgia.

- Lesões do menisco: essa cartilagem pode estirar com a rotação do joelho. Casos mais simples podem ser resolvidos com fisioterapia,e os mais graves demandam cirurgia.

- Lesões do tendão: vão desde uma inflamação até o rompimento total. Normalmente são provocadas por atividades físicas que envolvem salto. O tratamento inclui analgésicos, aplicação de gelo e repouso.

- Osteomalácia: é um defeito na mineralização do osso, que costuma aparecer em idades maisavançadas. Causa dor e microfraturas. Normalmente está ligada à carência

A Fisioterapia é uma grande aliada nos tratamentos para joelhos. Pesquisas recentes demonstram que muitas cirurgias estão sendo substituídas pelos atendimentos de Fisioterapia.

Quando o assunto é reabilitação de alguma lesão, a prioridade nas primeiras fases da reabilitação são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.


Fonte: Viva Saúde
 
 
O que faz com que os dedos, quando estalem, façam barulho?



Articulações são pontos de encontro de dois ossos com tecidos conectivos e ligamentos. Todas as articulações de nosso corpo são cercadas por líquido sinovial. Quando você estica ou dobra o dedo para estalar a articulação, está fazendo com que os ossos da articulação se separem. Assim, a cápsula de tecido conjuntivo que circunda a articulação é alongada. 
Alongando essa cápsula, você aumenta o seu volume. E como sabemos, a explicação vem da química. Com um aumento no volume vem uma diminuição na pressão. Assim como a pressão do líquido sinovial cai, gases dissolvidos no fluido tornam-se menos solúveis, formando bolhas através de um processo chamado cavitação. Quando a articulação é esticada, a pressão na cápsula cai tanto que estoura essas bolhas, produzindo o estalo que nós escutamos.

Demora cerca de 25 a 30 minutos para o gás redissolver para o fluido normal. Uma vez que o gás evapora, a cavitação é possível mais uma vez, e é possível estalar novamente os dedos.

Quanto aos danos associados a esse hábito, de acordo com a anatomia e fisiologia, foi publicado apenas um estudo aprofundado em relação os possíveis prejuízos do hábito de estalar. Os resultados não revelaram nenhuma ligação aparente com patologias como artrite; no entanto, esse hábito pode apresentar sinais de outros tipos de danos, incluindo danos de tecidos moles para a cápsula articular e uma diminuição na força de preensão. 

Do lado positivo, há evidências de aumento da mobilidade nas articulações logo após o estalo. Quando as articulações são manipuladas, os órgãos do tendão de Golgi (um conjunto de terminações nervosas envolvidas no sentido de movimento dos seres humanos) são estimulados e os músculos ao redor da articulação estão relaxados. Esta é a razão das pessoas sentirem a articulação "leve" e "solta".
Foto: O que faz com que os dedos, quando estalem, façam barulho?

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Articulações são pontos de encontro de dois ossos com tecidos conectivos e ligamentos. Todas as articulações de nosso corpo são cercadas por líquido sinovial. Quando você estica ou dobra o dedo para estalar a articulação, está fazendo com que os ossos da articulação se separem. Assim, a cápsula de tecido conjuntivo que circunda a articulação é alongada. 
Alongando essa cápsula, você aumenta o seu volume. E como sabemos, a explicação vem da química. Com um aumento no volume vem uma diminuição na pressão. Assim como a pressão do líquido sinovial cai, gases dissolvidos no fluido tornam-se menos solúveis, formando bolhas através de um processo chamado cavitação. Quando a articulação é esticada, a pressão na cápsula cai tanto que estoura essas bolhas, produzindo o estalo que nós escutamos.

Demora cerca de 25 a 30 minutos para o gás redissolver para o fluido normal. Uma vez que o gás evapora, a cavitação é possível mais uma vez, e é possível estalar novamente os dedos.

Quanto aos danos associados a esse hábito, de acordo com a anatomia e fisiologia, foi publicado apenas um estudo aprofundado em relação os possíveis prejuízos do hábito de estalar. Os resultados não revelaram nenhuma ligação aparente com patologias como artrite; no entanto, esse hábito pode apresentar sinais de outros tipos de danos, incluindo danos de tecidos moles para a cápsula articular e uma diminuição na força de preensão. 

Do lado positivo, há evidências de aumento da mobilidade nas articulações logo após o estalo. Quando as articulações são manipuladas, os órgãos do tendão de Golgi (um conjunto de terminações nervosas envolvidas no sentido de movimento dos seres humanos) são estimulados e os músculos ao redor da articulação estão relaxados. Esta é a razão das pessoas sentirem a articulação "leve" e "solta".

 

 

TENDINITE DO BÍCEPS - Veja quais tratamentos FISIOTERAPÊUTICOS

Ações contínuas ou repetitivas do ombro podem causar o uso excessivo do tendão do bíceps.

Tendinite do Bíceps, também chamada de tendinite bicipital, é uma inflamação no tendão principal que une a parte superior do músculo bíceps ao ombro. A causa mais comum desta patologia é o uso excessivo e determinados tipos de trabalho ou atividades esportivas. Tendinite do bíceps pode desenvolver-se gradualmente a partir dos efeitos do desgaste ou pode acontecer de repente como consequência de uma lesão direta. O tendão pode também se tornar inflamado, em resposta a outros problemas no ombro, como lesões do manguito rotator, impacto ou instabilidade.

Anatomia

Quais partes do ombro estão afetadas ?

O músculo bíceps vai do ombro até o cotovelo na parte da frente do braço. Dois tendões separados (por este motivo este músculo é chamado de bíceps, pois tem duas "cabeças") conectam a parte superior do músculo bíceps ao ombro. Os dois tendões de cima são chamos de bíceps proximal, porque estão mais perto da parte superior do braço.

