Crioterapia,mecanoterapia X Fisioterapia
Crioterapia,mecanoterapia X Fisioterapia

 

 

 

 

Crioterapia e os protocolos "PRICE" e "RICE"

A crioterapia é utilizada há muito tempo para o tratamento de condições dolorosas. O edema localizado, secundário a lesão tecidual, é uma condição comumente encontrada após lesões traumáticas tais como entorses e contusões. A aplicação de gelo associada a elevação e compressão da região afetada são medidas simples e universalmente aceitas como forma de tratamento após uma lesão aguda.
A literatura de língua inglesa descreve 2 protocolos de tratamento: Os acrônimos RICE (arroz em inglês) e PRICE (preço em inglês). Estas siglas acabaram sendo adotadas em diversos países, inclusive o Brasil, para designar algumas condutas a serem seguidas em caso de lesões agudas.
Os protocolos PRICE e RICE tem basicamente o objetivo de minimizar o edema, aliviar a dor e permitir a recuperação o mais rapida possível.
Vale a pena lembrar que o edema pode ter uma causa inflamatória (trauma) que é a mais comum, mas também pode ter origem em causas mais complexas como complicações renais, cardíacas, hepáticas e infecciosas. O aparecimento injustificável de edema exige investigação médica imediata. Dito isso, volto ao assunto: na postagem de hoje tratarei dos protocolos de crioterapia utilizados na tratamento de lesões agudas: o protocolo PRICE e o protocolo RICE.

 


Para saber mais sobre edema:
Fisiopatologia do edema
Mecanismos envolvidos na formação de edemas
Para relembrar algumas noções de patologia



O Protocolo PRICE

P= Protection ( proteção )
Como os mais atentos devem ter percebido, a única coisa que diferencia os dois protocolos é a letra “P”. Eu gosto de pensar que o item proteção seria uma forma “repouso dinâmico”, uma vez que no mundo real ninguém fica em casa com o pé pro alto repousando devido a uma entorse de tornozelo (a menos que a lesão tenha sido realmente incapacitante). A área lesada deve ser protegida contra lesões adicionais pelo uso de órteses ou outros dispositivos para imobilização. No caso de uma lesão envolvendo os membros inferiores, recomenda-se o uso muletas para permitir marcha sem descarga de peso. Vale ressaltar que as órteses imobilizadoras não se limitam aos membros inferiores, existem modelos para membros superiores e coluna.


R= Rest (repouso ou restrição de atividade)
Uma estrutura lesada sem repouso e submetida a movimentos e sobrecargas desnecessárias terá seu processo de recuperação atrasado. A recomendação de repouso em uma lesão aguda é importante por dois motivos. Primeiro para proteger os tecidos moles afetados de uma lesão adicional. Segundo, o repouso permite que o corpo se recomponha de forma mais eficiente. No caso de um atleta, recomenda-se evitar treinos e atividades desportivas que envolvam o segmento afetado. Neste momento algumas pessoas devem estar se perguntando: mas quanto tempo deve durar este repouso? Bem, não existe resposta matemática para isso. O tempo de repouso necessário varia de acordo com a gravidade da lesão, mas a maioria das lesões menores necessita de um repouso de 24 a 48 horas, aproximadamente.

I= ICE (gelo)
Apesar de também causar anestesia, não estou falando da Smirnoff ! ! ! !
A aplicação de gelo após lesão aguda é uma medida universalmente aceita na prática clínica, apesar de não haver consenso na literatura científica quanto a modalidade ideal, a duração ou a frequência de aplicação do gelo. Os mecanismos de ação do gelo após lesão musculoesquelética ainda são um assunto controverso, mas de forma geral, podemos assumir que o gelo é capaz de diminuir a dor local por reduzir a condução nervosa, além disso, o resfriamento reduz o metabolismo local minimizando o grau de lesão celular secundária, influenciando assim a magnitude da resposta inflamatória. Esta resposta metabólica também está associada a redução do edema e dos espasmos musculares. Pois bem, dito isso nos resta o ponto mais importante: Qual a dosagem ideal? Neste ponto, eu baseio minha conduta em um trabalho publicado em 2006 no British Journal of Sports Medicine e referenciado na base de dados PEDro (pontuação 7 de 10), no qual bolsas de gelo foram aplicadas em pacientes com entorse de tornozelo por 10 minutos. A bolsa era então removida, deixando o tornozelo repousar em temperatura ambiente por mais 10 minutos, e após este período, a bolsa era reaplicada por mais 10 minutos. Esta sequência era repetida a cada duas horas. O resultado do estudo foi bem interessante e demonstrou ser seguro e efetivo.
quem quiser baixar o artigo basta acessar este link



C= Compression (compressão)
A aplicação de faixas elásticas auxilia na drenagem do edema. O propósito da compressão é reduzir a quantidade de espaço disponível para o edema, limitando assim o inchaço. A compressão pode ser utilizada tanto para prevenir o aparecimento do edema (como no caso das grávidas), quando para auxiliar na sua reabsorção (como no caso da lesão traumática). Algumas pessoas sentem dor devido a compressão. Se o paciente queixar-se de dor, que está sentindo pulsar, ou se simplesmente sente que a bandagem está muito apertada, é prudente remover a bandagem e reaplicá-la de forma um pouco mais frouxa.

Quem quiser aprender mais, tem uns vídeos no youtube muito legais sobre como aplicar a bandagem. Para ver a relação basta acessar este link (vale a pena)



E = Elevation (elevação)
Está bem estabelecido que a elevação de um segmento facilita a drenagem venosa do membro. Em outras palavras: elevar o membro afetado reduz o edema. O efeito fisiológico e mecânico da elevação faz com que ocorra urna redução na pressão hidrostática capilar e também uma redução na pressão de filtração capilar. Esta drenagem é mais eficaz quando a área lesada é levantado acima do nível do coração. Ex: Se o paciente sofreu uma lesão em antebraço, deve deitar-se e apoiar o braço sobre travesseiros de modo que a região lesionada fique mais alta que o tórax. Já que estamos falando de elevação, vale lembrar que deve-se elevar o segmento e manter as grandes articulações em discreta flexão ou em extensão, caso contrário, pode-se gerar estase venosa e linfática conseqüência de drenagem reduzida.


TÉCNICAS UTILIZADAS NA FISIOTERAPIA GERIÁTRICA

 

 

 

O envelhecimento é um fenômeno biológico, psicológico e social que atinge o ser humano na plenitude de sua existência, modificando sua relação com o tempo, com o mundo e com sua própria história.
O relacionamento do idoso com o mundo se caracteriza pelas dificuldades adaptativas, tanto emocionais quanto fisiológicas. No relacionamento com sua história o idoso pode atribuir novos significados a fatos antigos através da experiência de vida adquirida. Nesse processo, nosso grande objetivo é oferecer qualidade de vida com muita segurança e carinho. É isso que nós fisioterapeutas temos como obrigação, além de pesquisas para melhor compreendimento de determinadas patologias que são apresentadas na terceira idade.
A Fisioterapia, pode auxiliar o tratamento e a prevenção de doenças atuando junto ao idoso e proporciona uma melhor qualidade de vida a este, promovendo uma melhor postura, uma marcha equilibrada, uma melhora da auto-estima, evitando a depressão e o sentimento de incapacidade.

Dentre muitas técnicas as mais utilizadas na geriatria são:
Hidroterapia - Terapia feita dentro da água pelo baixo impacto que causa aos idosos é a preferida pelos fisioterapeutas. Utiliza exercícios para articulações e músculos.
Mecanoterapia - Terapia com aparelhos mecânicos para fortalecer a musculatura.
Cinesioterapia - Terapia por movimentos. São exercícios que têm como objetivo trabalhar articulações e musculatura.

HIDROTERAPIA

A unidade da água está principalmente no seu empuxo, que alivia o estresse sob as articulações sustentadoras de peso e permite que se realize movimento sem forças gravitacionais reduzidas; desta forma as atividades que não sustentam peso podem ser iniciadas na água antes de serem possíveis no solo.
Os efeitos terapêuticos da Hidroterapia estão relacionados a:
Alívio de dor e espasmos musculares;
Manutenção ou aumento de amplitude de movimento das articulações;
Fortalecimento muscular e treino de resistência (endurance);
Reeducação dos músculos paralisados (espásticos);
Melhora da circulação;
Encorajamento das atividades funcionais;
Manutenção e melhora do equilíbrio, coordenação e postura.
Os princípios da descrição de exercícios para os idosos não diferem muito dos aplicados aos jovens, exceto aqueles princípios que devem ser adaptados devido às restrições causadas pela idade, e são restrições que habilitam os Fisioterapeutas a trabalhar com estes pacientes.


MECANOTERAPIA


A Mecanoterapia é o tratamento por exercícios através da utilização de aparelhos mecânicos destinados a desenvolver flexibilidade, mobilidade, força muscular, resistência à fadiga, coordenação, equilíbrio e habilidades motoras funcionais
Dentre a gama de aparelhos mecanoterapêuticos disponíveis para a prática fisioterapêutica, e das várias maneiras de agrupá-los, a mais funcional é aquela adotada segundo o tipo de movimento ou tratamento feito no equipamento. Assim, temos aparelhos que não oferecem resistência ao movimento (ex.: Barra de Ling, prancha ortostática, tábua de quadríceps e Quadro Balcânico), aparelhos que oferecem resistência ao movimento (ex.: Cadeira de Bonet, leg press, bicicleta estacionária, esteira ergométrica e halteres), aparelhos para treino de marcha (ex.: andador, barra paralela, escada progressiva e rampa), aparelhos proprioceptivos (ex.: pranchas de equilíbrio, cama elástica, bola suíça e balancim), aparelhos para reeducação postural (ex.: Thera-band, mesa de RPG, bola suíça e Barra de Ling), aparelhos para tração vertebral (ex.: tração cervical ou lombar) e incentivadores respiratórios (ex.: Voldyne, triflo, flutter e peak flow).-
Existem ainda alguns princípios básicos para o uso dos aparelhos mecanoterapêuticos, a seguir: (a) avaliar a integridade osteo-mio-ligamentar do paciente antes de usar o equipamento; (b) determinar os tipos de exercícios a serem usados (passivo, ativo-assistido, ativo livre ou ativo resistido), de acordo com a característica do aparelho e da função motora a ser trabalhada; (c) colocar o paciente em posição fundamental para o uso de determinado aparelho, evitando movimentos compensatórios; (d) graduar o número de repetições e a carga dos exercícios, quando utilizar aparelhos que oferecem resistência ao movimento; (e) tomar as devidas precauções de segurança quando usar o equipamento, como estabilizar as estruturas corporais apropriadamente a fim de prevenir movimentos indesejados ou evitar sobrecarga indevida nos segmentos corporais; (f) quando o exercício for completado, deixar o equipamento em condição apropriada para uso futuro e; (g) reavaliar o paciente para determinar como o programa terapêutico foi tolerado por ele, ajustando-o para uma nova fase de exercícios.


CINESIOTERAPIA

Técnica de reabilitação, onde são usados os conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica p/ proporcionar ao paciente um melhor e mais eficaz trabalho de reabilitação.
Adicionados aos conceitos acima, o terapeuta usa ainda seus conhecimentos de técnicas manuais para facilitar ou resistir ao movimento específico solicitado.
O movimento ativo que aciona o sistema artromuscular é dependente da contração muscular. Existem diferentes tipos de contrações musculares, que são classificadas em função do estimulo de origem como: mobilidade reflexa, mobilidade voluntária e mobilidade automática.
As técnicas ativas têm um lugar de destaque em quase todos os estágios dos tratamentos reeducativos. Na verdade toda motricidade recorre a três processos:
- Um neuropsicomotor de comando, de regulagem, de integração da atividade muscular;
- Um bioquímico de alcance e de transformação de energia mecânica;
- Um biomecânico de deslocamento ou de flexão dos elementos esqueléticos em função das diferentes forças presentes.
Os Movimentos Básicos Cinesioterapia
ADUÇÃO
ROTAÇÃO INTERNA
PRONAÇÃO
ROTAÇÃO EXTERNA
SUPINAÇÃO
FLEXO EXTENÇAO
DORSO-FLEXAO
O terapeuta atua auxiliando, assistindo, resistindo ativa ou passivamente a fim de atingir um objetivo específico pré-determinado. Essa atuação passiva ou ativa depende do objetivo traçado do movimento, ou conscientização corporal solicitada, etc...
Com o trabalho cinesioterapêutico, esperamos reabilitar ou melhor reequilibrar as forças mecânicas atuantes em nosso organismo como um todo, proporcionando uma melhor qualidade de movimento (ou de forças) levando a uma melhora da qualidade de vida aos idosos.

Técnica de DeLorme

Maneira de Pisar Altera a Postura

 
1 - Na pisada normal postura é normal e normalmente é assintomatica (sem dor), mais isso não garante que se esta livre delas (dores). Se notarem no desenho toda planta do pé tem distribuição de peso igual ao caminhar.



2 - No Pé Cavo (arco elevado) a pisada é alterada causando dores e apresenta dedos em garras, pé dolorido, tensão muscular na lombar e pescoço e estas dores são mais sentidas em repouso. Se notarem no desenho existe uma distribuição irregular, causando pressão excessiva no halux(dedão), nos metatarsos (peito do pé) e no calcaneo (calcanhar) causando as dores e lesões como calos e calosidades nestes locais de pressões e Esta pisada causa alterações na postura(coluna vertebral).


3 - No Pé Plano ( chato)é aquele que não possuem a curvatura. Este tipo de pisada faz com que toda planta do pé fique em contato direito com a superfície (chão). este tipo de pisada causa dores em longas caminhadas, ou em qualquer tipo de atividade (correr, dançar, etc...), pois o arco plantar é responsável por absorver impacto resultante de qualquer atividade dos pés. Esta pisada acarreta dores no tornozelo, nas pernas, na pelve, na região lombar. Este tipo de pisada é que causa maior alteração da postura (coluna vertebral).

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reflexologia (massagem nos pés)
 

Você sabia que seu pé é um mapa de seu corpo (espelho do corpo), e que a Reflexologia pode relaxar, limpar o corpo das toxinas, melhorar a circulação ou até mesmo provocar um enorme bem-estar?

REFLEXOLOGIA - DEFINIÇÃO =(massagens nos pés e mãos):
É uma técnica específica de pressão que atua em pontos reflexos precisos dos pés com base na premissa de que às áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo.

Reflexo = Reação involuntária corporal, como resposta a uma estimulação.
Logia = (do gr. Logos) = Estudo de.

A REFLEXOLOGIA é a ancestral técnica de massagem chinesa aplicada a determinadas áreas dos pés para o re-equilíbrio energético de todo o corpo. É uma arte suave, uma ciência fascinante e uma forma extremamente eficaz de massagem terapêutica, através de aplicação de pressões específicas em pontos reflexos especialmente nos pés embora também possa ser feita nas mãos. Conquistou um lugar de destaque no campo da medicina natural complementar. É uma ciência porque se baseia no estudo fisiológico e neurológico, sendo também uma arte porque depende bastante da habilidade com que o terapeuta aplica o seu conhecimento e da dinâmica que ocorre entre este e o beneficiário.

A meta da REFLEXOLOGIA é o retorno do equilíbrio energético corporal. O passo mais importante para isso é reduzir a tensão e induzir o relaxamento.

O relaxamento é o primeiro passo da normalização. Quando o corpo está relaxado, a cura é possível. A massagem profissional dos pés vai mostrar quais partes do corpo estão fora de equilíbrio e, portanto não estão funcionando eficientemente. Pode-se então ministrar o tratamento apropriado para corrigir esses desequilíbrios e fazer o corpo retornar a um estado ótimo de saúde.

A massagem reflexa dos pés é útil no tratamento de doenças e eficaz para manter a saúde e prevenir o aparecimento de doenças. Problemas de saúde podem ser detectados precocemente e o tratamento ministrado para prevenir o desenvolvimento de sintomas mais sérios.

A pressão é aplicada nas áreas reflexas com os dedos das mãos e usando técnicas específicas, provocando mudanças fisiológicas no corpo, na medida em que o próprio potencial de cura do organismo é estimulado. Dessa maneira, os pés podem desempenhar um papel importante para conquistar e manter uma saúde melhor.

Como os pés representam um microcosmo do corpo, todos os órgãos, glândulas e outras partes do corpo estão dispostos em arranjo similar nos pés. A representação microcósmica de partes do corpo em diferentes áreas do organismo também se manifesta na íris do olho, na lingua, na orelha e nas mãos. Todavia, as zonas reflexas dos pés são mais fáceis de localizar, porque cobrem uma área maior e são mais específicas, tornando mais fácil trabalhar com elas.

A REFLEXOLOGIA pode ser considerada o equivalente a uma regulagem, um ajuste do corpo. O reflexologista não cura - somente o corpo é capaz de fazê-lo. Mas a REFLEXOLOGIA ajuda a equilibrar todos os sistemas corporais, estimulando uma área pouco ativa e acalmando uma superativa. Ela é inofensiva para as áreas que estão funcionando adequadamente. Como todos os sistemas do corpo intimamente relacionados, qualquer coisa que afete uma parte vai acabar afetando o todo. Numerosos terapeutas, após diversos anos de estudo e prática, concluíram que a REFLEXOLOGIA atua em diversos níveis: fisiológico, psicológico e espiritual.

Temos que lembrar que nossos pés suportam nosso peso durante todo o dia, portanto estão submetidos a uma pressão muito grande e sobretudo com sapatos não adequados, fazendo com que haja um desequilíbrio no nosso eixo de sustentação. Mexendo com todos os nossos músculos e articulações, mudando a nossa postura. Assim, podemos compreender melhor o quanto a reflexologia pode ser útil aos tratamentos de Massoterapia e Quiropatia.

Normalmente as pessoas sentem muitas dores nos pés e sofrem numa constante tentativa de adaptação refletindo esta tensão aos músculos, principalmente nos joelhos e ombros aumentando assim a fadiga e irritabilidade. Abusamos de nossos pés, visto quanto bem nos faz, ficar com os pés livres, após um dia de trabalho.

Reflexos sensíveis à dor indicam quais partes do corpo estão congestionadas. Essa avaliação diz respeito apenas a partes do corpo "fora de equilíbrio", e não a distúrbios específicos. É importante ter consciência disso. Os reflexologistas não praticam medicina. Esse é o domínio dos médicos licenciados. Os reflexologistas nunca diagnosticam uma doença, nunca tratam uma doença específica nem prescrevem ou ajustam a dosagem de medicamentos.

Stress, irritação ou mau humor

Além do exercício físico há mais 1 coisa simples que podemos fazer para atenuar o stress, irritação, mau humor etc etc... é:

- Rolar os pés numa vassoura, é bastante relaxante. Pressionar a planta dos pés num cabo de uma vassoura pode ser um óptimo remédio.

É que alguns pontos dessa zona do corpo correspondem aos nossos órgãos internos — e tocá-los facilita o fluxo de energia.

Deve-se fazer esta massagem a um pé de cada vez, rolando-o no cabo (para frente e para trás), respirando fundo e cuidado para não escorregar!


As unhas também falam? cuidado com as cores!

 

Tanto os pés como as lâminas(unha) revelam muitas coisas


AS UNHAS FALAM? E O DIZEM?

A unha cresce muito lentamente e leva 12 meses para crescer deste sua matriz até borda livre, o que nos dá um período grande para perceber se a mesma esta com crescimento saudável ou não, toda e qualquer alteração se deve procurar orientação de um especialista,.


Pequenas Manchas brancas (pontinhos) na Unha:
Pode ser sinal de anemia, falta de proteína e zinco, pode ser uma reação alérgica a esmalte, acetona, cloro, detergente, intoxicação por metal pesado, algumas doenças ex: insuficiência renal, psoriase, micose, etc...

Unhas ou Manchas Alaranjada:
Pode ser excesso de nicotina - fumante, uso prolongado de antibióticos, alguns alimentos tem betacaroteno que algumas vezes causam coloração amarelo como cenoura, beterraba, mamão o consumo excessivo deste alimentos também causam coloração nas unhas, algumas doenças como diabete, males dos fígado, etc...

Unhas Arroxeadas:
Pode ser causada por problemas cardíacos, uso de remedios coagulantes, algumas doenças podem causar roxidão ex.: lúpus, tumores, micose, etc...

Unhas Esverdeadas :
Podem ser causadas por infecções bacterianas ou fungicas.

Unhas com Metade branca e Metade vermelha:
Pode ser causada por problemas renais.

Unhas com Faixas Negras:
Pode ser causadas por distúrbios hormonais, micose, tumores na matriz ungeal (unha), algumas doenças podem causar ex.: melaloma (câncer de pele), Linha de Beau, traumas, quedas constantes da lâminas.

Unha amarela e sem crescimento:
Pode ser Distúrbios Pulmonares.

Agora se sua unha apresenta estes sinais:
Fraca e quebradiça = má alimentação - Ex.: Dietas e lanches.
Ondulações = traumas - Ex.: Retirada da cutícula ou digitação.

Tinea Pedis
É popularmente conhecida com ¨pé de atleta¨ causada por fungos. Apresenta vesículas com contudo liquido, eritema, purido e descamações podendo aparecer isolados ou não. Pode ocorrer fissuras. Os agentes causadores são: Trychophyton rubrum, Epidermophyton flocosum. Ocorre em todo pé mais normalmente apresenta descamações na planta do pé e fissuras nos interdigitos.

Evite deixar pés molhados;
Evite usar sempre mesmo sapato;
Usar somente meias limpas;
Secar entre os dedos.
 

Tipos de manipulações na reflexologia

 


São 13 as principais manipulações da reflexologia podal, cada uma com posicionamento e forma adequada a cada zona reflexa. São movimentos básicos embora não rígidos, que o terapeuta pode modificar de acordo com a sua experiência depois de ter compreendido o objetivo de cada manipulação. A pressão deve ser forte o suficiente para o paciente sentir certa dor a fim de provocar uma resposta reflexa, porém sem deixar má sensação.

1- Pressão com a articulação mediana do dedo médio.

2- Pressão com a articulação mediana do anular.

3- Deslizamento com pressão com a palmado polegar.

4- Pressão com a face interna do indicador.

5- Pressão com a articulação mediana do indicador.

6- Deslizamento com pressão das articulações medianas dos dedos indicador, médio anular e mínimo.

7- Pressão com a ponta do polegar.

8- Deslizamento com a face externa do indicador.

9- Deslizamento com a face dorsal do indicador em forma de meia-lua.

10- Pressão com a face dorsal do indicador e do dedo médio.

11- Entalar com o indicador e dedo médio e apeertar com o polegar.

12- Pressão com a palma de ambos os polegares.

13- Pressão com os lados de ambos os indicadores.


Sintomas tratáveis pela Reflexologia podal:

1- Doenças do aparelho circulatório
: Frio nas extremidades, varizes, deficiência funcional do coração, insuficiência cardíaca, arritmia, pressão alto e pressão baixa.

2- Funcionamento irregular dos órgãos: Desequilíbrio funcional do aparelho digestivo, urinário etc...

3- Doenças das glândulas endócrinas: Retardo no crescimento da criança, diabetes, hipertireoidismo, hipotireoidismo.

4- Doenças relativas à imunização: Facilidade em resfriar-se, bronquite crônica, asma, renite alérgica, alergia a pólen, eczema, nefrite agura ou crônica.

5 - Doenças psicossomáticas: Estresse, dores sem causa determinada, (dor de cabeça, dor muscular), meurose, nervosismo.

A REFLEXOLOGIA relaxa tensões, melhora a circulação sangüínea, oxigena todo o organismo, ativa o sistema nervoso, ajudando a equilibrar o organismo naturalmente.

Cada sessão dura mais ou menos 30 minutos. Cada zona deve ser estilumada 3 vezes. Uma aplicação completa compreende 7 a 10 vezes. Em caso de doença, deve-se fazer no começo, sessões diárias. Quando os sintomas melhorarem, o tratamento a cada dois dias aumentando o intervalo entre as sessões. Para uma manutenção da saúde, é aconselhável fazer uma sessão por semana. O paciente depois da sessão toma de 300 a 500 ml de água de preferência morna. A reflexologia podal estimula o processo eliminatório. A água tomada logo após o tratamento vai estimular de imediato o bom funcionamento do aparelho urinário, sendo comum o paciente ir ao banheiro após o término da sessão. Dias depois do tratamento, a urina pode apresentar cheiro forte e mudar de cor para amarelo mais forte. Isto é sinal de que o corpo está eliminando as toxinas, por isso, não há motivo para se preocupar. As vezes acontece de o paciente acostumar-se às sessões de reflexologia e não sentir dor nenhuma. Pode-se interpretar de duas maneiras: 1- o paciente não reage ao estímulo, 2- o paciente está melhor. Para distinguir um do outro, deixe os pés em água quente durante 30 minutos. A sensibilidade voltará aumentandoa capacidade de cura. Caso não volte, e o paciente não sinta mais os sintomas anteriores, pode se considerar curado. Não se submeta à reflexoterapia durante mais ou menos uma hora após as refeições, pois toda a energia está voltada para a digestão e uma sessão irá provocar indigestão. Ao fazer a reflexologia podal pela primeira vez, verifique sempre as condições cardíaca do paciente
 

Fissuras

 

A fissura, em geral, é a conseqüência imediata da falta de hidratação, porém todo caso precisa ser avaliado por um podólogo antes da indicação de qualquer tipo de tratamento. Os pés possuem uma pele mais grossa na sola, para facilitar o ato de caminhar e suportar o peso do corpo. Quando esse tecido perde a elasticidade e se rompe pela pressão ao se movimentar, surgem as fissuras e rachaduras.

Existem casos em que as lesões são causadas por patologias como diabetes, hipertensão, obesidade, cardiopatias diversas ou problemas vasculares. Nessas situações, nenhum tratamento terá efeito se um médico não acompanhar e tratar estas doenças.

Para tratar fissuras, o podólogo indica o aumento do consumo de água e da hidratação externa dos pés, com a ajuda de cremes especializados, preferencialmente a base de parafina, lanolina e uréia. Também é necessária a orientação para que o paciente siga os cuidados com o tratamento em casa.

A fim de obter resultados mais eficientes e rápidos, deve-se evitar lixar os pés em casa, principalmente se a fissura sangrar com facilidade. Somente o podólogo sabe a intensidade que pode dar ao lixamento para não romper mais tecidos, agravando o caso. Enquanto existir a fissura, é importante evitar o uso de chinelos e rasteirinhas. A exposição dos pés e o sobre peso são umas das principais causas do ressecamento e das rachaduras.

Não olhe para seus pés somente quando eles reclamam, olhe-os diariamente para mantê-los saudáveis.
 

Patologias dos pés

 


Os pés são equipamentos maravilhosos e merecem todo o cuidado. Além de eles possibilitarem ao homem a locomoção, mantém o equilíbrio e distribuem de maneira uniforme o peso do corpo, quando estamos de pé.

No entanto, eles estão quase sempre em situação de desconforto, pois ficam escondidos em sapatos fechados, principalmente no inverno. Segue algumas recomendações para que você esteja bem com seus pés.

MASSAGENS
Existem profissionais,que são profundos conhecedores das patologias dos pés. Eles estudam a biomecânica do tornozelo e dos pés e obtém o controle e a cura das podopatias de seus pacientes. Através da reflexologia [linguagem dos pés] fazem massagens baseadas no DO-IN.

Dor de cabeça, de estômago, nas costas, tensão, cansaço. Segundo a reflexologia, o alívio para tudo isso pode vir dos pés. Criada nos Estados Unidos nos anos 30, ela divide o corpo em dez zonas lomgitudinais. Por cada uma delas, iguais em largura, corre um fluxo de energia que interliga os órgãos. Essas faixas começam nos pés, onde todos os pedaços do organismo estão representados. "Se algo não está funcionando bem, as partes correlatas, na mesma zona, ficam sensíveis". O estímulo nos pontos reflexos transmite a informação para a área afetada, podendo melhorá-la em poucos minutos. Por exemplo; toques no centro do calcanhar podem colocar o nervo ciático em dia.

A massagem deve ser feita de maneira firme, mas sem provocar dor. Para começar, bata levemente na sola, puxe e torça os dedos, gire os tornozelos. Depois, vá com o polegar direto aos pontos doloridos. Mesmo que você não esteja com nenhum distúrbio, a reflexologia vai atuar de maneira preventiva, reequilibrando as energias e o metabolismo. A reflexologia tem efeito estético e terapêutico, pois trabalha a circulação sanguínea e linfática. É relaxante, energizante, quase indispensável nos dias de hoje.

A garantia de maior conforto e embelezamento dos seus pés depende de alguns cuidados:
- Hidratantes
- Use sabonete e talco bactericida
- Mude diariamente as meias que devem ser preferencialmente de algodão porque absorvem melhor o suor.
- Procure não usar o mesmo par de sapatos todos os dias
- Guarde os sapatos em locais arejados
- Uma recomendação muito antiga: Mergulhe os pés numa bacia de água quente com chá preto, à noite, durante trinta minutos. Além de relaxar fecha os poros o que diminui a quantidade de suor evitando o mau cheiro.

Problemas freqüentes nos pés:
1- CALOS
Eles podem aparecer pelo uso de sapatos apertados e de bicos finos ou pelo fato das pessoas pisarem inequadamente. A pele engrossa bastante e a região acaba ficando bem dolorida. Tratamento: os médicos receitam adesivos com substâncias que deixam a pele mais fina. Se não houver melhora o jeito é retirar a calosidade com o especialista e eles alertam : “nunca corte os calos em casa, principalmente os diabéticos”.

2- UNHAS ENCRAVADAS
O problema é mais comum em quem tem dedos gorduchos. A unha cresce de forma irregular ferindo a pele. A entrada de agentes bacteriana pode acarretar infecções. Sintomas: dor, inchaço e vermelhidão local. Para piorar pode surgir uma pequena camada de carne esponjosa, que ao mínimo esforço é capaz de sangrar. Prevenção: calce sapatos confortáveis, procure cortar as unhas dos pés em formato reto, para que seus cantinhos não cresçam no sentido errado, ferindo a pele. Tratamento: os médicos costumam receitar antiflamatórios.

3- TOPADAS
Evite andar descalço e dar uma topada que pode deslocar parte da unha do pé. Tirando proveitos dessa situação, certos fungos se infiltram no local, formando uma cera amarelada, debaixo da unha e esta fica opaca e quebradiça. Por isso mantenha as unhas cortadas. Nunca passe palitos ou qualquer outro instrumento sob elas, na tentativa de limpá-las.

3- OLHO DE PEIXE
Ele aparece na forma de um espessamento na sola do pé, com um ponto escuro no meio, parecendo um olho. Daí o nome dado. É causado por vírus e associado ao excesso de umidade nos pés. Dói muito quando se pisa no chão. Prevenção:
- Não use sapatos alheios e sem meias
- Cuidado com águas paradas ao lado das piscinas
- Use seus próprios instrumentos em pedicuros
-Tratamento: os médicos indicam antimicóticos ou até cirurgia nos casos mais graves.

4- JOANETES
É uma inflamação da articulação do dedo maior do pé. Aparece mais nas mulheres e é de caráter hereditário. Não use sapatos apertados que comprimam os dedos piorando a situação dos joanetes. Em casos mais graves é necessário cirurgia.

5- MICOSES
Os sintomas mais comuns: vermelhidão, coceiras e descamação. Evite pisar descalço em terra, principalmente onde estejam cachorros e gatos. Tratamento: secar bem os pés após o banho e usar antimicótico indicado por médico.
 

Como evitar os joanetes

 

Como evitar os joanetes? A chave e segredo esta na prevenção atenta, quer dizer ficar atentos ao sinais que indicam que possivelmente este irritante, feio e doloroso problema nos pés vai acontecer, principalmente porque os joanetes vão se formando durante muito tempo antes de serem perceptíveis.

É importante observar o estado do nossos pés e ficar especialmente de olho nos dedos, ainda mais porque em estágios avançados a solução é cirúrgica.

Qualquer anormalidade já pode disparar o alarme, o principal sinal acontece quando o nosso dedo polegar comece a tomar uma direção de fora para dentro, esta já é uma etapa mais avançada da formação do joanete que requer medidas específicas.

O primeiro a se fazer é parar de usar sapatos desconfortáveis, principalmente os de ponta fina e os de salto-alto, aqui já não se trata de estética é uma questão de saúde. Use um tênis ou sapatilhas ortopédicas o máximo tempo que puder, mas escolha modelos que não oprimam os dedos.

Quem usa saltos altos e de bico fino tem 20 vezes mais chances de ter joanetes do que uma pessoa que usa sapatos confortáveis.


Como o joanete causa uma pressão sobre a articulação dos demais dedos, podem torná-los curvos e salientes, com um desvio pequeno que não cause incomodo. Porém, em se tratando de maiores desvios, a dor pode ser tão grande que cause impedimento em calçar qualquer tipo de calçado.

Não devemos focar o tratamento apenas para tratar o joanete, mas sim par evitar que ele apareça, evitando o uso de sapatos de bico fino ou salto alto, realizar alongamentos contraindo os dedos entre si, como quem os utiliza par segurar um objeto.

Após a incidência do problema, o tratamento do joanete pode ser realizado com a mudança do tipo de sapatos e a utilização de almofadas entre os dedos. Após a avaliação do ortopedista, ele indicará como tratar o hálux valgo, ou joanete, como é conhecido, que também pode ser cirúrgico dispensando o uso de gesso.

O uso de joaneteras também é ótimo, e podemos consegui-las em centros ortopédicas. Nunca é de mais lembrar que diante de qualquer anormalidade consultar um especialista é a melhor alternativa.
Para tratar o joanete com cirurgia, não é necessário o uso de anestegia geral, sendo utilizada apenas uma sedação na região do pé e do tornozelo.

Entre as mais de 100 técnicas cirúrgicas para corrigir o joanete, o uso da melhor delas será definido pelo ortopedista, de acordo com o estudo do caso
 
 
 

Inchaços ou Edemas dos pés

 

O inchaço ou edema dos pés é uma das queixas mais comuns afetando principalmente pessoas acima de 65 anos, embora possa ocorrer em indivíduos jovens.

Na maioria das vezes é decorrente do acúmulo de líquido nas regiões inferiores do corpo pela ação da gravidade, podendo acometer apenas um ou ambos os pés. Poderá vir acompanhado de dor, vermelhidão da pele, feridas superficiais ou se estender a partir dos pés para pernas e coxas.

Várias condições clínicas estão associadas ao edema dos pés e nem todas representam um problema de saúde mais sério.

Por exemplo, quando permanecemos por muitas horas na mesma posição, como durante uma longa viagem de avião, é comum chegarmos com os pés inchados. É o edema dos pés causado pela ação da gravidade e a imobilidade prolongada.

Muitas mulheres já perceberam que, durante o período menstrual, os pés ficam inchados e após a menstruação voltam a ficar “magrinhos”. Trata-se de uma fase em que, pelas alterações hormonais típicas do ciclo menstrual, existe uma tendência à retenção de líquidos. Uma outra fase da vida das mulheres em que o edema dos pés está quase sempre presente é durante a gravidez, principalmente nas semanas finais antes do parto.
Indivíduos com sobrepeso ou obesidade também podem se queixar de inchaço dos pés, independente de outros problemas de saúde.

O calor excessivo causa dilatação dos vasos sanguíneos, favorecendo o edema dos pés.
Devemos ficar atentos uma vez que o edema dos pés pode ser a manifestação de problemas mais sérios de saúde, como problemas cardíacos, hepáticos, renais, circulatórios, reumáticos e nesses casos deve-se procurar atendimento médico.

Alguns medicamentos como anticoncepcionais, corticóides ou alguns anti-hipertensivos, podem levar ao inchaço dos pés como efeito colateral que, embora possam incomodar do ponto de vista estético, costumam não representar maior risco à saúde.

Causas menos comuns de inchaço dos pés incluem algumas doenças parasitárias, como a Elefantíase, Hipotireoidismo, metabólico-nutricionais ou desnutrição, tumores do sistema linfático, entre outras.

Para diminuição do edema e alívio dos sintomas:
Procure manter os pés elevados (por 30 minutos 3 a 4 vezes por dia), preferencialmente acima do nível do coração;
Evite permanecer por longos períodos em pé ou sentado na mesma posição com os pés pendentes;
Caminhe em intervalos regulares a cada 12 horas para ativar a circulação;
Se estiver fazendo uma longa viagem de carro, pare a cada 2 ou 3 horas, se possível, para uma caminhada de alguns minutos;
Reduza o consumo de sal
Preste bastante atenção à saúde dos seus pés, pois muitas vezes, eles podem ser um sinal de que algo está errado com seu corpo.
Recorra a massagem nós pés.

Em caso de dúvida, consulte sempre seu médico para confirmar seu diagnóstico e propor o melhor tratamento
 
 
 
EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS PARA O JOELHO

*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional 

 
Exercício # 1

1. Sente-se na borda de uma mesa ou 
cadeira e cruze os tornozelos, com o joelho rígido embaixo.

2. Pressione para baixo com a perna que está em cima, até sentir alongar.

3. Mantenha por 10 segundos. 

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.



Exercício # 2

1. Deite-se de barriga sobre uma superf ície rígida. 

2. Agarre o tornozelo com a mão do mesmo 
lado e, com ela, dobre o joelho até sentir 
alongar.

3. Mantenha por 10 segundos.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




 




Exercício # 3

1. Coloque um peso de 1/2 kg ao redor do joelho.

2. Sente-se com a perna apoiada como na figura.

3. Relaxe, deixando a perna esticar.

4. Retire a perna do apoio, dobrando-a para relaxar.

5. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 

Exercício # 4

1. Deite-se sobre unia mesa ou cama com os pés pendurados como na figura.

2. Coloque uma bolsa com 1/2 L. d'água (1/2 kg), no tornozelo.

3. Lentamente, deixe que o peso estique a parte de trás do joelho.

4. Mantenha por 10 segundos.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição 
em vez de melhorá-la.

 



Exercício # 5

1. Posicione seu corpo contra a parede corno na figura, com o pé afetado para trás.

2. Aponte os pés diretamente para a parede, mantendo os calcanhares no chão.

3. Incline-se em direção à parede até sentir alongar a panturrilha da perna traseira.

4. Mantenha por 10 segundos. Relaxe.

5. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 6

1. Sente-se com os joelhos dobrados e p és unidos como na figura.

2. Pressione os joelhos para baixo, usando as mãos se necessário.

3. Mantenha por 10 segundos.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 7

1. Deite-se de barriga sobre uma superfície firme.

2. Dobre o joelho a exercitar a 90º.

3. Levante a coxa do chão até alongar.

4. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente.

5. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






 



Exercício # 8

1. Posicione-se junto a uma parede ou outro apoio firme, segurando o tornozelo como na figura.

2. Dobre o joelho até sentir alongar.

3. Mantenha por 10 segundos.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 9 

1. Com uma corda amarrada no tornozelo, deite-se de costas, fazendo a corda passar por 
uma argola presa em um objeto firme na altura de sua virilha. 

2. Ponha a perna a ser exercitada reta, na posição vertical.

3. Com a corda, puxe a perna até sentir alongar.

4. Mantenha por 10 segundos.

5. Volte devagar à posição vertical.

6. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 



Exercício # 10

1. Com uma corda amarrada no tornozelo, deite-se de costas, fazendo a corda passar por 
uma argola presa em um objeto firme na altura de sua virilha.

2. Ponha a perna a ser exercitada junto ao corpo, ajudando com a mão do mesmo lado.

3. Com a corda, puxe o tornozelo até sentir alongar.

4. Mantenha por 10 segundo.

5. Volte devagar à posição vertical.

6. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.



 

Exercício # 11

1. Sente-se ou deite-se de costas com a 
perna esticada.

2. Pressione parte posterior do joelho para baixo.

Este movimento enrijece o principal músculo 
da coxa e move a patela, como mostra o 
detalhe da figura.

3. Mantenha por 10 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício # 12

1. Deite-se de costas com a perna a exercitar esticada e o joelho da outra dobrado, como
na figura.

2. Mantendo a perna esticada, eleve-a até 
que o joelho fique no mesmo nível do outro.

3. Mantenha por 10 segundos e abaixe lentamente.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






 



Exercício # 13

1. Fique em pé, com os pés separados uns 30 cm, apoiando-se em objeto sólido apenas para 
manter o equilíbrio.

2. Eleve-se lentamente sobre os dedos dos pés, tão alto quanto possível.

3. Mantenha por 10 segundos e abaixe lentamente.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 
Exercício # 14 

1. Sente-se junto a uma parede e coloque a 
tira elástica como mostrado.

2. Empurre lentamente os dedos dos pés 
para a frente.

3. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente a posição inicial.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS:. Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la. 


Exercício # 15 

1. Deite-se de costas com uma toalha de
rosto enrolada debaixo do joelho.

2. Eleve o calcanhar do solo até a perna estar esticada.

3. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.



Exercício # 16 

1. Deite-se de costas com o joelho a exercitar esticado e o outro dobrado.

2. Coloque a bolsa com 1/2 l d'água (1/2 kg),
no pé.

3. Mantendo a perna esticada, eleve-a até 
que o joelho fique no mesmo nível do outro.

4. Mantenha por 10 segundos e abaixe lentamente.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição 
em vez de melhorá-la.


Exercício # 17 

1. Deite-se de costas com uma toalha de 
banho enrolada em baixo do joelho e outra 
perna dobrada.

2. Coloque 1/2 kg no pé, como na figura.

3. Eleve o calcanhar até que a perna fique esticada.

4. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição
em vez de melhorá-la. 

 



Exercício # 18

1. Sente-se na borda de uma mesa.

2. Coloque um Peso de 1/2 kg no tornozelo.

3. Estique completamente a perna.

4. Mantenha por 10 segundos.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.





 
Exercício # 19 

1. Prenda a tira elástica num objeto firme e 
no tornozelo.

2. Leve a perna reta para a frente, como na figura.

3. Mantenha por 10 segundos e relaxe lentamente.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.



Exercício # 20 

1. Prenda a tira elástica num objeto firme e no tornozelo.

2. Leve a perna reta para trás, como na figura.

3. Mantenha por 10 segundos e relaxe lentamente.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo seu terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.



Exercício # 21

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e 
ao tornozelo.

2. Fique em pé com os dedos apontando à frente.

3. Cruze a perna presa à frente da outra.

4. Mantenha por 10 segundos e relaxe lentamente.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.



Exercício # 22

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e 
ao tornozelo. 

2. Fique em pé com os dedos apontando à frente.

3. Eleve o quadril para fora, sem deixar que 
ele se desloque para a frente.

4. Mantenha por 10 segundos e relaxe lentamente.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.






Exercício # 23 

1- Amarre uma tira el ástica como na figura.

2- Deite-se de costas com uma toalha de 
banho enrolada debaixo do joelho.

3- Estique a perna até que ela fique reta.

4- Mantenha por 10 Segundos e relaxe 
devagar.

5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la.

 

 



Exercício # 24

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme, como uma Porta, e ao tornozelo.

2. Sente-se em unia cadeira e puxe a tira elástica até sentir uma boa resistência.

3. Mantenha por 10 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la,

 

Exercício # 25

1. Fique em pé com as costas contra a parede
e os pés afastados na largura de seus
ombros e a 40 em da parede.

2. Lentamente, escorregue pela parede até
ficar como se estivesse sentado numa 
cadeira.

3. Mantenha por 10 segundos e volte lentamente.

4. Repita 3 vezes. 1 ou 2 vezes ao dia.

 




 



Exercício # 26

1. Comece em pé e mantenha a coluna ereta, em posição neutra, ao longo de todo o 
exercício.

2. Coloque uma perna à frente e flexione-a lentamente.

3. Volte a ficar em pé devagar, fazendo os movimentos na ordem inversa.

4. Repita o exercício alternando os lados.

5. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 27 

1. Empilhe livros no chão até 15 em de altura,
e apóie-se numa cadeira para ajudar a 
equilibrar-se.

2. Suba o degrau lentamente.

3. Desça devagar.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

5. Repita com o outro lado.

OBS: use o peso recomendado pelo fisioterapeuta. Caso contrário, você poderá estar piorando sua condição em vez de 
melhorá-la.


 
 
 

 
 


Exercício # 28

1. Fique em pé com os dois pés sobre a tira elástica como na figura.

2. Devagar, dobre os joelhos em 1/3.

3. Devagar, estire as pernas novamente.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 

 


Exercício # 29

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e à cintura (pode ser com um cinto).

2, Fique em pé, com as mãos na cintura.

3. Caminhe para a frente, esticando a tira elástica, até sentir uma resistência significativa, 
sem dobrar o corpo.

4. Volte à posição original.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 


Exercício # 30

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e à cintura (pode ser com um cinto).

2. Fique em pé, com as mãos na cintura.

3. Caminhe para trás, esticando a tira elástica, até sentir uma resistência significativa, sem 
dobrar o corpo.

4. Volte à posição original.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 
Exercício # 31

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e à cintura (pode ser com um cinto).

2. Fique em pé, com as mãos na cintura.

3. Caminhe para o lado, esticando a tira elástica, até sentir urna resistência 
significativa, sem dobrar o corpo.

4. Volte à posição original.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

6. Repita com o outro lado.

OBS.: Use a carga recomendada pelo
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la. 



 



Exercício # 32

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e à cintura (pode ser com um cinto).

2. Afaste-se de frente até sentir unia resistência significativa.

3. Nesse lugar, trote sem sair do lugar por 10 segundos.

4. Repita 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de 
melhorá-la.

 

 

Exercício # 33 

1. Prenda a tira elástica a um objeto firme e à cintura (pode ser com um cinto).

2. Afaste-se de lado até sentir uma resistência significativa.

3. Ponha a perna a exercitar para fora, uns
60 a 90 cm, e conforme o pé toca o chão, 
dobre a perna a uns 90º.

4. Estabilize-se e com um empurrão da perna, volte à posição original e relaxe.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

OBS.: Use a carga recomendada pelo 
terapeuta, ou poderá piorar sua condição em vez de melhorá-la. 




 

 

 

 EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS PARA O OMBRO


*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional 

 
Exercício # 1

1. Fique em pé, incline-se, deixe o braço do
lado afetado livre, e apoie-se com a outra 
mão sobre uma cadeira ou mesa. 

2. Para iniciar, mova o corpo (não o braço!), 
de modo que o braço faça um movimento 
pendular para trás e para diante.

3. Usando o mínimo de força, faça o braço manter o movimento iniciado pelo corpo por 
30 segundos, enquanto o corpo fica imóvel.

4. Repita os passos 2 e 3 , agora com movimentos para a direita e esquerda.

5. Repita os passos 2 e 3, movendo o braço
em círculo, para um lado e para o outro.

6. Repita sempre que necessário para aliviar 
a tensão.



 




Exercício # 2

1. Relaxe os ombros. 

2. Gire os ombros para trás devagar (volta completa). 

3. Gire os ombros para a frente devagar (volta completa). 

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 




Exercício # 3

1. Relaxe os ombros.

2. Gire os ombros para trás devagar (volta completa).

3. Gire os ombros para a frente devagar (volta completa).

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 4

1. Fique em pé. Segure o cotovelo do lado afetado com a outra mão (ver figura).

2. Puxe o cotovelo e braço sobre o peito até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



  Exercício # 5 

  1. Fique em pé perto de uma parede, mantendo um ângulo de 30º com ela (ver detalhe na 
  figura). 

  2. Devagar, "ande" com os dedos na parede, para cima, até sentir alongar bem.

  3. Chegando ao limite, dobre os joelhos um pouco para aumentar o alongamento.

  4. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

  5. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 6

1. Fique em pé, aproximadamente a 50 cm de um canto de paredes, com os antebraços 
apoiados nas paredes.

OBS: varie o alongamento, variando a altura dos braços, ou afastando-se mais do canto.

2. Com os pés firmes e corpo reto, mova o corpo para frente até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 



Exercício # 7

1. Fique em pé, coloque a mão do lado afetado na base da nuca e com a outra segure o 
cotovelo.

2. Puxe o cotovelo em direção à cabeça até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 

Exercício # 8 

1. Segure o bast ão por trás das costas como 
na figura. 

2. Deslize o bastão sobre as costas, para 
cima, até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






 



Exercício # 9

1. Sente-se e segure o bastão com ambas as mãos estendidas à frente (1).

2. Eleve ambos braços acima da cabeça, até sentir alongar bem (2).

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 10

1. Fique em p é. Segure o bastão com a mão 
do lado afetado como mostra a figura.

2. Usando a outra mão e o bastão como 
ajuda, estenda o braço afetado para o alto.

OBS: o braço não deve ficar alinhado ao 
corpo, mas um pouco à frente (ver detalhe).

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.





 



Exercício # 11

1. Fique em p é com as mãos atrás das costas, segurando o bastão como mostrado (palmas
das mãos para trás).

2. Mova os braços para trás até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 


Exercício # 12

1. Fique em pé, com os cotovelos dobrados e colados junto ao corpo, segurando uma toalha 
de rosto enrolada entre o cotovelo do lado afetado e o corpo.

2. Segure o bastão na sua frente, com a mão do lado afetado em concha na ponta do bastão.

2. Usando o bastão e a outra mão como ajuda, faça com que a mão e o antebraço do lado 
afetado girem para fora, sem deixar que o cotovelo desse lado se descole do
corpo até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 
Exercício # 13 

1. Segure um bast ão em frente à testa, com
as mãos afastadas ± 50 cm e os cotovelos 
para trás sem forçar.

2. Mova o bastão para trás e para baixo de 
sua nuca até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 


Exercício # 14 

1. Fique em p é, segurando a toalha como mostrado (lado afetado embaixo).

2. Puxe o lado afetado para cima, procurando estender o outro braço para cima, até sentir 
alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 





 



Exercício # 15 

1. Fique em pé, segurando a toalha como mostrado (lado afetado em cima, dobrado).

2. Puxe o lado afetado para as costas, girando-o, procurando estender o outro braço para
baixo, até sentir alongar bem.

3. Mantenha por 15 segundos e relaxe.

4. Repita 5 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




   Exercício # 16

   1. Fique em pé com os braços ao lado do corpo.

   2. Mova as escápulas para dentro e para baixo.

   3. Mantenha por 5 segundos.

   4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




Exercício # 17

1. Dobre o cotovelo do lado afetado, mantendo-o colado ao corpo, segurando uma toalha de
rosto enrolada entre o cotovelo e o corpo, e segure o antebraço com a outra mão (ver figura).

2. Force o antebraço afetado de encontro ao corpo, ao mesmo tempo que impede o 
movimento com a outra mão.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




Exercício # 18

1. Dobre o cotovelo do lado afetado, mantendo-o colado ao corpo, segurando uma toalha de
rosto enrolada entre o cotovelo e o corpo, e segure o antebraço com a outra mão (ver figura).

2. Force o antebraço afetado para fora, ao mesmo tempo que impede o movimento com a 
outra mão.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

Exercício # 19 

1. Deite-se de costas com os braços 
estendidos para cima.

2. Eleve os ombros como se estivesse empurrando o teto para cima, sem levantar a cabeça.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.


 


Exercício # 20

1. Fique em pé, com os braços relaxados.

2. Levante os braços, mantendo-os estendidos, até em cima, tanto quanto possível.

3. Retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes,1 ou 2 vezes ao dia.


Exercício # 21

1. Fique em p é, com os braços relaxados ao lado do corpo (1).

2. Eleve os braços até começar a doer (2).

OBS: os braços não devem ficar alinhados ao corpo, mas um pouco à frente (ver detalhe).

3. Retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




Exercício # 22

1. Fique em pé com as mãos contra a parede, 
os braços na horizontal e o corpo ligeiramente inclinado.

2. Mantendo a posição firme, deixe seu tronco mover-se à frente devagar, e mantenha por 
5 segundos.

OBS: Mantenha a cabeça ereta. Não dobre os cotovelos.

3. Depois, empurre seu tronco para trás o quanto puder, e mantenha por 5 segundos.

4. Repita o ciclo 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao 
dia.








  Exercício # 23 

  1. Sente-se ereto, com um dos braços apoiado no assento, ligeiramente afastado.

  2. Gradualmente vá aumentando o peso sobre esse braço. Não deixe que o ombro se mexa, 
  nem dobre o cotovelo.

  3. Mantenha por 5 segundos.

  4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
Exercício # 24 

1. Deite-se de barriga, com os braços escansando ao lado do corpo e a testa 
apoiada numa toalha de rosto enrolada.

2. Junte as escápulas.

3. Mantendo-as juntas, eleve os braços até 
que as mãos fiquem no ar.

4. Mantenha por 5 segundos e relaxe 
devagar.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




Exercício # 25 

1. Apoie-se nos bra ços de uma cadeira com seus braços retos, ajudando com as pernas 
conforme necessário.

2. Deixe seu corpo deslizar para baixo 
devagar, sem dobrar os cotovelos.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Empurre seu corpo para cima tanto quanto possível.

5. Mantenha por 5 segundos.

6. Sente-se devagar para descansar seus pulsos.

7. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.







Exercício # 26

1. Fique em p é, com os cotovelos colados ao corpo, segure uma tira elástica, mantendo as
mãos alinhadas com os cotovelos. Segure toalhas de rosto dobradas entre os cotovelos
e o corpo. (ver figura)

2. Afaste os braços simultaneamente, 
mantendo os cotovelos dobrados e colados junto ao corpo.

3. Mantenha por 5 segundos e retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.







Exercício # 27

1. Fique em pé, segure uma tira elástica como mostrado (1).

2. Eleve o braço do lado afetado para frente e para cima tanto quanto puder (2).

3. Retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia 

  Exercício # 28

  1. Fique em pé, segure uma tira elástica como mostrado (1).

  2. Mova o braço do lado afetado para trás tanto quanto puder (2).

  3. Mantenha por 5 segundos e relaxe devagar.

  4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia














Exercício # 29

1. Fique em pé, segure uma tira elástica em diagonal, com os braços estendidos, como
mostrado.

2. Mova os braços para fora, esticando a tira elástica diagonalmente.

3. Mantenha por 5 segundos e relaxe devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

5. Repita o exercício, invertendo as posições 
dos braços.

6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício # 30 

1. Fique em p é, estenda o braço do lado afetado de lado, segurando uma tira elástica como 
mostrado (1).

2. Eleve o braço, parando quando começar a doer (2).

OBS: o braço não deve ficar alinhado com o corpo, mas um pouco à frente (ver detalhe).

3. Relaxe devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.







Exercício # 31

1. Prenda uma ponta da tira elástica a um objeto fixo. 

2. Com o cotovelo colado ao corpo, segure a outra ponta com a mão do lado afetado, 
dobrando o cotovelo em ângulo reto (1).

3. Gire o braço para fora, até (2), sem descolar o cotovelo do corpo.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Relaxe devagar

6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia 




Exercício # 32

1. Prenda uma ponta da tira elástica a um objeto fixo.

2. Segure a outra ponta com a mão do lado afetado, um pouco mais à frente do corpo (1).

3. Puxe o braço para trás, mantendo-o alinhado com o corpo (2).

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Relaxe devagar.

6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

  Exercício # 33

  1. Prenda uma ponta da tira elástica a um objeto fixo.

  2. Segure a outra ponta com a mão do lado afetado, com o cotovelo dobrado a 90º (1).

  3. Empurre o braço para frente, mantendo-o alinhado com o corpo (2).

  4. Mantenha por 5 segundos.

  5. Relaxe devagar.

  6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.







Exercício # 34

1. Prenda uma ponta da tira elástica a um objeto fixo.

2. Com o cotovelo colado ao corpo, segure a outra ponta com a mão do lado afetado, 
dobrando o cotovelo em ângulo reto (1).

3. Gire o braço para dentro, até (2), sem descolar o cotovelo do corpo.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Relaxe devagar

6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia





Exercício # 35

1. Sente-se segurando um peso de 1/2 Kg, ou o indicado por seu fisioterapeuta, em cada mão,
com o dorso da mão voltado à frente*

2. Eleve os braços para cima tanto quanto possível.

3. Retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

* Siga o indicado pelo fisioterapeuta mesmo parecendo poder levantar mais, ou poderá piorar 
sua condição.

Exercício # 36 

1. Deitado de costas, segure um peso de 1/2
Kg em cada mão, ou o indicado por seu fisioterapeuta, com os braços apontados para cima *.

2. Eleve os ombros do apoio conforme move
as mãos para cima.

3. Mantenha por 5 segundos e relaxe 
devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

* Siga o indicado pelo fisioterapeuta mesmo parecendo poder levantar mais, ou poderá piorar sua condição.







Exercício # 37 

1. Fique em pé, segure um peso de 1/2 Kg em cada mão, ou o indicado por seu 
fisioterapeuta*.

2. Eleve os braços devagar, tanto quanto possível.

OBS: os braços não devem ficar alinhados 
com o corpo, mas um pouco à frente 
(ver detalhe).

3. Retorne à posição inicial devagar.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

* Siga o indicado pelo fisioterapeuta mesmo parecendo poder levantar mais, ou poderá 
piorar sua condição.


EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS PARA O TORNOZELO


*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional 

 

Exercício # 1

1. Posicione-se contra uma parede com uni pé para trás como mostrado.

2. Aponte os dedos para a frente e o 
tornozelo apoiado no piso.

3. Apóie-se na parede até sentir alongar.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia




 



Exercício # 2

1. Dobre o tornozelo para cima tanto quanto poss ível.

2. Mantenha por 5 segundos.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 3

1. Dobre o tornozelo para baixo tanto quanto poss ível.

2. Mantenha por 5 segundos.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 4

1. Sente-se como mostrado, puxando os 
dedos do p é até alongar.

2. Mantenha por 5 segundos.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.



 



Exercício # 5

1. Sente-se ereto na beirada de uma cadeira, com um pé mais próximo dela.

2. Mantenha o pé apoiado totalmente no piso.

3. Mova esse pé com o joelho para a frente e para trás até alongar, mantendo-o em cada 
posição por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 6 

1. Ajoelhe-se sobre uma perna, com o dedão apontado para trás, como mostrado.

2. Deixe o peso de corpo cair gradualmente 
até sentir alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

5. Repita com o outro pé.



 



Exercício # 7

1. Apóie a frente dos pés sobre um livro ou bloco, de modo que os tornozelos não toquem o 
chão (Altura do livro ou bloco deve ser indicada pelo fisioterapeuta).

2. Apóie as mãos sobre algo sólido, como a cadeira mostrada ou parede.

3. Deixe seu corpo descer até sentir alongar.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 




Exercício # 8

1. Apóie a frente de um pé sobre um livro ou bloco, de modo que o tornozelo não toque o chão 
(Altura do livro ou bloco deve ser indicada pelo fisioterapeuta).

2. Apóie as mãos sobre algo sólido, como a cadeira mostrada ou parede.

3. Deixe seu corpo descer até sentir alongar.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

6. Repita com o outro pé.

 

Exercício # 9 

1. Sente-se com a perna cruzada e agarre o 
pé como mostrado.

2. Com a mão, vire o pé todo para cima até alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Com a mão, vire o pé todo para baixo até alongar.

5. Mantenha por 5 segundos.

6. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício # 10

1. Ajoelhe-se sobre uma perna, como 
mostrado, com o outro p é bem apoiado no chão.

2. Incline-se à frente até sentir alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






Exercício # 11

1. Ajoelhe-se sobre uma perna como 
mostrado, apoiando-se sobre o joelho e 
dedos do pé dobrados.

2. Apóie gradualmente o peso do corpo sobre
a perna dobrada até alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.






 



Exercício # 12

1. Posicione seu corpo à distância de um braço da parede como mostrado.

2. Aponte os pés para a frente e apóie os calcanhares no chão.

3. Incline-se para a parede até alongar.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 

 
Exercício # 13 

1. Sente-se no chão com uma toalha ou faixa 
ao redor do pé como mostrado.

2. Puxe a ponta do pé para seu corpo até alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 






 



Exercício # 14 

1. Sente-se com as solas dos pés voltadas para dentro, como mostrado.

2. Procure juntar os joelhos e empurre para baixo até 
sentir alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.





 



Exercício # 15

1. Sente-se com os joelhos juntos e as solas dos pés para fora, como mostrado.

2. Empurre para dentro e para baixo até sentir alongar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 



Exercício # 16

1. Caminhe sobre os calcanhares com os dedos do pé levantados. 
(Segure-se numa parede se necessário).

2. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 

 



Exercício # 17

1. Dobre o tornozelo para cima tanto quanto possível e mantenha por 5 segundos.

2. Depois, dobre o tornozelo para baixo tanto quanto possível e mantenha por 5 segundos.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 

 



Exercício # 18

1. Mova seu tornozelo lentamente num grande c írculo.

2. Repita na direção oposta.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 

 

Exercício # 19 

1. Comece com o p é apoiado no chão como mostrado.

2. Mantendo o calcanhar no chão, dobre a toalha repetidamente (1 dobra = 1 repetição).

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 





 



Exercício # 20 

1. Sente-se numa cadeira com o lado externo do pé contra a parede como mostrado.

2. Empurre o pé para baixo ao mesmo tempo que o força contra a parede.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 21

1. Sente-se numa cadeira com o lado interno do pé contra a parede como mostrado.

2. Empurre o pé para baixo ao mesmo tempo que o força contra a parede.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 



Exercício # 22

1. Sente-se numa cadeira com o pé apoiado no chão. 

2. Empurre os dedos do pé para elevar o calcanhar como mostrado.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 

Exercício # 23 

1. Mova seu tornozelo lentamente, 
desenhando as letras do alfabeto "de A até 
Z".

2. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 






 

Exercício # 24 

1. Comece com o p é apoiado no chão. 

2. Usando os dedos do pé, pegue bolas de 
gude e coloque-as num copo.

3. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 





 


Exercício # 25

1. Sente-se em uma cadeira com os pés apoiados no chão e mãos sobre o joelho.

2. Empurre os dedos do pé para baixo para levantar o calcanhar, ao mesmo tempo que força seu 
corpo para a frente, aumentando a resistência.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 


Exercício # 26

1. Sente-se numa cadeira com um punho entre os joelhos.

2. Vire as partes internas dos pés para cima, deixando as partes externas apoiadas no chão.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 


Exercício # 27

1. Sente-se numa cadeira com um punho entre os joelhos.

2. Vire as Partes externas dos pés para cima, deixando as partes internas apoiadas no chão.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 



Exercício # 28 

1. Fique em pé com os pés separados uns 30 cm.

2. Eleve-se devagar sobre os dedos dos pés tanto quanto possível. Se necessário, ajude o equilíbrio 
segurando um objeto sólido.

3. Abntenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
 

Exercício # 29

1. Amarre unia tira elástica a um objeto sólido
e à ponta do pé como mostrado.

2. Dobre o pé em sua direção devagar.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes. 1 ou 2 vezes ao dia.





 


Exercício # 30 

1. Sentado em unia cadeira, coloque um pé sobre o outro.

2. Sem deixar que o pé de baixo se mova, force-o para cima contra o outro pé.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.
 



Exercício # 31

1. Fique sobre um pé enquanto se segura num objeto sólido.

2. Eleve-o devagar em seus dedos do pé tanto quanto possível.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

Exercício # 32

1. Deite-se de costas com a tira elástica ancorada em um objeto sólido e amarrada 
num pé.

2. Dobre a perua oposta para estabilizar a perna em exercício.

3. Gire a ponta do pé para fora tanto quanto possível.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 








 

Exercício # 33

1. Deite-se de costas com a tira elástica ancorada em um objeto sólido e amarrada 
num pé.

2. Dobre a perna oposta para estabilizar a perna em exercício.

3. Gire a ponta do pé para dentro tanto 
quanto possível.

4. Mantenha por 5 segundos.

5. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 




 

Exercício # 34

1. Sente-se no chão, colocando a tira elástica
como mostrado.

2. Empurre a tira elástica com o pé.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.





 


Exercício # 35

1. Sentado a mesa, monte a tira elástica como mostrado.

2. Sem mover o quadril ou joelho, mova o pé levantado para fora.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

 

 


Exercício # 36

1. Sentado a uma mesa, monte a tira elástica como mostrado.

2. Sem mover o quadril ou joelho, mova o pé levantado para dentro.

3. Mantenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.

  Exercício # 37 

1. Sentado com os pés no ar e joelhos juntos, amarre uma tira elástica nos pés como mostrado.

2. Gire os pés para fora.

3. Mxitenha por 5 segundos.

4. Repita 10 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia.




  Exercício # 38 

1. Comece equilibrando-se sobre a 
prancha de equil íbrio ou disco, com o pés bem apoiados, como mostrado.

2. Mantendo os pés apoiados, movimente
os tornozelos para balançar a prancha lentamente para um lado e o outro.

3. Tente evitar que as bordas do disco toquem o chão.

4. Faça por 1 minuto, 1 ou 2 vezes ao dia.






  Exercício # 39 

1. Comece equilibrando-se sobre a 
prancha de equilíbrio ou disco, com os pés 
em apoiados, como mostrado.

2. Mantendo os pés apoiados, movimente 
os tornozelos para balançar a prancha 
lentamente para um lado e o outro.

3. Tente evitar que as bordas do disco toquem o chão.

4. Faça por 1 minuto, 1 ou 2 vezes ao dia.





 
 



Exercício # 40 

1. Fique em um pé com uma mão na parede como mostrado.

2. Apoiando todo o pé no disco, use o movimento do tornozelo para mover o disco em movimento circular.

3. Faça por aproximadamente 10 segundos, repetindo 3 vezes, 1 ou 2 vezes ao dia. 
  Exercício # 41 

1. Fique em um pé sem apoiar a mão em nada.

2. Apoiando todo o pé no disco, use o movimento do tornozelo para mover o disco em movimento circular.

3. Faça por aproximadamente 10 segundos, repetindo 3 vezes, 1 ou 2 vezes

 

MÉTODO PILATES


• O Método de Joseph Pilates

É um método de desenvolvimento físico e mental, busca o fortalecimento muscular, a melhora da flexibilidade e o alinhamento postural adequado. É feito no solo e também em vários aparelhos específicos.

As aulas baseiam-se em exercícios de força e alongamento com esforços concêntricos e excêntricos, trabalhando principalmente a musculatura do tronco, a parte central do corpo, enfocando a área do abdome e músculos lombares. Os exercícios são feitos sempre de forma ativa.

São mais de 500 exercícios que, pela necessidade de consciência corporal e pela precisão de movimentos, devem ser orientados por profissional credenciado.

A atividade é individual e, quando bem supervisionada, pode ser feita por qualquer pessoa, desde a mais bem treinada ao sedentário, do adolescente ao idoso, por mulheres grávidas e por pacientes em reabilitação. É indicado para condicionamento e reabilitação física, assim como para o bem estar.

Traz como benefícios associados , além do tratamento da patologia específica, a melhora da concentração, da coordenação motora e da consciência corporal.

• História

Joseph Hubertus Pilates (1880-1967) nasceu na Alemanha. Teve uma infância doentia, com asma, raquitismo e febre reumática. Resolvido a tornar-se fisicamente forte e saudável estudou anatomia, fisiologia, cultura física e ginástica além de vários esportes. Aos 32 anos mudou-se para a Inglaterra aonde trabalhou como lutador de boxe, artista de circo e treinador de auto defesa da polícia inglesa. Por ser alemão, em 1914, foi mandado a um campo de prisioneiros. Lá aprofundou seus conhecimentos sobre saúde e condicionamento físico e montou para os prisioneiros um programa de exercícios realizados no solo.

O reconhecimento inicial de sua técnica veio pelo fato de que nenhum dos prisioneiros daquele campo foi acometido pela epidemia de gripe que assolou e matou milhares de pessoas nos campos ingleses em 1918. No final da guerra foi transferido para a ilha de
Man, onde passou a trabalhar na reabilitação dos feridos de guerra.

Para isto passou a criar e desenvolver exercícios com as molas contidas nas próprias camas da enfermaria e notou que esses treinos ajudavam a condicionar os pacientes debilitados, pelo longo período que permaneciam acamados e restringidos. As molas então passaram a servir para recuperar força, flexibilidade e resistência, além de restabelecer o tônus muscular dos internos mais rapidamente. 

O refinamento destas técnicas de tratamento evoluiu para a criação dos equipamentos de mecanoterapia específicos do método Pilates – o Cadillac e o Reformer que continuam até hoje em uso.

J.H.Pilates retornou para Hamburgo, ampliou seus conhecimentos e métodos e trabalhou principalmente com a força policial da cidade. Em 1926 decidiu imigrar para os Estados Unidos e junto com sua esposa, enfermeira que conheceu na viagem, montou em Nova York o Studio Pilates.

O método manteve-se durante muito tempo restrito ao próprio autor e seu Studio.

Pilates publicou apenas 2 pequenos livros e por receio da disseminação de suas técnicas, manteve o monopólio de seu conhecimento. Pessoalmente certificou apenas pouquíssimas pessoas.

Baseou-se em princípios de cultura oriental, unindo noções de concentração e equilíbrio,
percepção, controle corporal e flexibilidade, dando importância à força e ao tônus muscular.

Concentrou-se na tentativa de controle, o mais consciente possível, dos músculos envolvidos no movimento. A isso chama de “contrologia”.


• São 6 os princípios fundamentais:

- Concentração: a atenção que é dada para cada uma das partes do corpo. Nenhuma é relegada. Busca-se a maior eficiência possível. O objetivo da técnica é o aprendizado motor.

- Controle: a consciência dos músculos agonistas, isto é, dos realizadores de uma atividade específica, mantendo um padrão suave e harmônico do movimento.

- Precisão: importante na qualidade do movimento, principalmente no realinhamento postural do corpo.

- Centramento: este princípio foi chamado por Pilates de “Powerhouse” ou centro de força. Considerado por Pilates o ponto focal para o controle do corpo. É formado por 4 camadas de músculos abdominais: o reto do abdome, oblíquo interno e externo, transverso do abdome; pelos eretores profundos da coluna, os extensores e flexores do quadril, juntamente com os músculos do períneo. Esse conjunto muscular forma uma estrutura de suporte responsável pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. É o centro de força.

- Respiração: Pilates considerava a respiração correta como fator essencial no início do movimento. Em seu método descreve um padrão respiratório específico que pretende diminuir o cansaço, otimizar e ampliar a capacidade respiratória.

- Movimento Fluido: refere-se ao tipo de movimento, que deve ser controlado, contínuo e leve, absorvendo os impactos do corpo com o solo, utilizando a inércia e evitando choques que poderiam levar ao desgaste prematuro.



• Equipamentos para exercícios no método Pilates:

Além dos exercícios no solo (MAT-Pilates), o método utiliza vários aparelhos complementares:




Reformer: O primeiro equipamento construído por Pilates. Em forma de cama , é composto por um carrinho deslizante que se move sobre trilhos e é ligado a molas para oferecer resistência variável. 

Os exercícios neste aparelho são tipicamente para as coxas (lateral, anterior 
e posterior), o abdome, o quadril e o peito, e são especialmente benéficos para a coluna vertebral rígida.


Cadillac: Possui 2 barras de ferro fixas a um colchão, barra de trapézio, dois pares de alça de tornozelo e coxa ajustável, duas barras móveis- uma horizontal e outra vertical, e nele realizam-se exercícios em posição sentada, deitada, ajoelhada, em pé, ou em quadrupedia .

É utilizado para os exercícios aéreos. Permite fazer mais de 200 exercícios. O enfoque maior é nos pés, coxas, coluna vertebral, cintura pélvica, abdômen e ombros.




Combo chair: É um aparelho em forma de cadeira com estrutura de madeira, molas com resistências diferentes, parafusos em escalas (alavancas) e ganchos em dois pedais. 

Usado para exercícios de sustentação postural. 

Excelente para reabilitação do joelho, trabalha também coluna, ombros, abdômen e extremidades superiores

Barrel: É um aparelho formado por um meio barril almofadado, ligado a um espaldar à sua frente. Usado para fortalecer o tronco, o abdômen e para alongar a musculatura da região dorsal da coluna.



Complementos: São usados vários complementos como anéis de esforço, bolas, barras etc.. 



• Técnica:

A técnica de Pilates divide-se em exercícios realizados no solo e em aparelhos. Os realizados no solo (Mat-Pilates), caracterizam-se por ter um caráter educativo, enfatizando o aprendizado da respiração e do centro de força. 





Quando se associa o uso dos aparelhos abre-se uma imensa variedade de movimentos, todos eles rítmicos, controlados e associados a treinos de respiração e correção postural.

 
 
 
FISIOTERAPIA DOMICILIAR

• Fisioterapia:

O objetivo da fisioterapia, na clínica ou em domicílio, é garantir a melhor qualidade de vida possível para cada indivíduo. Para isso, o fisioterapeuta utiliza várias técnicas que conhece para recuperar lesões, prevenir complicações, além de reintegrá-lo à sociedade.

A fisioterapia atua em diferentes áreas e apresenta excelentes resultados em ortopedia, neurologia, reumatologia, pediatria, pneumologia, cardiologia, ginecologia e obstetrícia, entre outras.


• A Fisioterapia Domiciliar:

Atualmente, nota-se uma crescente tendência à valorização do atendimento de fisioterapia domiciliar. A existência de macas portáteis e aparelhos compactos permite que o fisioterapeuta vá até o paciente, mantendo o padrão do atendimento, que antes só era conseguido nas clínicas.

A fisioterapia em domicílio inicialmente realizada por pacientes que, por motivos de saúde, não podiam se deslocar até as clínicas, passa agora a oferecer a todos os pacientes a possibilidade de não precisar enfrentar o trânsito das grandes cidades, a flexibilidade de horários e a comodidade de estar em sua própria casa.

Características:


A sessão dura por volta de 60 minutos. O médico determinará o tipo de tratamento, que poderá ser: RPG ou Fisioterapia convencional.

Na Reeducação Postural Global (RPG), fisioterapeuta e paciente trabalham ativamente. Essa técnica é realizada em uma maca específica para RPG.

A fisioterapia convencional é realizada em uma maca normal e pode contar com aparelhos portáteis – Ultra-som, Laser, FES e TENS – e com exercícios sem carga ou até com halteres, caneleiras, elásticos de fortalecimento e outros.

Preço
O valor do atendimento em domicílio é composto pelo valor da sessão realizada na clínica, acrescido de uma taxa variável, referente ao deslocamento do fisioterapeuta, variando de acordo com a região.

 

TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE (ESWT)


O Que é Terapia Extracorpórea Por Ondas de Choque (TOC / ESWT)?

É uma onda de energia curta, porém intensa e mais rápida que a velocidade do som. A palavra “extracorpórea” significa “fora do corpo”.

Essa terapia foi introduzida na medicina há 20 anos para o tratamento de cálculos renais. Desde então, as ondas de choque têm mudado substancialmente o tratamento de rolitíase
(pedra no rim), porém somente a cerca de 10 anos ela começou a ser usada em tratamentos ortopédicos.

Na ortopedia o objetivo é estimular o processo de cura biológica em tendoões, tecidos próximos e ossos, além disso, a intensidade e a focalização das ondas de choque é diferente.


O Que é Biocirurgia Por Ondas de Choque?

A terapia por ondas de choque também é conhecida por biocirurgia por onda de choque, embora não implique intervenção cirúrgica.



O Que a Terapia Por Ondas de Choque Pode Tratar?

Pode ser usada para tratar uma grande variedade de alterações músculo-esqueléticas, principalmente as que envolvem as inserções tendíneas nos ossos, como no ombro (Síndrome do Manguito Rotador), no cotovelo (Epicondilite Lateral), no quadril e no
joelho (Tendinites).

Porém, a área que mais vem sido tratada por essa terapia é o pé, principalmente em casos de: Fasciíte Plantar,Tendinite de Calcâneo – ou Aquiles, tendinoses (dor e degeneração do tecido conectivo e muscular) e em lesões articulares.

A terapia por ondas de choque também pode ser utilizada para tratar falhas na calcificação óssea, em fraturas por stress, necrose avascular e no retardo de calcificação.

Em congressos recentes, foi mostrado que a TOC tem sido usada em tratamentos de outras patologias como: lesões isquêmicas na pele (como úlceras), infecções, anginas, artrite, distrofia reflexa simpática e algumas condições neurológicas.


Quando é Considerada Como Tratamento ?

Na presença dos seguintes critérios:

• Quando o paciente é diagnosticado com alguma lesão que possa ser tratada por essa terapia;

• Quando tratamentos mais simples e mais baratos não obtiveram resultados;

• Como opção terapêutica nos casos em que o próximo passo seria a cirurgia;


Quando a TOC / ESWT Não Pode Ser Usada ?

Não é comumente usada:

• Na presença de tumores ósseos,

• Na presença de alterações no metabolismo ósseo,

• Em casos de alterações nervosas ou circulatórias,

• Em gestantes,

• Sobre a placa de crescimento ósseo,

• Em órgãos do corpo que apresentem gás ou ar (como o pulmão).


Quais os Resultados?

Estudos independentes mostram que a média de bons resultados está entre 65% e 90%.


Os Resultados São Rápidos?

A maioria dos pacientes já apresenta alívio após a primeira sessão, porém esta melhora pode ser temporária.

A cura de uma lesão demora dias para ter início, mas alguns pacientes relatam grande melhora antes do final da segunda semana de tratamento. O tempo total do tratamento dependerá da lesão e da resposta de cada paciente, mas o alívio da dor normalmente acontece antes do término do tratamento.

A TOC / ESWT É Segura?

Essa tecnologia já vem sendo usada há décadas em milhares de pessoas em toda a Europa principalmente em países de origem germânica (Áustria, Suíça, Alemanha), onde originou-se a tecnologia.

Raramente, podem surgir efeitos colaterais, como vermelhidão, prurido e queimaduras.


Como Funciona?

A TOC estimula a produção de algumas substâncias dentro do corpo, estimulando a cura da lesão por aumento da neovascularização local. Mas o que diferencia esta terapia é o fato de ela ter sua grande indicação em casos crônicos, nos quais outros tipos de tratamento não obtiveram sucesso.


Como a TOC / ESWT Promove Cura Dos Tecidos?

Esta terapia estimula a cura através da formação de substâncias que estimulam a cicatrização dos tecidos patológicos. Isto ocorre por formação e proliferação de novos vasos sangüíneos na área irradiada. Além disso, as microlesões promovidas pela onda de choque seriam também um estímulo a mais para o processo de reparação. 


Como é a Sessão?

O tratamento não é invasivo, por isso não há nenhum tipo de sangramento visível ou cicatriz. É totalmente ambulatorial, não havendo necessidade de hospitalização. Na sala de tratamento, o paciente será acomodado sentado ou deitado, dependendo da região a ser tratada. O equipamento será acoplado diretamente na área do corpo a ser tratada e em seguida se iniciará a emissão das ondas de choque. A sessão dura em torno de 60 minutos.

 

 

 
PST® - PULSED SIGNAL THERAPY

Uma avançada tecnologia médica para o tratamento e prevenção da osteoartrose e da dor crônica associada às lesões do aparelho locomotor agora também na Clínica Deckers:

 
  Saiba mais:  
       
 


O Que é o PST® ?

Pulsed Signal Therapy (PST®) é uma avançada terapia médica não-invasiva destinada ao tratamento de um conjunto de doenças degenerativas, lesões, traumas agudos e dor crônica relacionadas ao sistema músculo-esquelético, em especial da Osteoartrose.

Qualquer articulação do sistema músculo-esquelético em movimento produz um campo elétrico. Esse campo é essencial para o processo de auto-regeneração das cartilagens, ossos e outros tecidos conjuntivos (músculos, tendões e ligamentos). Fatores como idade, excesso de peso, desgaste, doenças ou lesões articulares provocadas pela prática do esporte causam o distúrbio desse campo elétrico e impedem, assim, os processos de reconstrução e regeneração dos tecidos articulares.

O tratamento PST® consiste no envio à articulação afetada de campos eletromagnéticos pulsáteis de baixa intensidade e freqüência variável. Os pulsos PST® atuam na reconstrução do campo elétrico fisiológico, estimulando o metabolismo e a atividade dos condrócitos (células das cartilagens), reativando assim o processo inato e biológico de regeneração dos tecidos afetados.

PST® é, portanto, um tratamento não-invasivo que atua nos mecanismos biológicos de regeneração dos tecidos. Os campos magnéticos PST® reproduzem um campo elétrico cujas propriedades são equivalentes às produzidas pelo próprio organismo.

A tecnologia PST® é resultado de 30 anos de pesquisas, tendo sido apresentada em diversos congressos internacionais nos últimos anos, sendo objeto de várias dezenas de estudos e de publicações em revistas médicas e científicas que comprovaram seus resultados e sua eficácia. Foi lançada comercialmente na Alemanha em 1996 e tem sido adotada progressivamente em vários países da Europa, Américas do Norte e do Sul, Ásia e Oriente Médio.


Resultados: Os estudos científicos realizados demonstram que mais de 70% dos pacientes submetidos à PST® apresentam melhoria significativa em três aspectos clínicos: redução na intensidade da dor, na freqüencia da dor e aumento da mobilidade articular.





Mecanismos de Ação:



Qualquer articulação do sistema músculo-esquelético em movimento (existência de pressão mecânica) produz um campo elétrico.


A carga na articulação faz sair a água da matriz extra-celular da cartilagem. Essa água está ligada aos proteoglicanos (de carga elétrica negativa) sob a forma ionizada, além de conter íons Sódio (Na+). Juntamente com a água, saem então cargas positivas, ficando os proteoglicanos (de carga elétrica negativa) por neutralizar. Temos então uma diferença de potencial, streaming potential, originada pela saída de água e conseqüente saída de carga positiva da matriz extracelular da cartilagem, que vai gerar o sinal piezoeléctrico para se produzirem mais proteoglicanos e condrócitos. É o que sucede na cartilagem sã. Na cartilagem doente, sujeita a carga excessiva, este mecanismo está alterado ou já não existe.
É aqui que atua a PST®, recriando o streaming potential da articulação sã, sem carga e sem movimento de fluido, usando campos eletromagnéticos pulsáteis e de intensidade variável.





Indicações:

Nas Artroses - Doenças Degenerativas Articulares:

• Osteoartrose do Joelho;
• Osteoartrose da Coluna;
• Osteoartrose do Quadril;
• Osteoartrose Femuropatelar;
• Condromalacia;
• Osteoartrose de outras Articulações.


Nas Síndromes Dolorosas Agudas da Coluna Vertebral: 

• Cervicalgias;
• Dorsalgias;
• Lombalgias;
• Discopatias;
• Ciatalgias.


Nas Tendinopatias: 

• Epicondilite Lateral e Medial (Tennis Elbow);
• Tendinite Supra Espinhosa (Ombro);
• Tendinites dos Músculos Flexores e Extensores do Punho;
• Tendinite de Aquiles;
• Entesopatias;
• Bursites;
• Outras Tendinites.


Nas Lesões e Traumas Esportivos:

• Lesões Parciais nos Ligamentos;
• Lesões Parciais nos Meniscos;
• Fratura de Stress;
• Pseudoartrose;
• Pós-operatórios Ortopédicos.


Adjuvante nas Doenças Reumáticas:

• Artrite Reumatóide;
• Outras Artrites Inflamatórias não-infecciosas.



Contra Indicações:

• Portadores de marca-passo;
• Doentes neoplásicos (tumores) – só se remissão > 5 anos;
• Doenças inflamatórias causadas por bactérias ou infecto-contagiosas;
• Insuficiência cardíaca severa;
• Arritmias;
• Angina peitoral;
• Epilepsia;
• Grávidas;
• Crianças menores de 12 anos;

• Observação: Pacientes com próteses, parafusos ou material de osteossíntese PODEM efetuar o tratamento sem nenhuma restrição. Apenas próteses em puro ferro (Fe) são desaconselháveis. No entanto, há muito que tais próteses não são utilizadas. Ligas metálicas em que se inclua Fe são COMPATÍVEIS com o tratamento. Ligas de titânio (ou outras ligas metálicas), com componentes de plástico, são normalmente usadas nos casos de articulações artificiais, sendo também COMPATÍVEIS com o tratamento PST®.

Tratamentos contra-indicados durante a realização e até 6 semanas após o término da PST®:

• Injeções e infiltrações intra-articulares;
• Outros tratamentos invasivos;
• Exercícios com carga pesada;
• Manipulação passiva das articulações.




Benefícios e Vantagens:



Não Invasiva

Não há nenhuma incisão ou penetração no corpo, nem administração de substâncias químicas. A terapia é realizada posicionando-se adequadamente a articulação a ser tratada na bobina geradora do campo magnético. Não há necessidade de o paciente tirar a roupa ou de vestir qualquer traje especial. O equipamento PST® enviará à articulação afetada campos eletromagnéticos pulsáteis de baixa intensidade e freqüência variável, que estimularão a reconstrução do seu campo elétrico fisiológico, estimulando a reativação do processo de regeneração dos tecidos afetados. É um tratamento simples de ser administrado, bem tolerado pelos pacientes, independentemente da idade e condição física.


Biológica

O sinal PST® corresponde ao sinal eletrofisiológico produzido por uma articulação sadia em movimento. Reproduz, desta forma, os mecanismos biológicos do corpo humano, estimulando o metabolismo celular e os processos naturais de regeneração (por meio da estimulação dos condrócitos).


Indolor

A Terapia PST® é indolor. Alguns pacientes podem sentir uma sensação de formigamento e/ou aquecimento na região que está sendo tratada, assim como experimentar um aumento temporário da dor durante o tratamento. Isto é considerado um sinal positivo, devido à resposta do organismo à estimulação da PST®. Muitos pacientes, entretanto, podem sentir a redução da dor e melhoria na mobilidade e funcionalidade da região tratada já durante a aplicação da terapia.


Isenta de Efeitos Colaterais

O campo magnético gerado pelo equipamento tem intensidade muito baixa, equivalente a apenas um milésimo de uma Ressonância Magnética. Graças a esse campo de padrão biológico, que imita os impulsos gerados pelo organismo sadio, não existem efeitos colaterais. Até a presente data não são conhecidos quaisquer efeitos colaterais adversos.


Eficaz

Estatisticamente, em mais de 70% dos casos, a PST® proporciona progressos sensíveis, não só na reabilitação dos movimentos das articulações como também na atenuação ou desaparecimento das dores. Verifica-se que, além da melhora nos aspectos clínicos (redução na intensidade da dor, na freqüência da dor e aumento na mobilidade articular), a PST® proporciona a melhoria da qualidade dos tecidos conjuntivos existentes, retardando o processo degenerativo e, portanto, propiciando melhor qualidade de vida. Os resultados costumam ser duradouros, não sendo freqüente a necessidade de reforço da terapia e, raramente, da sua repetição na mesma articulação.



Aplicações:

Em nove ou doze sessões de uma hora, realizadas diariamente

A terapia PST® consiste em 9 ou 12 aplicações, cada uma com duração de uma hora, feitas diariamente. Em casos específicos, as aplicações podem ser feitas em duas sessões diárias, desde que espaçadas em pelo menos 5 horas.

Uma única interrupção poderá ocorrer — por até 2 dias, geralmente para o fim-de-semana —, desde que pelo menos três sessões tenham sido completadas.

Para o tratamento da Coluna Vertebral (Cervical, Toráxica e Lombar), Joelhos e Extremidades (Mão, Cotovelo, Calcanhar e Tornozelo) são indicadas 9 sessões. Para o tratamento dos Quadris e Ombros são indicadas 12 sessões.

Nos casos onde mais de uma articulação requeira tratamento, as respectivas terapias deverão ser consecutivas, nunca alternadas ou simultâneas.


Com conforto, simplicidade e comodidade


A terapia é realizada posicionando-se adequadamente a articulação a ser tratada na bobina geradora do campo magnético. Não há necessidade do paciente se desvestir ou de utilizar traje especial. O posicionamento será feito pelo terapeuta PST®, habilitado e treinado, de maneira que o paciente permaneça pela próxima hora acomodado da forma mais confortável possível.

A aplicação só será perceptível pela pequena lâmpada (LED) que piscará no equipamento, demonstrando a atividade, e que a aplicação terapêutica estará em pleno progresso. Quando do término, o equipamento emitirá um ligeiro "bip" para alertar paciente e terapeuta.

A aplicação é bastante confortável, permitindo uma atmosfera acolhedora, favorável ao sentimento de bem-estar, relaxamento e sono. Geralmente, aos pacientes, é oferecida leitura para passar o tempo. É muito freqüente que adormeçam, tranqüilos, especialmente quando utilizada a cama.


Silenciosamente e sem dor

A aplicação da PST® é totalmente silenciosa, e a grande maioria dos pacientes a faz sem nada sentir. Em alguns casos, poderá haver uma sensação de calor ou "formigamento" no local da aplicação. Em raríssimos casos o paciente reporta algum aumento na dor pré-existente, ocorrência que não alterará o resultado do tratamento.

Com bons resultados, sem efeitos colaterais

Os resultados, em geral, poderão ser mais bem prognosticados entre 6 a 8 semanas após a conclusão do tratamento. Entretanto, o efeito analgésico, para a maioria dos pacientes, costuma ocorrer logo após as primeiras aplicações.

Em mais de 70% dos casos, a PST® proporciona progressos sensíveis, não só na reabilitação dos movimentos das articulações como também na atenuação e desaparecimento das dores. Mesmo nos casos em que ela eventualmente se mostrar ineficaz, não haverá nenhuma piora em relação ao estado inicial.




Equipamentos PST® Para Tratamento na Clínica Deckers:




PST® H-300

Equipamento destinado ao tratamento da coluna vertebral (cervical, toráxica e lombar), quadris e ombros.

PST® H-100

Equipamento PORTÁTIL destinado ao tratamento dos joelhos e extremidades superiores e inferiores.

Em casos excepcionais e isolados, a critério médico, poderá ser também utilizado para o tratamento não-simultâneo de ombros e quadris.



Veja algumas fotos da sala de tratamento do PST na Clínica Deckers. Clique nas imagens para ampliá-las:





Para mais informações sobre o tratamento, aplicações e horários, entre em contato conosco.

 

 


Medicina Esportiva

RECUPERAÇÃO ATIVA

Treinamento Físico: Exercícios Repetidos Com Intervalo de Repouso ou Exercícios Com Intervalos de Recuperação Ativa ?

Recuperação Ativa: O Esforço a Mais Que Faz a Diferença !

Antes de iniciar qualquer pratica esportiva, devemos ter claro que o desempenho para a atividade física depende principalmente de três fatores: O treinamento físico propriamente dito, a nutrição e o descanso ou tempo de recuperação.

Durante uma sessão de treinamento, os períodos de descanso entre as séries de cada exercício e entre os exercícios durante a sessão, são determinados pelo objetivo do treinamento e varia consideravelmente entre cada individuo. Um dos fatores determinantes, por exemplo, é a idade.

Mas qual será a melhor maneira de se recuperar para o próximo exercício ou próxima sessão de treinamento ??? 

Simplesmente sentar e descansar entre os exercícios? Não fazer nenhuma atividade 
física entre as sessões de treinamento?

Não !

Muitos estudos têm sido realizados procurando esta resposta e a conclusão é que a recuperação ativa é a mais eficaz quando comparada a recuperação passiva.

Durante a recuperação precisamos restaurar as reservas de glicogênio e oxidar (eliminar) os metabólitos, principalmente o acido lático que atua inibindo a quebra do glicogênio e diminui a capacidade de contração muscular.

A restauração do glicogênio depende do tipo do exercício e da alimentação; já o ácido lático deve ser metabolizado. Para isto, é necessário que se aumente a oxigenação, aumentando o suprimento sanguíneo para o músculo fadigado.

A recuperação ativa visa justamente metabolizar o lactato e melhorar a performance atlética. É mais utilizado para exercícios de endurance, mas pode ser adaptado para o treino e força.

Portanto qualquer movimento que aumente a oxigenação entre as series de exercício vai ajudar nesse processo. O exercício durante a recuperação ativa deve ser de baixa intensidade (29% a 40% Vo²) como, por exemplo: pedalar, trotar no lugar, alongamento dinâmico.

Logo após o término da sessão de treinamento é aconselhável também realizar 10 a 15 min. de trote com intensidade leve (29% a 40% Vo²), já iniciando assim a metabolização do ácido lático. 




 

 

 
PSICOLOGIA DO ESPORTE E DO EXERCÍCIO FÍSICO

Intervenção:

• Melhorar as capacidades e habilidades psíquicas durante o exercício físico.

• Estabelecer e otimizar metas para cumprimento de objetivos.

• Acelerar e otimizar o restabelecimento psicológico.


Campos de intervenção:

1 - Esporte de alto rendimento (profissional)

2 - Práticas de tempo livre (amador)

3 - Reabilitação.


1 - Esporte de alto rendimento:

- Avaliação das características psicológicas esportivas;

- Ensino e orientação de técnicas mentais para melhoria de fatores como estresse, concentração, motivação, autoconfiança, entre outros.


2 - Práticas esportivas no tempo livre (amador):

- Motivos para a prática esportiva

- Fatores de adesão à atividade

- Ensino e orientação de técnicas mentais para melhoria de fatores como estresse, concentração, motivação, autoconfiança, entre outros.


3 - Reabilitação:

Público:

- Iniciantes na prática de exercício físicos

- Obesos

- Diabéticos

- Cardiopatas

- Esportistas

- Atletas de alta performance


A Psicologia do Esporte e do Exercício Físico atua na perspectiva de otimizar as habilidades psicológicas de qualquer pessoa, utilizando técnicas e procedimentos para melhoria de performance e desempenho.


Como trabalhamos:

Conforme a história de vida do esportista e suas demandas, avaliamos em primeira entrevista características relevantes que possam apontar comportamentos ou sintomas relacionados à questão física e mental. A partir destas informações, oferecemos sessões semanais para gerenciamento de níveis de estresse ou sessões de aconselhamento e/ou tratamento em psicoterapia breve.

Citamos como técnicas utilizadas em trabalhos de orientação psicofísica, as técnicas de relaxamento de Jacobson, o treino autógeno do Schultz, técnicas de respiração como a entonação de voz, entre outras. O objetivo principal é desenvolver conscientização corporal e, conseqüentemente, o auto conhecimento, a auto percepção, o gerenciamento das emoções, entre outros aspectos.

O objetivo deste trabalho e que o indivíduo desenvolva sua capacidade de administração de conflitos, sua auto eficácia, isto e que ele consegue utilizar as técnicas aprendidas no momento que for necessário.

Para cardiopatas e pessoas com fatores de risco para doenças cardíacas, o trabalho preventivo permite o cuidar de si física e mentalmente.

 

PREPARAÇÃO PARA UMA PARTIDA DE GOLFE


O segredo do golfe não está na força, mas sim na fluência dos movimentos, por isso, gastar 15 ou 20 minutos com aquecimento e alongamentos antes do jogo pode fazer a diferença entre um jogo abaixo da média e uma partida fantástica.

O aquecimento aumenta o fluxo sanguíneo e a temperatura dos músculos e deve ser seguido dos alongamentos, que melhoram a mobilidade e a consciência corporal e, como conseqüência, o desempenho no esporte. Essa rotina pré-jogo permite um melhor aproveitamento muscular, evita lesões e proporciona um melhor resultado.

A seguir, apresentamos uma cartilha de exercícios que devem ser realizados antes de toda partida de golfe.


Preparação Ideal Para Uma Partida de Golfe

1º Parte – Caminhada de 5 minutos.

2º Parte – Aquecimento e Alongamento.






1 – Leve as mãos acima da cabeça e as apóie no braço contrário.

Incline o tronco para um dos lados e mantenha 15 segundos.

Incline para o outro lado e mantenha mais 15 segundos.





2 – Entrelace os dedos e eleve as mãos acima da cabeça.

Force as mãos para cima e para trás.

Mantenha 15 segundos.

3 – Segure uma toalha em suas pontas e leve-a para trás de seu tronco. 

Vá até onde conseguir e mantenha por 15 segundos.

 




4 – Leve as mãos acima da cabeça e as apóie no braço contrário.

Incline o tronco para um dos lados e mantenha 15 segundos.

Incline para o outro lado e mantenha mais 15 segundos.





5 – Mantendo a posição do exercício anterior, projete o tronco para frente e para baixo, flexionando um pouco o joelho da perna de trás.

Mantenha 15 segundos e repita o exercício com a outra perna.





6 – De costas para uma parede e os pés ligeiramente afastados dela e entre eles, rode o tronco e apóie as duas mãos na parede.

Mantenha 15 segundos e repita o exercício para o outro lado.




7 – Sentado em um colchonete, mantenha uma perna estendida e flexione e cruze a outra sobre ela.  

Rode o tronco para o lado da perna flexionada e mantenha 15 segundos.  

Inverta a perna e o lado da rotação do tronco.


8 – Deite no colchonete, flexione as duas 
pernas, levando as até o tronco. Abrace-as por
15 segundos.



9 – Agora, traga apenas uma perna em direção 
ao tronco e segure-a por 15 segundos.  

Repita o exercício com a outra perna e 
mantenha 15 segundos.




10 – Ainda deitado, coloque as duas mãos atrás da cabeça e flexione as pernas.
  
Cruze uma sobre a outra e, mantendo o tronco apoiado no solo, deixe as pernas caírem para o lado da perna que está por cima.  

Com a perna que está embaixo, faça uma 
pequena resistência.







11 – Em pé, faça movimentos de vai-e-vem, levando a perna para frente e para trás.

Faça 10 vezes com cada perna.




12 – Agora, faça movimentos de vai-e-vem levando as pernas de um lado para o outro.

Realize 10 repetições com cada perna.





13 – Eleve um pouco uma das pernas e, mantendo-a estendida, vire a ponta do pé para dentro e para fora.  

Faça 10 vezes com cada perna.




14 – Flexione o quadril e o joelho de uma perna a 90º e faça movimentos de vai e vem, levando a perna para dentro e para fora.

Faça 10 vezes com cada perna.





15 – Encoste em uma parede e flexione o quadril e o joelho de uma das pernas a 90º.

Faça movimentos de vai-e-vem com o tornozelo, levando a ponta do pé para cima e para baixo.

Faça 10 repetições e repita o exercício com a outra perna.





16 – Fique na ponta dos pés e, depois, nos calcanhares.

Repita 10 vezes.





17 – Leve os ombros até as orelhas e relaxe, 10 vezes.

Faça 10 movimentos circulares para frente e 10 movimentos para trás.





18 – Leve o braço para trás e faça 10 movimentos de vai-e-vem somente do antebraço.

Repita a seqüência com o outro antebraço.





19 – Eleve o cotovelo até a altura do ombro e faça 10 movimentos de vai-e-vem somente com o antebraço.

Repita com o outro braço.




20 – Eleve os dois braços acima da cabeça e faça movimentos de vai-e-vem com o cotovelo, levando as mãos para trás e para cima.

Faça 10 repetições.


21 – Cruze os braços à frente do corpo. 

Eleve-os começando a descruzá-los devagar; 
ao chegar acima da cabeça descruze-os por completo, separando-os. 

Repita 10 vezes.