O tendão principal proximal é a cabeça longa do bíceps. Ele conecta o músculo bíceps com a glenóide. Ele também se junta com a borda ao redor da cartilagem da glenóide, o labrum.

Começando na parte superior da glenóide, o tendão da cabeça longa do bíceps fica na frente da cabeça do úmero. O tendão passa dentro do sulco bicipital do úmero e é estabilizado no local pelo ligamento transverso do úmero. Este ligamento evita que o cabo longo do bíceps se desloque de um lado para o outro.

A cabeça curta do bíceps liga no processo coracóide da escápula (omoplata). O processo coracóide é um pequeno botão ósseo da frente do ombro. A parte inferior do tendão do bíceps é chamado o tendão do bíceps distal. A palavra distal significa que o tendão é mais para baixo no braço. A parte inferior do músculo bíceps se conecta ao cotovelo através deste tendão. Os dois "ventres" musculares mantém-se separados até um pouco acima do cotovelo, onde eles se unem terminam como tendão do bíceps distal.

A contração do bíceps tem como função primordial a flexão do cotovelo e a supinação (girar o antebraço com a palma da mão para cima). 

Causas

Por que o meu tendão do bíceps está inflamado?

Ações contínuas ou repetitivas do ombro podem causar o uso excessivo do tendão do bíceps. As células danificadas dentro do tendão não tem tempo para se recuperar. As células são incapazes de reparar-se, levando a uma tendinite. Isto é comum em esportes ou atividades que exigem o uso freqüente e repetido do braço, especialmente quando os movimentos do braço são realizadas acima do nível do ombro. Os atletas de arremesso (beisebol, vôlei), natação e uso de raquetes apresentam maior risco.

Os tecidos geralmente apresentam sinais de degeneração. Degeneração em um tendão provoca uma perda da disposição normal das fibras de colágeno, que se juntam para formar o tendão. Quando isso acontece no tendão do bíceps, inflamação ou até mesmo uma ruptura do tendão do bíceps, pode ocorrer.

Tendinite do Bíceps pode ocorrer após uma lesão direta, como uma queda na parte superior do ombro. O ligamento umeral transverso rasgado também pode levar à tendinite do bíceps. Se esse ligamento é rompido, o tendão do bíceps fica livre para saltar ou deslizar para fora do sulco, irritanto e, eventualmente, inflamando o tendão.

Tendinite do bíceps, por vezes, ocorre em resposta a outros problemas do ombro, incluindo:

- ruptura do manguito rotador
- impacto do ombro
- instabilidade do ombro

Tratamento Fisioterapêutico

Para controlar a inflamação, promover cicatrização e alivio de dor deve-se usar modalidades fisioterapêuticas como ultra som, laser, kinesiotaping, infravermelho, TENS entre outros.

Para reduzir o trauma repetitivo que cause o problema é necessário a orientação do paciente e sua cooperação. O ambiente e os hábitos danosos devem ser eliminados.

Para manter a integridade e mobilidade dos tecidos inicie a mobilização precocemente.

Inclua amplitude de movimento passiva, ativa e contração isométrica. É importânte no ombro estímular a função estabilizadora da bainha rotadora, bíceps braquial e músculos escapulares na intensidade tolerada pelo paciente.

Para controlar a dor e manter a integridade articular use exercícios pendulares sem peso para causar separação articular e movimentos oscilatórios que inibem a dor.

Melhorar ADM, ganho de propriocepção, após o desenvolvimento do controle da postura sem exarcebar os sintomas iniciar fortalecimento muscular, orienta-lo a realizar alongamento e exercicios antes do trabalho, realizar pausas durante o expediente de serviço se o mesmo for de natureza repetitiva e manter um bom alinhamento postural. E sempre lembrar que um tratamento fisioterapêutico não e uma receita de bolo então usem a criatividade.

Fonte: Taktos Web
Foto: TENDINITE DO BÍCEPS - Veja quais tratamentos FISIOTERAPÊUTICOS

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Ações contínuas ou repetitivas do ombro podem causar o uso excessivo do tendão do bíceps.

Tendinite do Bíceps, também chamada de tendinite bicipital, é uma inflamação no tendão principal que une a parte superior do músculo bíceps ao ombro. A causa mais comum desta patologia é o uso excessivo e determinados tipos de trabalho ou atividades esportivas. Tendinite do bíceps pode desenvolver-se gradualmente a partir dos efeitos do desgaste ou pode acontecer de repente como consequência de uma lesão direta. O tendão pode também se tornar inflamado, em resposta a outros problemas no ombro, como lesões do manguito rotator, impacto ou instabilidade.

Anatomia

Quais partes do ombro estão afetadas ?

O músculo bíceps vai do ombro até o cotovelo na parte da frente do braço. Dois tendões separados (por este motivo este músculo é chamado de bíceps, pois tem duas "cabeças") conectam a parte superior do músculo bíceps ao ombro. Os dois tendões de cima são chamos de bíceps proximal, porque estão mais perto da parte superior do braço.

O tendão principal proximal é a cabeça longa do bíceps. Ele conecta o músculo bíceps com a glenóide. Ele também se junta com a borda ao redor da cartilagem da glenóide, o labrum.

Começando na parte superior da glenóide, o tendão da cabeça longa do bíceps fica na frente da cabeça do úmero. O tendão passa dentro do sulco bicipital do úmero e é estabilizado no local pelo ligamento transverso do úmero. Este ligamento evita que o cabo longo do bíceps se desloque de um lado para o outro.

A cabeça curta do bíceps liga no processo coracóide da escápula (omoplata). O processo coracóide é um pequeno botão ósseo da frente do ombro. A parte inferior do tendão do bíceps é chamado o tendão do bíceps distal. A palavra distal significa  que o tendão é mais para baixo no braço. A parte inferior do músculo bíceps se conecta ao cotovelo através deste tendão. Os dois "ventres" musculares mantém-se separados até um pouco acima do cotovelo, onde eles se unem terminam como tendão do bíceps distal.

A contração do bíceps tem como função primordial a flexão do cotovelo e a supinação (girar o antebraço com a palma da mão para cima). 

Causas

Por que o meu tendão do bíceps está inflamado?

Ações contínuas ou repetitivas do ombro podem causar o uso excessivo do tendão do bíceps. As células danificadas dentro do tendão não tem tempo para se recuperar. As células são incapazes de reparar-se, levando a uma tendinite. Isto é comum em esportes ou atividades que exigem o uso freqüente e repetido do braço, especialmente quando os movimentos do braço são realizadas acima do nível do ombro. Os atletas de arremesso (beisebol, vôlei), natação e uso de raquetes apresentam maior risco.

Os tecidos geralmente apresentam sinais de degeneração. Degeneração em um tendão provoca uma perda da disposição normal das fibras de colágeno, que se juntam para formar o tendão. Quando isso acontece no tendão do bíceps, inflamação ou até mesmo uma ruptura do tendão do bíceps, pode ocorrer.

Tendinite do Bíceps pode ocorrer após uma lesão direta, como uma queda na parte superior do ombro. O ligamento umeral transverso rasgado também pode levar à tendinite do bíceps. Se esse ligamento é rompido, o tendão do bíceps fica livre para saltar ou deslizar para fora do sulco, irritanto e, eventualmente, inflamando o tendão.

Tendinite do bíceps, por vezes, ocorre em resposta a outros problemas do ombro, incluindo:

- ruptura do manguito rotador
- impacto do ombro
- instabilidade do ombro

Tratamento Fisioterapêutico

Para controlar a inflamação, promover cicatrização e alivio de dor deve-se usar modalidades fisioterapêuticas como ultra som, laser, kinesiotaping, infravermelho, TENS entre outros.

Para reduzir o trauma repetitivo que cause o problema é necessário a orientação do paciente e sua cooperação. O ambiente e os hábitos danosos devem ser eliminados.

Para manter a integridade e mobilidade dos tecidos inicie a mobilização precocemente.

Inclua amplitude de movimento passiva, ativa e contração isométrica. É importânte no ombro estímular a função estabilizadora da bainha rotadora, bíceps braquial e músculos escapulares na intensidade tolerada pelo paciente.

Para controlar a dor e manter a integridade articular use exercícios pendulares sem peso para causar separação articular e movimentos oscilatórios que inibem a dor.

Melhorar ADM, ganho de propriocepção, após o desenvolvimento do controle da postura sem exarcebar os sintomas iniciar fortalecimento muscular, orienta-lo a realizar alongamento e exercicios antes do trabalho, realizar pausas durante o expediente de serviço se o mesmo for de natureza repetitiva e manter um bom alinhamento postural. E sempre lembrar que um tratamento fisioterapêutico não e uma receita de bolo então usem a criatividade.

Fonte: Taktos Web
 
ARTROSE - ESTUDO MOSTRA QUE PELO MENOS 10% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM ESSA PATOLOGIA

Foto: Notícia dada agora no JORNAL HOJE

ARTROSE - ESTUDO MOSTRA QUE PELO MENOS 10% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM ESSA PATOLOGIA

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/04/estudo-mostra-que-10-da-populacao-brasileira-tem-artrose.html

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Foto: Curso em FORTALEZA - Venha aprender na QUALIFICA como tratar uma pele que merece de cuidados.

Tema: Limpeza de Pele Profunda e Protocolos Faciais (Rejuvenescimento, Acne e Hidratação)
Início: 02/MAIO
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MÁ POSTURA AO ANDAR DE CARRO, ÔNIBUS OU MOTO PODE CAUSAR DOR NAS COSTAS

Veja como proteger a coluna ao utilizar meios de transporte. Além de evitar lesões, postura previne traumas em casos de acidente.

A dor nas costas é uma das queixas mais comuns dos brasileiros – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), por conta do estilo de vida da população, 80% das pessoas tem, teve ou terá dor nas costas em algum momento da vida. Em uma enquete entre os leitores do site do Bem Estar, esse número foi ainda maior: 95% disseram que sentem dores nas costas.

Um dos fatores que pode causar esse problema é o jeito de dirigir, andar de moto ou até mesmo de ônibus, como alertou o ortopedista e cirurgião Raphael Pratali no Bem Estar desta terça-feira (16). Segundo o médico, o impacto dentro do veículo acontece principalmente por causa das ruas esburacadas, recapeadas e irregulares. Isso porque, durante o trajeto, a vibração do carro provoca impactos repetitivos na coluna. Por causa disso, o disco que fica entre as vértebras vai se desgastando e perdendo sua capacidade de amortecimento, o que provoca a dor.

O problema pode ser ainda maior para pessoas os motociclistas, que não têm onde apoiar a coluna.

Nesse caso, é preciso uma atenção maior e a consciência de que a coluna deve ser protegida com exercícios físicos, alongamento e reeducação postural. A dica do médico é que, ao dirigir uma moto, a pessoa estique mais os braços para que as costas fiquem mais retas, perpendiculares ao banco – nunca ela deve ficar com a cabeça próxima do guidão e com as costas curvadas.