22 – Leve as duas mãos a frente do tronco e 
faça 10 movimentos de vai e vem com o punho, para dentro e para fora, levando as pontas dos dedos de um lado para o outro.




23 – Ainda com as mãos à frente do corpo, faça flexões e extensões de punho, apontando os dedos para cima e para baixo.  

Faça 10 repetições.




24 – Una as 2 mãos, entrelaçando os dedos e faça movimentos circulares com os punhos, 10 vezes para cada lado.





25 – Leve a cabeça de um ombro até o outro por 10 vezes lentamente.




26 – Leve o queixo de encontro ao tórax e, depois, a cabeça para trás.  

Não exagere no movimento para trás.  

Repita 10 vezes.




27 – Gire a cabeça de um lado para o outro, deixando o queixo paralelo ao ombro.  

Repita 10 vezes.




28 – Rode o tronco para um lado, flexione o outro joelho e apóie a ponta do pé no chão. 

Faça 10 vezes para cada lado.



3ª Parte - Com o taco de golfe, simule algumas tacadas:


 
 
MEDICINA ESPORTIVA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Crianças e adolescentes estão iniciando a vida esportiva em idade cada vez mais precoce. Sobrecarga pode levar a um aumento do número de lesões esportivas nesta idade.

A criança e o adolescente têm características físicas e psicológicas próprias. Isto favorece alguns tipos específicos de lesões ortopédicas. Soma-se ainda muitas vezes a má orientação para a atividade esportiva, o que pode levar a lesões por repetição e até ao comprometimento do desenvolvimento músculo esquelético normal desta faixa etária.

O osso em crescimento é mais poroso e mais plástico do que o osso adulto. Traumas menos intensos causam fraturas e também levar à deformação plástica do osso sem haver fraturas.

O osso pediátrico também apresenta placas cartilaginosas de crescimento, que são
responsáveis pelo crescimento longitudinal do osso, estas estruturas estão sujeitas às lesões agudas por apresentarem-se um pouco mais fracas na adolescência, por ação hormonal, e também a lesões crônicas por sobrecarga, devido ou a uma desproporção da musculatura hipertrofiada para a idade ou a esforços de repetição sobre estas estruturas


Lesões por uso excessivo ou repetitivo:

1 - Apofisite de Tração:

Esta lesão refere-se à irritação de uma centro apofisário (de crescimento) no ponto em que o tendão se insere no osso. São causadas por micro-rupturas devido a movimentos repetidos e sobrecargas principalmente durante o estirão de crescimento. 

Este tipo de lesão pode ocorrer também devido a uma hipertrofia da musculatura desproporcionalmente à idade de desenvolvimento da criança, o que é favorecido por má orientação do treinamento. 

Para cada local em que ocorre a apofisite temos um nome específico:




• Doença de Osgood Schlater: ocorre na inserção do tendão patelar na tíbia, é freqüente na idade de 11 a 15 anos , principalmente em atletas que saltam e correm. O quadro clínico é de dor sobre a tuberosidade da tíbia durante a atividade física e à palpação. O tratamento se baseia em medidas antiinflamatórias com gelo e medicação, repouso da atividade e exercícios de alongamento do músculo quadríceps. A manutenção da atividade física pode levar à avulsão da apófise. Os sintomas podem persistir até o fechamento da apófise de crescimento. » clique aqui e saiba mais sobre a Doença de Osgood Schlater

• Doença de Sinding Larsen Johanson: ocorre na inserção do tendão patelar na patela, o tratamento é o mesmo que a Doença de 
Osgood Schlater.

• Doença de Sever: ocorre no calcâneo em crianças de 7 a 10 anos. O tratamento segue os mesmos princípios anti-inflamatórios 
além do alongamento dos músculos da panturrilha e da aponeurose plantar.

• Cotovelo do Arremessador – é a apofisite que ocorre na parte medial do cotovelo, devido ao excesso de tração nesta região 
durante o lançamento de uma bola em esportes que este movimento é repetitivo (como no beisebol). O tratamento também é igual 
às outras apofisites , mas temos que dar atenção especial ao retorno da atividade com correção do mecanismo de lançamento para evitar sobrecargas.

É muito importante a acompanhamento médico durante o tratamento e principalmente para orientação ao retorno esportivo nas melhores condições, para evitar complicações desta patologia relativamente sem gravidade inicial.



2 - Desalinhamento Articular e Instabilidades Crônicas:

Para o funcionamento normal de uma articulação, é preciso de um alinhamento ósseo normal, de um equilíbrio dos grupos 
musculares e de um bom equilíbrio ligamentar.

Ocorrendo alteração em algum destes fatores, haverá uma alteração da biomecânica articular, a qual pode acarretar dor e instabilidades.

As articulações patelofemural e glenoumeral são os principais locais desta patologia.


• Desalinhamento e Instabilidade Patelofemural:

Esta patologia, também conhecida como desalinhamento do mecanismo extensor, ocorre pela perda da biomecânica normal da articulação, a qual pode ocorrer devido a alterações na estrutura ósseas, ligamentares ou musculares. Estas alterações fazem com que o lado externo da patela seja submetido a uma pressão maior na articulação, isto pode acarretar lesão na cartilagem articular.

Os sintomas ocorrem na parte anterior do joelho, iniciam-se com a atividade ou após um período com o joelho dobrado e ao descer escadas.

Em casos mais graves pode ocorrer a luxação da patela para o lado de fora do joelho, nestes casos muitas vezes o primeiro episódio foi um trauma e os episódios seguintes foram movimentos “banais”.

É muito importante uma avaliação médica minuciosa e a realização de exames complementares, se bem indicados, como RX, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, a fim de definir quais elementos se encontram alterados para propor uma reabilitação seja através de métodos conservadores (fisioterapia, orientação da prática de atividade física e correção de hábitos da vida diária) ou de métodos cirúrgicos, que consistem em corrigir a estrutura alterada, seja ela óssea ou ligamentar.

O deslocamento inicial da patela é tratado com imobilização e medidas antiinflamatórias com medicação, crioterapia e fisioterapia. Existem alguns casos em que a lesão traumática é isolada, não se acrescenta de deformidades ósseas e frouxidões ligamentares. Nestes casos o reparo agudo da lesão ligamentar, que pode ser por via artroscópica, pode levar a menores chances de instabilidade recorrente.

Nos casos de instabilidade recorrente, inicialmente pode ser tentado medidas
não cirúrgicas com fisioterapia e uso de órteses e joelheiras que dificultem o
deslocamento lateral da patela, em caso de falha destas medidas pode justificar
reconstruções ósseas ou de partes moles.


• Instabilidade GlenoUmeral

A frouxidão e o desequilíbrio muscular na articulação do ombro, pode acarretar em dor e instabilidades principalmente para atletas que utilizam muito o movimento do braço acima da linha do ombro.

Este desequilíbrio pode causar uma irritação nos tendões do manguito rotador, na bursa subacromial e alteraões na cápsula articular.

Os sintomas ocorrem principalmente quando se eleva o braço acima da linha
da cabeça, momento este em que as estruturas estão comprimidas entre o
úmero e o acrômio da escápula.

O tratamento se baseia em medidas de alongamento dos grupos musculares e
da cápsula posterior, e de exercícios de fortalecimento dos músculos
estabilizadores da escápula e do manguito rotador.

Em casos de instabilidades grosseiras com episódios repetidos de luxações, o
tratamento pode vir a ser cirúrgico para, com a reconstrução da cápsula lesada
por via artroscópica.

Antes de qualquer procedimento, uma avaliação minuciosa deve ser feita para detectar qual é a alteração responsável pela instabilidade, visto que algumas alterações respondem mal a qualquer tentativa de reconstrução cirúrgica, como em casos em que o atleta voluntariamente desloca o seu ombro.

Se é este problema que o afeta, agende uma consulta aqui na Clínica Deckers para conversarmos sobre sua patologia e explicarmos qual será seu benefício com o tratamento.

 

 

 
 
 NUTRIÇÃO

Veja artigos sobre:


 




Para falar de otimização do desempenho de desportistas ou atletas não pode-se esquecer da hidratação, que é fundamental. A água desempenha funções importantes no organismo. 


Funções da Água: 

- bom funcionamento do organismo; 
- preservação das funções fisiológicas; 
- transporte de nutrientes; 
- regulação da temperatura corporal. 


Quando se realiza algum tipo de exercício físico o corpo tem alguns desafios para enfrentar: 

- dissipar o calor para o ambiente (regulação da temperatura do organismo); 
- evitar a hipohidratação (perda excessiva de água). 



Se ocorrer essa hipohidratação ou desidratação, pode sentir: 


- menor disposição; 
- câimbras musculares; 
- perda de coordenação; 
- distúrbios intestinais; 
- diminuição da performance (Sistema Cardiovascular fica prejudicado por diminuição do débito cardíaco); 
- falta de regulação térmica (o corpo sem a água não consegue dissipar o calor do corpo). 

Alguns estudos mostraram que com 1% de perda de água já há a diminuição do desempenho do atleta. 

Em locais de temperaturas elevadas, a desidratação pode ocorrer mais rapidamente, principalmente pela produção maior de calor e com isso a utilização de mais água para a dissipação em forma de suor,por exemplo. 

Em ambientes com temperaturas acima de 28°C há um risco muito alto de desidratação, quando o ambiente varia de 23° a 28°C o risco é alto. 



Quando um desportista ou atleta, principalmente, for realizar exercícios mais intensos nesses ambientes muito quentes deve-se fazer algumas prevenções: 


- aclimatação (ir uma semana antes da competição ao local e treinar para se acostumar com o ambiente); 

- roupas adequadas (não usar roupas quentes e que não deixam ocorrer a evaporação do suor, pois a temperatura do organismo pode subir muito causando problemas no Sistema Nervoso Central); 

- uma boa hidratação é imprescindível para a manutenção da quantidade de água no organismo e assim melhorar o seu desempenho. 



O suor é composto de água, sódio, potássio e pequenas quantidades de cálcio e ferro. Quando há uma perda excessiva de suor sem a reposição de água e destes eletrólitos, pode ocorrer a hiponatremia que é a perda excessiva de sódio pelo suor, ou pela ingestão 
de grandes quantidades de água, e que pode acarretar em coma e morte. Para a hidratação ou reidratação, as bebidas esportivas são uma boa opção para atletas de alto nível, pois são aquelas que repõe a água perdida durante o exercício físico, além de 
carboidratos e sais minerais, liberados juntos do suor. 


Para evitar a hiponatremia:
 
         
- ingerir alimentos ou bebidas que contenham sódio; 
- não ingerir muito mais líquidos do que o perdido pelo suor. 


Então, quando e quanto beber de líquidos no geral? 

· Antes: 2 horas antes do treino ou competição ingerir de 400-600ml de água 

· Durante: a cada 15-20 minutos beber de 120-500ml de líquidos em geral (alternar água e 
bebidas esportivas) 

· Depois: imediatamente após o treino ou competição consumir no mínimo de 450-650ml de água e bebidas esportivas 


Dicas gerais sobre bebidas esportivas: 

- são importantes apenas para indivíduos que praticam mais de 1 hora de exercício físico intenso. Ex: corrida, ciclismo, etc; 

- ingerir durante e depois do exercício físico. Principalmente quando estiver muito calor; 

- as bebidas esportivas devem ter uma concentração de carboidratos entre 6-8% (olhar rótulos); 

- lembre-se: a água de coco é uma ótima bebida hidratante. 


Qual é a importância da hidratação ?

Nosso corpo é constituído 60% de água e precisamos dela para viver. Uma hidratação apropriada permite que seu organismo funcione direito. Seu coração bombeia melhor o sangue, seu corpo se mantém mais fresco e seus músculos recebem a energia de que 
precisam para correr. É importante lembrar que se você sentir sede já será tarde demais. A seguir algumas recomendações do American College of Sports Medicine:


· Hidrate-se antes de correr:

A American College os Sports Medicine recomenda beber pelo menos dois copos de 230 ml (8 onças) d'água no espaço de duas horas antes de correr. Já a National Athletic Trainers' Association (NATA) sugere beber de 500 ml a 575 ml (17-18 onças) de água ou isotônico duas ou três horas antes da corrida e mais 200 ml a 290 ml (7-10 onças) vinte a dez 
minutos antes de correr.


· Beba durante a corrida:

Beba de 150 a 350 ml de água a cada 15 ou 20 minutos.


Você precisará de algo mais em corridas longas 

Se você vai correr por mais de uma hora e meia, ingira de 30 a 60 gramas de carboidratos por hora (um garrafa de 500 ml de Marathon ou Gatorade). Atividades com duração acima de uma hora e meia fazem o seu corpo necessitar de algo mais. isotônicos (Gatorade, Marathon e outros) fornecem não só energia, mas também vitaminas e minerais. São de vital importância para evitar a hiponatremia por terem sódio em sua fórmula.

Outras opções para treinos acima de uma hora são os gels (como o Carb Up) e barras (Powerbar, Nutry, etc). A grande vantagem dos gels é a facilidade de carregá-los durante os treinos. Tipicamente eles têm entre 70-100 calorias, vitaminas e minerais. Procure por 
aqueles que tenham sódio e potássio na fórmula. Alguns contém "aditivos" para fornecer mais energia (como cafeína) que podem causar problemas aos corredores em treinos longos (ou competições). Tanto os gels como as barras devem ser ingeridos juntamente com água.


· Hidrate-se após a corrida: 

A American College os Sports Medicine recomenda beber imediatamente após terminar a corrida, e então ingerir mais 2 ou 3 copos de água ou isotônico enquanto estiver se recuperando do treino.


A National Athletic Trainers' Association recomenda a seguinte estratégia. Pese antes e depois do exercício e então beba 500 ml (16 onças) de água ou isotônico para cada 500 gramas (1 libra) perdidos. Dê preferência a isotônicos por conterem sódio e potássio na fórmula.         

Como saber se estou bem hidratado? 

Quando bem hidratado, você tenderá a urinar várias vezes durante o dia e sua urina terá uma coloração amarela claro (exceto se estiver usando suplementos vitamínicos, neste caso a urina poderá ficar num tom amarelo forte).

Sede, fadiga e dor de cabeça leve são outros sinais de desidratação. Uma desidratação forte mostra sinais mais claros como: náusea, calafrios, batimento cardíaco acelerado, inabilidade de suar, e testa avermelhada

Em se tratando de digestão de alimentos, a mastigação, por si mesma, já traz grandes benefícios, pois a trituração dos alimentos, feita pelos dentes, reduz os alimentos em pedaços menores, o que aumenta a capacidade de ação das enzimas sobre eles (maior 
superfície de contato). Qualquer que seja o alimento, a mastigação sempre auxilia no processo digestivo, evitando alguns transtornos tão freqüentes, como azia, má digestão, sonolência após a refeição, refluxo do alimento etc. 

Boa parte dos problemas digestivos de que muitas pessoas se queixam podem ter origem em uma mastigação insuficiente, engolindo-se alimentos em pedaços grandes, o que exigirá maior esforço do estômago em triturá-los. Qualquer transtorno no processo digestivo já inerente ao organismo, como uma produção excessiva ou insuficiente de ácido clorídrico (o ácido liberado pelo estômago para a digestão dos alimentos) pode ser agravada por uma mastigação inadequada. Pessoas com problemas digestivos devem se preocupar ainda mais com sua mastigação, tornando-a um hábito diário e necessário.

A trituração adequada dos alimentos estimula o centro da saciedade, um controle que temos ao nível do cérebro e que regula a ingestão de alimentos. Quando se mastiga bem os alimentos, a movimentação dos músculos da face, envolvidos nesse processo, gera uma resposta mais rápida ao estímulo da saciedade, ou seja, a pessoa sente-se saciada com uma menor quantidade de alimentos.   Essa é uma razão bastante interessante para se estimular a mastigação, principalmente em pessoas que precisam controlar a ingestão de alimentos pela necessidade de controle de peso.

Qualquer transtorno que afete a mastigação (feridas na boca ou na gengiva, cáries, tártaros etc) pode interferir, indiretamente, no processo da digestão, uma vez que a trituração adequada dos alimentos fica comprometida. 

Portanto, cultivar o hábito da mastigação, triturando adequadamente os alimentos, evitando-se de engoli-los em pedaços grandes, é uma boa medida tanto para facilitar a digestão quanto para controlar a quantidade de alimentos ingeridos. Comer devagar, 
mastigando bem os alimentos (15 a 20 vezes por garfada), torna a refeição uma fonte de prazer, pois o sabor dos alimentos é melhor percebido.

 

 

Dor no peito

O sintoma de dor no peito sempre nos traz preocupação, pois é difícil saber se temos uma doença grave, como infarto do coração, ou algo mais simples como uma dor na costela. 


Sinais e sintomas de alerta e gravidade

Dor no peito forte, prolongada e em aperto, falta de ar, associados ou não a desmaio (perda de consciência), enjôo, vômitos, sudorese fria e palidez são sinais de alerta, que sempre devem ser considerados e o paciente encaminhado para atendimento médico. Se você tem mais de 65 anos, tem história familiar de infarto ou de derrame cerebral, é diabético, hipertenso, fuma ou tem colesterol alto (mesmo que com tratamento e controle adequados) o risco desta indisposição ser uma dor cardíaca aumenta. Assim, se você possui um destes fatores de risco cardiovasculares, mesmo que sinta um mal-estar menos característico como dor de estômago, dor torácica fraca, dor nas costas (torácica posterior) ou nos ombros, é importante procurar um médico. 




Dor no peito ao exercício pode ser um aviso

Se você caminha ou corre no parque para se exercitar e, durante a atividade física sente um aperto no peito, mal estar, escurecimento visual ou falta de ar, cuidado! Isto pode ser um aviso de que algo está errado. Este sintoma é chamado de angina e pode ocorrer também ao subir escadas ou durante a atividade sexual. É um sinal de que falta oxigênio ao coração, normalmente por uma obstrução parcial ou total de uma artéria coronária. Pare de fazer atividade física imediatamente e procure um médico. Isto pode evitar algo mais grave, como um infarto.

 

ASMA E BRONQUITE


 Parte I:

O que é a asma ?
Quais são os sintomas da asma ?
O que é a bronquite ?
Como funciona o aparelho respiratório ?
Como a asma afeta os pulmões ?

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- Parte II:

O que acontece com as vias aéreas durante uma crise de asma ?
Como a asma se manifesta ?
A apresentação clínica da asma é sempre a mesma ?
O que desencadeia uma crise de asma ?
Tudo que chia é asma ?
A asma é hereditária ?
O que é broncoespasmo induzido pelo exercício ?
A asma cura sozinha conforme a criança cresce ?
Como reconhecer a gravidade de uma crise asmática ?

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- Parte III:

Qual o tratamento adequado para a asma ?
O que é o ABC da asma ?
Plano de Ação (Zona Verde, Amarela e Vermelha)
O papel das atividades físicas no controle da asma
Asma e problemas emocionais

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O que é asma ?

Asma é uma doença inflamatória crônica que acomete as vias aéreas tornando-as hipersensíveis. É caracterizada por episódios recorrentes de tosse, chiado, falta de ar.

Mais do que uma simples doença, a asma é uma resposta inadequada do indivíduo quando em contato com agentes diversos (alérgenos, vírus, cigarro, etc). A mucosa respiratória, uma vez agredida por um destes agentes, envia um sinal para a medula óssea para que esta produza células especiais de defesa. A medula óssea interpreta este sinal como se o aparelho respiratório estivesse sendo invadindo por microorganismos e manda as células especiais que provocarão um processo inflamatório nas vias aéreas (brônquios). Este processo inflamatório é responsável pelos sintomas da asma. Ele ocasiona edema (inchaço) da parede interna dos brônquios e diminuição de sua luz dificultando a passagem do ar. Os músculos que circundam os brônquios ficam hipersensíveis contraindo-se a qualquer estímulo. A contração destes músculos (broncoespasmo) pode acentuar ainda mais a obstrução dos brônquios.

A asma, portanto não é apenas uma sucessão de crise, mas uma doença crônica onde a inflamação dos brônquios está sempre presente, quando a criança entra em crise.


Quais são os sintomas da asma ?

• Tosse
• Chiado
• Falta de ar
• Sensação de aperto no peito ou opressão.

A intensidade e freqüência destes sintomas podem variar conforme a pessoa e a época e resultar numa crise leve, moderada ou grave de asma. Crises fortes são facilmente diagnosticadas, porém sintomas leves mesmo que frequentes podem passar despercebidos. Sempre que tiver algum destes sintomas, procure o médico e siga as instruções.

Os sintomas da asma podem apresentar períodos de exacerbação, como de remissão ou estabilização. Mais importante que saber se sua asma desaparecerá, é reconhecer precocemente os sintomas e agir no sentido de controlá-los.


O que é bronquite ?

Bronquite é um termo usado para descrever um quadro de tosse e hipersecreção brônquica (tosse com expectoração) podendo ou não ser acompanhado de chiado. A bronquite aguda geralmente é decorrente de um processo infeccioso dos brônquios e a bronquite crônica, na maior parte dos casos, é seqüela de tabagismo. Na prática clínica diária usa-se o termo bronquite em episódios recorrentes de chiado que ocorrem um a dois dias após o resfriado comum.

Freqüente nos primeiros três anos de vida, este quadro pode desaparecer (chiado transitório na infância) ou persistir. Nestes casos as crianças são portadoras de asma.

Chiado nos primeiros 2 anos de vida é muito freqüente, especialmente no menino. A minoria delas tem asma. Grande parte apresentará melhora do quadro após os 3 anos.

Nos casos de sintomas mais intensos ou persistentes é importante afastar outras patologias pulmonares crônicas para impedir que a criança piore pela deterioração do pulmão.


Como funciona nosso aparelho respiratório ?

A principal função dos pulmões é prover uma superfície ampla para que o oxigênio do ar possa difundir-se para o sangue e ser levado às outras partes do corpo. Ao mesmo tempo, o gás carbônico produzido pelas células do corpo é trazido pelo sangue venoso e expelido para fora durante a expiração. O ar entra pelo nariz onde é umidificado, aquecido e filtrado para não danificar as vias aéreas inferiores (brônquios e bronquíolos). É posteriormente conduzido até a traquéia e brônquios. Estes vão se ramificando em tubos cada vez mais estreitos, curtos e numerosos até chegarem aos alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas.
O pulmão é semelhante a uma esponja e são constituídos por milhões de sacos aéreos chamados alvéolos. Estes são formados por uma membrana de células delicada e fina que separa o ar do saco aéreo de uma rede de vasos sanguíneos.

Além desta superfície de trocas gasosas existe um sistema de tubos (traquéia, brônquios e bronquíolos) que leva o ar do meio ambiente para os alvéolos e vice-versa. A maior parte das vias aéreas é circundada por uma faixa de músculo, que tem uma função protetora, de maneira que, se um gás potencialmente tóxico é inalado, esta musculatura se contrai para impedir sua entrada nos pulmões. Todos nós experimentamos certa dificuldade em respirar e, as vezes, tossimos frente a um ar muito poluído, fumaça ou ar muito frio.

As crianças asmáticas diferem das normais por terem esta tendência exacerbada apresentando chiado ou tosse frente a condições inócuas para o indivíduo normal.


Como a asma afeta os pulmões ?

Como já dissemos, a asma altera as vias aéreas pulmonares tornado-as hiperirritáveis. A musculatura brônquica passa então, a contrair-se quando exposta frente à inúmeras situações adversas. Por exemplo, pequeníssima quantidade de fumaça de cigarro, que pouco afetaria um indivíduo normal, causará tosse e chiado numa criança asmática.

Poderíamos fazer uma comparação com pele queimada pelo sol que se torna extremamente vulnerável a qualquer fator agressor. A compreensão deste fenômeno (ao qual chamamos de hiper-reatividade brônquica) é de importância fundamental, pois quanto maior for o grau de hiper-reatividade maior será a gravidade da doença.

Pesquisas recentes sugerem que hiper-reatividade brônquica está relacionada com o grau de inflamação presente nas vias aéreas (o que também acontece na pele queimada).

Quanto maior for o processo inflamatório presente nas vias aéreas, mais sensíveis estas se tornarão e mais grave será a asma. Hoje parece estar claro que o problema de base na asma é a presença deste processo inflamatório sendo que o broncoespasmo (contração da musculatura) é apenas uma conseqüência da inflamação. 







O que acontece com as vias aéreas durante uma crise de asma ?

Na crise de asma as vias aéreas ficam parcialmente obstruídas dificultando a livre passagem do ar. Para conseguir movimentar o ar pelos brônquios estreitados, as crianças precisam fazer um grande esforço respiratório, o que leva a um quadro de canseira e falta de ar. Esta obstrução é causada por três fatores:

• O músculo que circunda a parede brônquica se contrai;
• A parede do brônquio inflama e incha;
• Uma quantidade excessiva de muco espesso é produzida.



Como a asma se manifesta ?

A asma pode aparecer em qualquer idade, mas, geralmente, inicia-se antes dos 5 anos de idade. A freqüência e gravidade dos sintomas variam de criança para criança e de época para época. De maneira geral, podemos dividir as crianças asmáticas em quatro grupos:

a) Portadoras de asma intermitente (50% dos casos ) - apresentam crises esporádicas (em geral, três a seis por ano) e que melhoram com uso de broncodilatadores. No período entre as crises, a criança é assintomática, tendo boa tolerância ao exercício físico e vida normal;

b) Portadoras de asma persistente (40% dos casos) - sintomas são freqüentes (semanais) e eventualmente, necessitam de tratamento hospitalar durante as crises. Geralmente a criança refere sintomas após exercícios físicos;

c) Portadoras de tosse crônica (5% dos casos) – embora o chiado seja um sintoma muito comum em asma, algumas crianças só apresentam tosse, que geralmente é seca e piora à noite, com exercício físico e mudança de temperatura. A tosse é controlada com medicamentos antiasmáticos;

d) Portadoras de asma persistentes grave (5% dos casos) – estas crianças apresentam chiado e/ou tosse praticamente todos os dias, que pioram à noite, levando à interrupção do sono. Têm pouca tolerância ao exercício físico e exacerbações freqüentes.



A apresentação clínica da asma é sempre a mesma ?

O quadro clínico da asma é também determinado pela idade da criança:

a) Asma do lactente - geralmente os sintomas aparecem entre o terceiro e sexto mês de vida. É comum um quadro de resfriado seguido de chiado ou tosse um a dois dias depois. Em casos de sintomas persistentes, é necessário afastarmos outras patologias do trato respiratório.

b) Asma do pré-escolar – o resfriado continua sendo um fator desencadeante importante. Porém, o chiado começa a aparecer após exercício físico (corrida), risada, sendo também provocado por fatores emocionais. História de alergia (presença de sibilos após contato com alérgenos) começa a ser positiva.

c) Asma do escolar - história de alergia é freqüente, muitas vezes acompanhada de rinite alérgica (coriza clara,crises de espirro e obstrução nasal). A mãe já nota correlação entre exposição aos fatores desencadeantes e aparecimento dos sintomas.




O que desencadeia uma crise de asma ?

Nas crianças pequenas, até três anos de idade, as infecções virais de vias aéreas superiores (resfriados, gripes e infecções de garganta) são fatores desencadeantes mais freqüentes.

A alergia tem um papel importante na criança maior. Entre os alérgenos mais comuns podemos citar: o pó doméstico (ácaro), fungos (bolor), penas, pelos e descamação de animais de estimação, piretro ( substâncias contidas em inseticidas e ceras), lã, paina, capim e pólen de plantas.

As substâncias irritantes de vias aéreas também são nocivas: poluição, fumaça, desinfetantes, perfumes, produtos de limpeza e em especial a fumaça do cigarro.

Fatores emocionais podem agir como desencadeadores ou agravantes dos sintomas. É comum os pais referirem que seus filhos pioram em épocas de provas, situações de estresse e problemas familiares.

Certos alimentos principalmente os industrializados que contêm corantes e conservantes, medicamentos (ácido acetilsalicílico e os antiinflamatórios não-esteróides) também podem ocasionar sintomas.

A mudança brusca de temperatura (mudança de tempo, friagem e ingestão de alimentos gelado) é freqüentemente relacionado ao início de uma crise.

Eventualmente, não conseguimos identificar qualquer fator desencadeante por mais que procuremos. Dizemos que as crises são desencadeadas por causa desconhecida.

Em resumo, podemos dizer que são muitos os agentes desencadeadores de crise asmática e que a criança pode ser sensível à vários agentes ao mesmo tempo, tanto agora como no futuro. Portanto, ela não deve ser exposta a substâncias potencialmente alergênicas desnecessariamente. É interessante lembrar que fatores não alérgicos também desencadeiam crise em crianças portadoras de “asma alérgica’’”.

Muitos pais, ansiosos em prevenir uma crise em seu filho, procuram um fator desencadeante único ou uma alergia específica, de modo que, afastado tal agente resolveriam o problema de seu filho. No entanto, isto raramente é verdadeiro.




Tudo que chia é asma ?

A asma é de longe a causa mais comum de chiado e tosse recorrentes na infância. Porém, há outras patologias pulmonares que levam a quadros clínicos semelhantes.

O diagnóstico de asma deve ser sempre feito pelo médico.




A asma é hereditária ?

Sabemos que a asma e outras doenças alérgicas como eczema e rinite são mais freqüentes em crianças com pais ou parentes próximos alérgicos (portanto, herdada por fatores genéticos). Uma criança com história familiar positiva para asma tem maior probabilidade de desenvolver a doença.

Por outro lado, muitas crianças asmáticas não têm antecedentes familiares.




O que é broncoespasmo induzido pelo exercício ?

Chamamos de Broncoespasmo Induzido pelo Exercício (BIE) ao aparecimento de broncoespasmo (chiado ou tosse) após a realização de um exercício intenso. A maioria das crianças asmáticas experimenta algum grau de obstrução brônquica durante ou após o exercício físico. Todavia este efeito é temporário (dura apenas 20 a 40 minutos), pode ser prevenido com o uso de medicamentos e aquecimento antes de iniciar-se a atividade física. O BIE não torna a asma mais grave.

A prática regular de atividades físicas é indispensável para a saúde tanto da criança quanto do adulto. Além deste aspecto, as crianças relacionam-se entre si através de jogos e atividades esportivas. Portanto, garantir a possibilidade de participação nestas atividades previne o isolamento social da criança asmática.

Vários trabalhos têm demonstrado que os asmáticos apresentam um condicionamento físico menor se os comparamos a um grupo controle de pessoas não-asmáticas. Porém, este mau condicionamento é devido muito mais, à inatividade física do que à gravidade da doença. A aplicação de um questionário em pacientes asmáticos mostrou que muitos consideravam a asma como empecilho para melhorem seu condicionamento físico e que nunca receberam qualquer orientação sobre o tipo de exercícios físicos que lhes seriam benéficos.

Portanto, as crianças asmáticas não devem evitar as atividades físicas nem serem  dispensadas das aulas de educação física. Devem, sim, ser incentivadas a praticar  esportes no seu  grau de habilidade, pois se beneficiarão psicológica e fisicamente da prática regular de exercícios físicos.




Orientações para a prática de exercícios físicos:

a) Não começar atividades físicas quando a criança estiver em crise;

b) Usar os medicamentos prescritos pelo médico afim de previnir broncoespasmo induzido por exercício;

c) Fazer aquecimento antes de iniciar as atividades físicas;

d) Interromper o exercício caso apareça chiado ou canseira. Relaxar, fazer exercícios respiratórios e usar os medicamentos prescritos pelo médico.




A asma cura sozinha conforme a criança cresce ?

Nunca podemos saber qual criança ficará livre de sintomas quando ficar mais velha.

Sabemos, por vários estudos, que muitas melhorão na ou após adolescência. As crianças portadoras de asma leve e que começaram a ter crises nos primeiros anos de vida têm maior chance de melhorem com a idade. Do mesmo modo que as portadoras de asma perene, podem permanecer sintomáticas na vida adulta.

Deve ficar claro que asma não tem cura. Mas pode haver remissão espontânea dos sintomas por muitos anos ou até a vida toda. Do mesmo modo, é possível que os sintomas ou crises voltem na idade adulta. Independente de qualquer previsão, toda criança asmática deve receber tratamento adequado para sua asma, de modo que possa desfrutar de uma infância normal e desenvolver plenamente suas aptidões.




Como reconhecer a gravidade de uma crise asmática ?

As crises de asma raramente aparecem de repente. Geralmente são precedidas de sinais ou sintomas que indicam deterioração do quadro clínico (cansaço fácil às atividades diárias, tosse noturna persistente, interrupção do sono por sintoma de asma, aumento na freqüência de uso de broncodilatadores, etc). Podemos classificá-las em crises leves, moderadas e graves  de acordo com os sintomas e as medidas obtidas pelo monitor de pico de fluxo expiratório (peak-flow).

Crise leve: a criança apresenta-se pouco cansada conseguindo falar normalmente, andar e 
ficar na posição horizontal. Apresenta certa dificuldade para respirar, chiado e/ou tosse. A medida obtida no monitor de fluxo expiratório é superior a 70% do seu melhor valor.

Crise moderada: o cansaço é intenso e a criança só consegue falar frases curtas. O chiado é facilmente audível, nota-se o uso dos músculos acessórios da respiração e tiragem  supraesternal (afundamento da região inferior do  pescoço junto ao esterno, com os movimentos respiratórios). A posição  sentada  ou deitada com travesseiro alto lhe é mais confortável. A leitura do peak-flow está entre 50% e 70% do seu melhor resultado.

Crise grave: apresenta falta de ar intensa, uso dos músculos acessórios da respiração, tiragem de fúrcula e da região subdiafragmática. A criança assume a posição sentada e reclinada para frente com os ombros anteriorizados; ela só consegue falar palavras. A leitura do peak-flow é inferior a 50%. O efeito do broncodilatador dura menos que duas horas.





Qual o tratamento adequado para a asma ?

O tratamento da asma deve ser preventivo e não se restringir às crises. Um tratamento adequado deve proporcionar ao paciente asmático:

• Diminuição dos sintomas;

• Melhora da função pulmonar, mantendo-a em níveis normais ou próximas ao normal;

• Manutenção das atividades diárias, inclusive as físicas;

• Prevenção de exacerbações e diminuição da necessidade de hospitalização;

• Terapêutica medicamentosa adequada com efeitos colaterais mínimos ou ausentes;

• Satisfação com o tratamento.

Para alcançar os objetivos do tratamento, o paciente deve conhecer e seguir o ABC da asma.


O que é o ABC  da asma ?

A -  saber  o que piora a asma e o modo de evitar os fatores desencadeantes da crise.

B – usar os medicamentos apropriados para o seu caso, com a técnica  correta, como o recomendado pelo médico.

C –  saber reconhecer quando a asma está saindo de controle e o modo de evitar crises graves.




Conheça o "A" do ABC  da asma:

A - saber o que piora a asma e o modo de evitar os fatores desencadeantes da crise.

A asma pode ser desencadeada por vários fatores: alérgicos substâncias ou produtos que causam irritação das vias aéreas, infecções virais das vias aéreas superiores, fatores emocionais, uma atividade física intensa e alguns medicamentos.

Sempre que tiver sintomas de asma, procure lembrar o que fez , com  que substância teve contato e o que aconteceu nesse dia e na véspera.

Alguns cuidados são necessários em nossa rotina para evitar  a exposição a tais fatores.


1) » Pó Doméstico:

O pó doméstico contém ácaros, microorganismos invisíveis a olho nu, que podem causar reação alérgica no asmático. É encontrado nos travesseiros, nos colchões, nos estofados, nos tapetes, nas cortinas, etc. Aí se multiplicam, pois as condições lhes são favoráveis: umidade, calor e presença de alimento (descamação da pele humana). Cada fêmea põe de 25 a 30 ovos, que produzirão novos ácaros a cada três semanas. Para evitá-los:

• Mantenha a casa bem ventilada e limpa, usando pano úmido, nunca vassoura ou espanador. Evite usar aspirador de pó na presença de uma pessoa com asma. O quarto deve ser arrumado com poucos objetos e os brinquedos e livros mantidos guardados.

• Forre os colchões e travesseiros com tecido de material sintético e impermeável.

• Lave as roupas de cama pelo menos uma vez por semana e com água quente. Use edredom e evite cobertores de lã.

• Retire o carpete. As cortinas devem ser de tecido sintéticos leves e facilmente laváveis.
• Evite estofado e bichos de pelúcia.

• Guarde as roupas num armário fechado.

• Combata a umidade excessiva. O ácaro não sobrevive em ambientes com umidade inferior a 50%. A umidade intradomiciliar pode ser reduzida com auxílio do ar condicionado, de desumidificadores e mantendo uma boa ventilação em banheiros e cozinhas.


É inispensável:

• Forrar travesseiros e colchões, lavar a roupa de cama em água quente e manter a casa bem ventilada.

É desejável:

• Retirar carpetes e objetos do quarto.

Considere quando necessário:

• O uso de ar condicionado e desumidificadores.



2) » Mofo:

Mofo são fungos microscópicos que crescem em lugares úmidos. Normalmente reproduzem-se liberando esporos no ar, que irão formar outras colônias. Esses esporos, quando inalados, produzem reações alérgicas.

• Para evitar o mofo, abra a janela diariamente. Os locais de sua casa que apresentarem mofo devem ser limpos com água sanitária ou ácido fênico a 5%. Mantenha vasos e xaxins das plantas no quintal ou no jardim, principalmente, devido à proliferação de fungos. Conserte os locais com infiltração de água. A melhor maneira de se combater o mofo é reduzir a umidade. Dê atenção especial aos banheiros e a cozinha, mantendo-os bem ventilados. Limpe com freqüência a geladeira (interior e o prato de escoamento de água) e as latas do lixo.



3) » Baratas:

Utilize iscas de barata e não deixe comida ou lixo expostos. Caso necessário, faça dedetização da casa.



4) » Paina:

Use travesseiros de material sintético, como a espuma inteira.



5) » Animais Domésticos Como Cães e Gatos:

Os alérgenos provenientes da saliva e das glândulas sebáceas do gato são carregados em partículas minúsculas que permanecem no ar por períodos prolongados e podem ser carregados a outros locais (escolas, escritórios e prédios públicos) pela roupa.

Lavar o animal com água ajuda a remover parte destes alérgenos.



6) » Perfumes e Sprays:

Não use perfume de cheiro forte ou spray de cabelo ou perfumadores de ambiente.



7) » Produtos de Cheiro Forte:

Evite removeres, lustra-m óveis, desinfetantes e inseticidas (sprays ou de tomada elétrica). Evite ficar em ambientes recentemente pintados ou dedetizados.



8) » Infecções Virais Das Vias Aéreas Superiores:

Uma alimentação adequada, higiene corporal, principalmente a nasal, e evitar os ambientes fechados e aglomerações contribui para o não-surgimento de infecções freqüentes, principalmente nas crianças pequenas. Hoje dispomos de vacinas antigripais usadas anualmente no começo do outono.



9) » Substâncias Irritantes:

As substâncias irritantes também são nocivas às vias aéreas. Citamos as seguintes:

• Fumaça de cigarro – o vício de fumar é muito prejudicial ao asmático, e mesmo que ele não fume, a fumaça de outro fumante também é bastante nociva. Lembre-se que o cigarro é a fonte de poluição interna.

• Poluição, principalmente a fumaça provinda de veículos automotivos, chaminés de indústrias; queima de produtos como plásticos, de fogueiras, fogão a lenha, lareiras, etc.;

• Desinfetantes produtos de limpeza e perfumes.



10) » Fatores Emocionais:

Os fatores emocionais também podem agir como desencadeadores ou agravantes dos sintomas. É comum os pais observarem que seus filhos pioram em épocas de provas, situações de estresse e problemas familiares.



11) » Alimentos:

Certos alimentos podem, raramente, ser desencadeantes de asma. Evite alimentos industrializados que contenham corantes e conservantes. Alguns pacientes asmáticos são sensíveis ao sulfito presente em camarões, frutas secas, cervejas e vinhos. Verifique na embalagem a composição dos alimentos.



12) » Medicamentos:

São contra-indicadas as drogas betabloqueadoras em qualquer paciente asmático (orais 
ou mesmo em forma de colírio) e de 5 a 20% dos asmáticos apresentam reações graves 
ou mesmo broncoespasmo potencialmente fatal após a ingestão de aspirina (ácido acetilsalicílico) ou outros antiinflamatórios não-esteróides como ibuprofeno, indometacina, piroxicam, naproxeno, meclofenaco e diclofenaco. Como a exacerbação do broncoespasmo pode ocorrer até anos depois que o paciente passou a utilizar estas drogas, recomenda-se que os asmáticos  evitem as mesmas e utilizem como alternativa o acetaminofeno.

É recomendável que o asmático sempre mostre ao seu médico os medicamentos que fará uso.



13) » Fatores Ocupacionais:

Algumas profissões colocam o asmático em contato com substâncias ou situações que pioram a asma. Exemplo: pintores, marceneiros, carpinteiros, laboratoristas, padeiros, etc. Analise se você também piora no local onde trabalha e melhora nos fins de semana, se apresenta irritação dos olhos e do nariz ao chegar ao trabalho. Converse com seu médico.



Exposição aos alérgenos inalantes mais comuns em ambientes não residenciais: escolas, escritórios, teatro, cinema, indústria, etc...

• O domicílio é o principal foco de exposição ao ácaro, porém este já foi encontrado em poltronas de teatro e alguns escritórios. É importante lembrar que o ácaro só sobrevive em ambientes úmidos e que contenham células descamadas da pele humana.

• Os alérgenos provenientes do gato e do cão são encontrados na poeira das salas de aulas e em outros ambientes, pois são espalhados pelas roupas.

• Fungos de lugares úmidos. Sistemas de ar condicionado ou ventilação central podem amplificar e disseminar os fungos.

• Materiais usados na construção (selantes de teto com isocianato), agentes anticorrosivos, tintas, etc..

• Materiais de limpeza

• Inseticidas




Conheça o "B" do ABC  da asma:

B - Usar os medicamentos apropriados para o seu caso, com a técnica correta, como recomendado pelo médico.

O uso de medicamentos antiasmáticos deve ser sempre indicado e orientado pelo médico. 
A asma persistente deve ser controlada com medicamentos antiinflamatórios que devem 
ser usados diariamente, independentemente da presença dos sintomas. Apenas os medicamentos antiinflamatórios tratam a causa da asma. Para o seu conhecimento, os medicamentos existentes podem ser divididos em dois grupos.

• Medicamentos de alívio rápido:

São drogas usadas para alívio dos sintomas, seja tosse, chiado ou falta de ar.
Portanto só são usados na presença dos sintomas de asma. Estas drogas agem no músculo que circunda o brônquio, relaxando-o .

São chamados de broncodilatadores. Devem ser usados sempre por via inalatória: em spray (“bombinha”) ou por inalação.


• Medicamentos de manutenção:

São drogas que tratam a causa da asma, combatem o processo inflamatório das vias aéreas e previnem o aparecimento dos sintomas. Devem ser usados regularmente (todos os dias).


»» Temos dois grupos de medicamentos para tratamento da asma:

• Os não-corticóides: anti-leucotrienos.

Os anti-leucotrienos são comprimidos que devem ser tomados por boca diariamente.


• Os corticóides inalatórios

Usados pela via inalatória através do dispositivo “spray” (bombinha) ou em pó.


Por que o aerossol ?

O aerossol, também conhecido como bombinha, permite que a droga seja administrada diretamente no pulmão. Desta forma sua ação é mais rápida e sua dosagem efetiva é menor.

Para um medicamento fazer efeito por via oral, a dose precisa ser cerca de 20 a 40 vezes maior do que a dose inalatória, para produzir o mesmo grau de alívio. Além disso, a medicação por via oral demora mais para começar agir.

Outra maneira de administrar medicamentos por via inalatória é usar os nebulizadores ou inaladores.

Existem também medicamentos que vem em pó e necessitam de outros dispositivos que não o Aerossol para serem usados. Os dispositivos usados em nosso meio são: turbuhaler, diskus e aerolizer.

Qualquer medicação inalatória deve ser usada de forma correta para se obter os efeitos desejados.


Com relação aos remédios para asma, lembrar sempre:

Os broncodilatores de alívio devem ser usados quando existem sintomas, e não de forma regular. Seu uso freqüente indica que a asma esta fora de controle.

O paciente deve sempre anotar quantas vezes precisou usar seu medicamento de alívio nas duas semanas que precederam sua visita de rotina ao médico.

Os antiinflamatórios ou medicamentos de base do tratamento são drogas que tratam a asma, combatem o processo inflamatório das vias aéreas e previnem o aparecimento de sintomas. Seus efeitos só aparecerão se forem usados regularmente  e por tempo prolongado. Os pacientes devem usá-los mesmo na ausência de sintomas, criando uma rotina para não esquecer de tomá-los.



Conheça o "C" do ABC  da asma:


C – Saber reconhecer quando a asma está saindo de controle e o modo de evitar crises graves.

Anote num diário seus sintomas, medicamentos utilizados e meça o pico de fluxo  expiratório (peak-flow). Essas informações serão úteis para você e seu médico reconhecerem se sua asma está sob controle. Este deve ser um procedimento habitual nas duas semanas anteriores à próxima consulta de rotina (ou seja, consulta regular de acompanhamento), ou deve ser feito imediatamente quando se reconhece uma exacerbação, para obter informações cronológicas  a serem dadas ao médico e para servir como guia das consultas  a serem tomadas.

O diário também é útil para acompanhar o tratamento, principalmente para os pacientes com asma persistente moderada e grave.

O monitor de pico do fluxo expiratório é um aparelho simples, portátil, que permite medir a velocidade com que o ar é expelido dos pulmões. Quando os brônquios se encontram estreitados, os sintomas aparecem e o valor do pico do fluxo expiratório diminui. Ele só será útil quando o paciente for corretamente orientado sobre como usar e interpretar os resultados.


Sua asma está saindo do controle quando:

• O uso do broncodilatador for mais freqüente que o habitual;

• O sono é interrompido pelos sintomas da asma;

• Sentir cansaço ao realizar suas atividades diárias e exercícios leves;

• Tiver sensação de cansaço e falta de ar;

• Tiver tosse persistente ou expectoração;

• O pico de fluxo expiratório variar durante o dia e os valores obtidos forem menores que usuais (seu médico deve dar os valores adequados para seu caso).

Nestes casos, comunique-se com o médico.



Plano de Ação:



Zona Verde


  Aqui é onde você deve estar todos os dias.

PFE superior a 80% do seu melhor valor:

Sintomas de asma mínimos e esporádicos.

Você é capaz de realizar todas as suas atividades diárias.

Você necessita usar seu BD esporadicamente (2 a 3 vezes por semana e nunca mais que uma vez no mesmo dia).

Sono não interrompido por sintomas de asma.

Continue tomando seu medicamento preventivo na dose usual.

Evite ter contato com coisas que causem sintomas.
 

 

Zona Amarela

  Significa  que a sua  asma está saindo fora de controle . Aja rapidamente para retornar à zona verde.

PFE entre 50 e 80%:

Fadiga fácil; tosse seca e persistente, geralmente á noite; chiado e sensação de aperto no peito.

Aparecimento dos sinais de alerta.

Você começa a usar o BD com freqüência maior que o usual.

Os sintomas aparecem durante a noite ou de madrugada, interrompendo o sono.

Aumente o seu medicamento preventivo.
 





Zona Vermelha


 

Crise de Asma

PFE< 50% do seu melhor valor:

Resposta pequena ou ausente ao BD( você usa BD e já não obtém alívio, ou sua duração é inferior a 2 horas)

Tome prednisona  por via oral e comunique-se com seu médico.
Emergência: presença de cianose (lábios e unhas roxas), confusão mental, sonolência ou perda da consciência. 

VÁ IMEDIATAMENTE AO PRONTO-SOCORRO MAIS PRÓXIMO.

No caminho do hospital, use o BD aerossol com espaçador e máscara, respirando pela boca 4 a 6 vezes para cada atuação.

Uma dose (2 a 4 jatos) pode ser repetida a intervalos de 20 a 30 min.

Tente descobrir por que a sua asma está mais difícil de controlar.

Fique atento ás seguinte situações:

• Você tem usado seus medicamentos preventivos regularmente e nas doses adequadas?

• Você tem usado a técnica correta de administração dos seus medicamentos?

• Você tem-se exposto a algum fator desencadeante?

• Você esta com algum fator agravante da asma?

 

 



O papel das atividades físicas no controle da asma:

As atividades físicas devem ser incentivadas, tanto na criança como no adulto, como promotoras de saúde. O exercício físico pode, todavia, desencadear sintomas de asma que interferem no desempenho físico do individuo asmático.

O broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE) muitas vezes impede sua participação nas atividades físicas provocam mais sintomas que outras, por exemplo, a corrida livre provoca mais sintomas que a campanha e a natação.

É importante salientar que, especialmente na adolescência, as atividades esportivas são mais intensas e competitivas e muitas vezes os asmáticos se sentem preteridos, considerando-se menos aptos. Este comportamento leva-os a evitar as atividades e, ao final de um certo tempo, tornam-se realmente menos capazes. O asmático bem orientado do ponto de vista terapêutico não tem restrições para praticar exercícios físicos. Evitar mergulho em profundidade.

Para que o asmático possa praticar atividades físicas/esportivas, é necessário que sua asma esteja sob controle. Há também medicamentos que previnem o BIE.


Os objetivos de um programa de atividades físicas adaptadas ao paciente asmático são:

• corrigir alterações posturais;

• ensinar estratégias respiratórias

• melhorar o condicionamento físico geral;

• melhorar ou manter a força muscular;

• melhora a auto-imagem e a autoconfiança.

A atividade física é importante na criança, pois:

• proporciona experiência básica de movimento para desenvolvimento de coordenação, agilidade, equilíbrio;

• proporciona oportunidades de relacionamento, seja no brincar ou no engajamento em atividades esportivas, prevenindo o isolamento psicológico e social;

• previne a osteoporose.


A atividade física é importante no adulto, pois:

• mantém as qualidades físicas básicas: força muscular, elasticidade e mobilidade;

• melhora o desempenho cardíaco e a capacidade aeróbia;

• melhora o condicionamento físico;

• diminui depósitos de gordura;

• protege de estresse;

• diminui o risco de osteoporose.


Asma e problemas emocionais:

As crises de asma, muitas vezes freqüentes e inesperadas, provocam medo e angústia no asmático e em sua família. Estas emoções podem agravar ou desencadear a crise, impedir o cumprimento do tratamento médico adequado e, no caso da criança, prejudicar seu desenvolvimento emocional.

Como devem agir as pessoas que se relacionam com o asmático ? No relacionamento cotidiano, devem ser observados e respeitados alguns aspectos que favorecem o asmático.

São eles:

• Compreender que a asma não tem cura, mas tem controle se for cumprido um tratamento adequado.

• Evitar a espera permanente de uma próxima crise.

• Não buscar soluções mágicas ou tratamentos alternativos que levam a frustrações constantes, aumentando o medo e a angústia.

• Evitar a superproteção.

• Estimular a independência, como a liberdade para brincar, a prática de esportes, passei
os e viagens.

• Insistir para que a criança freqüente a escola de forma regular. Da mesma forma, o adulto deve freqüentar o trabalho e demais atividades, de forma constante.

• Não mudar a vida da família em função da doença da criança, ou do paciente.

• Evitar com as crianças atitudes inadequadas, como: dormir com os pais, presentes e atenção especial em função da doença, chantagens emocionais, proibições desnecessárias. Os pais devem procurar ser pacientes com criança e evitar desentendimentos sobre a doença.

• Procurar informar-se sobre a asma para sentir-se seguro diante das crises e saber que atitude tomar.

• Em situações de crise, manter a calma, seguindo o plano de orientação do médico.

 

PATOLOGIAS PULMONARES DA CRIANÇA


Na criança, a doença respiratória crônica mais comum é a asma, pois afeta cerca de 20% da população infantil. Por esta razão, temos uma capitulo especial sobre a asma. Caso deseje vê-lo agora, clique aqui.

Já as doenças agudas que afetam nosso sistema respiratório com maior freqüência são as infecções:



• Virais:

a) Resfriados, faringites, amidalites e laringites

b) Bronquiolite que afeta os lactentes levando a um quadro de chiado, tosse e falta de ar. Este quadro pode ser leve a grave levando a hospitalização.


• Bacterianas:

c) Amidalites 

d) Sinusites

e) Broncopneumonias e pneumonias




• Microbacterianas: Tuberculose


A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Se corretamente tratada, a doença tem cura. O tratamento 
é feito em postos das Secretarias Municipais de Saúde, com a distribuição gratuita dos remédios. 

A transmissão ocorre quando uma pessoa com tuberculose pulmonar e bacilífera – aquela com exame de escarro positivo, ao tossir, espirrar ou falar, elimina bacilos no ar que são aspirados por outra pessoa. Dependendo do sistema imunológico do contactuante e da quantidade de bacilos aspirada, este poderá ou não ter a doença. A incidência da tuberculose é maior nos mais pobres que vivem em conduçoes precárias e tem maior chance de se contaminar. Individuos com AIDS, alcoolismo e diabetes mellitus, adoecem 
com mais freqüência.



• Fungos:

Aspergilus, Cândida, Pneumocistis. Estes organismos costumam infectar pacientes com imunodepressão.




Entre as doenças menos comuns, mas são importantes por sua gravidade, podemos citar:


• Má-Formações Congênitas:

Enfisema lobar congênito, fistula esôfago-traqueal, hérnia diafragmática, cisto de pulmão, hipoplasia pulmonar, doença adenomatoide cística, seqüestro pulmonar e anel vascular.



• Laringo-Traqueomalácea



• Doenças Aspirativas:

Refluxo gastroesofágico, disfunção da deglutição e aspiração de corpo estranho.



• Fibrose Cística:

Doença genética, autossômica recessiva, cujo defeito está localizado no cromossomo 7. Os pais são portadores, mas não tem sintomas. Mais de 1500 mutações já foram relatadas.

Doença complexa, multisistemica ocasionada por uma alteração nos canais de Cloro presentes no sistema respiratório, gastrointestinal, pancreas, glândulas do suor e sistema reprodutor masculino. Este defeito acarreta desisdrataçao das secreóes produzidas por estes orgãos. Este muco espresso e viscosos vai fechando pequenos brônquios e leva a infecções pulmonares de repetição. Secreções viçosas também podem obstruir os canais do pâncreas e fígado e intestino. O mecônio espesso pode ocasionar obstrução do intestino do RN: íleo meconeal.

Incidência: branco 1:3200; negro 1:15000; asiático 1:31000.

Diagnóstico é feito através do teste do suor(dosagem da concentração de Cloro ≥60 mEq/L) e quadro clinico sugestivo. Alguns paises fazem screening neonatal através de uma gota de sangue colhida do calcanhar (nível de tripsinogenio imunoreactivo).


* Os sintomas da Fibrose Cística:

• Suor salgado

• Obstrução intestinal

• Fezes fétidas e gordurosas

• Sunisites e infecções pulmonares

• Tosse e chiado crônico

• Retardo do crescimento

• Arredondamento das pontas dos dedos

• Problemas hepáticos, diarréia, prolapso do ânus.


A doença pulmonar é a principal causa de morbidade e mortalidade. No RN o pulmão é praticamente normal, mas com o passar do tempo, adquirirem infecções virais comuns da infância e pneumonias bacterianas. Estas infecções levam a destruição do pulmão sendo as vezes necessário recorrer ao transplante.

Não existe cura. O tratamento visa retardar o aparecimento das complicações. A gravidade da doença também varia de criança para criança, tendo casos leves.

O tratamento inclui: antibióticos para prevenir e tratar infecções; broncodilatadores ; mucolíticos acompanhados de fisioterapia respiratória intensa; vitaminas especiais e enzimas pancreáticas.

A criança também deverá:

1) Praticar exercícios físicos que ajudarão na eliminação da secreção do pulmão e fortalecerão o coração e pulmão

2) Evitar fumo inclusive passivo

3) Beber muito liquido para manter a secreção pulmonar mais fluída.

4) Alimentar-se bem e consumir calorias extras, dieta hipercalórica

5) Tapotagem e técnicas fisioterápicas de desobstrução dos brônquios

6) Lavar as mãos com freqüência para evitar infecções


• Bronquiectasias:

 


Bronquiectasia é uma dilatação irreversível de porções dos brônquios devida à lesão da parede brônquica. 

A bronquiectasia não é em si uma doença isolada, mas é produzida de diversas maneiras e é conseqüência de diferentes processos que lesam a parede brônquica, interferindo direta ou indiretamente em suas defesas. 

A condição pode ser difusa ou pode afetar somente uma ou duas áreas. Tipicamente, a bronquiectasia causa dilatação dos brônquios de calibre médio, mas, freqüentemente, os brônquios menores localizados abaixo apresentam cicatrização e obstrução.



* Principais causas da Bronquiectasia:

• Infecções respiratórias:sarampo,coqueluche, infecção por adenovírus ou bacteriana (por exemplo, por Klebsiella, Staphylococcus ou Pseudomonas).Tuberculose,fungo e Mycoplasma

• Obstrução brônquica: Aspiração de corpo estranho Aumento de tamanho de gânglios linfáticos Tumor pulmonar Tampão de muco

• Lesões por inalação: causada por vapores, gases ou partículas nocivas e aspiração de conteudo gástrico.

• Distúrbios genéticos: Fibrose cística, discinesia ciliar, deficiência de alfa1-antitripsina

• Anormalidades imunológicas: Síndromes de deficiência imunoglobulínica, disfunções dos leucócitos, deficiências do complemento.

• Disturbios auto-imunes: artrite reumatóide e a colite ulcerativa

• Abuso de drogas , infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), Síndrome de Young (azoospermia obstrutiva) e Síndrome de Marfan


* Prevenção:

As vacinações infantis contra o sarampo e a coqueluche; as vacinas da pneumocócicas e da gripe têm ajudado a reduzir o número de indivíduos que desenvolvem bronquiectasia.  O uso de antibióticos adequados na fase inicial de infecções, como a pneumonia e a tuberculose, também pode evitar a bronquiectasia ou reduzir sua gravidade.

A administração de imunoglobulinas em uma síndrome de deficiência imunoglobulínica pode evitar a ocorrência de infecções recorrentes e complicações derivadas das mesmas. A aspiração de corpos estranhos até as vias aéreas deve ser prevenida pelo controle rigoroso do que as crianças colocam na boca. Cuidados com pacientes com problemas neurológicos e dificuldade de deglutição ou regurgitação. 


• Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)::

Doença pulmonar obstrutiva crônica é uma denominação muito usada para o paciente com bronquite crônica e/ou enfisema pulmonar que, com freqüência, coexistem no mesmo paciente, predominando uma ou outra, sendo que ambas têm como principal agente causal o cigarro. Os sintomas são tosse com expectoração, chiado e falta de ar. 



DERMATOLOGIA

Veja artigos sobre:



 





Herpes do Gladiador


Infecção causada pelo vírus herpes simples tipo 1, que acomete os praticantes de esportes de contato direto, como luta livre. As lesões caracterizam-se por vesículas sobre base eritematosa, que se tornam pústulas e se ulceram. Em geral, localiza-se em áreas de maior exposição como cabeça,  face,  extremidades superiores e tronco. As lesões podem associar-se a cefaléia, febre, odinofagia e adenopatias cervicais. 

Como é feito o diagnostico?

O diagnostico eletivo é a citologia de Tzanck, que consiste em um raspado de uma vesícula, com presença de células gigantes multinucleadas. A cultura é o método diagnostico definitivo, mas demora dias para o resultado. 
O diagnostico é estabelecido através de um exame denominado micológico direto, que consiste no raspado da lesão; e da cultura, que determina o agente causal exato, importante para o tratamento adequado.


Como é tratado?

O tratamento consiste em medicações antivirais orais, que diminui o tempo de duração da infecção e a chance de transmissão. 


Como prevenir?


Um estudo comparativo populacional mostrou supressão de novos episódios com o uso de um antiviral especifico por 6 meses. Indicado para herpes recorrente. 


Quando retornar ao esporte?


• Ausência de sintomas;

• Ausência de novas vesículas por pelo menos 72 horas;

• Todas as lesões devem estar crostosas;

• Completar um mínimo de 120 horas de terapia antiviral sistêmica.

 



Molusco Contagioso


Infecção causada pelo pox vírus, que acomete os praticantes de esportes de contato direto, como luta livre, rugby e natação, já que as piscinas seriam uma via de disseminação do vírus. A lesão é uma papula semi-esférica, séssil, geralmente umbilicada ou com depressão central. Geralmente assintomática, exceto quando infectada, podendo ser dolorosa. As lesões podem desaparecer espontaneamente, mas o tratamento é necessário para que o atleta possa retornar as suas atividades. Alem disso, se não tratado, pode causar problemas em atletas, como infecção bacteriana secundaria por S aureus e erupção eczematosa ao redor das lesões.

Como é feito o diagnostico?

O diagnostico laboratorial geralmente é desnecessário, pois o quadro dermatológico é
característico.


Como é tratado?


Existem varias modalidades terapêuticas como curetagem, crioterapia, hidróxido de potássio, pulsed-dye laser e mais recentemente, imunomoduladores tópicos. A melhor opção para os atletas é a remoção física das lesões através da curetagem, para uma resolução mais rápida do quadro, evitando, assim, a transmissão para outros atletas e retorno breve a atividade. Quando o quadro é muito extenso, o molusco contagioso pode ser motivo de desqualificação da competição. No entanto, lesões solitárias podem ser curetadas antes da competição, de acordo com o NCAA Wrestling Championships Handbook.

Como prevenir?

Higiene rigorosa após exposição a secreções de outros atletas ou com objetos inanimados que teve contato, como bancos de piscina, toalhas, equipamentos de ginástica, esteiras.


Quando retornar ao esporte?

Os atletas devem ter suas lesões removidas antes de retornar a atividade. Lesões solitárias podem ser recobertas com gaze e esparadrapo.




Verrugas Plantares


Infecção causada pelo vírus papiloma humano, conhecido como HPV, mais prevalente em nadadores, devido ao uso de duchas comunitárias e corredores, devido ao calor e transpiração da pele. O aspecto é de uma área central anfractuosa, envolta por um anel hiperqueratotico, conhecido, vulgarmente por olho de peixe. A lesão pode ser bastante dolorosa. O diagnostico é clinico e deve ser diferenciado dos calos, presente em 8,5 a 41% dos corredores de maratona. 



Como é tratado?


O tratamento de escolha é o acido nítrico fumegante que é aplicado após a raspagem das lesões. Deve ser feito sob supervisão médica com curativos a cada 2-3 dias. O tratamento é demorado, por varias semanas, mas altamente eficaz. Não causa dor e não impede a atividade normal. Outras opções são o nitrogênio liquido, porém bastante doloroso, podendo ocorrer formação de bolhas; e injeções de bleomicina na base da verruga, também bastante doloroso. Imunomoduladores tópicos podem ser usados em casos resistentes.


Como prevenir?


Corredores devem usar sandálias no vestiário e chuveiro para evitar a aquisição da verruga. Não foi demonstrado que os portadores devam usar proteção para não disseminar a infecção na água. Para não limitar a pratica esportiva, o tratamento deve ser paulatino, reduzindo ao mínimo a dor.

 
 
NUTRIÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

Aconselhamos o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade.

Além da praticidade e economia, o aleitamento materno também oferece inúmeras vantagens. Em primeiro lugar, cria-se um vínculo afetivo muito forte entre mãe e filho. A composição do leite materno vai mudando ao longo do tempo. Por exemplo, nos primeiros 
dias, o colostro é extremamente rico em anticorpos. Além disso, contém substancias que fazem com que o sistema digestivo do bebê comece a funcionar. Ele é mais fácil de digerir. O leite materno previne contra varias infecções e diminui também alguns sintomas de 
alergias. Ao amamentar, a mãe libera o hormônio oxitocina, que provoca contrações uterinas, e isto faz com que o útero retorne ao seu tamanho original mais rapidamente. A amamentação também previne a mulher contra alguns tipos de câncer de mama e ovário.

O leite materno contém praticamente todas as vitaminas necessárias, com exceção talvez da vitamina D. Seu pediatra poderá recomendar um suplemento vitamínico. Uma complementação de vitaminas também pode ser necessária caso a mãe seja vegetariana.

É importante que o momento da amamentação seja relaxante, tanto para a mãe como para o bebê. Encontre uma posição em que os dois fiquem confortáveis. Escolha um ambiente tranqüilo e converse sempre com a criança.

Alguns cuidados devem ser tomados pela mãe que amamenta:

1) sempre que for tomar alguma medicação, confira com seu pediatra se esta medicação é secretada no leite materno;

2) se você fuma, agora é o momento de parar, ou pelo menos diminuir a quantidade de cigarros. A nicotina passa pelo leite materno e também diminui a quantidade de leite que você produz. Não deixe que ninguém fume perto do bebê;

3) evite tomar bebidas alcoólicas;

4) alguns alimentos ingeridos pela mãe passam no leite e podem provocar cólicas no bebê, como por exemplo, cafeína, chocolates, repolho, leite.

No entanto, nem sempre o aleitamento materno é possível, ou às vezes a mãe não deseja amamentar.  Não se sinta culpada por isto

Ao dar a mamadeira pro seu bebê, segure-o firmemente e olhe-o nos olhos, isto também ajuda a criar um vínculo. Confira sempre a temperatura do leite antes de oferecê-lo ao bebê. Não é aconselhável esquentar o leite no microondas. Certifique-se que o tamanho do bico é apropriado, e que o bebê não está sugando ar, inclinando a mamadeira. Aconselhamos que o pai também dê a mamadeira ao bebê. Além de criar um vinculo entre pai e filho, também dá um descanso à mãe. Não deixe que seu bebê adormeça enquanto 
está mamando, pois o resto do leite que fica na boca do bebê, principalmente se ele já está começando a dentição, pode provocar cáries nos dentes.

Existem vários tipos de leite artificial no mercado, a maioria é à base de leite de vaca, mas existem também alguns tipos de leite adequados para crianças que não toleram o leite de vaca.

Se o bebê não tomar a mamadeira inteira, não ofereça o resto novamente mais tarde. O leite pode estragar facilmente. Use uma mamadeira nova a cada mamada. 

Aos 6 meses de idade, começamos a introduzir alimentos sólidos. No começo, na realidade, o alimento é mais bem pastoso, pois o bebê precisa se acostumar com uma consistência diferente. Novamente, o momento da alimentação deve ser prazeroso, e não um momento de stress.

Alimente o bebê sempre com uma colher, não dê o alimentou diluído na mamadeira, pois desta forma ele pode ingerir mais do que necessita, e começar a ter problemas de sobrepeso.

Aconselhamos começar com um mingau de cereal de arroz. Este alimento é adequado pois não contém glúten, diminuindo portanto, as chances de alguma reação alérgica. O cereal pode ser misturado com um pouco de leite materno ou leite artificial. As quantidades 
oferecidas no início são pequenas. A idéia não é substituir uma mamada (seja de leite materno ou artificial), mas sim complementá-la. Oferecer o mingau antes da mamada, pois assim o bebê estará com mais fome e mais propenso a experimentar o novo alimento.

Depois comece oferecendo frutas amassadas, outros cereais e legumes amassados ou peneirados, e alguns sucos de frutas não cítricas.

Ofereça um alimento novo por vez, e só introduzir um ingrediente novo após 2 ou 3 dias.

Passados dois ou três meses, seu filho deve estar recebendo leite (materno ou mamadeira), cereais, legumes e verduras, carnes e frutas. Introduzimos o ovo por último, pois é um alimento alergênico. Dê inicialmente a clara e só depois o ovo inteiro.

Respeite o limite do seu filho. Ele dará indícios de quando está satisfeito, podendo se inclinar para trás, fechar a boca ou virar a cabeça. Quando ele tiver uma melhor coordenação motora, ele poderá até tentar tirar a colher da sua mão. Não o force a comer.

Outra questão importante é onde alimentá-lo. Se ele já conseguir se sentar, pode alimentá-lo no cadeirão, sempre bem preso. Caso ele ainda não esteja se sentando, pode sentá-lo no seu colo, ou num bebê conforto ou no carrinho, sempre tomando o cuidado que 
ele esteja numa posição ereta, evitando riscos de engasgamento.

Por volta dos 7 a 9 meses, a criança coloca os objetos na boca, e ele pode tentar comer sozinho. 

Nesta época também, ele pode começar a beber líquidos de uma caneca. Um modelo adequado é aquela com duas alças e tampa, onde a criança vai sugando o líquido.

Ao completar um ano de idade, pode-se fazer a transição do leite materno ou do leite artificial para o leite de vaca integral. Não dê leite desnatado nesta idade, ele precisa das gorduras e calorias do leite integral.

A vantagem de preparar a comida em casa, é que o bebê irá se acostumar com aquilo que a família normalmente come. Você deve tentar oferecer uma grande variedade de alimentos e o jeito mais saudável de prepará-los é assá-los, fervê-los ou grelhá-los. Ao ferver os alimentos, usar pouca água para manter as vitaminas.

Os potinhos são adequados para emergências, ou viagens. 

Agora que seu filho come alimentos sólidos, é importante oferecer bastantes líquidos, o melhor sendo água.

Não se deve dar mel a uma criança com menos de 1 ano de idade, pelo risco de botulismo. Nesta fase de alimentos sólidos, as fezes do seu filho sofrerão uma alteração. Isto é normal. Mudarão na consistência, cor e cheiro. 

Entre os 7 e 10 meses, seu filho já estará fazendo 3 refeições por dia, e a ingestão de leite materno ou mamadeira diminui. Aqui se torna importante oferecer outras fontes de proteína, tais como carne muito picadinha ou frango. Ele ainda não tem os molares, e é 
comum engasgar ou ter ânsias. A carne ou frango devem ser muito bem picadas e é mais fácil de oferecê-los se misturados com um legume que ele goste.

Dê sobremesa, ofereça uma fruta ou iogurte, não dê doces.

 

SAÚDE BUCAL

A saúde bucal engloba as cáries dentárias (decomposição dentária), a saúde periodôntica, o desenvolvimento e alinhamento adequado dos ossos faciais, mandíbulas e dentes, as doenças bucais e trauma ou lesões da boca e dentes.

Por volta dos dois anos e meio, seu filho já terá todos seus dentes de leite, incluindo os segundos molares. Os dentes permanentes só virão por volta dos 6 ou 7 anos de idade.

Cáries são o maior problema dentário na idade pré-escolar. As cáries são provocadas por bactérias, Streptococcus mutans ou Streptococcus sobrinus, que formam uma placa na superfície dos dentes. As bactérias interagem com o açúcar dos alimentos ou bebidas, transformando-o em ácido que dissolve o esmalte dentário, provocando as cáries. Caso não sejam tratadas, a dor e a infecção causados pela decomposição dentária, podem levar a problemas na alimentação, na fala e na aprendizagem. 

As cáries são uma doença infecciosa contagiosa e evitável quando os devidos cuidados são tomados. Para prevenir o contágio, recomendamos aos pais ou quem cuide do bebê que:

• Tenham uma higiene oral adequada e consultem seu dentista regularmente;

• Não compartilhem utensílios, copos, colheres ou escovas de dentes com a criança;

• Não “limpem” a chupeta da criança na própria boca, antes de dá-la ao bebê.

É importante cuidar dos dentes de leite do bebê, pois se eles estragam e acabam caindo, e os dentes permanentes ainda não estão na hora de nascer, os dentes de leite irão se reposicionar no espaço que ficou vazio, não deixando um espaço para quando chegarem os dentes permanentes.

É crucial criar o hábito da higiene oral desde cedo. 

Aos dois anos de idade, seu filho já deve escovar os dentes, ao menos, uma ou duas vezes por dia. Isto tem que fazer parte da rotina diária dele. Você precisa supervisionar a escovação, utilizando uma escova macia e muito pouca pasta de dente, pois flúor em 
excesso também é prejudicial. Se ele não gostar do sabor da pasta, pode fazer a escovação sem pasta de dente, só com água; a escovação e enxágüe são mais importantes que o uso de pasta de dentes. É importante escovar todos os dentes, não só aqueles que ele consegue ver, por dentro e por fora, de cima e de baixo.

Além da higiene bucal, a dieta do seu filho tem um papel importante na saúde dentária. 

Esta fase é ideal para criar hábitos alimentares saudáveis para toda a vida: estimular o consumo de frutas, verduras e legumes, grãos integrais, carnes magras e laticínios, e reduzir ao máximo o consumo de alimentos e bebidas ricos em açúcar. Se seu filho comer um pedaço de bolo, mas escovar os dentes logo em seguida, não é tão prejudicial do que se ele comer aquelas balas grudentas ou chiclete, ou frutas secas, onde o açúcar permanecerá na boca do seu filho por um longo tempo.


Aconselhamos marcar uma consulta com um dentista a partir dos 12 meses de idade. 

A Academia Americana de Pediatria dá os seguintes conselhos para promover a saúde bucal do seu filho:

• Amamentar seu filho

• Após a amamentação, limpe as gengivas e dentes do bebê depois da alimentação e antes de colocá-lo pra dormir;

• Não incentive que seu filho durma com uma mamadeira, qualquer mamadeira que seja levada pro berço deve conter somente água;

• Limite o consumo de comidas e bebidas doces às refeições;

• Evite refrigerantes e sucos de frutas adoçados;

• Estimule que se filho beba somente água ou leite entre as refeições;

• Estimule o consumo de frutas.

O flúor, um elemento da natureza, tem papel crucial no decréscimo das cáries dentárias. O flúor diminui a dissolução do esmalte e estimula a remineralização. Também possui efeitos antimicrobianos num pH baixo.

O flúor pode ser aplicado de várias formas: através do consumo de água tratada, quando o dentista faz uma aplicação de flúor tópica regularmente, e finalmente, através do uso de pasta de dente ou suplementos.


FEBRE E CONVULSÃO FEBRIL


Febre:

A febre é um sinal muito frequente na faixa etária pediátrica e uma importante causa de preocupação para os pais.

A temperatura corpórea nos seres humanos deve ser e é normalmente mantida entre valores estreitos, próximos a 36,0 a 37,0° C, através de centro de controle localizado no cérebro, que funciona como eficiente termostato. Variações diurnas normais da 
temperatura ocorrem, sendo habitual a temperatura ser até 1° C menor no início da manhã do que a observada no final da tarde e início da noite.

Variações da temperatura ambiente suscitam respostas do organismo que fazem com que a temperatura corpórea se mantenha nos limites normais.

Crianças muito pequenas, especialmente no primeiro mês de vida, podem ser mais vulneráveis a grandes variações da temperatura externa, o que, entretanto, não pode justificar grandes variações de temperatura corpórea, afinal, somos animais de “sangue 
quente”. 

A febre é uma elevação anormal da temperatura corpórea decorrente de um novo ajuste no termostato. 

Substâncias produzidas pelo próprio organismo, em algumas circunstâncias, e, principalmente, algumas produzidas por agentes infecciosos, como os vírus e as bactérias, causam o reajuste do termostato e o organismo lança mão de mecanismos diversos de 
produção e conservação de calor para que a temperatura corpórea se mantenha elevada. 

Entre estes mecanismos, os arrepios, os tremores, a vontade de ficar sob cobertas, agasalhar-se, são alguns exemplos. 

A administração de vacinas e o uso de algumas drogas são exemplos de possiveis causas de febre sem infecção. A febre causada em resposta aos agentes infecciosos é, entretanto, a mais comum na criança. 

A febre não deve ser vista como um problema em si, uma vez que, observa-se uma queda na multiplicação dos micróbios quando a temperatura corpórea eleva-se. Entretanto, a febre deixa a criança, especialmente as pequenas, com menor atividade, mal estar e aspecto de mais adoentado, o que atrapalha a avaliação sobre se os sintomas se devem à febre ou se são conseqüência do problema que a está desencadeando.  

A febre pode ter um "comportamento" que pode auxiliar o médico no diagnóstico, podendo ser mais característica de um ou outro tipo de doença, mas o padrão da febre não é suficiente para definir um diagnóstico.

tratamento da febre, com anti térmicos, tem a função de reajustar o termostato e tem o papel de aliviar este sintoma e minimizar desconfortos, como dores, mas não modifica o curso das doenças infecciosas. Crianças e adolescentes saudáveis com febre com 
temperatura inferior a 38°C não requerem tratamento.  Em situações especiais como existência de doença cardíaca ou neurológica ou nas crianças com antecedente deconvulsão febril o tratamento com anti térmicos em febres mais baixas é benéfico.

Sempre que indicado, administrar o medicamento anti térmico e apenas adotar medidas para favorecer a perda de calor pelo organismo cerca de 30 ou 40 minutos após. A tentativa de  abaixar a temperatura corpórea sem antes alterar o termostato causa 
intenso desconforto.

Os anti térmicos seguros para as crianças são o paracetamol e a dipirona, nas doses, intervalos e apresentações habitualmente recomendados pelo médico e baseados na idade e no peso da criança. O uso de componentes contendo o ácido acetil salicílico (AAS) não está indicado, assim como o uso de anti inflamatórios deverá se apoiar em indicação e prescrição médicas, pois poderá distorcer sintomas importantes como sinais de alerta aos pais e aos médicos.

Uma questão que sempre surge é sobre o melhor momento para que seja realizada uma consulta médica, para que a criança seja examinada. Não há uma fórmula exata, mas algumas dicas são importantes:

• Crianças menores do que 3 meses de vida, sempre.

• Crianças com menos de 3 anos e principalmente com menos de 1 ano de vida e segundo dia de febre.

• Crianças acima de 3 anos e febre com duração superior a 2 dias, especialmente sem sinais de origem do sintoma.

• Crianças com aparência de muito doente (“caida”, “prostrada”, “hipoativa”), especialmente após o uso de antitérmico e controle da febre, independente da duração da febre.

• Crianças com febre alta e sem sinais da origem da doença.

• Crianças com doenças de base.

• E, um critério muito importante, quando a mãe ou o pai acharem que algo não vai bem. 



Convulsão febril:

A convulsão febril é a forma mais freqüente de convulsão durante a infância e tem excelente prognóstico.  Entretanto, toda criançacom convulsão associada a febre deve ser cuidadosamente examinada e investigada à procura de outras causas para a febre. A
convulsão febril é rara antes dos 9 meses de vida e após os 5 anos de idade. A idade de maior incidência está entre os 14 e os 18 meses de vida. Existe forte relação com história familiar (irmãos e pais), o que sugere uma predisposição genética. A convulsão que ocorre nos episódios de febre em crianças com histórico de convulsão não é chamada convulsão febril. 

Um episódio de convulsão febril habitualmente está associado a aumentos muito rápidos da temperatura até acima de 39°C. 

A repetição de episódios de convulsão febril ocorre em 30 a 50% das crianças.

A convulsão febril não leva a qualquer comprometimento futuro do desenvolvimento intelectual.

O uso de anti térmicos e o controle da febre nem sempre podem impedir a convulsão febril, que muitas vezes ocorre antes mesmo de a febre ter sido observada, pois a temperatura pode ascender muito rápido. O importante é proteger a criança durante a convulsão e
levá-la para avaliação médica. 

A prevenção de outros episódios através do uso de medicamentos anticonvulsivantes não é habitualmente recomendada, sendo reservada a situações especiais. A forma de controlar a febre em novas situações de infecção deve ser orientada pelo médico, mas 
sempre levando-se em conta que a convulsão febril é benigna (apesar de assustar muito os pais), que após os 5 anos de idade tende a desaparecer e que devemos usar medidas que abaixem a temperatura (anti térmicos e medidas físicas, como compressas e banho), reforçando, entretanto, que os pais nem sempre terão o controle total da temperatura nos episódios febris, não devendo sentirem-se culpados caso novo episódio de convulsão venha a ocorrer. 

E, muito importante, não julgue suas próprias dúvidas. Se houver,  sempre tenha a liberdade de conversar com o médico de seu filho

 

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA


Logo após o nascimento, o bebê perde um pouco de peso, que ele recupera na primeira semana de vida. Em média, os recém nascidos ganham de 20 a 30 gramas por dia, e crescem 2,5 a 4 cm no primeiro mês.

Seu pediatra prestará muita atenção ao crescimento craniano do bebê, pois reflete o crescimento do cérebro. O crânio crescerá muito nos 4 primeiros meses de vida, mais do que em qualquer outra fase. Ao nascer, mede, em média, 35 cm, e no final do primeiro mês,
deve medir uns 37,5 cm.

Por volta da 3ª semana, o umbigo já terá secado completamente e caído.

A maior parte da atividade do seu bebê é reflexiva. Por exemplo, se você puser um dedo na boca dele, ele começará a sugar. Outro reflexo importante nesta fase é o reflexo de Moro, que faz com que seu filho abra os braços e estique as pernas e o pescoço se ele for mudado de posição muito abruptamente, ou se assustar com um som muito alto.

Outro reflexo é que ele agarra seu dedo, caso você o coloque na palma da mão do bebê, e ele também abre os dedinhos do pé em leque, se você tocar na planta do pé. Aos poucos os reflexos desaparecem, e o bebê apresenta respostas voluntárias.

Seu bebê poderá sofrer de cólicas, isto é muito comum. Geralmente elas ocorrem no final do dia, e fazem com que o bebê chore desconsoladamente. Costumam melhorar por volta do terceiro mês. Tente colocá-lo de bruços sobre suas pernas e massagear as costas do bebê, ofereça uma chupeta, enrole-o num cobertor para que se sinta mais seguro, e caso você fique muito aflita com o choro do bebê, peça a outra pessoa que fique com ele por uma ou duas horas e saia de perto dele um pouco.

Durante o primeiro mês de vida, o bebê começará a sorrir e a dar risadinhas. No começo, ele poderá fazer isto enquanto dorme, mas depois fará isto quando estiver acordado, o que trará imenso prazer para você e seu filho.

Os músculos do pescoço vão se fortalecendo aos poucos, embora ele ainda não consiga segurar a cabeça nesta idade, somente por volta dos 3 meses. Mas se colocado de bruços, ele poderá mudar a cabeça de lado.

A visão do bebê também sofrerá alterações no primeiro mês. No começo, ele é extremamente sensível à luz. Com duas semanas, suas pupilas já se dilatam um pouco e ele consegue distinguir algumas sombras. A retina também se desenvolve e faz com que
consiga reconhecer objetos.

A audição é extremamente sensível, e sons muito agudos ou altos fazem com que o bebê se retraia completamente ou abra um berreiro. Ele gosta de ouvir vozes, e sons ou música suaves.

O choro é a maneira de como o bebê expressa suas necessidades: cansaço, sono, fome, frio, calor, desconforto, etc. Os pais devem se manter calmos, e tentar algumas coisas: trocar a fralda, alimentar o bebê, ver se está com frio ou calor, oferecer uma chupeta, dar
banhos, segurar o bebê e balançá-lo suavemente, e falar com ele.

Um recém-nascido dorme de 20 a 22 horas por dia. O ideal é fazer com que se acostume a dormir no berço. Procure não acostumá-lo a dormir no colo, pois depois será mais difícil desfazer este hábito.

Entre 1 e 4 meses o bebê já faz alguns movimentos voluntários, não tanto por reflexo. Ele pode passar longos períodos olhando para as próprias mãos. Ele reconhecerá a voz da mãe e sorrirá ao ouvi-la. Ele já passa mais tempo acordado. Já é possível tentar
estabelecer uma rotina com o bebê e ele passará a dormir mais à noite, ficando mais tempo acordado durante o dia.

Por volta dos 4 meses de idade a fontanela na cabeça do bebê deve ter fechado.

Os músculos do pescoço estão mais desenvolvidos, e a criança consegue segurar um pouco mais a cabeça.

As pernas já não estão tão arqueadas como quando era um recém-nascido e consegue movimentá-las com mais vigor. Normalmente, um bebê consegue rolar de um lado para o outro por volta dos seis meses, mas é bom não arriscar e nunca deixá-lo sem supervisão
em cima do trocador ou qualquer outra superfície acima do chão.

Aos dois meses, o bebê já consegue acompanhar o movimento de um objeto. Ele consegue distinguir as expressões faciais também, e gosta muito de se olhar no espelho. Com 3 ou 4 meses ele já consegue visualizar objetos mais longe dele, olhar pela janela ou para a televisão.

Da mesma forma que ele gosta de olhar para um rosto humano, o bebê também gosta de ouvir vozes humanas, e reconhece a da mãe, mesmo que esteja num outro quarto. Por volta dos 3 ou 4 meses ele consegue balbuciar alguns sons. É importante conversar
sempre com o bebê e não utilizar linguagem muito infantil, fale normalmente com ele.

Por volta dos 3 meses, o bebê já consegue fixar seu olhar no da mãe, sorrir pra ela, e expressar sua alegria com o corpo todo, agitando braços e pernas. Nesta fase, ele também gosta do convívio com outras crianças.

Aos 4 meses de idade, vocês já estabeleceram uma rotina de banho, alimentação e sono, e ser consistente com a rotina traz segurança para o bebê. É óbvio que às vezes ocorrem alterações na rotina, que devem ser encaradas positivamente, sem que acarretem nenhum problema para o bebê.

A partir desta fase, ocorrem grandes transformações. Ele já tem mais controle sobre seus movimentos, consegue rolar de um lado para o outro, ficar sentado, engatinhar, consegue agarrar objetos.

Não existe uma fórmula definitiva de como criar um bebê, ele é único e tem sua própria personalidade e gostos, e vocês dois têm que descobrir a melhor maneira de se relacionarem.

Quanto ao crescimento, geralmente o bebê ganha meio quilo de peso por mês, e cresce uns 5 cm entre os 4 e 7 meses de idade. A circunferência da cabeça aumenta uns 2,5 cm. Não é tão importante o quanto ele cresce ou engorda, mas que ele se mantenha dentro da curva de crescimento.

A partir dos 4 meses, a visão melhora consideravelmente, ele já consegue distinguir cores, preferindo o vermelho e o azul. A coordenação olho-mão está bem desenvolvida e consegue acompanhar movimentos rápidos de objetos.

Ele consegue emitir sons mais distinguíveis e às vezes imita diferentes entoações, como se estivesse fazendo uma pergunta, ou afirmando alguma coisa. É muito importante conversar com o bebê.

Nesta idade ele gosta de brincar de esconde-esconde com objetos ou pessoas. Ele aprende que os objetos são permanentes, mesmo que não estejam no seu campo visual. Ele percebe também que algumas ações dele provocam reações, como chacoalhar um
chocalho, bater algum objeto na mesa, deixar cair objetos, enfim, é importante nesta fase oferecer coisas que não se quebrem, sejam leves e suficientemente grandes que ele não consiga colocá-las na boca. Às vezes, uma colher de pau entretém a criança por muito
tempo.

Por volta dos 5 meses de idade, quando colocado de bruços, o bebê consegue segurar a cabeça, e tenta erguer o tórax. Ele também fará movimentos com os braços e pernas, como se estivesse nadando. Estes movimentos são importantes para que ele role e depois
engatinhe. Ele consegue ficar sentado quando tem algum apoio, como uma almofada atrás dele, mas também consegue formar um “tripé” e esticar os braços e se apoiar com as mãos no chão.

Por volta dos 6 a 8 meses, seu bebê já consegue segurar objetos com mais firmeza e consegue transferi-los de uma mão para a outra. Ele consegue agora segurar seus pés quando está deitado de costas, e trazê-los até a boca. Fica mais difícil a troca de fraldas,
pois ele também tenta por a mão nos seus genitais.

A cada dia, seu filho adquirirá novas habilidades, tornando-o mais independente. É muito importante que sua casa não ofereça riscos à criança. Clique aqui e veja o tópico sobre prevenção de acidentes dentro de casa.

Assim que o bebê conseguir ficar sentado sozinho, por volta dos seis meses, é aconselhável deixá-lo nesta posição por algum tempo, com brinquedos a seu redor.

Cada criança tem seu ritmo de desenvolvimento, algumas “pulam” algumas fases, por exemplo, algumas andam sem ter engatinhado. Não adianta comparar seu filho com outras crianças que conhece, pois ele é único. Caso você observe um atraso muito notável em
alguma fase do desenvolvimento, é aconselhável conversar com seu pediatra.

Assim que a criança começar a andar, precisará usar sapatos. O melhor modelo é um que seja confortável, com solas antiderrapantes. Isto acontece por volta de 1 ano de idade, embora algumas crianças começam a andar antes disto, e outras demoram um pouco mais.

Nesta fase, a criança também adquire habilidades manuais incríveis, consegue fazer o movimento de pinça, usando o polegar e indicador, tira e põe objetos de um recipiente, aponta com o indicador, tenta imitar a escrita, rola uma bola, consegue montar uma torre com alguns blocos, e adora derrubá-la!

Por volta de um ano de idade, a criança já consegue dizer algumas palavras (“ma-ma” “pa- pa”), e com certeza, ela entende muito do que a mãe diz. Por isso, é muito importante conversar sempre com a criança enquanto estiver dando banho, trocando a fralda, dando
de comer, etc. Identifique os objetos e partes do corpo, enquanto fala com ela.

A criança consegue se concentrar num objeto por alguns minutos apenas, e tentará explorar algo novo logo em seguida. Os objetos da casa despertam muito interesse, como uma colher de pau, uma caixa de cereais, tampas de panelas, etc. Ela vai explorando todas
as propriedades dos objetos, se rolam ou não, as texturas, o gosto, tamanho, etc.

Ao redor dos 10 a 12 meses, o bebê começa a sentir uma ansiedade de separação. Ele estranha ficar com pessoas desconhecidas e fica muito aflito ao não ver a mãe, ou a pessoa que cuida dele, perto dele. A ansiedade costuma ser pior quando o bebê está
cansado, com fome ou doente. Se você sabe que vai ter que sair, certifique-se que ele esteja alimentado e descansado antes de sair. Procure ficar com ele o máximo que puder quando ele estiver doente. Ao sair, faça-o sem chamar muito a atenção. Despeça-se dele,
e saia. O choro durará alguns minutos apenas.

Muitas vezes, a criança escolhe um “objeto de transição”, alguma coisa que lhe transmite segurança, seja um paninho, um bichinho de pelúcia, uma peça de roupa, enfim. Para facilitar as coisas, tente providenciar um duplicado do objeto de transição para evitar
transtornos caso o objeto esteja sendo lavado, ou ficou esquecido em algum lugar. Faça um rodízio dos objetos, assim o bebê não percebe muita diferença entre ambos (por exemplo, se um estiver novinho em folha e o outro mais gasto!)

 

 PREVENÇÃO DE ACIDENTES EM CASA


Atualmente, lesões acidentais são a principal causa de morte em crianças com menos de 5 anos nos Estados Unidos.

A tarefa de evitar acidentes é infindável e é a maior responsabilidade dos pais.

Em cada fase da vida do seu filho, ele está exposto a perigos diferentes, e portanto, os cuidados que devem ser tomados também são diferentes.

Até os seis meses de idade, aconselhamos que não deixe seu filho sozinho numa situação que pode oferecer algum risco. Assim que ele começar a se mexer, ele é um risco para si mesmo: rola da cama, entra em lugares que não deveria, escala lugares perigosos, põe a mão em tudo e experimenta tudo. A criança não tem noção do perigo ao qual ela se expõe, e também não tem memória de experiências ruins ou dos seus avisos para não fazer ou mexer alguma coisa. Ela está descobrindo o mundo. Ela não tem capacidade de prever as conseqüências do seu ato, por exemplo, se ela puxa o fio do ferro de passar roupa, ela não tem noção que o ferro quente pode cair em cima dela.

É muito importante ser consistente, e nunca deixe que uma regra de segurança seja desobedecida. É importante explicar à criança porque você não permite que ela faça alguma coisa que pode oferecer-lhe algum risco.

A maioria dos acidentes com crianças ocorre quando os pais estão sob stress. As seguintes situações estão normalmente associadas com acidentes:

• Fome ou cansaço;
• Gravidez da mãe;
• Doença ou morte na família;
• Tensão entre os pais;
• Mudanças no meio ambiente da criança, tais como mudar para uma casa nova ou sair de férias.

Tente fazer da sua casa um ambiente seguro para seu filho, onde ele possa se sentir livre para explorar.


No Quarto da Criança:

 Berço:

É o local onde o bebê fica normalmente sem supervisão, e portanto, deve ser totalmente seguro.

• Verifique o espaço entre as barras, para que a cabeça da criança não caiba entre elas.

• Ao comprar o colchão, retire todo o plástico que o envolve.

• Assim que seu filho sentar, abaixe o estrado do berço o máximo possível.

• Mantenha a grade lateral do berço sempre levantada quando o bebê estiver no berço.

• Periodicamente, cheque se não há alguma saliência ou pontas no berço.

• Se houver um espaço maior que dois dedos entre o colchão e a lateral do berço, preencha este espaço.

• Utilize protetor de berço, de preferência que dê a volta toda no berço. As tiras que prendem o protetor ao berço não devem ter mais do que 10 cm para evitar estrangulamento, e deve haver no mínimo 6 tiras para evitar que o protetor fique muito
solto e caia por cima da criança.

• Assim que seu filho ficar em pé sozinho, retire o protetor de berço e outros brinquedos ou travesseiros que possam ser usados como “degraus” para ele tentar sair do berço sozinho.

• Caso você pendure um móbile do berço, certifique-se que está bem fixo e alto o suficiente, que o bebê não consiga agarrá-lo e puxá-lo.

• Nunca posicione o berço do bebê próximo a uma janela.


• Beliches:

Embora as crianças adorem os beliches, eles oferecem dois riscos:

1) a criança que dorme em cima pode cair
2) o estrado de cima pode cair em cima da criança que está dormindo embaixo.

Alguns cuidados a serem tomados com beliches:

• Encoste o beliche num canto do quarto, assim ele tem 2 paredes para dar apoio.

• Não deixe que uma criança com menos de 5 anos durma na cama de cima.

• Certifique-se que o colchão de cima está bem encaixado na cama e não oferece risco de escorregar para baixo.

• Ponha uma escada para a cama superior e deixe uma luz noturna acesa, assim a criança pode ver a escada à noite e utilizá-la caso queira descer da cama.

• Coloque uma proteção lateral na cama superior.

• Não permita que as crianças pulem na cama superior.


• Trocador:

É o lugar mais confortável para trocar o bebê, mas alguns cuidados devem ser tomados:

• Escolha um modelo firme, com grades laterais.

• A superfície onde o bebê é colocado deveria ser levemente côncava, onde o meio é ligeiramente mais fundo que as laterais, para evitar que o bebê role.

• Nunca deixe o bebê sem supervisão em cima do trocador.

• Deixe tudo o que for precisar à mão: roupas, fraldas, cremes, etc.

 

No Quarto Dos Pais:

• Não aconselhamos que a mãe amamente deitada na cama, pois corre o risco de adormecer.

• Não deixem objetos jogados pelo quarto: moedas ou isqueiro no criado-mudo, ou frascos de perfume na penteadeira.

• Verificar que a cama seja bem firme, e evite colchas ou almofadas com muitos babados.



Cozinha e Lavanderia:

A cozinha é o lugar da casa que mais oferece riscos para crianças pequenas.

• Guarde os produtos de limpeza num armário alto, fora do alcance e da visão da criança. Caso guarde algum produto em baixo da pia, coloque algum dispositivo que impeça que a criança o abra, e nunca transfira produtos de limpeza para outras embalagens, que a criança possa achar que sejam comestíveis.

• Guarde facas, garfos, tesouras e outros instrumentos afiados num lugar separado dos utensílios “seguros”. Aparelhos, tais como processadores, devem estar fora do alcance da criança.

• Retire da tomada qualquer aparelho que não esteja sendo usado, para que a criança não consiga ligá-lo acidentalmente. Não deixe os fios dos aparelhos pendentes para que ela não consiga puxá-lo e que caia sobre ela.

• Os cabos das panelas devem estar sempre voltados para a parte de trás do fogão, e sempre procure utilizar as bocas de trás também, para evitar que a criança queira pegar as panelas. Quando estiver andando carregando algum líquido quente, uma xícara de café ou um prato de sopa, certifique-se primeiro de onde está seu filho, evitando de tropeçar nele sem querer.

• Certifique-se sempre que os botões do fogão estão sempre na posição desligada, e caso os botões se soltem com facilidade, remova-os para que seu filho não ligue o fogão acidentalmente, ou então tente bloquear ao máximo o acesso ao fogão.

• Mantenha os fósforos fora do alcance e da visão da criança.

• Não esquente as mamadeiras no micro-ondas. O líquido aquece de forma desigual, e podem haver bolsões de líquido muito quente que pode queimar a boca do seu filho.

• Mantenha um extintor de incêndio em casa.

• Não use uma toalha de mesa muito grande, de modo que não possa ser puxada pela criança.

• Verifique sempre o prazo de validade dos alimentos, principalmente os que estão no freezer.

• Certifique-se que os fios dos equipamentos: geladeira, freezer, lava-roupas e secadora possuem dimensões apenas suficientes para alcançar a tomada e são de difícil acesso.

• As lixeiras devem ser guardadas, tampadas, dentro de um armário.

• O tanque de roupa deve estar bem fixo.


Varanda:

• Nunca deixe móveis ou brinquedos perto do peitoril da varanda.

• Caso tenha uma rede na varanda, certifique-se que os ganchos estão bem fixos à parede e em bom estado, e que a rede não encoste em paredes ou portas quando em movimento.

• Caso haja uma churrasqueira na varanda, certifique-se que não há nenhum produto inflamável ao alcance do seu filho, e que a churrasqueira está bem firme.

• Ponha uma tela de proteção na varanda.

• Certifique-se que as portas da sala ou quarto que dão acesso à varanda tenham um mecanismo de trava.


Banheiro:

Nunca deixe que seu filho fique sem supervisão no banheiro. Certifique-se que a porta pode ser destrancada pelo lado de fora, caso seu filho se tranque no banheiro acidentalmente.

• As crianças podem se afogar em poucos centímetros de água, portanto, nunca deixe seu filho sem supervisão na banheira, nem que seja por um instante. Caso tenha que atender a campainha ou o telefone, embrulhe seu filho numa toalha e leve-o junto.

• Verifique sempre a temperatura da água antes de colocar o bebê ou a criança na banheira.

• Ponha fitas antiderrapantes na banheira e ponha algo macio na torneira, para que seu filho não machuque a cabeça.

• Crie o hábito de manter o vaso sanitário sempre tampado. Um bebê curioso pode querer brincar na água, desequilibrar-se e ir de cabeça.

• Mantenha todos os medicamentos com as tampas de segurança e de preferência num armário que a criança não tenha acesso.

• Deixe secador de cabelo e aparelho de barbear elétrico num outro cômodo da casa, assim não há o risco de que tenham contato com a água.



Garagem e Depósito:

São os lugares onde normalmente guardamos ferramentas e produtos químicos. Não deve permitir que seu filho vá pra estes lugares.

• Guarde todos os produtos químicos e de pintura num armário trancado.

• Guarde as ferramentas fora do alcance da criança.