Já dentro do carro, existem algumas medidas simples que podem proteger a coluna de lesões e até mesmo evitar traumas em caso de acidentes. A dica principal é que o motorista sempre recue o bumbum até ele encostar no banco, para a coluna ficar reta. Além disso, o encosto de cabeça deve estar mais ou alto ou na mesma altura da cabeça, para que ela possa ser apoiada por completo – caso o encosto esteja muito baixo, no caso de uma batida, a cabeça pode ser arremessada para trás e o pescoço pode se chocar contra o encosto, o que pode causar fraturas cervicais e lesões da medula, aumentando o risco do motorista ou passageiro ficar tetraplégicos.

O cinto de segurança também deve ser bem colocado, apoiado no ombro e não em volta do pescoço – para evitar enforcamento e fraturas caso haja um acidente. Em relação às pernas, é importante que elas estejam a uma distância considerável dos pedais para que os joelhos permaneçam sempre dobrados, posição mais segura em caso de batidas. No caso do ônibus, o passageiro deve segurar sempre a barra na altura do ombro para evitar que o corpo fique desajustado.

No entanto, é preciso saber que os cuidados com a postura não devem ser tomados apenas no carro, moto ou ônibus, mas em todos os momentos da vida, como por exemplo, na hora de dormir. Nesse caso, o travesseiro é um grande amigo para evitar dor nas costas – a dica é que ele não seja muito fino nem muito macio para não alterar a curvatura da coluna. O ideal é que o travesseiro seja da altura entre a cabeça e o ombro para que o sono seja melhor e, dessa maneira, a coluna tenha mais tempo para “descansar”.

A pediatra Ana Escobar alertou também para o uso de calçados. O ponto positivo foi para o tênis que, segundo a médica, é o melhor sapato para a saúde da coluna por causa da sua capacidade de amortecimento.

Por outro lado, o ponto negativo vai para os sapatos com salto alto – de acordo com o ortopedista Raphael Pratali, para ser seguro, o calçado deve ter no máximo 4 centímetros de altura; caso contrário, a mulher pode sobrecarregar a coluna.

Outra dica importante é o uso de um caixote para quem faz uma atividade em pé por muito tempo, como lavar louça, passar roupa ou também cozinhar. Com o caixote, a pessoa pode apoiar um dos pés e ir alternando para prevenir dores e aumentar a capacidade que ela tem de ficar naquela mesma posição.

Fonte: G1
Foto: MÁ POSTURA AO ANDAR DE CARRO, ÔNIBUS OU MOTO PODE CAUSAR DOR NAS COSTAS

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Veja como proteger a coluna ao utilizar meios de transporte. Além de evitar lesões, postura previne traumas em casos de acidente.

A dor nas costas é uma das queixas mais comuns dos brasileiros – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), por conta do estilo de vida da população, 80% das pessoas tem, teve ou terá dor nas costas em algum momento da vida. Em uma enquete entre os leitores do site do Bem Estar, esse número foi ainda maior: 95% disseram que sentem dores nas costas.

Um dos fatores que pode causar esse problema é o jeito de dirigir, andar de moto ou até mesmo de ônibus, como alertou o ortopedista e cirurgião Raphael Pratali no Bem Estar desta terça-feira (16). Segundo o médico, o impacto dentro do veículo acontece principalmente por causa das ruas esburacadas, recapeadas e irregulares. Isso porque, durante o trajeto, a vibração do carro provoca impactos repetitivos na coluna. Por causa disso, o disco que fica entre as vértebras vai se desgastando e perdendo sua capacidade de amortecimento, o que provoca a dor.

O problema pode ser ainda maior para pessoas os motociclistas, que não têm onde apoiar a coluna.

Nesse caso, é preciso uma atenção maior e a consciência de que a coluna deve ser protegida com exercícios físicos, alongamento e reeducação postural. A dica do médico é que, ao dirigir uma moto, a pessoa estique mais os braços para que as costas fiquem mais retas, perpendiculares ao banco – nunca ela deve ficar com a cabeça próxima do guidão e com as costas curvadas.

Já dentro do carro, existem algumas medidas simples que podem proteger a coluna de lesões e até mesmo evitar traumas em caso de acidentes. A dica principal é que o motorista sempre recue o bumbum até ele encostar no banco, para a coluna ficar reta. Além disso, o encosto de cabeça deve estar mais ou alto ou na mesma altura da cabeça, para que ela possa ser apoiada por completo – caso o encosto esteja muito baixo, no caso de uma batida, a cabeça pode ser arremessada para trás e o pescoço pode se chocar contra o encosto, o que pode causar fraturas cervicais e lesões da medula, aumentando o risco do motorista ou passageiro ficar tetraplégicos.

O cinto de segurança também deve ser bem colocado, apoiado no ombro e não em volta do pescoço – para evitar enforcamento e fraturas caso haja um acidente. Em relação às pernas, é importante que elas estejam a uma distância considerável dos pedais para que os joelhos permaneçam sempre dobrados, posição mais segura em caso de batidas. No caso do ônibus, o passageiro deve segurar sempre a barra na altura do ombro para evitar que o corpo fique desajustado.

No entanto, é preciso saber que os cuidados com a postura não devem ser tomados apenas no carro, moto ou ônibus, mas em todos os momentos da vida, como por exemplo, na hora de dormir. Nesse caso, o travesseiro é um grande amigo para evitar dor nas costas – a dica é que ele não seja muito fino nem muito macio para não alterar a curvatura da coluna. O ideal é que o travesseiro seja da altura entre a cabeça e o ombro para que o sono seja melhor e, dessa maneira, a coluna tenha mais tempo para “descansar”.

A pediatra Ana Escobar alertou também para o uso de calçados. O ponto positivo foi para o tênis que, segundo a médica, é o melhor sapato para a saúde da coluna por causa da sua capacidade de amortecimento.

Por outro lado, o ponto negativo vai para os sapatos com salto alto – de acordo com o ortopedista Raphael Pratali, para ser seguro, o calçado deve ter no máximo 4 centímetros de altura; caso contrário, a mulher pode sobrecarregar a coluna.

Outra dica importante é o uso de um caixote para quem faz uma atividade em pé por muito tempo, como lavar louça, passar roupa ou também cozinhar. Com o caixote, a pessoa pode apoiar um dos pés e ir alternando para prevenir dores e aumentar a capacidade que ela tem de ficar naquela mesma posição.

Fonte: G1
 
BICO DE PAPAGAIO. Saiba mais sobre essa patologia.

Foto: BICO DE PAPAGAIO. Saiba mais sobre essa patologia.

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Curso em Teresina e Recife de DRENAGEM LINFÁTICA

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TEMA: Drenagem Linfática Manual FACIAL/CORPORAL (Reabilitação de Edemas, nos Principais Tipos de Cirurgias Plásticas e em Mastectomizadas e Gestantes)
Teresina - 25/ABRIL
Recife - 06/JUNHO
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Foto: O FISIOTERAPEUTA ADVERTE: Exercícios fortalecem a musculatura, mas também causam lesões.

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SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL (Síndrome do Corredor)

Também conhecido como Síndrome do Corredor ou da Banda Iliotibial, é uma dorzinha na região lateral do joelho, ela se dá pela fricção da banda iliotibial com o trato. É muito comum em atletas de corrida, principalmente quando estão correndo na subida ou na descida, onde o joelho não dobra muito, ficando em uma angulação de 25 a 35 graus.

Mas o que é o Trato Iliotibial?

O Trato Iliotibial (TIT) é uma faseia longa localizada na face lateral da coxa. Origina-se de um pequeno feixe muscular no osso ilíaco na pelve, onde é denominado tensor da fáscia lata.

Uma de suas causas é o desbalanceamento muscular, causado entre agonistas e antagonistas e também a falta de alongamento muscular.

Outro desporto muito susceptível a esta lesão é o ciclista, pelos mesmos motivos dos atletas de corrida e também pela “ausência” do bike fit, onde o atleta não fica com boa postura na bike.

Esta patologia raramente é grave a ponto de necessitar tratamento cirúrgico, mas pode ser extremamente desconfortável e afastar os atletas de suas atividades.

Ela é uma patologia causado por Overuse, muito comum em atletas de corrida e de longa distância.

Corredores com pés provados estão mais susceptíveis a esta lesão, pois faz com que haja um esforço excessivo no joelho no intuito de corrigir a pisada e há também alguns casos de pessoas com fraqueza da musculatura glútea, pois o glúteo é responsável pela rotação do quadril.

Quais as suas causas?

- Fraqueza muscular, causando desequilíbrios entre agonistas e antagonistas
- Falta de alongamento muscular
- Joelho em valgo (para dentro )
- Pé em pronação
- Aumento súbito no tempo corrida,
- Treinar em terrenos irregulares, subidas e descidas
- Selim da bike muito alto
- Sapatilha da bike com rotação interna

SINTOMAS: O principal sintoma da Stit (Síndrome do Trato Iliotibial) é a dor, um pouco acima linha articular joelho, parte lateral.

TRATAMENTO: Medicamentoso (sempre orientado por um médico), FISIOTERAPIA, e em casos mais crônicos é necessária a interrupção das atividades para realizar o tratamento. Neste caso, o retorno aos desportos deve ser gradual.

Texto: David Homsi

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Foto: SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL (Síndrome do Corredor). Saiba mais...

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Também conhecido como Síndrome do Corredor ou da Banda Iliotibial, é uma dorzinha na região lateral do joelho, ela se dá pela fricção da banda iliotibial com o trato. É muito comum em atletas de corrida, principalmente quando estão correndo na subida ou na descida, onde o joelho não dobra muito, ficando em uma angulação de 25 a 35 graus.

Mas o que é o Trato Iliotibial?

O Trato Iliotibial (TIT) é uma faseia longa localizada na face lateral da coxa. Origina-se de um pequeno feixe muscular no osso ilíaco na pelve, onde é denominado tensor da fáscia lata.

Uma de suas causas é o desbalanceamento muscular, causado entre agonistas e antagonistas e também a falta de alongamento muscular.

Outro desporto muito susceptível a esta lesão é o ciclista, pelos mesmos motivos dos atletas de corrida e também pela “ausência” do bike fit, onde o atleta não fica com boa postura na bike.

Esta patologia raramente é grave a ponto de necessitar tratamento cirúrgico, mas pode ser extremamente desconfortável e afastar os atletas de suas atividades.

Ela é uma patologia causado por Overuse, muito comum em atletas de corrida e de longa distância.

Corredores com pés provados estão mais susceptíveis a esta lesão, pois faz com que haja um esforço excessivo no joelho no intuito de corrigir a pisada e há também alguns casos de pessoas com fraqueza da musculatura glútea, pois o glúteo é responsável pela rotação do quadril.

Quais as suas causas?

- Fraqueza muscular, causando desequilíbrios entre agonistas e antagonistas
- Falta de alongamento muscular
- Joelho em valgo (para dentro )
- Pé em pronação
- Aumento súbito no tempo corrida,
- Treinar em terrenos irregulares, subidas e descidas
- Selim da bike muito alto
- Sapatilha da bike com rotação interna

SINTOMAS: O principal sintoma da Stit (Síndrome do Trato Iliotibial) é a dor, um pouco acima linha articular joelho, parte lateral.