• Não deixe que se filho brinque perto da entrada da garagem ou calçada onde podem trafegar automóveis.

• Caso tenha um portão automático, certifique-se primeiro que seu filho não está perto do portão.

• Estacione o carro em posição de saída. Nunca deixe as chaves do carro no contato.

 

Todos Os Outros Cômodos Da Casa:

• Coloque protetores de tomadas em todas as tomadas que não estejam sendo utilizadas.

• Se mora numa casa com escadas, coloque carpete na escada para evitar que seu filho escorregue, e ponha também portõezinhos de segurança em cima e em baixo. Evite o modelo tipo acordeão.

• Elimine qualquer planta venenosa da casa.

• Fique de olho sempre no chão, para evitar que se filho encontre uma moeda, ou botão, ou algum objeto pequeno que possa colocar no nariz ou engoli-lo.

• Se seu piso for de madeira, não deixe que seu filho corra só de meias pela casa, meias são muito escorregadias.

• Prenda as cordas de cortinas ou venezianas, para evitar o risco de estrangulamento.

• Preste atenção para qualquer móvel que tenha cantos vivos. Se possível, retire este móvel enquanto seu filho está aprendendo a andar, ou então cubra os cantos.

• Teste a estabilidade de móveis, tais como estantes. Se não forem muito firmes, fixe-as na parede, e coloque lustres de pé atrás de móveis para que a criança não consiga puxá-los.

• Coloque grades ou telas de segurança nas janelas. Nunca ponha móveis tipo mesas, cadeiras ou sofás próximo a janelas.

• Nunca deixe sacos plásticos espalhados pela casa, e não guarde brinquedos em sacos plásticos.

• Caso tenha aquecedores ou lareira em casa, coloque uma proteção na frente para evitar que a criança encoste neles.

• Caso tenha alguma arma de fogo em casa, guarde-a sempre sem munição e num lugar inacessível para a criança.

• Todas as bebidas alcoólicas devem ser trancadas a chave num armário.

• Não deixe nenhuma janela com vidros quebrados ou rachados

• As janelas basculantes não podem ter espaço suficiente para a passagem do corpo de uma criança.

• Pisos escorregadios ou com áreas defeituosas, como tacos quebrados, soltos ou empenados, podem causar acidentes.

• Tapetes enrugados ou com as bordas reviradas podem provocar quedas.

• Os tapetes devem possuir, no avesso, material antiderrapante.

• Verificar sempre se há alguma parede com o reboco se soltando.

• Não manter fios elétricos com revestimento descascado ou rachado.

• Não deixar soquete sem lâmpada.

• Portas de vidro devem possuir fitas adesivas ou outro tipo de identificação, para alertar as pessoas.

• Escadas devem ter corrimão, piso antiderrapante e proteção lateral.

• Se existirem vãos entre os degraus das escadas, estes devem contar com algum tipo de proteção.



Acessórios Infantis:

Cadeirões:

Quedas dos cadeirões são o acidente mais comum.

1. Escolha um modelo com uma base larga para que tenha mais estabilidade.

2. Se ele for dobrável, certifique-se que está bem preso toda vez que for usá-lo.

3. Prenda seu filho com o cinto toda vez que ele estiver no cadeirão e nunca deixe que ele fique em pé.

4. Não coloque o cadeirão perto de uma bancada ou mesa.

5. Nunca deixe seu filho sem supervisão no cadeirão e não permita que crianças maiores tentem escalá-lo, pois pode virar.

6. Utilize os modelos que se prendem a mesas somente quando for viajar ou comer fora. Os modelos tradicionais mais firmes são mais aconselháveis.


Bebê Conforto:

1. O bebê conforto não deve substituir a cadeirinha de carro, ele serve só pra manter seu filho mais erguido para que veja melhor ou poder alimentá-lo mais facilmente.

2. Utilize os cintos de segurança sempre que o bebê estiver no bebê conforto.

3. Escolha um modelo em que o bebê afunde um pouco.

4. Olhe a parte inferior do bebê conforto, e se o plástico for muito liso e escorregadio, cole tiras antiderrapantes para evitar que deslize em superfícies muito lisas.

5. Mesmo que o bebê conforto tenha uma alça para carregá-lo, segure-o com ambos os braços por baixo do bebê conforto, com seu filho preso pelo cinto de segurança.

6. Não é aconselhável deixar o bebê conforto num lugar alto, às vezes um bebê muito ativo pode desequilibrar o bebê conforto.

 

Cercados:

Muitas vezes os pais colocam os bebês no cercado, onde ele pode ficar sem supervisão por um tempinho. Alguns cuidados a serem tomados são:

1. Nunca deixe uma das laterais do cercado abaixada.

2. Quando a criança conseguir ficar sentada, remova os brinquedos que ficavam presos no cercado, para evitar que a criança se enrosque neles.

3. Quando a criança conseguir ficar em pé sozinha, remova as caixas e brinquedos grandes que ela poderia usar como “degrau” para escalar o cercado.

4. Algumas crianças que estão com os dentes em erupção mordem as bordas do cercado. Verifique sempre as condições destas, e tente consertá-las.

5. Verifique que o espaço da tela é de um tamanho adequado, não permitindo que a cabeça da criança fique presa na tela.

6. Não utilize os modelos do tipo acordeão.

 

Andadores:

A Academia Americana de Pediatria não recomenda seu uso. Alguns cuidados a serem tomados:

1. Caso a estrutura seja em forma de X, tome cuidado que os dedinhos não fiquem presos na estrutura.

2. Para evitar que tombem, os andadores devem ter pelo menos 6 rodinhas, e a base inferior deveria ser mais larga que a superior (mesinha).

3. Use o andador somente em superfícies lisas, sem tapetes, batentes de portas ou outro obstáculo que possa fazer com que o andador tombe.

4. Certifique-se que os portões das escadas estão fechados antes de por a criança no andador.

5. Nunca deixa uma criança sem supervisão no andador.

 

Chupetas:

Algumas chupetas que não são fabricadas corretamente oferecem o risco de sufocamento caso elas se desmembrem.

1. Nunca use o bico da mamadeira preso à tampa como chupeta.

2. Compre chupetas que não podem se desmembrar. As que são feitas de um único pedaço de plástico são as mais seguras.

3. O “escudo” que separa o bico da chupeta da argola deve ser grande o suficiente que impeça que a criança ponha a chupeta inteira na boca.

4. Nunca prenda a chupeta com uma fitinha ou corda no pescoço ou mão da criança, mesmo que ela deixe cair a chupeta 1.000 vezes por dia!

5. As chupetas se estragam com o uso, se ela estiver gasta ou rasgada, substitua-a.



Caixas de Brinquedos:

As caixas podem ser perigosas, pois a tampa pode cair na cabeça da criança enquanto ela procura por algum brinquedo.

1. Procure uma caixa sem tampa, ou com laterais deslizantes.

2. Caso a caixa de brinquedos tenha uma tampa com dobradiças, coloque uma mola que segure a tampa aberta, em qualquer ângulo em que ela seja aberta.

3. Procure uma caixa de brinquedos com bordas arredondadas.

4. Ocasionalmente, a criança pode ficar presa dentro da caixa de brinquedos. Certifique-se que a caixa tenha buracos para ventilação, ou um espaço entre a caixa e a tampa, e nunca empurre a caixa contra a parede.



Brinquedos:

A maioria dos fabricantes de brinquedos tomam precauções para produzir brinquedos que sejam seguros. No entanto, siga os seguintes conselhos:

1. Verifique a idade indicada para determinado brinquedo.

2. Os chocalhos devem ser grandes o suficiente que não caibam na boca da criança.

3. Os brinquedos devem ser feitos com materiais resistentes que não se quebrem quando a criança os derruba ou os joga.

4. Verifique se o apitinho dos brinquedos de apertar não está solto.

5. Ao dar uma boneca ou bichinho de pelúcia, verifique se os olhos e narizes dos brinquedos estão firmes no lugar. Não deixe que seu filho chupe a chupeta ou outro acessório que acompanhe uma boneca, pois estes acessórios são muito pequenos e a
criança pode engoli-los.

6. Verifique todos os brinquedos, tomando cuidado especial com os que têm peças pequenas. Sempre procure na embalagem se o brinquedo não é recomendado para crianças menores de 3 anos, caso contenha peças muito pequenas.

7. A criança mais velha que brinca com um brinquedo com peças pequenas deve ser ensinada a guardá-lo assim que terminar de brincar com ele, e deve ficar num lugar onde o irmãozinho menor não possa alcançar.

8. Não deixe que seu filho menor de 5 anos brinque com uma bexiga sem encher. Caso a bexiga estoure, recolha todos os pedaços.

9. Não dê brinquedos elétricos para crianças com menos de 10 anos de idade. Os brinquedos a pilha são mais seguros.

10. Verifique os brinquedos com molas ou dobradiças, para evitar que os dedos da criança fiquem presos.

11. Evite comprar brinquedos de vidro ou plástico rígido que pode ficar afiado caso quebre.

12. Não dê brinquedos excessivamente barulhentos a seu filho para não danificar sua audição.

13. Não dê nenhum tipo de projétil, podem lesar a vista. No caso de revólver, dê somente um revólver de água.

 

 


 

• Prevenção de Acidentes Fora de Casa

Dr. Eduardo Troster

 

Mesmo tendo criado um ambiente seguro para seu filho em casa, ele também passará uma 
parte do tempo fora de casa, onde também estará exposto a alguns riscos.


Cadeiras de Carro:

O jeito mais seguro de transportar seu filho no carro é na cadeirinha de carro. Ela tem que 
estar bem instalada no seu carro. Mesmo que a distancia a ser percorrida seja curta, use 
sempre a cadeira de carro.

Compre a cadeira de carro antes do nascimento do bebê, assim ele vai pra casa já de 
forma segura. O melhor modelo é o de 5 pontos. Siga as instruções de instalação 
corretamente. Para bebês, a cadeira deve ser instalada olhando para trás. Quando a 
criança atinge pelo menos 9 kg de peso, ou tem 8 ou 9 meses de idade, pode-se virá-lo 
para a frente. 

Colocar e retirar a criança do carro sempre pelo lado da calçada.

A maioria das crianças reclama cada vez que tem que sentar na cadeirinha de carro. 

Explique todas as vezes que é para sua segurança e não ande se seu filho não estiver 
preso corretamente na cadeira.

Nunca deixe uma criança sozinha no carro.

Você deve dar o exemplo, e use sempre o seu cinto de segurança. 

Se a criança fica impaciente no carro, cante pra ela, ou vá mostrando coisas de fora, sempre sem desviar sua atenção do trânsito.

 
Carrinhos de Passeio:

1. Caso você pendure algum brinquedo no carrinho, certifique-se que está bem preso. 
Remova-o assim que a criança conseguir se sentar sozinha.

2. Se o modelo do seu carrinho é dobrável, certifique-se que está bem fixo antes de por a 
criança.

3. Assim que seu filho conseguir se sentar sozinho, não o deixe no carrinho sozinho, pois 
quedas são muito comuns. Prenda-o sempre com o cinto quando forem passear.

4. Utilize sempre o breque do carrinho quando estiver parado.

5. Não pendure bolsas ou outros objetos no cabo do carrinho, eles podem fazer com que o 
carrinho caia para trás. Caso o carrinho tenha uma cesta para carregar objetos, certifique-
se que fique em baixo, perto das rodas traseiras.


 

Bicicletas e Triciclos:

O melhor é desfrutar andar de bicicleta junto com seu filho quando ele tiver idade suficiente 
para andar numa bicicleta sozinho. As cestas que se acoplam às bicicletas de adultos para 
carregar crianças não são muito seguras, e você estará expondo seu filho a um risco 
grande caso atinja ou se já atingido por outro veículo, ou perder o equilíbrio e cair da 
bicicleta. Faça com que seu filho use capacete e proteção para joelhos e cotovelos quando 
for andar de bicicleta.

Quanto aos triciclos, aconselhamos que espere que seu filho esteja fisicamente apto a usar 
um, por volta dos 3 anos de idade. Compre um que seja baixo e tenha rodas grandes, para 
maior estabilidade. Não deixe que seu filho use o triciclo perto de automóveis. 

Atravessando a Rua:

• Sempre segure firmemente a criança pela mão.

• Procure atravessar em lugar seguro, na faixa de pedestres ou onde haja sinal para 
pedestres.

• Espere para atravessar na calçada, longe do meio-fio.

• Olhe para os dois lados.

• Não permita que uma criança com menos de 10 anos de idade atravesse a rua sozinha.


Parques Infantis:

O ideal é que o parque seja bem planejado, longe de áreas de tráfego intenso, que tenha 
lugares expostos ao sol e outros com sombra. Nas proximidades, deveria haver telefone, 
banheiros, água potável e posto de primeiros socorros.

1. Certifique-se que o solo embaixo dos balanços é de areia, borracha ou serragem. Os 
balanços devem ter encosto e assento, correntes fortes protegidas por plástico ou 
borracha.

2. As estruturas de madeira devem ser resistentes ao tempo, para evitar que estilhace.

3. Cheque sempre as estruturas, se não há roscas soltas ou correntes quebradas, ou 
parafusos enferrujados.

4. Ensine seu filho a nunca andar na frente ou atrás de um balanço e não permita que duas 
crianças sentem juntas.

5. No escorregador, ensine seu filho a subir pela escada, não pelo lado que desliza. Faça 
com que as crianças desçam um por vez, e que se levantem assim que chegarem ao chão. 
A área da saída deve ser de areia par amortecer a queda. A escada e a parte superior 
devem ser bem protegidos. Se o escorregador ficou muito tempo ao sol, verifique primeiro 
se a superfície deslizante não está muito quente.

6. No caso de trepa-trepa, fique sempre de olho no seu filho, nunca o deixe sem 
supervisão. Não se recomenda o uso por menores de 5 anos. O solo embaixo deve ser de 
material que amorteça as quedas. As barras devem ser bem presas ao solo.

7. Na gangorra, o ideal é que duas crianças com pesos e idades compatíveis brinquem 
juntas.

8. Não permita que crianças com menos de 2 anos brinquem no gira-gira. A roda deve ser 
baixa, mas não tanto a ponto de prender os pés da criança no solo ou embaixo do 
brinquedo.

9. Crianças com menos de 5 anos de idade deveriam brincar em equipamentos separados 
de crianças mais velhas.

10. Os bancos de areia devem ficar na sombra e serem tampados à noite, para evitar o 
acesso de animais.


No Jardim de Casa:

1. Nunca deixe a criança sem supervisão.

2. Verifique se não há plantas venenosas no jardim.

3. Ensine seu filho a não comer nenhum tipo de planta ou frutinha, mesmo que pareça 
muito bonita.

4. Caso tenha usado algum adubo ou pesticida no jardim, espere 48 horas antes que seu 
filho brinque lá.

5. Não deixe que as crianças fiquem perto do cortador de grama, principalmente se está 
sendo usado.


Cuidados Com a Água:

A água é um risco muito grande para seu filho. Uma criança pode se afogar em apenas 
alguns centímetros de água. 

Supervisione seu filho sempre que estiver em contato com água, mesmo em pequenas 
quantidades, como um regador ou um balde.

Esvazie sempre as piscinas infláveis depois de usá-las.

Algumas regras de segurança são importantes: não permita que as crianças corram perto 
da piscina, ou que se empurrem em baixo d’água. Se seu filho estiver num colchão, fique 
sempre perto dele. 

Certifique-se que a parte rasa e a funda da piscina estão bem demarcadas. Não permita 
que seu filho mergulhe de cabeça na parte rasa. Caso tenha uma piscina em casa, o ideal é
cercá-la e ter um portão que fique fechado o tempo todo. 

Fique sempre perto do seu filho quando ele estiver na banheira ou jacuzzi. 

Não deixe brinquedos dentro ou perto da piscina, pois são um atrativo para crianças 
pequenas. Desligue os filtros quando a piscina estiver sendo usada.



Animais De Estimação:


Nunca deixe seu filho sozinho com o animal de estimação, principalmente no começo.

Crianças muito pequenas, menores de 5 ou 6 anos de idade, não sabem distinguir o animal 
de um brinquedo, e gostam de cutucá-lo, ou puxar o rabo ou as orelhas do animal, 
podendo fazer com que o animal morda a criança. 

Ao adquirir um animal de estimação, leve em consideração os seguintes conselhos:

• Compre um animal mais velho, não um filhote. No entanto, não compre um animal que 
não conviveu com crianças.

• Trate bem do animal para que ele goste do convívio humano. Deixá-lo preso pode fazer 
com que fique agressivo.

• Nunca deixe a criança sozinha com o animal, às vezes uma brincadeira pode fugir do 
controle e fazer com que o animal fique excessivamente agitado.

• Ensine seu filho a não colocar o rosto perto de um animal.

• Ensine seu filho a não brincar com o animal enquanto este estiver dormindo ou comendo, 
e que não tire nada da boca dele, como um osso. 

• Vacine todos os animais contra a raiva.

• Ensine seu filho, quando ele for um pouco mais velho, a reconhecer os sinais de 
animosidade de um animal: corpo rígido, rabo em pé enrijecido, latidos histéricos, posição 
agachada prontos para um bote, olhar fixo.

 

 


Referências: 

1. Caring for your Young baby and child. The American Academy of Pediatrics. Bantam Books, 1991.

2. A Saúde de nossos filhos. Departamento de Pediatria do Hospital Albert Einstein. Publifolha, 2002.



 
 
TEMAS GERAIS

Veja artigos sobre:



 




O que é abrasão da córnea?

Córnea é uma membrana fibrosa e transparente que constitui a parte anterior do olho. Ela recobre a pupila (orifício que, ao se contrair ou se dilatar, permite regular a quantidade de luz que penetra no olho e está situado no centro da íris), a parte colorida (íris) e o branco do olho (esclera).

A abrasão é um desgaste ocorrido pela fricção ou esfoladura da córnea.


Como ocorre?

Normalmente, ocorre quando um objeto arranha o olho. Isso pode acontecer na prática de esportes como no basquete, ao sofrer uma cotovelada, ou no tênis, ao receber uma bolada, ou em qualquer modalidade de enfrentamento por trauma direto.



Quais são os sintomas?

Dor no olho atingido. Ele pode ficar vermelho e lacrimejante e a visão embaçada.



Como é diagnosticado?

O médico examinará a superfície do olho e testará a visão. Ele poderá utilizar tinta contrastante para visualizar melhor o arranhão.

A mancha - que desaparecerá em poucos minutos - fará com que sua visão fique, temporariamente, amarelada.



Como é tratada?

Se o oftalmologista perceber que existe algum corpo estranho dentro do olho do paciente, ele aplicará um anestésico para a retirada deste corpo estranho.

A córnea possui uma grande habilidade de cicatrização. O uso de antibiótico em gotas ou pomada acelera a cura.

O oftalmologista poderá colocar um tampão no olho do paciente e recomendar um exame de acompanhamento durante as 24 ou 48 horas seguintes.



Por quanto tempo durarão os efeitos?

A maioria das abrasões da córnea se cura dentro de um ou dois dias. Uma vez recuperada a visão, o retorno ao esporte será permitido.



Como evitar a abrasão da córnea?

A melhor maneira de evitar a abrasão da córnea causada por esportes ou atividades perigosas é usar óculos protetores ou escudos para os olhos que se acoplem a capacetes.

ALIMENTOS FONTE DE CÁLCIO

A gestante, devido ao crescimento intra-uterino do bebês, assim como a mulher amamentando, os idosos e as pessoas com osteoporose, necessitam de um aporte maior de muitos nutrientes.

Enquanto um adulto necessita de 800 mg de cálcio ao dia, estas pessoas necessitam de 1200 mg. Esta quantidade se baseia na ingestão do cálcio alimentar, que possui uma baixa absorção.

Outros cálcios encontrados em medicamentos, possuem uma maior absorção fazendo com que doses menores sejam suficientes.

Esta tabela foi elaborada como orientação alimentar às pessoas que necessitam de um aporte maior de cálcio. 


• Dose diária recomendada:


 Adultos  800 mg 
 Crianças (0 a 6 meses) 400 mg 
 Crianças (6 a 12 meses) 600 mg 
 Gestantes 1220 mg 
 Mulheres amamentando 1200 mg 

Atenção: Ao cozinhar (cocção) alimentos pode haver perda de cálcio

 

• Perda de cálcio por dissolução:

 A vapor  10% 
 Sob pressão 10% 
 Fogo brando 20% 
 Em ebulição 30% 

 



A perda de minerais por dissolução depende mu to da temperatura e tempo de cocção, volume de água de cocção e, principalmente, da solubilidade e tempo de cocção.

Os sais de sódio e potássio são mais solúveis que os de cálcio. Durante a cocção pode-se perder de 10 a 30% do cálcio.

O tempo de cocção também atua sobre a perda de minerais. Maior tempo, maiores perdas.

Nos primeiros 10 minutos de cocção perde-se em geral até 10%, e somente quando se ultrapassa em muito tempo de cocção, aumentam-se ao dobro as perdas. 


 Açúcares
 Rapadura 174 mg 

 



 Carnes
 Carne seca de boi 93 mg 



 

 Cereais e Derivados
 Flocos de cereiais 550 mg 
 Farinha láctea 260 mg 
 Bolo de trigo 217 mg 
 Pão de trigo caseiro 110 mg 
 Broa de centeio 75 mg 
 Farinha de centeio 53 mg 
 Biscoito salgado 49 mg 



Condimentos
 Cominho em pó 550 mg 
 Molho de gergelhim 260 mg 
 Hortelã 217 mg 
 Gengibre em pó 110 mg 



 

 Frutas
 Açaí 118 mg 

 



 Leguminosas e Derivados
 Leite em pó de soja 275 mg 
 Farinha de soja industrializada 263 mg 
 Soja 226 mg 
 Feijão / arroz 218 mg 
 Queijo de soja 188 mg 
 Feijão ad zuki 136 mg 
 Grão de bico 134 mg 
 Feijão lima 113 mg 




 Leite e Derivados
 Queijo tipo parmezão 1400 mg 
 Leite em pó 909 mg 
 Queijo tipo prato 840 mg 
 Queijo tipo minas fresco 685 mg 
 Queijo fundido 570 mg 
 Requeijão 565 mg 
 Queijo tipo Rockfort 315 mg 
 Leite em pó tipo Nanom 305 mg 
 Leite condensado 262 mg 
 Leite de cabra 190 mg 
 Leite em pó desgordurado 123 mg 
 Leite de vaca pasteurizado 123 mg 
 Iogurte 120 mg 
 Leite de vaca in natura 114 mg 
 Queijo minas tipo industrializado 105 mg 




 Nozes e Oleoginosas
 Semente de gergelhim 212 mg 
 Amêmdoa 282 mg 
 Avelã 209 mg 
 Castanha do Pará 198 mg 
 Farinha de amendoím 104 mg 
 Noz 99 mg 
 Azeitona 73 mg 




 Ovos
 Gema de ovo 141 mg 
 Ovo de codorna 62 mg 
 Ovo de galinha 61 mg 
 Ovos fritos 60 mg 




 Preparações
 Sustagem 792 mg 
 Levedo de cerveja 232 mg 
 Ovomaltine 225 mg 
 Nescau 152 mg 
 Mingaus 116 mg 
 Rabanada 110 mg 
 Chocolate em barra 94 mg 




 Peixes e Pescados
 Traíra 645 mg 
 Manjuba 530 mg 
 Algas marinhas 510 mg 
 Sardinhas em conservas c/ azeite 402 mg 
 Sardinhas em conservas c/ molho de tomate 330 mg 
 Camarão seco 236 mg 
 Bacalhau 225 mg 
 Siri salgado 220 mg 
 Sardinha salgada 200 mg 
 Sardinha 195 mg 
 Peixe de água salgada 190 mg 
 Merluza seca 190 mg 
 Mariscos secos 188 mg 
 Espada salgada 181 mg 
 Peixe de água doce frito 124 mg 
 Agulhas 121 mg 
 Siri 107 mg 
 Ostra 98 mg 




Verduras e Folhas
 Folha de abóbora 477 mg 
 Folha de mandioca 303 mg 
 Couve 203 mg 
 Salsa 195 mg 
 Coentro 188 mg 
 Mostarda 183 mg 
 Folha de batata doce 158 mg 
 Broto de abóbora 127 mg 
 Agrião 117 mg 
 Folha de beterraba 114 mg 
 Acelga 110 mg 
 Couve Brócolis 103 mg 
 Taioba 98 mg 




 Verduras e Frutos
 Palmito 86 mg 
 Quiabo

84 mg 



 
FIBROMIALGIA

O que é:

É uma síndrome caracterizada por dor crônica, generalizada e difusa, com sensação de fadiga. Em geral acomete mulheres, de 20-60 anos, não havendo causa conhecida. Acometem ambos lados do tronco (D e E), bem como membros superiores e inferiores.

Há alguns sintomas que são comumente associados ao quadro de fibromialgia, como alteração do sono, depressão, alteração da memória, dores de cabeça, alterações intestinais e urinárias,, e formigamento nas mãos e pés.



Diagnóstico:

Para direcionar o diagnóstico, foram pré definidos alguns pontos no corpo, que, ao toque, podem reproduzir a dor. São os chamados "pontos de gatilho" ou "trigger points". São ao todo 18 pontos:




Por convenção (American College Of Rheumatology - 1990), faz-se o diagnóstico quando há pelo menos 11 pontos positivos de gatilho ao exame físico.

Não há testes laboratoriais ou de imagem para o diagnóstico da fibromialgia.


Tratamento:

A abordagem multidisciplinar é fundametnal, com acompanhamento médico (reumatológico), fisioterápico, etc...

Pode-se usar antinflamatórios, ralaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos potentes. Exercícios de alongamento e resistência também são efetivos no controle da
doença.

 

 

 
INFECÇÃO EXTERNA DA ORELHA / OTITE EXTERNA

O que é a otite externa?

É uma infecção externa da orelha, causada por bactéria, fungo ou alergia. A otite externa também é chamada de "orelha de nadador". 



Como ocorre?

Pode ocorrer:

• Ao entrar água contaminada no canal do ouvido. 

• Banhos de chuveiro freqüentes e natação. 

• Laquê ou tintura de cabelo. 

Algumas pessoas sofrem de otite externa repetidamente.



Quais são os sintomas?

Os sintomas incluem:

• Coceira,

• Rubor,

• Muita dor e inchaço no canal da orelha,

• Entupimento do canal da orelha,

• Aparecimento de crostas ao redor da abertura do canal da orelha.

Em alguns casos, o inchaço ou o pus podem afetar a audição.




Como é diagnosticada?

O médico examinará as orelhas com instrumentos de observação. Ele pode retirar uma amostra de pus e fazer uma cultura procurando por bactérias. 


Como é tratada? 

O médico cuidadosamente limpará e secará a orelha. Se ela estiver muito inchada, ele pode introduzir uma mecha de algodão ensopada de antibiótico dentro da orelha, para ter melhor resultado. Nos dias seguintes o paciente terá que pingar gotas várias vezes ao dia para manter a mecha úmida.

Ele pode prescrever um antibiótico em comprimidos se a infecção for severa. 

Adicionalmente, ele pode sugerir um medicamento tópico, como pomada ou creme, para alguns tipos de infecção. 

 


Quanto tempo os efeitos duram?

A dor e o inchaço desaparecerão gradualmente conforme os antibióticos ou outros medicamentos fizerem efeito. Na maioria dos casos a cura total vem em 5 a 7 dias.


Como se cuidar?

O médico dirá como tratar a orelha e como remover a mecha. Siga o plano de tratamento prescrito por ele. E também:

• Manter a água longe das orelhas até que a infecção tenha desaparecido completamente.

• Tomar banhos de imersão ao invés de banhos de chuveiro. Se houver necessidade de lavar o cabelo várias vezes por semana, deve-se usar a pia ao invés do chuveiro.

• Não colocar nada nas orelhas, incluindo cotonetes. 



Como evitar a otite externa? 


• Usar protetores auriculares ao nadar ou ao tomar banho de chuveiro.

• Secar as orelhas cuidadosamente. Pode-se até usar um secador de cabelos.

• Evite qualquer substância que cause alergia à pele do canal da orelha. 

• Ler os rótulos dos produtos cuidadosamente e perguntar ao médico antes de usar produtos químicos ou medicamentos na área da orelha.

 

INJEÇÃO DE CORTICÓIDE


As injeções de corticóides podem ser usadas no tratamento de doenças inflamatórias crônicas e agudas. Há diversos tipos de medicação, sendo que a escolha se baseia na duração dos sintomas e tempo de início de ação da droga.

Para doenças agudas, que necessitam de ação imediata, uma medicação de ação rápida é a mais indicada (hidrocortisona, prednisona ou betametassona). Já para afecções crônicas, o ideal é uma medicação de ação a long prazo (triancinolona).



Ação:

Os corticóides (CE) são inibidores da inflamação. São muito úteis também em injeções intra-articulares (infiltrações), como na artrite reumatóide, gota, bursites, gangios ou cistos, neuropatias compressivas, etc...




Contra-indicações:

Trauma agudo, injeção direta em tendões, ligamentos e nervos; aplicações em locais infectados e infiltrações múltiplas.




Efeitos colaterais:

- Efeitos sistêmicos incluem hipergliecemia transitória (cuidado em pacientes diabéticos). Em geral não ocorrem com doses de até 50 mg de metilprednisolona.

- Infecção local pode ocorrer, assim como despigmentação da pele no ponto da aplicação.

- Há um aumento da dor local logo após a aplicação, que pode durar até 48 horas.

- Aplicações repetitivas peritendíneas podem "enfraquecer" o tendão, causando 
degeneração do mesmo e suturas.


MEIA ELÁSTICA, MEIA ELÁSTICA COMPRESSIVA, MEIA ELÁSTICA COMPRESSIVA MEDICINAL


eja a diferença e a melhor utilização:

  Meia Elástica Meia Elástica Compressiva Meia Elástica Compressiva 
Medicinal
  Compressão Elasticidade sem compressão. Não 
 possui fio de compressão
Fio de compressão  presente com  diâmetro  do fio determinando o  grau  Adequada pelo fio de  compressão duplo  recobrimento que mantém a  compressão ao longo do dia  por vários meses.
  Decrescividade Comprometida devido à malha fixa Comprometida devido  à malha fixa  É contínua, com conforto imediato e respeito pela  autonomia. O  comprimento (curto e  longo) e diâmetros (pequenos, médio e  grande) corretos respeitam  a  autonomia do paciente  favorecendo a descrescividade. A garantia é da própria estrutura da malha fixa com a função de sustentação em 
conjunto  com a malha elástica amortecendo os efeitos longitudinais.
  Elasticidade Horizontal
  (circunferencial)
Elasticidade depende da matéria prima. Favorece a estética. É elástico de acordo com o diâmitro do fio usado. O volume do fio de  compressão utilizado (com duplo recobrimento), 
 associado à própria matéria prima empregada garante o efeito compressivo ao longodo dia por vários meses.
  Elasticidade Vertical 
  (circunferencial)
A malha fixa não  absorve esforços  longitudinais. Prejudica esforços  longitudinais. Prejudica o formato 
 anatômico, conforto  e a decrescividade.
A malha fina absorve pouco as deformações prejudicando o 
 conforto e a decrescividade.
A malha elástica com fio de
 eslatano de elevada elasticidade, intercalada entre a malha fixa possibilita absorver os esforços
 longitudinais (movimentos)
 garantindo assim, o conforto,
 a decrescividade e o respeito
 à anatomia.  
  Efeito Medicinal Não tem. Só o efeito de descanso. Comprometimento por não ter a malha fixa elástica com baixa decrescividade. Perfeito. A descrescividade
 contínua, o respeito à  anatomia, 
fio de compressão  com duplo recobrimento,  calcanhar fechado e elástico (absorve o contorno do 
 edema impedindo sua 
 concentração nessa região)
 e dupla elasticidade (absorvendo 
os esforços lonngitudinais) dão a
 garantia.
  Durabilidade  Limitada devido ao volume de matéria  prima usada. Depende do fio empregado. Fio com
 maior diâmetro - mais durável. 
Fio com menor diâmetro - menos durável.
A matéria prima usada em  conjunto com a tecnologia  empregada está garantindo  uma longa durabilidade
 mantendo uma compressão exigida durante o dia por  vários meses e tornando-a mais econômica.  
  Conforto Razoável. Desde que não sofra
 exigências no  sentido longitudinal
 (que acontece nos movimentos).
Confortável quando sem movimentos. Bem confortável. Atenção à
anatomia, dupla elasticidade, maior
 ventilação e ponta do pé  aberta (facilitando a operação de alcanhar), dão suporte ao conforto.  
  Estética Boa Depende da matéria prima: Fio com maior diâmetro - não é
 transparente. Fio com menor diâmetro - mais transparente.
 Excelente acabamento. Não  é transparente devido ao  volume da matéria-prima  empregada. A malha
 ventilada e ponta do pé  aberta permite o uso de  meia social por cima  tornando-a visível.
  Preço Acessível devido ao volume de matéria prima e baixa tecnologia Favorecido O custo do produto é maior devido ao volume de matéria prima e a alta tecnologia empregada  
  Economia Baixa. Devido à pouca durabilidade. Média. Divido à menor durabilidade.  A durabilidade muito maior e o efeito terapêutico conseguido proporcionam
 a melhor economia.

O médico ou usuário encontra às vezes dificuldades em optar pelos produtos que o mercado de meias elásticas oferece.  O usuário deseja a estética com preço acessível. 

O médico precisa de um produto que o ajude no combate à insuficiência venosa.  A análise leva em conta as características: Efeito compressivo, Decrescividade de Compressão, Elasticidade, Durabilidade, Conforto, Estética, Efeito Medicinal, Preço e Economia.

 

 

 
 
 PÉ DE ATLETA

O que é pé de atleta ? 

É um problema de pele causado por um fungo. Normalmente começa entre os dedos dos pés. A infecção causada pelo fungo se torna escamosa (esfoliada) e coça. Com o passar do tempo pode causar quebras na pele e inflamar. Outro termo para pé de atleta é frieira.



Como ocorre ?

O fungo que causa pé de atleta esta em todos os lugares. Normalmente adquire-se pé de atleta em pisos de áreas de chuveiros de vestiários de academias. O fungo tende a crescer com mais facilidade em pés suados, constantemente molhados ou que não foram 
secados corretamente (especialmente em sapatos ou meias com pouca ventilação). 



Quais são os sintomas ?

Os sintomas incluem: 

• Coceira.

• Pele quebradiça e descascada, freqüentemente entre os dois últimos dedos dos pés.

• Inflamação.

• Empolar ou pústulas (ocasionalmente). 




Como é diagnosticado ? 

Seu médico pode diagnosticar o pé de atleta após examinar a sua pele. Ele pode, usando uma mecha, raspar sua pele, retirando uma amostra para examinar o fungo. Se o seu médico suspeitar que você também adquiriu uma infecção bacteriana, a amostra de pele 
também será examinada para verificar a presença de bactérias. 




Como é tratado ? 

A infecção pode desaparecer sem tratamento, mas a maioria das infecções por fungo são tratadas com medicamentos aplicados sobre a pele. Se a infecção for severa ou espalhada, seu médico pode lhe prescrever medicação oral. 




Quanto tempo durão os efeitos ?

O estagio agudo da infecção, normalmente, dura de 1 a 10 dias. A infecção crônica pode persistir por meses ou anos. Se um caso sério de pé de atleta não for tratado, pode se tornar uma séria infecção bacteriana. A infecção, pode eventualmente, afetar as unhas
dos dedos dos pés, os quais são mais difíceis de tratar. 




Como posso evitar o pé de atleta ?

Siga as instruções:

• Use meias de algodão ao exercitar-se.

• Troque as meias todos os dias.

• Use sandálias ou sapatos com ventilação (materiais como lona ou coura ao invés de (materiais artificiais).

• Ventile seus pés quando não estiver usando sapatos.

• Use chinelos ou sandálias quando tomar banho de chuveiro em vestiários de academia.

• Seque muito bem o seu pé, especialmente entre os dedos.

• Aplique talco antiinflamatório sobre a área afetada.

• Desinfete o box do chuveiro no vestiário da academia.

 

 

 

 
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TPV)

O que é a trombose venosa profunda (TPV) ? 

É caracterizada pela hipercoagulação, obstrução parcial ou total do fluxo sanguíneo e formação de trombo em veias profundas.  Esses trombos são, geralmente, formados na panturrilha, mas também podem se originar na coxa ou braços. O deslocamento desses coágulos pode chegar ao pulmão e bloquear uma artéria, embolia pulmonar, podendo levar à morte.



Qual a causa ?

A principal causa da TVP é a imobilização por longos períodos como em: viagens longas, ficar sentado por muito tempo, grandes cirurgias musculoesqueléticas, traumas múltiplos e lesões da medula.

Outros fatores de risco são trombose anterior, enfarte, deficiência na produção de enzimas e substâncias pelo corpo, uso de estrógeno, diabetes, obesidade, tabagismo, idade acima de 40 anos.



Quais são os sintomas? 

Muitos casos são assintomáticos, ou seja, não apresentam nenhum sintoma; mas alguns pacientes relatam dor, aumento da temperatura, edema e rigidez na panturrilha, se essa for a região de origem do trombo.



Qual o tratamento ?

A maioria das mortes por embolia pulmonar acontece em 30 minutos após o início do evento. Por isso a profilaxia é importante para reduzir o número de casos de trombo embolia ou prevenir a propagação dos trombos.  Existe uma concordância mundial que pacientes submetidos a artroplastia total de quadril ou joelho e pacientes com múltiplos traumas devem receber a profilaxia da TVP.

Em pacientes que apresentam trombos, os anticoagulantes são recomendados.
Em casos de embolia pulmonar agudo, o paciente deve ser internado em hospital para receber heparina intravenosa, oxigênio e monitoração contínua.

 UNHA ENCRAVADA

O que unha encravada ? 

É uma unha que cresce dentro da pele ou tecidos ao redor do dedo. O dedão do pé é, normalmente, o mais afetado pela unha encravada. 



Como ocorre ?

É causada pelo corte incorreto da unha. Se cortada de modo curvo em vez de reto, ela pode crescer para dentro da cutícula e encravar.

A unha encravada também pode ocorrer como r$esultado de pancadas sobre as unhas ou pelo uso de calçados muito apertados. 



Quais são os sintomas ?

A área da cutícula se torna dolorida. O dedo fica inchado e vermelho e pode haver drenagem. A unha encravada e infeccionada deixa o dedo vermelho, inchado e com pus. 



Como é diagnosticada ? 

O médico examina o dedo machucado. 



Como é tratada ? 

O desconforto pode ser aliviado ao mergulhar o pé em bacia com água morna, de duas a três vezes por dia.

Se só uma pequena parte da unha está encravada, seu canto pode ser levantado com um par de pinças e um pequeno pedaço de algodão colocado sob essa parte.

O médico pode remover toda a parte encravada da unha. Para tanto, utiliza medicamento anestésico antes de fazê-lo. 

Para evitar que a unha encrave novamente, ele pode colocar um produto químico na área de crescimento ou retirá-la cirurgicamente. 

Se o dedo estiver infeccionado, antibióticos podem ser prescritos.

Seu médico pode prescrever antibióticos se seu dedo estiver infeccionado.




Quando retornar ao esporte ou atividade ?
 

Quando não houver dor no dedo. É importante que os calçados tenham o tamanho apropriado e lhe sirvam bem. 



Como posso prevenir a unha encravada ?

• Cortar reto as unhas do pé sem curvar o corte nos cantos.

• Usar calçados que não apertem os dedos.

• Amorteça a unha pressionada contra a pele com algodão nos cantos e pontas que tendem a encravar.

 

 

 

 
COMUNICADO SOBRE A INFLUENZA (GRIPE) SUÍNA - LABORATÓRIO ROCHE

Como já é de seu conhecimento, está ocorrendo um surto de gripe suína no México e nos EUA.  O vírus responsável é uma nova variante do vírus influenza tipo A (H1N1) composto de segmentos de genes de origem suína, aviária e humana. É a primeira vez que uma combinação genética quádrupla é identificada na influenza suína A (H1N1) nos EUA e no mundo inteiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informaram que o vírus é sensível, in vitro, a dois inibidores da neuraminidase, o Tamiflu (fosfato de oseltamivir), da Roche, e o Relenza (zanamivir), da GlaxoSmithKline. 
Aparentemente o vírus não é sensível aos antivirais da antiga classe dos inibidores M2 (amantidina e rimantidina).

A Roche doou estoques de Tamiflu (fosfato de oseltamivir) à OMS, para resposta rápida aos surtos, nos países afetados. Estes consistem em dois milhões de kits de tratamento de Tamiflu (fosfato de oseltamivir) e são mantidos pela OMS em várias localidades ao redor do mundo. 

Como medida preventiva, a Roche mantém mais três milhões de doses de tratamento de Tamiflu (fosfato de oseltamivir) para o uso da OMS na contenção de um surto de pandemia. Metade deste material fica estocado nos EUA e a outra metade na Suíça. A priorização dos destinos desta medicação é determinada pela OMS. Além disso, a capacidade produtiva das nossas fábricas em todo o mundo, pode atingir até 400 milhões de tratamento ao ano. 

No Brasil, a Roche esclarece que por tratar-se de uma situação de emergência de saúde pública de proporção internacional , todo o estoque atual do medicamento será direcionado ao Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde é o responsável pelo gerenciamento, controle e administração desta medicação, através dos hospitais de referência indicados. Veja a lista em: (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/lista_hosp_referencia.pdf)

Caso tenha pacientes com sintomatologia clínica ou fatores de risco epidemiológico, recomenda-se que estes sejam encaminhados a um dos hospitais descritos acima. 

Continuaremos a vigilância em conjunto com o Ministério da Saúde e manteremos a classe médica informada. 


Atenciosamente,
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.


Acesse os links abaixo para mais informações:

Ministério da Saúde
(http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534)

OMS
(http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009/h1n1_20090425/en/index.html)

CDC (EUA)
(http://www.cdc.gov/swineflu/)

 

 

 

CHOQUE ELÉTRICO


O choque elétrico é causado, geralmente, por altas descargas e é sempre grave, podendo provocar distúrbios na circulação sangüínea e até levar à parada cardiorrespiratória. 



Como se manifesta? 

Dependendo das condições da vítima e das características da corrente elétrica, o acidentado pode apresentar: 

• Sensação de formigamento. 

• Contrações musculares fracas que poderão tornar-se fortes e dolorosas. 

• Inconsciência. 

• Dificuldade ou parada respiratória. 

• Alteração do ritmo cardíaco ou parada cardíaca. 

• Queimaduras. 

• Traumatismos como fraturas e rotura de órgãos internos. 


No acidente elétrico, a vítima pode ficar presa ou ser violentamente projetada a distância. 

É importante distinguir o acidente por corrente de alta voltagem daqueles por corrente de baixa voltagem. 



Acidentes Com Correntes de Alta Voltagem

No acidente com fios de alta tensão, portanto de alta voltagem, geralmente há morte instantânea. A vítima sempre está distante do ponto de contato. Ocorrem sempre grandes queimaduras. A eletricidade de alta voltagem pode saltar, ou seja, formar um arco de até 
18 metros de altura. 

Ao socorrer uma vítima de acidente com alta voltagem, nunca se aproxime antes de ter certeza de que a energia foi interrompida. Fique a uma distância de, no mínimo, 18 metros e mantenha os curiosos afastados. 



Como Proceder Em Acidentes Com Correntes de Baixa Voltagem?

A corrente doméstica, utilizada em escritórios, residências, oficinas e lojas, também pode provocar lesões graves e levar a morte. 

É importante estar ciente também dos perigos da água no local, por ser um perigoso condutor de eletricidade. 

• Desligue o interruptor ou a chave elétrica. 

• Afaste imediatamente a vítima do contato com a corrente elétrica, removendo o fio ou condutor elétrico com um material bem seco. É comum usar cabo de vassoura, jornal dobrado, pano grosso dobrado, tapete de borracha ou outro material isolante. 

• Puxe a vítima pelo pé ou pela mão, sem lhe tocar a pele. Use para isso pano dobrado ou outro material isolante disponível. 

Se houver parada cardiorrespiratória, aplique as manobras descritas no item Parada Cardiorrespiratória deste manual.



Em caso de queimaduras, cubra-as com uma gaze ou pano bem limpo. 

Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas com as pernas elevadas. 

Em caso de vitima inconsciente, deite-a de lado. 

Se necessário, cubra a pessoa com cobertor e procure mantê-la calma.

Em caso de choque elétrico, após os primeiros socorros, procure ajuda médica imediatamente !


CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA


Crianças pequenas podem acidentalmente introduzir objetos nas cavidades do corpo, em especial no nariz, na boca e nos ouvidos. São na maioria das vezes, peças de brinquedos, sementes, bolinhas de papel, moedas e grampos. 

Em caso de asfixia, a vítima apresentará a pele azulada e respiração difícil, ou até mesmo ausente. 


Engasgo

O engasgamento é ocasionado pela introdução de corpos sólidos que podem se localizar na laringe, impedindo total ou parcialmente a passagem de ar. 

As pessoas geralmente engasgam com pedaços de alimentos que não foram bem mastigados, ou quando tomam muita bebida alcóolica. 

Pedaços de carne não muito bem triturados pelos dentes são os principais causadores de engasgamento em adultos. 

Uma obstrução da garganta costuma ocorrer ainda com pessoas que usam dentadura, principalmente quando esta se solta na hora de comer. 

Se você não socorrer uma vítima de engasgo, ela pode perder a consciência e até morrer.

A pessoa engasgada apresenta três sinais clássicos: ela não fala, não tosse e não respira. Além do mais, ela sempre prende a garganta com as mãos. Essa reação é conhecida como"sinal de engasgo". Ao socorrer, você pode deparar com a vítima consciente e inconsciente. 



Como proceder quando objetos forem engolidos? 


• Aplique a chamada "Manobra de Heimlich" - Fique de pé ligeiramente atrás da vítima. A cabeça da pessoa deve estar mais baixa que o peito. Portanto, o tórax é inclinado para frente e a cabeça mais para baixo. 

• Aplique quatro pancadas fortes no meio das costas, com a mão fechada. A sua outra mão deve estar apoiando o peito do paciente. 

• Se a vítima continuar asfixiada, fique de pé, atrás, com seus braços ao redor da cintura da pessoa, ligeiramente acima do umbigo e abaixo do limite das costelas. Agarre firme o pulso com a outra mão e faça um rápido puxão para cima. Repita quatro vezes numa sequência rápida. 


Atenção: Não faça respiração boca a boca nos casos de engasgos com vítimas inconscientes. Você poderá empurrar ainda mais o objeto. Caso tenha insucesso com as manobras tentadas você está diante de uma vítima asfixiada. Resta agora a respiração 
boca a boca, como única alternativa para salvar a vida. 

Nunca dê água ao asfixiado, na esperança de fazê-lo engolir o corpo estranho.


Engasgo do Bebê

Em caso de engasgo de um bebê, segure-o com o abdome para baixo apoiado no seu braço e com a cabeça em posição mais baixa.

Mantenha firme a sua cabeça segurando-o o queixo com a mão. 

Dê quatro ou cinco tapas nas costas do bebê. 






Se a manobra não surtir efeito, vire o bebê para frente e com dois dedos faça quatro compressões firmes no tórax, logo abaixo dos mamilos.

Em seguida aconselha-se fazer boca a boca (no caso do bebê, pelas dimensões, se faz boca a boca-nariz), repetindo as manobras anteriores e voltando à respiração artificial. 

Assim, boca a sucessivamente, até que a criança volte ao normal ou chegue socorro médico.

É importante não esquecer das manobras de respiração artificial, para manter a oxigenação mínima do bebê.



Como Proceder Com Corpos Estranhos No Ouvido?

• Não tente retirar objetos profundamente introduzidos nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo. 

• Não bata na cabeça para que o objeto saia. Essa manobra pode dar certo quando se trata de um inseto vivo. 

• Pingue algumas gotas de óleo mineral. Para que o óleo e o objeto saiam, vire a cabeça da vítima.

• Procure ajuda médica especializada. 



Como Proceder Com Corpos Estranhos No Nariz?

• Não introduza nenhum instrumento nas narina para retirar o objeto. 

• Oriente a vítima manter-se respirando somente pela boca. 

• Instrua a vítima a assoar o nariz. 

• Se o corpo estranho não sair, procure auxílio médico. 



Como Proceder Com Corpos Estranhos Nos Olhos?


• Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos. 

• Pingue algumas gotas de soro fisiológico ou água morna no olho atingido. 

• Se isso não resolver, cubra os dois olhos com compressas de gaze ou pano limpo, sem apertar. Procure um médico. 

• Se o corpo estranho estiver cravado no olho, não tente retira-lo. Cubra os olhos e procure ajuda médica. 

• Se não for possível fechar os olhos, cubra-os com um cone de papel grosso ou um copo e procure ajuda médica imediata. É possível fixar um copo plástico, protegendo o olho atingido.


 EMERGÊNCIAS CLÍNICAS


É importante saber reconhecer algumas situações que indicam a necessidade de socorrista. Os principipais sinais e sintomas são: palidez, perda de consciência ou atordoamento, respiração difícil, contraturas musculares, entre outras. 

Vamos abordar as situações mais comuns: 


Desmaios

É a perda momentânea da consciência. Pode ocorrer, por exemplo, por falta de alimentação, após uma doação de sangue, ou quando se presencia alguém sangrando ou sofrendo. 

Manifestas-se com palidez, transpiração abundante, perturbação visual e pulso fraco. 


Como proceder?
 

• Remova a vítima para um ambiente arejado. 

• Desaperte-lhe as roupas, deixando-a confortável. 

• Coloque a vítima deitada de costas, com as pernas elevadas e a cabeça baixa. 

• Se o desmaio durar mais de dois minutos, procure auxílio médico. 

• Mantenha sempre as vias aéreas livres. 

• Não ofereça nada para cheirar, beber ou comer. Caso a vítima volte a si, após alguns minutos, tente coloca-la sentada e depois, devagar, ajude-a a ficar em pé, sempre amparando-a até ter certeza de que voltou ao normal. 


Não tenha pressa de colocar a vítima de desmaio em pé após a melhora do quadro.




Convulsão ou Epilepsia

As convulsões são contrações incontroláveis dos músculos. Elas duram poucos minutos, são contrações fortes, com movimentos desordenados e, em geral, acompanhadas de perda de consciência. 

É comum a recuperação dos sentidos, não apresentando maiores problemas, até cinco minutos. Se persistir por tempo maior, deve-se pedir ajuda médica. 

Geralmente, durante a convulsão, além da contratura desordenada da musculatura, há salivação abundante, ás vezes, eliminação de fezes e urina. A queda da vítima é quase sempre desamparada, podendo ocorrer ferimentos. 


Como proceder?

• Proteja a cabeça da vítima. 

• Afrouxe-le as roupas. Deixe-a debater-se livremente. 

• Evite a mordedura da língua, colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias. Nunca coloque algum objeto entre os dentes da vítima. Ela pode quebrá-los. Cuidado para não ter seus dedos mordidos com violência.

• Uma vez sem a convulsão, mantenha a vítima em repouso.

• Após a convulsão, é comum a sonolência. Deixe-a dormir. 

• Oriente a vítima a procurar um médico.

Evite comentários sobre atendimento à vítima de convulsão durante e após o socorro.

Antes do ataque, a pessoa pode saber que vai ocorrer. É conhecido como "aura". Ela refere sentir cheiro ou gosto estranho, algumas vezes pode ter alucinações visuais ou sonoras. A vítima, muitas vezes, anuncia que a crise está para ocorrer. 

Em crianças de até quatro anos a convulsão é provocada, geralmente, pela febre alta. Para baixar a febre, dê um banho morno de imersão de mais ou menos 15 minutos. Mantenha a criança sem roupa e passe uma esponja ou um pano com água morna pelo corpo dela inúmeras vezes. A evaporação faz baixar a febre. Nem por isso, deixe de procurar auxílio médico. 




Estado de Choque

O choque que aqui trataremos não é o choque elétrico. O tipo mais comum é o choque em decorrência de grande perda de sangue. A pessoa, após um acidente grave, apresenta um sangramento externo (visível) ou interno (invisível) e, em decorrência disso, entra em
estado de choque. 

O reconhecimento da vítima se faz por palidez, transpiração intensa, pulso acelerado ou fraco, fraqueza e respiração rápida. 

Como proceder?

• Deite a vítima no chão e mantenha-a coberta com cobertor ou qualquer outra roupa para protegê-la do frio. 

• Chame logo por socorro médico. 

• Ao transportá-la, deixe-a deitada no plano, no assento trazeiro do carro, com as pernas mais elevadas possível. 

• Não dê água ou alimento. 

Se você estiver distante do local do socorro médico, faça uma solução de sal e água, com meia colher (de chá) de sal em meio copo de água e, no caminho, vá oferecendo duas colheres (de sopa) da mistura a cada 15 minutos. Se a vítima for um bebê, dê-lhe uma 
colher de sopa a cada 15 minutos. 

O atendimento ao paciente com choque deve ser rápido e nunca pode prescindir do auxílio do serviço médico. 




Urgências do Diabético

O açúcar do nosso sangue é mantido dentro de uma faixa normal por um hormônio que vem do pâncreas, que é a insulina. O açúcar é a nossa fonte de energia. O diabético tem um pâncreas que não possui insulina em quantidade suficiente, e o açúcar se eleva na corrente sangüínea. No diabético, pela falta de insulina, há uma incapacidade de transformar o açúcar em energia. 

A glicose em níveis elevados no sangue pode levar à perda de consciência, que é o coma diabético. É caso de tratamento apenas hospitalar. 

As urgências mais comuns nos diabéticos ocorrem principalmente quando há baixo nível de glicose no sangue. Eles precisam usar insulina todos os dias e, muitas vezes a injeção diária, há queda além do nível desejado. 

Como reconhecer a queda de glicose no diabético?

• Alteração da respiração, que se torna mais rápida, com sensação de cansaço. 

• Pulso rápido. Há aceleração do coração. 

• Sensação de fraqueza. 

• Mudança na aparência, com tremor fino e ansiedade. 

• Alteração do nível de consciência. 


Como proceder?

• Dê imediatamente algo doce para ingerir. Um copo de água com duas colheres (de sopa) de açúcar, uma barra de chocolate ou balas são técnicas domésticas mais comuns. 

• Não se preocupe com a quantidade de açúcar que está oferecendo. A falta de glicose no sangue à perda da consciência, pois o açúcar é fundamental para o metabolismo do cérebro. 

• Não deixe de procurar uma ajuda médica em seguida. 

As quedas de glicose em pacientes diabédicos podem acontecer por dosagem ainda não ajustada da insulina, como também em pacientes com doses já definidas que, em condições de mudança do hábito alimentar, doenças infecciosas, diarréia ou vômito, voltam a descompensar. Nesses casos, só o médico pode rever a dosagem e tratar a patologia concomitante.



Infarto Agudo do Miocárdio (Infarto do Coração)

O infarto é um alesão no músculo do coração causada pela obstrução de uma artéria coronária. As coronárias são as responsáveis pela irrigação do músculo cardáiaco. Quando a artéria entope, o músculo deixa de receber oxigênio, parando de funcionar por um tempo. Ocorre "morte" dos tecidos no local atingido e, dependendo da extensão afetada, pode levar a pessoa à morte. 

Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostra que, anualmente, cerca de 35 mil mortes por infarto seriam evitadas se os pacientes tivessem recebido os primeiros socorros. 

Um movimento internacional, lançado pela Associação Americana do Coração, criou o conceito de "correne de sobrevivência" , com a intensão de difundir os procedimentos básicos para manter um paciente vivo até que chegue ao hospital. No Brasil, o movimento ainda é pequeno. 

A idéia é treinar, além dos profissionais de saúde, bombeiros, policiais e funcionários de locais de grande concentração de pessoas, como shopping centers, estádios de futebol, etc. 


Como reconhecer o infarto?

• Dor ou forte pressão no peito. 

• Dor no peito refletindo nos ombros, no braço esquerdo ou nos dois braços, no pescoço e maxilar. 

• Suor. Há transpiração excessiva. 

• Palidez. 

• Sensação de morte iminente. O paciente manifesta uma ansiedade muito grande e tem a sensasão de medo e morte. 

• Síncope ou desmaio. 

• Falta de ar. 

• Enjôo e até vômito. 


Como proceder quando álguém ao seu lado apresentar esses sintomas? 

• Chamar imediatamente uma ambulância ou levar a pessoa para um pronto-socorro mais próximo. Nesse caso, o melhor médico é o médico perto. 

• Se tiver em mãos, dar dois comprimidos de ácido acetilsalicílico (Aspirina e AAS, por exemplo) para o paciente mastigar. Essa medicação pode desobstruir a artéria, ou seja, desmanchar o coágulo que se formou sobre a placa de aterosclerose e, portanto, preservar o músculo cardíaco.

• Enquanto espera a ambulância ou no percurso para o hospital, mantenha a pessoa deitada com as costas no chão. Se ele estiver com os olhos fechados, perdeu os sentidos e não está respondendo os estímulos, pode ter sofrido uma parada cardíaca e/ou respiratória. 

• Se ocorreu parada cardíaca e/ou respiraória, mantenha-se de joelhos ao lado dela e inicie as manobras de reanimação. Clique aquie trate-a como está descrito em Massagem Cardíaca Para Adultos no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros.



O infarto do coração é também conhecido como ataque cardíaco. A vida do paciente depende da precocidade do atendimento. 




Acidente Vascular Cerebral (AVC) - Derrame Cerebral


É muito comum as pessoas se confundirem imaginando que o derrame cerebral e o infarto sejam a mesma coisa. Você já sabe que o infarto do miocárdio é um evento do coração. 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença que acontece no cérebro. 

O derrame cerebral (AVC) acontece quando o sangue deixa de chegar ao cérebro, quando os vasos ficam obstruídos ou, então, quando ocorre a ruptura de um deles. No caso de entupimento do vaso, o AVC é chamado de isquêmico. Na ruptura do vaso, é o AVC
hemorrágico. Este último é sempre mais grave e com mais sequelas, levando também à maior incidência de morte. 


Como reconhecer o paciente com derrame?

• Amortecimento com fraqueza da metade direita ou esqueda do corpo, inclusive metade do rosto. 

• Alteração na fala, que se torna enrolada, até a incapacidade de falar. As alterações da fala são mais comuns quando a paralisia ou as alterações do movimento ocorrem na metade direita do corpo. 

• Dor de cabeça repentina e forte, sem uma causa aparente. 

• Alteração de visão, podendo chegar até mesmo à cegueira. 

• Dificuldade de andar, com tontura e, muitas vezes, queda ao solo. 

• Boca entortada para um dos lados e baba. 

• Pupilas desiguais. 

• Perda do controle sobre atividade da bexiga e do intestino. 


Como proceder?

• Não hesite em chamar por ambulância ou socorro médico. 

• Se a vítima estiver consciente, deite-a com a cabeça e os ombros ligeiramente erguidos e apoiados. 

• Incline a cabeça para um dos lados. É importante para que possa dar saída a salivação e evitar vômito com aspiração.

• Se a vítima perder a consciência, fique atento para eventual parada cardíaca e/ou respiratória. 

• Em caso de parada cardíaca e/ou respiratória, proceda à reanimação. Clique aqui e trate-a como está descrito em Massagem Cardíaca Para Adultos no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros.




Ao atender o paciente com derrame, não lhe ofereça bebida ou alimento


INTOXICAÇÕES


Em geral, ocorrem por acidente envolvendo sustâncias de uso diário, em casa ou no local de trabalho. Podem também ocorrer em casos de tentativa de suicídio. Drogas e álcool, usados de forma abusiva, podem provocar envenenamento. 



O que é veneno?

Veneno ou toxinas são substâncias que, se introduzidas no corpo em quantidade suficiente, podem causar danos temporários ou permanentes. Os sinais e sintomas dependem da toxina e do modo como ela penetrou no organismo. 


Quais os tipos de envenenamento? 

Existem três tipos principais de envenenamento: por venenos engolidos ou absorvidos pela pele, os aspirados e os injetados. 


Por Venenos, Que São Engolidos Ou Absorvidos Pela Pele

Os causadores mais comuns são os remédios, quando tomados em excesso ou quando acompanhados de bebida alcóolica, produtos como material de limpeza, gasolina, tinta e outros. As crianças são, geralmente, as maiores vítimas do envenenamento com remédios 
e produtos caseiros. 

Os principais sintomas são: vômitos, diarréia, dores abdominais, dificuldade de respirar, suor e até perda de consiência. É comum encontrar queimaduras em volta de boca ou na língua. Sempre se encontra a embalagem do produto próxima da vítima. 


Como proceder?

• Não provoque o vômito se a vítima estiver inconsciente. 

• Se a vítima estiver consciente, induza vômitos se o agente tóxico for medicamentos, plantas, comida estragada, álcool, veneno para ratos, água oxigenada, etc. 

Atenção: A indução do vômito é feita pela ingestão de uma colher de xarope de ipeca e com copo de água, ou estimulando a garganta com o dedo. 

• Se a vítima começar a vomitar, coloque-a deitada de lado no chão.

• Não dê nada para a vítima beber.

• Se os lábios ou a boca estiverem queimados, resfri-os com água ou leite frio.

• Mantenha-se atento com a respiração da vítima. Caso ocorram problemas respiratórios clique aqui e trate-a como está descrito em Massagem Cardíaca Para Adultos no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros.

• Aguarde orientação médica. Ao conduzir a vítima ao hospital, não se esqueça de levar a embalagem do produto ingerido.

• Caso você não tenha a embalagem ou pista sobre o produto ingerido, leve uma amostra do vômito, pois a identificação do veneno pode ajudar no tratamento.

Atenção: Em caso de ação de produtos químicos na pele, lave todo o resíduo com muita água. Se chamar o médico ou levar a vítima a um serviço médico, informe o produto que causou a lesão.



Por Venenos Que São Aspirados


A causa mais comum é a aspiração de gás de cozinha. Além dele, outros produtos domésticos, vapores químicos, fumaças e gases industriais podem provocar o envenenamento. 

Os sintomas mais comuns são: tontura, dificuldade de respirar, dor de cabeça, palidez ou pele azulada e até perda de consciência. Podem ocorrer também vômito e diarréia. 


Como proceder?

• Remova imediatamente a vítima do local. Coloque-a ao ar livre.

• Chame com urgência um serviço médico.

• Fique atento à respiração da vítima. Havendo problemas respiratórios, clique aqui e adote a orientação Massagem Cardíaca Para Adultos no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros.

• Em caso de perda de consciência, clique aqui e siga as orientações em Respiração Artificial no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros.


Por Venenos Que São Injetados

Além do uso de drogas injetáveis, as picadas de insetos, cobras e outros animais podem causar envenenamento. As picadas por animais são tratadas no item Picadas de animais peçonhentos deste guia. Caso queira acessar, clique aqui.

É importante destacar uma intoxicação comum que é a intoxicação por álcool. O reconhecimento é fácil, pois, geralmente, há cheiro forte, perda de consciência ou a vítima pode estar muito excitada, mas logo em seguida cai em estado de apatia, com rosto
vermelho e úmido e pulso rápido e forte. Em estágio mais avançado, entramos respiração curta, rosto seco e pupilas dilatadas.

A vítima incosciente corre o risco de vomitar e inalar o próprio vômito, Neste caso, pode asfixiar-se. Como o álcool dilata os vasos sangüíneos, pode ocorrer perda de temperatura (hipotermia) se a pessoa estiver exposta ao frio.

O tratamento consiste em manter as vias aéreas livres e verificar o nível de resposta da vítima. Sacuda os ombros dela e fale alto para ver se ela responde. Se ela não reagir, verifique a respiração e o pulso e coloque-a na posição de recuperação.


Como Evitar o Envenenamento?

• Guardar os produtos de limpeza ou medicamentos em suas embalagens originais e não reutiliza-las depois de vazias.

• Nunca reutilizar embalagens vazias de refrigerantes, potes ou frascos de alimentos para guardar outros produtos.

• Guardar produtos perigosos, como os de limpeza e medicamentos, longe do alcance de crianças e animais de estimação.

• Não usar medicamentos sem orientação médica.

• Não fazer remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

• Não comer plantas selvagens sem que elas tenham sido identificadas.

• Ensinar as crianças a não brincar de "comidinhas" com plantas que encontraram ou qualquer outra coisa que elas não conheçam.

• Inseticidas e raticidas devem ser utilizados com cuidado e, de preferência, por empresa especializada.



 
O RESGATE E O TRASNPORTE DE VÍTIMAS

É importante estabelecer as diferenças. O resgate é a retirada de uma pessoa de um local que lhe oferece perigo. O transporte ou a remoção da vítima é a atitude tomada após o resgate. O transporte se faz com o acompanhamento da vítima para local onde possa ser atendida com segurança e tranquilidade. 

O transporte traz consigo sempre o risco de agravamento da lesão. Por isso, nunca remova uma pessoa ferida a menos que esteja correndo perigo imediato ou que necessite de proteção enquanto aguarda socorro médico. 

Você não deve colocar em risco sua própria segurança ao remover um doente ou acidentado.


Como resgatar a vítima? 

Depende muito de que vítima estamos falando e o que está acontecendo. Vamos ilustrar com situações comuns:



Acidente Com Gás de Cozinha

Imagine o local impregnado pelo cheiro de gás. Cuidado! Jamais tente acender a luz ou riscar um fósforo. Se na cozinha houver uma geladeira ou um freezer ligados, desligue-os imediatamente. Saiba que o mecanismo de acionamento dos motores pode emitir faíscas, e a explsão é inevitável. Assim, a providência imediata é desligar o botijão e abrir portas e janelas. 

Se no local houver vítimas, elas podem estar inconscientes ou seminconscientes. Precisam ser retiradas do local ou até mesmo, se a ventilação for boa, após as medidas descritas, ser atendidas em, assim, a situação ser identificada.



Incêndio


Este é outro acidente urbano comum. É vital pensar rápido e com clareza. O fogo se espalha muito depressa e é preciso, imediatamente, avisar as pessoas em perigo e chamar os serviços de emergência. Um dos maiores problemas quando se chega ao local é a dificuldade em controlar o pânico.

Procure tocar nas portas para verificar a temperatura. Se estiver muito quente, não abra, pois você poderá piorar o incêndio. 

Procure as indicações de saída de incêndio e, ao encontrá-las, oriente todos a fecharem sempre as portas atrás de si. 

Se você estiver visitando o local pela primeira vez, siga as instruções dos funcionários do edifício que, teoricamente, já foram treinados para situações como esta. 

Não tente combater um incêncio, a menos que já tenha chamado um serviço de emergência 

Se você ficar preso em um prédio em chamas, vá para uma sala que tenha janelas e feche a porta. Coloque um cobertor, uma toalha ou um casaco na fresta, embaixo da porta, para não entrar fumaça. Abra a janela e peça socorro. 

No caso de necessidade de passar por uma sala cheia de fumaça, abaixe-se bem, pois o ar ao nível do solo é mais puro. 

Ao resgatar uma vítima num ambiente com muita fumaça e sem fogo, como, por exemplo, uma garagem, primeiro abra bem as portas para que entre o ar. 

Se o fogo atingir as roupas, deite rapidamente a vítima no chão e use um tecido pesado para abafar as chamas, como, por exemplo, um cobertor, uma cortina ou um tapete. Depois, deixe o lado queimado para cima. 

Cuidado para não usar materiais inflamáveis para abafar as chamas, como, por exemplo náilon. Evite também usar tecido poroso. 

Pode acontecer, ainda, fogo em suas próprias roupas. Pior ainda se não tiver ninguém para socorrê-lo. Nesse caso, enrole-se firmemente em material já descrito e deite-se no chão. 

Em caso de incêndio, nunca se esqueça de acionar os alarmes instalados nos prédios. 





Afogamento

Os acidentes na água são, muitas vezes, até mais perigosos para o resgate que os incêndios. Aqui, há sempre o risco para quem presta socorro à vítima. 

Se você não tem um salva-vidas profissional ou não domina bem a natação, procure uma maneira segura de resgatar a vítima, ou oferecendo-lhe um pedaço de galho ou pau, uma corda, uma bóia, ou um remo. Tudo isso pode ser a única opção para trazer a vítima até a margem e salvá-la. 

Em caso de estar em um barco, procure levar a vítima até a margem, sem tentar resgatá-la para dentro dele. Pode ser perigoso. 

Não entre na água se não for absolutamente necessário.

O socorro pode vir de alguém que saiba nadar. Aí nade até até a vítima e só leve-a para a margem se você for treinado ou se ela estiver inconsciente.

Ao tirar a vítima da água, mantenha sua cabeça mais baixa do que o peito para evitar o vômito.

Observe a figura ao lado.


Inicie imediatamente o tratamento para a vítima de afogamento:


• Ao carregar a vítima, mantenha sempre sua cabeça mais baixa que o corpo. 

• Deite-a sobre um cobetor ou algo parecido. 

• Verifique sua respiração e o pulso. 

• Esteja preparado para a reanimação, em caso de parada cardíaca e /ou respiratória. Para isso clique aqui e trate-a como está descrito no item Parada Cárdiorrespiratória deste guia de primeiros socorros. 

• Não deixe a vítima com a roupa molhada. Proteja-a contra queda de temperatura.

A morte por afogamento ocorre, geralmente, pelo espasmo da garganta, que impede a respiração e não pelo enchimento dos pulmões de água, como se pensa. Apenas uma pequena quantidade de água penetra nos pulmões. A água que sai em grande quantidade do paciente afogado vem do estômago, e você precisa permitir que saia naturalmente. Não tente forçar a água para fora do estômago. Você pode provocar a aspiração do conteúdo gástrico para os pulmões. 

Independente do estado da vítima, mesmo que pareça recuperada, leve-a para um hospital. O mínimo de água que entra nos pulmões pode causar irritação com inflamação das vias respiratórias. 


Estrangulamento e Enforcamento

A violência vem crescendo, e não poderíamos deixar de lembrar situações como estas. O suicídio também aumenta, inclusive, nos países desenvolvidos e é uma preocupação dos serviços de saúde. 

Enforcamento é quando o corpo é suspenso por um laço em volta do pescoço. 

Estrangulamento é quando o ar é interrompido por uma compressão no pescoço. 

Esganamento é a interrupção da entrada do ar quando se aperta a garganta da pessoa. 

O enforcamento e o estrangulamento podem ocorrrer por acidente, não raro quando vítimas ficam presas em roupa, em ferragens, ou até mesmo por uma gravata. Pode ocorrer fratura do pescoço. 

Sempre há no reconhecimento da vítima um elemento constritor em volta do pescoço, além de marcas. 

O paciente sempre se apresenta com respiração rápida e difícil. O rosto fica congestionado, com veias saltadas e a pele arroxeada. 


Diante dessas situações:

• Chame imediatamente socorro médico. 

• Remova qualquer elemento ao redor do pescoço. Mantenha sempre cuidado com a cabeça, segurando-a firme, evitando que fique pendente. 

• Se a vítima estiver inconsciente, coloque-a em posição de recuperação e, se ocorrer parada cardíaca e/ou respiratória inicie a recuperação. Veja como clicando aqui


• Independente do estado de recuperação, mesmo que a pessoa se mostre muito bem, procure atendimento médico. 

Não retire do local nada que possa servir de evidência para a polícia. Pense sempre que você pode estar diante de um crime.



Acidentes Rodoviários

Os acidentes em rodovias podem ocorrer com carros, ônibus, motocicletas, caminhões, bicicletas e até veículos de tração animal. 

O maior problema nessa situação é com a segurança do local. Você tem como primeira responsabilidade buscar garantir a proteção da área para que todos fiquem fora de perigo. 

Ao visualizar o acidente, estacione distante do local. Cuidado ao atravessar a rodovia. 

Se estiver escuro, procure por uma lanterna ou carregue consigo algo que possa refletir a luz. Não se esqueça do triângulo do seu carro. Se puder busque outros no local e sinalize a estrada. 

Ao chegar junto aos veículos sinistrados, procure imediatamente desligar a ignição. Se você souber ou se alguém conhecer, procure desligar também as baterias. 

Como o ambiente é tenso e frequentemente surgem outras pessoas, alerte-as para não fumar. Procure manter a calma e, se houver caminhão envolvido, cuidado com as cargas inflamáveis ou tóxicas. Deve ser redobrado o cuidado se houver combustível ou vazando 
e fiação elétrica exposta. 

Pronto. Diante do reconhecimento do local e dos veículos envolvidos, faça uma avaliação rápida das vítimas. Algumas podem estar conscientes e outras inconscientes. 

As lesões podem ser desde simples ferimentos até mais graves e fatais. 

Procure remover as vítimas apenas se houver perigo iminente ou se forem necessários os primeiros socorros. 

Em caso de vítimas inconscientes, observe a situação da cabeça e do pescoço, pois é comum fraturas. Procure sustentar sempre com suas mãos a cabeça e o pescoço e numa posição que permita a respiração livre. 

Se você perceber a necessidade de remover a vítima, procure por ajuda, pois são necessários duas ou três pessoas para orientar os movimentos. 

Em caso de vítima presa debaixo de um veículo, você só terá sucesso se encontrar ajuda para remover o veículo. Procure continuar calmo e com lucidez para remover o veículo. Procure continuar calmo e com lucidez para reportar os fatos ao socorro médico e à 
polícia. Informações são extremamente importantes nesses casos. 

Até agora, tudo que já foi descrito sobre os ferimentos, esmagamento, fraturas e outras situações poderá contribuir para a redução do sofrimento da vítima e até salvar sua vida. Também, acidentes como esses ocorrem no perímetro urbano até com as mesmas 
proporções. Veja abaixo como recorrer a ajuda e serviços de emergência. 


Como transportar a vítima? 

Falamos do resgate de acidente com gás de cozinha, incêncido, afogamento, estrangulamento, enforcamento e acidentes rodoviários. Agora idependente como aconteceu, é preciso conhecer métodos de transportes das vítimas. 

É sempre importante tentar remover a vítima com ajuda. Evite removê-la sozinho e avalie a capacidade de seus auxiliares. 

 

Ao tentar levantar a vítima, procure manter as costas retas, abaixando e dobrando os joelhos e mantendo o peso junto ao seu corpo.

 







Se a vítima estiver consciente, use a técnica da "muleta humana". Você fica ao lado lesado ou mais fraco da vítima e passe o braço da vítima em volta do seu pescoço. Seu outro braço passa ao redor da cintura da vítima, segurando no cinto ou cós da roupa. Dê passos pequenos e inicie a
marcha com o pé com o lado de dentro.

 





Se for necessário o "arrasto" da vítima, coloque os braços da vítima sobre o peito. Agache-se atrás dela e segure-a pelas axilas. Agora puxe segurando os pulsos com firmeza.

 

 

 

O transporte "em berço" consiste em agachar atrás da vítima, passando um de seus braços em volta do tronco, acima da cintura, e o outro por baixo das coxas.

 




 

Quando a vítima é socorrida por duas pessoas, a técnica da "cadeirinha" é simples. Os dois agacham-se um de frente para o outro, um de cada lado da vítima, cruzando
os braços atrás das costas e segurando na cintura. Debaixo das coxas da vítima, eles seguram firmemente as mãos.





A técnica do transporte "longitudinal" consiste em um dos socorristas agachar atrás da vítima, passar seu braços por baixo das axilas e pegar firme pelo pulso. O auxiliar agacha-
se ao lado da vítima e passa seus braços por baixo das coxas, segurando as pernas. Ambos levantam vagarosamente e procuram caminhar ao mesmo tempo.

É muito importante saber que as técnicas do "berço", "arrasto" e "longitudinal" são as melhores para as vítimas inconscientes. Para pacientes conscientes e falando, a "muleta humana com um ou dois socorristas é a melhor. Para pacientes conscientes e que não
falam, "o arrasto", a técnica da "cadeirinha" e a "longitudial" são as mais indicadas.

A técnica do "berço" é ideal para crianças. A técnica do "arrasto" pode agravar lesões na cabeça e no pescoço

 

 

 

 
 PARADA CARDIORESPIRATÓRIA

A parada cardiorrespiratória pode acontecer em decorrência de várias situações, como doenças cardíacas e respiratórias, engasgo, choque, afogamento, alergias e outras.

A vítima se apresenta com ausência de respiração e pulsação, inconsciência, pele fria e pálida. Os lábios e as unhas ficam azulados.

Para que a vida possa ser preservada, é necessário manter um fluxo de oxigênio para o cérebro. A "bomba" que mantém esse suprimento é o coração. Se ele parar, é a "parada cardíaca", e ocorrerá a morte, a menos que se tomem medidas urgentes.

Existe um aparelho chamado desfribilador, que faz parte do equipamento de muitas ambulâncias, capaz de reabilitar as funções do coração.

A manobra de atendimento da parada cardiorrespiratória é conhecida como Reanimação.

Como proceder quando encontrar a vítima?

• Se ela estiver de bruços e houver suspeita de fraturas, mova-a rolando o corpo todo de uma só vez, colocando-a de costas para o chão. É muito importante contar com a ajuda de duas ou três pessoas.

• Verifique se não há alguma coisa no interior da boca que impeça a respiração.

• Faça um primeiro reconhecimento do estado da vítima.

• Observe se a vítima ainda está consciente.

• Não perca tempo e chame por socorro médico imediato.

• Aproxime sua cabeça e seu ouvido da boca do paciente, ouça e sinta se há respiração. Observe se há movimento no peito.

• Verifique se há pulso. Para isso, pressione levemente com dois dedos o pescoço logo atrás do pomo-de-adão.

• Continue insistindo no seu pedido de socorro.

Nunca dê nada à vítima para beber, cheirar ou comer, na intensão de reanimá-la.

Quais são os princípios básicos da reanimação?

• Manter as vias aéreas livres - é necessário inclinar a cabeça da vítima para trás e erquer o seu queixo. A posição inclinada faz com que a língua da vítima se erga, deixando livre a passagem do ar.

• Manter a respiração - a vítima pode não estar respirando. Você pode respirar por ela e, conseqüentemente, oxigenar o sangue dela por meio da respiração artificial, soprando o ar de seus próprios pulmões diretamente para os da vítima.

• Manter a circulação - se o coração está parado, aplique compressões cardíacas para forçar o fluxo do sangue através do coração e pelo resto do corpo. Essas compressões devem ser combinadas com a respiração artificial. 


Massagem cardíaca para adultos

Como proceder?

• Primeiro localize a borda da última costela da vítima. Deslize os dedos até atingir, no centro do tórax, uma saliência chamada apêndice xifóide.

• Coloque a parte mais saliente da mão dois dedos acima do apêndice xifóide. Esse é o ponto em que deve ser aplicada a massagem.

• Coloque a outra mão sobre a que ficou pousada no tórax.

• Com você de joelhos, mantenha os braços na posição vertical.


• Faça 15 compressões, uma após outra, sem violência. A cada 15 compressões, faça duas
respirações artificiais, se você estiver sozinho. Caso haja outra pessoa ajudando-o, faça
cinco compressões para uma respiração artificial.

• Mantenha as mãos sempre na mesma posição


Massagem cardíaca em bebês

Como proceder?

• As compressões devem ser feitas com os dedos entre os mamilos.

• As compressões serão em número de cinco para cada respiração artificial.

Se não houver pulso e não estiver respirando, continue fazendo a massagem cardíaca e a respiração artificial. 


Respiração artificial

Como proceder?

• Abra as vias respiratórias, virando a cabeça da vítima para trás e levantando-lhe o queixo.

• Com uma mão, feche o nariz da vítima e com a outra levante
o queixo dela.

• Respire fundo e coloque sua boca sobre a da vítima. Assopre firmemente. Faça isso duas vezes. 

• Observe se o peito da vítima se eleva, sinal de que o ar está indo para os pulmões.

• Se a vítima for um bebê, coloque sua boca sobre o nariz e a boca da vítima, e sopre firmemente por duas vezes, observando também o tórax (respiração boca a boca-nariz)

O conhecimento teórico das manobras não é o suficiente para você aprender e poder aplicá-las. Por isso, é importante o treinamento. Cada dia mais empresas e serviços médicos de família, têm ensinado as manobras na prática. Mesmo assim, apenas com conhecimento teórico, tentar aplicar pelo menos a respiração boca a boca, ainda que incorreta, é melhor do que não tomar atitude alguma.

 

PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS

É sempre melhor previnir. Mas ao ser picado por animais peçonhentos (venenosos), aja com cautela e sem desespero. É importante não perder tempo. 

Algumas orientações básicas são exatamente importantes e podem salvar vidas: 

• Não amarre. 

• Não corte nem fure. 

• Não dê nada para beber ou comer. 

• Mantenha a vítima deitada para evitar que o veneno seja absorvido rapidamente. 

• Se a picada for na perna ou no braço, estes devem ficar em posição elevada. 

• A vítima deve ser levada imediatamente, deitada, para um serviço de saúde mais próximo. 

• Sempre que possível, leve o animal para ser identificado. 

Não se esqueça: O soro específico é gratuito e distribuído pelo Ministério da Saúde. 


Picadas de Insetos

As picadas de insetos como abelhas, vespas e marimbondos provocam muita dor e assustam, mas os riscos são pequenos, mesmo que as picadas sejam numerosas. Após a picada, há inchaço. Pessoas alérgicas podem, com apenas uma única picada, ter choque anafilático que pode ser fatal. 

É importante ao socorrer uma picada desses insetos, remover o ferrão com pinças. Vespas e marimbondos não deixam o ferrão. Abelhas morrem depois de picar, deixando o ferrão. Aplique uma compressa fria para aliviar a dor e reduzir o inchaç. Quando a picada ocorrer na boca, dê gelo para a vítima chupar. 



Picadas de Carrapatos

Em caso de picadas de carrapatos, esses devem ser removidos o mais depressa possível e colocados em um vidro, para serem examinados em um serviço médico. Os carrapatos podem se vetores de doenças e devem ser retirados com uma pinça, puxando-os pela cabeça em movimentos de vai-e-vem. Não tente retirá-los de uma vez só, pois a cabeça ficará presa na pele. 



Picadas de Escorpiões

Os escorpiões são pouco agressivos e têm hábitos noturnos. Encontram-se geralmente em pilhas de madeira, cercas, sob pedras e adaptam-se bem ao ambiente doméstico. 

Os sintomas mais comuns são: náuseas, vômitos, salivação, tremores e até convulsão. Podem ocorrer alterações cardíacas, de pressão arteriral, respiratórias e choque. 

Mais importante que isso é previnir, evitando amontoar sapatos, roupas e utensílios domésticos, examinando e sacudindo-os antes de usar. 

Manter sempre berços e camas afastados da parede. Evitar acúmulo de ferro velho, telhas, e tijolos perto de residências. Limpar constantemente ralos de banheiros e cozinhas. 

Os primeiros socorros consistem em transportar o acidentado rapidamente à unidade de saúde para a aplicação do soro específico, se necessário. Ele deve ser mantido em repouso, e não se esqueça de levar o animal que causou o acidente para identificação. 


Picadas de Aranhas

As picadas de aranhas também assustam muito. É importante reconhecê-las: 

• Aranha armadeira (Phoneutria) - É muito agressiva, com hábitos vespertinos e noturnos. É encontrada em bananeiras e folhagens. Não faz teia. Quando dá picada, há dor intensa no local, náuseas, salivação, suores e tremores. O tratamento é feito com soro. 

• Aranha marrom (Loxoceles) - É pouco agressiva, com hábitos noturnos. Encontra-se em pilhas de tijolos, telhas, beira de barrancos e interior das residências. Faz teia semelhante a flocos de algodão. A picada provoca dor semelhante à queimadura de 
cigarro. Algumas horas após, surgem edema local e necrose. O acidentado pode apresentar mal-estar, náuseas, febre e urina cor de Coca-Cola. O tratamento é feito com soro. 

• Viúva-negra (Latrodectus) - É pouco agressiva. Vive em teias que constrói sob vegetação em arbustos, barrancos e jardins. A picada provoca angústia, excitação, confusão mental, dores musculares, rigidez do abdome e suores. O tratamento é feito com 
soro. 

• Caranguejeira - É uma aranha que atinge grandes dimensões. Tem pêlos que em contato com a pele produzem irritação. Algumas são agressivas. Possuem ferrões grandes, responsáveis por ferroadas dolorosas. Há dor no local e irritação na pele. Para o 
tratamento não é necessário soro. 




Picadas de Cobras

As picadas de cobras geralmente são reconhecidas pela marca dos dentes na pele, pela dor no local atingido, por inchaço e bolas que surgem no local. Toda picada de cobra, mesmo sem qualquer sintoma, merece atendimento médico. Se possível, capture a 
cobra para identificação no serviço especializado. Apenas 1% das picadas de cobras venenosas é fatal, quando a vítima não é socorrida a tempo. 


Como proceder?

• Dar apoio à vitima e leva-la para um serviço médico. 

• Não remover o veneno por meios mecânicos, pois agrava o acidente. 

• A vítima deve permanecer deitada e quieta. 

• Lavar a ferida com água e sabão. 

• Manter a parte ferida abaixo do nível do coração, de forma que o veneno fique contido no local. 


O que não fazer?

• Não dê álcool à vítima.

• Não dê sedativos ou aspirina. 

• Não faça ferimentos adicionais para drenar. 

• Não coloque torniquete nem tente sugar o veneno. 


A jararaca, jararacuçu do rabo branco, patrona, malha de sapo, etc., quando picam, deixam inchaço, dor e hemorragia no local das picadas. 

A cascavel, aracambóia, boicininga etc., tem um gizo ou chocalho na cauda. Como sintomas da picada, surgem dificuldades em abrir os olhos, visão dupla, pálpebras caídas, dor muscular generalizadas e urina avermelhada. 

A coral, coral-verdadeira, boicorá, apresenta coloração em anéis, vermelhos, brancos, pretos e amarelos, em toda sua circunferência. Na picada surge pequena reação local, visão dupla, pálpebras caídas, falta de ar e dificuldade para engolir. 

A surucucu, pico-de-jaca, surucutinga, é a maior serpente venenosa das Américas, encotradas nas matas fechadas e florestas tropicais. Os sintomas são inchaço no local da picada, dor, hemorragia, diarréia e alteração dos batimentos cardíacos. 



Animais Marinhos

Os animais marinhos também podem causar lesões na pele. Assim, os primeiros socorros também são fundamentais, já que essas lesões, em sua maioria, são de difícil reconhecimento. 

Como proceder?

• Tranqüilize a vítima. 

• Impeça que o veneno se solte dos ferrões. 

• Derrame álcool ou qualquer bebida alcoólica ou vinagre sobre a lesão por alguns minutos, para impedir que os ferrões que ainda não destilaram o veneno o façam. 

• Aplique uma pasta de bicarbonato de sódio (fermento em pó) e água em partes iguais sobre o ferimento. 

• Aplique produto em pó sobre o ferimento, para fazer com que as células se agrupem. Talco é suficiente, melhor ainda seria aplicar um amaciante de carne ou papaína, que tem o poder de desativar o veneno. 

As lesões são geralmente causadas por água-viva ou medusa. Alguns animais marinhos como o ouriço-so-mar e certos peixes têm espinhos que podem furar a pele. Em caso de perfuração, mergulhe a parte lesada em água quente por cerca de 30 minutos, com o 
cuidado para não queimar. Em seguida, encaminhe a vítima para o hospital.


QUEIMADURAS

As queimaduras são lesões causadas por calor, substâncias corrosivas, líquidos e vapores, podendo ocorrer também pelo frio intenso e por radiação solar e elétrica. 

Quando apenas a pele é afetada, chamamos de queimadura superficial. Ocorrem vermelhidão, inchaço e até bolhas. Se o tecido subcutâneo é comprometido, a queimadura é profunda, ficando a pele muito vermelha ou escura, podendo inclusive, soltar água. 

Considerando a profundidade, as queimaduras são classificadas em:

• Primeiro grau: quando a lesão é superficial. Aparecerão vermelhidão, inchaço e dor. 

• Segundo grau: quando a ação do calor é mais intensa. Além da vermelhidão, aparecem bolhas ou umidade na região afetada. A dor é mais intensa. 

• Terceiro grau: há destruição da pele. Atingem gorura, músculo e até ossos. Pela destruição das terminações nervosas, ocorre pouca ou nenhuma dor. A pele apresenta-se esbranquiçada ou carbonizada.

A extensão da área queimada é, muitas vezes mais importante do que a profundidade da
lesão para determinar a gravidade. É o caso de uma queimadura de primeiro grau, que, por exemplo, pode atingir uma ampla área do corpo.

A extensão é medida em porcentagem da área total da superfície do corpo. É a "regra dos
nove", que divide o corpo em áreas de aproximadamente 9%, utilizada para calcular
a extensão da queimadura e decidir o tipo de tratamento, conforme a figura ao lado.

A queimadura sempre exige socorro imediato !


Como proceder?

• Se a roupa estiver pegando fogo, abafe com um cobertor. Mantenha a pessoa deitada. 

• Se a roupa estiver molhada, retire-a imediatamente. O tecido mantém o calor do líquido. 

• Retire da área queimada qualquer roupa apertada. Não se esqueça de que as queimaduras podem causar inchaços. 

• Cubra suavemente a queimadura com um pano limpo de tecido de algodão (lençol, fronha, fralda ou lenço). Evite tecidos sintéticos. 



O que não fazer?
 

• Nuca passe óleo, manteiga, creme ou loção anti séptica. 

• Não tente retirar pedaços de roupa queimada que tenham grudado na pele.

• Não mexa na queimadura, principalmente se a pele estiver levantando. 

• Nunca arranque a pele. 

• Não fure a bolha. 

• Não passe material felpudo ou chamuço de algodão. 



Quando procurar um médico? 

• Quando a queimadura tiver mais de um palmo. 

• Se a pele tiver sido destruida. 

• Quando não souber definir a gravidade da queimadura, em especial se tiver atingido o rosto, mãos ou pés. 

• Se, após três dias, a queimadura não começar a cicatrizar. 

As queimaduras na boca e na garganta são muito perigosas porque causam rapidamente inchaço e inflamação das vias respiratórias, que pode bloquear a passagem de ar, com sério risco de asfixia. Há necessidade de cuidados médicos urgentes. 



Queimadura de sol

A queimadura solar tem sintomas equivalentes às queimdauras leves: a pele fica avermelhada, quente, dolorida e podem aparecer bolhas.

Como proceder?

• Esfrie a pele com banho frio de chuveiro ou chuveiro. 

• Se não tiver banheiro ou chuveiro, cubra a pessoa por dez minutos com toalhas 
umedecidas em água fria.

• Enxugue a pele delicadamente com toalha macia felpuda ou pano de fralda. 

• Aplique loção de calamina (Caladryl) ou outra loção refrescante. Pode ser usado talco mentolado ou compressas frias de bicarbonato de sódio. (1 colher das de café para cada litro de água). 

• Mantenha a área coberta e longe do sol por vários dias, até a sensibilidade da pele voltar ao normal. 



Insolação

A insolação é um acidente grave provocado por calor excessivo ou exposição direta e prolongada ao sol. É causada por um distúrbio no mecanismo de controle da temperatura do corpo, e pode provocar febre alta, acima de 39º, pulsação acelerada, enjôo
e vômitos, tonturas e até desmaio. 


Como socorrer em caso de insolação?

• Dê um banho frio de chuveiro ou banheira, ou cubra o corpo da pessoa com toalhas molhadas em água fria. 

• Deite-a em lugar fresco, arejado e à sombra.

• Molhe seus lábios, para aliviar a secura. Dê pequenos goles de água com sal (1 colher de sal para cada litro de água). 

• Depois, dê bastante água ou refrigerante para hidratar. 

• Jamais dê bebida alcóolica. 

Procure um médico se a pessoa desmaiar. Fique atento à respiração e à pulsação 



Queimaduras por produtos químicos

As queimaduras por produtos químicos são sempre graves. Geralmente, são causadas por produtos de higiene, cal, gasolina, álcool e cândida (água sanitária). 


Como proceder?

• Coloque, imediatamente, a pessoa vestida debaixo de um chuveiro, com a água fria, retirando a roupa em seguida. 

• Lave completamente a parte atingida, usando grande quantidade de água corrente. 

• Aplique uma atadura esterilizada sobre a região afetada e conduza a vítima imediatamente ao pronto socorro. 

Atenção: Não use outros produtos para tentar neutralizar o agente causador da queimadura. Isso pode agravar ainda mais as lesões. 


Em caso de queimaduras nos olhos, deixe a água escorrer sobre eles por cinco minutos seguidos, e procure imediatamente socorro médico. 



Queimaduras por eletricidade

É muito importante você saber que, quando uma corrente elétrica atinge o corpo, podem ocorrer queimaduras. Embora os danos sejam visíveis, pode ocorrer uma sequência de danos internos. 

As queimaduras por eletricidade geralmente são causadas por raio ou correntes de baixa ou alta voltagem. Um choque elétrico pode causar parada cardíaca e respiratória. Nesse caso, a queimadura em si passa a não ser tão importante. Para salvar a vida da vítima, faça reanimação com a máxima urgência. 

Em caso de choque elétrico, desligue sem demora a força elétrica, antes de tocar na pessoa.

Não seja você a próxima vítima!

Se você não souber onde ou como desligar a chave geral de energia, não estando a vítima molhada, puxe-a pelas roupas até desgrudá-la da fonte que provocou o choque. 

Caso a pessoa esteja presa a um fio elétrico, use um cabo de vassoura para remover o fio. 

Em caso de choque em criança que introduziu um objeto de metal em uma tomada elétrica, primeiro desligue a chave geral da caixa de energia elétrica, depois remova a criança.

Geralmente, as queimaduras causadas por eletricidade são profundas, e sempre devem ser examinadas por um médico. 



Queimaduras: Conselhos Úteis

• Jamais deixe uma frigideira ou panela com gordura quente no fogão. 

• Evite deixar panelas ao alcance de crianças. 

• Nunca jogue água sobre o fogo provocado na frigideira pela queima da gordura. Para apagá-lo, tampe a panela ou cubre-a com um pano. 

• Vire os cabos das panelas e frigideiras para o lado de dentro ou para o fundo do fogão. 

• Em ambiente com criança, mantenha protetores de tomadas. 

• Produtos de limpeza, químicos e de higiene pessoal devem ser mantidos londe do alcance de crianças e em lugar seco. 

• Álcool e gasolina jamais devem estar ao alcance de menores e sempre distantes de locais onde haja fogo.

• Quando usar churrasaqueira, nunca borrife álcool. Procure formar brasa naturalmente ou gel específico. 

 

 

 

 
SANGRAMENTOS

Sangramento é a perda de sangue dos vasos sangüíneos. O sangue é bombeado pelo coração, caminha pelas artérias e se espalha pelo resto do corpo. O caminho de volta do sangue é feito através de vasos chamados de veias, que levam, portanto, o sangue do 
corpo para o coração. Entre os dois sistemas, existe uma rede de minúsculos vasos que são os capilares. 

O sangramento pode ser externo e/ou interno. 

sangramento externo é visível na superfície do corpo, e é decorrente de corte, raspão ou perfuração, produzidos, por exemplo, por um pedaço de vidro, um prego, uma faca, ou outro objeto cortante. Qualquer ruptura anormal da pele ou da superfície do corpo é 
chamada de ferimento. Dessa maneira, ocorre o sangramento ou a hemorragia. 

sangramento interno é aquele que surge em decorrência de um ferimento interno, que faz com que o sangue saia do sistema circulatório, mas permaneça no corpo, sendo portanto uma hemorragia interna. Os mais comuns ocorrem no tórax e no abdome.

Tipos de Ferimento:

incisão é um corte bem definido feito por um material cortante. Quando nos membros, pode danificar estruturas como tendões. 






laceração é uma ruptura irregular causada por esmagamento ou dilaceração. Geralmente 
sangramentos mas lesa muito mais. 





abrasão ou escoriação é um ferimento leve em que as camadas mais superficiais da pele são raspadas, deixando a região em carne viva. Ocorre geralmente em quedas. 







contusão ou equimose ocorre quando o sangue escapa para os tecidos, após um golpe brusco. Pode geralmente ocultar danos mais profundos. 







ferimento perfurante apresenta uma pequena abertura externa, mas pode provocar grandes lesões internas. É o que ocorre quando pisamos em um prego. 






Ferimento po transfixação
 é quando há perfuração por bala ou outro projétil com abertura do ferimento pequena e limpa, mas a sua saída é irregular e muito maior.

Tipos de Hemorragia

As hemorragias são classificadas de acordo com o tipo de vaso danificado: artéria, veia ou vasos capilares. 

Na hemorragia arterial, o sangue é vermelho-vivo e, com a pressão das batidas do coração, sai do ferimento em jatos. A gravidade depende do tamanho da artéria. 

Na hemorragia venosa, o sangue, já sem o oxigênio que vem do corpo pelas veias, é vermelho escuro. Tem menos pressão do que o sangue normal. 

Na hemorragia capilar, o sangramento sai em gotas e ocorre em todos os ferimentos. A perda de sangue é sempre desprezível, embora abundante de início. Quando ocorre uma pancada, ela pode romper capilares sob a pele, causando sangramento no interior dos tecidos, conhecido como hematoma. 



O que fazer com sangramentos externos?

• Colocar um pano ou papel limpo no ferimento. 

• Fazer pressão sobre o local, o suficiente para deter o sangramento. 

• Eleve o braço ou a perna da vítima, mantendo a pressão sobre o ferimento. 

• Levar a vítima ao pronto-socorro.

Caso não seja possível encontrar um pano limpo ou papel, comprima o local diretamente com a mão ou apenas alguns dedos, até que o sangramento pare ou até que a ajuda chegue. Se sua mão estiver suja ou cortada, faça a compressão usando a mão da própria vítima. 

Você também pode tratar o ferimento, cortando parte da roupada vítima para usar na compressão. É prefirível o uso de gaze esterilizada, mas nem sempre é possível. 

Não use torniquete. Pode causar lesão no tecido e até gangrena!

O torniquete somente deve ser aplicado em casos extremos e como último recurso, quando não há a parada do sangramento. 



Saiba como fazer o torniquete

• Amarre um pano limpo ligeiramente acima do ferimento, enrolando-o firmemente duas vezes.

• Em seguida, amarre um bastão sobre o nó do tecido. Torça o bastão até estancar o sangramento. 

• Marque o horário em que foi aplicado o torniquete. 

• Procure socorro médico imediato. 

• Desaperte a vítima gradualmente a cada 10 ou 15 minutos, para manter a circulação do membro afetado. 



Ferimentos na Palma da Mão

Como tem muito sangue, a palma da mão sangra muito. Um corte profundo pode romper tendões e nervos e resultar na perda de sensibilidade dos dedos. 

Ao socorrer, pressione com pano limpo a palma da mão e peça à vítima que aperte. Se tiver ataduras, coloque-as sobre os dedos de modo que eles se fechem sobre a gaze ou o pano que estiver na mão. Apóie o braço em uma tipóia e leve a vítima para o hospital. 