TRATAMENTO: Medicamentoso (sempre orientado por um médico), FISIOTERAPIA, e em casos mais crônicos é necessária a interrupção das atividades para realizar o tratamento. Neste caso, o retorno aos desportos deve ser gradual.

Texto: David Homsi

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A Má Postura pode provocar diversas Patologias.

Foto: O FISIOTERAPEUTA adverte:
A Má Postura pode provocar diversas Patologias.

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Foto: Curso de DTM e P.O. de Cirurgia Bucomaxilofacial

RECIFE - FORTALEZA

TEMA: Atuação Fisioterapêutica na DTM e Pós Operatório de Cirurgia Bucomaxilofacial
Ministrante: Dra. Itana Spinato 
RECIFE: 23/MAIO - FORTALEZA: 11/JULHO
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Foto: Atenção aos sintomas do DIABETES. COMPARTILHE!!

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Foto: Em TERESINA! Vamos APRENDER a Tratar Pós-Operatório?

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Foto: Você sabia disso?? Você possivelmente vai tratar mais de pés do que de joelhos dos atletas...

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O QUE É LOMBALGIA?
A lombalgia acontece quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença, é um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas. No entanto, na maioria das vezes, o problema não é sério. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.

CAUSAS
Frequentemente, o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, se deitar, se abaixar no chão ou carregar algum objeto pesado. Outras vezes, a lombalgia pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até problemas emocionais.
A lombalgia tem como principais causas a má postura, inflamações e hérnia de disco

TIPOS
Há dos tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente.

DIAGNÓSTICO DE LOMBALGIA
Nem sempre é preciso fazer exames como a ressonância magnética. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples. A densitometria é um exame usado na osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.

TRATAMENTO DE LOMBALGIA
Na crise aguda de lombalgia, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento e massagem.
Os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra e geleia de tubarão. Nenhuma delas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Nem todos os casos de hérnia de disco têm de ser operados. Quase todos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre três a seis semanas, em pacientes que têm crises repetidas em um curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).
Enquanto, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

PREVENÇÃO
Muitos fatores são importantes para evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica. A correção postural, principalmente na maneira de se sentar no trabalho e na escola é essencial. Na fase aguda, a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão, dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro. Para outros esclarecimentos, consulte o seu médico ortopedista.

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Foto: Saiba mais sobre LOMBALGIA.

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O QUE É LOMBALGIA?
A lombalgia acontece quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença, é um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas. No entanto, na maioria das vezes, o problema não é sério. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.

CAUSAS
Frequentemente, o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, se deitar, se abaixar no chão ou carregar algum objeto pesado. Outras vezes, a lombalgia pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até problemas emocionais.
A lombalgia tem como principais causas a má postura, inflamações e hérnia de disco

TIPOS
Há dos tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente.

DIAGNÓSTICO DE LOMBALGIA
Nem sempre é preciso fazer exames como a ressonância magnética. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples. A densitometria é um exame usado na osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.

TRATAMENTO DE LOMBALGIA
Na crise aguda de lombalgia, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento e massagem.
Os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra e geleia de tubarão. Nenhuma delas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Nem todos os casos de hérnia de disco têm de ser operados. Quase todos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre três a seis semanas, em pacientes que têm crises repetidas em um curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).
Enquanto, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.

PREVENÇÃO
Muitos fatores são importantes para evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica. A correção postural, principalmente na maneira de se sentar no trabalho e na escola é essencial. Na fase aguda, a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão, dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro. Para outros esclarecimentos, consulte o seu médico ortopedista.

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1. O que é a Artrite Reumatóide (AR)?
A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença autoimune, sistêmica, crônica e progressiva, caracterizada pela inflamação das articulações. Causa a perda da forma e do alinhamento das articulações, resultando em dor e inchaço e podendo levar à destruição irreversível da articulação e consequente incapacidade.
As manifestações características da AR incluem rigidez, inchaço, dor e limitação do movimento, principalmente nas articulações das mãos, pés, joelhos, ombros e pescoço.

2. Por que se tem Artrite Reumatóide?
A causa exata da AR é desconhecida e até ao momento não existe cura. No entanto, sabe-se que o aparecimento da doença resulta da conjugação de determinados factores genéticos e ambientais.

3. A Artrite Reumatóide é contagiosa?
A AR não é uma doença contagiosa.

4. A Artrite Reumatóide é hereditária?
Sabemos que os factores hereditários e provavelmente algum tipo de infecção viral podem desencadear a doença. O risco de herdar a susceptibilidade à doença é baixo.

5. Porque tenho esta doença?
O importante não é tanto saber por que razão tem Artrite Reumatóide, mas conseguir ter uma atitude positiva e informar-se o melhor possível para saber como enfrentar a doença e o que fazer para a tratar. O seu médico poderá orientá-lo neste aspecto.

6. Quais são os sintomas da Artrite Reumatóide? Como reconheço que tenho AR?
No início, a doença manifesta-se habitualmente através da inflamação das pequenas articulações (mãos, punhos e pés) que se encontram rígidas pela manhã. Aproximadamente 1 ou 2 anos depois do início da doença, podem-se encontrar as articulações deformadas.
Sinais e sintomas da Artrite Reumatóide:
- Dor articular.
- Inflamação articular.
- Rigidez articular (geralmente aparece pela manhã e vai desaparecendo progressivamente à medida que o doente exerce a sua atividade diária; a duração e a intensidade são variáveis; tipicamente a rigidez matinal dura mais de meia-hora).