Ferimentos no Couro Cabeludo

O couro cabeludo tem também grande suprimento de sangue, por isso sangra muito. Pode esconder uma fratura de crânio. É sempre importante avaliar se a vítima não está intoxicada por álcool ou droga. (Ver o item Intoxicações e Envenenamentos deste guia) 

Com gaze esterilizada ou pano limpo faça pressão direta sobre a ferida. Prenda o curativo, usando uma bandagem triangular. A atadura triangular pode ser feita colocando um pano sobre a cabeça, com as pontas caídas sobre os ombros. Em seguida, passe as extremidades acima das orelhas e cruze-as atrás por sobre a ponta. Traga as duas extremidades para frente da cabeça e pode ser fixada com um alfinete de segurança.



Sangramento no Nariz

Ocorre, na maioria das vezes, quando os vasos do interior das narinas se rompem, seja por pancada ou por conseqüência de espirro, limpeza com dedos ou por assoar o nariz. Pode surgir também como resultado de pressão arterial elevada. 

As hemorragias nasais são desagradáveis e apenas graves quando há grande perda de sangue. 


Como proceder?

• Sente a vítima com a cabeça para frente e não deixe que ela mude de posição. 

• Peça à vítima que respire pela boca. 

• Peça à vítima que comprima o nariz entre os dedos, logo abaixo do rosto, por 10 minutos. Se depois disso o sangramento continuar, a operação deve ser repetida. 

• A vítima não deve tentar falar, tossir ou assoar o nariz. Isso pode atrapalhar a coagulação. 

• Se o sangramento persistir por mais de 30 minutos, leve a vítima para o hospital na posição em que foi tratada. 

• Quando o sangramento estiver sob controle, na mesma posição, limpe delicadamente em volta do nariz e da boca com água morna.

• Com a sitação sob controle, oriente a vítima a descansar por algumas horas e não fazer esforço. 



Sangramento na Boca

Geralmente ocorre pelos dentes da própria vítima ou após queda ou pancada. É importante orientar a vítima a ficar sentada com a cabeça para frente e inclinada para o lado lesado, para permitir que o sangue saia. Com um chumaço de gaze sobre a parte afeta, peça à vítima que o aperte entre os dedos por 10 minutos. Persistindo o sangramento troque a gaze. Não deixe o sangue escorrer, pois, se engolir, seguramente haverá vômito. 

Com a situação controlada, evite oferecer bebidas quentes durante 12 horas. Se voltar a sangrar, e se o sangramento persistir além de 30 minutos, procure o médico ou o dentista. 


Sangramento Vaginal

Quase sempre o sangramento proveniente da vagina é menstruação. Geralmente, acompanhado de cólicas abdominais. Pode também ser um aborto, ou até mesmo lesão provocada por estupro. 

Em se tratando de vítima feminina, é importante ser sensível ao constrangimento da mulher. Dentro do possível, procure um socorrista feminino ou uma companhia feminina. 

Como proceder?

• Remova a mulher para um local com privacidade.

• Se não for possível, "crie" um local onde ela fique protegida de espectadores. 

• Providencie absorvente ou toalha limpa. 

• Mantenha a mulher semi-sentada, com o joelhos dobrados de tal forma que alivie a tensão dos músculos abdominais. 

Caso a vítima tenha certeza de que se trata de cólica menstrual, poderá tomar analgésico ou antiespamódicos. Se o sangramento continuar e for abundante, solicite socorro médico. 

Atenção: Se a mulher for vítima de estupro, não destrua as evidências, lavando ou jogando as roupas fora. Tente convencê-la a não se lavar até que haja um exame de corpo de delito. É comum a mulher estuprada não aceitar socorro de um indivíduo do 
sexo masculino. Ela pode sentir-se ameaçada por qualquer homem. Procure compreender.



Sangramento Interno

Os sinais mais comuns são palidez, suor e pulso rápido. Os lábios ficam azulados e a pele pegajosa. Quando houver suspeita desse tipo de ocorrência, não perca tempo. Chame por socorro médico. 

Enquanto você aguarda, procure colocar a vítima em uma posição confortável, protegendo-a do frio. Não dê alimentos nem a aqueça demais com cobertores.

 

 

 

ARTROSE


Aqui você irá encontrar as seguintes questões

 

O que é a condromalácia ?

Quer dizer amolecimento da cartilagem (condro = cartilagem, malácia = mole). Esta anomalia pode-se observar em várias circunstâncias:

• A primeira é do traumatismo direto. A lesão cartilaginosa aparece antes da fratura (fissura) da cartilagem. Pegamos o exemplo do traumatismo direto da rótula no joelho. O caso mais freqüente é o traumatismo chamado “quadro de bordo” aparecendo durante um
acidente de carro. Várias formas de intensidade decrescente podem ser observadas:

- a primeira é que o traumatismo é tão importante que provoca uma fratura do osso da rotula e da cartilagem que é ligado a ele;

- a segunda é que o traumatismo não provoca a fratura óssea mais uma fratura aberta da cartilagem;

- a terceira é que o traumatismo não provoca somente uma contusão da cartilagem. É esta “contusão” da cartilagem que nós chamamos de condromalácia.

É importante mencioná-la pois é necessário considerá-la e tratá-la como um verdadeiro traumatismo importante da cartilagem, e então impor o repouso para permitir à cartilagem de retomar a sua forma e sua função normal. Esta contusão da cartilagem (condropatia fechada) pode-se complicar com a artrose (condropatia aberta, fissurada).

• A segunda é da artrose banal. É provável que a primeira etapa da artrose comece por um edema (inchaço da cartilagem ou condropatia fechada) que leva a uma cartilagem menos resistente e mais vulnerável, esta cartilagem mole pode então se fissurar na sua superfície (condropatia aberta) e estas fissuras serão mais difíceis de cicatrizar.

 

Sim. Nesta situação (artrose do joelho), pode ser demonstrado que:

- se seu peso é excessivo, você corre um maior risco de sofrer mais tarde de uma artrose do joelho;

- se seu peso é excessivo e você emagrece, o risco de aparecer mais tarde uma artrose do joelho diminui;

- se seu peso é excessivo e você sofre de uma artrose do joelho, a evolução estrutural (agravamento do pinçamento articular) será mais importante que se você não é obeso;

- fica a questão de saber se a dor de um paciente obeso que sofre de artrose do joelho diminui se o paciente perde peso. Um estudo preliminar é sugerido.

• Primeiramente nós pensamos que a artrose observada nos obesos é devida a uma sobrecarga mecânica da articulação, notadamente do joelho. Certos estudos dizem que é verdade...mas que não é o único fator. É assim que no joelho, os obesos têm maior risco de sofrer mais de artrose pois eles têm uma anomalia estrutural (joelho em “X” ou em “tonel”). Além disso, nós observamos que a obesidade era igualmente um fator associado à artrose digital onde é difícil de se incriminar um fator mecânico particular nos obesos. É então provável que ao lado do aumento dos atritos mecânicos, existem outros fatores
além da obesidade (fatores metabólicos?) que facilitam a artrose.

 

A Obesidade Pode Levar A Artrose?

Sim. Nesta situação (artrose do joelho), pode ser demonstrado que:

- se seu peso é excessivo, você corre um maior risco de sofrer mais tarde de uma artrose do joelho;

- se seu peso é excessivo e você emagrece, o risco de aparecer mais tarde uma artrose do joelho diminui;

- se seu peso é excessivo e você sofre de uma artrose do joelho, a evolução estrutural (agravamento do pinçamento articular) será mais importante que se você não é obeso;

- fica a questão de saber se a dor de um paciente obeso que sofre de artrose do joelho diminui se o paciente perde peso. Um estudo preliminar é sugerido.

• Primeiramente nós pensamos que a artrose observada nos obesos é devida a uma sobrecarga mecânica da articulação, notadamente do joelho. Certos estudos dizem que é verdade...mas que não é o único fator. É assim que no joelho, os obesos têm maior risco de sofrer mais de artrose pois eles têm uma anomalia estrutural (joelho em “X” ou em “tonel”). Além disso, nós observamos que a obesidade era igualmente um fator associado à artrose digital onde é difícil de se incriminar um fator mecânico particular nos obesos. É então provável que ao lado do aumento dos atritos mecânicos, existem outros fatores
além da obesidade (fatores metabólicos?) que facilitam a artrose.

 

É Útil Tomar Vitaminas Para Prevenir Ou Tratar A Artrose?

Teoricamente quatro vitaminas poderiam estar implicadas na artrose:

• A vitamina A parece nefasta, pois o excesso (seja pela absorção exagerada seja pela doença metabólica como a doença de Forestier) parece associado a um risco mais importante de deterioração da cartilagem.

• As vitaminas C e E, pelo seu efeito antioxidante, poderiam ter um efeito favorável.

• A vitamina D, útil à manutenção de uma boa qualidade dos ossos, poderia igualmente ser benéfica.

Ao lado das propriedades destas vitaminas, existem estudos efetuados em laboratório mostrando que certas vitaminas, e notadamente a vitamina E, poderia favorecer o metabolismo das células da cartilagem (condrócitos).

Os dados científicos em humanos são raros. Um estudo norte-americano efetuado há mais de vinte anos mostrou que as mulheres quem têm aos 70 anos uma artrose do joelho tinham, na idade dos 50 anos (antes da artrose do joelho), uma taxa sanguínea de
vitamina D mais baixa que as mulheres sem artrose 20 anos mais tarde. Estas constatações tinham igualmente sido observadas mas em um menor grau com as taxas sanguíneas de vitaminas C e E.

Não existe nenhuma prova cientifica de que o suporte suplementar de vitamina C, D ou E tenha qualquer efeito benéfico para prevenir a artrose e/ou para tratar a artrose.

 

Quais São Os Resultados Da Prótese ? 

A prótese articular representa um enorme progresso da cirurgia ortopédica.

Os resultados são naturalmente diferentes em função da localização da artrose (quadril, joelho mas também tornozelo, ombro, cotovelo, etc.).

A substituição da articulação por uma prótese vai permitir aliviar as dores, voltar a dar uma boa mobilidade do quadril e fazer desaparecer a marcha claudicante, o que no total melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Este tipo de bom resultado é obtido em 98% dos casos para o quadril e mais de 58% para o joelho. Existem então em certos pacientes os resultados que são menos satisfatórios (ele pode persistir com dores ou com mobilidades um pouco menos importantes ou uma marcha claudicante). Este pode ser devido a uma deficiência muscular, a dificuldades no momento da colocação da prótese, a uma anatomia muito alterada; às vezes, nenhuma causa é encontrada. O aparecimento de uma complicação é raro nesta cirurgia bem planejada e programada, no entanto este risco não é nulo; as complicações menos excepcionais são as luxações da prótese, a infecção e o aparecimento de uma flebite.

A obtenção do resultado não é imediato, é necessário caminhar com uma ou duas muletas durante o mês que se segue á intervenção, a marcha claudicante e as dores desaparecem no inicio de 3 meses em média, e o resultado definitivo e completo é de 6 a 12 meses.

 

Em Que Momento Deve-se Fazer Infiltrações De Corticóides E De Ácido Hialurônico?

A infiltração de corticóides consiste em injetar dentro de uma articulação antiinflamatórios potentes, os corticóides (ainda chamados antiinflamatórios esteroides), que vão agir localmente. Esta infiltração é particularmente indicada quando a artrose está em
crescimento e que este crescimento resiste a um tratamento simples associando ao repouso articular e à ingestão de antiinflamatórios não esteroides por via oral.

Assim, para artrose de quadril, a infiltração será indicada diante da persistência das dores noturnas e de uma melhor mobilização matinal; no joelho, ela será proposta diante da persistência de dores com edema da sinóvia.

As infiltrações de ácido hialurônico são mais bem propostas quando um joelho artrósico é:

• dolorido apesar dos outros tratamentos;

• sem ou com um baixo edema sinovial;

• sem deterioração radiológica importante;

• nas artroses de joelho graves, nos pacientes que não podem ou não querem ser operados para colocar uma prótese;

• quando os antiinflamatórios não esteróides são mal tolerados, ineficazes ou contra- indicados;

• após uma fase de destruição rápida da cartilagem (“condrólise rápida”).

 

O que É O Ácido Hialurônico?

O ácido hialurônico é uma substância viscosa e elástica que é fabricada pela articulação e que compõe o líquido sinovial (ou “sinóvia”). Este líquido sinovial, rico em ácido hialurônico em seu estado normal, vai lubrificar as superfícies cartilaginosas pelas suas propriedades viscosas e protegê-las de choques pelas suas propriedades elásticas. No decorrer da artrose, o líquido sinovial é mais pobre em ácido hialurônico tornando a cartilagem mais vulnerável às forças de fricção e de compressão.

 

Quais São Os Principais Medicamentos Analgésicos?

Todo medicamento utilizado na artrose tem uma ação antálgica. Quer dizer, acalmar as dores. Nós reservamos o termo: tratamento analgésico, aos medicamentos que têm somente esta ação própria.

Neste grupo de medicamentos analgésicos, nós podemos distinguir:

• Os que agem no início da dor (aqui na articulação) e que têm, por isso, uma ação chamada “periférica”, dos que agem na origem da dor (o cérebro) e que tem uma ação chamada “central”. A lista dos analgésicos periféricos é longa, por exemplo o paracetamol;

• Os que contêm a morfina ou derivados morfínicos;

• Os que contêm pequenas doses de antiinflamatórios (nesta dose estes medicamentos não são eficazes sobre os fenômenos inflamatórios mas são capazes de diminuir a dor).

 

Quais São Os Medicamentos E Suas Indicações Dos Chamados "Específicos” para a artrose? Existem Medicamentos Que Retardam A Destruição Cartilaginosa Na Artrose?

Além dos analgésicos e dos antiinflamatórios existem outros medicamentos que foram estudados recentemente como um medicamento à base de soja e de abacate (Piasclédine®), e um medicamento à base de extratos de cartilagem: chondroitina sulfato
(Structum®, Chondrosulf®) e um medicamento extraído de uma planta: a diacereina (Art 50®, Zondar®).

As particularidades destes medicamentos são as seguintes:

• Eles são geralmente bem tolerados.

• Sua eficácia sobre os sintomas dolorosos dos pacientes artrósicos foi demonstrada mas parece às vezes inferior à eficácia dos antiinflamatórios.

• Sua eficácia aparece após várias semanas de utilização. Esta característica é muito importante para o paciente saber, senão, ele pode suspender este tratamento após alguns dias por falsa “ineficácia”. Estes medicamentos são chamados de “Medicamentos
Sintomáticos de Ação Lenta”.

• Eles podem ser associados aos outros medicamentos. Foi demonstrado que estes medicamentos foram capazes de diminuir a quantidade de analgésicos e/ou de antiinflamatórios necessários ao conforto do paciente.

As indicações dos medicamentos chamados “específicos” são:

• Para aliviar a dor, tomar altas doses de analgésicos ou de antiinflamatórios.

• Quando um paciente tem sintomas crônicos e frequentes. O objetivo é ver se os sintomas melhoram após várias semanas de utilização destes medicamentos.

• Quando o paciente está em crescimento, nós sabemos que o paciente está em risco de deterioração cartilaginosa e que queremos evitar este agravamento do estado
cartilaginoso.

• Quando estes medicamentos terão provado de maneira formal sua eficácia não somente sobre os sintomas em curto prazo mas igualmente, sobre o estado da cartilagem.

Não existem medicamentos que retardam a destruição cartilaginosa na artrose.

Um estudo realizado na França em pacientes que sofrem de artrose do quadril mostrou que um tratamento diário prolongado por três anos com diacereina diminuiu a deterioração cartilaginosa em comparação com um placebo.

Conclusões análogas foram estudadas na artrose do joelho com a glucosamina sulfato (um medicamento a base de extratos de cartilagem não disponível na França).

Um estudo preliminar (realizado em um pequeno número de pacientes) sugere que injeções repetidas de ácido hialurônico poderiam igualmente prevenir a deterioração cartilaginosa. 

 
 
 

Quais São Os Principais Medicamentos Para A Artrose ? Os Antiinflamatórios São Mais Eficazes Que Os Analgésicos Para Aliviar A Dor ? Os Gels Antiinflamatórios São Eficazes ? Existem Antiinflamatórios Mais Eficazes Que Outros E Quais São Os Seus Inconvenientes?

Os medicamentos à nossa disposição para o tratamento da artrose são numerosos.

• A diferença entre “medicamentos”, “suplementação dietética” e “dispositivos”:

Na prática é necessário saber que a tolerância aos suplementos dietéticos é similar àquela dos medicamentos, mas com eficácias distintas.

Um medicamento deve provar sua eficácia em estudos rigorosos antes de poder estar disponível para tratamento da artrose; um suplemento dietético não necessita desta demonstração.

Um problema análogo se faz entre “medicamento” e “dispositivo”. Isto é sobretudo verdade para a classificação dos ácidos hialurônicos utilizados em injeções intra- articulares. Um deles é classificado como medicamento, os outros como dispositivos. Assim,
a principal diferença consiste em uma avaliação menos satisfatória da eficiência dos “dispositivos” quando comparada com a dos medicamentos.

• As diferentes vias de administração dos medicamentos:

Nós distinguimos três:

- a via geral ou sistêmica: a mais clássica é a administração pela boca (o termo médico é per os). Existe raramente para a artrose a via intravenosa, retal ou intramuscular;

- a via intra-articular, que consiste em fazer penetrar diretamente dentro da cavidade articular um medicamento;

- enfim, a via per cutânea que consiste em administrar o medicamento na superfície da pele, próximo da articulação.

• Os diferentes mecanismos de ação dos medicamentos:

Nós podemos classificar em três categorias com níveis diferentes:

- os medicamentos analgésicos onde o “único” objetivo é de aliviar a dor;

- os medicamentos antiinflamatórios onde o objetivo é não somente de tratar a dor mas igualmente dos fenômenos inflamatórios;

- os tratamentos específicos da artrose onde o objetivo essencial é de estacionar a evolução natural da doença....seja rapidamente a longo prazo, para melhorar a dor e o distúrbio funcional dos pacientes.

Nós percebemos que para melhorar a dor de um paciente artrósico, nós podemos ter recursos terapêuticos onde os mecanismos de ação são completamente diferentes.

Os analgésicos assim como os antiinflamatórios são tratamentos eficazes para aliviar a dor da artrose.

• Com efeito, estudos concluíram a favor do uso dos antiinflamatórios no caso da dor que aparece em repouso e da dor noturna. No que se refere à dor que aparece após atividades físicas (a dor comum da artrose), os resultados não mostram grandes diferenças entre estes dois grupos terapêuticos.

• Um estudo recente comparando coxibs e paracetamol, sugere uma maior eficácia dos coxibs comparativamente ao do paracetamol.

• Uma enquête diante centenas de pacientes artrósicos mostrou que os pacientes consideram que os antiinflamatórios são mais eficazes que os analgésicos puros.

• Na prática, a questão é a seguinte: “em função da eficácia e da tolerância dos medicamentos é preferível utilizar os analgésicos ou os antiinflamatórios para tratar a dor artrósica?” Até a chegada dos coxibs, a maior parte das sociedades cientifica recomendam
os tratamentos analgésicos como de primeira escolha em razão dos efeitos secundários dos antiinflamatórios e de só recorrer aos antiinflamatórios que em caso de falha terapêutica dos analgésicos. Hoje em dia, certas sociedades cientificas recomendam
utilizar os coxibs como primeira escolha em caso de dor importante e/ou de dor aparecendo ao repouso e/ou acordando o paciente à noite.

Os tratamentos locais com pomada ou gel antiinflamatório são interessantes para aliviar as dores das articulações artrósicas superficiais como as dos dedos ou dos joelhos. A aplicação contínua permite um efeito local interessante, com absorção para dentro da articulação geralmente limitada (eles não têm em principio efeitos indesejáveis dos antiinflamatórios tomados em comprimidos). Nós distinguimos os gels (sem fase gordurosa) que penetram muito rapidamente e podem, em principio, ser aplicados juntamente com o curativo fechado, sem massagem; e as pomadas e as emulsões. Certos produtos existem em compressas impregnadas muito simples de aplicar ou em cataplasmas. A maior parte dos produtos é dos antiinflamatórios sem cortisona. As principais contra- indicações deste tipo de tratamento são as lesões da pele, no entanto, certos produtos podem ser foto- sensibilizantes (risco de reação ao sol); outros contêm uma substância que pode causar vermelhidão na pele (não se deve massagear); alguns produtos são contra-indicados em caso de epilepsia; porém, a maior parte é contra-indicada nas crianças. No caso de reação na pele após a aplicação, convém parar imediatamente a aplicação do produto.

• NÃO existem antiinflamatórios mais eficazes do que os outros se confiarmos nos resultados dos testes terapêuticos e SIM se confiarmos na experiência clinica dos médicos.

Todos os estudos sobre isto, demonstram facilmente a superioridade de um antiinflamatório em comparação ao placebo (substância sem propriedades farmacológicas); mas em contrapartida, estes estudos concluíram que não existem diferenças quando dois
antiinflamatórios são comparados entre si. Na prática diária, é evidente que existe uma susceptibilidade individual para uma mesma doença quanto ao estado evolutivo; uma doença pode melhorar pelo uso de um antiinflamatório particular , porém, o mesmo
medicamento poderá ser totalmente ineficaz em uma outra doença.

Nós veremos que os coxibs são novos antiinflamatórios menos lesivos para o estômago. Eles são eficazes, mas não tanto quanto os antiinflamatórios convencionais. Existe sempre um efeito dose-resposta: um medicamento é tão mais eficaz quando é administrado numa dose mais alta. Isto é verdade dentro de um certo limite, mas é particularmente verdade na artrose onde o efeito é estável. Se lembrarmos que este efeito dose-resposta é ainda mais claro no que se refere à toxicidade dos antiinflamatórios convencionais, então, o risco de efeitos secundários aumenta claramente com a dose empregada.

• Nós podemos resumir os inconvenientes dos antiinflamatórios em várias categorias:

- A maior parte se refere ao tubo digestivo em razão do risco de úlcera. Esta irritação digestiva vai se traduzir por sintomas clínicos como as ulcerações gástricas, que podem levar a episódios graves de hemorragias e peritonite, em razão da perfuração de uma
úlcera no abdômen. É necessário saber que os efeitos secundários graves que são a hemorragia e a perfuração podem aparecer muito rapidamente (às vezes desde o primeiro dia de tratamento) e sem sinal prévio, e principalmente, sem dor de estômago. Estas
complicações graves são vistas nas pessoas idosas antes do desenvolvimento das úlceras. O cigarro e/ou do álcool é um fator que favorece o aparecimento destas complicações digestivas. A ingestão de aspirina mesmo em baixa dosagem pode aumentar este risco.

- A coagulação é alterada. Este efeito pode ser benéfico para certas pessoas, em que a ”fluidificação” do sangue é benéfica (como em certas doenças cardiovasculares), mas igualmente maléfica, pois existe um aumento do risco de hemorragia.

- Um tratamento prolongado pode piorar a função dos rins.

- Enfim, certas pessoas podem ser alérgicas a certos antiinflamatórios ou a aspirina.

 

PRÓTESES ARTICULARES


O Que É Uma Prótese ?

O nome “prótese” vem do grego prothesis (pro: no lugar de e tithemi: eu coloco).

As próteses utilizadas em cirurgia ortopédica têm geralmente por objetivo, repor (em parte ou em totalidade) uma articulação desgastada e dolorida.

A prótese é uma articulação artificial, composta por peças mecânicas sintéticas (implantes protéticos) da mesma forma que a articulação.

Ela devolve na medida do possível, as mesmas funções que uma articulação natural (mobilidade, estabilidade, etc.).

A intervenção cirúrgica de substituição articular por uma prótese é chamada de "artroplastia".




 


 
  Não se pode confundir uma prótese que substitui um elemento do corpo e uma órtese, que é uma aparelhagem ortopédica 
  externa que mantém uma articulação instável (por exemplo: uma joelheira, uma tala). Uma prótese articular é uma articulação   artificial que   substitui uma articulação desgastada e dolorosa.








02 - O Que É Uma Prótese Total ?

Uma prótese é total quando ela substitui todos os componentes da articulação.

Nós chamamos de prótese total por oposição à prótese parcial. Ela se compõe de várias peças mecânicas.

Para a cabeça do fêmur, a prótese total vai substituir os dois componentes articulares formando a articulação da cabeça do fêmur: a cabeça do fêmur que é esférica, e a parte côncava do quadril no qual ela é encaixada, damos o nome de acetábulo.

Em certos casos (fratura da extremidade superior do fêmur), somente a cabeça do fêmur é substituída; nós chamamos então de prótese parcial (prótese femoral); o acetábulo fica em seu lugar e não é modificado. 


 

 
   Tenha confiança no seu cirurgião que tem experiência para escolher o tipo de prótese que é mais conveniente.








03 - Porque Nós Precisamos De Uma Prótese ?

Uma prótese é indicada quando você sofre com uma articulação muito desgastada. Nenhum meio atualmente disponível permite reparar uma articulação desgastada.

Quando as dores persistem mesmo com o tratamento médico (medicamentos, infiltrações, reeducação), a substituição protética é a única solução.

 
   A prótese articular é indicada quando uma articulação é desgastada e dolorida e o tratamento médico não alivia mais.









04 - Quando A Hora De Colocar Uma Prótese É Indicada ?

A prótese articular é indicada quando o desgaste da articulação acarreta dores que não são mais melhoradas pelo tratamento médico, e que as dificuldades aumentam. Esta dor e o incômodo aos movimentos que constituem os elementos determinantes da intervenção e que os fixam o momento.

Este pedido introduz um componente subjetivo forte. É então necessário incluir os elementos objetivos a fim de avaliar a importância da dor, do incômodo aos movimentos sobre a qualidade de vida.

Esta noção de qualidade de vida é muito pessoal e leva em conta vários aspectos: as atividades profissionais, a vida familiar, a vida íntima, as atividades quotidianas, as atividades físicas e de lazer, o retardo psicológico...é igualmente importante verificar o grau de desgaste da articulação e medindo notadamente a altura residual da cartilagem (pinçamento articular) sobre as radiografias. É preciso levar em conta o modo de evolução (dor), a eficiência dos tratamentos e sua toxicidade potencial ao longo do caminho.

É fundamental avaliar:

- a idade;

- a profissão exercida;

- as necessidades;

- o estado psicológico;

- as esperas;

- os desejos;

- as demandas funcionais e estéticas da pessoa concernida. Os antecedentes, as doenças e os tratamentos associados, as possibilidades operatórias (riscos inerentes a intervenção), a ajuda do meio e o sistema de saúde (grande variabilidade entre os países). Não se pode intervir nem muito cedo, caso a prótese não seja permanente, nem muito tarde caso os desgastes ósseos ligamentares e/ou musculares importantes comprometem o resultado funcional da prótese.

 
   A indicação operatória não é baseada nunca sobre um só critério (em particular sobre a única imagem radiográfica), caso não    tenha relação entre as dores e o desgaste articular. Não se pode deixar impressionar por “imagens”

   É necessário fazer uma consulta regularmente ao seu médico a fim de colocar a indicação operatória no bom momento adequado.








05 - Chegou A Hora Da Prótese, Quem Tem A Decisão da Intervenção ?

Como nós vimos na questão 4, vários fatores intervêm na justificativa da operação, mas finalmente a decisão operatória volta a si.

O papel da equipe médica é ajudar o paciente, informando os benefícios e os riscos da intervenção e de responder as questões, antes de tomar uma decisão. 

 
   A decisão operatória retorna: é então necessário fazer uma consulta regularmente ao seu médico para decidir o momento    adequado para a intervenção e compreender o que está em jogo. É a condição essencial para poder tomar uma decisão    verdadeiramente clara.









06 - É Obrigatório Colocar Uma Prótese Quando A Articulação É Dolorida Ou Desgastada ?

A colocação de uma prótese é possível, mas nunca é obrigatória. Trata-se de uma intervenção com o objetivo de melhoria funcional, de uma cirurgia de “conforto”; é então indispensável avaliar o benefício e o risco operatório para cada caso.

Se você não se sente ainda pronto, reflita e visite regularmente seu médico e seu cirurgião.

Enquanto você espera a cirurgia modifique seus hábitos de vida reduzindo as atividades dolorosas, tome seus medicamentos, mude o seu habitat.

Os riscos, se você não operar, podem ser os seguintes: piora da dor, diminuição da mobilidade da articulação, piora da deficiência, menor qualidade de vida.

Mesmo se o seu médico e seu cirurgião pensam que seu estado de saúde seria melhorado pela cirurgia, que seu círculo familiar o conduz para a intervenção, a decisão operatória final é exclusivamente sua.

 
   A colocação de uma prótese nunca é obrigatória, trata-se de uma cirurgia de “conforto”. Em certos casos, quando o risco    operatório é superior ao benefício da intervenção, é preferível não se operar.









07 - Onde Se Deve Fazer A Operação ?

É a competência do cirurgião e a tradição do hospital onde você vai ser operado que contam antes de tudo. A escolha do hospital não tem grande importância se o cirurgião que vai lhe operar é especializado em cirurgia óssea (cirurgia ortopédica é o termo oficial) e tem uma boa experiência na colocação da prótese que você precisa.

Quanto ao local da intervenção, ele deve ser bem equipado, ser munido de uma equipe médico cirúrgico (anestesistas, fisioterapeutas, enfermeiros, etc.) competente e sala adaptada (mesa cirúrgica de qualidade).

 
    Visite seu cirurgião ortopedista, especializado no tipo de intervenção que você está precisando: para isso, peça conselho ao seu     reumatologista ou ao seu clinico geral.

    Eles têm o hábito de trabalhar com uma equipe de cirurgiões competentes e podem aconselhar você corretamente. 








08 - É Necessário Ir Ao Cirurgião Várias Vezes Antes De Se Decidir ?

Não é obrigatório, mas é sempre uma boa idéia.

A explicação fornecida na primeira consulta pode ser difícil de compreender, ou então você pode ter esquecido de perguntar certos detalhes. No entanto, se a deficiência não é muito importante, é aconselhável de não se tomar a decisão ao primeiro contato e de prever uma segunda consulta alguns meses mais tarde. 

 
     Reflita durante algum tempo para se decidir e se preparar para esta intervenção. Não é tempo perdido, isto vai lhe permitir      enfrentar a intervenção em boas condições. Não hesite em dizer suas apreensões e falar todas as questões que o preocupam.








09 - É Necessário Consultar Vários Cirurgiões Antes De Se Decidir ?

Se a situação médica não suscitar dificuldades, e se a intervenção não requer uma competência específica, não é necessário consultar vários cirurgiões, salvo se você sentir necessidade disso para tomar sua decisão.

No entanto, se você não se sentir em total confiança com o seu cirurgião, não hesite em buscar um segundo conselho.

 
     A competência é a mesma, escolha o cirurgião no qual você tenha um melhor contato, com o qual você sinta confiança. Mas, não      faça várias consultas, sua escolha não será a mais difícil.








10 - Para Substituir Uma Articulação Desgastada, Deve-se Operar Com Urgência ?

A colocação de uma prótese para substituir uma articulação desgastada não é nunca urgente.

Devem-se evitar toda precipitação, escolher bem o cirurgião, se informar sobre os benefícios alcançados, os potenciais riscos da intervenção, os meios de controlá-los ou de reduzi-los e sua organização prática (prever a duração da hospitalização, da convalescença, da reeducação, o retorno a domicilio, o retorno ao trabalho, etc.).

Não hesite em fazer todas as perguntas ao seu médico e à equipe paramédica, a evocar suas hesitações ou apreensões para melhor organizar a intervenção com o cirurgião.

 
     Não precisa se apressar. Pense e reflita. Mesmo se você tiver pressa de se operar, quando você tomar sua decisão, nós                     aconselhamos de tomar o tempo necessário para se preparar bem a esta intervenção, sua preparação condiciona em grande      parte o sucesso desta operação.

    Certos hospitais propõem palestras com informações coletivas (consulta educativa) antes da intervenção cirúrgica. Ela é um     excelente meio de aprender muito mais sobre sua cirurgia. Você terá assim menos ansiedade e estresse no momento da cirurgia.     Pergunte ao seu cirurgião. Venha a esta reunião com um parente próximo. Estas reuniões permitem encontrar a equipe, fazer     várias perguntas, ter uma resposta às questões que você talvez não tenha pensado. Elas favorecem a troca de experiências 
    com outras pessoas na mesma situação que você.










11 - Pode-se Colocar Uma Prótese Para Substituir Qualquer Articulação Desgastada ?

Certas próteses são atualmente muito avançadas, ainda que aperfeiçoamentos continuem possíveis. 

É a prótese do quadril que tem o maior tempo de utilização. 

As primeiras próteses foram implantadas nos anos 60. 

A prótese do joelho é também muito realizada. 

Somente certas equipes têm a competência para colocar as 
próteses mais recentes como a de tornozelo.



 
     Praticamente todas as articulações podem ser substituídas por uma prótese. Todavia, em certas localizações tais como a cabeça     do fêmur existe uma longa experiência e uma prática cotidiana (em média 60 000 próteses são implantadas cada ano na França).

    Porém, outras próteses só podem ser utilizadas por equipes muito especializadas (por exemplo, a prótese de tornozelo, as     próteses das articulações dos dedos). Enfim, outras próteses devem ser reservadas à pesquisa clínica (por exemplo, a prótese do     disco intervertebral).










12 - Existem Outras Intervenções Que Podem Amenizar, Evitar Ou Substituir A Colocação De Uma Prótese ?

Quando uma articulação está dolorida, a cartilagem está um pouco desgastada e existe um defeito anatômico, o cirurgião poderá propor uma intervenção dita conservadora.

O objetivo desta intervenção é melhorar a distribuição do atrito mecânico para que o movimento seja mais harmônico e diminuam os riscos de artrose. Trata-se inicialmente de osteotomia de reorientação (é realizada uma secção seguida de uma fixação do osso
permitindo reencontrar uma melhor situação anatômica) para limitar o desgaste da cartilagem articular. Por exemplo, a osteotomia de “valgisação”: retifica uma perna arqueada (joelho em “varo”).

Assim, a realização da prótese é adiada em vários anos.

Quando a colocação da prótese é impossível, o cirurgião poderá propor uma artrodese.

Esta intervenção consiste em bloquear a articulação em boa posição para as necessidades da vida quotidiana. Para certas articulações, esta é uma solução que tem excelentes resultados, apesar da ausência de mobilidade da articulação assim bloqueada (tornozelo ou punho, por exemplo).


 



 
   A cirurgia conservadora (osteotomia, em particular) é às vezes possível quando a articulação não está muito desgastada, se a    pessoa é ainda jovem e começa a sofrer.

   A artrodese, que consiste em bloquear a articulação em uma boa posição, é uma alternativa para a colocação de uma prótese. Ela    alivia muito bem a dor e permite, para certas articulações, apesar da ausência de movimento, certa autonomia.









13 - Quais São As Doenças Que Podem Levar A Colocação De Uma Prótese ?

Fora os traumatismos (fraturas), as doenças que podem levar 
à colocação de uma prótese são as doenças que desgastam 
a cartilagem articular.

A principal causa é a artrose, dita primária que é uma doença que conduz ao desgaste habitualmente lento da cartilagem. Existe certo número de situações onde a artrose pode 
aparecer devido a um traumatismo ou a uma anomalia anatômica: a luxação congênita do quadril (má posição anatômica do quadril agora detectada e tratada desde o nascimento), joelho varo (perna arqueada), por exemplo.

As doenças inflamatórias das articulações (artrites) como a poliartrite reumatóide, as espondiloartropatias, as artrites infecciosas, as artrites micro cristalinas (gota, 
condrocalcinose articular, etc) podem também conduzir ao desgaste da articulação e à colocação de uma prótese.

Outras doenças como a necrose óssea (morte do osso), certos tumores ósseos, as doenças articulares devido a hemofilia, podem também levar à necessidade da colocação de uma prótese.



 
     A artrose é a principal causa de desgaste da cartilagem podendo conduzir à colocação de uma prótese. Não se esqueça de ler 
    as questões deste manual que tratam mais precisamente da patologia do seu interesse (artrose, poliartrite reumatóide,     espondilartrite anquilosante, etc.). Fale com o seu médico.









14 - Quais São Os Materiais Utilizados Para As Próteses ?

Os materiais utilizados para as próteses são caracterizados por três critérios essenciais: sua bio-compatibilidade (boa tolerância pelo organismo humano), sua resistência a corrosão e suas propriedades mecânicas.

Diferentes materiais são utilizados para o corpo da prótese:

- os metais: são feitos de misturas (combinação de vários componentes: 2 no mínimo onde pelo menos um é metálico). Nós distinguimos: os aços inoxidáveis (aço inox e cromo- cobalto), as ligas a base de titânios e as novas ligas: níquel titânio;

- as cerâmicas: são elementos sólidos não orgânicos e não metálicos. As cerâmicas mais utilizadas em ortopedia são o alumínio e o zircônio. A fabricação das cerâmicas requer uma tecnologia complexa. As cerâmicas bio-ativas como a hidroxiapatita (componente natural do osso) são igualmente utilizados. Outros materiais de origem biológica como o coral, cerâmica natural porosa, são pouco utilizados pois a ossificação do coral é menos eficaz do que o previsto;

- os polímeros são os materiais cuja característica comum é de advir da polimerização de um elemento de base como, por exemplo, o etileno. O polietileno (macromoléculas termoplásticas) é constituído de cúpulas cotiloidianas (para a prótese do quadril), os platôs 
tibiais (para a prótese do joelho). Os elastômeros de silicone (silastic) são utilizados sempre para implantes digitais.

Em geral, uma prótese é constituída de vários materiais que vão se articular entre eles com forças de atrito (partes de atrito). É necessário submeter as partes em atrito ao nível mais baixo possível: assim as ligas de metal se articulam com as peças em polietileno (partes de atrito metal-polietileno).

Outras combinações são possíveis: as peças em ligas metálicas podem se articular com outras peças em ligas metálicasl (peças de atrito metal-metal). Peças em cerâmica podem se articular com o polietileno (peças de atrito cerâmica-polietileno) ou com uma outra peça de cerâmica (peças de atrito cerâmica-cerâmica).

A vigilância do material tem por objetivo verificar os incidentes ou os riscos de incidentes que podem resultar da utilização destes dispositivos médicos após sua venda no mercado. 

Não deixe de fazer todas as perguntas ao seu cirurgião. 

 
   Não existe material ideal: o tratamento de cada doença tem imperativos mecânicos próprios que impedem a utilização de um    material adaptado, por isso há diversidade nos produtos disponíveis.

   A escolha dos materiais utilizados em ortopedia depende do cirurgião e da articulação a substituir. Em todos os casos, os 
   materiais escolhidos devem resistir aos incômodos mecânicos e biológicos provocados por seu implante em um tecido vivo.








15 - Existem Materiais Eternos ?

Atualmente todas as próteses utilizadas são feitas a partir de materiais que se desgastam de forma mais ou menos rápida. Por exemplo, o polietileno (o mais utilizado para as próteses do quadril, do joelho e do ombro) se desgasta em 15 a 20 anos.

As peças de atrito metal-metal e cerâmica-cerâmica se desgastam talvez menos rápido, mas atualmente nenhum estudo suficientemente longo permite prová-lo.

Quando a prótese está desgastada, é necessário, às vezes, substituí-la. (ver questão 33).

 
    Os materiais eternos não existem ainda.








16 - É Necessário "Cimento" Para Fixar Uma Prótese ?

A utilização do cimento para fixar a prótese permite uma repartição mais harmoniosa das superfícies entre o implante e o osso; a abordagem das peças protéticas é mais fácil durante uma eventual retomada cirúrgica posterior (cf. questão 19).

O cimento cirúrgico utilizado para fixar a prótese dentro do osso é um polímero chamado polimetil metacrilato (plástico muito duro biologicamente compatível). Não age como uma cola, mas como uma resina.

O cimento é introduzido quando pastoso e se solidifica em alguns minutos.

O cimento permite a fixação de um implante protético pela penetração no osso, sobre uma superfície tênue.

Este tipo de fixação protética foi o mais utilizado no final dos anos 60. Esta fixação é durável. A possível alteração a longo prazo das propriedades mecânicas do cimento não é evidenciada como fator limitante para a duração da vida das próteses. Infelizmente, o
cimento resiste mal ao processo granulomatoso (cf. questão 34) desenvolvido devido ao desgaste das peças protéticas.

Existem soluções que não utilizam o cimento cirúrgico para fixar os implantes protéticos.

Esta opção busca o crescimento ósseo sobre uma fixação que pode ser: mecânica, através da ajuda da superfície metálica irregular do implante (impacto ou "técnica press-fit") e, sobretudo biológica, graças aos revestimentos á base de derivados cálcicos (hidroxiapatita: cerâmica bio-ativa que permite o crescimento ósseo na superfície dos implantes). Esta fixação resiste talvez melhor ao granuloma, mas se torna complexa uma abordagem cirúrgica posterior (fixação íntima da prótese ao tecido ósseo).

Os implantes em silicone, utilizados para as próteses dos dedos, não necessitam da utilização de cimento. 


 



 

    A utilização ou não de cimento depende da articulação a ser substituída, do modelo de prótese utilizada, da experiência do    cirurgião, da idade do paciente e de sua patologia, etc.

   Converse com seu cirurgião. Ele irá lhe explicar o que é mais adequado ao seu caso. A equipe médico-cirúrgica do hospital Cochin,    prefere a fixação cimentada dos implantes pois se trata de um método que se mostrou seguro com o passar do tempo.









17 - Porque Existem Vários Modelos Diferentes De Próteses Para Uma Mesma Articulação ?

Para uma mesma articulação, diferentes modelos de próteses podem ser utilizados e isso depende:

- do próprio modelo: cada modelo de prótese apresenta vantagens e desvantagens (como no caso relacionado aos carros: é evidente que todo carro tem quatro rodas e um motor, mas os modelos são bem diferentes). Assim, temos o exemplo da prótese total do quadril: existem mais de 400 modelos disponíveis. Certos casos em particular necessitam de uma prótese especifica. Segundo as circunstâncias, seu cirurgião poderá então preferir implantar uma ou outra prótese. Isso depende de inúmeros fatores: a forma e o tamanho da articulação, a intensidade dos desgastes ósseos. Existem também (como na compra de uma roupa) os fatores de moda ou de hábito, o preço de venda (um hospital gera um custo anual e frente a duas próteses muito similares, a escolha pode ser orientada em função do custo proposto pelo fabricante);

- do tipo de fixação da prótese: com ou sem cimento;

- da via cirúrgica (técnica para colocar a prótese no local).

 
     A prótese perfeita ou ideal não existe. Tudo depende do cirurgião, de sua formação, dos seus hábitos.

     Tenha confiança, ele é o profissional capaz de ajudá-lo.









18 - Uma Prótese Pode Durar Toda A Vida ?

As próteses são feitas de materiais (cf. questão 14) que se desgastam lentamente mas de forma inevitável. Assim temos o exemplo da prótese total do quadril. Ela dura em média 16 anos, seja de 10 a 25 anos.

As próteses do joelho têm uma duração de vida de 10 -15 anos e as próteses do ombro têm bons resultados pelo menos 8-10 anos após sua colocação.

Para as próteses como as do tornozelo, a falta de feedback não nos permite prever uma duração de vida precisa.

A duração de vida de uma prótese depende de outros fatores advindos de eventuais complicações: traumatismos ou micro traumatismos repetidos (durante as atividades esportivas intensas), excesso de peso (sobretudo para as próteses do quadril, joelhos, tornozelos)...

Assim o desgaste pode ser mais precoce nas pessoas muito jovens, muito ativas. 

 
     A prótese não é eterna. Como todas as peças mecânicas, as próteses utilizadas atualmente se desgastam.

    Esforçar-se para caminhar o menos possível para evitar o desgaste é uma idéia lógica mas não coerente, como o que se     consideraria para um motorista não dirigir, para evitar o desgaste dos pneus.

    Pergunte ao seu cirurgião o futuro previsível da prótese que você necessita.








19 - Pode-se Então Substituir Uma Prótese Desgastada ?

Pode-se substituir uma prótese desgastada, na medida em que o estado geral do paciente seja compatível com esta intervenção.

Esta operação chamada reintervenção cirúrgica na prótese, ou artroplastia iterativa é mais difícil e assim, mais “arriscada”.

Assim, para o quadril, uma retroca de prótese é uma intervenção mais demorada. Ela provoca uma perda de sangue mais importante que o implante da primeira prótese.

 
    A substituição ou a retroca da prótese (artroplastia iterativa) é uma intervenção mais complexa e mais traumatizante que a     colocação da primeira prótese. È então necessário que a intervenção seja realizada por um cirurgião experiente  neste tipo de     cirurgia.








20 - Quais São Os Benefícios Da Prótese ?

O principal benefício é o alívio das dores, ver seu desaparecimento. A maior parte das pessoas operadas pode parar todos os medicamentos tomados antes da intervenção para aliviar estas dores e um bom número entre elas “esquecem” a prótese.

O segundo benefício da prótese é a recuperação de uma função articular (mobilidade, estabilidade, etc), comprometida, ou perdida, mas para isso é necessário que os tecidos situados em torno da prótese estejam íntegros (músculos, tendões, ligamentos). Neste caso, a eficiência de uma prótese depende:

- da qualidade da reconstrução;

- da integralidade e de equilíbrio da musculatura, que garante o bom funcionamento da prótese.

A prótese pode assim, em certos casos, corrigir uma deformação ou uma correção de comprimento (por exemplo, um encurtamento da perna). O cirurgião procura obter a igualdade de comprimento das pernas, mas ela não é sempre realizável (é necessário saber que uma diferença de comprimento de centímetros é “aceitável” e sem conseqüências). 

 
     O grande benefício obtido pelas próteses é de alivio (ver o desaparecimento) das dores. 

     A colocação de uma prótese permite igualmente recuperar sempre uma boa função articular (mobilidade, estabilidade). 
     Lembre-se  que esta recuperação depende da qualidade dos seus músculos, ligamentos e tendões (situados entorno da      articulação) antes     da intervenção. Isto ressalta a importância dos exercícios físicos recomendados antes da intervenção, para      que você possa estar bem preparado.

     Deste fato, o grande benefício obtido é a melhora da qualidade de vida.









21 - Quais São Os Principais Incoveniêntes E Riscos Precoces Eventuais Da Intervenção ?

Todo ato operatório comporta riscos e a presença de doenças associadas pode piorar estes riscos.

As principais complicações ligadas à cirurgia protética, são as seguintes (esta lista é somente um exemplo):

- a perda de sangue dentro da articulação (hemartrose) ou a coleção de sangue dentro dos tecidos situados em torno da articulação (hematoma). Esta perda pode ser mínima e aliviada pelo uso do gelo no membro operado. Ele pode ser excessivo e necessitar de uma punção, ou uma intervenção para eliminá-lo Este risco é prevenido por uma coagulação vascular adequada durante a intervenção, em certos casos, pela colocação de um dreno durante o fechamento da cicatriz operatória (para aspirar e evacuar o sangue) e para a utilização de uma bandagem compressiva. Esta complicação é rara no quadril, um pouco menos excepcional no joelho. Ao contrário, a equimose (coloração azul da pele) é normal. Uma hemorragia durante a operação que necessitaria de um grande número de transfusões e de uma intervenção vascular é excepcional;

- o risco infeccioso é uma complicação excepcional mas grave que impõe quase sempre uma reintervenção (para limpar uma articulação operada e às vezes trocar a prótese) e o uso prolongado de antibióticos. A infecção pode aparecer precocemente após a intervenção e neste caso ela é devido a uma contaminação do campo operatório, cuja porta de entrada é a pele. Este risco infeccioso é inferior a 1% dos pacientes operados para uma prótese de quadril ou de ombro, ele é um pouco mais importante para as próteses de joelho ou de cotovelo, pois estas articulações são mais superficiais e estão mais expostas às infecções (cf. questões 24, 25, 26 e 27);

- a luxação da prótese é uma complicação que pode aparecer durante os movimentos bruscos (sobretudo nos três primeiros meses após a intervenção), quando os músculos em torno da prótese estão muito fracos. Esta complicação diz respeito, sobretudo às próteses de quadril, de cotovelo e de ombro, ela é excepcional para as outras (cf. questão 28). Para prevenir esta complicação, basta evitar certos movimentos, sobretudo durante os três primeiros meses após a cirurgia. Esta é a razão pela qual os fisioterapeutas ensinam durante a hospitalização as precauções necessárias;

- as complicações venosas, no caso das próteses dos membros inferiores (quadril, joelho tornozelo). A flebite (inflamação de uma veia) que pode se complicar de uma trombose venosa (coágulo dentro da veia) é prevenido pela mobilização. Um fragmento do coágulo pode às vezes desprender e migrar até os pulmões: é a embolia pulmonar. Os riscos de trombose têm se tornado raros graças aos exercícios para estimular o retorno venoso nas pernas, ao levantar precoce, ao tratamento anticoagulante (que fluidifica o sangue) desde a véspera da intervenção e ao uso de meia elástica (cf. questão 35);

- a má cicatrização: deiscência ou necrose (morte da pele) são raras. Eles podem necessitar de uma nova intervenção para refazer a cicatriz e realizar uma nova sutura, e até em certos casos um enxerto da pele (plastia cutânea). Esta complicação é mais ou
menos grave em função de sua extensão e de sua localização; sobre as articulações superficiais (joelho, dedos), ela deve ser tratada rapidamente para evitar a infecção;

- a fratura óssea durante a colocação da prótese: trata-se de uma complicação muito rara que é devida a uma fragilidade óssea. Esta complicação pode ser um pouco mais rara na colocação da prótese;

- a paralisia nervosa. Trata-se de uma complicação muito rara, que lesa os nervos situados perto da prótese que podem sofrer durante as manipulações para a implantação da prótese. Normalmente, a paralisia regride, mas a recuperação pode demorar vários
meses;

- as embolias gordurosas são excepcionais. Na colocação da prótese sobre pressão dentro do osso, das microembolias (pequenos fragmentos) de gordura (provenientes da medula óssea) de ar, ou dos pequenos coágulos de sangue podem se desprender ou migrar. Estes riscos aumentam quando existe um osso osteoporótico. Estes coágulos podem às vezes ser bloqueados dentro da circulação e levar a uma complicação respiratória, cardíaca (o risco é mais importante quando existe uma insuficiência cardíaca ou respiratória antes da intervenção) ou neurológica;

- certos reumatismos podem ser "acordados" pela intervenção, devido à posição durante a cirurgia, ou do ato mesmo (por exemplo: dor nas costas, crise de gota ou de condrocalcionose, iniciada pela poliartrite, etc.)