7. Como se diagnostica a Artrite Reumatóide?
O diagnóstico da AR pode ser um desafio devido ao fato de habitualmente ter um início gradual com sintomas sutis. Os primeiros sintomas podem incluir: aumento de temperatura, inchaço e dor nas articulações e fadiga.
O doente é normalmente avaliado por um especialista com conhecimentos para diagnosticar e tratar adequadamente doença.
Não existe um exame simples único para confirmar o diagnóstico; este é estabelecido quando o médico relaciona a presença dos sinais e sintomas, detectados no exame físico, com os resultados dos exames de laboratório e das radiografias.

8. Quais os tratamentos existentes para a Artrite Reumatóide?
Atualmente existem múltiplos tratamentos disponíveis para controlar a AR, incluindo os utilizados para o tratamento dos sintomas e outros que modificam o curso da doença.
Anti-inflamatórios não-esteróides (AINE): controlam os sinais e sintomas da AR, como a dor e inflamação.
Glicocorticóides (corticosteróides): são medicamentos anti-inflamatórios do grupo do cortisol - um esteróide produzido naturalmente pelo corpo - que atua impedindo a inflamação.
Agentes anti-reumáticos modificadores da doença(DMARDs) convencionais: Aliviam os sintomas e são eficientes no controlo e na alteração do curso da doença.
Medicamentos biológicos modificadores da doença/Agentes biológicos: São medicamentos produzidos geneticamente, dirigidos contra moléculas e células específicas do sistema imunitário, como as citocinas (interleucina-6 e interleucina-1), o fator de necrose tumoral (TNF), ou as células B e T. Estes medicamentos têm demonstrado melhorar os sintomas da doença e retardar os danos articulares.
Para diminuir a dor e o incômodo causado pela doença e melhorar a movimentação das articulações, fortalecendo os músculos indica-se a FISIOTERAPIA (Veja maiores detalhes mais abaixo).

9. Como é avaliada a resposta ao tratamento?
A resposta ao tratamento deverá ser avaliada em intervalos regulares, de cerca de 3 meses. O médico terá requisitado análises que permitem avaliar o nível de inflamação. No dia da consulta avaliará as articulações em relação a dor e inchaço. Os dados da avaliação da articulações e das análises serão utilizados para determinar um índice (DAS - Disease Activity Score) que mede o nível da atividade da doença. Um DAS menor de 2,6 indica remissão; entre 2,6 e 3,2 baixa atividade da doença; entre 3,2 e 5,1 atividade moderada e acima de 5,1 atividade intensa. Será com base nestes valores que é avaliada a resposta ao tratamento e decidida a sua manutenção ou alteração.

10. Existe alguma probabilidade de que eu me cure da Artrite Reumatóide?
Atualmente, não existe cura para a AR. O objectivo do tratamento é atingir a remissão da doença, ou seja, alcançar um estadio em que o doente com AR possa viver a sua vida com normalidade, idêntica à que tinha antes de lhe ser diagnosticada a doença.

11. Como posso ajudar um familiar meu com AR?
A família será sempre um fator importante para conseguir que o doente enfrente a doença da melhor maneira possível. É necessário que a família o apoie e o motive para se aproximar do seu médico, para seguir o tratamento e, quando possível, acompanhá-lo às consultas.


TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA ARTRITE REUMATÓIDE

O tratamento fisioterapêutico deve ser individualizado pois vai variar conforme a apresentação da doença. Mas de forma geral, os objetivos da fisioterapia para artrite reumatóide serão diminuir a dor e o incômodo causado pela doença e melhorar a movimentação das articulações, fortalecendo os músculos.

Para tal, o fisioterapeuta poderá recorrer ao uso de aparelhos de eletroterapia como ultra-som, diatermia e TENS e ao uso de gelo ou de fontes de calor como a parafina e bolsas de água quente, por exemplo. Uma terapia que tem demonstrado muitos bons resultados é a hidroterapia pois há associação do calor com os exercícios que trazem alívio dos sintomas e uma melhora progressiva.

É indispensável realizar a mobilização articular passiva em cada articulação afetada pela doença.

Quando houver dor aguda e sinais e inflamação deve-se dar preferência ao uso de calor no tratamento da artrite reumatóide pois este irá aliviar a dor e relaxar os músculos, sendo especialmente indicado para tratamentos realizados logo pela manhã ou em dias mais frios, onde a musculatura tende a ficar mais tensa e agravar os sintomas da doença. O gelo é uma boa opção mas nem sempre é indicado no tratamento da artrite reumatóide, devendo ser utilizado após a prática de exercícios extenuantes, que devem ser sempre evitados.

Referências Bibliográficas
Moreland LW. Rheumatoid Arthritis. A Clinical Guide. Lippinott Willians & Willians 2006 - pag 6-16.

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Foto: PERGUNTAS E RESPOSTAS sobre Artrite Reumatóide

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1. O que é a Artrite Reumatóide (AR)?
A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença autoimune, sistêmica, crônica e progressiva, caracterizada pela inflamação das articulações. Causa a perda da forma e do alinhamento das articulações, resultando em dor e inchaço e podendo levar à destruição irreversível da articulação e consequente incapacidade.
As manifestações características da AR incluem rigidez, inchaço, dor e limitação do movimento, principalmente nas articulações das mãos, pés, joelhos, ombros e pescoço.

2. Por que se tem Artrite Reumatóide?
A causa exata da AR é desconhecida e até ao momento não existe cura. No entanto, sabe-se que o aparecimento da doença resulta da conjugação de determinados factores genéticos e ambientais.

3. A Artrite Reumatóide é contagiosa?
A AR não é uma doença contagiosa.

4. A Artrite Reumatóide é hereditária?
Sabemos que os factores hereditários e provavelmente algum tipo de infecção viral podem desencadear a doença. O risco de herdar a susceptibilidade à doença é baixo.