 
     Esta lista de complicações não deve desestimulá-lo. As próteses representam um grande progresso da medicina para o      tratamento dos reumatismos.

     Todos estes riscos de complicações são minimizados graças à preparação pré-operatória (cf. questões 39 e 40).









22 - Quais São Os Principais Incoveniêntes E Riscos Tardios Eventuais Da Intervenção ?

Certas complicações podem aparecer tardiamente (esta lista é somente um exemplo)

- o desgaste (cf. Questões 29, 30, 31, 32, 33 e 34) é o grande risco de todas as próteses implantadas. O desgaste da prótese (perda de fixação das peças) que se traduzem pelas dores e uma migração das peças da prótese necessitam de uma nova intervenção;

- a infecção tardia aparece pela via sanguínea a partir de um foco infeccioso (pele, urina, brônquios, vesícula, seios da face, etc.) seja por uma contaminação operatória inadvertida, evoluindo silenciosamente e pode levar a um desgaste séptico da prótese (cf. questão 26);

- as ossificações periprotéticas são excepcionais (cf. questão 86): trata-se de formações ósseas em torno da prótese total do fêmur que podem aparecer após a intervenção e que são responsáveis por um endurecimento da articulação. Elas são evitadas pela utilização (sem contra-indicação particular) dos antiinflamatórios não esteroides durante alguns dias após a intervenção. Esta complicação diz respeito essencialmente às próteses de quadril. 

 


a rigidez de uma articulação protética: ela pode aparecer em certas próteses como a do joelho, do cotovelo ou da escápula. É devido à presença de aderências que limitam a mobilidade (os tecidos moles são “colados”). Ela pode ser prevenida pela mobilização leve e precoce da sua prótese, mobilização passiva ou a ajuda de um aparelho;

a algoneurodistrofia ou algodistrofia é uma “descompensação” do sistema nervoso que comanda os vasos”, responsáveis pelas dores, pelo edema e podendo levar a um endurecimento da articulação. Trata-se de uma complicação que aparece e evolui de forma 
lenta e imprevisível. O tratamento é realizado com a associação de medicamentos e com a reeducação leve e especializada. A evolução pode demorar vários meses;

- em certos casos, um aumento crônico (edema) da articulação protética, em particular do joelho, pode necessitar de uma punção para verificar a ausência de infecção. Manobras locais específicas podem ser discutidas e realizadas de acordo com o cirurgião, em serviço especializado, para drenar o edema (sinovitartrose isotópica.);

- em certos casos, as dores na presença da prótese podem persistir. Certas pessoas podem continuar a sofrer enquanto que a prótese está no lugar, e não tem explicação mecânica e  tudo parece correto segundo as radiografias. Tratam-se de dores dos tecidos situados em torno da prótese.  No quadril, as bursites ou tendinites em torno de fios metálicos que servem para fixar o trocânter (cf. questão 85) podem incomodar e necessitar de massagens, de cremes ou gel antiinflamatório. Em certos casos excepcionais, o cirurgião poderá propor uma infiltração de um derivado cortisônico. Este tratamento deve ser realizado em um serviço especializado com regras estritas de assepsia. Em casos raros, nenhuma causa evidente é observada e o cirurgião não encontra explicação precisa para o que a pessoa sente.  A observação regular pelo cirurgião é então necessária (cf. questão 72).   

as tromboses venosas podem também aparecer após a intervenção: se você sente dor na panturrilha, se você estÁá com falta de ar procure seu médico (cf. questão 35);

a fratura da prótese (cf. questão 37). A ruptura de algumas cabeças de próteses do quadril em cerâmica de zircônio é possível. A fratura dos implantes em silastic da mão é possível e traduz o desgaste da prótese que deve então ser trocado.

 

 
    O desgaste é o elemento que coloca habitualmente um fim à vida das próteses. As outras complicações são, felizmente, mais     raras.









23 - Existe Algum Risco Vital Ao Se Colocar Uma Prótese ?

Em toda operação cirúrgica existe um risco, mesmo que mínimo.

Se o seu estado geral é bom, este risco é mínimo. No entanto se o seu estado geral não é tão bom (idoso, doenças graves do coração, do pulmão, obesidade, etc.), o risco pode ser mais ou menos importante.

O risco de morte após uma prótese do membro inferior é atualmente avaliado a 0,5%. De toda maneira uma avaliação do seu estado de saúde global será realizada antes de você ser operado (geralmente durante a consulta com o médico anestesista).

Você será informado dos riscos e convidado a fazer todas as perguntas necessárias e a pensar antes de tomar sua decisão. Em casos raros, a intervenção poderá ser formalmente desaconselhada, se o risco verificado for superior ao beneficio da intervenção.

 
    A colocação de uma prótese é uma intervenção de conforto. Se a equipe médica propõe, é que o benefício esperado é superior     aos riscos que poderão ocorrer.









24 - Precisa-se Ter Medo "Da Infecção" De Uma Prótese ?

Na cirurgia eletiva o risco infeccioso é excepcional. No entanto, 
ele nunca é nulo e se constitui numa complicação grave que
impõe quase sempre uma nova intervenção (nova cirurgia para limpar e às vezes trocar a prótese) e um tratamento
antibiótico prolongado.

O risco infeccioso de uma prótese articular é atualmente inferior 
a 1%. Esta complicação é grave pois a nova prótese tem maior risco de se infectar novamente (10 a 20%).

A infecção pode aparecer tardiamente: ela é raramente ligada a uma contaminação pré-operatória, passando despercebida e
que evolui lentamente durante anos, ela é quase sempre devida
a uma contaminação por via sanguínea a partir de um foco
infeccioso situado á distância (dentes, pulmões, urina, garganta, pele, seios da face etc.).



 
     O risco infeccioso é baixo (as medidas de prevenção e de melhora da saúde permitem uma diminuição de 50% do risco 
     infeccioso dentro dos 15 últimos anos), mas ele não é nulo e se constitui numa complicação severa.

    O período inicial durante os primeiros meses é o mais “perigoso”. O risco infeccioso mesmo não sendo nunca nulo, diminui de     forma significativa com o tempo. O importante é não descuidar de um estado infeccioso e/ou um estado febril, um sinal doloroso
    persistente ou um edema da articulação operada, associado a um estado infeccioso recente ou a uma febre. Então é essencial     dizer aos médicos nas consultas que você tem uma prótese articular.









25 - Como Reduzir O Risco Infeccioso De Uma Prótese ?

Os mecanismos de infecção são múltiplos. A contaminação da articulação operada pode-se fazer a partir de micróbios (germes) da pele, seja durante a intervenção, ou dentro das primeiras semanas que precedem a intervenção, ou pela cicatriz.

Durante as contaminações tardias, o germe migra de um outro foco infeccioso e pode-se instalar sobre a prótese.

Reduzir o risco de infecção é tratar os "reservatórios de germes", as portas de entrada destes germes e ser vigilante com as pessoas de risco (diabético, tratamento por corticóides ou imuno-nodulador ao longo do tratamento, etc.).

Assim, antes da intervenção, para prevenir o risco infeccioso:

- a preparação para a intervenção deve permitir a supressão prévia de todos os potenciais focos infecciosos. É indispensável verificar seu estado dentário (consultar um dentista, fazer uma radiografia [panorâmica dentária]) se necessário, fazer alguns exames biológicos (contagem sanguíneo-plaquetária, velocidade da sedimentação, Proteína C Reativa, procurar por uma infecção urinária). É importante precisar o número e a data das infiltrações previamente efetuadas na articulação que vai ser operada. Algumas
radiografias em particular poderão ser necessárias;

- as infiltrações intra-articulares na articulação a ser operada deverão ser evitadas nos meses precedentes à intervenção (para evitar todo risco infeccioso);

- toda infecção (de pele, urinária, por exemplo) não tratada leva ao adiamento da operação; é necessário primeiro tratar a infecção;

- na véspera e no dia da intervenção, é necessário lavar o corpo e os cabelos com um produto desinfetante especial; o membro a ser operado será depilado (ou raspado com uma gilete descartável). Pois os pelos são reservatórios de micróbios. A preparação segue
um protocolo preciso sob controle da enfermeira.

Na cirurgia ambulatorial, a preparação é similar.

Durante a intervenção, para prevenir e limitar o risco infeccioso:

- a intervenção se inicia em um meio estéril (sala de operação equipada de um fluxo laminar, ar ambiente filtrado, equipe médica vestida com máscara e com touca esterilizada, luva estéril, material estéril ou descartável, etc.). A lavagem cirúrgica das mãos, os
procedimentos de vestimenta do bloco operatório, a manutenção do material e o comportamento da equipe são codificados com controles regulares. Você será desinfectado e você receberá sempre os antibióticos durante a intervenção e logo após (protocolo de
controle.)

Durante a hospitalização: ser de curta duração para diminuir o risco de infecção hospitalar (infecção nasocomial).

Nas seqüências operatórias, e durante toda a sua vida, será necessário ser vigilante:

- o rastreamento e o tratamento das infecções serão permanentes: se você tiver febre ou uma infecção (urinária, pele, garganta, brônquios, seios da face, etc.) é necessário consultar imediatamente seu médico a fim de descobrir rapidamente o tratamento
necessário ( antibióticos);

- todo procedimento de saúde (punção, endoscopia, coronariografia, intervenção cirúrgica, cirurgia estética, etc.) deve ser fato de discussão com seu médico para as medidas de prevenção de uma bacteremia (tomar antibióticos antes e após);

- evitar as infiltrações, as injeções intramusculares (nos glúteos para as próteses do quadril, e no braço para as próteses de ombro ou do cotovelo) ou subcutânea de acordo com a prótese (risco de abscesso), sem avisar ao seu cirurgião;

- é necessário cuidar regularmente dos seus dentes e em caso de tratamento dentário, prevenir o dentista pois os antibióticos podem ser necessários para a continuação do tratamento;

- evitar os tratamentos com pedicuras e manicuras muito agressivos com desinfecção do material e tratamento dos arranhões;

- se você tiver dores na articulação operada, se você tiver febre, é necessário consultar seu médico rapidamente.

 

 Existe risco de infecção anos após a implantação de uma prótese ?

A "infecção" pode aparecer tardiamente, de meses ou até de anos após a colocação de uma prótese articular que até então não havia apresentado nenhum problema (cf. questão 30).

Aqui estão todas as particularidades do risco infeccioso numa prótese articular. Em três situações se deve suspeitar de uma infecção:

- a aparição súbita de uma dor aguda da articulação, associada simultaneamente a uma febre importante: um aviso de urgência em cirurgia ortopédica se impõe;

- a observação de pequenos sinais: vermelhidão da cicatriz, edema doloroso da articulação e aparecimento de dores mediante mobilização da prótese, que até aqui era bem tolerada, deve servir como alerta. Marque rápido uma consulta com seu cirurgião ortopedista;

- às vezes é o cirurgião que colocará a possibilidade de um descolamento séptico (causa infecciosa) ao avaliar sua radiografia, ele poderá propor então uma punção da articulação para confirmar o diagnóstico levando à substituição da prótese e ao tratamento
antibiótico.

 
   Esta complicação é excepcional.

   A vigilância é seu melhor trunfo! Não se deve postergar a consulta com seu cirurgião diante de uma anormalidade. O diagnóstico       de confirmação da infecção é difícil e pode justificar uma hospitalização de alguns dias para fazer exames. Nenhum tratamento          local (pomada, massagens, etc.) deverá atrasar a consulta com seu médico.

   Nenhum antibiótico ou antiinflamatório deve ser prescrito sem orientação médica. No entanto, antibióticos administrados, sem se       identificar o micróbio responsável, podem “mascará-lo” sem eliminá-lo !

   A identificação do micróbio em causa é então impossível e as chances de curá-lo são diminuídas.








27 - Quais São Os Meios De Tratar Uma Infecção Articular Após Implante De Uma Prótese ?

O tratamento apresenta sempre duas partes, um tratamento cirúrgico e um tratamento
médico:

- tratamento cirúrgico: duas atitudes são possíveis segundo o tempo da infecção. Se a infecção é diagnosticada rapidamente, é preciso desinfetar completamente e com urgência a articulação. Se a infecção é vista tardiamente ou é de evolução lenta, em um primeiro tempo, é necessário retirar a prótese, em seguida, em função de evolução local, decidiremos a colocação da nova prótese;

- tratamento médico: se fundamenta no uso dos antibióticos e do tratamento das “portas de entrada” de uma infecção.

O isolamento do germe é certo. Os antibióticos são escolhidos em função dos germes e de sua sensibilidade microbiológica. A má difusão dos medicamentos dentro do osso impõe doses de antibióticos muito elevados com uma administração por perfusão intravenosa e uma observação hospitalar da sua eventual toxicidade. A duração do tratamento não é atualmente inferior a 4 semanas. O tratamento da causa da infecção pode justificar um procedimento cirúrgico secundário (extração dentária, drenagem de uma sinusite ou tratamento de uma verruga, ablação da vesícula, etc...).

Os resultados mostram uma taxa de sucesso de 90% utilizando os meios descritos.

 

 
   O tratamento de uma infecção articular após implante de uma prótese é penoso e prolongado. Ele deve ser conduzido em                estrutura especializada por uma equipe multidisciplinar (cirurgião, anestesista, infectologista, fisioterapeuta, etc.). O nome "cura"
   somente poderá ser pronunciado em período superior a um ano após a colocação da nova prótese.

   A cura tem este preço !








28 - O Que É A Luxação De Uma Prótese ?

A luxação da prótese é definida como uma perda completa do contato entre os componentes da prótese. Todas as articulações protéticas podem ser acometidas. No entanto trata-se de uma complicação que interessa, sobretudo as próteses totais do
quadril não importa a via cirúrgica (técnica para a colocação da prótese) e os materiais utilizados.

Uma luxação de prótese é uma urgência que necessita uma redução (recolocação dos implantes) sob anestesia. Uma vez que a redução foi obtida, em função do número de episódios de luxação e do contexto, seu cirurgião poderá propor uma avaliação radiológica e de exame de sangue para programar uma nova intervenção. 

 
  A luxação é uma complicação rara que necessita de um tratamento urgente com o risco de prejudicar de forma irreversível sua   prótese.









29 - Como Podemos Ver O Desgaste De Uma Prótese ?

O desgaste de uma prótese e sua deterioração é ligada 
ao atrito das peças.

Vários mecanismos de desgaste foram descritos: 
desgaste por abrasão, desgaste pela transferência, desgaste pela corrosão...

O desgaste de uma prótese não é o mais comum que dá origem a qualquer sintoma (nenhuma dor) durante
um longo período.

Ela é avaliada pelo seu cirurgião durante as consultas 
de controle observando as radiografias que ele pediu.

Ela pode ser medida, em certas circunstâncias, de forma mais precisa, pelos métodos sofisticados de informática.

Este desgaste pode ser de origem indireta através de partículas de desgaste liberadas, principalmente de polietileno (plástico de alta densidade), de metal
(“metalose”), de cerâmica, de uma reação inflamatória
(a corpo estranho) que corrói o tecido ósseo situado em torno da prótese: nós chamamos de osteólise
periprotética.

Na fig. ao lado: Prótese do quadril com granuloma (flecha)

 

 
   O desgaste dos componentes protéticos é a complicação maior, a longo prazo, das próteses totais. Ela é atualmente inevitável.

   Certo número de soluções é possível para diminuir o desgaste: melhora do polietileno ou substituição do polietileno pelas    cerâmicas. Parece, no entanto, que hoje para limitar o desgaste, coloca-se a prótese onde há uma parte em metal e outra em    polietileno.








30 - O Que É O Descolamento De Uma Prótese ?

O descolamento de uma prótese é, no senso estrito do termo, a perda da fixação cimentada (com ajuda do cimento) de uma prótese. Depois do desenvolvimento das próteses não cimentadas (sem cimento), este termo é estendido à perda da fixação com um
dos componentes protéticos.

O descolamento pode interessar um ou os dois componentes protéticos. O descolamento pode ser de origem mecânica (descolamento asséptico) ou infecciosa (descolamento séptico; cf. questão 26).O descolamento asséptico é quase sempre a conseqüência de uma reação inflamatória levando a alteração (deterioração) do tecido ósseo situado em torno da prótese (osteólise péri-protética) indiretamente derivada de partículas de desgaste (plástico, metal, cerâmica, etc.). O descolamento se traduz pelas dores e pela migração dos implantes, vistos pelo cirurgião, ao comparar os exames radiográficos sucessivos. 

 
    O descolamento de uma prótese (defeito de fixação) é a complicação mais comum de origem mecânica (não infecciosa).

   Ele se traduz habitualmente por dores e necessita de uma re-intervenção para trocar a prótese.









31 - O Que É Um Deslocamento De Prótese Visível 
Na Radiografia ?

O desligamento é uma noção puramente radiológica.

Trata-se de um espaço claro interposto entre o osso e os contornos da prótese (bordo escuro sobre as radiografias).

É anormal se ele é largo (superior a 1 mm), se modificando 
ao longo do tempo, e interessa várias zonas em torno da prótese.

Nestas condições, pode-se chamar um descolamento de origem mecânica ou infecciosa. Se este não é o caso, não
existe nenhuma significação patológica.

Na fig. ao lado: prótese total do quadril com desligamento

 

 
    Atenção, a presença de um desligamento não significa obrigatoriamente uma nova operação. Não se deixe impressionar pelo     laudo radiográfico.

    A presença de um desligamento nas radiografias é quase sempre banal. Um desligamento visível nas radiografias deve ser     interpretado com prudência e unicamente por um médico especializado dispondo do conjunto do dossiê radiológico. Somente 
    seu cirurgião poderá dizer se é anormal ou necessita de uma nova intervenção.








32 - Nós Sentimos Dor Quando A Prótese Está Desgastada ?

O desgaste da prótese não é nunca doloroso por si só. São as conseqüências que podem ser. No entanto, a partícula de desgaste (plástico, metal, cerâmica, etc.) liberada dentro da articulação acarreta uma reação inflamatória que é a origem de desgaste ósseo em torno da prótese (osteólise periprotética). Estes fenômenos conduzem em seguida um descolamento (perda de fixação) dos implantes protéticos.

Os fenômenos dolorosos aparecem neste estágio, quer dizer tardiamente. Daí o interesse em realizar regularmente as radiografias para verificar a existência de um desgaste, sobretudo por osteólise periprotética, que pode necessitar de uma nova intervenção antes que os desgastes ósseos sejam importantes. 

 
     Não é o desgaste em si que é doloroso, mas suas conseqüências: O descolamento (perda de fixação dos implantes protéticos) e      desgastes do tecido ósseo situado em torno da prótese (osteólise péri-protética).

     Seu cirurgião poderá propor uma nova operação, mesmo se você não sofre ainda, a fim de evitar os desgastes ósseos muito      importantes e uma intervenção mais traumatizante.










33 - Quando se deve operar se houver desgaste de prótese ?

Como nós vimos na questão 29 e 32, não é o desgaste da prótese que determina o momento da retomada cirúrgica, mas as conseqüências do desgaste.

A indicação operatória (nova intervenção ou substituição 
da prótese) é indicada quando existe uma osteólise périprotética.

É comum admitir que é preferível realizar uma nova intervenção antes que a osteólise (destruição óssea) não seja muito avançada para reduzir a dificuldade da reconstrução óssea.

Ao lado: conseqüencias do desgaste de uma prótese

 

 
    Atenção, a osteólise périprotética pode evoluir lentamente, sem dores, daí a necessidade de consultar regularmente o seu     cirurgião mesmo se tudo vai bem.

    Quando o desgaste dos implantes protéticos se acompanha de lesões ósseas em torno da prótese, é preciso realizar uma nova     cirurgia.

    Seu cirurgião poderá propor uma nova cirurgia antes que sua articulação protética não esteja dolorida.







34 - O Que É Um Granuloma ?

Uma prótese pode produzir pedaços de desgaste microscópicos. Estes pedaços são inicialmente eliminados da articulação protética. No entanto a produção de pedaços ultrapassa às vezes as capacidades de eliminação. Estes pedaços se acumulam dentro da
articulação protética. Eles são então englobados dentro das células que produzem mediadores de inflamação e se aglomeram para formar um tecido reator. Esta reação inflamatória tissular é chamada granuloma.

Este tecido produzido indiretamente de produtos inflamatórios é que destrói os ossos em torno da prótese (osteólise péri-protéica). Quando uma nova intervenção é realizada, seu cirurgião realiza a troca dos implantes protéticos, mas libera sua articulação do granuloma inflamatório.

 
    Trata-se de uma reação inflamatória dos tecidos da articulação protética. 

    Esta inflamação pode levar aos desgastes ósseos em torno da prótese.








35 - O Que É Uma Tromboflebite (Trombose Venosa Profunda) ?

Normalmente, o sangue circula muito lentamente dentro das veias das pernas.

Ele circula melhor quando os músculos se contraem em torno das veias. Quando uma perna é imobilizada, existe uma diminuição da circulação do sangue dentro das veias: o sangue tem a tendência a se estagnar (estase) e a coagular mais rápido (coagulação). No entanto, após uma intervenção, existe uma inflamação na perna operada que favorece a coagulação do sangue.

Esta estase associada ao aumento da coagulação pode acarretar a formação de um coágulo sanguíneo dentro de uma veia profunda (trombose venosa profunda) durante ou logo após a intervenção. Este coágulo (trombo) pode se dissolver espontaneamente
(maioria dos casos).

Em certos casos, o coágulo pode aumentar, um fragmento pode se descolar e migrar dentro da circulação pulmonar provocando uma embolia pulmonar. O risco de trombose venosa é reduzido a 80% depois do tratamento anticoagulante (que fluidifica o sangue)
sistêmico.

Para diminuir este risco, outros meios são igualmente utilizados: levantar precoce, o uso de meia elástica (meias anti-varizes), suspensão dos tratamentos hormonais substituídos antes da intervenção e aprendizagem de exercícios para contrair os músculos das pernas e dos glúteos afim de facilitar o retorno venoso.

Mas, a freqüência da tromboflebite após uma prótese dos membros inferiores (quadril, joelho, e tornozelo) é importante apesar do tratamento preventivo sistemático (15% das tromboses venosas causam dores e edemas na panturrilha). Uma trombose venosa mal
curada pode levar a uma síndrome pós-flebite com edema persistente da perna.

É então necessário dizer ao seu médico toda anomalia que surgir ao longo da intervenção: dor ou inflamação da panturrilha, inflamação sobre o trajeto venoso, cansaço anormal, dor no peito, pontadas, febre, calafrios, para que ele possa tratar rapidamente.


 
    Verifique as instruções que são dadas e faça os exercícios que são aconselhados após a intervenção. 

    Previna imediatamente seu médico se você sentir dores na panturrilha após a intervenção, ou se aparecer um edema, câimbras,     um aumento do calor, formigamentos ou uma vermelhidão na perna. 

    Um exame de ecografia simples com  Doppler venoso permite confirmar o diagnóstico de tromboflebite.









36 - Existem Riscos De Intolerância, De Alergia Ou De Rejeição De Uma Prótese ?

No sentido estrito do termo, os fenômenos de “intolerância”, que correspondem a uma reação do corpo contra a prótese, não são observados. Para fabricar uma prótese, os materiais são escolhidos em função de vários parâmetros, onde o primeiro, o mais
importante, é a “bio-compatibilidade” que caracteriza a habitual tolerância do organismo frente ao material. O material pode, no entanto se alterar, e os eventuais produtos desta degradação, estragam o tecido ósseo no qual é fixada a prótese (caso de certas
alterações do titânio).

Não se trata propriamente dito de uma “alergia” ou de uma “rejeição”, mas este tipo de fenômeno pode causar uma falha na fixação das peças, necessitando de uma nova cirurgia para a troca da prótese.



 
    Se sua prótese é dolorosa, mesmo se não tem explicação evidente para as dores, não se deve falar de “alergia” nem de     “rejeição”.









37 - Uma Prótese Pode Se "Quebrar" ?

Uma prótese pode “quebrar” como toda peça mecânica. Trata-se de uma ruptura por “fadiga” reproduzindo o fenômeno observado quando se torce varias vezes um clipe.

A ruptura mecânica pode também ser o termo de um desgaste progressivo, surgindo muito tempo após o implante da prótese. Esta complicação é excepcional para as próteses metálicas.

Uma ruptura da cabeça de certas próteses do quadril em cerâmica do tipo zircônio foi recentemente relatada. Esta complicação estava ligada a um problema de controle do processo de fabricação.

Em 2001, a agência francesa de segurança sanitária dos produtos de saúde, suspendeu provisoriamente e interditou em 2002 a colocação no mercado e a distribuição de certos lotes de cabeças de próteses do quadril, em cerâmica de zircônio TH. Estas próteses
julgadas defeituosas apresentam um risco de ruptura. Os outros tipos de próteses do quadril (cabeça metálica, cabeça em cerâmica, de alumínio ou em cerâmica de zircônio "não TH") não foram implicados. As peças em plástico das próteses dos dedos (implantes em
silicone) podem se quebrar, sempre sem que você perceba.

Se o implante vem a ficar dolorido, é necessário de substituí-lo.



 
    Esta complicação é excepcional para as próteses metálicas.

    A atuação da metalurgia, a qualidade do aço, das ligas de metais ou dos materiais de atrito utilizadas, tiveram um enorme     progresso nos últimos trinta anos. Esta complicação não excepcional para os implantes do quadril dos anos 60 até hoje     praticamente desapareceu, graças às melhoras técnicas de fabricação, a experiência clinica acumulada e à melhora do desenho    das peças protéticas.









38 - O Osso Que Sustenta A Prótese Pode Se "Quebrar" ?

Espontaneamente, quer dizer no caso de utilização normal da prótese, esta complicação é excepcionalmente observada. No entanto, uma queda pode levar a uma fratura do osso no
qual está implantada a prótese, ou a proximidade da prótese 
(por exemplo, uma fratura de um osso da bacia para uma 
prótese de quadril).

Quanto mais sólido o osso menor é o risco de fratura.



 
    Trata-se de uma complicação rara, mais comum secundária a um traumatismo.








39 - Porque É Necessário Fazer Uma Avalização Global Do Estado De Saúde Antes Da Intervenção ?

A artroplastia (intervenção para colocar uma prótese) é uma intervenção corrente. Corrente não significa sempre sem perigo, trata-se de um procedimento cirúrgico que, como toda intervenção, possui riscos de diferentes ordens, inclusive de morte.

O risco de morte é mínimo (0,5%), mas ele não é nulo. Ele aumenta com a idade e com a alteração do estado fisiológico ligado as doenças pré-existentes.

Para que esta operação se realize nas condições de segurança adequadas, é necessário efetuar uma avaliação do estado completo de saúde:

- uma avaliação geral, em particular cardiovascular, pulmonar e renal (por anestesista);

- uma avaliação infecciosa (para rastrear e tratar os focos micro-bacterianos susceptíveis de infectar posteriormente a prótese);

- uma avaliação muscular (para facilitar a reeducação);

- uma avaliação de doenças associadas, susceptíveis de se descompensar na ocasião da intervenção (mesmo uma dor nas costas).

Não deixe de fazer todas as perguntas ao seu cirurgião. 

 
    É necessário preparar a intervenção e fazer uma avaliação completa do estado geral com o objetivo de diminuir a maior parte 
    das complicações precoces ou tardias.

    Esta preparação é muito importante para sua saúde.








40 - Como Se Preparar Para A Intervenção ?

Fora à avaliação do estado de saúde, a preparação é física, psicológica e material:

- Avaliação da saúde:

Ele é iniciado pela equipe médica (cirurgião, anestesista, médicos, etc.). Esta preparação do futuro operado, é essencial e condiciona os resultados da operação. O conjunto da preparação vai durar várias semanas. Todos os exames pedidos pelo cirurgião e o
anestesista antes da intervenção permitem evitar e descobrir no último momento, ou de ver aparecer nos dias pós-cirúrgicos, uma afecção até então desconhecida. Tudo deverá ser observado: o coração, os vasos, os pulmões, o sangue (é necessário verificar a
ausência de anemia, de descompensação da coagulação, etc.), o bom funcionamento dos rins, do fígado, a ausência de doenças evolutivas ou transmissíveis...

Eventualmente, a ajuda de certos especialistas será necessária.

Enfim, é necessário tratar um eventual foco infeccioso e tratar antes da intervenção. É necessário às vezes emagrecer pois um sobrepeso complica a intervenção (mais risco infeccioso, de flebite, de sangramento, etc.), maiores as dificuldades para encontrar o
ponto de referência anatômicos afim de melhor posicionar a prótese e o incômodo para fazer a reeducação após a intervenção (sem falar do risco de desgaste precoce da prótese).

- Preparação psicológica:

É necessário se sentir “pronto”. É melhor escolher um período de vida “calmo” sem muitos problemas.

É necessário pensar, em termos de qualidade de vida, afim de melhor saber o benefício que a prótese pode trazer e igualmente o que se pode esperar.

- Preparação física:

Para a prótese do quadril, joelho, tornozelo, o ideal é de trabalhar os músculos do braço para melhor utilizar a polia (pequeno triângulo suspenso em cima da cama para se endireitar) nos primeiros dias. É melhor se familiarizar com as muletas inglesas antes da
operação para limitar a apreensão (cf. questão 62).

- Preparação material:

É necessário organizar sua hospitalização, sua ausência de casa, seu retorno em casa e sua reeducação... (cf. questões 41 e 42).

Nós aconselhamos de procurar certas ajudas técnicas muito úteis para o retorno ao domicilio (por exemplo adaptador de vaso sanitário, porta-objetos....).

 

 
    Prepare sua hospitalização como se você fosse se preparar para uma grande viagem.

  A consulta com o cirurgião não é sinônimo de intervenção imediata. Você poderá ficar impressionado com o prazo entre a primeira    consulta com o cirurgião e a data da  intervenção. 

  A preparação meticulosa da intervenção retarda esta data, mais diminui o risco de uma  grande parte das complicações precoces 
   e tardias.






41 - Quais São Os Papéis Necessários Para Levar No Dia Da Hospitalização ?

Para sua hospitalização, é necessário levar tudo o que foi prescrito ou pedido pelo cirurgião e o anestesista:

- seu tratamento medicamentoso pessoal e suas receitas;

- sua carta de autotransfusão (ou de grupo sanguíneo);

- todas as suas radiografias (mesmo as mais antigas) e seus resultados de exame de sangue e urina;

- um par de meias elásticas para a cirurgia do quadril, do joelho ou do tornozelo (a escolha do modelo da meia elástica é em função de cada setor de ortopedia, peça conselho ao seu anestesista);

- um par de muletas inglesas (pode ser mais barato comprar do que alugar) para a cirurgia de quadril, do joelho ou do tornozelo;

- os sapatos fechados, confortáveis, tipo basquete com velcros, sapatos antiderrapantes (para caminhar sem risco de queda após o implante de uma prótese do quadril, do joelho ou do tornozelo) e uma ajuda técnica.

A fim de melhorar seu conforto e de se sentir mais confiante: um estojo de toalete (sabonete, pasta de dente, escova de dente, desodorante, perfume, gilete, escova, pente); de absorventes, caso a intervenção possa desregular o ciclo menstrual. Algumas
pessoas gostam de levar seu travesseiro próprio.

Não se esqueça de levar os números de telefone da família e de seus amigos, de anotar os endereços, de um livro...

Não se esqueça dos óculos, de levar roupas confortáveis, fáceis de colocar e de retirar (moletom, pijama, camisola).

 



 

   Deixem em casa os objetos de valor, jóias, seu telefone celular (proibido, pois  interfere com certos aparelhos médicos). 

   Para não se esquecer de nada, faça uma lista de tudo o que é necessário levar.








42 - Quais São As Precauções Práticas Para A Internação ?

No dia da internação, antes de chegar no hospital onde você vai ser operado (a), é necessário confirmar a sua admissão com os seguintes documentos:

- carteira de identidade;

- carteira do plano de saúde;

- encaminhamento médico.

É desaconselhável ir ao cabeleireiro antes da sua cirurgia, caso é necessário fazer, quase sempre um xampu anti-séptico especial desde a sua chegada no hospital.

É necessário retirar o esmalte das unhas e seus anéis (mesmo aliança) para anestesia.

Antes da sua chegada ao bloco operatório, você vai ser depilado (a): depilação com um creme depilatório ou com a gilete, da região operada (o mesmo para a prótese do quadril, a coxa, a panturrilha do lado operado assim como a virilha que é depilada); depois você
precisará somente de uma ducha com um produto anti-séptico especial para prevenir o risco de infecção).

Para a segurança de todos, é proibido fumar dentro dos quartos (se você é fumante, aproveite para parar de fumar: pense no adesivo com nicotina)

Os horários de visita são diferentes, previna sua família e seus amigos, a fim de evitar sua saída de casa para nada. É desaconselhável a visita de crianças com menos de 12 anos de idade na maioria dos hospitais, por medida de higiene, as plantas e as flores não são aceitas. Previna seus amigos.

 
    Cada cirurgião, anestesista e cada estabelecimento tem suas rotinas, informe-se !








43 - Poque É Necessário Ver O Anestesista Antes De Ser Operado: Consulta Pré-anestésica ?

A consulta pré-anestésica realizada antes da operação por um médico anestesista é uma obrigação relativa às condições técnicas de funcionamento dos estabelecimentos de saúde, no que concerne à prática da anestesia e modificando o código de saúde pública. Esta consulta, com o médico anestesista, começa alguns dias antes da intervenção. Ela tem três objetivos:

- preparar ao ato operatório, prescrevendo (ou às vezes suspendendo) os tratamentos que permitem abordar esta intervenção nas melhores condições possíveis e orientando realizar a avaliação de saúde necessária (cf. questão 40);

- informar as diferentes técnicas de anestesia, das possibilidades de um tratamento para a dor e a necessidade de ser ou não transfundido, quer dizer precisar de sangue, afim de que você possa dar com segurança, a sua autorização para a intervenção (cf. questão 45);

- permitir avaliar, no final da consulta, com o médico anestesista, o benefício da intervenção em função do risco ligado ao seu estado de saúde e de seus riscos do ato operatório (cf. questão 5). 

 
    No decorrer desta consulta, você poderá fazer todas as perguntas úteis para sua informação sobre a anestesia.  







44 - O Que É A Visita Pré-anestésica ?

A visita pré-anestésica é igualmente obrigatória (cf. questão 43): o médico anestesista passará para vê-lo nas horas que precedem o momento previsto para a intervenção, em geral na véspera da intervenção. O objetivo desta visita é de permitir acertar os últimos
problemas, logo antes da intervenção.

Em certos casos, o médico anestesista que você verá, nem sempre é aquele que você encontrou em consulta pré-anestésica. Não fique inquieto, o médico anestesista que você viu em consulta, tem toda a precaução de transmitir e de explicar todo seu dossiê ao
anestesista que se ocupará de você. Este anestesista irá interrogá-lo, verificar se algo de novo surgiu após a última consulta e verificar o resultado dos exames prescritos durante a consulta.

Enfim, ele vai definir com você a estratégia definitiva de saúde e observar antes e após a intervenção, e informá-lo do desenrolar do procedimento.

 
    A escolha final da anestesia depende da decisão e da responsabilidade do médico anestesista que fará a anestesia.

    A visita pré-anestésica (algumas horas antes da intervenção) permite ao médico anestesista definir a estratégia definitiva de             tratamento e de observa-lo durante e após a intervenção.








45 - Qual Anestesia Escolher ?

A anestesia é um conjunto de técnicas que permitem a realização de um ato cirúrgico fazendo desaparecer a dor. Existem dois tipos de anestesia: a anestesia geral e anestesia loco-regional.

O tipo de anestesia é em função do local da prótese, da duração da intervenção, da posição sobre a mesa cirúrgica e se você tem algum problema respiratório ou cardíaco.

Para a colocação de uma prótese, a anestesia geral é a mais comum de ser realizada.

- A anestesia geral: esta anestesia consiste a induzir o sono artificial graças aos hipnóticos, a abolir totalmente a dor pela injeção intravenosa de derivados da morfina, a relaxar totalmente os músculos pelos curares. Os produtos utilizados hoje são muito
ativos. Você estará totalmente inconsciente, o tipo de anestesia necessita de uma entubação (introdução de um tubo oco dentro na traquéia para permitir uma respiração artificial: você irá respirar misturas gasosas enriquecidas em oxigênio e você será assistido
por um ventilador artificial).

- A anestesia loco-regional, adormece a parte do corpo sobre a qual irá ser realizada a operação. Seu principio é de bloquear os nervos desta região injetando em sua proximidade um produto anestésico local. Ele permite que você fique consciente (nós podemos mesmo em certo caso escutar a música com um ipod). É desaconselhado às pessoas que têm medo de ficar acordadas durante a intervenção. Uma anestesia geral pode ser associada ou ser necessária em caso de insuficiência da anestesia loco-regional.
O produto anestésico pode ser injetado em contato com a medula espinhal:

• a anestesia peridural (epidural) consiste a injetar um anestésico local dentro do espaço peridural em contato com as raízes nervosas;

• a anestesia raquiana (anestesia espinhal) é uma técnica próxima, mais profunda que consiste em injetar diretamente o produto dentro do líquido cefalorraquidiano, em contato com a medula e com as raízes nervosas.

Nós podemos igualmente injetar o produto na proximidade dos nervos: os troncos nervosos periféricos. Estas técnicas de anestesia troncular ou pléxica (anestesia dos nervos da região) bloqueiam a sensibilidade do tronco, do nervo ou dos plexos nervosos e
permitem um tratamento eficaz e prolongado da dor.

Elas são sempre utilizadas isoladamente para a cirurgia do membro superior (próteses dos dedos).

Estas técnicas são sempre realizadas em associação com a anestesia geral, a fim de diminuir as dores pós-operatórias (próteses do joelho ou do tornozelo, por exemplo). 

 
     Tenha confiança no seu médico anestesista. Sua escolha da anestesia se fará em função das proposições do médico anestesista      que conhece bem o tipo de intervenção, as vantagens e os inconvenientes de cada técnica.








46 - Quais São Os Principais Incovenientes E Riscos Eventuais Da Anestesia ?

Todo ato médico, mesmo conduzido com competência dentro do respeito adquirido da ciência, comporta um risco. Atualmente o risco é o mesmo para a anestesia geral ou uma anestesia loco-regional (anestesia medular pela peridural e anestesia raquial).

Os riscos próprios da anestesia (alergia, toxicidade dos produtos, entubação difícil, etc.) são atualmente muito fracos. Os riscos ligados ao ato operatório nas pessoas idosas ou que sofrem de déficits cardio-respiratórios são muito mais importantes.

Veja os principais riscos (esta lista é somente um exemplo):

- Inconvenientes e riscos da anestesia geral

As náuseas e os vômitos ao acordar são vindos com menos freqüência com as novas técnicas e os novos medicamentos. Os acidentes ligados a vômitos dentro dos pulmões são muito raros se os conselhos em jejum são respeitados.

A introdução de um tubo dentro da traquéia ou dentro da garganta para assegurar a respiração durante a anestesia pode provocar dores na garganta ou uma ronquidão passageira.

Os traumatismos dentários são possíveis. É a razão pelo qual nós pedimos para observar todo aparelho ou fragilidade dentária particular.

Uma vermelhidão da veia nos quais os produtos foram injetados pode ser observada. Ela desaparece em alguns dias.

A posição prolongada sobre a mesa de operação pode acarretar compressões, notadamente de certos nervos, o que pode provocar um edema ou excepcionalmente a paralisia de um braço ou de uma perna. Na maior parte dos casos, as coisas entram em
ordem em alguns dias ou algumas semanas.

Déficits passageiros da memória podem aparecer nas horas após a anestesia. Complicações imprevisíveis comportam um risco de morte como a alergia grave, uma parada respiratória, uma asfixia; são extremamente raras. Para dar uma ordem de grandeza, uma
complicação séria aparece após centenas de milhares de anestesias.

- Inconvenientes e riscos da anestesia loco-regional

Em certos casos, uma repetição da punção pode ser necessária em caso de dificuldades, de anestesia insuficiente ou incompleta. Dores de cabeça podem aparecer. Elas desaparecem sempre com o repouso, com ingestão abundante de água, mas podem necessitar em certos casos, de tratamento local especifico.

Uma dificuldade transitória para urinar pode necessitar da introdução de uma sonda na bexiga. As dores no ponto de punção nas costas podem aparecer. As náuseas, prurido passageiro, vertigens, podem aparecer durante a utilização da morfina ou de seus
derivados. Raramente uma diminuição transitória visual ou auditiva pode ser observada.

Uma queda transitória da pressão arterial poderá aparecer.

Em função dos medicamentos associados, os déficits passageiros da memória ou uma baixa da concentração podem surgir nas horas seguintes a anestesia. As complicações mais graves como as convulsões, a parada cardíaca, a paralisia permanente ou a perda mais ou menos longa das sensações são extremamente raras.

Alguns casos foram descritos enquanto centenas de milhares de anestesias deste tipo são realizadas a cada ano.

 
     As condições atuais da anestesia permitem encontrar e tratar rapidamente as anomalias eventuais: o número de mortes ligadas      à anestesia reduz-se continuamente há 40 anos.

     Estima-se 1 morte para 10 000 anestesias.

     Atualmente na França, contam-se 190 mortes todos os finais de semana por acidente de carro, o risco de dirigir um carro é               superior ao risco operatório.









47 - Precisa-se Fazer Uma Transfusão ?

O sangue é um transportador de oxigênio indispensável e a tolerância da anemia (queda de hemoglobina) é diferente de uma pessoa para outra. A necessidade da transfusão é diferente em função do tipo de cirurgia, de seu desenrolar e de suas reservas.

A consulta anestésica permite aperfeiçoar estas reservas realizando uma estratégia transfusional. No entanto, a transfusão se faz atualmente segundo recomendações e regras muito estritas para evitar os riscos de alergia e de infecções bacterianas ou virais. É
na consulta anestésica que as modalidades da transfusão são fixadas, em função do seu estado de saúde e da intervenção prevista.

Em certos casos (próteses do quadril ou do joelho), é necessário prever a transfusão, pois este tipo de intervenção leva a uma perda de sangue mais ou menos importante. Como se trata de uma intervenção programada é possível prevenir, em alguns casos, por uma
autotransfusão (transfusão autóloga programada), quer dizer a possibilidade de se transfundir com seu próprio sangue que foi retirado antes da operação. Às vezes, é necessário prescrever sangue, a fim de favorecer a fabricação dos glóbulos vermelhos.

Quando a autotransfusão é contra indicada, em caso de perda de sangue importante, em caso de recusa (medo de retirar), você poderá receber sangue de doadores do banco de sangue (transfusão homóloga).

Este sangue provém de um sistema de abastecimento regular fundado na doação voluntária, anônima e gratuita. Ele é pouco suscetível de veicular uma hepatite ou HIV, pois as regras de abastecimento são atualmente rígidas. Este sangue é bem triado e verificado, mas o risco zero não existe.

As precauções obtidas hoje permitem ser excepcionais os acidentes ligados à transmissão das doenças infecciosas tais como as hepatites ou o HIV (risco viral), os acidentes ligados a uma contaminação bacteriana, mas não podemos excluir os riscos desconhecidos.

Não se deve recusar uma transfusão justificada, ela poderá evitar o risco de complicações graves. Os inconvenientes são raros e sem gravidade o mais comum (hematomas de punção, calafrios, febre).

Se o seu estado de saúde precisa de uma transfusão de sangue homóloga, guarde seu documento escrito mencionando a data da transfusão, o tipo e o número dos produtos recebidos, o local onde a transfusão foi realizada. Após três meses, faça os exames de
sangue de controle prescritos no receituário que foi dado na sua saída (sorologias da hepatite C e HIV).

Se você não precisar de uma transfusão e se você puder, seja um doador de sangue regular e voluntário; atualmente, os doadores de sangue são cada vez mais raros enquanto a cada dia milhões de pessoas precisam de transfusões sanguíneas.

 
     O risco transfusional é 10.000 vezes inferior ao risco de acidente na estrada.

     A procura de uma segurança transfusional máxima durante uma intervenção cirúrgica programada necessita da aplicação de uma      verdadeira estratégia transfusional.

    O médico anestesista conhece bem as vantagens e os inconvenientes da transfusão e irá propor a técnica mais apropriada ao     seu caso.









48 - O Que É Uma Transfuão Autóloga Programada (Autotransfusão) ? 

A transfusão autóloga programada (autotransfusão) é a transfusão de produtos sanguíneos de uma pessoa para ela mesma.

- a autotransfusão pode-se fazer antes da operação:

É retirado o seu sangue várias semanas antes da intervenção a fim de transfundir no dia da cirurgia. A retirada pode-se fazer em 3 ou 4 vezes (transfusão autóloga programada seqüencial) ou de uma só vez (transfusão autóloga programada). O objetivo é prover um estoque do seu próprio sangue antes da intervenção a fim de poder transfundir eventualmente no dia da intervenção. Entre a data da retirada e a data da intervenção, seu organismo terá reconstituído em parte o sangue que foi retirado.

- a autotransfusão pode-se fazer durante a operação com a ajuda de uma máquina que recupera e trata o sangue perdido durante a intervenção antes da transfusão.

- enfim, a autotransfusão pode-se fazer após a intervenção (em sala de observação pós- anestésica) a partir do sangue que escoa nos drenos situados dentro da cicatriz operatória.

 
    Cada técnica tem suas indicações, suas vantagens, seus inconvenientes e seus riscos.

    Somente o médico anestesista decidirá a utilização de uma técnica ou de uma outra ou às vezes da associação destas diferentes     técnicas segundo uma estratégia transfusional adaptada a cada um e o sangramento previsível de cada intervenção.

    Se você precisar de uma autotransfusão, nós aconselhamos, entre a data da retirada e a cirurgia, de comer carne vermelha,             alimentos enriquecidos em ferro.

    O anestesista irá prescrever ferro em comprimidos.









49 - É Necessário Parar De Tomar Certos Medicamentos Antes Da Intervenção ?

Antes da intervenção, é preferível parar certos medicamentos que atuam sobre a coagulação (antivitaminas K, aspirina, etc.), sobre o humor (antidepressivos, etc.), sobre a inflamação (certos antiinflamatórios.). Eles devem ser suspensos vários dias antes da
intervenção e eventualmente substituídos por outros medicamentos até a intervenção.

Não se deve suspender os medicamentos por conta própria sem o parecer do médico anestesista, do seu médico de confiança ou de um especialista (cardiologista, psiquiatra ou reumatologista).

Outros medicamentos serão suspensos e não substituídos para diminuir o risco de complicações após a intervenção, como os tratamentos hormonais substituídos (a fim de reduzir o risco de flebite) ou certos tratamentos de fundo da poliartrite reumatóide em razão do risco infeccioso (suspenso em média 15 dias antes e 15 dias após a intervenção).

Em geral, os outros medicamentos podem (ou devem) prosseguir até a hospitalização.



 
    Antes da intervenção não pare de tomar os medicamentos por conta própria: peça conselho ao seu médico, em particular ao seu     anestesista, pode ser perigoso suspender seus medicamentos sozinho.

    Atenção: não tome por conta própria a aspirina (para uma gripe, uma dor de dente, uma dor de cabeça, etc) nos 10 dias que     precedem uma intervenção (risco de sangramento).









50 - A Intervenção Cirúrgica É Dolorosa ? 

Toda intervenção cirúrgica é dolorosa e requer um tratamento preventivo e sistemático da dor.

Existem, no entanto, atualmente, várias técnicas de tratamento da dor durante e após a intervenção. Este tratamento luta contra a dor e é seguido durante a hospitalização e durante seu retorno ao domicilio. Estas técnicas são específicas e seguem recomendações, elas são sempre associadas umas às outras.

Nos dias operatórios sua dor é avaliada regularmente (quase sempre por réguas graduadas) a fim de adaptar o tratamento e de aliviá-lo da dor. Certas técnicas de anestesia loco-regional (anestesia troncular ou pléxica) podem ser propostas em
complemento aos tratamentos contra a dor a fim de a aliviar após a intervenção.

 
    As técnicas de tratamento da dor são muito numerosas e específicas. 

    Fale de seus medos ao seu médico anestesista desde a consulta pré-anestésica, ele irá explicar os meios de aliviar a dor. 
    Durante a hospitalização, não deixe de dizer ao seu médico o momento em que a dor aparecer a fim de não deixar que a dor se     instale e de permitir aliviá-la rapidamente.

 

 

 

 
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