5. Porque tenho esta doença?
O importante não é tanto saber por que razão tem Artrite Reumatóide, mas conseguir ter uma atitude positiva e informar-se o melhor possível para saber como enfrentar a doença e o que fazer para a tratar. O seu médico poderá orientá-lo neste aspecto.

6. Quais são os sintomas da Artrite Reumatóide? Como reconheço que tenho AR?
No início, a doença manifesta-se habitualmente através da inflamação das pequenas articulações (mãos, punhos e pés) que se encontram rígidas pela manhã. Aproximadamente 1 ou 2 anos depois do início da doença, podem-se encontrar as articulações deformadas.
Sinais e sintomas da Artrite Reumatóide:
- Dor articular.
- Inflamação articular.
- Rigidez articular (geralmente aparece pela manhã e vai desaparecendo progressivamente à medida que o doente exerce a sua atividade diária; a duração e a intensidade são variáveis; tipicamente a rigidez matinal dura mais de meia-hora).

7. Como se diagnostica a Artrite Reumatóide?
O diagnóstico da AR pode ser um desafio devido ao fato de habitualmente ter um início gradual com sintomas sutis. Os primeiros sintomas podem incluir: aumento de temperatura, inchaço e dor nas articulações e fadiga.
O doente é normalmente avaliado por um especialista com conhecimentos para diagnosticar e tratar adequadamente doença.
Não existe um exame simples único para confirmar o diagnóstico; este é estabelecido quando o médico relaciona a presença dos sinais e sintomas, detectados no exame físico, com os resultados dos exames de laboratório e das radiografias.

8. Quais os tratamentos existentes para a Artrite Reumatóide?
Atualmente existem múltiplos tratamentos disponíveis para controlar a AR, incluindo os utilizados para o tratamento dos sintomas e outros que modificam o curso da doença.
Anti-inflamatórios não-esteróides (AINE): controlam os sinais e sintomas da AR, como a dor e inflamação.
Glicocorticóides (corticosteróides): são medicamentos anti-inflamatórios do grupo do cortisol - um esteróide produzido naturalmente pelo corpo - que atua impedindo a inflamação.
Agentes anti-reumáticos modificadores da doença(DMARDs) convencionais: Aliviam os sintomas e são eficientes no controlo e na alteração do curso da doença.
Medicamentos biológicos modificadores da doença/Agentes biológicos: São medicamentos produzidos geneticamente, dirigidos contra moléculas e células específicas do sistema imunitário, como as citocinas (interleucina-6 e interleucina-1), o fator de necrose tumoral (TNF), ou as células B e T. Estes medicamentos têm demonstrado melhorar os sintomas da doença e retardar os danos articulares.
Para diminuir a dor e o incômodo causado pela doença e melhorar a movimentação das articulações, fortalecendo os músculos indica-se a FISIOTERAPIA (Veja maiores detalhes mais abaixo).

9. Como é avaliada a resposta ao tratamento?
A resposta ao tratamento deverá ser avaliada em intervalos regulares, de cerca de 3 meses. O médico terá requisitado análises que permitem avaliar o nível de inflamação. No dia da consulta avaliará as articulações em relação a dor e inchaço. Os dados da avaliação da articulações e das análises serão utilizados para determinar um índice (DAS - Disease Activity Score) que mede o nível da atividade da doença. Um DAS menor de 2,6 indica remissão; entre 2,6 e 3,2 baixa atividade da doença; entre 3,2 e 5,1 atividade moderada e acima de 5,1 atividade intensa. Será com base nestes valores que é avaliada a resposta ao tratamento e decidida a sua manutenção ou alteração.

10. Existe alguma probabilidade de que eu me cure da Artrite Reumatóide?
Atualmente, não existe cura para a AR. O objectivo do tratamento é atingir a remissão da doença, ou seja, alcançar um estadio em que o doente com AR possa viver a sua vida com normalidade, idêntica à que tinha antes de lhe ser diagnosticada a doença.

11. Como posso ajudar um familiar meu com AR?
A família será sempre um fator importante para conseguir que o doente enfrente a doença da melhor maneira possível. É necessário que a família o apoie e o motive para se aproximar do seu médico, para seguir o tratamento e, quando possível, acompanhá-lo às consultas.


TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA ARTRITE REUMATÓIDE

O tratamento fisioterapêutico deve ser individualizado pois vai variar conforme a apresentação da doença. Mas de forma geral, os objetivos da fisioterapia para artrite reumatóide serão diminuir a dor e o incômodo causado pela doença e melhorar a movimentação das articulações, fortalecendo os músculos.

Para tal, o fisioterapeuta poderá recorrer ao uso de aparelhos de eletroterapia como ultra-som, diatermia e TENS e ao uso de gelo ou de fontes de calor como a parafina e bolsas de água quente, por exemplo. Uma terapia que tem demonstrado muitos bons resultados é a hidroterapia pois há associação do calor com os exercícios que trazem alívio dos sintomas e uma melhora progressiva.

É indispensável realizar a mobilização articular passiva em cada articulação afetada pela doença.

Quando houver dor aguda e sinais e inflamação deve-se dar preferência ao uso de calor no tratamento da artrite reumatóide pois este irá aliviar a dor e relaxar os músculos, sendo especialmente indicado para tratamentos realizados logo pela manhã ou em dias mais frios, onde a musculatura tende a ficar mais tensa e agravar os sintomas da doença. O gelo é uma boa opção mas nem sempre é indicado no tratamento da artrite reumatóide, devendo ser utilizado após a prática de exercícios extenuantes, que devem ser sempre evitados.

Referências Bibliográficas
Moreland LW. Rheumatoid Arthritis. A Clinical Guide. Lippinott Willians & Willians 2006 - pag 6-16.

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